Por que uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) tem o costume de projetar os seu
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Por que uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) tem o costume de projetar os seus sentimentos negativos em outras pessoas?
Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) vivem emoções muito intensas e, muitas vezes, têm dificuldade em lidar com esses sentimentos negativos dentro de si mesmas. Por isso, pode acontecer de projetarem esses sentimentos em outras pessoas — ou seja, atribuírem ao outro aquilo que, na verdade, está sendo vivido internamente.
Isso acontece porque:
1. Dificuldade de regulação emocional
As emoções são sentidas de forma intensa e dolorosa. Quando não conseguem reconhecer ou tolerar essa dor dentro de si, pode surgir a tendência de vê-la no outro.
2. Mecanismo de defesa inconsciente
A projeção é uma forma de “aliviar” temporariamente a angústia. Ao colocar para fora o que é difícil de suportar, a pessoa reduz momentaneamente a pressão interna.
3. Medo de rejeição e abandono
Muitas vezes, sentimentos de raiva, tristeza ou insegurança são tão fortes que se tornam insuportáveis. Projetá-los no outro pode ser uma forma inconsciente de testar vínculos: “será que essa pessoa ainda vai ficar comigo mesmo se eu colocar nela tudo o que sinto de ruim?”.
4. Baixa integração da identidade
No Borderline, é comum haver dificuldades em perceber os sentimentos como parte de si. Assim, o que é interno pode ser confundido como se viesse de fora.
É importante lembrar: essa projeção não é escolha consciente da pessoa, mas sim um recurso psíquico diante do sofrimento.
Na terapia, o trabalho envolve reconhecer e nomear as emoções, fortalecendo a capacidade de regulá-las sem precisar projetá-las nos outros.
Isso acontece porque:
1. Dificuldade de regulação emocional
As emoções são sentidas de forma intensa e dolorosa. Quando não conseguem reconhecer ou tolerar essa dor dentro de si, pode surgir a tendência de vê-la no outro.
2. Mecanismo de defesa inconsciente
A projeção é uma forma de “aliviar” temporariamente a angústia. Ao colocar para fora o que é difícil de suportar, a pessoa reduz momentaneamente a pressão interna.
3. Medo de rejeição e abandono
Muitas vezes, sentimentos de raiva, tristeza ou insegurança são tão fortes que se tornam insuportáveis. Projetá-los no outro pode ser uma forma inconsciente de testar vínculos: “será que essa pessoa ainda vai ficar comigo mesmo se eu colocar nela tudo o que sinto de ruim?”.
4. Baixa integração da identidade
No Borderline, é comum haver dificuldades em perceber os sentimentos como parte de si. Assim, o que é interno pode ser confundido como se viesse de fora.
É importante lembrar: essa projeção não é escolha consciente da pessoa, mas sim um recurso psíquico diante do sofrimento.
Na terapia, o trabalho envolve reconhecer e nomear as emoções, fortalecendo a capacidade de regulá-las sem precisar projetá-las nos outros.
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Mostrar especialistas Como funciona?
Uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) tende a projetar sentimentos negativos em outras pessoas como uma forma de lidar com emoções intensas e difíceis de tolerar, como raiva, vergonha, medo ou vazio. Essa projeção funciona como um mecanismo de defesa inconsciente, permitindo que a pessoa perceba o desconforto emocional como externo, em vez de enfrentá-lo internamente, o que temporariamente reduz ansiedade ou culpa. Além disso, devido à instabilidade da autoimagem e à hipersensibilidade interpessoal, o indivíduo pode interpretar erroneamente intenções ou comportamentos alheios, atribuindo a outros sentimentos ou julgamentos que na verdade refletem sua própria experiência interna. A projeção não é intencionalmente manipulativa, mas um reflexo da dificuldade em autorregular emoções e de compreender a própria experiência afetiva de forma consistente.
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