Preciso de orientação sobre como ajudar meu pai, que desenvolveu consumo excessivo de álcool nos últ
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Preciso de orientação sobre como ajudar meu pai, que desenvolveu consumo excessivo de álcool nos últimos anos. Ele passou a beber diariamente e, quando misturando bebida destilada, fica agressivo verbalmente e no dia seguinte não lembra do que aconteceu. Sempre que eu e meu irmão tentamos conversar com ele sobre diminuir ou buscar ajuda, ele reage com irritação. Existe alguma forma adequada de realizarmos uma intervenção familiar ou de abordar esse assunto sem piorar a situação? Qual seria o melhor caminho para incentivar que ele busque ajuda profissional?
Olá, espero que você esteja bem. Sinto muito pelo que está passando. Conviver com alguém que tem aumentado o consumo de álcool pode ser muito desgastante para a família. É compreensível que você e seu irmão estejam buscando uma forma de ajudar sem gerar ainda mais conflito.
Quando a pessoa reage com irritação ao ser confrontada, forçar a conversa costuma ser improdutivo. O que pode ajudar é escolher momentos em que ele esteja sóbrio, sem tensões recentes, e falar a partir da preocupação, não da cobrança. Comentários como “tenho me preocupado com você” ou “tenho medo do que isso pode te causar” costumam abrir mais espaço do que pedidos diretos para que ele pare de beber.
Em alguns casos, uma intervenção familiar orientada por profissionais pode ser necessária, mas isso exige preparo e, muitas vezes, acompanhamento especializado, especialmente quando há episódios de agressividade e lapsos de memória. O ideal é que vocês não tentem conduzir isso sozinhos, para evitar desgaste e risco emocional.
A terapia também pode ser um apoio para você, ajudando a entender seus limites, reconhecer o que está ao seu alcance e como se posicionar diante dessa dinâmica. Se você sentir que precisa conversar sobre como lidar com essa situação, estou à disposição para te acompanhar.
Quando a pessoa reage com irritação ao ser confrontada, forçar a conversa costuma ser improdutivo. O que pode ajudar é escolher momentos em que ele esteja sóbrio, sem tensões recentes, e falar a partir da preocupação, não da cobrança. Comentários como “tenho me preocupado com você” ou “tenho medo do que isso pode te causar” costumam abrir mais espaço do que pedidos diretos para que ele pare de beber.
Em alguns casos, uma intervenção familiar orientada por profissionais pode ser necessária, mas isso exige preparo e, muitas vezes, acompanhamento especializado, especialmente quando há episódios de agressividade e lapsos de memória. O ideal é que vocês não tentem conduzir isso sozinhos, para evitar desgaste e risco emocional.
A terapia também pode ser um apoio para você, ajudando a entender seus limites, reconhecer o que está ao seu alcance e como se posicionar diante dessa dinâmica. Se você sentir que precisa conversar sobre como lidar com essa situação, estou à disposição para te acompanhar.
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Sinto muito que vocês estejam passando por isso. A resistência é algo comum quando o consumo de álcool se torna um problema. Para abordar seu pai sem piorar a situação, o ideal é conversar apenas em momentos de sobriedade, expressando o que vocês sentem e observam, sem críticas ou pressão. É importante evitar discutir durante ou logo após o consumo e estabelecer limites quando houver agressividade. Apresentar a busca por ajuda profissional como um apoio, e não como cobrança, costuma aumentar muito a chance de se aceitar ajuda.
A psicoterapia pode ajudar ele nesse sentido. Fico a disposição se precisar. Um abraço
A psicoterapia pode ajudar ele nesse sentido. Fico a disposição se precisar. Um abraço
Olá, boa tarde.
Infelizmente é um processo em que ele precisa aceitar e isso é muito difícil de ser realizado. Pode parecer clichê à essa altura do campeonato, mas o primeiro passo para um viciado (ou alguém em processo de tornar-se viciado) é aceitar sobre sua situação. É comum haver a negação de que há um problema, mesmo quando os sinais estão claros como o dia.
Eu focaria nisso para ajudar seu pai. Trazer informação, talvez até gravar a agressividade dele, para que ele compreenda de que as coisas estão saindo do controle. Para a área da saúde ajudar seu pai, é necessário que ele se interesse e vá buscar ajuda. Se for como explicou, pode ser difícil que uma intervenção o ajude, então recomendo que vocês "comam pelas beiradas", colocando o assunto de forma orgânica enquanto o visitam. Também recomendo que vocês não bebam absolutamente nada na presença dele.
Já foi amplamente comprovado pela ciência de que internações compulsivas só são interessantes quando se há um risco real para a pessoa ou as outras ao redor. No caso de seu pai não me parece que ajudaria.
Espero ter ajudado, grande abraço.
Infelizmente é um processo em que ele precisa aceitar e isso é muito difícil de ser realizado. Pode parecer clichê à essa altura do campeonato, mas o primeiro passo para um viciado (ou alguém em processo de tornar-se viciado) é aceitar sobre sua situação. É comum haver a negação de que há um problema, mesmo quando os sinais estão claros como o dia.
Eu focaria nisso para ajudar seu pai. Trazer informação, talvez até gravar a agressividade dele, para que ele compreenda de que as coisas estão saindo do controle. Para a área da saúde ajudar seu pai, é necessário que ele se interesse e vá buscar ajuda. Se for como explicou, pode ser difícil que uma intervenção o ajude, então recomendo que vocês "comam pelas beiradas", colocando o assunto de forma orgânica enquanto o visitam. Também recomendo que vocês não bebam absolutamente nada na presença dele.
Já foi amplamente comprovado pela ciência de que internações compulsivas só são interessantes quando se há um risco real para a pessoa ou as outras ao redor. No caso de seu pai não me parece que ajudaria.
Espero ter ajudado, grande abraço.
Olá. É interessante o seu pai se perceber acolhido por você e pelo seu irmão. Posturas de embate (pare de beber, você precisa de ajuda...) podem desencadear mais agressividade. Procure conversar com ele em momentos em que ele esteja sóbrio.
Olá, como vai?
É um caso muito delicado, pois no seu relato, a forma que seu pai é descrito, me faz pensar que ele evita o reconhecimento de seu adoecimento. Aceitar ajuda vai ser difícil e ouvir também, e é importante para a família ter clareza desse cenário.
As conversas familiares podem partir de um antes e depois, mostrando para ele fotos de quem ele era antes de adoecer, e como vocês filhos o veem agora, como vocês se sentem com relação ao pai; o que mudou nos últimos anos, o que ele perdeu ou ganhou, trazer fatos e emoções.
É possível ir a Unidade de Saúde mais próxima, contar o caso para a equipe e pedir visita domiciliar, no intuito de fazer exames, checar pressão, diabetes esses procedimentos objetivando mostrar ao pai de vocês que isso tudo é cuidado;
Se conseguirem criar vínculo entre ele e a unidade, o próximo caminho seria o CAPS, para avaliação e possibilidade de tratamento;
Acredito que inicialmente a linha de abordagem seja direcionada ao cuidado, não a criticá-lo sobre sua doença ou qualquer outra situação próxima. Se ele se sentir cuidado, pode ser que haja a sensibilidade necessária para ele compreender que está adoecido.
Espero ter ajudado, fico à disposição!
É um caso muito delicado, pois no seu relato, a forma que seu pai é descrito, me faz pensar que ele evita o reconhecimento de seu adoecimento. Aceitar ajuda vai ser difícil e ouvir também, e é importante para a família ter clareza desse cenário.
As conversas familiares podem partir de um antes e depois, mostrando para ele fotos de quem ele era antes de adoecer, e como vocês filhos o veem agora, como vocês se sentem com relação ao pai; o que mudou nos últimos anos, o que ele perdeu ou ganhou, trazer fatos e emoções.
É possível ir a Unidade de Saúde mais próxima, contar o caso para a equipe e pedir visita domiciliar, no intuito de fazer exames, checar pressão, diabetes esses procedimentos objetivando mostrar ao pai de vocês que isso tudo é cuidado;
Se conseguirem criar vínculo entre ele e a unidade, o próximo caminho seria o CAPS, para avaliação e possibilidade de tratamento;
Acredito que inicialmente a linha de abordagem seja direcionada ao cuidado, não a criticá-lo sobre sua doença ou qualquer outra situação próxima. Se ele se sentir cuidado, pode ser que haja a sensibilidade necessária para ele compreender que está adoecido.
Espero ter ajudado, fico à disposição!
Olá! A doença do alcoolismo não afeta apenas o indivíduo que consome álcool, mas toda a família. Os membros da família frequentemente experimentam ansiedade, depressão, vergonha, culpa e medo. Além dos papéis familiares alterados, disfunção na comunicação, isolamento social, dentre outros problemas e consequências que surgem. O estresse constante de lidar com a imprevisibilidade do alcoólatra e suas crises gera um ambiente de tensão permanente. Por isso, sugiro que procurem ajuda profissional, que poderá ajudar e apoiar a família nesse momento e orientar como conduzir a situação com o pai. Há grupos de apoio não somente para a pessoa que consome o álcool, mas para família também, como é o caso do Grupo Amor Exigente. Pode procurar psicólogo, grupos AA, CAPS. A intervenção é um processo delicado que requer paciência e, acima de tudo, apoio profissional para garantir a segurança e eficácia da abordagem. É crucial que, ao tratar o alcoolismo, o foco não seja apenas no dependente, mas em toda a estrutura familiar.
Esta é uma situação delicada e dolorosa, mas a sua abordagem pode fazer diferença. Na psicologia, entendemos que a irritação dele é um mecanismo de defesa: ele nega o problema para não ter que lidar com a dor ou a vergonha de admitir que perdeu o controle. O confronto direto ("você bebe demais") geralmente aumenta essa defesa.
Para uma abordagem mais eficaz, siga estes passos baseados em estratégias de comunicação e mudança de comportamento:
Escolha o Momento Certo: Jamais converse quando ele estiver sob efeito do álcool ou de ressaca. O cérebro não está apto a processar a informação racionalmente. Escolha um momento de calma e sobriedade.
Mude a Forma de Falar (Foco no "Eu", não no "Você"): Em vez de acusar ("Você fica agressivo"), fale sobre como você se sente e descreva fatos concretos. Exemplo: "Pai, eu fico muito assustado e triste quando vejo você esquecer o que aconteceu na noite anterior. Sinto falta da nossa convivência tranquila." Isso diminui a chance dele se sentir atacado.
Foque nas Consequências, não no Rótulo: Evite chamar de "alcoolismo". Aponte os prejuízos visíveis que ele não pode negar, como a falha de memória (os "apagões") ou problemas físicos.
Estabeleça Limites de Segurança: Vocês precisam proteger a saúde mental de vocês. Deixem claro: "Nós te amamos e queremos estar com você, mas não vamos interagir quando houver agressividade ou excesso de álcool." Cumprir esse limite é essencial para não reforçar o comportamento dele.
Sobre a ajuda profissional, muitas vezes a "porta de entrada" não é o psiquiatra (que ele pode rejeitar por preconceito), mas um clínico geral ou gastroenterologista. Vocês podem sugerir um check-up devido aos esquecimentos ou mal-estar físico. Uma vez no consultório, o médico pode identificar os danos do álcool e fazer o encaminhamento de forma que ele aceite melhor. Lembre-se também de que vocês, familiares, podem precisar de apoio psicológico para lidar com essa dinâmica (codependência) sem adoecerem juntos.
Para uma abordagem mais eficaz, siga estes passos baseados em estratégias de comunicação e mudança de comportamento:
Escolha o Momento Certo: Jamais converse quando ele estiver sob efeito do álcool ou de ressaca. O cérebro não está apto a processar a informação racionalmente. Escolha um momento de calma e sobriedade.
Mude a Forma de Falar (Foco no "Eu", não no "Você"): Em vez de acusar ("Você fica agressivo"), fale sobre como você se sente e descreva fatos concretos. Exemplo: "Pai, eu fico muito assustado e triste quando vejo você esquecer o que aconteceu na noite anterior. Sinto falta da nossa convivência tranquila." Isso diminui a chance dele se sentir atacado.
Foque nas Consequências, não no Rótulo: Evite chamar de "alcoolismo". Aponte os prejuízos visíveis que ele não pode negar, como a falha de memória (os "apagões") ou problemas físicos.
Estabeleça Limites de Segurança: Vocês precisam proteger a saúde mental de vocês. Deixem claro: "Nós te amamos e queremos estar com você, mas não vamos interagir quando houver agressividade ou excesso de álcool." Cumprir esse limite é essencial para não reforçar o comportamento dele.
Sobre a ajuda profissional, muitas vezes a "porta de entrada" não é o psiquiatra (que ele pode rejeitar por preconceito), mas um clínico geral ou gastroenterologista. Vocês podem sugerir um check-up devido aos esquecimentos ou mal-estar físico. Uma vez no consultório, o médico pode identificar os danos do álcool e fazer o encaminhamento de forma que ele aceite melhor. Lembre-se também de que vocês, familiares, podem precisar de apoio psicológico para lidar com essa dinâmica (codependência) sem adoecerem juntos.
Sinto muito que você e sua família estejam vivendo essa situação — acompanhar alguém que está desenvolvendo um padrão de uso problemático de álcool é muito doloroso. E é compreensível que as tentativas de conversa acabem gerando irritação, porque o álcool, especialmente quando já faz parte da rotina, costuma ser usado como forma de regulação emocional. Qualquer convite para mudança pode soar como ameaça, mesmo quando vem de amor e preocupação.
De forma geral, intervenções familiares são possíveis, mas precisam ser conduzidas com bastante cuidado para não aumentar a resistência. Alguns pontos ajudam:
• Escolher o momento certo: nunca conversar logo após episódios de bebida ou ressaca. O ideal é um momento neutro, quando ele esteja sóbrio e com mais recursos emocionais.
• Falar a partir da experiência de vocês, não sobre o comportamento dele: por exemplo, em vez de “você precisa parar de beber”, algo como “quando isso acontece, eu fico muito preocupada e tenho medo do que pode te acontecer”.
• Evitar tom confrontativo: pessoas que já estão usando álcool para lidar com tensões tendem a reagir com defesa quando se sentem acusadas.
• Oferecer ajuda, não impor uma solução: às vezes funciona melhor dizer “se em algum momento você quiser conversar com um profissional, eu posso te ajudar a encontrar alguém” do que tentar convencê-lo diretamente.
• Trabalhar limites: família não controla o consumo, mas pode estabelecer limites sobre o que não é aceitável — como agressividade verbal — sempre de forma firme e respeitosa.
Sobre incentivá-lo a buscar ajuda profissional, é importante saber que a motivação para mudança geralmente nasce de dentro, e não de pressão externa. No entanto, a família pode criar condições para que essa motivação apareça: conversas cuidadosas, acolhimento, limites claros e a oferta de apoio prático quando ele demonstrar abertura.
Em alguns casos, um primeiro passo pode ser vocês próprios buscarem orientação com um profissional, para entender como lidar, se proteger emocionalmente e estruturar uma abordagem segura. Isso evita que vocês carreguem sozinhos uma responsabilidade que não é apenas familiar — é de saúde.
Ninguém muda porque é pressionado; as pessoas mudam quando percebem que não precisam enfrentar o processo sozinhas. E vocês já estão dando um passo importante ao buscar orientação.
De forma geral, intervenções familiares são possíveis, mas precisam ser conduzidas com bastante cuidado para não aumentar a resistência. Alguns pontos ajudam:
• Escolher o momento certo: nunca conversar logo após episódios de bebida ou ressaca. O ideal é um momento neutro, quando ele esteja sóbrio e com mais recursos emocionais.
• Falar a partir da experiência de vocês, não sobre o comportamento dele: por exemplo, em vez de “você precisa parar de beber”, algo como “quando isso acontece, eu fico muito preocupada e tenho medo do que pode te acontecer”.
• Evitar tom confrontativo: pessoas que já estão usando álcool para lidar com tensões tendem a reagir com defesa quando se sentem acusadas.
• Oferecer ajuda, não impor uma solução: às vezes funciona melhor dizer “se em algum momento você quiser conversar com um profissional, eu posso te ajudar a encontrar alguém” do que tentar convencê-lo diretamente.
• Trabalhar limites: família não controla o consumo, mas pode estabelecer limites sobre o que não é aceitável — como agressividade verbal — sempre de forma firme e respeitosa.
Sobre incentivá-lo a buscar ajuda profissional, é importante saber que a motivação para mudança geralmente nasce de dentro, e não de pressão externa. No entanto, a família pode criar condições para que essa motivação apareça: conversas cuidadosas, acolhimento, limites claros e a oferta de apoio prático quando ele demonstrar abertura.
Em alguns casos, um primeiro passo pode ser vocês próprios buscarem orientação com um profissional, para entender como lidar, se proteger emocionalmente e estruturar uma abordagem segura. Isso evita que vocês carreguem sozinhos uma responsabilidade que não é apenas familiar — é de saúde.
Ninguém muda porque é pressionado; as pessoas mudam quando percebem que não precisam enfrentar o processo sozinhas. E vocês já estão dando um passo importante ao buscar orientação.
O ideal é conversar em momentos de sobriedade, com tom não acusatório e foco em preocupações reais, descrevendo comportamentos observados sem julgamentos. A intervenção familiar deve ser calmamente planejada, envolvendo poucos membros da família, com mensagens claras sobre limites e consequências, sempre preservando a dignidade da pessoa. É importante evitar confrontos durante ou logo após episódios de consumo, pois isso aumenta a resistência. O melhor caminho é oferecer apoio, informar sobre possibilidades de tratamento e sugerir ajuda profissional como forma de melhorar a saúde e a convivência familiar, reforçando que ele não está sozinho nesse processo.
Olá, boa tarde. Primeiro gostaria de escrever que, sinto muito que você e seu irmão estejam vivendo isso, lidar com o alcoolismo de um pai é emocionalmente desgastante e exige muito cuidado. Vou te orientar de forma prática, mas também de forma humana, porque esse tipo de situação mexe bastante!
O que está acontecendo, pelo que você descreve, seu pai apresenta:
padrão de uso diário, episódios de amnésia alcoólica (“apagões”),mudança de comportamento com agressividade, negação e irritabilidade quando confrontado.
Esses são sinais compatíveis com transtorno por uso de álcool, não “frescura” nem “falta de vontade”.
O cérebro realmente passa a funcionar de outro jeito.
Conversar do jeito certo ajuda muito, mas requer estratégia
Intervenções familiares só funcionam quando são planejadas, calmas e evitam confronto direto.
O que NÃO funciona
- Falar quando ele está bêbado ou de ressaca
- Fazer sermão, bronca, acusações
- Enquadrar: "Você precisa parar", "Você tá se destruindo"
- Colocar ele na parede
- Disputar com a negação dele
O que costuma funciona melhor
- Escolher o momento certo
- Só converse quando ele estiver sóbrio, descansado e receptivo.
- Nunca no meio ou após consumo.
- Focar no impacto e em sentimentos, não no comportamento
Exemplo:
"Pai, eu fico preocupada quando você bebe e no dia seguinte não lembra. Isso me assusta, porque eu te amo e quero você bem."
Isso diminui a defensividade.
Evite frases que provoquem reação de ataque
Evite “você sempre”, “você nunca”, “você precisa”.
Prefira “eu percebo”, “eu sinto”, “me preocupa”.
Traga fatos específicos, não julgamentos
“Ontem você ficou confuso e irritado, e mais tarde disse que não lembrava. Isso tem acontecido com mais frequência.”
Ofereça apoio, não imposição
“Se você topar conversar com um médico ou psicólogo, eu posso marcar, te levar ou só estar junto. Você não precisa fazer isso sozinho.”
Quando vale tentar uma intervenção familiar organizada?
Se a negação é muito forte, é possível planejar uma conversa com:
você e seu irmão (apenas quem ele respeita e com quem se sente seguro)
um tom calmo, firme e amoroso
limites claros (não ameaças)
Exemplo de limite saudável:
“Pai, quando você mistura bebida destilada e fica agressivo, nós vamos encerrar a conversa e sair do ambiente. Não é punição, é proteção.”
Limite NÃO é controle. É autocuidado.
O que realmente ajuda alguém a buscar tratamento
Pessoas com dependência raramente procuram ajuda porque alguém mandou. Elas procuram quando percebem impacto real em algo importante pra elas.
Então a meta da família não é forçar, mas plantar dúvida no padrão atual.
Alguns passos que aumentam a chance de mudança:
- Propor avaliação médica (não “tratamento de alcoolismo” diretamente)
A partir disso, um psiquiatra pode abordar o uso de álcool de modo mais técnico e menos emocional.
Espero ter ajudado um pouco e conte comigo caso queira saber mais. Abraços!
O que está acontecendo, pelo que você descreve, seu pai apresenta:
padrão de uso diário, episódios de amnésia alcoólica (“apagões”),mudança de comportamento com agressividade, negação e irritabilidade quando confrontado.
Esses são sinais compatíveis com transtorno por uso de álcool, não “frescura” nem “falta de vontade”.
O cérebro realmente passa a funcionar de outro jeito.
Conversar do jeito certo ajuda muito, mas requer estratégia
Intervenções familiares só funcionam quando são planejadas, calmas e evitam confronto direto.
O que NÃO funciona
- Falar quando ele está bêbado ou de ressaca
- Fazer sermão, bronca, acusações
- Enquadrar: "Você precisa parar", "Você tá se destruindo"
- Colocar ele na parede
- Disputar com a negação dele
O que costuma funciona melhor
- Escolher o momento certo
- Só converse quando ele estiver sóbrio, descansado e receptivo.
- Nunca no meio ou após consumo.
- Focar no impacto e em sentimentos, não no comportamento
Exemplo:
"Pai, eu fico preocupada quando você bebe e no dia seguinte não lembra. Isso me assusta, porque eu te amo e quero você bem."
Isso diminui a defensividade.
Evite frases que provoquem reação de ataque
Evite “você sempre”, “você nunca”, “você precisa”.
Prefira “eu percebo”, “eu sinto”, “me preocupa”.
Traga fatos específicos, não julgamentos
“Ontem você ficou confuso e irritado, e mais tarde disse que não lembrava. Isso tem acontecido com mais frequência.”
Ofereça apoio, não imposição
“Se você topar conversar com um médico ou psicólogo, eu posso marcar, te levar ou só estar junto. Você não precisa fazer isso sozinho.”
Quando vale tentar uma intervenção familiar organizada?
Se a negação é muito forte, é possível planejar uma conversa com:
você e seu irmão (apenas quem ele respeita e com quem se sente seguro)
um tom calmo, firme e amoroso
limites claros (não ameaças)
Exemplo de limite saudável:
“Pai, quando você mistura bebida destilada e fica agressivo, nós vamos encerrar a conversa e sair do ambiente. Não é punição, é proteção.”
Limite NÃO é controle. É autocuidado.
O que realmente ajuda alguém a buscar tratamento
Pessoas com dependência raramente procuram ajuda porque alguém mandou. Elas procuram quando percebem impacto real em algo importante pra elas.
Então a meta da família não é forçar, mas plantar dúvida no padrão atual.
Alguns passos que aumentam a chance de mudança:
- Propor avaliação médica (não “tratamento de alcoolismo” diretamente)
A partir disso, um psiquiatra pode abordar o uso de álcool de modo mais técnico e menos emocional.
Espero ter ajudado um pouco e conte comigo caso queira saber mais. Abraços!
Você e seu irmão devem iniciar análise pessoal, lembre-se da regra: coloque a máscara primeiro em você e depois no outro. Quando vocês estiverem fortalecidos emocionalmente poderão traçar estratégias para auxiliar seu pai. Não há como convencer ninguém a se tratar, o tratamento para um alcoolista em recuperação é traçado através de um tripé: analisé pessoal e medicação, grupo de apoio(alcoolicos anônimos) e a prática de uma fé.
Em relação ao comportamento da pessoa que você descreve, o uso de substâncias e episódios de agressividade são sinais de alerta importantes. Ajudar não significa assumir a responsabilidade pelo outro ou se expor a situações de risco. O incentivo à busca por ajuda profissional costuma ser mais eficaz quando feito com cuidado, respeitando limites e, se possível, contando com apoio de outros familiares ou pessoas próximas.
O segredo da intervenção não é o confronto, mas o limite estratégico. Tentar conversar quando ele bebeu ou está na defensiva é inútil, pois o cérebro dele não está processando lógica, apenas reagindo ao "ataque". A abordagem mais eficaz é falar em um momento neutro, focando não no rótulo de "alcoólatra" (que ele vai negar), mas nas consequências comportamentais que afetam vocês ("nós sentimos medo quando você grita e não lembra"), usando a empatia e não a acusação. Paralelamente, parem de "amortecer" as quedas dele: deixe-o lidar com a vergonha, a bagunça ou os danos dos apagões, pois é o contato cru com a consequência negativa, e não o sermão da família, que costuma gerar o "clique" para buscar tratamento. Estabeleçam um limite de segurança inegociável: se houver agressividade, a interação acaba na hora e vocês se retiram, ensinando na prática que a convivência familiar depende da segurança e sobriedade.
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