Quais as dificuldades de uma pessoa superdotada? .
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Quais as dificuldades de uma pessoa superdotada? .
Normalmente a pressão imposta pelas pessoas que convivem é um dos principais desafios de quem possui altas habilidades. Apesar delas possuírem facilidade em uma área, acadêmica por exemplo, não garante que elas tem facilidades em outras áreas, por exemplo social e/ou profissional. Dessa forma as pessoas ao redor costumam negligenciar e compreender que essa população também precisa de ajuda para lidar com possíveis dificuldades de adaptação em tarefas e ambientes do dia a dia.
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Do ponto de vista psicológico, a superdotação não protege o sujeito do sofrimento; ao contrário, pode introduzir conflitos específicos. Pessoas superdotadas costumam perceber o mundo com maior complexidade e antecipar problemas, o que pode gerar angústia, excesso de autocobrança e dificuldade em encontrar descanso psíquico. Pensam muito, sentem intensamente e, muitas vezes, têm dificuldade em silenciar a mente. No campo das relações, é comum o sentimento de não pertencimento. A diferença de interesses, de ritmo de pensamento ou de sensibilidade pode dificultar vínculos, produzir solidão e a sensação de não ser compreendido. Isso pode levar tanto ao isolamento quanto a tentativas de adaptação excessiva, nas quais o sujeito se diminui para caber no outro. Há também conflitos ligados à identidade. A superdotação pode ser vivida como exigência constante de desempenho, gerando medo de fracassar, culpa quando não corresponde às expectativas e dificuldade em lidar com limites. Nem tudo pode ser resolvido pela inteligência, e confrontar isso pode ser doloroso. Na clínica, observa-se ainda uma maior vulnerabilidade à ansiedade, ao tédio, à desmotivação e, em alguns casos, a sintomas depressivos, especialmente quando não há espaço simbólico para elaborar essas experiências. A escuta psicológica permite que o sujeito deixe de se reduzir ao “alto potencial” e possa se reconhecer para além dele, com seus conflitos, desejos e limites.
Pessoas superdotadas podem enfrentar dificuldades como assincronia do desenvolvimento (intelecto avançado com maturidade emocional nem sempre equivalente), sensibilidade elevada a estímulos e injustiças, perfeccionismo e autocobrança, tédio e desmotivação em contextos pouco desafiadores, além de dificuldades sociais por interesses diferentes dos pares; também são comuns ansiedade, medo de errar, sensação de inadequação, subidentificação do potencial e, em alguns casos, dupla excepcionalidade (AH/SD associada a TDAH, TEA ou transtornos de aprendizagem), o que exige compreensão e apoio para que o alto potencial não se converta em sofrimento.
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