Quais os riscos da memória autobiográfica superior no transtorno de personalidade borderline (TPB)?
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Quais os riscos da memória autobiográfica superior no transtorno de personalidade borderline (TPB)?
No TPB, a memória autobiográfica intensa faz a pessoa reviver emoções do passado como se fossem atuais, aumentando angústia, impulsividade e distorção da autoimagem, e dificultando viver o presente. É como ter um “HD do trauma” sempre ligado.
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A memória autobiográfica superior no Transtorno de Personalidade Borderline pode aumentar o risco de revivescência intensa de experiências emocionais negativas, especialmente lembranças de abandono, rejeição ou traumas, o que tende a reativar afetos dolorosos com grande intensidade e dificultar a regulação emocional. Essa capacidade de recordar eventos com muitos detalhes pode manter o sujeito preso a episódios passados que reforçam sentimentos de injustiça, culpa ou desvalorização, contribuindo para ruminação, instabilidade afetiva e conflitos interpessoais. Em uma leitura psicanalítica, essas lembranças podem permanecer pouco simbolizadas e carregadas de afeto, fazendo com que o passado retorne repetidamente na vida psíquica como tentativa de elaboração de experiências que ainda não encontraram um lugar mais integrado na história do sujeito.
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