Quais são as alterações metabólicas dos macronutrientes após uma Duodenopancreatectomia?
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Quais são as alterações metabólicas dos macronutrientes após uma Duodenopancreatectomia?
Existe a síndrome da dissabsorção muito presente nas pessoas que passaram pela duodenopancreatectomia afetando assim a absorção não só de macro mas também de micronutrientes.
O manejo da dieta é feito de forma individual analisando dados clínicos (ex: exames) e histórico alimentar. Após os resultados é possível realizar uma dieta e suplementação que ajudem no tratamento.
Há também a necessidade de avaliar as possíveis alterações na saúde gastrointestinal e como essas estão afetando fatores como imunidade e disposição.
O manejo da dieta é feito de forma individual analisando dados clínicos (ex: exames) e histórico alimentar. Após os resultados é possível realizar uma dieta e suplementação que ajudem no tratamento.
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Olá,
Na remoção de tumores, ou não da região peri-ampular.
Recentemente há uma redução da mortalidade operatória para abaixo de 2% e um índice de complicações de cerca de 40%.
Então todo cuidado nesse período é fundamental, principalmente nos idosos.
Ao retirar parte de órgãos ativos e essenciais, deixa-se de absorver e obter benefícios dos alimentos e pode desencadear ou não, outros quadros se, não cuidar corretamente.
A escolha dos alimentos pós procedimento é peça-chave, na recuperação do paciente. Carnes gordurosas, e vegetais crus e fibrosos devem ser evitados, assim também como açúcar refinada.
Nesse caso... aconselha-se um acompanhamento permanente com o gastroenterologista e principalmente com nutricionista.
Na remoção de tumores, ou não da região peri-ampular.
Recentemente há uma redução da mortalidade operatória para abaixo de 2% e um índice de complicações de cerca de 40%.
Então todo cuidado nesse período é fundamental, principalmente nos idosos.
Ao retirar parte de órgãos ativos e essenciais, deixa-se de absorver e obter benefícios dos alimentos e pode desencadear ou não, outros quadros se, não cuidar corretamente.
A escolha dos alimentos pós procedimento é peça-chave, na recuperação do paciente. Carnes gordurosas, e vegetais crus e fibrosos devem ser evitados, assim também como açúcar refinada.
Nesse caso... aconselha-se um acompanhamento permanente com o gastroenterologista e principalmente com nutricionista.
Depende de como foi a cirurgia, do tamanho da área de ressecção e da resposta de cada paciente! Pela minha experiência, nem todos os pacientes apresentam alterações metabólicas. Algumas cirurgias podem dar mais sintomas gástricos/intestinais, como diarreia, falta de apetite e necessitar do uso de enzimas digestivas. Em outros casos, a cirurgia pode causar sintomas similares a diabetes tipo 1, e ser necessário o uso de medicamentos para diabetes. Em ambos os casos, o ajuste da alimentação e o acompanhamento com nutricionista é imprescindível.
Uma Duodenopancreatectomia é uma cirurgia em que uma parte do pâncreas, do duodeno e, em alguns casos, da vesícula biliar e do ducto biliar comum são removidos. Essa cirurgia é frequentemente realizada para tratar condições como câncer de pâncreas ou doenças pancreáticas graves.Após uma Duodenopancreatectomia, várias alterações metabólicas podem ocorrer devido à remoção de partes importantes do sistema digestivo, incluindo o pâncreas e o duodeno. Essas alterações podem incluir:
Digestão e absorção de gorduras: A remoção do duodeno e de uma parte do pâncreas pode afetar a digestão e a absorção de gorduras. O pâncreas é responsável pela produção de enzimas que ajudam na digestão das gorduras. Portanto, a capacidade de digerir e absorver gorduras pode ser reduzida após a cirurgia.
Produção de enzimas pancreáticas: A Duodenopancreatectomia envolve a remoção de uma parte do pâncreas, o que pode afetar a produção de enzimas digestivas pancreáticas. Essas enzimas são importantes para a digestão adequada dos carboidratos, proteínas e gorduras.
Regulação da glicose: O pâncreas desempenha um papel crucial na regulação dos níveis de glicose no sangue, produzindo insulina e glucagon. Após a cirurgia, a regulação da glicose pode ser afetada, podendo levar a alterações nos níveis de açúcar no sangue e até mesmo ao desenvolvimento de diabetes.
Digestão e absorção de gorduras: A remoção do duodeno e de uma parte do pâncreas pode afetar a digestão e a absorção de gorduras. O pâncreas é responsável pela produção de enzimas que ajudam na digestão das gorduras. Portanto, a capacidade de digerir e absorver gorduras pode ser reduzida após a cirurgia.
Produção de enzimas pancreáticas: A Duodenopancreatectomia envolve a remoção de uma parte do pâncreas, o que pode afetar a produção de enzimas digestivas pancreáticas. Essas enzimas são importantes para a digestão adequada dos carboidratos, proteínas e gorduras.
Regulação da glicose: O pâncreas desempenha um papel crucial na regulação dos níveis de glicose no sangue, produzindo insulina e glucagon. Após a cirurgia, a regulação da glicose pode ser afetada, podendo levar a alterações nos níveis de açúcar no sangue e até mesmo ao desenvolvimento de diabetes.
Olá, essa cirurgia causa significativas alterações no processo digestivo, a principal alteração é na produção de enzimas pancreáticas, como a produção é reduzida, acaba dificultando a digestão e absorção de carboidrato, proteína, gordura e algumas vitaminas lipossolúveis (por conta da má absorção de gorduras).
O tratamento das alterações metabólicas é fundamental para garantir qualidade de vida ao paciente. Necessário a suplementação de algumas enzimas, uma dieta especial individualizada com baixo teor de gorduras e suplementação de vitaminas e minerais, caso necessário.
O tratamento das alterações metabólicas é fundamental para garantir qualidade de vida ao paciente. Necessário a suplementação de algumas enzimas, uma dieta especial individualizada com baixo teor de gorduras e suplementação de vitaminas e minerais, caso necessário.
Olá! Obrigada por sua pergunta. A duodenopancreatectomia (ou procedimento de Whipple) é uma cirurgia complexa que afeta significativamente a digestão e o metabolismo dos macronutrientes, pois envolve a retirada parcial do pâncreas, duodeno, parte do estômago e da vesícula biliar. Essas alterações estruturais impactam diretamente a absorção e digestão dos nutrientes.
Metabolismo dos carboidratos: A redução da produção de insulina pelo pâncreas pode levar a dificuldades no controle glicêmico, aumentando o risco de hiperglicemia ou até mesmo de diabetes secundário. A digestão dos carboidratos também pode ser comprometida devido à menor secreção de enzimas digestivas.
Metabolismo das proteínas: A menor produção de enzimas pancreáticas prejudica a digestão das proteínas, o que pode levar à desnutrição se não houver um suporte nutricional adequado. Suplementação com enzimas digestivas pode ser necessária para melhorar a absorção proteica.
Metabolismo das gorduras: A digestão das gorduras é uma das mais afetadas, pois há uma redução significativa da produção de bile e lipase pancreática. Isso pode resultar em má absorção de gorduras e vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K), além de sintomas como diarreia e esteatorreia (fezes gordurosas). Nestes casos, pode ser necessário o uso de enzimas pancreáticas e ajustes na dieta para garantir uma melhor absorção lipídica.
Diante dessas alterações metabólicas, é fundamental um acompanhamento nutricional especializado para adequar a ingestão alimentar, prevenir deficiências nutricionais e melhorar a qualidade de vida do paciente. Caso tenha mais dúvidas ou precise de orientações específicas, procure um nutricionista especializado em nutrição clínica ou cirúrgica. Estou à disposição para ajudar!
Metabolismo dos carboidratos: A redução da produção de insulina pelo pâncreas pode levar a dificuldades no controle glicêmico, aumentando o risco de hiperglicemia ou até mesmo de diabetes secundário. A digestão dos carboidratos também pode ser comprometida devido à menor secreção de enzimas digestivas.
Metabolismo das proteínas: A menor produção de enzimas pancreáticas prejudica a digestão das proteínas, o que pode levar à desnutrição se não houver um suporte nutricional adequado. Suplementação com enzimas digestivas pode ser necessária para melhorar a absorção proteica.
Metabolismo das gorduras: A digestão das gorduras é uma das mais afetadas, pois há uma redução significativa da produção de bile e lipase pancreática. Isso pode resultar em má absorção de gorduras e vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K), além de sintomas como diarreia e esteatorreia (fezes gordurosas). Nestes casos, pode ser necessário o uso de enzimas pancreáticas e ajustes na dieta para garantir uma melhor absorção lipídica.
Diante dessas alterações metabólicas, é fundamental um acompanhamento nutricional especializado para adequar a ingestão alimentar, prevenir deficiências nutricionais e melhorar a qualidade de vida do paciente. Caso tenha mais dúvidas ou precise de orientações específicas, procure um nutricionista especializado em nutrição clínica ou cirúrgica. Estou à disposição para ajudar!
Após uma duodenopancreatectomia, ocorre redução da produção de enzimas pancreáticas e hormônios, afetando a digestão e absorção de macronutrientes. Isso pode levar a má digestão de gorduras (esteatorreia), diminuição da absorção de proteínas e carboidratos, e possível diabetes devido à perda de células produtoras de insulina. O acompanhamento nutricional é essencial para ajustar a dieta e suplementação enzimática. Se precisar de suporte para manejo nutricional pós-cirurgia, posso ajudar em consulta.
Depois da cirurgia, o corpo diegere os alimentos de um jeito diferente. Pense no pâncreas como uma pequena "fábrica" que produz dois tipos de substâncias muito importantes:
´-> Sucos digestivos: Ajudam a quebrar a comida em pedaços minúsculos para o corpo aproveitar.
-> Insulina: Controla o nível de açúcar no seu sangue.
Como uma parte dessa "fábrica" foi removida na cirurgia, o corpo passa a ter dificuldade em:
-> Digerir as Gorduras: Sem os "sucos" digestivos suficientes, a gordura dos alimentos passa direto pelo intestino. Por isso, as fezes podem ficar mais gordurosas, com cheiro forte e, às vezes, até boiar no vaso. Isso também dificulta a absorção de algumas vitaminas importantes.
-> Digerir as Proteínas: As proteínas (de carnes, ovos, feijão) também não são bem processadas no trato gastrointestinal. Isso pode levar à perda de músculos e fraqueza com o tempo.
-> Controle do Açúcar: Com menos insulina sendo produzida, o açúcar dos alimentos pode ficar muito alto no sangue, como se fosse diabetes.
Resumindo, seu corpo vai precisar de ajuda para digerir os alimentos e para controlar o açúcar. É por isso que os médicos costumam receitar cápsulas com as enzimas que faltam (os "sucos" digestivos) para tomar junto com as refeições e, às vezes, medicamentos para controle glicêmico.
´-> Sucos digestivos: Ajudam a quebrar a comida em pedaços minúsculos para o corpo aproveitar.
-> Insulina: Controla o nível de açúcar no seu sangue.
Como uma parte dessa "fábrica" foi removida na cirurgia, o corpo passa a ter dificuldade em:
-> Digerir as Gorduras: Sem os "sucos" digestivos suficientes, a gordura dos alimentos passa direto pelo intestino. Por isso, as fezes podem ficar mais gordurosas, com cheiro forte e, às vezes, até boiar no vaso. Isso também dificulta a absorção de algumas vitaminas importantes.
-> Digerir as Proteínas: As proteínas (de carnes, ovos, feijão) também não são bem processadas no trato gastrointestinal. Isso pode levar à perda de músculos e fraqueza com o tempo.
-> Controle do Açúcar: Com menos insulina sendo produzida, o açúcar dos alimentos pode ficar muito alto no sangue, como se fosse diabetes.
Resumindo, seu corpo vai precisar de ajuda para digerir os alimentos e para controlar o açúcar. É por isso que os médicos costumam receitar cápsulas com as enzimas que faltam (os "sucos" digestivos) para tomar junto com as refeições e, às vezes, medicamentos para controle glicêmico.
Afeta a digestão, absorção e regulação metabólica de carboidratos, proteínas e lipídios.
Especialistas
Pedro Luiz Bertevello
Cirurgião do aparelho digestivo, Cirurgião oncológico, Cirurgião geral
São Paulo
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