Quais são os comportamentos parentais específicos que podem ser invalidantes?

4 respostas
Quais são os comportamentos parentais específicos que podem ser invalidantes?
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

Essa é uma pergunta muito pertinente, porque quando falamos em invalidação parental não estamos nos referindo apenas a atitudes extremas ou abertamente agressivas. Muitas vezes, ela aparece em comportamentos cotidianos, até bem-intencionados, mas que acabam comunicando à criança ou ao adolescente que seus sentimentos, percepções ou necessidades não são legítimos. Exemplos comuns incluem minimizar emoções (“isso é bobagem”, “não é pra tanto”), comparar constantemente com outras pessoas, desqualificar experiências internas (“você está exagerando”), mudar de assunto quando a criança tenta falar de algo sensível ou responder sempre com soluções rápidas, sem espaço para escuta.

Também pode ser invalidante quando os pais reinterpretam a vivência do filho a partir apenas do próprio ponto de vista, como dizer o que ele “deveria estar sentindo”, ou quando há punição, ironia ou crítica sempre que emoções como tristeza, medo ou raiva aparecem. Em alguns contextos, a invalidação surge de forma mais sutil, como o excesso de cobrança, a expectativa de maturidade precoce ou a dificuldade dos cuidadores em tolerar o sofrimento emocional do filho, levando-os a tentar “consertar” tudo rapidamente. Do ponto de vista psicológico, isso interfere no desenvolvimento da autorregulação emocional e na construção de um senso interno de valor e confiança nas próprias emoções.

Vale destacar que, do ponto de vista científico e ético, não se trata de rotular pais como “bons” ou “maus”, mas de compreender padrões relacionais aprendidos, muitas vezes repetidos de geração em geração. A psicologia, alinhada às normas do CRP, trabalha justamente com essa compreensão ampliada, sem culpabilização, mas com responsabilidade e possibilidade de mudança. Em terapia, esses temas costumam ser explorados com cuidado, respeitando a história e os limites de cada família.

Ao ler isso, você se percebe pensando em experiências da sua própria infância ou na forma como lida hoje com emoções? Que tipo de reação dos seus cuidadores mais marcou você quando estava triste ou frustrado? Hoje, como você costuma reagir às suas próprias emoções difíceis? De que maneira essas vivências podem estar influenciando seus relacionamentos atuais?

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Comportamentos parentais invalidantes envolvem ignorar, rejeitar ou julgar as emoções e experiências de uma criança, o que a leva a duvidar dos seus próprios sentimentos e percepções.
Os comportamentos invalidantes são aqueles que desconfrmam, minimizam ou punem a experiência emocional da criança/adolescentes, mesmo que não haja a intenção negativa. Podem ser comparações constantes, rejeição da expressão emocional e outros.
Alguns comportamentos parentais podem ser considerados invalidantes quando, de forma repetida, desautorizam a experiência emocional da criança. Isso inclui minimizar ou desqualificar sentimentos, como dizer que é “drama”, “exagero” ou “frescura”, ridicularizar reações emocionais, ignorar ou não escutar quando a criança tenta se expressar, responder apenas com críticas ou correções sem acolhimento, comparar constantemente com outras crianças, condicionar afeto ao desempenho ou ao bom comportamento, não respeitar limites emocionais, invalidar percepções dizendo que a criança “entendeu errado” ou “inventou coisas”, e reagir com punição, silêncio ou rejeição quando emoções difíceis são expressas. Ao longo do tempo, esses comportamentos podem ensinar a criança a desconfiar do que sente e a suprimir emoções para manter o vínculo.

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