Quais são os desafios na avaliação do julgamento crítico em pessoas com deficiência intelectual?
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Quais são os desafios na avaliação do julgamento crítico em pessoas com deficiência intelectual?
Avaliar o julgamento crítico em pessoas com deficiência intelectual é bem desafiador. Como cada pessoa tem um grau diferente de limitação cognitiva, linguística ou social, é difícil criar um teste que funcione para todos. Muitas vezes, elas têm dificuldade em entender perguntas abstratas ou expressar o que pensam, o que pode mascarar suas reais capacidades. Além disso, a maioria dos testes disponíveis não é adaptada para esse público, dependendo muito de linguagem complexa ou escrita, o que complica tudo.
Também tem a questão emocional: ansiedade ou baixa autoestima podem atrapalhar na hora de responder. Outro problema é que o julgamento crítico exige habilidades como resolver problemas e antecipar consequências, que podem ser mais lentas ou menos desenvolvidas em pessoas com deficiência intelectual, dificultando medir com precisão. Por fim, fatores externos, como falta de apoio ou ambientes pouco estimulantes, podem influenciar os resultados, tornando difícil separar o que é limitação da pessoa e o que é falta de oportunidade. Se quiser, posso sugerir formas de adaptar avaliações ou explorar algum aspecto específico disso!
Também tem a questão emocional: ansiedade ou baixa autoestima podem atrapalhar na hora de responder. Outro problema é que o julgamento crítico exige habilidades como resolver problemas e antecipar consequências, que podem ser mais lentas ou menos desenvolvidas em pessoas com deficiência intelectual, dificultando medir com precisão. Por fim, fatores externos, como falta de apoio ou ambientes pouco estimulantes, podem influenciar os resultados, tornando difícil separar o que é limitação da pessoa e o que é falta de oportunidade. Se quiser, posso sugerir formas de adaptar avaliações ou explorar algum aspecto específico disso!
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Avaliar o julgamento crítico em pessoas com deficiência intelectual é desafiador porque suas limitações cognitivas podem dificultar a compreensão e a tomada de decisões. É fundamental usar linguagem simples, adaptar os métodos de avaliação ao seu nível de desenvolvimento e considerar o contexto familiar e social. Também é importante distinguir entre dificuldades causadas pela deficiência e possíveis transtornos psiquiátricos associados
Ola boa noite ! avaliação do julgamento crítico em pessoas com deficiência intelectual apresenta desafios significativos devido às dificuldades inerentes à própria deficiência e aos preconceitos sociais. É fundamental considerar a complexidade da deficiência intelectual, que engloba dimensões cognitivas, sociais e adaptativas, e adaptar as abordagens avaliativas a cada indivíduo, levando em conta suas necessidades específicas e o contexto em que vive.
A avaliação do julgamento crítico em pessoas com deficiência intelectual (DI) apresenta desafios significativos, principalmente devido às dificuldades na compreensão de conceitos abstratos, na resolução de problemas e na generalização de habilidades. Além disso, limitações nas habilidades adaptativas sociais, como a dificuldade em aprender com experiências e interagir com outras pessoas, também podem dificultar a avaliação.
Pessoas com DI podem ter dificuldades em entender ideias complexas e abstratas, o que pode afetar sua capacidade de avaliar situações e tomar decisões informadas.
A capacidade de identificar, analisar e resolver problemas pode ser prejudicada, dificultando a avaliação de diferentes opções e suas consequências.
Transferir o conhecimento e as habilidades aprendidas em um contexto para outro pode ser um desafio, o que pode impactar a aplicação do julgamento crítico em diferentes situações.
A dificuldade em compreender as normas sociais, interpretar interações e aprender com experiências pode dificultar a avaliação do julgamento social e a tomada de decisões em contextos sociais.
Comunicação:
A comunicação eficaz é fundamental para a avaliação do julgamento crítico. Dificuldades na comunicação, tanto expressiva quanto receptiva, podem dificultar a compreensão das instruções, a expressão de opiniões e a participação em discussões.
A dificuldade em manter o foco e a atenção pode prejudicar a capacidade de avaliar informações relevantes e tomar decisões ponderadas.
Influência do contexto
O ambiente em que a avaliação é realizada e as experiências prévias da pessoa podem influenciar significativamente sua capacidade de julgamento.
É importante ressaltar que a avaliação do julgamento crítico em pessoas com DI deve ser feita de forma individualizada, levando em consideração as características e necessidades específicas de cada pessoa.
Pessoas com DI podem ter dificuldades em entender ideias complexas e abstratas, o que pode afetar sua capacidade de avaliar situações e tomar decisões informadas.
A capacidade de identificar, analisar e resolver problemas pode ser prejudicada, dificultando a avaliação de diferentes opções e suas consequências.
Transferir o conhecimento e as habilidades aprendidas em um contexto para outro pode ser um desafio, o que pode impactar a aplicação do julgamento crítico em diferentes situações.
A dificuldade em compreender as normas sociais, interpretar interações e aprender com experiências pode dificultar a avaliação do julgamento social e a tomada de decisões em contextos sociais.
Comunicação:
A comunicação eficaz é fundamental para a avaliação do julgamento crítico. Dificuldades na comunicação, tanto expressiva quanto receptiva, podem dificultar a compreensão das instruções, a expressão de opiniões e a participação em discussões.
A dificuldade em manter o foco e a atenção pode prejudicar a capacidade de avaliar informações relevantes e tomar decisões ponderadas.
Influência do contexto
O ambiente em que a avaliação é realizada e as experiências prévias da pessoa podem influenciar significativamente sua capacidade de julgamento.
É importante ressaltar que a avaliação do julgamento crítico em pessoas com DI deve ser feita de forma individualizada, levando em consideração as características e necessidades específicas de cada pessoa.
Compreendo perfeitamente seu desafio. Avaliar o julgamento crítico em indivíduos com deficiência intelectual requer uma abordagem sensível e sofisticada, que vá além de simples testes padronizados. Precisamos considerar que a deficiência intelectual se manifesta de formas diversas, impactando diferentes aspectos do funcionamento cognitivo. Um indivíduo pode apresentar dificuldades em um domínio e apresentar habilidades surpreendentes em outro.
Um dos principais desafios reside na **definição operacional do "julgamento crítico"** em si. O que constitui um julgamento crítico "adequado" pode variar significativamente dependendo do contexto, da idade, da experiência de vida e, crucialmente, do nível de desenvolvimento cognitivo do indivíduo. Um teste que avalia o julgamento crítico em uma pessoa sem deficiência intelectual pode ser completamente inadequado para alguém com deficiência intelectual, levando a resultados falsos negativos.
Por isso, a avaliação precisa ser **contextualizada e funcional**. Em vez de focar em testes abstratos, é mais produtivo observar o comportamento do indivíduo em situações reais ou simuladas, avaliando sua capacidade de:
* **Identificar riscos e perigos:** Como a pessoa reage a situações potencialmente perigosas? Consegue identificar e evitar perigos com base em informações fornecidas ou em sua própria experiência?
* **Resolver problemas:** Como a pessoa aborda problemas do dia a dia? Consegue identificar o problema, planejar uma solução, executá-la e avaliar os resultados? A solução encontrada é adequada ao contexto?
* **Tomar decisões:** Como a pessoa toma decisões em diferentes contextos? Considera as consequências de suas ações? Busca informações adicionais antes de tomar uma decisão?
* **Avaliar informações:** Como a pessoa processa e avalia informações novas ou conflitantes? Consegue distinguir entre informações confiáveis e não confiáveis? Consegue integrar informações de diferentes fontes?
* **Compreender perspectivas diferentes:** Consegue a pessoa compreender que existem diferentes pontos de vista e que as suas opiniões podem não ser as únicas válidas?
A avaliação deve ser **multifacetada**, utilizando uma variedade de métodos, incluindo observação direta, entrevistas com o indivíduo e com seus cuidadores, análise de documentos relevantes (como relatórios escolares ou médicos), e o uso de instrumentos adaptados à sua capacidade cognitiva.
É crucial também **considerar as habilidades de comunicação** do indivíduo. A dificuldade em expressar suas ideias pode levar a uma subestimação de sua capacidade de julgamento crítico. O avaliador precisa ser capaz de adaptar sua abordagem à comunicação do indivíduo, utilizando estratégias que facilitem a compreensão e a expressão.
Por fim, a avaliação deve ser encarada como um **processo contínuo e dinâmico**, que acompanha a evolução do indivíduo ao longo do tempo. O julgamento crítico é uma habilidade que se desenvolve ao longo da vida, e a avaliação deve refletir esse processo de desenvolvimento.
Espero que essa resposta te ajude em sua dúvida e que possa ser útil para você.
Eu sou o Psicólogo Roberto Rodrigues, e se você se sentir confortável, pode agendar comigo uma consulta aqui dentro da plataforma doctoralia.
Indique também meu nome para alguém que esteja precisando de psicólogo, é só você enviar o link do meu perfil para o seu parente, colega ou outra pessoa de sua escolha.
Para me encontrar aqui dentro da plataforma, é só digitar "Psicólogo Roberto Rodrigues" dentro da lupa de pesquisa.
Ah, por gentileza, dá uma passadinha ai no meu perfil e clica no botão: "Enviar opinião", e se for da sua vontade, preencha a página de avaliação.
Um dos principais desafios reside na **definição operacional do "julgamento crítico"** em si. O que constitui um julgamento crítico "adequado" pode variar significativamente dependendo do contexto, da idade, da experiência de vida e, crucialmente, do nível de desenvolvimento cognitivo do indivíduo. Um teste que avalia o julgamento crítico em uma pessoa sem deficiência intelectual pode ser completamente inadequado para alguém com deficiência intelectual, levando a resultados falsos negativos.
Por isso, a avaliação precisa ser **contextualizada e funcional**. Em vez de focar em testes abstratos, é mais produtivo observar o comportamento do indivíduo em situações reais ou simuladas, avaliando sua capacidade de:
* **Identificar riscos e perigos:** Como a pessoa reage a situações potencialmente perigosas? Consegue identificar e evitar perigos com base em informações fornecidas ou em sua própria experiência?
* **Resolver problemas:** Como a pessoa aborda problemas do dia a dia? Consegue identificar o problema, planejar uma solução, executá-la e avaliar os resultados? A solução encontrada é adequada ao contexto?
* **Tomar decisões:** Como a pessoa toma decisões em diferentes contextos? Considera as consequências de suas ações? Busca informações adicionais antes de tomar uma decisão?
* **Avaliar informações:** Como a pessoa processa e avalia informações novas ou conflitantes? Consegue distinguir entre informações confiáveis e não confiáveis? Consegue integrar informações de diferentes fontes?
* **Compreender perspectivas diferentes:** Consegue a pessoa compreender que existem diferentes pontos de vista e que as suas opiniões podem não ser as únicas válidas?
A avaliação deve ser **multifacetada**, utilizando uma variedade de métodos, incluindo observação direta, entrevistas com o indivíduo e com seus cuidadores, análise de documentos relevantes (como relatórios escolares ou médicos), e o uso de instrumentos adaptados à sua capacidade cognitiva.
É crucial também **considerar as habilidades de comunicação** do indivíduo. A dificuldade em expressar suas ideias pode levar a uma subestimação de sua capacidade de julgamento crítico. O avaliador precisa ser capaz de adaptar sua abordagem à comunicação do indivíduo, utilizando estratégias que facilitem a compreensão e a expressão.
Por fim, a avaliação deve ser encarada como um **processo contínuo e dinâmico**, que acompanha a evolução do indivíduo ao longo do tempo. O julgamento crítico é uma habilidade que se desenvolve ao longo da vida, e a avaliação deve refletir esse processo de desenvolvimento.
Espero que essa resposta te ajude em sua dúvida e que possa ser útil para você.
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Ah, por gentileza, dá uma passadinha ai no meu perfil e clica no botão: "Enviar opinião", e se for da sua vontade, preencha a página de avaliação.
Oi! Queria te explicar com carinho sobre a avaliação do julgamento crítico em pessoas com deficiência intelectual. Nem sempre é simples perceber se a pessoa está conseguindo avaliar bem uma situação, porque isso depende do quanto ela consegue entender, se expressar e prever consequências. Às vezes, ela pode apenas repetir algo que ouviu ou ser muito influenciada por quem está por perto. Por isso, a gente precisa ter um olhar cuidadoso, usar exemplos do dia a dia, respeitar o tempo dela e, principalmente, entender o que faz sentido no mundo dela.
Cada pessoa tem seu jeito de pensar, sentir e decidir. E o nosso papel é acolher isso com respeito e escuta atenta.
Cada pessoa tem seu jeito de pensar, sentir e decidir. E o nosso papel é acolher isso com respeito e escuta atenta.
Olá!
Avaliar o julgamento crítico em pessoas com deficiência intelectual exige sensibilidade. Nem sempre os testes conseguem captar como a pessoa realmente lida com situações do dia a dia.
Por isso, é essencial considerar seu jeito de pensar, seu nível de compreensão e suas vivências. Mais do que medir, o objetivo é entender e acolher.
Avaliar o julgamento crítico em pessoas com deficiência intelectual exige sensibilidade. Nem sempre os testes conseguem captar como a pessoa realmente lida com situações do dia a dia.
Por isso, é essencial considerar seu jeito de pensar, seu nível de compreensão e suas vivências. Mais do que medir, o objetivo é entender e acolher.
A avaliação do julgamento crítico em pessoas com deficiência intelectual (DI) envolve alguns desafios importantes, pois essa habilidade está diretamente ligada à capacidade de raciocínio, tomada de decisão e resolução de problemas, que são áreas frequentemente afetadas nesse público.
Principais desafios:
Limitações cognitivas – a pessoa pode ter dificuldades para analisar situações abstratas, considerar consequências ou comparar alternativas.
Compreensão verbal reduzida – pode dificultar a interpretação das perguntas ou das situações apresentadas nos testes.
Tendência à resposta concreta ou decorada – muitas vezes, respondem o que acham que o avaliador quer ouvir, e não o que realmente pensam.
Influência do ambiente – o julgamento pode variar muito dependendo do apoio que recebem no dia a dia e do grau de autonomia que lhes é permitido.
Pouca vivência de situações-problema – a restrição de experiências práticas pode limitar a capacidade de aplicar o julgamento em contextos reais.
Como lidar com esses desafios?
Usar linguagem simples e situações concretas
Aplicar testes adaptados ou qualitativos (como entrevistas e jogos)
Observar comportamentos funcionais no cotidiano
Integrar informações da família, escola e cuidadores
Ter sensibilidade para o nível de compreensão da pessoa
Resumo:
Avaliar o julgamento crítico em pessoas com DI exige cuidado, adaptações e uma abordagem funcional. Mais do que medir um "certo ou errado", é preciso entender como essa pessoa toma decisões no seu contexto real de vida.
Vanessa Mascareli Piedade Casaro – CRP 08/35604
Psicóloga clínica e neuropsicóloga
Principais desafios:
Limitações cognitivas – a pessoa pode ter dificuldades para analisar situações abstratas, considerar consequências ou comparar alternativas.
Compreensão verbal reduzida – pode dificultar a interpretação das perguntas ou das situações apresentadas nos testes.
Tendência à resposta concreta ou decorada – muitas vezes, respondem o que acham que o avaliador quer ouvir, e não o que realmente pensam.
Influência do ambiente – o julgamento pode variar muito dependendo do apoio que recebem no dia a dia e do grau de autonomia que lhes é permitido.
Pouca vivência de situações-problema – a restrição de experiências práticas pode limitar a capacidade de aplicar o julgamento em contextos reais.
Como lidar com esses desafios?
Usar linguagem simples e situações concretas
Aplicar testes adaptados ou qualitativos (como entrevistas e jogos)
Observar comportamentos funcionais no cotidiano
Integrar informações da família, escola e cuidadores
Ter sensibilidade para o nível de compreensão da pessoa
Resumo:
Avaliar o julgamento crítico em pessoas com DI exige cuidado, adaptações e uma abordagem funcional. Mais do que medir um "certo ou errado", é preciso entender como essa pessoa toma decisões no seu contexto real de vida.
Vanessa Mascareli Piedade Casaro – CRP 08/35604
Psicóloga clínica e neuropsicóloga
A avaliação do julgamento crítico em pessoas com deficiência intelectual (DI) envolve uma série de desafios importantes, tanto do ponto de vista técnico quanto clínico. O julgamento é uma função cognitiva complexa que exige raciocínio abstrato, tomada de decisão, previsão de consequências e solução de problemas — habilidades frequentemente prejudicadas em graus variados nos quadros de DI.
Um dos principais desafios está na compreensão de situações hipotéticas, frequentemente utilizadas em testes. Pessoas com DI podem ter dificuldades em se colocar em contextos simbólicos ou abstratos, o que compromete a validade das respostas. Além disso, muitos instrumentos de avaliação dependem fortemente da linguagem verbal e de construções complexas, o que dificulta sua aplicação em indivíduos com limitações cognitivas e comunicacionais.
Outro aspecto relevante é que o julgamento crítico é influenciado por fatores ambientais, experiências de vida e nível de autonomia. Pessoas com DI, muitas vezes, têm vivências mais restritas e menor participação em decisões do cotidiano, o que afeta a capacidade de refletir sobre escolhas e consequências de forma independente.
Por fim, a escassez de instrumentos padronizados e validados especificamente para essa população exige uma abordagem clínica mais cuidadosa e integrativa. É fundamental considerar relatos familiares, observações comportamentais e o desempenho em tarefas adaptadas, sempre respeitando o nível de desenvolvimento e o contexto de vida da pessoa avaliada.
Assim, a avaliação do julgamento crítico em indivíduos com deficiência intelectual deve ser realizada com sensibilidade, flexibilidade e rigor técnico, visando compreender não apenas os limites, mas também os recursos e possibilidades adaptativas de cada indivíduo.
Um dos principais desafios está na compreensão de situações hipotéticas, frequentemente utilizadas em testes. Pessoas com DI podem ter dificuldades em se colocar em contextos simbólicos ou abstratos, o que compromete a validade das respostas. Além disso, muitos instrumentos de avaliação dependem fortemente da linguagem verbal e de construções complexas, o que dificulta sua aplicação em indivíduos com limitações cognitivas e comunicacionais.
Outro aspecto relevante é que o julgamento crítico é influenciado por fatores ambientais, experiências de vida e nível de autonomia. Pessoas com DI, muitas vezes, têm vivências mais restritas e menor participação em decisões do cotidiano, o que afeta a capacidade de refletir sobre escolhas e consequências de forma independente.
Por fim, a escassez de instrumentos padronizados e validados especificamente para essa população exige uma abordagem clínica mais cuidadosa e integrativa. É fundamental considerar relatos familiares, observações comportamentais e o desempenho em tarefas adaptadas, sempre respeitando o nível de desenvolvimento e o contexto de vida da pessoa avaliada.
Assim, a avaliação do julgamento crítico em indivíduos com deficiência intelectual deve ser realizada com sensibilidade, flexibilidade e rigor técnico, visando compreender não apenas os limites, mas também os recursos e possibilidades adaptativas de cada indivíduo.
Essa pergunta é bem ampla, acredito que você obteria mais resultados pesquisando algo mais específico.
Olá, como vai? A avaliação do julgamento crítico em pessoas com deficiência intelectual (DI) envolve desafios importantes, pois essa habilidade está diretamente ligada à capacidade de analisar situações, prever consequências, tomar decisões com autonomia e adaptar-se às demandas da vida cotidiana — funções frequentemente comprometidas nesse grupo.
Um dos principais desafios é que o julgamento crítico depende não apenas do quociente intelectual, mas também das habilidades adaptativas, da linguagem, da experiência de vida e da inserção social da pessoa. Muitas vezes, o sujeito com DI pode responder de forma concreta ou automatizada às perguntas dos testes, sem conseguir elaborar reflexões mais complexas sobre dilemas, normas ou situações abstratas, o que exige do avaliador uma escuta qualificada e sensível às limitações simbólicas e comunicativas envolvidas.
Do ponto de vista das neurociências, a dificuldade no julgamento crítico está associada a um funcionamento menos eficiente do córtex pré-frontal, região cerebral ligada à tomada de decisões, planejamento, inibição de impulsos e raciocínio moral. Já pela psicanálise, essa avaliação precisa considerar a posição subjetiva do sujeito frente ao saber e à lei — ou seja, como ele se constitui como sujeito do desejo e da linguagem, e em que medida pôde se apropriar dos limites simbólicos que organizam a convivência social.
Outro desafio importante está na própria construção dos instrumentos avaliativos, que muitas vezes não são sensíveis às particularidades das pessoas com DI. Por isso, é essencial utilizar recursos adaptados, contextualizar as respostas dentro da realidade do sujeito e articular os resultados com entrevistas, observações e análise clínica. A colaboração da família ou dos cuidadores também é indispensável para compreender como o julgamento se expressa na vida cotidiana.
Assim, avaliar o julgamento crítico na deficiência intelectual exige um olhar integrador e ético, que vá além do número do QI e considere a singularidade do sujeito, suas experiências e as possibilidades de desenvolvimento dentro de seu contexto. Fico à disposição.
Um dos principais desafios é que o julgamento crítico depende não apenas do quociente intelectual, mas também das habilidades adaptativas, da linguagem, da experiência de vida e da inserção social da pessoa. Muitas vezes, o sujeito com DI pode responder de forma concreta ou automatizada às perguntas dos testes, sem conseguir elaborar reflexões mais complexas sobre dilemas, normas ou situações abstratas, o que exige do avaliador uma escuta qualificada e sensível às limitações simbólicas e comunicativas envolvidas.
Do ponto de vista das neurociências, a dificuldade no julgamento crítico está associada a um funcionamento menos eficiente do córtex pré-frontal, região cerebral ligada à tomada de decisões, planejamento, inibição de impulsos e raciocínio moral. Já pela psicanálise, essa avaliação precisa considerar a posição subjetiva do sujeito frente ao saber e à lei — ou seja, como ele se constitui como sujeito do desejo e da linguagem, e em que medida pôde se apropriar dos limites simbólicos que organizam a convivência social.
Outro desafio importante está na própria construção dos instrumentos avaliativos, que muitas vezes não são sensíveis às particularidades das pessoas com DI. Por isso, é essencial utilizar recursos adaptados, contextualizar as respostas dentro da realidade do sujeito e articular os resultados com entrevistas, observações e análise clínica. A colaboração da família ou dos cuidadores também é indispensável para compreender como o julgamento se expressa na vida cotidiana.
Assim, avaliar o julgamento crítico na deficiência intelectual exige um olhar integrador e ético, que vá além do número do QI e considere a singularidade do sujeito, suas experiências e as possibilidades de desenvolvimento dentro de seu contexto. Fico à disposição.
Olá! A avaliação do julgamento crítico em pessoas com deficiência intelectual apresenta desafios porque envolve analisar a capacidade da pessoa de tomar decisões, resolver problemas e entender consequências, que podem variar muito de acordo com o nível de deficiência. Além disso, fatores como comunicação limitada, diferenças culturais e contextos variados podem dificultar essa avaliação. Por isso, é importante que a análise seja feita por profissionais especializados, usando métodos adaptados às necessidades individuais para obter uma compreensão mais precisa das habilidades de julgamento crítico da pessoa.
A avaliação do julgamento crítico em pessoas com deficiência intelectual é desafiadora devido às limitações cognitivas, dificuldades de comunicação e à falta de instrumentos adequados e adaptados.
Ei...
- Tem o preconceito, a socialização, a adaptação, as formas de cognição existem em cada pessoa, por isso é importante entender e criar um plano junto as pessoas que atendam suas demandas e necessidades.
- Caso queira nos mandar mais detalhes e perguntas, ficarei feliz em responder.
Abraços
Avaliar o julgamento crítico em pessoas com deficiência intelectual é desafiante devido à variabilidade cognitiva, limitações na comunicação, falta de instrumentos adaptados e riscos de subestimar capacidades. É essencial adaptar a linguagem, garantir a ética e respeitar a individualidade.
Estou à disposição para te ajudar a desenvolver estratégias ou instrumentos adequados.
Estou à disposição para te ajudar a desenvolver estratégias ou instrumentos adequados.
Boa tarde! O ideal é que busque orientação psicológica mais aprofundada para sanar suas dúvidas.
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