Qual a diferença sintomática entre síndrome de guillain barre e neuropatia periférica?

4 respostas
Qual a diferença sintomática entre síndrome de guillain barre e neuropatia periférica?
Dra. Natalia Prando
Neurologista
Catanduva
A síndrome de Guillain Barre é uma neuropatia periférica.
Ela se encaixa no grupo das neuropatias agudas.
Uma neuropatia periférica por diabetes, por exemplo, tem um curso mais arrastado (meses a anos), com sintomas que podem incluir dor, dormência e formigamento nos pés e mãos e atrofia muscular principalmente nas extremidades. No caso da síndrome de Guillain Barre, o quadro evolui dentro de 2-3 semanas, e além alterações da sensibilidade, observamos perda da força nos braços e pernas, podendo inclusive ocorrer paralisia. Trata-se de uma doença que deve ser diagnosticada e tratada o mais precocemente possível.

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Dra. Claudia Maria Miranda Santos
Neurologista, Neurologista pediátrico
Rio de Janeiro
Bom dia! Somente complementando a resposta da Dra Natalia: como bem pontuado, a sindrome de Guillaim Barre é aguda e predominantemente motora, apontando para a necessidade de um diagnostico rapido e pronta intervenção médica pois poderá ter caracteristica ascendente evoluindo para insuficiencia respiratoria. Na localização, a sindrome de Guillaim Barre é uma polirradiculoneuropatia, ou seja, acomete as raizes na saida da medula espinhal. Geralmente está ligada a fatores imunológicos.
Dra. Patricia Gomes Damasceno
Neurologista, Médico do sono, Neurofisiologista
São Paulo
Excelente pergunta — e muito importante, pois embora a síndrome de Guillain-Barré (SGB) e a neuropatia periférica afetem os nervos periféricos, elas têm causas, evolução e sintomas bastante diferentes, principalmente quanto à velocidade de início, distribuição da fraqueza e reversibilidade. A síndrome de Guillain-Barré é uma doença aguda, autoimune e inflamatória, geralmente desencadeada por uma infecção viral ou bacteriana (como gripe, dengue, Zika ou diarreia). O sistema imunológico, por engano, passa a atacar a bainha de mielina ou os axônios dos nervos periféricos, interrompendo a comunicação entre o cérebro e os músculos. Clinicamente, ela se manifesta de forma rápida e simétrica, com fraqueza progressiva que começa nas pernas e sobe para braços, tronco e face em questão de dias a semanas. Essa evolução ascendente é típica da SGB. Além da fraqueza, há formigamento, dormência, dor lombar, perda de reflexos, dificuldade para andar e, em casos graves, comprometimento respiratório ou deglutição, exigindo internação hospitalar e, às vezes, ventilação mecânica. A recuperação pode levar semanas a meses, e costuma ser boa quando tratada precocemente com imunoglobulina intravenosa (IVIG) ou plasmaférese. Já a neuropatia periférica é um termo amplo que engloba diversas doenças que danificam os nervos periféricos de maneira lenta e crônica, ao longo de meses ou anos. As causas mais comuns incluem diabetes, alcoolismo, hipotireoidismo, carências de vitamina B12, insuficiência renal, uso de certas medicações (como quimioterápicos), doenças autoimunes e fatores genéticos. Ao contrário da SGB, a neuropatia periférica costuma provocar formigamento, queimação, dormência e dor em “luvas e meias” (mãos e pés), de forma descendente e simétrica, sem perda súbita de força. Com o tempo, pode causar desequilíbrio, redução da sensibilidade, câimbras e fraqueza discreta, mas não compromete respiração nem músculos faciais, como ocorre na SGB. Outra diferença é o tipo de nervo afetado: na SGB, há inflamação generalizada e abrupta dos nervos motores e sensitivos, enquanto na neuropatia periférica crônica há degeneração lenta e seletiva, geralmente com predomínio sensitivo. Em resumo:


Guillain-Barré: início agudo, fraqueza rápida e ascendente, perda de reflexos, pode afetar respiração; é reversível com tratamento imunológico.


Neuropatia periférica: início lento, sintomas de dormência e dor distal, geralmente crônica e ligada a doenças metabólicas; melhora com controle da causa e reabilitação.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com o neurologista é essencial para confirmar o diagnóstico com exames como eletroneuromiografia e punção lombar, e indicar o tratamento adequado. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, doenças dos nervos periféricos e medicina do sono, sempre com uma abordagem técnica e humanizada. Dra. Patrícia Gomes Damasceno – Neurologista | Especialista em Medicina do Sono | CRM 11930-CE | RQE nº 7771 | RQE nº 8082

 Mariana Ribeiro
Neurologista
Rio de Janeiro
O termo Neuropatia Periférica pode compreender muitos diagnósticos etiológicos. A síndrome de Guillain-Barré é um tipo de polineuropatia que ocorre de forma aguda, em que os sintomas de fraqueza e dormência surgem rapidamente — geralmente em dias ou poucas semanas — e costumam progredir de forma ascendente, começando nas pernas e subindo para o restante do corpo. Existem muitos outros tipos de Neuropatias Periféricas. Algumas costumam ter evolução mais lenta e crônica, com sintomas que se instalam ao longo de meses ou anos, podendo causar formigamento, dor ou perda de sensibilidade nos pés e mãos. O diagnóstico deve ser feito por avaliação neurológica presencial com coleta da história clínica detalhada e exame neurológico minucioso, além de exames complementares específicos.

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