Qual é o papel da psicoterapia na resolução de situações negativas não resolvidas em indivíduos com

4 respostas
Qual é o papel da psicoterapia na resolução de situações negativas não resolvidas em indivíduos com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Ajudar o cliente questionar suas crenças, criar pensamento crítico, entender que o conflito nao é uma discussão e sim um posicionamento, aprender a separar a situação, o fato das emoções e aprender que este não está ligado a pessoa dela e sim ao acontecimento, criar resiliência e desenvolver inteligência emocional. Criar estratégias de enfrentamento diante de fortes emoções e enfrentar o medo do abandono.

Tire todas as dúvidas durante a consulta online

Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.

Mostrar especialistas Como funciona?
Na perspectiva psicanalítica, a psicoterapia tem o papel de oferecer um espaço estável onde as situações negativas não resolvidas possam finalmente ser colocadas em palavras, em vez de serem repetidas de forma intensa e desorganizada nas relações. Em indivíduos com Transtorno de Personalidade Borderline, essas experiências costumam permanecer como marcas emocionais não simbolizadas, ligadas a vivências precoces de perda, abandono ou invalidação, que retornam no presente como crises, rupturas e sofrimento extremo. A psicoterapia permite que o sujeito reconheça como essas cenas antigas se atualizam nos conflitos atuais, especialmente na relação transferencial, favorecendo a construção de sentido onde antes havia apenas urgência e dor. Ao sustentar afetos intensos sem rejeição ou colapso do vínculo, o processo terapêutico contribui para o fortalecimento da capacidade de pensar sobre o que se sente, reduzindo o acting out e ampliando a possibilidade de respostas mais elaboradas diante das frustrações. Assim, a psicoterapia não apaga o sofrimento, mas o transforma em algo passível de elaboração, promovendo maior continuidade psíquica e relações menos marcadas pela repetição do trauma.
Bom dia, um ano novo cheio de harmonia! De uma maneira geral, a psicoterapia é primordial , para ajudar pessoas com transtorno de personalidade boderline, pois ele fornece ferramentas para resolver problemas, conflitos, atuando na regulação emocional e nas mudanças de humor, sejam positivas ou negativas. A Terapia Cognitivo-Comportamental , ajuda ao paciente a desenvolver técnicas para o enfrentamento deste tipo de situação. Enfim, a terapia fornece ferramentas que ajudarão no equilíbrio emocional como um todo, e técnicas para que a pessoa torne-se mais autônoma e saudável emocionalmente para ter uma vida mais equilibrada.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

A psicoterapia tem um papel central nesse processo, porque ela atua exatamente onde essas situações ficam “presas”: na forma como são vividas, lembradas e reativadas ao longo do tempo. Em pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline, experiências negativas não resolvidas costumam continuar influenciando emoções, pensamentos e relações, como se ainda estivessem acontecendo no presente.

O trabalho terapêutico ajuda a transformar essa relação com a experiência. Primeiro, criando um espaço seguro onde a pessoa consegue entrar em contato com o que sente sem ser tomada completamente por isso. Aos poucos, ela aprende a reconhecer padrões, identificar gatilhos e compreender o que essas situações representam internamente, em vez de apenas reagir automaticamente.

Outro aspecto importante é a reorganização dos significados. Muitas dessas situações estão ligadas a crenças profundas sobre si e sobre os outros. A terapia permite revisitar essas experiências com novos recursos emocionais e cognitivos, o que vai modificando a forma como elas são interpretadas e sentidas. Com o tempo, aquilo que antes era vivido como uma ameaça constante passa a ser integrado de maneira mais estável.

Além disso, a própria relação terapêutica funciona como um campo de aprendizado. A pessoa experimenta um vínculo mais previsível e seguro, onde conflitos podem ser compreendidos sem virar ruptura. Isso vai sendo internalizado e impacta diretamente a forma como ela lida com situações fora da terapia.

Talvez faça sentido refletir: quando você pensa em situações que ficaram abertas, o que ainda parece ativo nelas hoje? É a dor, o significado ou a forma como você reage quando algo parecido acontece? E como seria olhar para isso com mais apoio e menos urgência?

A psicoterapia não muda o passado, mas muda profundamente a forma como ele continua presente na vida da pessoa. Caso precise, estou à disposição.

Especialistas

Anna Paula Balduci Brasil Lage

Anna Paula Balduci Brasil Lage

Psicólogo

Rio de Janeiro

Claudia Matias Santos

Claudia Matias Santos

Psicólogo

Rio de Janeiro

Anabelle Condé

Anabelle Condé

Psicólogo

Rio de Janeiro

Paloma Santos Lemos

Paloma Santos Lemos

Psicólogo

Belo Horizonte

Renata Camargo

Renata Camargo

Psicólogo

Camaquã

Perguntas relacionadas

Você quer enviar sua pergunta?

Nossos especialistas responderam a 2843 perguntas sobre Transtorno da personalidade borderline
  • A sua pergunta será publicada de forma anônima.
  • Faça uma pergunta de saúde clara, objetiva seja breve.
  • A pergunta será enviada para todos os especialistas que utilizam este site e não para um profissional de saúde específico.
  • Este serviço não substitui uma consulta com um profissional de saúde. Se tiver algum problema ou urgência, dirija-se ao seu médico/especialista ou provedor de saúde da sua região.
  • Não são permitidas perguntas sobre casos específicos, nem pedidos de segunda opinião.
  • Por uma questão de saúde, quantidades e doses de medicamentos não serão publicadas.

Este valor é muito curto. Deveria ter __LIMIT__ caracteres ou mais.


Escolha a especialidade dos profissionais que podem responder sua dúvida
Iremos utilizá-lo para o notificar sobre a resposta, que não será publicada online.
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.