Qual é o papel das acomodações familiares no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) infantil ?

2 respostas
Qual é o papel das acomodações familiares no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) infantil ?
 Jucely Giacomelli
Psicólogo
São Paulo
TOC infantil e família

No TOC infantil, é comum que os pais, para evitar o sofrimento da criança, participem dos rituais: repetem respostas, ajudam em verificações ou mudam a rotina da casa. Isso se chama acomodação familiar.

Embora bem-intencionada, a acomodação mantém o TOC vivo, porque reforça a compulsão e aumenta a dependência.

O melhor caminho é:
Não reforçar os rituais.
Apoiar a criança a enfrentar pequenas ansiedades.
Buscar tratamento especializado e psicoeducação familiar.

Assim, os pais deixam de alimentar o TOC e se tornam parceiros na superação.

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No Transtorno Obsessivo-Compulsivo infantil, as acomodações familiares, como participar de rituais, oferecer garantias constantes ou modificar rotinas para reduzir a ansiedade da criança , costumam surgir como tentativas de aliviar o sofrimento imediato, porém acabam reforçando o ciclo obsessivo-compulsivo e mantendo o sintoma ao longo do tempo; ao validar implicitamente a lógica da obsessão, a família contribui para que a criança não desenvolva recursos internos para tolerar a angústia e simbolizar seus conflitos; sob a perspectiva psicanalítica, é fundamental compreender a função do sintoma na economia psíquica da criança e trabalhar com os cuidadores para que possam sustentar limites consistentes, oferecendo continência emocional sem se tornarem parte da compulsão.

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