Qual é o principal tipo de neuroplasticidade que envolve o fortalecimento ou enfraquecimento das con

5 respostas
Qual é o principal tipo de neuroplasticidade que envolve o fortalecimento ou enfraquecimento das conexões sinápticas em resposta à atividade neural?
 Julia Rhenius
Psicólogo
Florianópolis
O principal tipo de neuroplasticidade envolvido nesse processo é chamado de plasticidade sináptica dependente da atividade — mais especificamente, a potenciação de longo prazo (LTP) e a depressão de longo prazo (LTD).
LTP fortalece conexões entre neurônios que são ativados com frequência.
LTD enfraquece conexões entre neurônios pouco utilizados ou ineficientes.
Esses mecanismos são fundamentais para aprendizagem, memória e mudança de comportamento, e também são a base neurobiológica por trás de intervenções psicoterapêuticas eficazes.

Tire todas as dúvidas durante a consulta online

Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.

Mostrar especialistas Como funciona?
 Carla Lourenci
Psicólogo, Psicanalista
Blumenau
O principal tipo de neuroplasticidade que envolve o fortalecimento ou enfraquecimento das conexões sinápticas é a plasticidade sináptica.
Ela representa a incrível capacidade do cérebro de se adaptar conforme nossas experiências, pensamentos e emoções.

Na prática, isso acontece por meio de dois mecanismos principais:
• Potenciação de Longo Prazo (LTP): quando as conexões entre neurônios se tornam mais fortes com o uso repetido — como se o cérebro “aprendesse” algo novo.
• Depressão de Longo Prazo (LTD): quando essas conexões enfraquecem, permitindo reorganizar caminhos neurais e abrir espaço para novos aprendizados.

Esses processos mostram como o cérebro está em constante mudança e podem ser estimulados por práticas terapêuticas, meditação, novas aprendizagens e exercícios mentais.
Em terapia, trabalhamos justamente com essa capacidade natural do cérebro de se transformar e criar novas possibilidades de pensar, sentir e agir.
A neuroplasticidade do cérebro, é a capacidade de adaptar-se e desenvolver novas conexões cerebrais para responder ou atuar em determinada resposta cerebral. Quanto mais desenvolvemos conhecimentos, cuidamos da alimentação, dando prioridade a alimentos que possuem nutrientes importantes ao cérebro, cuidamos das emoções, estamos proporcionado uma atividade cerebral saudável. A psicoterapia, ao trabalhar com as emoções, comportamentos, com foco em desenvolver equilíbrio emocional, estamos contribuindo para a melhora das conexões sinápticas.
O principal tipo de neuroplasticidade envolvido no fortalecimento ou enfraquecimento das conexões sinápticas em resposta à atividade neural é a plasticidade sináptica.

Esse processo ocorre quando a eficiência da comunicação entre neurônios se modifica de acordo com o padrão de atividade neural. Os dois mecanismos mais conhecidos são:

Potenciação de Longo Prazo (Long-Term Potentiation – LTP): aumenta a força da conexão sináptica quando dois neurônios são ativados repetidamente em conjunto.

Depressão de Longo Prazo (Long-Term Depression – LTD): reduz a força da conexão sináptica quando a atividade entre os neurônios diminui ou ocorre de forma menos sincronizada.

Esses mecanismos são fundamentais para aprendizagem, memória e adaptação do cérebro às experiências. Um princípio clássico associado a esse processo foi proposto pelo neuropsicólogo Donald Hebb, conhecido como regra de Hebb, frequentemente resumida pela ideia de que “neurônios que disparam juntos tendem a se conectar mais fortemente”.

Assim, a plasticidade sináptica é considerada um dos principais fundamentos biológicos da capacidade do cérebro de se modificar ao longo da vida.
Ótima pergunta! De forma objetiva, o cérebro funciona na base do "use ou perca".
Ou seja, as conexões se fortalecem quando repetimos uma ação, um pensamento ou um aprendizado, as "pontes" de comunicação entre os neurônios ficam mais fortes e rápidas. É assim que o que praticamos fica mais fácil com o tempo.
E o enfraquecimento ocorre quando paramos de usar uma habilidade ou deixamos um hábito de lado. O cérebro enfraquece e até desmancha essas pontes para economizar energia e abrir espaço para informações novas. É por isso que esquecemos idiomas ou matérias que não praticamos mais.
O cérebro é como um músculo que se molda fisicamente, o que a gente estimula cresce e se fortalece e o que a gente ignora acaba atrofiando e enfraquecendo.

Isso é trabalhado em terapia e deixo aqui o convite pra darmos início. É só clicar no meu perfil e agendar uma sessão! Vamos juntos?

Especialistas

Luiz Carlo Lima da Silva

Luiz Carlo Lima da Silva

Psicólogo

Goiânia

Daniela Lemos Sobral

Daniela Lemos Sobral

Psicólogo

Sorocaba

Luciana Cassol

Luciana Cassol

Psicólogo

Cachoeirinha

Ana Raquel Righi Gomes

Ana Raquel Righi Gomes

Psicólogo

Campinas

Laura Amaral

Laura Amaral

Psicólogo

Belém

Igor Enkim

Igor Enkim

Psicólogo

São Paulo

Perguntas relacionadas

Você quer enviar sua pergunta?

Nossos especialistas responderam a 1016 perguntas sobre Saude Mental
  • A sua pergunta será publicada de forma anônima.
  • Faça uma pergunta de saúde clara, objetiva seja breve.
  • A pergunta será enviada para todos os especialistas que utilizam este site e não para um profissional de saúde específico.
  • Este serviço não substitui uma consulta com um profissional de saúde. Se tiver algum problema ou urgência, dirija-se ao seu médico/especialista ou provedor de saúde da sua região.
  • Não são permitidas perguntas sobre casos específicos, nem pedidos de segunda opinião.
  • Por uma questão de saúde, quantidades e doses de medicamentos não serão publicadas.

Este valor é muito curto. Deveria ter __LIMIT__ caracteres ou mais.


Escolha a especialidade dos profissionais que podem responder sua dúvida
Iremos utilizá-lo para o notificar sobre a resposta, que não será publicada online.

Seu caso é parecido? Esses profissionais podem te ajudar.

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.