Qual especialista procurar para tratar compulsão visual e fetiche? Gostaria de saber qual abordagem

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Qual especialista procurar para tratar compulsão visual e fetiche?
Gostaria de saber qual abordagem da psicologia é mais indicada para tratar um comportamento compulsivo visual focado em partes do corpo (podolatria). Sinto que essa busca por estímulo é automática e difícil de controlar, não consigo não erotizar os pés.
 Juliana Patrícia Arnhold
Psicólogo
Santo Antônio Da Patrulha
Esse tipo de dificuldade pode ser trabalhado com um psicólogo ou psiquiatra, especialmente quando o comportamento começa a parecer compulsivo ou difícil de controlar. Na psicologia, algumas abordagens costumam ajudar bastante nesses casos, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que trabalha com pensamentos, impulsos e padrões de comportamento, e também abordagens que exploram a relação com o desejo e a forma como ele foi construído ao longo da vida.

O mais importante é entender como esse comportamento funciona para você, quando ele aparece, quais emoções ou situações estão associadas e o quanto ele está impactando sua vida. A partir disso, o tratamento pode ajudar a desenvolver mais consciência e controle sobre esses impulsos.

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Olá, como vai? Não existe uma abordagem "mais" indicada, o que existe são diferentes formas e referencias teóricos para uma mesma questão, o que é importante a ser considerado é qual o paciente se sente mais confortável em trabalhar a partir da relação construída com o profissional que irá o acompanhar. No referencial psicanalítico, há um tendência a olhar os motivos inconscientes que levaram ao desenvolvimento da preferência por esse gozo e fetiche, e o que contribui para que isso continue repetindo. Com essas questões elaboradas, busca-se entender e encontrar formas em que o sujeito possa viver com isso de forma que isso não gere sofrimento: seja se interessando por outras partes, não se sentir culpado por gostar disso, encontrar pessoas que compartilhem do mesmo gosto, não levar isso para o âmbito público; existem inúmeras possibilidades e caminhos, e que o paciente encontrará no caminho o que fará mais sentido para ele. Entretanto, há de considerar que este referencial teórico frequentemente ira trazer a tona uma série de outras questões a serem elaboradas. Me coloco a disposição para maiores dúvidas e esclarecimentos.
Antes de tudo é importante dizer que a sua pergunta demonstra consciência sobre algo que está lhe incomodando e esse já é um passo muito importante. O profissional mais indicado para trabalhar esse tipo de questão é o psicólogo, principalmente quando existe a sensação de que o comportamento se tornou automático ou difícil de controlar.

Em alguns casos o cérebro pode criar associações muito fortes entre determinados estímulos visuais e a sensação de prazer ou excitação. Com o tempo, isso pode formar um padrão repetitivo de busca por esse estímulo que passa a acontecer quase de forma automática.

Ter preferências ou fantasias não é por si só um problema. Porém, quando a pessoa sente que perdeu o controle, que o pensamento se torna insistente ou que isso interfere na forma como ela percebe as pessoas ou se relaciona é importante olhar para essa questão com mais cuidado.

Na psicoterapia conseguimos compreender os gatilhos emocionais, os padrões de pensamento e os mecanismos psicológicos que mantêm esse comportamento. A partir desse entendimento, é possível trabalhar estratégias para recuperar o controle sobre os impulsos e desenvolver uma relação mais equilibrada com a própria sexualidade.

Muitas pessoas sentem grande alívio quando conseguem falar sobre esse tema em um espaço seguro, sem julgamentos, e começam a compreender melhor o que está acontecendo dentro delas.

Se você sente que isso tem causado desconforto ou dificuldade de controle, buscar acompanhamento psicológico pode ser um passo muito importante para compreender e transformar esse padrão.

Dra. Miriam Ramos
Psicóloga Clínica
 Tadeu Manfroni
Psicólogo, Terapeuta complementar
São Paulo
Olá, entendo sua preocupação, a compulsão controla os pensamentos ainda mais quando aparecem os estímulos. E muitas vezes esses estímulos nem são sexualizados normalmente, mas já estimulam a sexualidade.
Recomendo você procurar um Psicólogo que tem especialidade na Sexologia Clínica, ou um Psicólogo Sexólogo. Outras abordagens também podem auxiliar, como a TCC, Psicanálise e Análise do Comportamento. Boa sorte!
 Suelem Brixner
Psicólogo
Porto Alegre
Comportamentos de busca compulsiva por estímulos, incluindo fetiches, podem ser trabalhados em psicoterapia. O profissional mais indicado para avaliar e conduzir esse processo é o psicólogo, e em alguns casos também pode ser útil uma avaliação com psiquiatra, especialmente quando há dificuldade de controle do impulso ou sofrimento significativo.

Na psicologia, abordagens como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) costumam ser bastante utilizadas, pois ajudam a compreender os gatilhos do comportamento, os pensamentos associados e a desenvolver estratégias para manejo de impulsos e regulação emocional.

É importante destacar que ter um fetiche não é necessariamente um problema. A intervenção se torna indicada quando o comportamento gera sofrimento, sensação de perda de controle ou prejuízos na vida pessoal, social ou afetiva. Um acompanhamento psicológico pode ajudar a entender melhor esse padrão, trabalhar o autocontrole e desenvolver uma relação mais saudável com a própria sexualidade.
A indicação é profissionais especializados em sexualidade, é importante a psicoterapia com psicólogo especialista em sexualidade. Em relação ao fetiche, é importante verificar qual tipo de sofrimento ele te trás, pois se a pessoa se adapta e não considera sofrimento não precisa de tratamento. Da maneira como descreve, parece que esse fetiche faz com que você fique olhando os pés das pessoas em momentos inapropriados e que de alguma forma te atrapalha em manter o foco em outras coisas. Devemos separar aqui duas coisas, desejo por pés e compulsão. Desejo por pés, pode ser algo que faz parte da expressão sexual, que pode ser bem adaptado a pessoa ou pode trazer algum tipo de problema, como não conseguir se relacionar com alguém que goste por causa dos pés, ou escolher uma pessoa pelos pés e não conseguir avaliar fatores importantes de afinidade, personalidade, etc. A compulsão é um transtorno psicológico, que deve ser bem diagnosticado. Ela é uma relação que se estabelece com o objeto de desejo, onde tem sofrimentos, como a falta de controle, prejuízos em outras áreas da vida (profissional, familiar, social, etc), não conseguir ficar sem isso. Acho importante fazer uma avaliação com psicólogo. Sou especialista clinico em família, sexualidade e em formação para vícios digitais. Fico a disposição.
Dr. Samuel  Miranda
Psicólogo
Feira de Santana
Comportamentos de busca repetitiva por estímulos visuais específicos, como a erotização automática de determinadas partes do corpo, podem estar relacionados a processos de condicionamento sexual e padrões compulsivos de estímulo-recompensa no cérebro. Nesses casos, o profissional mais indicado é um psicólogo ou psiquiatra com experiência em sexualidade humana e comportamento compulsivo.
Entre as abordagens com melhor evidência científica está a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que trabalha identificação de gatilhos, manejo do impulso e reestruturação de padrões condicionados de excitação. Abordagens contextuais, como a ACT (Terapia de Aceitação e Compromisso), também podem auxiliar na regulação do comportamento.
Vale lembrar que fetiches, por si só, não são considerados transtornos. O tratamento costuma ser indicado quando o padrão se torna compulsivo, causa sofrimento ou interfere na vida pessoal e relacional.
Me coloco a disposição se caso desejar um processo terapeutico para tratar demandas como essa.
Para tratar comportamentos compulsivos e fetiches (como a podolatria) que geram sofrimento ou prejuízo à rotina, o ideal é procurar um Psicólogo Especialista em Sexualidade (Sexólogo)
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) costuma ser bastante utilizada nesses casos, pois ajuda a identificar gatilhos, pensamentos automáticos e padrões que mantêm o comportamento compulsivo, além de desenvolver estratégias de controle.

Vale lembrar que fetiches não são necessariamente um problema clínico. O tratamento é indicado quando o comportamento causa sofrimento ou interfere na vida e nos relacionamentos.
Entendo a sua busca por clareza e o incômodo que esse automatismo gera. No campo da psicologia que prioriza o desenvolvimento da pessoa, não olhamos para a compulsão ou para o fetiche como um erro de comportamento a ser 'corrigido' ou eliminado friamente, mas como uma expressão de uma necessidade profunda que ainda não encontrou outras formas de ser dita.
​Quando você descreve que a busca pelo estímulo (o foco nos pés) é automática e difícil de controlar, isso nos sugere que essa parte do corpo funciona para você como um ponto de apoio. Em momentos em que a vida interna parece desorganizada ou angustiante, a mente busca algo concreto, sólido e visível — como o pé — para tentar se 'ancorar' e recuperar uma sensação de existência e prazer.
​A abordagem mais indicada para o seu caso é aquela que:
​Não foca apenas no sintoma: Em vez de tentar apenas 'parar' o fetiche, o profissional trabalhará para entender o que esse estímulo está tentando compensar no seu equilíbrio emocional.
​Privilegia a relação e o ambiente: O tratamento busca criar um espaço seguro onde você não precise se esconder. O objetivo é que você se sinta 'integrado', ou seja, que a sua mente e o seu corpo falem a mesma língua, diminuindo a necessidade de estímulos automáticos para se sentir vivo ou calmo.
​Investiga a integração do self: Muitas vezes, focar intensamente em partes do corpo do outro é uma tentativa de lidar com a própria dificuldade de se sentir inteiro. A terapia ajudará você a habitar o seu próprio corpo com mais segurança, tornando o desejo algo que você 'possui' e não algo que 'domina' você. se quiser marcar um horário será um prazer te ajudar.
Há psicólogos especializados em sexualidade humana e psicoterapia sexual, uma área da psicologia clínica voltada para compreender e tratar dificuldades relacionadas ao comportamento sexual. Quando um fetiche ou estímulo sexual — como a podolatria — passa a ocorrer de forma automática, difícil de controlar ou gera sofrimento, a literatura recomenda a psicoterapia como abordagem principal. Modelos como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) ajudam a identificar gatilhos, pensamentos automáticos e padrões de reforço que mantêm o comportamento compulsivo, desenvolvendo estratégias de regulação do impulso e maior controle sobre as respostas comportamentais (Beck, 2013), enquanto abordagens da sexologia clínica compreendem os fetiches dentro da diversidade da sexualidade, intervindo quando há perda de controle ou prejuízo na vida do indivíduo (Kaplan, 1974; Leiblum, 2007). Nesses casos, a avaliação e o acompanhamento com um psicólogo com formação em sexologia ou psicoterapia sexual são o caminho mais indicado para compreender o comportamento e desenvolver formas mais saudáveis e conscientes de lidar com os impulsos.
O mais indicado é procurar um psicólogo ou psiquiatra. Quando um comportamento passa a ser vivido como compulsivo, a psicoterapia pode ajudar a compreender e manejar esses impulsos.

Na psicanálise, por exemplo, busca-se entender o sentido inconsciente da erotização e da repetição desse padrão, investigando a história e os conflitos subjetivos envolvidos.
Esse processo ajuda a ampliar a consciência sobre o comportamento e encontrar novas formas de lidar com o desejo e a compulsão.
 Matheus Vieira
Psicólogo
Florianópolis
Bom dia. Você pode buscar um profissional psicólogo com experiência em temas relacionados a sua questão.
Quando existe compulsão visual ou dificuldade de controlar impulsos ligados a estímulos eróticos, como no caso da podolatria, o mais indicado é buscar acompanhamento com um psicólogo ou psiquiatra especializado em comportamento sexual compulsivo ou compulsões. O ponto central não é o fetiche em si - que pode existir dentro da diversidade da sexualidade humana - mas quando ele se torna automático, intrusivo ou difícil de controlar, gerando sofrimento ou prejuízo na vida.
Na psicologia, abordagens como Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), terapias focadas em regulação de impulsos, e também abordagens que trabalham ansiedade, compulsão e mecanismos de recompensa do cérebro costumam ser eficazes. O tratamento busca compreender gatilhos, padrões de pensamento, regulação emocional e hábitos que mantêm o comportamento compulsivo, ajudando a desenvolver maior controle e liberdade em relação aos estímulos.
A psicoterapia oferece um espaço seguro para falar sobre sexualidade sem julgamento, compreender a origem desses impulsos e construir estratégias mais saudáveis de manejo.
Isadora Klamt Psicóloga CRP 07/19323
Olá!

Se você sente que a busca por estímulos visuais (como erotizar pés) acontece de forma automática e difícil de controlar, o mais indicado é procurar um psicólogo, de preferência com abordagem psicanalítica.

Esse profissional poderá avaliar sua situação com mais cuidado e, se necessário, também poderá sugerir uma avaliação com psiquiatra para verificar se há indicação de tratamento medicamentoso (o medicamento pode ajudar no início se o sofrimento for muito intenso).

Na psicanálise, comportamentos compulsivos e fetiches não são vistos apenas como falta de controle, mas como sintomas que podem estar ligados a experiências emocionais, fantasias e conteúdos inconscientes da história pessoal.

O trabalho terapêutico busca oferecer um espaço de escuta e reflexão, em que você possa falar livremente sobre seus pensamentos, desejos e dificuldades, enquanto o profissional ajuda a compreender como esse comportamento se formou, qual função ele pode ter na sua vida psíquica e por que ele aparece de forma tão intensa ou repetitiva.

Ao desenvolver mais compreensão sobre esses processos internos o autocontrole é ampliado, o que pode trazer mais equilíbrio e bem-estar na vida pessoal como um todo.
 Jane Holetz
Psicólogo
Balneário Camboriú
Olá!
Quando esse tipo de comportamento passa a gerar sofrimento, sensação de perda de controle ou prejuízos na vida pessoal, relacional ou social, é importante buscar ajuda profissional. O mais indicado é procurar um psicólogo ou psiquiatra com formação em sexualidade humana.
Dentro da psicologia, a TCS (Terapia Cognitiva Sexual) é uma abordagem que tem sido utilizada para compreender e tratar comportamentos sexuais compulsivos e dificuldades relacionadas à sexualidade. Ela busca identificar gatilhos, pensamentos automáticos ligados à excitação e padrões de comportamento, ajudando a desenvolver maior consciência e estratégias de autorregulação.
É importante destacar que ter um fetiche ou parafilia não é necessariamente um problema. Contudo, quando há compulsividade, sofrimento ou prejuízo — ou quando o comportamento se enquadra no campo das parafilias ou fetiche e passa a envolver outras pessoas sem consentimento ou de forma que viole limites e aspectos legais — torna-se fundamental buscar acompanhamento profissional.
Uma avaliação individualizada pode ajudar a compreender melhor esses padrões e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com a sexualidade. Sou psicologa com formação na Terapia Cognitiva Sexual e coloco-me a disposição para ajudar nesse sentido. Abraço Jane Holetz

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