Qual especialista procurar para tratar compulsão visual e fetiche? Gostaria de saber qual abordagem
Qual especialista procurar para tratar compulsão visual e fetiche? Gostaria de saber qual abordagem da psicologia é mais indicada para tratar um comportamento compulsivo visual focado em partes do corpo (podolatria). Sinto que essa busca por estímulo é automática e difícil de controlar, não consigo não erotizar os pés.
28 respostas
Esse tipo de dificuldade pode ser trabalhado com um psicólogo ou psiquiatra, especialmente quando o comportamento começa a parecer compulsivo ou difícil de controlar. Na psicologia, algumas abordagens costumam ajudar bastante nesses casos, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que trabalha com pensamentos, impulsos e padrões de comportamento, e também abordagens que exploram a relação com o desejo e a forma como ele foi construído ao longo da vida. O mais importante é entender como esse comportamento funciona para você, quando ele aparece, quais emoções ou situações estão associadas e o quanto ele está impactando sua vida. A partir disso, o tratamento pode ajudar a desenvolver mais consciência e controle sobre esses impulsos.
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Olá, como vai? Não existe uma abordagem "mais" indicada, o que existe são diferentes formas e referencias teóricos para uma mesma questão, o que é importante a ser considerado é qual o paciente se sente mais confortável em trabalhar a partir da relação construída com o profissional que irá o acompanhar. No referencial psicanalítico, há um tendência a olhar os motivos inconscientes que levaram ao desenvolvimento da preferência por esse gozo e fetiche, e o que contribui para que isso continue repetindo. Com essas questões elaboradas, busca-se entender e encontrar formas em que o sujeito possa viver com isso de forma que isso não gere sofrimento: seja se interessando por outras partes, não se sentir culpado por gostar disso, encontrar pessoas que compartilhem do mesmo gosto, não levar isso para o âmbito público; existem inúmeras possibilidades e caminhos, e que o paciente encontrará no caminho o que fará mais sentido para ele. Entretanto, há de considerar que este referencial teórico frequentemente ira trazer a tona uma série de outras questões a serem elaboradas. Me coloco a disposição para maiores dúvidas e esclarecimentos.
Antes de tudo é importante dizer que a sua pergunta demonstra consciência sobre algo que está lhe incomodando e esse já é um passo muito importante. O profissional mais indicado para trabalhar esse tipo de questão é o psicólogo, principalmente quando existe a sensação de que o comportamento se tornou automático ou difícil de controlar. Em alguns casos o cérebro pode criar associações muito fortes entre determinados estímulos visuais e a sensação de prazer ou excitação. Com o tempo, isso pode formar um padrão repetitivo de busca por esse estímulo que passa a acontecer quase de forma automática. Ter preferências ou fantasias não é por si só um problema. Porém, quando a pessoa sente que perdeu o controle, que o pensamento se torna insistente ou que isso interfere na forma como ela percebe as pessoas ou se relaciona é importante olhar para essa questão com mais cuidado. Na psicoterapia conseguimos compreender os gatilhos emocionais, os padrões de pensamento e os mecanismos psicológicos que mantêm esse comportamento. A partir desse entendimento, é possível trabalhar estratégias para recuperar o controle sobre os impulsos e desenvolver uma relação mais equilibrada com a própria sexualidade. Muitas pessoas sentem grande alívio quando conseguem falar sobre esse tema em um espaço seguro, sem julgamentos, e começam a compreender melhor o que está acontecendo dentro delas. Se você sente que isso tem causado desconforto ou dificuldade de controle, buscar acompanhamento psicológico pode ser um passo muito importante para compreender e transformar esse padrão. Dra. Miriam Ramos Psicóloga Clínica
Olá, entendo sua preocupação, a compulsão controla os pensamentos ainda mais quando aparecem os estímulos. E muitas vezes esses estímulos nem são sexualizados normalmente, mas já estimulam a sexualidade. Recomendo você procurar um Psicólogo que tem especialidade na Sexologia Clínica, ou um Psicólogo Sexólogo. Outras abordagens também podem auxiliar, como a TCC, Psicanálise e Análise do Comportamento. Boa sorte!
Comportamentos de busca compulsiva por estímulos, incluindo fetiches, podem ser trabalhados em psicoterapia. O profissional mais indicado para avaliar e conduzir esse processo é o psicólogo, e em alguns casos também pode ser útil uma avaliação com psiquiatra, especialmente quando há dificuldade de controle do impulso ou sofrimento significativo. Na psicologia, abordagens como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) costumam ser bastante utilizadas, pois ajudam a compreender os gatilhos do comportamento, os pensamentos associados e a desenvolver estratégias para manejo de impulsos e regulação emocional. É importante destacar que ter um fetiche não é necessariamente um problema. A intervenção se torna indicada quando o comportamento gera sofrimento, sensação de perda de controle ou prejuízos na vida pessoal, social ou afetiva. Um acompanhamento psicológico pode ajudar a entender melhor esse padrão, trabalhar o autocontrole e desenvolver uma relação mais saudável com a própria sexualidade.
A indicação é profissionais especializados em sexualidade, é importante a psicoterapia com psicólogo especialista em sexualidade. Em relação ao fetiche, é importante verificar qual tipo de sofrimento ele te trás, pois se a pessoa se adapta e não considera sofrimento não precisa de tratamento. Da maneira como descreve, parece que esse fetiche faz com que você fique olhando os pés das pessoas em momentos inapropriados e que de alguma forma te atrapalha em manter o foco em outras coisas. Devemos separar aqui duas coisas, desejo por pés e compulsão. Desejo por pés, pode ser algo que faz parte da expressão sexual, que pode ser bem adaptado a pessoa ou pode trazer algum tipo de problema, como não conseguir se relacionar com alguém que goste por causa dos pés, ou escolher uma pessoa pelos pés e não conseguir avaliar fatores importantes de afinidade, personalidade, etc. A compulsão é um transtorno psicológico, que deve ser bem diagnosticado. Ela é uma relação que se estabelece com o objeto de desejo, onde tem sofrimentos, como a falta de controle, prejuízos em outras áreas da vida (profissional, familiar, social, etc), não conseguir ficar sem isso. Acho importante fazer uma avaliação com psicólogo. Sou especialista clinico em família, sexualidade e em formação para vícios digitais. Fico a disposição.
Comportamentos de busca repetitiva por estímulos visuais específicos, como a erotização automática de determinadas partes do corpo, podem estar relacionados a processos de condicionamento sexual e padrões compulsivos de estímulo-recompensa no cérebro. Nesses casos, o profissional mais indicado é um psicólogo ou psiquiatra com experiência em sexualidade humana e comportamento compulsivo. Entre as abordagens com melhor evidência científica está a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que trabalha identificação de gatilhos, manejo do impulso e reestruturação de padrões condicionados de excitação. Abordagens contextuais, como a ACT (Terapia de Aceitação e Compromisso), também podem auxiliar na regulação do comportamento. Vale lembrar que fetiches, por si só, não são considerados transtornos. O tratamento costuma ser indicado quando o padrão se torna compulsivo, causa sofrimento ou interfere na vida pessoal e relacional. Me coloco a disposição se caso desejar um processo terapeutico para tratar demandas como essa.
Para tratar comportamentos compulsivos e fetiches (como a podolatria) que geram sofrimento ou prejuízo à rotina, o ideal é procurar um Psicólogo Especialista em Sexualidade (Sexólogo)
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) costuma ser bastante utilizada nesses casos, pois ajuda a identificar gatilhos, pensamentos automáticos e padrões que mantêm o comportamento compulsivo, além de desenvolver estratégias de controle. Vale lembrar que fetiches não são necessariamente um problema clínico. O tratamento é indicado quando o comportamento causa sofrimento ou interfere na vida e nos relacionamentos.
Entendo a sua busca por clareza e o incômodo que esse automatismo gera. No campo da psicologia que prioriza o desenvolvimento da pessoa, não olhamos para a compulsão ou para o fetiche como um erro de comportamento a ser 'corrigido' ou eliminado friamente, mas como uma expressão de uma necessidade profunda que ainda não encontrou outras formas de ser dita. Quando você descreve que a busca pelo estímulo (o foco nos pés) é automática e difícil de controlar, isso nos sugere que essa parte do corpo funciona para você como um ponto de apoio. Em momentos em que a vida interna parece desorganizada ou angustiante, a mente busca algo concreto, sólido e visível — como o pé — para tentar se 'ancorar' e recuperar uma sensação de existência e prazer. A abordagem mais indicada para o seu caso é aquela que: Não foca apenas no sintoma: Em vez de tentar apenas 'parar' o fetiche, o profissional trabalhará para entender o que esse estímulo está tentando compensar no seu equilíbrio emocional. Privilegia a relação e o ambiente: O tratamento busca criar um espaço seguro onde você não precise se esconder. O objetivo é que você se sinta 'integrado', ou seja, que a sua mente e o seu corpo falem a mesma língua, diminuindo a necessidade de estímulos automáticos para se sentir vivo ou calmo. Investiga a integração do self: Muitas vezes, focar intensamente em partes do corpo do outro é uma tentativa de lidar com a própria dificuldade de se sentir inteiro. A terapia ajudará você a habitar o seu próprio corpo com mais segurança, tornando o desejo algo que você 'possui' e não algo que 'domina' você. se quiser marcar um horário será um prazer te ajudar.
Há psicólogos especializados em sexualidade humana e psicoterapia sexual, uma área da psicologia clínica voltada para compreender e tratar dificuldades relacionadas ao comportamento sexual. Quando um fetiche ou estímulo sexual — como a podolatria — passa a ocorrer de forma automática, difícil de controlar ou gera sofrimento, a literatura recomenda a psicoterapia como abordagem principal. Modelos como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) ajudam a identificar gatilhos, pensamentos automáticos e padrões de reforço que mantêm o comportamento compulsivo, desenvolvendo estratégias de regulação do impulso e maior controle sobre as respostas comportamentais (Beck, 2013), enquanto abordagens da sexologia clínica compreendem os fetiches dentro da diversidade da sexualidade, intervindo quando há perda de controle ou prejuízo na vida do indivíduo (Kaplan, 1974; Leiblum, 2007). Nesses casos, a avaliação e o acompanhamento com um psicólogo com formação em sexologia ou psicoterapia sexual são o caminho mais indicado para compreender o comportamento e desenvolver formas mais saudáveis e conscientes de lidar com os impulsos.
O mais indicado é procurar um psicólogo ou psiquiatra. Quando um comportamento passa a ser vivido como compulsivo, a psicoterapia pode ajudar a compreender e manejar esses impulsos. Na psicanálise, por exemplo, busca-se entender o sentido inconsciente da erotização e da repetição desse padrão, investigando a história e os conflitos subjetivos envolvidos. Esse processo ajuda a ampliar a consciência sobre o comportamento e encontrar novas formas de lidar com o desejo e a compulsão.
Bom dia. Você pode buscar um profissional psicólogo com experiência em temas relacionados a sua questão.
Quando existe compulsão visual ou dificuldade de controlar impulsos ligados a estímulos eróticos, como no caso da podolatria, o mais indicado é buscar acompanhamento com um psicólogo ou psiquiatra especializado em comportamento sexual compulsivo ou compulsões. O ponto central não é o fetiche em si - que pode existir dentro da diversidade da sexualidade humana - mas quando ele se torna automático, intrusivo ou difícil de controlar, gerando sofrimento ou prejuízo na vida. Na psicologia, abordagens como Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), terapias focadas em regulação de impulsos, e também abordagens que trabalham ansiedade, compulsão e mecanismos de recompensa do cérebro costumam ser eficazes. O tratamento busca compreender gatilhos, padrões de pensamento, regulação emocional e hábitos que mantêm o comportamento compulsivo, ajudando a desenvolver maior controle e liberdade em relação aos estímulos. A psicoterapia oferece um espaço seguro para falar sobre sexualidade sem julgamento, compreender a origem desses impulsos e construir estratégias mais saudáveis de manejo. Isadora Klamt Psicóloga CRP 07/19323
Olá! Se você sente que a busca por estímulos visuais (como erotizar pés) acontece de forma automática e difícil de controlar, o mais indicado é procurar um psicólogo, de preferência com abordagem psicanalítica. Esse profissional poderá avaliar sua situação com mais cuidado e, se necessário, também poderá sugerir uma avaliação com psiquiatra para verificar se há indicação de tratamento medicamentoso (o medicamento pode ajudar no início se o sofrimento for muito intenso). Na psicanálise, comportamentos compulsivos e fetiches não são vistos apenas como falta de controle, mas como sintomas que podem estar ligados a experiências emocionais, fantasias e conteúdos inconscientes da história pessoal. O trabalho terapêutico busca oferecer um espaço de escuta e reflexão, em que você possa falar livremente sobre seus pensamentos, desejos e dificuldades, enquanto o profissional ajuda a compreender como esse comportamento se formou, qual função ele pode ter na sua vida psíquica e por que ele aparece de forma tão intensa ou repetitiva. Ao desenvolver mais compreensão sobre esses processos internos o autocontrole é ampliado, o que pode trazer mais equilíbrio e bem-estar na vida pessoal como um todo.
Olá! Quando esse tipo de comportamento passa a gerar sofrimento, sensação de perda de controle ou prejuízos na vida pessoal, relacional ou social, é importante buscar ajuda profissional. O mais indicado é procurar um psicólogo ou psiquiatra com formação em sexualidade humana. Dentro da psicologia, a TCS (Terapia Cognitiva Sexual) é uma abordagem que tem sido utilizada para compreender e tratar comportamentos sexuais compulsivos e dificuldades relacionadas à sexualidade. Ela busca identificar gatilhos, pensamentos automáticos ligados à excitação e padrões de comportamento, ajudando a desenvolver maior consciência e estratégias de autorregulação. É importante destacar que ter um fetiche ou parafilia não é necessariamente um problema. Contudo, quando há compulsividade, sofrimento ou prejuízo — ou quando o comportamento se enquadra no campo das parafilias ou fetiche e passa a envolver outras pessoas sem consentimento ou de forma que viole limites e aspectos legais — torna-se fundamental buscar acompanhamento profissional. Uma avaliação individualizada pode ajudar a compreender melhor esses padrões e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com a sexualidade. Sou psicologa com formação na Terapia Cognitiva Sexual e coloco-me a disposição para ajudar nesse sentido. Abraço Jane Holetz
O mais indicado é procurar um(a) psicólogo(a), especialmente com experiência em comportamento compulsivo e sexualidade. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) costuma ajudar bastante, pois trabalha os gatilhos, os pensamentos automáticos e o controle dos impulsos. É importante lembrar que ter um fetiche, como a podolatria, não é um problema em si. A questão passa a merecer atenção quando vira algo automático, difícil de controlar e que causa sofrimento,como você descreve. Em alguns casos, também pode ser útil uma avaliação com psiquiatra, se houver muita dificuldade de controle. A psicoterapia pode te ajudar a ter mais consciência e escolha sobre esse comportamento, sem julgamento.
O ponto central aqui não é o fetiche em si, mas a perda de controle. Quando um comportamento se torna automático e gera sofrimento, ele deixa de ser uma preferência e passa a ser uma resposta condicionada de difícil manejo. Para lidar com isso, a minha recomendação é buscar um psicólogo com enfoque em terapias comportamentais, especialmente a ACT (Terapia de Aceitação e Compromisso), que possui evidência científica robusta para o tratamento de compulsões e obsessões. Paralelamente, um psiquiatra pode avaliar se há necessidade de suporte farmacológico para modular a urgência do impulso, tornando a terapia mais eficaz. Por que eu te recomendei a ACT? O objetivo não é "extinguir" o que você sente, mas quebrar o automatismo. A terapia trabalha a noção de que você não é o que sente e ensina a encarar pensamentos como eventos mentais transitórios. Isso é fundamental, pois quando lutamos agressivamente para não pensar em algo, acabamos, paradoxalmente, reforçando esse pensamento. O foco clínico não é julgar o objeto do seu desejo, mas devolver a você a autonomia sobre o seu olhar e suas ações. O impulso deve deixar de ser um comando e passar a ser apenas um pensamento que atravessa sua mente
Comportamentos compulsivos, como esse ligados a fetiche, podem estar associados a forma como você busca aliviar tensão, ansiedade ou lidar com impulsos. Quando essa busca se torna automática ou difícil de controlar, é importante olhar para o que está por trás desse padrão. A psicoterapia, principalmente na linha TCC - Terapia Cognitivo Comportamental - pode te ajudar a entender os gatilhos , trabalhar o controle de impulsos e construir outras foras de lidar com esse comportamento, de forma mais consciente.
Não existe uma abordagem única ou "mais indicada" para todos os casos. Quando um determinado comportamento passa a gerar sofrimento, sensação de perda de controle ou prejuízos na vida da pessoa, acredito que vale procurar um psicólogo e iniciar um processo na psicoterapia, com o profissional e abordagem que mais faz sentido para você. Acredito que o trabalho terapêutico possa oferecer um espaço onde se amplie a compreensão de como esse padrão funciona na sua vida, em quais situações surge, o que o desencadeia, quais consequências o mantêm e por que ele parece tão automático. Ter um fetiche, por si só, não costuma ser um problema clínico. A questão passa a merecer atenção quando gera sofrimento, prejuízos ou sensação de perda de controle. Pela terapia, é possível desenvolver maior compreensão sobre esses padrões e ampliar o repertório para lidar com eles de forma mais flexível e alinhada ao que você considera importante para sua vida
A podolatria, por si só, não constitui um transtorno e não necessita de tratamento, desde que seja vivida de forma consensual e não cause sofrimento ou prejuízos. O tratamento é indicado quando há compulsividade, perda de controle, sofrimento significativo ou impacto na vida afetiva, social ou profissional. O caminho inicial é procurar um psicólogo ou psicanalista. A partir da avaliação clínica e da compreensão do caso, poderá ser discutida, se necessário, a indicação de uma avaliação psiquiátrica. Cada situação deve ser analisada de forma individual, evitando conclusões precipitadas. Coloco-me à disposição para esclarecer eventuais dúvidas e, caso haja interesse, para auxiliar no processo terapêutico.
A busca por ajuda de um psicólogo pode ser um caminho importante quando um comportamento sexual começa a gerar sofrimento, sensação de perda de controle ou interferir na vida afetiva. O foco do tratamento não precisa ser eliminar um fetiche ou uma preferência sexual, pois muitas formas de expressão da sexualidade fazem parte da diversidade humana, mas compreender quando esse interesse se torna rígido, compulsivo ou causa prejuízo. Na perspectiva psicanalítica, o trabalho envolve investigar os sentidos que esse estímulo possui para você, como essa relação com o desejo se construiu e quais funções emocionais esse comportamento pode estar cumprindo. Abordagens que trabalham com sexualidade humana, compulsões e funcionamento emocional podem ser adequadas, e o mais importante é buscar um profissional com experiência em psicologia clínica e sexualidade, que consiga acolher o tema sem julgamento. O objetivo é ampliar sua liberdade de escolha diante do desejo, para que você consiga se relacionar com sua sexualidade de uma forma mais integrada e menos dominada pela compulsão.
A melhor abordagem para este caso é a Teori Cognitiva comportamental, necessária se faz a terapia em questão. Forte abraço.
Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas. Para compulsão visual focada em partes do corpo, como podolatria, o profissional indicado é o psicólogo clínico com experiência em sexualidade e comportamentos compulsivos. A busca automática por estímulo, a dificuldade de não erotizar pés e a sensação de perda de controle indicam um padrão de condicionamento sexual associado à compulsão. Abordagens eficazes incluem: Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) Terapia de Esquemas ACT (Terapia de Aceitação e Compromisso) Terapias focadas em impulsividade e regulação emocional O objetivo não é “apagar” o desejo, mas reduzir a compulsão, ampliar o repertório afetivo e devolver ao paciente a sensação de escolha. Atenciosamente, Fernando Vicente Rébuli Segundo Psicólogo e Neuropsicólogo @psifernandosegundo fernandosegundo.com Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES Abraços
Ter um fetiche ou uma preferência sexual, por si só, não significa que exista um transtorno. O ponto principal é observar se você consegue escolher como agir diante desse desejo ou se sente que perdeu o controle sobre o comportamento, além de avaliar se isso provoca sofrimento ou prejuízos na sua vida. Quando existe uma busca automática e difícil de controlar por determinados estímulos, como você descreve, uma avaliação psicológica pode ajudar a entender melhor os gatilhos, pensamentos, emoções e comportamentos envolvidos. Abordagens psicoterápicas baseadas em evidências, como a Terapia Cognitivo-Comportamental, podem ser utilizadas para trabalhar comportamentos compulsivos e padrões de resposta. Outras abordagens também podem ser adequadas, dependendo da avaliação individual. O tratamento não precisa partir de julgamento ou tentativa de eliminar sua sexualidade, mas de ajudá-lo(a) a ter mais autonomia sobre seus comportamentos e escolhas. Se você sente que esse comportamento está deixando de ser uma escolha e passando a controlar você, procurar um psicólogo com experiência em sexualidade e comportamentos compulsivos pode ser um bom caminho.
Ter interesse ou excitação sexual por determinadas partes do corpo, como os pés, não significa necessariamente que exista um transtorno ou algo que precise ser eliminado. O aspecto mais importante no seu relato é a sensação de automatismo e dificuldade de controle que essa busca por estímulos está produzindo. Um psicólogo com experiência em sexualidade humana e/ou comportamentos compulsivos pode ser um bom profissional para iniciar essa avaliação. Mais do que tentar simplesmente “retirar” o fetiche, o processo terapêutico pode ajudar a compreender como essa forma de excitação aparece, quais situações intensificam a busca, que função ela ocupa na sua sexualidade e se existem prejuízos, sofrimento ou interferências nas relações e na vida cotidiana. Não existe uma única abordagem psicológica obrigatória para esse tipo de demanda. Diferentes abordagens podem trabalhar a questão, e a escolha também depende de como esse comportamento se apresenta e dos objetivos da pessoa. Se a sensação de perda de controle for significativa, uma avaliação mais ampla pode ajudar a diferenciar um interesse sexual particular de um padrão compulsivo que esteja causando sofrimento ou prejuízos.
Comportamentos compulsivos ligados a excitação sexual costumam envolver um ciclo de gatilho → urgência → busca do estímulo → alívio momentâneo, o que explica essa sensação de ser "automático" e difícil de controlar — não é falta de força de vontade, é um padrão aprendido e reforçado ao longo do tempo. A abordagem mais indicada costuma combinar TCC voltada a comportamentos compulsivos (mapeamento de gatilhos, técnicas de tolerância ao desconforto da urgência sem agir nela) com ACT, que ajuda a lidar com o impulso sem a necessidade de suprimi-lo à força — o que geralmente intensifica o ciclo. O ideal é procurar um psicólogo com experiência em comportamento sexual compulsivo/saúde sexual, não necessariamente alguém que trate especificamente de "fetiche" como problema em si, mas sim o padrão compulsivo por trás dele, caso ele esteja causando sofrimento ou prejuízo na sua vida.
Primeiramente, é importante destacar que fetiches como a podolatria não são considerados doenças e não precisam ser tratados ou eliminados, a menos que tragam sofrimento real, prejuízos na rotina, risco de interferir no consentimento alheio ou frustração constante por reduzir significativamente as chances de encontrar parceiros compatíveis. A busca por ajuda só se justifica quando o comportamento ganha um caráter compulsivo, ou seja, quando o impulso parece automático, difícil de controlar e passa a consumir muito tempo e energia. Nesses casos, o especialista mais indicado é o psicólogo clínico com experiência em saúde mental e sexualidade, trabalhando com abordagens como a Terapia Analítico-Comportamental ou a Terapia Cognitivo-Comportamental. O objetivo da terapia não é julgar suas preferências ou fazer o fetiche desaparecer, mas sim entender o que alimenta esse automatismo e qual função ele cumpre no seu dia a dia (como aliviar ansiedade, tédio ou estresse). A partir daí, o trabalho foca em desenvolver estratégias práticas para que você retome a autonomia sobre seus impulsos, permitindo que seus interesses sexuais convivam de forma saudável, ética e equilibrada com a sua rotina e suas relações.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.





