Quando a Rejeição se torna “complexo de rejeição“?
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Quando a Rejeição se torna “complexo de rejeição“?
Olá, a rejeição — especialmente quando acontece na infância ou de forma repetida — pode deixar marcas profundas. Pessoas que passaram por isso tendem a desenvolver um medo constante de não serem aceitas, de não serem boas o suficiente, e muitas vezes vivem se adaptando ao que os outros esperam, mesmo que isso vá contra o que sentem ou querem. Esse medo da rejeição pode impactar relacionamentos, autoestima, decisões profissionais e até a saúde emocional. A pessoa pode evitar se expor, se calar para evitar conflito ou aceitar menos do que merece, tudo para não sentir a dor de ser rejeitada de novo. Mas é possível ressignificar essas experiências com autoconhecimento e acolhimento — o que foi vivido não precisa definir quem a pessoa é ou será, abraço!
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A rejeição se torna um complexo de rejeição quando deixa de ser uma experiência pontual e passa a influenciar, de forma recorrente e inconsciente, a maneira como a pessoa se percebe e se relaciona. Isso geralmente acontece quando vivências de exclusão, abandono ou desvalorização, especialmente na infância e não são elaboradas emocionalmente. Como resultado, surgem crenças negativas persistentes, como “não sou digno de amor” ou “sempre serei deixado de lado”, que geram insegurança, autossabotagem, medo de vínculos e necessidade constante de aprovação.
Nesses casos, a terapia pode ser fundamental, especialmente abordagens como o EMDR (Dessensibilização e Reprocessamento por Movimentos Oculares), que ajudam a acessar memórias traumáticas e ressignificar experiências de rejeição. O EMDR atua diretamente nas raízes emocionais do trauma, permitindo que o paciente libere crenças negativas e reconstrua sua autoestima e segurança afetiva de forma mais integrada.
Nesses casos, a terapia pode ser fundamental, especialmente abordagens como o EMDR (Dessensibilização e Reprocessamento por Movimentos Oculares), que ajudam a acessar memórias traumáticas e ressignificar experiências de rejeição. O EMDR atua diretamente nas raízes emocionais do trauma, permitindo que o paciente libere crenças negativas e reconstrua sua autoestima e segurança afetiva de forma mais integrada.
Sob o viés da Terapia do Esquema, um dos meus focos de atendimento, a rejeição deixa de ser entendida apenas como uma experiência pontual e passa a ser considerada um “complexo de rejeição” quando se organiza como um esquema inicial desadaptativo que estrutura a forma como a pessoa percebe a si mesma, os outros e os relacionamentos ao longo da vida.
Basicamente, isso ocorre quando experiências repetidas de rejeição real, negligência emocional, crítica constante, abandono ou imprevisibilidade afetiva na infância e adolescência levam à internalização de crenças profundas e rígidas, que se tornam automáticas, generalizadas e resistentes à mudança, funcionando como lentes pelas quais novas experiências são interpretadas.
Basicamente, isso ocorre quando experiências repetidas de rejeição real, negligência emocional, crítica constante, abandono ou imprevisibilidade afetiva na infância e adolescência levam à internalização de crenças profundas e rígidas, que se tornam automáticas, generalizadas e resistentes à mudança, funcionando como lentes pelas quais novas experiências são interpretadas.
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