Que papel o sofrimento desempenha na agressividade e na logoterapia?
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Que papel o sofrimento desempenha na agressividade e na logoterapia?
o sofrimento e a agressividade estão profundamente entrelaçados; a agressividade não é apenas um ataque ao outro, mas também uma forma de lidar com o próprio sofrimento, de dar saída a algo que o sujeito não suporta em si. O sofrimento, quando não encontra simbolização, pode se converter em agressividade, e a agressividade, quando escutada, revela a dor que o sujeito ainda não pôde dizer.
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Oi, tudo bem? Essa é uma pergunta muito sensível, porque conecta duas experiências humanas que costumam ser mal compreendidas: a agressividade e o sofrimento. Na Logoterapia, o sofrimento nunca é visto apenas como algo que precisa ser eliminado, mas como uma realidade que pode revelar muito sobre nossas necessidades mais profundas. E quando a dor fica grande demais, a agressividade às vezes surge como uma tentativa — muitas vezes instintiva — de proteger algo que está machucado.
Em muitos casos, a agressividade não nasce do “desejo de atacar”, mas do medo de continuar sentindo aquilo que já é pesado demais. É como se a mente, tentando se defender, usasse a força para afastar uma sensação interna que parece insuportável. Isso não significa justificar comportamentos agressivos, mas compreender que, por trás deles, pode existir uma dor que não encontrou linguagem. Talvez seja importante refletir em que momentos a sua irritação ganha mais força. O que dói antes da reação surgir. Como você percebe seu corpo quando sente que está “explodindo”.
A Logoterapia olha para esse movimento com muito cuidado, porque entende que o sofrimento pode ser um convite à transformação, não apenas um peso. Quando a pessoa começa a encontrar sentido na própria trajetória, a agressividade perde parte do seu papel defensivo. A dor deixa de ser um inimigo a ser combatido e passa a ser algo que pode ser integrado à vida de um jeito mais consciente. Vale observar o que, no seu dia a dia, faz você sentir que precisa se proteger tanto. O que essa parte mais impulsiva parece defender. Que valores seus estão sendo tocados quando a agressividade aparece.
Aos poucos, o processo terapêutico devolve um sentimento de autoria, e a agressividade vai sendo substituída por escolhas que expressam quem você realmente deseja ser. Se for importante para você olhar para isso com mais profundidade e cuidado, posso te acompanhar nesse caminho. Caso precise, estou à disposição.
Em muitos casos, a agressividade não nasce do “desejo de atacar”, mas do medo de continuar sentindo aquilo que já é pesado demais. É como se a mente, tentando se defender, usasse a força para afastar uma sensação interna que parece insuportável. Isso não significa justificar comportamentos agressivos, mas compreender que, por trás deles, pode existir uma dor que não encontrou linguagem. Talvez seja importante refletir em que momentos a sua irritação ganha mais força. O que dói antes da reação surgir. Como você percebe seu corpo quando sente que está “explodindo”.
A Logoterapia olha para esse movimento com muito cuidado, porque entende que o sofrimento pode ser um convite à transformação, não apenas um peso. Quando a pessoa começa a encontrar sentido na própria trajetória, a agressividade perde parte do seu papel defensivo. A dor deixa de ser um inimigo a ser combatido e passa a ser algo que pode ser integrado à vida de um jeito mais consciente. Vale observar o que, no seu dia a dia, faz você sentir que precisa se proteger tanto. O que essa parte mais impulsiva parece defender. Que valores seus estão sendo tocados quando a agressividade aparece.
Aos poucos, o processo terapêutico devolve um sentimento de autoria, e a agressividade vai sendo substituída por escolhas que expressam quem você realmente deseja ser. Se for importante para você olhar para isso com mais profundidade e cuidado, posso te acompanhar nesse caminho. Caso precise, estou à disposição.
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