Quem tem o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) já nasce ou se desenvolve ?
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Quem tem o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) já nasce ou se desenvolve ?
Não, é algo que se desenvolve por fatores ambientais, biológicos e psicológicos.
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Oi, tudo bem? A sua pergunta é muito importante porque toca diretamente na origem do TPB, e entender isso costuma trazer um enorme alívio. Não existe uma resposta simples do tipo “nasce” ou “se desenvolve”, porque o TPB é resultado de uma combinação entre sensibilidade biológica e experiências emocionais ao longo da vida.
Do ponto de vista científico, sabemos que algumas pessoas já nascem com um sistema emocional mais sensível, reativo e intenso. Isso não é um “defeito”, é um jeito de o cérebro funcionar: ele percebe nuances afetivas com muito mais força. A neurociência mostra que essa sensibilidade aparece cedo, mas sozinha não determina o TPB. O transtorno começa a se formar quando essa sensibilidade encontra ambientes que, por diferentes motivos, não conseguem oferecer segurança emocional consistente. Podem ser situações de instabilidade afetiva, rejeição, padrões de invalidação, vínculos inseguros, cuidados imprevisíveis, perdas importantes ou traumas. Não é sobre culpar ninguém, e sim sobre entender que personalidade é construída na relação.
Talvez faça sentido você refletir sobre como isso aparece na sua história ou na história da pessoa que você observa. A intensidade emocional sempre esteve presente desde cedo? Houve momentos significativos em que você sentiu que precisou se proteger do abandono, da crítica ou da falta de acolhimento? As oscilações de humor pioraram após experiências dolorosas na adolescência ou início da vida adulta? Essas perguntas ajudam a entender que o TPB não surge de repente, mas vai tomando forma a partir de um encontro entre vulnerabilidade emocional e experiências que ampliam essa dor.
Se você já está em terapia, vale levar essa reflexão para o profissional que te acompanha, porque a origem do funcionamento emocional diz muito sobre como trabalhar a cura ao longo do processo. E se ainda não estiver, esse é exatamente o tipo de tema que a terapia ajuda a organizar, construindo uma narrativa interna que faça sentido e diminua a autocobrança. Caso precise, estou à disposição.
Do ponto de vista científico, sabemos que algumas pessoas já nascem com um sistema emocional mais sensível, reativo e intenso. Isso não é um “defeito”, é um jeito de o cérebro funcionar: ele percebe nuances afetivas com muito mais força. A neurociência mostra que essa sensibilidade aparece cedo, mas sozinha não determina o TPB. O transtorno começa a se formar quando essa sensibilidade encontra ambientes que, por diferentes motivos, não conseguem oferecer segurança emocional consistente. Podem ser situações de instabilidade afetiva, rejeição, padrões de invalidação, vínculos inseguros, cuidados imprevisíveis, perdas importantes ou traumas. Não é sobre culpar ninguém, e sim sobre entender que personalidade é construída na relação.
Talvez faça sentido você refletir sobre como isso aparece na sua história ou na história da pessoa que você observa. A intensidade emocional sempre esteve presente desde cedo? Houve momentos significativos em que você sentiu que precisou se proteger do abandono, da crítica ou da falta de acolhimento? As oscilações de humor pioraram após experiências dolorosas na adolescência ou início da vida adulta? Essas perguntas ajudam a entender que o TPB não surge de repente, mas vai tomando forma a partir de um encontro entre vulnerabilidade emocional e experiências que ampliam essa dor.
Se você já está em terapia, vale levar essa reflexão para o profissional que te acompanha, porque a origem do funcionamento emocional diz muito sobre como trabalhar a cura ao longo do processo. E se ainda não estiver, esse é exatamente o tipo de tema que a terapia ajuda a organizar, construindo uma narrativa interna que faça sentido e diminua a autocobrança. Caso precise, estou à disposição.
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