Sofri um abuso na infância e isso fez com que eu parasse de sentir desejo por mulheres e começar a t
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Sofri um abuso na infância e isso fez com que eu parasse de sentir desejo por mulheres e começar a ter por homens e contra a minha vontade(mesmo sendo um homem que fez isso)
Como voltar a ter desejo por mulheres novamente?
Como voltar a ter desejo por mulheres novamente?
Olá. É comum que pessoas vítimas de violências sexuais desenvolvam algum tipo de inibição/desinibição extrema do seu desejo sexual, seja por receio de que o evento traumático volte a acontecer ou por autoexposição reiterada a riscos. Neste caso, é recomendado que você procure um profissional para realizar um acompanhamento terapêutico para que você possa transpassar os efeitos indesajados dessa experiência traumática em sua vida. Caso tenha interesse, podemos conversar mais sobre.
Atenciosamente, Psicólogo Guido N. B. Ruschel.
Atenciosamente, Psicólogo Guido N. B. Ruschel.
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Ola, nesse caso precisa conversar mais para intender o seu caso, fico a disposição
Olá, é importante você detalhar mais toda sua história em um processo terapêutico para entender melhor esse trauma , por onde passa seu desejo e o que fazer a partir de agora
O que você descreve é uma dor profunda e uma busca por respostas muito legítima, e na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), compreendemos que o trauma, especialmente o abuso na infância, pode realmente reconfigurar a forma como percebemos e sentimos o desejo. Não é incomum que experiências tão avassaladoras gerem mecanismos de defesa complexos, como a alteração na atração sexual, mesmo que pareça contraditório. Na TCC, nosso foco seria em explorar como esses pensamentos e associações se formaram a partir do abuso, e como eles estão influenciando seus sentimentos atuais em relação às mulheres e homens. Nosso trabalho seria cuidadosamente direcionado para processar as memórias e emoções ligadas ao trauma, ajudando você a ressignificar essa experiência e, assim, abrir espaço para que seus desejos se manifestem de uma forma mais autêntica e alinhada com quem você é, sem o peso do passado. É uma jornada de autoconhecimento e cura que visa te libertar das amarras do trauma para que você possa viver sua sexualidade e relacionamentos de forma plena e satisfatória. Se você sente que é o momento de iniciar essa jornada de descoberta e superação e se percebe preparado para essa jornada, estou aqui para te acompanhar nesse processo. O que acha de agendarmos uma conversa para explorarmos como posso te ajudar?
Olá, como tem passado?
O impacto de um abuso sexual na infância pode atravessar o psiquismo de formas muito complexas, pois pode tocar na formação da identidade, do desejo e da relação com o próprio corpo. O desejo não é uma escolha racional, nem algo que possa ser controlado voluntariamente, mas é estruturado e constituído por experiências inconscientes, traços infantis e marcas simbólicas que permanecem vivas mesmo depois de muitos anos.
Quando você diz que o abuso fez com que deixasse de sentir desejo por mulheres e passasse a sentir por homens, ainda que contra a sua vontade, isso pode não ter sido algo do próprio abuso em si, mas de outras formas, já que a orientação sexual de uma pessoa não tem a ver com abusos, pelo menos até o presente momento não tem comprovações disso. Está aí uma relação interessante para se falar sobre na terapia e elaborar mais sobre esse laço entre o abuso e uma possível homossexualidade.
O trabalho de um psicólogo ou psicanalista, presencial ou online, é fundamental nesse processo. Falar sobre o trauma, escutar as marcas que ele deixou, e dar novo sentido a esse sofrimento pode ser o caminho para recuperar sua liberdade psíquica e afetiva.
Espero ter ajudado e até mais.
O impacto de um abuso sexual na infância pode atravessar o psiquismo de formas muito complexas, pois pode tocar na formação da identidade, do desejo e da relação com o próprio corpo. O desejo não é uma escolha racional, nem algo que possa ser controlado voluntariamente, mas é estruturado e constituído por experiências inconscientes, traços infantis e marcas simbólicas que permanecem vivas mesmo depois de muitos anos.
Quando você diz que o abuso fez com que deixasse de sentir desejo por mulheres e passasse a sentir por homens, ainda que contra a sua vontade, isso pode não ter sido algo do próprio abuso em si, mas de outras formas, já que a orientação sexual de uma pessoa não tem a ver com abusos, pelo menos até o presente momento não tem comprovações disso. Está aí uma relação interessante para se falar sobre na terapia e elaborar mais sobre esse laço entre o abuso e uma possível homossexualidade.
O trabalho de um psicólogo ou psicanalista, presencial ou online, é fundamental nesse processo. Falar sobre o trauma, escutar as marcas que ele deixou, e dar novo sentido a esse sofrimento pode ser o caminho para recuperar sua liberdade psíquica e afetiva.
Espero ter ajudado e até mais.
Olá. Apesar do abuso ter sido feito por um homem talvez não seja esse motivo que levou a ter desejo por homens. Talvez se você considerar que pode ser um fator natural seu você aceite melhor essa sua condição. É bem provável que você não sinta desejo por mulheres pois essa não é sua orientação sexual. Não é um transtorno portanto não há cura. O que você precisa na realidade é fazer uma boa análise para superar seu trauma da violência que sofreu e aceitar sua condição sexual.
Olá,
Na psicanálise, o desejo não é algo que se escolhe com a razão. Ele se forma a partir das experiências que vivemos, especialmente na infância, e se liga ao modo como fomos marcados emocionalmente. Quando alguém passa por um abuso, o corpo e a vida psíquica podem ser profundamente afetados, e isso pode confundir ou modificar a forma como a pessoa sente desejo, prazer e afeto.
Muitas vezes, o desejo começa a aparecer de um jeito que a própria pessoa não entende ou não reconhece como seu, e isso pode gerar sofrimento. A psicanálise não tenta corrigir o desejo, mas ajudar a compreender o que ele expressa e de onde ele vem. Em análise, é possível falar sobre tudo isso com liberdade e profundidade, permitindo que o desejo deixe de ser uma fonte de angústia e possa se tornar algo mais livre, espontâneo e verdadeiro.
Espero ter contribuído de alguma forma.
Sua percepção de que o desejo por homens é "contra a sua vontade" é um sinal importante de que há um conflito interno significativo e que a sua sexualidade está sendo influenciada de uma forma que não te satisfaz ou que você não reconhece como genuína. A Psicanálise te oferecerá as ferramentas para desvendar as complexidades do seu inconsciente, liberando-se das amarras do trauma para que seu desejo possa se expressar de uma forma mais autêntica e livre.
Se tiver alguma dúvida estou a sua disposição.
Se tiver alguma dúvida estou a sua disposição.
Olá, querido. É só no trabalho de indagação sobre você próprio que você irá a formular perguntas mais próprias, mais alinhadas com o que você deseja e precisa. Surgem aparentemente vários assuntos a desenvolver num processo psi: de que forma o abuso te afetou, por que alguém precisa sentir algo que não sente, de que forma alguma coisa feita vai à contramão de uma vontade, de que forma a vontade não corresponde com o desejo... Não são assuntos simples, nem que tenham uma resposta padrão para td mundo.
Um bom processo terapêutico requer disposição e coragem, mas vale muito a pena, já que forçar a vida e os sentimentos para eles serem de um jeito externamente julgado como correto, na maioria das vezes nos deixa com exaustão, solidão, insatisfação e doença física.
Vc pode achar o meu nome no ggl para contato, se quiser. Gostarei muito de te acolher, sem julgamentos.
Juliana Arango
Um bom processo terapêutico requer disposição e coragem, mas vale muito a pena, já que forçar a vida e os sentimentos para eles serem de um jeito externamente julgado como correto, na maioria das vezes nos deixa com exaustão, solidão, insatisfação e doença física.
Vc pode achar o meu nome no ggl para contato, se quiser. Gostarei muito de te acolher, sem julgamentos.
Juliana Arango
Olá! Te sugiro que busques uma psicoterapia especializada para trauma do abuso sexual. Este trauma pode desencadear surtos, o que pode ser sua situação. Embora precisa ser avaliado clinicamente. Fico a disposição.
Olá!
Sinto muito pelo que sofreu.
Dois pontos são importantes: 1 - nosso desejo sexual não se constrói por uma escolha/vontade consciente
2 - somos inatamente bissexuais, isto é, podemos sentir atração por ambos os sexos e nenhuma escolha é errada
Pelo seu breve relato entendi que tem uma angústia sua pelo seu desejo sexual, que como todos, é inconsciente. É algo conflitante para você, algo pelo qual você gostaria de mudar e que associa ao abuso que sofreu, logo, encara como um erro.
Em uma terapia você pode cuidar das dores e marcar do abuso e de sua angústia perante seu desejo sexual.
Não necessariamente isso leva a mudar o seu desejo sexual.
Sinto muito pelo que sofreu.
Dois pontos são importantes: 1 - nosso desejo sexual não se constrói por uma escolha/vontade consciente
2 - somos inatamente bissexuais, isto é, podemos sentir atração por ambos os sexos e nenhuma escolha é errada
Pelo seu breve relato entendi que tem uma angústia sua pelo seu desejo sexual, que como todos, é inconsciente. É algo conflitante para você, algo pelo qual você gostaria de mudar e que associa ao abuso que sofreu, logo, encara como um erro.
Em uma terapia você pode cuidar das dores e marcar do abuso e de sua angústia perante seu desejo sexual.
Não necessariamente isso leva a mudar o seu desejo sexual.
O trauma de um abuso na infância pode afetar profundamente o desenvolvimento da sexualidade, isso interfere na formação do desejo de maneira involuntária e dolorosa. Não se trata de “escolha”, mas de marcas psíquicas que o corpo e a mente carregam.É possível compreender e elaborar o trauma que distorceu o acesso ao próprio desejo. A psicanálise pode ajudar a distinguir o que vem do abuso e o que é da sua verdade subjetiva. O essencial é cuidar da ferida antes de tentar redefinir o desejo.
Sinto muito que tenha sofrido essa violência! Embora muitas vezes haja essa associação (abuso e homossexualidade) isso nem sempre está ligado. Nosso desejo genuíno por pares amorosos não acontecem "contra nossa vontade", ainda que essa "vontade" nao seja o que você quer realmente, pode estar ligado ao que você acredita ser o certo a se querer, o esperado, o "normal". Por vezes há "necessidade" (que é algo inconsciente e precisa ser investigado em terapia) de retornar ao trauma, muitas vezes numa tentativa de mudar uma situação passada revivendo ela no presente. É o que na psicanalise chamamos de pulsão de morte. Retornar a situações que não geram prazer e muitas vezes é uma autoagressão (como por exemplo ciclos autodestrutivos).
que ótima pergunta pra você se fazer em sua psicanálise, com um psicanalista...!
Olá,
Você trás questões muito complexas, que necessitam de mais tempo de observação e pesquisa para serem compreendidas.A minha sugestão é que você busque a ajuda de um/a psicoterapeuta.
Você trás questões muito complexas, que necessitam de mais tempo de observação e pesquisa para serem compreendidas.A minha sugestão é que você busque a ajuda de um/a psicoterapeuta.
Olá, prazer falar com você!
Sua pergunta é muito profunda e sensível!
Essa, dentre outras perguntas, pode ser elaborada e analisada em um processo terapêutico.
Muitas vezes, quando algo traumático acontece, como um abuso na infância, o desejo pode se confundir com o medo, a culpa, ou a necessidade de se proteger.
A psicanálise não julga o que você sente, mas busca entender de onde esse desejo vem, o que ele quer dizer sobre sua história, e quais marcas o trauma deixou em sua forma de desejar.
É possível que o desejo hoje esteja atravessado pelo que foi vivido no passado, mas isso não define quem você é. Através da escuta, da fala e do tempo, você pode encontrar uma posição mais livre em relação ao seu próprio desejo.
Você não está sozinho. O que você sente tem sentido, e pode sim ser trabalhado com cuidado e respeito.
Sua pergunta é muito profunda e sensível!
Essa, dentre outras perguntas, pode ser elaborada e analisada em um processo terapêutico.
Muitas vezes, quando algo traumático acontece, como um abuso na infância, o desejo pode se confundir com o medo, a culpa, ou a necessidade de se proteger.
A psicanálise não julga o que você sente, mas busca entender de onde esse desejo vem, o que ele quer dizer sobre sua história, e quais marcas o trauma deixou em sua forma de desejar.
É possível que o desejo hoje esteja atravessado pelo que foi vivido no passado, mas isso não define quem você é. Através da escuta, da fala e do tempo, você pode encontrar uma posição mais livre em relação ao seu próprio desejo.
Você não está sozinho. O que você sente tem sentido, e pode sim ser trabalhado com cuidado e respeito.
Como elaborar essa experiência traumática e conduzir a vida, as escolhas e os desejos a novas possibilidades? Talvez, voltar a ter desejo (seja por mulheres ou por homens ou por quem quer que seja) passe primeiro por elaborar essa vivência e descobrir qual é o seu desejo (o que te move).
Deixo aqui, também, o meu forte abraço e sinto muito que tenha vivido isso. Caso queira agendar uma sessão, coloco-me à disposição! No mais, busque uma terapia e se cuide!
Deixo aqui, também, o meu forte abraço e sinto muito que tenha vivido isso. Caso queira agendar uma sessão, coloco-me à disposição! No mais, busque uma terapia e se cuide!
Não existe resposta pronta para sua questão, mas é possível trabalhar o que tem te causado sofrimento. Num processo de análise podemos compreender melhor o que nosso desejo pretende e qual a causa dos nossos sintomas. Se quiser conversar melhor sobre isso fico à disposição!
A forma de reviver o abuso é uma forma de tentar "entender" o que lhe aconteceu.
Olá! Saiba que essa vivência descrita por você é comum. A violação do corpo , especialmente na infância, pode gerar consequências psicológicas diversas, especialmente essa que você descreveu. A sexualidade está diretamente relacionada à estruturação da psique, que tenta encontrar formas reparar/consertar a experiência traumática. Um tratamento psicológico profundo te ajudará a encontrar a resposta e a saída que você precisa.
Se isso é motivo de sofrimento para você, procure uma psicoterapia.
entendo que você esteja enfrentando uma situação muito delicada e dolorosa. A mudança na sua orientação sexual após o abuso na infância pode ser uma resposta psicológica complexa ao trauma vivido. É importante destacar que isso não é uma escolha consciente sua, mas sim uma dinâmica inconsciente que reflete a tentativa de sua mente de lidar com o abuso sofrido.
Na psicanálise, trabalhamos com a ideia de que eventos traumáticos podem alterar profundamente a forma como percebemos e nos relacionamos com o mundo, incluindo nossas preferências e desejos sexuais. Isso pode estar acontecendo porque, em algum nível inconsciente, você pode estar buscando compreender ou controlar a situação traumática através da repetição de padrões relacionados ao seu abusador.
Para voltar a sentir desejo por mulheres, é essencial abordar o trauma subjacente. Aqui estão algumas recomendações:
Terapia Psicanalítica: Procure um terapeuta especializado em psicanálise. Este profissional pode ajudá-lo a explorar as camadas profundas do seu inconsciente, entender as origens dessa mudança e trabalhar para ressignificar o trauma.
Validação dos Sentimentos: É importante reconhecer e validar seus sentimentos. Sentir-se assim não é algo que você controla, e buscar ajuda é um passo corajoso e necessário.
Paciência e Autocompaixão: Tenha paciência consigo mesmo. A cura é um processo gradual e cada pessoa tem seu próprio ritmo. Seja gentil e compreensivo com suas emoções e experiências.
Rede de Apoio: Considere participar de grupos de apoio para pessoas que sofreram abusos. Compartilhar suas experiências com outros que passaram por situações semelhantes pode ser muito reconfortante e esclarecedor.
Reconhecimento da Dinâmica Inconsciente: Entenda que o que você está vivendo pode ser parte de uma compulsão à repetição, onde o inconsciente tenta resolver questões não elaboradas. A terapia pode ajudar a identificar e modificar esses padrões.
Lembre-se, não há "problema" com você; há uma resposta psíquica ao trauma que precisa ser cuidadosamente trabalhada. Sentir-se mal com essa situação é completamente compreensível, e buscar ajuda é um passo fundamental para a sua recuperação e bem-estar.
Na psicanálise, trabalhamos com a ideia de que eventos traumáticos podem alterar profundamente a forma como percebemos e nos relacionamos com o mundo, incluindo nossas preferências e desejos sexuais. Isso pode estar acontecendo porque, em algum nível inconsciente, você pode estar buscando compreender ou controlar a situação traumática através da repetição de padrões relacionados ao seu abusador.
Para voltar a sentir desejo por mulheres, é essencial abordar o trauma subjacente. Aqui estão algumas recomendações:
Terapia Psicanalítica: Procure um terapeuta especializado em psicanálise. Este profissional pode ajudá-lo a explorar as camadas profundas do seu inconsciente, entender as origens dessa mudança e trabalhar para ressignificar o trauma.
Validação dos Sentimentos: É importante reconhecer e validar seus sentimentos. Sentir-se assim não é algo que você controla, e buscar ajuda é um passo corajoso e necessário.
Paciência e Autocompaixão: Tenha paciência consigo mesmo. A cura é um processo gradual e cada pessoa tem seu próprio ritmo. Seja gentil e compreensivo com suas emoções e experiências.
Rede de Apoio: Considere participar de grupos de apoio para pessoas que sofreram abusos. Compartilhar suas experiências com outros que passaram por situações semelhantes pode ser muito reconfortante e esclarecedor.
Reconhecimento da Dinâmica Inconsciente: Entenda que o que você está vivendo pode ser parte de uma compulsão à repetição, onde o inconsciente tenta resolver questões não elaboradas. A terapia pode ajudar a identificar e modificar esses padrões.
Lembre-se, não há "problema" com você; há uma resposta psíquica ao trauma que precisa ser cuidadosamente trabalhada. Sentir-se mal com essa situação é completamente compreensível, e buscar ajuda é um passo fundamental para a sua recuperação e bem-estar.
Sinto muito por você ter passado por essa experiência dolorosa. É compreensível que situações traumáticas possam impactar profundamente nossa vida emocional e sexual. Aqui estão algumas sugestões que podem ajudar você a trabalhar nessa questão:
Terapia: Considerar a ajuda de um psicólogo ou terapeuta especializado em trauma pode ser um passo importante. A terapia pode ajudar a processar as experiências passadas e trabalhar nas questões de desejo e atração.
Exploração de Sentimentos: Permita-se explorar seus sentimentos e desejos sem pressão. Isso pode incluir refletir sobre o que você sente em relação a mulheres e como suas experiências passadas influenciam isso.
Ambiente Seguro: Crie um ambiente seguro e acolhedor ao seu redor, onde você possa se sentir confortável para expressar sua sexualidade sem julgamentos.
Educação sobre Sexualidade: Ler sobre sexualidade, atração e os efeitos do trauma pode ajudar a entender melhor suas próprias experiências e sentimentos.
Conexões Sociais: Tente se conectar com outras pessoas, seja em grupos de apoio ou em ambientes sociais, onde você possa interagir com mulheres de maneira descontraída, sem pressão.
Atividades Prazerosas: Envolver-se em atividades que você gosta pode ajudá-lo a se sentir mais relaxado e aberto a novas experiências, incluindo relacionamentos.
Paciência: Lembre-se de que esse é um processo e pode levar tempo para redescobrir o desejo por mulheres. Seja gentil consigo mesmo durante essa jornada.
Terapia: Considerar a ajuda de um psicólogo ou terapeuta especializado em trauma pode ser um passo importante. A terapia pode ajudar a processar as experiências passadas e trabalhar nas questões de desejo e atração.
Exploração de Sentimentos: Permita-se explorar seus sentimentos e desejos sem pressão. Isso pode incluir refletir sobre o que você sente em relação a mulheres e como suas experiências passadas influenciam isso.
Ambiente Seguro: Crie um ambiente seguro e acolhedor ao seu redor, onde você possa se sentir confortável para expressar sua sexualidade sem julgamentos.
Educação sobre Sexualidade: Ler sobre sexualidade, atração e os efeitos do trauma pode ajudar a entender melhor suas próprias experiências e sentimentos.
Conexões Sociais: Tente se conectar com outras pessoas, seja em grupos de apoio ou em ambientes sociais, onde você possa interagir com mulheres de maneira descontraída, sem pressão.
Atividades Prazerosas: Envolver-se em atividades que você gosta pode ajudá-lo a se sentir mais relaxado e aberto a novas experiências, incluindo relacionamentos.
Paciência: Lembre-se de que esse é um processo e pode levar tempo para redescobrir o desejo por mulheres. Seja gentil consigo mesmo durante essa jornada.
O desejo é do sujeito, mas marcado pelo trauma.
Na psicanálise, o desejo não é algo que escolhemos racionalmente. Ele se forma a partir de nossas vivências, das fantasias inconscientes, das marcas deixadas pela relação com os primeiros objetos (pais, cuidadores, figuras de autoridade), e também, infelizmente, por situações de violência, como o abuso sexual.
Freud dizia que o trauma pode fixar o desejo em uma determinada representação, como uma tentativa do psiquismo de dar sentido a algo que o invadiu e ultrapassou sua capacidade de simbolizar.
Quando um menino sofre um abuso por outro homem, isso pode deixar marcas que se expressam não como “orientação sexual verdadeira”, mas como uma forma de repetição, de fixação simbólica ou de defesa p0síquica.
Isso não significa que você “escolheu” desejar homens. Significa que o trauma afetou a constituição do seu desejo de um modo que precisa ser escutado e elaborado.
- Você fala de desejo “contra a sua vontade”. Então há um conflito interno.
Esse ponto é essencial. Na psicanálise, chamamos isso de ambivalência ou divisão subjetiva: uma parte de você sente desejo (por homens), mas outra parte rejeita esse desejo, o recusa, o vivencia como algo estranho, invasivo, até mesmo como uma traição a si mesmo.
Esse conflito psíquico pode gerar:
• angústia,
• culpa,
• sentimento de identidade fragmentada,
• medo de não ter “controle” sobre o próprio desejo.
Esses sentimentos não são sinal de fraqueza ou de perversão, são consequência de um trauma que rompeu a relação entre corpo, desejo e representação do outro.
- É possível “voltar a desejar mulheres”?
A psicanálise não tem como objetivo corrigir o desejo, mas compreendê-lo e dar-lhe lugar na história do sujeito. Por isso, a pergunta psicanalítica não é "como voltar a desejar mulheres", mas:
O que aconteceu com seu desejo? Onde ele se perdeu? O que ele tenta te dizer hoje?
Ao longo do processo analítico, você poderá:
• entender como o abuso afetou a sua forma de desejar;
• diferenciar o que é desejo legítimo do que é eco do trauma;
• reconstruir o vínculo com seu corpo, com sua história, com a possibilidade de ter desejos de forma livre, por mulheres, por homens, ou por aquilo que surgir de forma espontânea, sem culpa nem obediência a uma expectativa.
- O que o trauma sexual faz com o desejo
O abuso sexual na infância rompe a lógica natural do desejo, porque impõe prazer e dor ao mesmo tempo, em um corpo ainda em formação. Isso pode:
• criar fantasias inconscientes duradouras;
• ligar o prazer ao medo, à culpa ou à submissão;
• deslocar o desejo para figuras que representam inconscientemente o abusador.
Na psicanálise, isso é trabalhado com escuta, tempo e palavra. O que foi imposto ao sujeito pode ser transformado em algo que ele se apropria, não como condenação, mas como possibilidade de reconstrução do desejo.
- Como buscar ajuda?
Você pode procurar um psicanalista clínico, com formação reconhecida (de uma escola moderna, séria e que trabalhe o amor). O tratamento visa:
• escutar a história do trauma;
• compreender as formações do inconsciente (fantasias, sonhos, repetições);
• libertar o desejo das amarras do passado traumático.
Nenhum analista ou profissional da área da saúde mental vai te impor uma “norma de sexualidade” ou “reparar” sua orientação. Mas, com o tempo, você poderá descobrir qual é o seu verdadeiro desejo, livre da dor e da violência.
Você não está errado, nem perdido, nem condenado a viver com um desejo que não reconhece como seu. Você viveu uma violência que marcou profundamente seu corpo e sua forma de desejar — mas o desejo pode ser resgatado, reconstruído, ressignificado.
Isso é possível por meio da fala, do vínculo analítico, da escuta que não julga, não critica, mas acolhe.
Na psicanálise, o desejo não é algo que escolhemos racionalmente. Ele se forma a partir de nossas vivências, das fantasias inconscientes, das marcas deixadas pela relação com os primeiros objetos (pais, cuidadores, figuras de autoridade), e também, infelizmente, por situações de violência, como o abuso sexual.
Freud dizia que o trauma pode fixar o desejo em uma determinada representação, como uma tentativa do psiquismo de dar sentido a algo que o invadiu e ultrapassou sua capacidade de simbolizar.
Quando um menino sofre um abuso por outro homem, isso pode deixar marcas que se expressam não como “orientação sexual verdadeira”, mas como uma forma de repetição, de fixação simbólica ou de defesa p0síquica.
Isso não significa que você “escolheu” desejar homens. Significa que o trauma afetou a constituição do seu desejo de um modo que precisa ser escutado e elaborado.
- Você fala de desejo “contra a sua vontade”. Então há um conflito interno.
Esse ponto é essencial. Na psicanálise, chamamos isso de ambivalência ou divisão subjetiva: uma parte de você sente desejo (por homens), mas outra parte rejeita esse desejo, o recusa, o vivencia como algo estranho, invasivo, até mesmo como uma traição a si mesmo.
Esse conflito psíquico pode gerar:
• angústia,
• culpa,
• sentimento de identidade fragmentada,
• medo de não ter “controle” sobre o próprio desejo.
Esses sentimentos não são sinal de fraqueza ou de perversão, são consequência de um trauma que rompeu a relação entre corpo, desejo e representação do outro.
- É possível “voltar a desejar mulheres”?
A psicanálise não tem como objetivo corrigir o desejo, mas compreendê-lo e dar-lhe lugar na história do sujeito. Por isso, a pergunta psicanalítica não é "como voltar a desejar mulheres", mas:
O que aconteceu com seu desejo? Onde ele se perdeu? O que ele tenta te dizer hoje?
Ao longo do processo analítico, você poderá:
• entender como o abuso afetou a sua forma de desejar;
• diferenciar o que é desejo legítimo do que é eco do trauma;
• reconstruir o vínculo com seu corpo, com sua história, com a possibilidade de ter desejos de forma livre, por mulheres, por homens, ou por aquilo que surgir de forma espontânea, sem culpa nem obediência a uma expectativa.
- O que o trauma sexual faz com o desejo
O abuso sexual na infância rompe a lógica natural do desejo, porque impõe prazer e dor ao mesmo tempo, em um corpo ainda em formação. Isso pode:
• criar fantasias inconscientes duradouras;
• ligar o prazer ao medo, à culpa ou à submissão;
• deslocar o desejo para figuras que representam inconscientemente o abusador.
Na psicanálise, isso é trabalhado com escuta, tempo e palavra. O que foi imposto ao sujeito pode ser transformado em algo que ele se apropria, não como condenação, mas como possibilidade de reconstrução do desejo.
- Como buscar ajuda?
Você pode procurar um psicanalista clínico, com formação reconhecida (de uma escola moderna, séria e que trabalhe o amor). O tratamento visa:
• escutar a história do trauma;
• compreender as formações do inconsciente (fantasias, sonhos, repetições);
• libertar o desejo das amarras do passado traumático.
Nenhum analista ou profissional da área da saúde mental vai te impor uma “norma de sexualidade” ou “reparar” sua orientação. Mas, com o tempo, você poderá descobrir qual é o seu verdadeiro desejo, livre da dor e da violência.
Você não está errado, nem perdido, nem condenado a viver com um desejo que não reconhece como seu. Você viveu uma violência que marcou profundamente seu corpo e sua forma de desejar — mas o desejo pode ser resgatado, reconstruído, ressignificado.
Isso é possível por meio da fala, do vínculo analítico, da escuta que não julga, não critica, mas acolhe.
Sinto muito pelo que você passou. Vivências traumáticas podem confundir nossos sentimentos e desejos, mas isso não define quem você é. Não há respostas prontas ou certezas absolutas, por isso é tão importante buscar ajuda profissional. A psicanálise pode te ajudar a elaborar essa dor e entender melhor seus desejos. Se sentir que é o momento, fico à disposição para te acolher nesse caminho.
Talvez você nunca mais volte. Tudo vai depender do sentido que você dá para o abuso e de como você está lidando com esse trauma na vida adulta.
Um acompanhamento terapêutico. Fazer Psicoterapia para você entender o que está acontecendo com a sua sexualidade, é fundamental nesse momento.
Um acompanhamento terapêutico. Fazer Psicoterapia para você entender o que está acontecendo com a sua sexualidade, é fundamental nesse momento.
Olá. Sugiro uma terapia de aborde as dimensões: sensações (corpo), emoções (sentimentos) e cognitivo (raciocínio). Nessa terapia você terá base para entender como esse desejo se formou, praticar o entendimento das emoções e criar possibilidades para outras experiências e desejos com leveza e liberdade. Fico à disposição para falarmos. Abraço.
Sinto muito que você tenha passado por uma experiência tão dolorosa na infância. O abuso pode impactar profundamente a forma como nos relacionamos com nós mesmos e com os outros, incluindo nossa sexualidade e desejos.
A mudança ou confusão na orientação sexual após um trauma não é incomum, pois o corpo e a mente podem reagir de maneiras complexas para tentar lidar com a dor e o medo associados ao abuso.
O caminho para recuperar o desejo pelas mulheres, se é isso que você deseja, passa por um processo de cuidado, acolhimento e terapia especializada. Um psicólogo ou terapeuta com experiência em trauma, sexualidade e orientação sexual pode ajudar você a:
Explorar e entender como o abuso afetou seus desejos e sentimentos;
Trabalhar o impacto emocional e as memórias traumáticas;
Reestabelecer uma relação saudável com seu corpo e sua sexualidade;
Resgatar ou redescobrir o que é prazeroso e desejável para você.
Lembre-se de que cada pessoa tem seu tempo e seu processo, e que não existe uma fórmula pronta — o importante é você se sentir respeitado e acolhido no caminho de volta para si mesmo.
A mudança ou confusão na orientação sexual após um trauma não é incomum, pois o corpo e a mente podem reagir de maneiras complexas para tentar lidar com a dor e o medo associados ao abuso.
O caminho para recuperar o desejo pelas mulheres, se é isso que você deseja, passa por um processo de cuidado, acolhimento e terapia especializada. Um psicólogo ou terapeuta com experiência em trauma, sexualidade e orientação sexual pode ajudar você a:
Explorar e entender como o abuso afetou seus desejos e sentimentos;
Trabalhar o impacto emocional e as memórias traumáticas;
Reestabelecer uma relação saudável com seu corpo e sua sexualidade;
Resgatar ou redescobrir o que é prazeroso e desejável para você.
Lembre-se de que cada pessoa tem seu tempo e seu processo, e que não existe uma fórmula pronta — o importante é você se sentir respeitado e acolhido no caminho de volta para si mesmo.
Na psicanálise, o desejo sexual não é algo fixo, nem puramente biológico: ele é uma construção subjetiva, moldada por experiências precoces, afetos, traumas e identificações.
Quando ocorre um abuso sexual na infância, o psiquismo é exposto a uma experiência de excitação sem compreensão — o corpo reage, mas a mente não entende o que acontece.
Isso pode gerar confusão entre prazer e violência, entre quem deseja e quem é desejado, o que pode afetar o modo como o sujeito organiza seu desejo posteriormente.
Em alguns casos, o trauma pode fazer com que o sujeito associe o objeto do abuso (por exemplo, um homem) à fonte de uma experiência intensa, o que pode alterar inconscientemente a direção do desejo.
Mas isso não significa uma escolha voluntária, nem que a pessoa “se tornou” algo que não queria — e sim que o trauma interferiu na estruturação do desejo.
O caminho psicanalítico não é “voltar a desejar mulheres”, mas reconhecer o que o trauma fez com o desejo, elaborar o sofrimento e permitir que o desejo se reorganize naturalmente, sem culpa.
Isso se faz por meio de um processo terapêutico profundo, de fala e escuta, sem tentar “corrigir” o desejo, mas compreendê-lo.
A TCC olha para os pensamentos automáticos, emoções e comportamentos associados a eventos traumáticos.
No caso de abuso sexual:
Podem surgir crenças disfuncionais como:
“Fui abusado por um homem, então agora sinto desejo por homens.”
“Não posso confiar no meu corpo.”
“Meu desejo é errado.”
Essas crenças aumentam a culpa, vergonha e confusão.
Na TCC, o foco é identificar e reestruturar essas crenças, trabalhando também com técnicas de dessensibilização e reprocessamento (como EMDR ou Terapia do Esquema), que ajudam o cérebro a reprocessar o trauma e libertar o desejo de associações negativas.
Com o tempo, você pode:
Reduzir o peso do trauma sobre sua identidade e desejo;
Recuperar a autonomia emocional;
Permitir que o desejo se manifeste de forma mais livre, sem interferência da dor passada.
O ponto mais importante é: o desejo não pode ser forçado ou programado.
Ele se reconstrói quando o trauma é elaborado e a mente se sente segura novamente para desejar — seja por mulheres, por homens ou por ninguém, dependendo do que for autêntico em você.
A meta da terapia não é “mudar a orientação”, e sim curar o sofrimento, liberar o desejo de amarras traumáticas e permitir que ele encontre seu caminho natural, sem medo e sem culpa.
Caminho terapêutico indicado
Psicoterapia com enfoque psicanalítico — para compreender o significado do abuso em sua história e elaborar o trauma.
Terapia Cognitivo-Comportamental ou EMDR — para lidar com os gatilhos, memórias intrusivas e crenças negativas associadas ao abuso.
Evite qualquer proposta de “reorientação sexual” — isso não é ético nem eficaz; o foco deve ser a cura do trauma, não a modificação forçada do desejo.
Quando ocorre um abuso sexual na infância, o psiquismo é exposto a uma experiência de excitação sem compreensão — o corpo reage, mas a mente não entende o que acontece.
Isso pode gerar confusão entre prazer e violência, entre quem deseja e quem é desejado, o que pode afetar o modo como o sujeito organiza seu desejo posteriormente.
Em alguns casos, o trauma pode fazer com que o sujeito associe o objeto do abuso (por exemplo, um homem) à fonte de uma experiência intensa, o que pode alterar inconscientemente a direção do desejo.
Mas isso não significa uma escolha voluntária, nem que a pessoa “se tornou” algo que não queria — e sim que o trauma interferiu na estruturação do desejo.
O caminho psicanalítico não é “voltar a desejar mulheres”, mas reconhecer o que o trauma fez com o desejo, elaborar o sofrimento e permitir que o desejo se reorganize naturalmente, sem culpa.
Isso se faz por meio de um processo terapêutico profundo, de fala e escuta, sem tentar “corrigir” o desejo, mas compreendê-lo.
A TCC olha para os pensamentos automáticos, emoções e comportamentos associados a eventos traumáticos.
No caso de abuso sexual:
Podem surgir crenças disfuncionais como:
“Fui abusado por um homem, então agora sinto desejo por homens.”
“Não posso confiar no meu corpo.”
“Meu desejo é errado.”
Essas crenças aumentam a culpa, vergonha e confusão.
Na TCC, o foco é identificar e reestruturar essas crenças, trabalhando também com técnicas de dessensibilização e reprocessamento (como EMDR ou Terapia do Esquema), que ajudam o cérebro a reprocessar o trauma e libertar o desejo de associações negativas.
Com o tempo, você pode:
Reduzir o peso do trauma sobre sua identidade e desejo;
Recuperar a autonomia emocional;
Permitir que o desejo se manifeste de forma mais livre, sem interferência da dor passada.
O ponto mais importante é: o desejo não pode ser forçado ou programado.
Ele se reconstrói quando o trauma é elaborado e a mente se sente segura novamente para desejar — seja por mulheres, por homens ou por ninguém, dependendo do que for autêntico em você.
A meta da terapia não é “mudar a orientação”, e sim curar o sofrimento, liberar o desejo de amarras traumáticas e permitir que ele encontre seu caminho natural, sem medo e sem culpa.
Caminho terapêutico indicado
Psicoterapia com enfoque psicanalítico — para compreender o significado do abuso em sua história e elaborar o trauma.
Terapia Cognitivo-Comportamental ou EMDR — para lidar com os gatilhos, memórias intrusivas e crenças negativas associadas ao abuso.
Evite qualquer proposta de “reorientação sexual” — isso não é ético nem eficaz; o foco deve ser a cura do trauma, não a modificação forçada do desejo.
Sinto muito pelo que você viveu. O abuso pode desorganizar profundamente o desejo, fazendo com que ele se associe ao trauma, à confusão e à perda de controle, e isso não significa que sua orientação tenha “mudado por vontade” nem que haja algo errado com você. O desejo não responde a comando ou esforço consciente; tentar “voltar” à força costuma aumentar a angústia. O caminho é elaborar o trauma em um processo terapêutico profundo, para separar o que pertence à violência do que pertence ao seu desejo. À medida que o trauma é trabalhado, o desejo pode se reorganizar de forma mais livre e menos determinada pelo passado, sem promessas prévias sobre como ele deve ser. O foco é recuperar autonomia e segurança interna, não corrigir quem você é.
Na psicanálise, a terapia é elaborar o abuso, dar palavras ao que foi vivido, compreender como essa experiência se inscreveu na sua história e no seu corpo. À medida que o trauma é simbolizado, o desejo tende a se tornar menos compulsivo, menos confuso, e mais ligado à sua subjetividade , não a uma cena de violência do passado. O que pode emergir depois disso não é algo que se decide previamente, mas algo que passa a ser vivido com menos angústia e mais verdade.
Em alguns casos, o acompanhamento com psiquiatra também pode ser útil, se houver sofrimento intenso, ansiedade, angústia persistente ou sintomas associados. O mais importante é que seja um espaço ético, sem tentativas de “normalização” forçada do desejo.
Você não está errado, nem “estragado”. O que está em jogo não é sua identidade, mas um trauma que ainda fala por você. Com escuta, tempo e cuidado, é possível aliviar esse conflito interno e construir uma relação mais tranquila com o próprio desejo, seja qual for a forma que ele venha a assumir de maneira livre.
Coloco-me à disposição como profissional para te acolher e acompanhar nesse processo, caso deseje. Você não precisa atravessar isso sozinho.
Em alguns casos, o acompanhamento com psiquiatra também pode ser útil, se houver sofrimento intenso, ansiedade, angústia persistente ou sintomas associados. O mais importante é que seja um espaço ético, sem tentativas de “normalização” forçada do desejo.
Você não está errado, nem “estragado”. O que está em jogo não é sua identidade, mas um trauma que ainda fala por você. Com escuta, tempo e cuidado, é possível aliviar esse conflito interno e construir uma relação mais tranquila com o próprio desejo, seja qual for a forma que ele venha a assumir de maneira livre.
Coloco-me à disposição como profissional para te acolher e acompanhar nesse processo, caso deseje. Você não precisa atravessar isso sozinho.
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