Sou mulher fui em duas sessoes com meu psicologo e tenho sentido uma desejo de ser tocada por ele. D
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Sou mulher fui em duas sessoes com meu psicologo e tenho sentido uma desejo de ser tocada por ele. Devo contar a ele ou mudar de psicologo?
Na construção de uma fantasia os elementos são apropriados a nível de uma representação. Ou seja, seu psicólogo se tornou um recurso para suas elaborações, o que pode vir a ser proveitoso de se trabalhar em análise. O compromisso ético e profissional fornece ferramentas para o psi ouvir ou encaminhar as situações que se apresentam na clínica.
Ao invés de "deve contar" proponho: você quer contar do seu desejo a ele? Você quer mudar de psicólogo?
O horizonte do "querer" possibilita uma responsabilização com o próprio desejo, inclusive com quem ou quando explorar isso.
Ao invés de "deve contar" proponho: você quer contar do seu desejo a ele? Você quer mudar de psicólogo?
O horizonte do "querer" possibilita uma responsabilização com o próprio desejo, inclusive com quem ou quando explorar isso.
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Olá! É interessante que você conte para ele, pois pode ser uma demanda a ser trabalhada em terapia. Caso ele se sinta desconfortável ou esse desejo não seja interpretado na terapia, será recomendado você trocar de psicólogo.
Abraço!
Abraço!
É comum que, durante a terapia, sentimentos intensos surjam em relação ao psicólogo — isso pode fazer parte do que chamamos de transferência, quando desejos, afetos e fantasias inconscientes se projetam no terapeuta. Esses sentimentos não precisam ser motivo de vergonha, mas é importante levá-los para a sessão, pois falar sobre isso pode ser parte essencial do processo terapêutico. Se o profissional for ético e capacitado, ele saberá acolher esse conteúdo com respeito, sem julgamento. Mudar de terapeuta só seria necessário se houver alguma atitude inapropriada por parte dele — o que não é o caso pelo que você relatou.
Olá! Sua pergunta é muito importante. Esse desejo não é incomum em psicoterapia. Pela perspectiva psicanalítica, o desejo de ser tocada por seu psicólogo pode representar aspectos transferenciais (processo na qual o paciente direciona ao terapeuta sentimentos, desejos e fantasias originados nas relações passadas, especialmente na infância) e ocorre inconscientemente.
Levar esse conteúdo para a sessão é fundamental, desde que você tenha o mínimo de segurança para isso. Se você sentir vergonha, também pode comunicar isso ao seu psicólogo. Em um ambiente terapêutico ético, o psicólogo deve priorizar o acolhimento, sem julgamentos, e ajudar você a entender o que esses sentimentos significam dentro do seu processo. Pode ser uma porta importante para o autoconhecimento.
Levar esse conteúdo para a sessão é fundamental, desde que você tenha o mínimo de segurança para isso. Se você sentir vergonha, também pode comunicar isso ao seu psicólogo. Em um ambiente terapêutico ético, o psicólogo deve priorizar o acolhimento, sem julgamentos, e ajudar você a entender o que esses sentimentos significam dentro do seu processo. Pode ser uma porta importante para o autoconhecimento.
Olá, como tem passado?
Na escuta freudiana, esse tipo de vivência é um fenômeno fundamental da psicanálise, onde o sujeito transfere para o analista afetos, desejos, idealizações e até repetições inconscientes que vêm de outras figuras importantes da sua história: pais, cuidadores, amores antigos.
Esse desejo que você sente não fala apenas do psicólogo enquanto pessoa real, mas do lugar simbólico que ele ocupa na sua cena interna. Por isso, em vez de evitar ou fugir desse sentimento, o mais transformador pode ser justamente colocá-lo em palavras na própria análise.
O ponto aqui não é satisfazer ou reprimir esse desejo, mas elaborá-lo. Um analista ético saberá sustentar esse conteúdo com escuta, sem agir, sem invadir, sem seduzir. A análise não é um lugar de sedução recíproca, mas de elaboração subjetiva. É exatamente por isso que esse espaço pode ser tão transformador.
Trocar de terapeuta nesse momento, pode significar perder a chance de entender de onde vem isso em mim. Mas claro, se você se sentir invadida, não escutada ou desrespeitada em algum momento, aí sim é essencial repensar o vínculo terapêutico.
O desejo que hoje aparece pode ser um portal para sua própria história, para suas carências, para sua forma de se vincular. E na psicanálise, isso não é um obstáculo: é matéria-prima para a transformação.
Espero ter ajudado e fico à disposição.
Na escuta freudiana, esse tipo de vivência é um fenômeno fundamental da psicanálise, onde o sujeito transfere para o analista afetos, desejos, idealizações e até repetições inconscientes que vêm de outras figuras importantes da sua história: pais, cuidadores, amores antigos.
Esse desejo que você sente não fala apenas do psicólogo enquanto pessoa real, mas do lugar simbólico que ele ocupa na sua cena interna. Por isso, em vez de evitar ou fugir desse sentimento, o mais transformador pode ser justamente colocá-lo em palavras na própria análise.
O ponto aqui não é satisfazer ou reprimir esse desejo, mas elaborá-lo. Um analista ético saberá sustentar esse conteúdo com escuta, sem agir, sem invadir, sem seduzir. A análise não é um lugar de sedução recíproca, mas de elaboração subjetiva. É exatamente por isso que esse espaço pode ser tão transformador.
Trocar de terapeuta nesse momento, pode significar perder a chance de entender de onde vem isso em mim. Mas claro, se você se sentir invadida, não escutada ou desrespeitada em algum momento, aí sim é essencial repensar o vínculo terapêutico.
O desejo que hoje aparece pode ser um portal para sua própria história, para suas carências, para sua forma de se vincular. E na psicanálise, isso não é um obstáculo: é matéria-prima para a transformação.
Espero ter ajudado e fico à disposição.
É mais comum do que parece sentir esse tipo de desejo durante o processo terapêutico. A psicanálise entende que, muitas vezes, sentimentos como esse fazem parte do que chamamos de transferência, quando emoções ligadas a outras relações da vida acabam sendo direcionadas ao analista. Em vez de mudar de profissional, pode ser muito valioso falar sobre isso nas sessões. Ao invés de ser um problema, isso pode abrir um caminho importante de autoconhecimento.
Esse tipo de sentimento pode surgir no contexto terapêutico e não precisa ser motivo de culpa ou vergonha. Inclusive, pode estar relacionado a algo que se chama transferência. O espaço da terapia é justamente para acolher e elaborar tudo o que aparece, inclusive esse tipo de desejo. Falar sobre isso com seu psicólogo pode ser importante, pois pode ajudar a entender melhor o que esse desejo representa, de onde ele vem e o que ele diz sobre você, suas relações e suas expectativas. Não é necessário mudar de profissional por sentir isso, a não ser que você não se sinta segura ou respeitada no vínculo. Mas se há um ambiente ético e de confiança, esse pode ser um tema importante para ser trabalhado dentro do próprio processo terapêutico.
Oi, não precisa mudar, porém tem que por isso em análise, por quais motivos essa sensação aparece, isso tem atrapalhado o desenvolvimento da psicoterapia, tente também entender o que fazer para reduzir esse desejo se a psicoterapia com ele for boa para você. Não se culpe ou condene, tente ser livre e expressar seus desejos sempre, mas cuidado para não assediar ele ou outras pessoas em outras ocasiões. Se sentir que é algo que você não consegue pôr em análise com ele e que nesse momento de sua vida a psicoterapia é algo importante, aí pode ser que seja necessário mudar.
Se estiver em sofrimento, dúvida, tiver mais questões sobre psicoterapia ou precisar demais informações sobre processos de avaliação, estratégias de intervenção, psicoterapia, direitos ou recursos disponíveis, estou à disposição para ajudar. O diálogo aberto contribui para construir caminhos mais inclusivos e humanos.
Abraços
Se estiver em sofrimento, dúvida, tiver mais questões sobre psicoterapia ou precisar demais informações sobre processos de avaliação, estratégias de intervenção, psicoterapia, direitos ou recursos disponíveis, estou à disposição para ajudar. O diálogo aberto contribui para construir caminhos mais inclusivos e humanos.
Abraços
Cara paciente anônima;
Todos os sentimentos em processo terapêutico é uma demanda importante a ser trabalhada. Saiba que esse sentimento em uma análise é normal. Não tem nada de errado em se apegar ao seu psicólogo, inclusive este é um material importante para a boa condução da análise. Fale abertamente sobre seus sentimentos com seu psicoterapeuta.
Afinal a relação terapêutica deve sempre ser baseada na confiança, na cumplicidade e no carinho. Não tenha medo de perde-lo, o bom profissional saberá conduzir com segurança e profissionalismo.
Espero ter ajudado.
Abços
Todos os sentimentos em processo terapêutico é uma demanda importante a ser trabalhada. Saiba que esse sentimento em uma análise é normal. Não tem nada de errado em se apegar ao seu psicólogo, inclusive este é um material importante para a boa condução da análise. Fale abertamente sobre seus sentimentos com seu psicoterapeuta.
Afinal a relação terapêutica deve sempre ser baseada na confiança, na cumplicidade e no carinho. Não tenha medo de perde-lo, o bom profissional saberá conduzir com segurança e profissionalismo.
Espero ter ajudado.
Abços
Olá
Esta é uma situação delicada e requer uma análise cuidadosa. O surgimento de sentimentos românticos ou de desejo sexual por um profissional durante a psicoterapia é um fenômeno que, embora não seja incomum, precisa ser tratado com muita sensibilidade e ética. É importante lembrar que a relação terapêutica é baseada na confiança e na profissionalidade do terapeuta, e qualquer transgressão a esses limites pode ser extremamente prejudicial para ambos.
Antes de tomar qualquer decisão, é fundamental refletir sobre a natureza desses sentimentos. Eles podem ser uma manifestação de necessidades afetivas não atendidas em outras áreas da sua vida, uma transferência de padrões relacionais passados para a relação com o terapeuta, ou uma resposta aos processos emocionais que estão sendo explorados na terapia. Compreender a origem desses sentimentos é um passo crucial para lidar com eles de forma saudável.
Considerando que você está apenas na segunda sessão, é possível que esses sentimentos sejam parte de um processo de transferência, onde você projeta em seu psicólogo expectativas e sentimentos relacionados a figuras importantes de seu passado. Este é um fenômeno comum na terapia e o próprio processo terapêutico pode ajudar a compreendê-lo e a processá-lo de forma construtiva.
Dito isso, a decisão de contar ou não ao seu psicólogo sobre esses sentimentos é exclusivamente sua. Não existe uma resposta certa ou errada. No entanto, antes de tomar uma decisão, considere os seguintes pontos:
* **A ética profissional:** O seu psicólogo tem a obrigação ética de preservar os limites da relação terapêutica. Ele deve estar preparado para lidar com essa situação de forma profissional e ética, direcionando a conversa de volta para o seu bem-estar e para os objetivos da terapia.
* **Seu conforto:** Como você se sente em relação a essa situação? Você se sente confortável o suficiente para compartilhar esses sentimentos com ele, sabendo que isso pode afetar a dinâmica da terapia? Se a ideia de falar sobre isso lhe causa ansiedade significativa, mudar de psicólogo pode ser uma opção mais adequada para você neste momento.
* **A sua segurança:** O mais importante é a sua segurança e bem-estar. Se você sente que compartilhar seus sentimentos pode colocá-la em uma situação desconfortável ou vulnerável, é fundamental priorizar sua saúde mental e procurar outro profissional.
Independentemente da sua decisão, busque um profissional que te faça sentir segura e confortável. A psicoterapia é um processo de autoconhecimento e crescimento.
Se você gostou da resposta, envia a sua opinião no meu perfil.
Sou o psicólogo Roberto Rodrigues, e você me encontra no aplicativo aqui da Doctorália digitando o meu nome psicólogo Roberto Rodrigues na lupa de pesquisa. Se possível for de deixar uma opinião de cinco estrelas ficarei muito agradecido.
Se você se sente confortável pode marcar uma consulta na minha agenda.
Indique o meu perfil para seus amigos e parentes marcar em consultas
Esta é uma situação delicada e requer uma análise cuidadosa. O surgimento de sentimentos românticos ou de desejo sexual por um profissional durante a psicoterapia é um fenômeno que, embora não seja incomum, precisa ser tratado com muita sensibilidade e ética. É importante lembrar que a relação terapêutica é baseada na confiança e na profissionalidade do terapeuta, e qualquer transgressão a esses limites pode ser extremamente prejudicial para ambos.
Antes de tomar qualquer decisão, é fundamental refletir sobre a natureza desses sentimentos. Eles podem ser uma manifestação de necessidades afetivas não atendidas em outras áreas da sua vida, uma transferência de padrões relacionais passados para a relação com o terapeuta, ou uma resposta aos processos emocionais que estão sendo explorados na terapia. Compreender a origem desses sentimentos é um passo crucial para lidar com eles de forma saudável.
Considerando que você está apenas na segunda sessão, é possível que esses sentimentos sejam parte de um processo de transferência, onde você projeta em seu psicólogo expectativas e sentimentos relacionados a figuras importantes de seu passado. Este é um fenômeno comum na terapia e o próprio processo terapêutico pode ajudar a compreendê-lo e a processá-lo de forma construtiva.
Dito isso, a decisão de contar ou não ao seu psicólogo sobre esses sentimentos é exclusivamente sua. Não existe uma resposta certa ou errada. No entanto, antes de tomar uma decisão, considere os seguintes pontos:
* **A ética profissional:** O seu psicólogo tem a obrigação ética de preservar os limites da relação terapêutica. Ele deve estar preparado para lidar com essa situação de forma profissional e ética, direcionando a conversa de volta para o seu bem-estar e para os objetivos da terapia.
* **Seu conforto:** Como você se sente em relação a essa situação? Você se sente confortável o suficiente para compartilhar esses sentimentos com ele, sabendo que isso pode afetar a dinâmica da terapia? Se a ideia de falar sobre isso lhe causa ansiedade significativa, mudar de psicólogo pode ser uma opção mais adequada para você neste momento.
* **A sua segurança:** O mais importante é a sua segurança e bem-estar. Se você sente que compartilhar seus sentimentos pode colocá-la em uma situação desconfortável ou vulnerável, é fundamental priorizar sua saúde mental e procurar outro profissional.
Independentemente da sua decisão, busque um profissional que te faça sentir segura e confortável. A psicoterapia é um processo de autoconhecimento e crescimento.
Se você gostou da resposta, envia a sua opinião no meu perfil.
Sou o psicólogo Roberto Rodrigues, e você me encontra no aplicativo aqui da Doctorália digitando o meu nome psicólogo Roberto Rodrigues na lupa de pesquisa. Se possível for de deixar uma opinião de cinco estrelas ficarei muito agradecido.
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Olá! Obrigada por compartilhar algo tão delicado.
Sentir desejo ou fantasias relacionadas ao terapeuta pode acontecer, principalmente quando há acolhimento, escuta atenta e um espaço seguro para ser quem você é. Esse tipo de sentimento pode ser chamado de “transferência” e é comum em contextos terapêuticos e pode dizer muito sobre suas vivências emocionais e necessidades afetivas.
Se você se sentir confortável, o ideal é falar sobre isso com o seu psicólogo. Ter esse tipo de conversa pode ser um passo importante no processo terapêutico e pode ajudar a entender melhor o que esse desejo representa para você.
No entanto, se esses sentimentos estiverem muito intensos ou estiverem atrapalhando o andamento das sessões, e você sentir que não consegue falar sobre isso com ele, pode ser válido buscar outro profissional com quem se sinta mais à vontade.
Sentir desejo ou fantasias relacionadas ao terapeuta pode acontecer, principalmente quando há acolhimento, escuta atenta e um espaço seguro para ser quem você é. Esse tipo de sentimento pode ser chamado de “transferência” e é comum em contextos terapêuticos e pode dizer muito sobre suas vivências emocionais e necessidades afetivas.
Se você se sentir confortável, o ideal é falar sobre isso com o seu psicólogo. Ter esse tipo de conversa pode ser um passo importante no processo terapêutico e pode ajudar a entender melhor o que esse desejo representa para você.
No entanto, se esses sentimentos estiverem muito intensos ou estiverem atrapalhando o andamento das sessões, e você sentir que não consegue falar sobre isso com ele, pode ser válido buscar outro profissional com quem se sinta mais à vontade.
É compreensível que você esteja se questionando sobre essa situação no relacionamento.
O fato de sua parceira evitar tocar sua região íntima pode ter diferentes razões — que vão desde aspectos pessoais, como experiências passadas, educação sexual, crenças religiosas, valores familiares (como você mencionou, especialmente se ela veio de um ambiente mais conservador), até questões mais profundas como traumas, inseguranças ou repressões inconscientes.
Nem sempre esse comportamento significa falta de amor, afeto ou atração. Às vezes, está relacionado a uma visão mais restrita ou limitada da sexualidade, e nesses casos, muitas pessoas nem sabem exatamente o que sentem ou por que agem assim.
O mais importante aqui é o diálogo aberto e respeitoso. Um relacionamento saudável envolve a liberdade de conversar sobre todos os assuntos, inclusive sobre intimidade e sexualidade. Você pode expressar, de forma amorosa e sem cobranças, como se sente em relação a isso, e abrir espaço para que ela também compartilhe o que sente, pensa ou teme.
Se ambos perceberem que há dificuldades mais profundas envolvidas, buscar apoio com um(a) psicólogo(a) — individualmente ou como casal — pode ajudar a promover autoconhecimento e fortalecer o vínculo.
Cada casal tem seu próprio tempo, ritmo e modo de se descobrir. O mais importante é que haja respeito mútuo, escuta verdadeira e disposição para crescer juntos.
Com carinho,
Leila Marques
O fato de sua parceira evitar tocar sua região íntima pode ter diferentes razões — que vão desde aspectos pessoais, como experiências passadas, educação sexual, crenças religiosas, valores familiares (como você mencionou, especialmente se ela veio de um ambiente mais conservador), até questões mais profundas como traumas, inseguranças ou repressões inconscientes.
Nem sempre esse comportamento significa falta de amor, afeto ou atração. Às vezes, está relacionado a uma visão mais restrita ou limitada da sexualidade, e nesses casos, muitas pessoas nem sabem exatamente o que sentem ou por que agem assim.
O mais importante aqui é o diálogo aberto e respeitoso. Um relacionamento saudável envolve a liberdade de conversar sobre todos os assuntos, inclusive sobre intimidade e sexualidade. Você pode expressar, de forma amorosa e sem cobranças, como se sente em relação a isso, e abrir espaço para que ela também compartilhe o que sente, pensa ou teme.
Se ambos perceberem que há dificuldades mais profundas envolvidas, buscar apoio com um(a) psicólogo(a) — individualmente ou como casal — pode ajudar a promover autoconhecimento e fortalecer o vínculo.
Cada casal tem seu próprio tempo, ritmo e modo de se descobrir. O mais importante é que haja respeito mútuo, escuta verdadeira e disposição para crescer juntos.
Com carinho,
Leila Marques
Olá! O que você descreve pode ser compreendido, na psicanálise lacaniana, como uma transferência erótica, isto é, a projeção de um desejo na figura do analista, alguém que supostamente sabe algo sobre seu mal-estar. Esse fenômeno é comum e, longe de ser motivo para mudar imediatamente de profissional, costuma ser considerado um material rico para a análise.
Por isso, é importante levar esse sentimento para a sessão e discuti-lo abertamente com seu psicólogo. Esse é o caminho para compreender de onde ele vem, o que evoca em sua história, e como pode estar ligado a padrões antigos de relacionamento.
Mudar de analista agora pode interromper esse trabalho essencial. A alternativa mais adequada costuma ser trazer essa experiência para a análise, e, com o acompanhamento profissional, elaborar essa questão.
Agora, se o psicólogo adotar uma postura moralizante diante disso – em vez de acolher o material como parte do processo analítico –, aí sim pode ser importante considerar a troca de profissional. A análise exige escuta ética e não julgadora, sobretudo diante do desejo que emerge.
Por isso, é importante levar esse sentimento para a sessão e discuti-lo abertamente com seu psicólogo. Esse é o caminho para compreender de onde ele vem, o que evoca em sua história, e como pode estar ligado a padrões antigos de relacionamento.
Mudar de analista agora pode interromper esse trabalho essencial. A alternativa mais adequada costuma ser trazer essa experiência para a análise, e, com o acompanhamento profissional, elaborar essa questão.
Agora, se o psicólogo adotar uma postura moralizante diante disso – em vez de acolher o material como parte do processo analítico –, aí sim pode ser importante considerar a troca de profissional. A análise exige escuta ética e não julgadora, sobretudo diante do desejo que emerge.
Olá, tudo bem? Percebo que esse desejo inesperado pode ter chegado como um visitante surpreendente logo no início do processo, o que costuma despertar um turbilhão de sentimentos e dúvidas sobre o rumo da terapia.
Na maioria das abordagens psicológicas, compreendemos esse movimento como parte de um fenômeno chamado transferência: seu cérebro social e afetivo identifica no terapeuta algumas qualidades que soam familiares ou desejáveis e, numa dança sutil entre o sistema límbico e os circuitos de recompensa, intensifica sensações de proximidade ou atração. É como se a mente dissesse: “este ambiente parece seguro para sentir, então vamos liberar um pouco mais de energia emocional para ver o que acontece”. A neurociência mostra que, quando nos sentimos ouvidos e acolhidos, áreas ligadas ao apego e à confiança se ativam, o que pode ser interpretado como atração física mesmo quando o foco é emocional.
Talvez ajude refletir: de que maneira essa vontade de ser tocada se conecta à sua história de relacionamentos e necessidades de afeto? O que esse impulso revela sobre expectativas não ditas em relação a cuidado, proteção ou validação? Como imagina que seria compartilhar esse sentimento em sessão e que efeitos isso teria na construção de segurança entre vocês? Investigar essas perguntas pode transformar o desconforto em material valioso para compreender padrões de intimidade e limites.
Por se tratar de algo que emerge dentro da terapia, levar sua experiência diretamente ao seu psicólogo costuma ser parte essencial do processo; ele está preparado éticamente para receber esses conteúdos sem julgar, ajudando a transformar o que parece um obstáculo em ponte para autoconhecimento. Falar sobre isso em sessão pode fortalecer a aliança terapêutica e delimitar o espaço com clareza, preservando o cuidado e o respeito necessários. Caso precise, estou à disposição.
Na maioria das abordagens psicológicas, compreendemos esse movimento como parte de um fenômeno chamado transferência: seu cérebro social e afetivo identifica no terapeuta algumas qualidades que soam familiares ou desejáveis e, numa dança sutil entre o sistema límbico e os circuitos de recompensa, intensifica sensações de proximidade ou atração. É como se a mente dissesse: “este ambiente parece seguro para sentir, então vamos liberar um pouco mais de energia emocional para ver o que acontece”. A neurociência mostra que, quando nos sentimos ouvidos e acolhidos, áreas ligadas ao apego e à confiança se ativam, o que pode ser interpretado como atração física mesmo quando o foco é emocional.
Talvez ajude refletir: de que maneira essa vontade de ser tocada se conecta à sua história de relacionamentos e necessidades de afeto? O que esse impulso revela sobre expectativas não ditas em relação a cuidado, proteção ou validação? Como imagina que seria compartilhar esse sentimento em sessão e que efeitos isso teria na construção de segurança entre vocês? Investigar essas perguntas pode transformar o desconforto em material valioso para compreender padrões de intimidade e limites.
Por se tratar de algo que emerge dentro da terapia, levar sua experiência diretamente ao seu psicólogo costuma ser parte essencial do processo; ele está preparado éticamente para receber esses conteúdos sem julgar, ajudando a transformar o que parece um obstáculo em ponte para autoconhecimento. Falar sobre isso em sessão pode fortalecer a aliança terapêutica e delimitar o espaço com clareza, preservando o cuidado e o respeito necessários. Caso precise, estou à disposição.
Olá! Obrigada por trazer uma questão tão delicada e importante. Na psicanálise, reconhecemos que o espaço terapêutico desperta, com frequência, sentimentos e desejos intensos, inclusive erotizados, que podem surgir como parte do processo de transferência. Esses sentimentos, embora possam causar confusão ou vergonha, são oportunidades valiosas de compreensão sobre a própria história afetiva e relacional.
Sentir desejo pelo terapeuta não significa que algo está “errado”, mas sim que algo de muito singular está sendo mobilizado. Em vez de mudar de profissional, talvez o mais interessante, e corajoso, seja justamente levar essa vivência para a própria análise, como matéria para ser elaborada. O enquadre ético do psicólogo está ali, justamente, para sustentar esse tipo de escuta sem julgamento.
O mais importante é que você se sinta segura para falar sobre o que sente. Um espaço analítico é, acima de tudo, um espaço de fala.
Sentir desejo pelo terapeuta não significa que algo está “errado”, mas sim que algo de muito singular está sendo mobilizado. Em vez de mudar de profissional, talvez o mais interessante, e corajoso, seja justamente levar essa vivência para a própria análise, como matéria para ser elaborada. O enquadre ético do psicólogo está ali, justamente, para sustentar esse tipo de escuta sem julgamento.
O mais importante é que você se sinta segura para falar sobre o que sente. Um espaço analítico é, acima de tudo, um espaço de fala.
Olá! É muito importante que você tenha trazido essa questão. Sentir um desejo como esse em relação ao seu psicólogo, embora compreensível pela intensidade da relação terapêutica, precisa ser tratado com clareza.
A relação entre psicólogo e paciente tem limites éticos rigorosos, e qualquer tipo de toque ou conotação de desejo que fuja do estritamente profissional não é permitido. A segurança e a confiança no seu espaço terapêutico são fundamentais.
Minhas sugestões: Converse com ele. O ideal é compartilhar esses sentimentos com seu psicólogo. Um profissional ético saberá acolher sua fala sem julgamentos e trabalhar isso em terapia, sempre mantendo os limites da relação. Essa conversa pode ser muito importante para seu processo.
Mudar, se necessário, se, após essa conversa, você ainda se sentir desconfortável, insegura ou se perceber que o profissional não lida com a situação de forma ética, mudar de psicólogo seria a melhor decisão para seu bem-estar.
Se você precisar de um novo espaço onde se sinta totalmente segura para explorar seus sentimentos e continuar seu processo terapêutico, te convido a agendar uma sessão comigo. Estou aqui para te acolher e oferecer o suporte profissional que você busca.
A relação entre psicólogo e paciente tem limites éticos rigorosos, e qualquer tipo de toque ou conotação de desejo que fuja do estritamente profissional não é permitido. A segurança e a confiança no seu espaço terapêutico são fundamentais.
Minhas sugestões: Converse com ele. O ideal é compartilhar esses sentimentos com seu psicólogo. Um profissional ético saberá acolher sua fala sem julgamentos e trabalhar isso em terapia, sempre mantendo os limites da relação. Essa conversa pode ser muito importante para seu processo.
Mudar, se necessário, se, após essa conversa, você ainda se sentir desconfortável, insegura ou se perceber que o profissional não lida com a situação de forma ética, mudar de psicólogo seria a melhor decisão para seu bem-estar.
Se você precisar de um novo espaço onde se sinta totalmente segura para explorar seus sentimentos e continuar seu processo terapêutico, te convido a agendar uma sessão comigo. Estou aqui para te acolher e oferecer o suporte profissional que você busca.
Uma situação como esta pode gerar desconforto e dúvidas. Se em duas sessões tu sentistes este desejo é importante pensar qual o impacto na sua busca por ajuda. E falar sobre isto com seu terapeuta pode ajudar no tratamento. É um desafio bastante grande mas também uma possibilidade de testar o espaço clínico se seguro, se possível de prosseguimento.
Olá! Essa atração pode ser um eco de algo que pulsa em você e busca ser escutado, não necessariamente do analista, mas *através* dele. Se puder nomear esse desejo na sessão, ele pode se tornar uma porta para sua própria travessia. O importante é que isso não silencie sua fala.
Boa tarde!
É comum que sentimentos de atração sejam despertados involuntariamente no paciente durante as sessões do tratamento. É importante que você fale para o seu psicólogo, para que ele tenha a possibilidade de trabalhar esse sentimento transferencial, que está ligado a questões da sua história de vida. As resistências também são presentes a qualquer tratamento e uma das formas que a resistência utiliza é o “apaixonamento” ou “atração” pelo terapeuta. Se o seu psicólogo for um psicanalista, saberá conduzir adequadamente quando surgir essa resistência. Todo começo de tratamento recebe muitas resistências conscientes e inconscientes para desistir do tratamento.
Abraço e perseverança no tratamento.
É comum que sentimentos de atração sejam despertados involuntariamente no paciente durante as sessões do tratamento. É importante que você fale para o seu psicólogo, para que ele tenha a possibilidade de trabalhar esse sentimento transferencial, que está ligado a questões da sua história de vida. As resistências também são presentes a qualquer tratamento e uma das formas que a resistência utiliza é o “apaixonamento” ou “atração” pelo terapeuta. Se o seu psicólogo for um psicanalista, saberá conduzir adequadamente quando surgir essa resistência. Todo começo de tratamento recebe muitas resistências conscientes e inconscientes para desistir do tratamento.
Abraço e perseverança no tratamento.
Olá, como vai?
Sugiro que leve essa pauta para a sessão para desenvolver o assunto. Será que você se sente assim quando é ouvida por um homem? Se achar muito complicado, mesmo depois de levar a temática para a sessão, sugiro procurar outros profissionais. Espero ter ajudado, até mais!
Sugiro que leve essa pauta para a sessão para desenvolver o assunto. Será que você se sente assim quando é ouvida por um homem? Se achar muito complicado, mesmo depois de levar a temática para a sessão, sugiro procurar outros profissionais. Espero ter ajudado, até mais!
Sentir atração pelo terapeuta é bem comum e até tem um nome; transferência amorosa; é muito importante falar sobre isso na terapia por mais que pareça constrangedor. Abraço.
É comum que os pacientes desenvolvam sentimentos de transferência em relação ao seu psicólogo, especialmente se o relacionamento terapêutico for próximo e de confiança. No entanto, é importante lembrar que o relacionamento terapêutico é profissional e não romântico.
Se você está sentindo desejo de ser tocada pelo seu psicólogo, pode ser útil explorar esses sentimentos com ele. Isso pode ajudar a entender melhor o que está acontecendo e a trabalhar através desses sentimentos de forma saudável.
No entanto, se você se sentir desconfortável ou se os sentimentos forem muito intensos, pode ser uma boa ideia considerar mudar de psicólogo. A terapia deve ser um espaço seguro e confortável para você.
Antes de tomar qualquer decisão, pode ser útil perguntar a si mesma:
- Estou me sentindo confortável e segura com meu psicólogo?
- Estou conseguindo trabalhar meus problemas e objetivos com ele?
- Os meus sentimentos em relação ao meu psicólogo estão interferindo no meu trabalho terapêutico?
Se você decidir conversar com seu psicólogo sobre seus sentimentos, tente ser aberta e honesta. Isso pode ajudar a fortalecer a relação terapêutica e a trabalhar através desses sentimentos de forma saudável.
Se você está sentindo desejo de ser tocada pelo seu psicólogo, pode ser útil explorar esses sentimentos com ele. Isso pode ajudar a entender melhor o que está acontecendo e a trabalhar através desses sentimentos de forma saudável.
No entanto, se você se sentir desconfortável ou se os sentimentos forem muito intensos, pode ser uma boa ideia considerar mudar de psicólogo. A terapia deve ser um espaço seguro e confortável para você.
Antes de tomar qualquer decisão, pode ser útil perguntar a si mesma:
- Estou me sentindo confortável e segura com meu psicólogo?
- Estou conseguindo trabalhar meus problemas e objetivos com ele?
- Os meus sentimentos em relação ao meu psicólogo estão interferindo no meu trabalho terapêutico?
Se você decidir conversar com seu psicólogo sobre seus sentimentos, tente ser aberta e honesta. Isso pode ajudar a fortalecer a relação terapêutica e a trabalhar através desses sentimentos de forma saudável.
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