Tenho 34 anos e não consigo ter vontade de trabalhar, eu não queria ser assim é uma tristeza muito r
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Tenho 34 anos e não consigo ter vontade de trabalhar, eu não queria ser assim é uma tristeza muito ruim, muita pressão das pessoas em volta, muita cobrança, pessoas que dizem ser meus amigos ficam me rebaixando por causa disso, sinto uma sensação de culpa, minha mãe acha que isso não é normal e que talvez seja caso de tentar me aposentar dando a entender que eu tenho algum problema mental, tem dias que eu me sinto um lixo, uma pessoa sem utilidade pra nada, isso é horrível, o que eu faço ?
O que você descreve não é preguiça, nem falta de caráter, nem “defeito pessoal”. É um sofrimento psíquico real, profundo, que está te afetando na forma como você se vê, se sente e se coloca no mundo. Quando a vontade de trabalhar desaparece e dá lugar a uma tristeza pesada, culpa constante e sensação de inutilidade, algo dentro de você está pedindo escuta — não julgamento.
A pressão das pessoas ao redor, as cobranças, os comentários que te rebaixam e até a forma como sua mãe tenta explicar isso acabam aumentando ainda mais essa dor, porque reforçam a ideia de que há algo “errado” com você como pessoa. Isso machuca profundamente e vai corroendo a autoestima, até você começar a se enxergar como um “lixo”, alguém sem valor. Quero ser muito claro: esses pensamentos não dizem quem você é, dizem o quanto você está sofrendo.
Na clínica, vemos com frequência que esse tipo de bloqueio diante do trabalho vem ligado a histórias de exigência excessiva, medo de falhar, sentimentos antigos de inadequação, experiências de desvalorização ou perdas de sentido. Muitas vezes, o psiquismo encontra uma forma de parar porque continuar daquele jeito se tornou insuportável. Isso não significa que você seja incapaz, mas que algo dentro de você precisa ser compreendido, elaborado e cuidado.
O que você pode fazer agora não é se forçar a “funcionar” para agradar os outros, nem aceitar rótulos que te reduzem. O caminho mais importante é buscar um espaço terapêutico onde você possa falar livremente, sem ser diminuído, onde sua história, suas dores e seus conflitos sejam levados a sério. Na psicanálise, o trabalho é justamente te ajudar a entender por que essa tristeza se instalou, de onde vem essa culpa tão pesada e como você pode, pouco a pouco, reconstruir um sentido para si e para sua vida — no seu tempo, não no tempo das cobranças externas.
Se você decidir iniciar um tratamento, saiba que isso não é sinal de fraqueza nem confirmação de que você “tem algum problema”. É um ato de cuidado e de responsabilidade consigo mesmo. Você não precisa atravessar isso sozinho, e não precisa continuar se sentindo assim. Existe um caminho possível, e ele começa sendo escutado com respeito.
A pressão das pessoas ao redor, as cobranças, os comentários que te rebaixam e até a forma como sua mãe tenta explicar isso acabam aumentando ainda mais essa dor, porque reforçam a ideia de que há algo “errado” com você como pessoa. Isso machuca profundamente e vai corroendo a autoestima, até você começar a se enxergar como um “lixo”, alguém sem valor. Quero ser muito claro: esses pensamentos não dizem quem você é, dizem o quanto você está sofrendo.
Na clínica, vemos com frequência que esse tipo de bloqueio diante do trabalho vem ligado a histórias de exigência excessiva, medo de falhar, sentimentos antigos de inadequação, experiências de desvalorização ou perdas de sentido. Muitas vezes, o psiquismo encontra uma forma de parar porque continuar daquele jeito se tornou insuportável. Isso não significa que você seja incapaz, mas que algo dentro de você precisa ser compreendido, elaborado e cuidado.
O que você pode fazer agora não é se forçar a “funcionar” para agradar os outros, nem aceitar rótulos que te reduzem. O caminho mais importante é buscar um espaço terapêutico onde você possa falar livremente, sem ser diminuído, onde sua história, suas dores e seus conflitos sejam levados a sério. Na psicanálise, o trabalho é justamente te ajudar a entender por que essa tristeza se instalou, de onde vem essa culpa tão pesada e como você pode, pouco a pouco, reconstruir um sentido para si e para sua vida — no seu tempo, não no tempo das cobranças externas.
Se você decidir iniciar um tratamento, saiba que isso não é sinal de fraqueza nem confirmação de que você “tem algum problema”. É um ato de cuidado e de responsabilidade consigo mesmo. Você não precisa atravessar isso sozinho, e não precisa continuar se sentindo assim. Existe um caminho possível, e ele começa sendo escutado com respeito.
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O que você descreve é muito doloroso e, infelizmente, mais comum do que as pessoas imaginam. Vou falar com você a partir da minha experiência clínica e acadêmica, porque esse tipo de sofrimento não tem relação com fraqueza, falta de caráter ou preguiça, embora muitas vezes seja tratado dessa forma por quem está de fora.
Quando uma pessoa perde a vontade de trabalhar, de produzir ou de se engajar nas tarefas do dia a dia, isso raramente acontece por escolha. Na grande maioria das vezes, estamos diante de um estado de sofrimento psíquico. Esse sofrimento pode envolver sintomas depressivos, que incluem tristeza persistente, sensação de vazio, culpa excessiva, perda de prazer, queda de energia e uma visão muito negativa de si mesmo. Quando você diz que se sente um lixo ou alguém sem utilidade, isso não é um retrato fiel de quem você é, mas sim um sinal de que sua autoimagem está sendo distorcida pelo sofrimento emocional.
É importante entender que a motivação não é apenas uma questão de força de vontade. Ela depende do funcionamento de circuitos cerebrais ligados à energia, ao prazer e ao senso de propósito. Quando esses circuitos estão sobrecarregados por estresse crônico, pressão constante, críticas, desvalorização e sentimentos de inadequação, o corpo e a mente entram em um estado de esgotamento. Nesse ponto, tentar se forçar a funcionar como antes só aumenta a culpa e a sensação de fracasso.
A pressão das pessoas ao redor costuma piorar muito o quadro. Comentários que rebaixam, comparam ou rotulam não ajudam, mesmo quando vêm disfarçados de preocupação. Ao contrário, eles reforçam a ideia de incapacidade e aumentam o sofrimento. Muitas famílias, por falta de informação, interpretam esse estado como algo “anormal” no sentido moral, quando na verdade estamos falando de saúde mental. Ter um sofrimento psíquico não significa ser incapaz, inválido ou alguém que precisa ser descartado socialmente.
Outro ponto central é a culpa. A culpa que surge nesses quadros não é um guia confiável. Ela não aparece porque você está falhando, mas porque sua mente está exigindo de você algo que, neste momento, você não consegue entregar. Isso é muito diferente de não querer. Não conseguir não é o mesmo que não se importar.
O que fazer agora não é se punir nem tentar se encaixar à força nas expectativas dos outros. O primeiro passo é reconhecer que você precisa de ajuda profissional, assim como buscaria ajuda se estivesse com dor no peito ou falta de ar. Uma avaliação com um psiquiatra ou psicólogo pode ajudar a entender se há um quadro depressivo, ansioso ou outro tipo de adoecimento emocional, e quais estratégias de tratamento são mais adequadas. Em muitos casos, psicoterapia e, quando indicado, medicação, ajudam a recuperar gradualmente a energia, a clareza mental e o senso de valor pessoal.
Também é fundamental reduzir, na medida do possível, a exposição a ambientes e relações que reforçam humilhação e cobrança excessiva. Ninguém se fortalece sendo constantemente diminuído. Enquanto você não está bem, proteger sua saúde mental é uma necessidade, não um luxo.
Quero deixar algo muito claro. O que você está sentindo é horrível, mas é tratável. Esse estado não define quem você é nem quem você será. Ele descreve um momento de sofrimento, não a sua identidade. Pedir ajuda não é desistir da vida, é exatamente o oposto: é uma tentativa legítima de voltar a viver com dignidade.
Você não é inútil. Você está adoecido emocionalmente e merece cuidado, compreensão e tratamento adequado.
Dr. Mário Neto, Phd
Quando uma pessoa perde a vontade de trabalhar, de produzir ou de se engajar nas tarefas do dia a dia, isso raramente acontece por escolha. Na grande maioria das vezes, estamos diante de um estado de sofrimento psíquico. Esse sofrimento pode envolver sintomas depressivos, que incluem tristeza persistente, sensação de vazio, culpa excessiva, perda de prazer, queda de energia e uma visão muito negativa de si mesmo. Quando você diz que se sente um lixo ou alguém sem utilidade, isso não é um retrato fiel de quem você é, mas sim um sinal de que sua autoimagem está sendo distorcida pelo sofrimento emocional.
É importante entender que a motivação não é apenas uma questão de força de vontade. Ela depende do funcionamento de circuitos cerebrais ligados à energia, ao prazer e ao senso de propósito. Quando esses circuitos estão sobrecarregados por estresse crônico, pressão constante, críticas, desvalorização e sentimentos de inadequação, o corpo e a mente entram em um estado de esgotamento. Nesse ponto, tentar se forçar a funcionar como antes só aumenta a culpa e a sensação de fracasso.
A pressão das pessoas ao redor costuma piorar muito o quadro. Comentários que rebaixam, comparam ou rotulam não ajudam, mesmo quando vêm disfarçados de preocupação. Ao contrário, eles reforçam a ideia de incapacidade e aumentam o sofrimento. Muitas famílias, por falta de informação, interpretam esse estado como algo “anormal” no sentido moral, quando na verdade estamos falando de saúde mental. Ter um sofrimento psíquico não significa ser incapaz, inválido ou alguém que precisa ser descartado socialmente.
Outro ponto central é a culpa. A culpa que surge nesses quadros não é um guia confiável. Ela não aparece porque você está falhando, mas porque sua mente está exigindo de você algo que, neste momento, você não consegue entregar. Isso é muito diferente de não querer. Não conseguir não é o mesmo que não se importar.
O que fazer agora não é se punir nem tentar se encaixar à força nas expectativas dos outros. O primeiro passo é reconhecer que você precisa de ajuda profissional, assim como buscaria ajuda se estivesse com dor no peito ou falta de ar. Uma avaliação com um psiquiatra ou psicólogo pode ajudar a entender se há um quadro depressivo, ansioso ou outro tipo de adoecimento emocional, e quais estratégias de tratamento são mais adequadas. Em muitos casos, psicoterapia e, quando indicado, medicação, ajudam a recuperar gradualmente a energia, a clareza mental e o senso de valor pessoal.
Também é fundamental reduzir, na medida do possível, a exposição a ambientes e relações que reforçam humilhação e cobrança excessiva. Ninguém se fortalece sendo constantemente diminuído. Enquanto você não está bem, proteger sua saúde mental é uma necessidade, não um luxo.
Quero deixar algo muito claro. O que você está sentindo é horrível, mas é tratável. Esse estado não define quem você é nem quem você será. Ele descreve um momento de sofrimento, não a sua identidade. Pedir ajuda não é desistir da vida, é exatamente o oposto: é uma tentativa legítima de voltar a viver com dignidade.
Você não é inútil. Você está adoecido emocionalmente e merece cuidado, compreensão e tratamento adequado.
Dr. Mário Neto, Phd
Olá, como vai?
Imagino que você esteja vivenciando um episódio complexo e de difícil definição, aparentando ter atualmente pouco suporte de sua rede de apoio. Entretanto, você conseguiu chegar até aqui para pedir ajuda e este pode ser um grande primeiro passo para a sua busca pessoal de melhora na qualidade de vida. Em termos técnicos, procure por um psicólogo e também um psiquiatra, para avaliação, inicialmente, para depois compreender qual será o tratamento proposto por eles. É muiti importante também associar exercícios físicos, alimentação saudável e evitar telas, o ganho na qualidade de vida é perceptível. Se a questão financeira pode te impedir, procure por opções do serviço público, como o CAPS, Unidades de Saúde, Centros Comunitários e outras iniciativas relacionadas ao esporte. Síndromes depressivas apresentam as características que você citou. Peça ajuda aos profissionais!
Espero ter ajudado, fico à disposição.
Imagino que você esteja vivenciando um episódio complexo e de difícil definição, aparentando ter atualmente pouco suporte de sua rede de apoio. Entretanto, você conseguiu chegar até aqui para pedir ajuda e este pode ser um grande primeiro passo para a sua busca pessoal de melhora na qualidade de vida. Em termos técnicos, procure por um psicólogo e também um psiquiatra, para avaliação, inicialmente, para depois compreender qual será o tratamento proposto por eles. É muiti importante também associar exercícios físicos, alimentação saudável e evitar telas, o ganho na qualidade de vida é perceptível. Se a questão financeira pode te impedir, procure por opções do serviço público, como o CAPS, Unidades de Saúde, Centros Comunitários e outras iniciativas relacionadas ao esporte. Síndromes depressivas apresentam as características que você citou. Peça ajuda aos profissionais!
Espero ter ajudado, fico à disposição.
Olá, sugiro que procure um psicólogo para avaliar seu caso, bem como um clínico geral que poderá solicitar alguns exames laboratoriais iniciais. As vezes a falta de "vontade" pode estar relacionada a causas psicológicas, mas também pode ter origem biofisiológica. Que bom que decidiu buscar ajuda, este foi um passo importante. Continue procurando ajuda para conhecer a causa do seu problema, tomar as medidas necessárias para a mudança e assim tornar sua vida mais satisfatória.
Ola, sinto muito esteja se sentindo assim.. Você consegue notar se é algo recente ou após alguma situação que aconteceu? Ou se se tornou mais insuportavel recentemente? Se sentir sem ânimo alguns dias ou após um evento dificil pode ser normal, mas se esse tempo se prolonga demais ou afeta outras areas da sua vida como relacionamentos interpessoais, autocuidado, pode ser importante buscar ajuda psicológica e psiquiatrica.
O que você descreve é muito doloroso, e não significa que você seja fraco, preguiçoso ou “sem utilidade”. A perda de vontade para trabalhar, acompanhada de culpa, tristeza profunda e sensação de inutilidade, costuma estar ligada a exaustão emocional, sofrimento psíquico e pressão excessiva, especialmente quando não há acolhimento ao redor.
Quando o ambiente responde com críticas, comparações ou invalidação, a dor tende a aumentar; e isso não ajuda em nada a recuperar energia ou clareza. O que você está vivendo merece cuidado, não julgamento.
A psicoterapia pode te ajudar a compreender o que está por trás desse bloqueio, aliviar a culpa, reconstruir autoestima e encontrar caminhos possíveis no seu ritmo, sem rótulos nem pressões externas.
Se fizer sentido para você, posso te acompanhar nesse processo com acolhimento, escuta cuidadosa e respeito à sua história. Você não precisa passar por isso sozinho(a). Isadora Klamt Psicóloga CRP 07/19323
Quando o ambiente responde com críticas, comparações ou invalidação, a dor tende a aumentar; e isso não ajuda em nada a recuperar energia ou clareza. O que você está vivendo merece cuidado, não julgamento.
A psicoterapia pode te ajudar a compreender o que está por trás desse bloqueio, aliviar a culpa, reconstruir autoestima e encontrar caminhos possíveis no seu ritmo, sem rótulos nem pressões externas.
Se fizer sentido para você, posso te acompanhar nesse processo com acolhimento, escuta cuidadosa e respeito à sua história. Você não precisa passar por isso sozinho(a). Isadora Klamt Psicóloga CRP 07/19323
A realização de uma mesma tarefa pode ter um significado muito diferente para quem executa, seja pela forma como foi pedido (ou mandado), pelo significado que damos a tarefa, etc. É comum que pessoas queiram ajudar utilizando de críticas, de palavras depreciativas, etc. e isso acaba piorando a situação. Pela sua descrição, como essas situações parecem recorrentes, seria interessante fazer um boa psicoterapia, com um psicólogo com quem você se sinta bem e tenha confiança, para te fortalecer, melhorar a autoestima e o que mais for necessário.
Especialistas
Patricia Gomes Damasceno
Neurologista, Médico do sono, Neurofisiologista
Fortaleza
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