Dr. Mário Neto

Psicólogo · Mais

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Número de registro: CRP CE 22868

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Experiência

Dr. Mário Neto é PhD pela Florida Christian University, nos Estados Unidos.

Além de mestre e doutor, possui mais de 20 pós-graduações voltadas para a avaliação neuropsicológica e para o diagnóstico e tratamento da saúde mental.

É autor de dezenas de livros publicados para o mundo todo, com temas relacionados à Psicologia e Saúde Mental.

Atende adolescentes, adultos e idosos.

É Neuropsicólogo clínico e Psicoterapeuta especialista em Terapia Cognitiva Comportamental e Psicanálise Clínica Avançada.

Realiza avaliações psicológicas e neuropsicológicas, fazendo uso de recursos homologados pelo CFP, de recursos reconhecidos internacionalmente e de recursos tecnológicos, inclusive de materiais desenvolvidos pelo próprio profissional.

Atua como psicoterapeuta (Terapia Cognitivo Comportamental e Psicanálise) para pacientes com transtornos mentais complexos e refratários (ansiedade, depressão, tdah, ,autismo, burnout, transtorno bipolar, anorexia, bulimia, dependência química e comportamental, personalidade borderline, esquizofrenia, demências, dentre outras.

Também atende familiares, amigos e cuidadores de pacientes que sofrem com transtornos mentais e que buscam apoio e orientação relacionadas ao sofrimento e ao tratamento de seus entes queridos.

Acredita em um atendimento ético e humanizado, que integra ciência e sensibilidade clínica para oferecer compreensão profunda dos sintomas, estratégias de manejo e suporte aos pacientes e, sobretudo, às famílias.

mais Sobre mim

Experiência em:

  • Neuropsicologia
  • Terapia cognitivo comportamental
  • Neurociência comportamental
  • Gerontologia
  • Saúde comportamental
  • Avaliação neuropsicológica
  • Psicodiagnóstico
  • Neuropsicanálise
  • Sintomas psicogênicos
  • Psicanálise contemporânea
  • Aconselhamento psicológico
  • Saúde mental
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Dr. Mário Neto

Muitas pessoas convivem durante anos com um sofrimento emocional que nunca recebeu um nome claro. Não sabem dizer exatamente “o que têm”, mas sabem que algo não vai bem. São sintomas que vão e voltam, fases de piora e melhora, períodos de maior cansaço emocional, angústias persistentes, ansiedade constante, tristeza prolongada, irritabilidade, sensação de vazio ou de estar sempre lutando contra algo invisível. Quando isso se estende no tempo, é comum que a pessoa passe a acreditar que esse sofrimento faz parte de quem ela é — quando, na verdade, ele merece cuidado.

Procurar um psicólogo não exige um diagnóstico fechado. Você não precisa saber se o que sente é ansiedade, depressão, trauma, transtorno de humor ou qualquer outro nome técnico. Essa não é a sua responsabilidade. O que importa é reconhecer que o sofrimento existe, que ele se prolonga e que, sozinho(a), você já tentou lidar com isso de todas as formas possíveis. A psicoterapia é justamente o espaço onde esse sofrimento pode ser compreendido, organizado e cuidado com profundidade, sem pressa e sem rótulos precipitados.

Na primeira consulta psicológica, especialmente quando falamos de quadros antigos ou mal diagnosticados, não se espera que você chegue com respostas prontas. Não é uma avaliação fria, nem um interrogatório. É um primeiro encontro, um espaço de escuta, acolhimento e compreensão. Muitas pessoas chegam dizendo: “não sei bem o que eu tenho, só sei que não estou bem há muito tempo”. Isso já é mais do que suficiente para começar. O trabalho do psicólogo é justamente ajudar a dar sentido à sua história emocional, respeitando o seu tempo e a complexidade do que foi vivido.

É importante saber também que, quando o sofrimento se estende por anos, ele costuma estar ligado a múltiplos fatores: experiências de vida, traumas silenciosos, padrões emocionais aprendidos, formas de se relacionar consigo e com os outros, e, em alguns casos, aspectos biológicos que podem exigir avaliação conjunta com outros profissionais. Nada disso é resolvido em uma única sessão — e nem deveria ser. A terapia não é um conserto rápido, mas um processo cuidadoso de reconstrução.

Buscar ajuda depois de tanto tempo convivendo com a dor não é sinal de fraqueza, nem de fracasso. Pelo contrário: é um gesto de maturidade emocional e de respeito por si mesmo(a). Muitas pessoas só percebem o quanto estavam sofrendo quando, pela primeira vez, encontram um espaço onde não precisam se explicar demais, se defender ou se comparar. Um espaço onde podem, finalmente, ser escutadas.

Se você sente que algo em você está cansado de carregar tudo sozinho(a), talvez este seja o momento de procurar ajuda. Não porque você “não deu conta”, mas porque ninguém deveria dar conta de tudo sozinho por tanto tempo. A psicoterapia existe para isso: para que o sofrimento encontre palavra, compreensão e cuidado — e para que você possa, aos poucos, construir uma forma mais leve e consciente de viver consigo mesmo(a).

24/12/2025

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  • Terapia para depressão

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Artigos

Avaliação neuropsicológica

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) afeta a concentração, o controle de impulsos e a organização. Muitos sintomas aparecem na infância, mas passam despercebidos e só são compreendidos na vida adulta. Sinais como desatenção, inquietação, impulsividade e dificuldade em planejamento podem explicar desafios atuais, como esquecimentos, procrastinação e desorganização. Muitas vezes, esses comportamentos são confundidos com preguiça ou desobediência. Identificar o TDAH na vida adulta permite entender suas dificuldades, buscar estratégias eficazes e melhorar a produtividade e a qualidade de vida, tornando as rotinas mais funcionais e equilibradas.


Avaliação neuropsicológica

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento que afeta a comunicação, o comportamento e a interação social. Muitas vezes, seus sinais são sutis na infância e só são reconhecidos na vida adulta. Dificuldades na comunicação social, interesses restritos, sensibilidade sensorial e habilidades cognitivas desiguais podem indicar TEA. Crianças com esses traços podem parecer tímidas, preferirem brincar sozinhas ou demonstrar forte apego a rotinas. Identificar o TEA na vida adulta permite compreender desafios, buscar apoio adequado e melhorar a qualidade de vida. O autoconhecimento facilita relações interpessoais e fortalece a autoconfiança.


Psicodiagnóstico

Os sintomas psiquiátricos envolvem alterações emocionais, cognitivas e comportamentais que impactam o funcionamento mental. Eles podem incluir mudanças de humor, dificuldades de concentração e alterações na percepção da realidade. A avaliação desses sintomas é essencial para identificar transtornos como depressão, ansiedade, TDAH e esquizofrenia, permitindo tratamentos personalizados e eficazes. Problemas não diagnosticados podem afetar relacionamentos, trabalho e qualidade de vida. Através de entrevistas clínicas e testes neuropsicológicos, é possível obter um diagnóstico preciso e traçar estratégias para restaurar o equilíbrio emocional e cognitivo, promovendo bem-estar e funcionalidade.


Psicodiagnóstico

Os sintomas psiquiátricos envolvem alterações emocionais, cognitivas e comportamentais que afetam o pensamento, os sentimentos e as ações. Eles podem indicar transtornos como depressão, TDAH, ansiedade, TEA e esquizofrenia. Entre as principais categorias estão sintomas emocionais (tristeza, irritabilidade), cognitivos (déficit de atenção, problemas de memória), psicóticos (alucinações, delírios), ansiosos (medo excessivo), compulsivos (pensamentos repetitivos), além de alterações no sono, apetite e impulsividade. Avaliar esses sintomas permite diagnósticos mais precisos e tratamentos personalizados, ajudando a melhorar a qualidade de vida e a funcionalidade do paciente.


Avaliação neuropsicológica

A velocidade de processamento é a capacidade do cérebro de interpretar e responder a informações rapidamente. Essencial para tomar decisões e realizar tarefas cotidianas, sua lentidão pode afetar o desempenho acadêmico, profissional e social. A Avaliação Neuropsicológica identifica dificuldades nessa área, auxiliando no diagnóstico de TDAH, TEA, depressão e demências. Testes específicos medem a rapidez na resolução de problemas e na resposta a estímulos visuais e auditivos. Intervenções personalizadas, como treinamento cognitivo e adaptações no ambiente, podem melhorar essa habilidade, reduzindo impactos na rotina e aumentando a eficiência cognitiva e funcional.


Avaliação neuropsicológica

A percepção visuoespacial é essencial para interpretar o ambiente, reconhecer objetos e se orientar no espaço. Quando comprometida, pode afetar a independência e tarefas diárias como dirigir, escrever e seguir mapas. A Avaliação Neuropsicológica analisa habilidades como reconhecimento de formas, orientação espacial e coordenação visuomotora. Alterações nessa área podem estar ligadas a AVC, Alzheimer, TEA e transtornos mentais como ansiedade e depressão. Identificar precocemente essas dificuldades permite planejar intervenções que melhoram a funcionalidade e a qualidade de vida, ajudando a pessoa a interagir melhor com o ambiente ao seu redor.

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83 opiniões

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Destaque

  • R

    Já havia feito uma avaliação antes com outro profissional, mas além de demorada, achei que não serviu de muita coisa, mas o Dr. Mário fez uma avaliação muito criteriosa que me deixou muito mais consciente da minha questão... recomendo, recomendo, recomendo.

     • Consulta online Dr. Mário Neto Teleconsulta  • 

  • P

    Conviver com TDAH e com Autismo é difícil, principalmente sem saber que você tem isso...por isso ter realizado essa avaliação com o doutor foi tão importante para mim. Super indico o trabalho do Doutor Mário!

     • Consulta online Dr. Mário Neto Teleconsulta  • 

  • J

    o dr mario foi excelente em todos os seus atendimentos comigo, fazendo uma avaliação detalhada e enfim conseguindo identificar as causas que eu procurava há um bom tempo

     • outro lugar Outro  • 

    Dr. Mário Neto

    Agradeço por suas palavras. Foi um prazer atender você. Conte comigo.


  • A

    tenho me sentindo melhor e agradeço ao Mário por isso

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  • A

    Terapia séria e profissional. No aguardo da próxima sessão.

     • Consulta online Dr. Mário Neto Teleconsulta  • 

  • V

    Gostei muito da consulta. O Mário é um querido! Ele possui muito conhecimento na área para ajudar os pacientes. Recomendo para todos, de olhos fechados.

     • Clínica Prontus  • 

    Dr. Mário Neto

    Agradecemos imensamente pelo seu tempo e por seus comentários.


  • Y

    Dr. Mário é um psicanalista excepcional. Sempre atencioso e empático, consegue ouvir com profundidade e orientar de forma clara, ajudando a enxergar soluções e caminhos que antes pareciam impossíveis. Cada sessão traz insights valiosos e um sentimento de acolhimento que faz toda a diferença. Recomendo muito

     • Clínica Prontus Avaliação neuropsicológica  • 

    Dr. Mário Neto

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  • J

    O Dr Mário Neto é excelente. Ele tem me ajudado muito com suas consultas. Adorei o profisisonal

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  • A

    O Dr. Mário demonstrou um cuidado e atenção impressionantes em todas as consultas. Fez uma análise completa e finalmente conseguiu identificar o que eu vinha tentando entender há muito tempo. Profissional competente e muito dedicado.

     • outro lugar Outro  • 

    Dr. Mário Neto

    Agradecemos imensamente pelo seu tempo e por seus comentários.


  • D

    Depois de uma avaliação anterior que não me ajudou muito, fui atendida pelo Dr. Mário e a diferença foi enorme! Ele é atencioso, criterioso e explica tudo com paciência. Foi a primeira vez que realmente entendi o meu caso. Recomendo demais

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    Dr. Mário Neto

    Agradecemos imensamente pelo seu tempo e por seus comentários.


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Dúvidas respondidas

11 dúvidas de pacientes respondidas na Doctoralia

Qual a relação entre a escalada emocional e o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

A escalada emocional está no centro do funcionamento do Transtorno de Personalidade Borderline e é uma das características mais marcantes desse quadro. Falo isso com base na minha formação clínica e acadêmica, porque entender essa relação ajuda muito a reduzir estigmas e também a orientar melhor o tratamento.

No TPB, existe uma dificuldade estrutural de regulação emocional. Regulação emocional é a capacidade de perceber uma emoção, tolerar sua intensidade, modulá-la e responder de forma proporcional à situação. Em pessoas com TPB, esse sistema funciona de maneira muito sensível e reativa. As emoções surgem rápido, atingem uma intensidade muito alta e demoram mais tempo para diminuir. Isso é o que chamamos de escalada emocional.

Na prática, isso significa que situações que para outras pessoas seriam desconfortáveis, como uma demora para responder uma mensagem, uma mudança de tom de voz ou uma sensação de afastamento, podem ser vividas como experiências emocionalmente devastadoras. O cérebro da pessoa com TPB interpreta esses sinais como ameaças graves, especialmente ligadas ao medo de abandono, rejeição ou perda de vínculo. Esse medo não é um pensamento racional elaborado, é uma reação emocional automática, profunda e muito corporal.

Quando a escalada emocional acontece, a pessoa entra em um estado de hiperativação emocional. Nesse estado, o acesso ao pensamento reflexivo fica reduzido. Por isso, surgem comportamentos impulsivos, explosões emocionais, choro intenso, raiva, desespero ou atitudes que depois podem gerar arrependimento. Não é falta de controle por escolha, é perda temporária da capacidade de autorregulação.

Essa relação entre escalada emocional e TPB também explica por que os relacionamentos costumam ser tão intensos. O vínculo é vivido como algo vital para a estabilidade emocional. Quando esse vínculo parece ameaçado, mesmo que de forma sutil, a emoção escala rapidamente. É uma tentativa do sistema emocional de evitar uma dor que é percebida como insuportável.

É importante destacar que essa escalada não define quem a pessoa é, nem seu caráter. Ela descreve um modo de funcionamento emocional aprendido e reforçado ao longo da vida, muitas vezes associado a histórias de invalidação emocional, ambientes imprevisíveis ou experiências precoces de insegurança afetiva. A boa notícia é que esse funcionamento pode mudar. Com psicoterapia adequada, a pessoa aprende a identificar os primeiros sinais da escalada, a nomear emoções, a tolerar desconforto emocional e a responder de forma mais estável.

Portanto, a escalada emocional não é apenas um sintoma associado ao Transtorno de Personalidade Borderline, ela é uma peça central do quadro. Compreendê-la como um fenômeno de desregulação emocional, e não como exagero ou manipulação, é fundamental para reduzir sofrimento e possibilitar tratamento eficaz.

Dr. Mário Neto, Phd

Dr. Mário Neto

É possível ter relacionamentos saudáveis convivendo com o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

Sim, é possível ter relacionamentos saudáveis convivendo com o Transtorno de Personalidade Borderline. Essa é uma pergunta muito importante e, na minha experiência clínica e acadêmica, também uma das maiores fontes de angústia para quem recebe esse diagnóstico.

O TPB não impede a capacidade de amar, se vincular ou construir relações profundas. O que ele afeta é a forma como as emoções são sentidas e reguladas dentro do relacionamento. Pessoas com TPB costumam sentir tudo com muita intensidade. O vínculo é vivido como algo central, quase vital, e por isso qualquer sinal de afastamento, mudança ou ambiguidade pode gerar um sofrimento emocional muito grande. Esse sofrimento, quando não é bem regulado, pode levar a reações intensas que acabam desgastando a relação.

Relacionamentos saudáveis não significam ausência de conflitos ou emoções fortes. Eles significam a capacidade de lidar com esses momentos sem que tudo se torne uma ameaça de perda, abandono ou ruptura. No TPB, essa capacidade pode estar prejudicada no início, mas ela é desenvolvível. Não é um limite fixo da personalidade, é um padrão de funcionamento emocional que pode ser modificado.

Um ponto fundamental é o autoconhecimento. Quando a pessoa começa a entender seus gatilhos emocionais, ou seja, quais situações ativam mais intensamente o medo de rejeição ou abandono, ela passa a ter mais chances de interromper a escalada emocional antes que ela domine completamente o comportamento. Isso não acontece do dia para a noite, mas acontece com treino e acompanhamento adequado.

Outro aspecto central é o tratamento. Psicoterapia é uma peça-chave. Ela ajuda a desenvolver habilidades de regulação emocional, tolerância ao desconforto e comunicação mais clara das necessidades afetivas. Com o tempo, a pessoa aprende a diferenciar o que é uma ameaça real no relacionamento do que é uma ativação emocional antiga que está sendo reencenada no presente. Em alguns casos, a medicação também pode ajudar a reduzir a intensidade das oscilações emocionais, facilitando esse processo.

Também é importante falar sobre o papel do outro na relação. Relacionamentos saudáveis com alguém que tem TPB costumam envolver limites claros, comunicação direta e menos jogos emocionais. Isso não significa “andar em ovos”, mas sim construir uma relação mais previsível e segura emocionalmente. Quando há validação emocional sem permissividade e limites sem agressividade, o vínculo tende a se tornar mais estável.

Talvez o ponto mais importante seja desfazer a ideia de que quem tem TPB está condenado a relações caóticas. Isso não é verdade. O que existe é um caminho que pode ser mais desafiador, especialmente no início, mas que é absolutamente possível. Muitas pessoas com TPB constroem relações maduras, estáveis e satisfatórias ao longo da vida, especialmente quando recebem tratamento adequado e encontram ambientes relacionais menos invalidantes.

Portanto, o TPB não define a qualidade dos seus relacionamentos. Ele descreve um modo de sentir que pode ser compreendido, trabalhado e transformado. Relações saudáveis não exigem perfeição emocional, exigem consciência, responsabilidade e disposição para crescer. E isso é plenamente possível.

Dr. Mário Neto, Phd

Dr. Mário Neto
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