Quando eu decidi ser psicóloga de mulheres, eu sabia que precisaria mergulhar no universo feminino, conhecer e entender as especificidades das mulheres para melhor atender minhas pacientes. Ao mergulhar nas dores e dificuldades das mulheres, eu fui identificando algumas raízes adoecidas nelas que surgiram da cultura machista em que muitas cresceram. Essas raízes fazem elas serem muito duras com elas e tolerantes com condutas inadequadas de homens, aceitando hábitos e formas de se relacionar não saudáveis, violentos e/ou agressivos com elas.
Muitas mulheres crescem achando que é normal sentir culpa, ser desrespeitada pela forma de pensar, sentir e agir, estar sempre forte enquanto invalida suas próprias dores, e que estar sobrecarregada faz parte do seu papel. São muitos pedaços que vão ficando pelo caminho na tentativa de ser aceita, validada, até você ver que, na verdade, nada disso vai te colocar no seu lugar de potência e força, e sim, vai te arrastar para mais dor e sofrimento.
Há muitos atravessamentos para entender as duras penas que se sofre por ser mulher, admitir isso e ver que não é “coisa da sua cabeça” e que você não está louca coisa nenhuma! É a realidade dura mesmo, existindo e se alimentando da falta de respeito, da exploração, da injustiça e te deixando distante de si mesma.
Eu acredito na potência feminina e na capacidade que cada uma tem de transformação. Meu trabalho é jogar luz nos problemas enfrentados por mulheres, acolher suas vivências e oferecer espaço adequado para isso. Meu principal objetivo é auxiliá-las a terem “pontos de virada” na sua saúde mental - e isso, por si só, envolve dar voz às suas dores e olhar para elas com o cuidado e o respeito que merecem.
Estou aqui para te ajudar!
05/03/2026