Betânia Tassis

Psicóloga · Mais sobre as especializações

Rio de Janeiro 2 endereços

Número de registro: CRP 05/28261

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Experiência

Betânia Tassis | Psicóloga Clínica Com mais de 25 anos de experiência, atendo adultos, casais e famílias que enfrentam momentos de transição, crise ou sobrecarga emocional. Trabalho com escuta ativa, vínculo e foco em soluções, acolhendo questões como ansiedade, conflitos nos relacionamentos, recomeços afetivos, autoconhecimento e reconstrução da autoestima. As sessões combinam profundidade e objetividade, com base na terapia sistêmica e abordagens integradas. Os atendimentos podem ser presenciais no Rio de Janeiro ou online, sempre com acolhimento, sigilo e escuta personalizada. Se você sente que precisa de clareza, força emocional e um novo olhar para sua vida, estou aqui pra te acompanhar nesse caminho.

mais Sobre mim

Abordagem terapêutica

Terapia focada na solução
Terapia de casal

Experiência em:

  • Saúde mental
  • Sexualidade humana
  • Terapia familiar
  • Terapia sexual
  • Coaching de sexualidade
  • Terapia de casal
  • Terapia de casal
  • Atendimento para luto
  • Educação sexual
  • Transtorno de ansiedade
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Pacientes que trato

Adultos
Crianças (Apenas em alguns endereços)

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Betânia Tassis

Os atendimentos são feitos em um contexto de conversa informal onde perguntas são estruturadas com o objetivo de clarificar situações e emoções disfuncionais. O processo terapêutico busca construir conexões que potencializem a qualidade de vida e a saúde mental.
A metodologia é dinâmica e agrega suporte emocional, raciocínio analítico-estratégico, psicoeducação e planejamento terapêutico.

09/06/2022

Serviços e preços

  • Consulta Psicologia

    R$ 420 - R$ 450

  • Psicoterapia de Casal

    R$ 600

  • Terapia de Casal

    R$ 520 - R$ 600

  • Terapia cognitivo comportamental (casal)

    R$ 600

  • Sexualidade na velhice

    R$ 450

Artigos

Anamnese psicológica

Um processo investigativo. Em grego, ana quer dizer trazer de volta e mnesis, memória. Estas pesquisas tem por objetivo ser um ponto inicial na construção do diagnóstico. Seu método consiste em relembrar todos os fatos que se relacionam com a pessoa e à doença. Inventários de personalidade podem ser utilizados.


Consulta psicológica do adolescente

A adolescência é um período caracterizado por impulsos do desenvolvimento físico, mental, emocional, sexual e social. Esforços para alcançar os objetivos relacionados às expectativas culturais da sociedade também são fatores relevantes. Fase do desenvolvimento particularmente complicada para compreender e lidar com as mudanças comportamentais e com a procura da própria identidade. Momento de questionamento de regras e limites. Existe uma enorme instabilidade emocional. O proposito inicial da terapia, para além de estabelecer o motivo da consulta, trata-se em mediar o afeto, a independência emocional e favorecer o diálogo entre o adolescente e seus interlocutores.


Psicanálise

Psicanálise contemporânea - É necessário colocar os diversos modelos em diálogo, esclarecê-los, inseri-los no contexto do pensamento de forma mais global e adequada a atender a demanda dos pacientes que procuram o consultório. Hoje nos apoiamos em vários modelos de psicanálise que se constituíram a partir de considerações diferentes e que resultaram em estruturas diferentes. Autores como Freud, Klein, Lacan, Bion, Winnicott e tantos outros, representam um enriquecimento teórico-prático indiscutível. O Trabalho terapêutico consiste em pensar a interação entre os modelos e como estas ferramentas auxiliam o paciente em seu processo de autoconhecimento.


Consulta psicológica online

Em alguns momentos precisamos de orientação neutra. Um outro olhar, uma escuta especializada sobre o que está acontecendo. A consulta psicológica on-line viabiliza de forma acessível, um pacote de entrevistas iniciais sobre o contexto geral e o conflito que emergiu. Os atendimentos são feitos em um contexto de conversa informal onde perguntas são estruturadas com o objetivo de clarificar situações e emoções disfuncionais. O processo terapêutico busca construir conexões que potencializem a qualidade de vida e a saúde mental. A metodologia é dinâmica e agrega suporte emocional, raciocínio analítico-estratégico, psicoeducação e planejamento terapêutico.


Depressão

Caracteriza-se por afetar o estado de humor da pessoa. Nem sempre é possível haver clareza sobre quais acontecimentos da vida levaram a pessoa a ficar deprimida, diferentemente das reações depressivas normais e das reações de ajustamento depressivo, nas quais é possível localizar o evento desencadeador. É importante avaliar como a pessoa se sente, como organiza sua vida (trabalho, cuidados domésticos, cuidados pessoais com higiene, alimentação, vestuário) e como está se relacionando com outras pessoas, tendo como objetivo a terapeutica eficaz.


Orientação profissional

Processo de clarificação de valores e perspectivas pessoais. Modelo auto-reflexivo. Formação da identidade e a análise das narrativas de vida e carreira subjetiva. A educação para a carreira se destina a instrumentação do indivíduo com as competências e atitudes necessárias para o enfrentamento das tarefas vocacionais, somando esforços objetivos e subjetivos para a construção da carreira possível. Na medida em que o indivíduo se abre para o seu desenvolvimento consegue se comprometer com uma ocupação profissional relevante.

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Consultórios (3)

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Consultório psicologia

Visconde de Ouro Preto, 05, Botafogo, Rio de Janeiro 22250180

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(21) 2122...
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(21) 2122...
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PsiSimples

Av. Brig. Faria Lima, 1461 - 6º andar, São Paulo 01452-002

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Planos de saúde aceitos

Os planos de saúde são aceitos, mas a cobertura varia de acordo com o local e o serviço. Confirme durante a etapa de agendamento!

  • Outro (Reembolso)

129 opiniões

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  • A

    Excelente !
    Atenciosa, competente e muito profissional

     • Consultório psicologia Consulta Psicologia  • 

  • S

    Betania, não se mostrou uma boa profissional. Não era pontual, marcava paciente no mesmo horário, se perdia muito nos horários e mandava mensagem confirmando a consulta como se a qualquer momento eu pudesse ser substituida. Não transmitia confiança nas consultas e em ser uma boa psicóloga. As questões que eu levei para me auxiliar a melhorar ela não teve recurso terapêutico básico e suficiente para ressignificá-las e assim não quis continuar com as sessões mas não me transferiu para outro profissional. As sessões online parecia duas amigas em uma video chamada. Muitas vezes contava sua vida no meu espaço de terapia e o que era realmente para ser trabalhado ficava para depois, quando por alguma questão eu não pudesse comparecer na sessão ela não remarcava. Perdi tempo, saúde mental e dinheiro em uma questão específica que até hoje não fui ressarcida.

     • outro lugar Outro  • 

    Betânia Tassis

    Olá. Agradeço por trazer seu ponto de vista aqui, mesmo que o seu nome não conste no meu registro de atendimentos como paciente verificado. Ainda assim, vou responder com respeito, porque compreendo que experiências terapêuticas, quando não são bem elaboradas, podem deixar marcas e sentimentos que voltam à superfície, especialmente em momentos de maior sensibilidade emocional.

    Gostaria de esclarecer alguns pontos importantes:

    1. Sobre agenda e pontualidade
    Mensagens de confirmação de consulta fazem parte da rotina do consultório e não significam, em nenhum momento, substituição da paciente. São procedimentos administrativos e não possuem conotação emocional.
    Pontualidade e logística de agenda pertencem a uma esfera prática, e são tratadas com responsabilidade ao longo dos meus mais de 25 anos de clínica.

    2. Sobre a qualidade do atendimento
    Você menciona que eu “não transmitia confiança” e que “não possuía recursos terapêuticos básicos”, mas ao mesmo tempo afirma que desejava continuar o processo e esperava uma indicação minha caso fosse interromper.
    Há, aí, um ponto importante: se a profissional realmente fosse percebida como sem recursos, por que sua expectativa seria justamente receber dela uma indicação?
    Essa contradição costuma acontecer quando há uma ruptura de vínculo não elaborada, e não por falha técnica.

    3. Sobre “parecer uma conversa entre amigas”
    Atendimentos on-line exigem acolhimento e naturalidade, mas sempre dentro de limites técnicos. Quando uma sessão desperta a sensação de proximidade, isso normalmente indica aliança terapêutica, e não ausência dela.
    Ainda assim, nenhum atendimento profissional opera como amizade — e lamento se a experiência subjetiva lhe trouxe confusão.

    4. Sobre relatos pessoais
    O espaço terapêutico não é lugar de exposição da vida da terapeuta. Não reconheço essa descrição como prática profissional minha, e não há pacientes verificados que relatem algo semelhante. Isso reforça a necessidade de contextualizar melhor sua experiência.

    5. Sobre remarcações
    Toda terapeuta possui agenda, horários e limites profissionais. Cancelamentos precisam ser combinados com antecedência, e sessões perdidas não são automaticamente repostas, o que é prática comum e ética na área.

    6. Sobre a forma da sua avaliação
    Seu relato traz um conteúdo afetivo intenso, que se parece mais com uma relação terapêutica interrompida sem elaboração do que com uma avaliação objetiva da profissional. Isso acontece com algumas pessoas, e não invalida seu sofrimento, mas ajuda a compreender o tom e a carga emocional presentes aqui.

    Ao longo de mais de 25 anos de atendimento, sei que nem toda pessoa se sente atendida da maneira que deseja, e isso faz parte da clínica. Relações terapêuticas são encontros singulares, algumas funcionam, outras não. Mas é importante diferenciar uma experiência subjetiva de frustração de uma acusação profissional.

    Caso você seja de fato uma ex-paciente e deseje conversar diretamente, reforço que meu canal profissional está sempre aberto para esclarecimentos éticos e maduros. Seguir elaborando esses sentimentos em um espaço de cuidado pode ajudá-la a compreender melhor o que esta experiência ainda desperta em você.

    Desejo sinceramente que você encontre o acompanhamento que faça sentido no seu momento atual.


  • R

    Betânia é uma terapeuta incrível, com uma entrega na terapia em alto nivel. Consegue fazer reflexões e seu método é muito versátil e profundo.

    Entrega muito!

     • Consultório psicologia Psicoterapia  • 

  • C

    Iniciei um acompanhamento em 2018, após o fim de um relacionamento, e mantenho esse acompanhamento até hoje, além dd compreender melhor a crise daquele momento, Betânia me ajudou decisivamente para elaborar e entender diversos outros momentos da minha vida pessoal e profissional. Recomendo fortemente

     • Consultório online Consulta Psicologia  • 

  • G

    Profissional atenciosa , competente , paciente e que ajudou a resolver meu problema

     • Consultório psicologia Consulta Psicologia  • 

  • R

    A dra. Betânia Tassis é muito atenciosa e vem me ajudando a identificar fatores que vêm impactando negativamente a minha rotina, além de confirmar outros. Achei que seria difícil conversar com alguém sobre meus problemas mas acabou sendo extremamente fácil e agradável, nem parecia que era a minha primeira consulta. Recomendo demais.

     • Consultório psicologia Tratamento em disfunção sexual (impulso sexual)  • 

  • J

    Tem sido uma experiência muito positiva fazer terapia de casal com a Betânia. Ela é muito atenciosa, nos escuta sem julgamentos e nos deixa muito a vontade. Ela ainda propõe atividades para ajudar no nosso dia a dia como casal. Estamos gostando muito.

     • Consultório psicologia  • 

  • G

    òtima profissional, com atençao aos detalhes e compreensão acerca dos tópicos discutidos.

     • Consultório psicologia Consulta Psicologia  • 

  • T

    Minha primeira consulta com a Betânia foi em 2017, quando eu estava quase em burn-out no trabalho. Ela me ajudou a resgatar minha autoestima, a ficar mais forte e atravessar tudo isso sem precisar de medicamentos. Desde então já se passaram quase 10 anos de acompanhamento.
    Nesse tempo, ela me ajudou a me organizar mentalmente quando fui morar fora, me deu suporte pra me reencontrar quando me tornei mãe e agora está me acompanhando num momento de luto.
    O mais incrível nela é que a sessão parece só uma conversa leve… de repente ela consegue lembrar e conectar coisas antigas que eu vivi com o que está acontecendo agora. Isso me faz perceber padrões e evitar cair em atitudes que poderiam me fazer mal de novo.
    Sou muito grata por ter a Betânia no meu caminho.

    Quer que eu deixe o texto ainda mais curtinho, estilo depoimento rápido de rede social, ou prefere manter esse formato um pouco mais longo e pessoal?

     • Consultório online Terapia do Luto  • 

  • R

    Eu e minha esposa procuramos a terapia de casal para falar de alguns pontos do casamento e nos ajudar a lidar. Foi muito positivo.

     • Consultório psicologia Atendimento de casal  • 

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Dúvidas respondidas

216 dúvidas de pacientes respondidas na Doctoralia

Pergunta sobre Terapia sexual

Olá boa tarde , eu sou viciada em se mastubar , e o meu parceiro tem vontade de ver outros cmg na cama e as vezes acho chato isso, será q devo aceitar o fetiche dele

Olá. A sexualidade é um campo muito amplo e cada pessoa pode ter desejos, fantasias e formas diferentes de viver o prazer. Na terapia sexual, o primeiro ponto importante é entender que fantasia não é obrigação. O fato de um parceiro ter um fetiche ou uma curiosidade não significa que o outro precise aceitá-lo se aquilo não faz sentido ou causa desconforto.

Quando aparece um desejo desse tipo (como a vontade de incluir outras pessoas na relação) o mais importante é o diálogo claro e respeitoso entre o casal. É preciso perguntar: isso é algo que ambos realmente desejam experimentar ou apenas uma expectativa de um dos dois? Em relações saudáveis, as experiências íntimas precisam ser construídas com consentimento, segurança e vontade compartilhada. Se para você isso soa estranho ou desagradável, é legítimo colocar limites.

Sobre a masturbação, também é importante olhar com calma. A masturbação faz parte da sexualidade humana e, em geral, não é um problema. Ela passa a merecer atenção quando começa a gerar sofrimento, culpa, sensação de perda de controle ou quando interfere na vida cotidiana ou na relação com o parceiro. Nesses casos, conversar com um profissional pode ajudar a entender o que está por trás desse comportamento e como equilibrar melhor a relação com o próprio prazer.

Na terapia sexual, muitas vezes o trabalho é justamente ajudar a pessoa ou o casal a compreender seus desejos, limites e formas de viver a intimidade de maneira mais consciente e respeitosa para ambos.

Espero ter ajudado você a refletir.
Eu sou Betânia Tassis, psicóloga clínica.

 Betânia Tassis

Pergunta sobre Terapia de Casal

Bom dia, tenho 44 anos, sou casado a 16 anos e minha esposa tem 35, temos duas filhas de 15 e 7 anos. Nosso casamento sempre foi bem sólido, nunc ativemos crises ou dioscussões sérias. Mas desde agosto/25 ela começou a se distanciar da vida conjugal, mais tempo sozinha, mais tempo se cuidando, novos hobbies (academia, dança, roupas,etc) aos poucos eu fui sendo deixado de lado nas decisões, nas escolhas, minha opinião nao era mais necessária. Ao mesmo tempo a irritação comigo aumentava na mesma medida que o celular dela tambem se tornava mais restrito. Em outubro quando houve um questionamento ela pediu um tempo, estava confusa e nao sentia mais amor por mim. Foi um choque posi eu me considerava um bom marido, presente nas atividades da casa , sempre trabalhei e mantive as contas em dia (no limite, ma em dia) pai presente, e quand perguntava ela sempre dizia que estava bem.
Depois do primeiro pedido de tempo nunca mais fomos os mesmos, ela se mantinha cada vez mais isolada de mim, a familia dela ficou sabendo e ela acabou reatando comigo em fuinção da pressão familiar dela. Houve ainda outro afastamento e outro retorno tambem em função da pressão da familia dela. Porem ela dizia que nao me amava e nao sentia mais desejo nem atração por mim. Que eu estava me humilhando por ela e que eu nao merecia passar por isso.
Devido a rotina, as filhas e as circunstancias financeiras entendemos que poderiamos continuar morando na mesma casa, porem eu a amo ainda e tento uma reconciliação. Ela por outro lado nao demonstra nenhum tipo de mudança de postura, ela ja viveu o luto, para ela ja esta tudo resolvido enrte nós, e ate está saindo com outra pessoa. Quando soube desse fato e a questionei ela disse nao ter ocorrido traição pois para ela ja nao exixtia mais nada entre nós. Alem disso toda a familai dela nao entende o motivo dela estar fazendo isso, e que me apoiariam até para eu ficar com a guarda das minhas filhas, a mais velha ja disse que quer ficar comigo.
Eu sei que os sinais estão todos ai e que o divorcio é inevitavel, MAS eu ainda a amo e aceitaria até tê-la de volta mas ela nao se arrepende, inclusive disse nas duas tentativas anterioes que só voltou por insistencia minha.
Minha familia é tudo o que tenho e nao queria perdê-la , o que faço? Será que vou ter que vê-la quebrando a cara e se arrepender para ver o erro que está cometendo ao destruir o nosso casamento?

obrigado pela ajuda

Olá. O que você descreve é uma situação muito dolorosa, porque quando um relacionamento longo entra em ruptura, não é apenas o vínculo conjugal que parece se desfazer. Vêm junto a história construída, a rotina da família, os projetos e a sensação de pertencimento que existia ali. Para quem ainda ama e deseja continuar, é comum sentir choque, confusão e uma grande dificuldade em aceitar que o outro possa estar vivendo um processo diferente.

Na psicologia dos relacionamentos, às vezes acontece de os dois parceiros estarem em tempos emocionais diferentes. Enquanto um ainda está tentando compreender o que aconteceu e buscando caminhos para reconstruir o vínculo, o outro pode já ter feito internamente um processo de afastamento, de questionamento da relação e até de luto pela vida conjugal. Isso não significa que a dor de um seja menor que a do outro, mas mostra que cada pessoa pode estar em estágios diferentes da mesma história.

Também é importante considerar que, em muitos casamentos longos, as crises não aparecem necessariamente como grandes discussões. Às vezes o distanciamento começa de forma silenciosa: menos diálogo sobre sentimentos, menos espaço para falar de insatisfações ou desejos pessoais. Quando isso vem à tona, pode parecer repentino para quem não percebia esses sinais antes.

Diante de tudo que você relatou, existem algumas questões importantes para refletir. A primeira é que uma reconciliação verdadeira só acontece quando os dois desejam reconstruir a relação. O amor de uma pessoa, por mais genuíno que seja, não consegue sozinho sustentar um casamento. A segunda é que, mesmo em um momento de separação ou indefinição, cuidar da sua própria dignidade emocional e da sua estabilidade também é fundamental — especialmente porque vocês têm filhas e continuarão ligados como família de alguma forma.

A terapia, individual ou de casal, pode ajudar muito nesse momento. Ela pode oferecer um espaço para compreender o que aconteceu com a relação, elaborar essa dor e também ajudar você a se reorganizar emocionalmente para tomar decisões mais claras sobre o futuro — seja na tentativa de reconstrução, se houver abertura dos dois, ou na construção de um novo caminho.

Quando uma família passa por uma crise conjugal, isso não significa necessariamente que tudo que foi vivido perde valor. Muitas vezes o desafio passa a ser reorganizar a vida, proteger os vínculos com os filhos e reconstruir a própria identidade emocional diante dessa mudança.

Espero ter ajudado você a refletir.
Eu sou Betânia Tassis, psicóloga clínica.

 Betânia Tassis
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