Marcos Antônio de Oliveira

Psicanalista · Mais sobre as especializações

São Paulo 2 endereços

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Experiência

Sou psicanalista e antropólogo, e minha trajetória profissional sempre esteve ligada à compreensão das pessoas, das relações humanas e das transformações que acontecem ao longo da vida.

Antes de chegar à clínica, acumulei muitos anos de experiência trabalhando com gestão de pessoas e desenvolvimento de tecnologia. Convivi com diferentes ambientes, histórias, conflitos, escolhas profissionais e momentos de mudança. Essa trajetória ampliou muito a forma como escuto quem chega até mim.

Acredito que cada pessoa carrega uma história única e que, muitas vezes, aquilo que nos causa sofrimento também pode nos ajudar a compreender algo importante sobre nós mesmos.

Na psicanálise, meu trabalho não é dizer como você deve viver ou oferecer respostas prontas. É construir, junto com você, um espaço seguro de escuta e reflexão, no qual seja possível falar com liberdade sobre suas angústias, relacionamentos, medos, desejos, conflitos, perdas, escolhas e também sobre aquilo que, às vezes, nem conseguimos compreender muito bem em nós mesmos.

Essa diversidade de experiências me ensinou a olhar para a pessoa para além de um sintoma ou de um diagnóstico. Existe uma história, uma cultura, relações, experiências, desejos e conflitos por trás de cada sofrimento.

Se você sente que alguma coisa em sua vida está se repetindo, se está atravessando um momento difícil, vivendo conflitos nos relacionamentos, ansiedade, perdas, mudanças, dúvidas sobre quem você é ou simplesmente deseja se conhecer melhor, a análise pode ser um espaço importante para esse encontro consigo mesmo.

Meu compromisso é oferecer uma escuta cuidadosa, respeitosa e sem julgamentos, respeitando o seu tempo, a sua história e aquilo que você conseguir trazer para cada sessão.

mais Sobre mim

Experiência em:

  • Psicanálise com adultos

Formatos de consulta

Presencial Ver locais (1)
Consulta por vídeo

Fotos e vídeos

Serviços e preços

  • Tratamento para síndrome de burnout

    Consultar valores

  • Terapia de Família

    Consultar valores

  • Tratamento para dificuldade de relacionamento de casal, familiar e profissional

    Consultar valores

  • Tratamento para compulsão alimentar

    Consultar valores

  • Tratamento em transtorno obsessivo compulsivo (TOC)

    A partir de R$ 150

Consultórios (4)

Instituto Leben de Psicanálise e Psicologia
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Avenida Conselheiro Carrão 2605 - 2° Andar, Vila Carrao, São Paulo 03403-002

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  • J

    J. S.

    Atento, cuidadoso e ambiente que permite fluidez do processo.

     • Instituto Leben de Psicanálise e Psicologia Consulta em psicanálise online  • 

    Marcos Antônio de Oliveira

    Muito obrigado pela sua avaliação e pela confiança. Fico feliz em saber que você encontrou um espaço de escuta cuidadosa e com liberdade para que o processo pudesse acontecer de forma natural.


  • P

    P.Y.

    O Marcos possui muito conhecimento teórico; é pontual e se esforça muito em me ajudar na minha análise.

     • Instituto Leben de Psicanálise e Psicologia Psicoterapia Psicanalítica  • 

    Marcos Antônio de Oliveira

    Muito obrigado pelas palavras e pela confiança. Fico muito feliz em saber que você percebe meu compromisso e dedicação. Procuro sempre oferecer uma escuta atenta, cuidadosa e responsável, respeitando o tempo e a singularidade de cada pessoa.


  • G

    Gabriela Bardini

    Comecei as sessões por questões da minha vida afetiva, mas, ao longo do processo, percebi que precisava cuidar de vários outros aspectos da minha vida antes disso. Foi uma experiência muito positiva e transformadora, pois encontrei um espaço seguro para falar livremente, sem julgamentos, e refletir sobre questões importantes

     • Instituto Leben de Psicanálise e Psicologia Psicanálise  • 

    Marcos Antônio de Oliveira

    Fico feliz pela efetividade do nosso trabalho.
    Estarei sempre pronto para recebê-la!


  • D

    Duda

    Excelente profissional , eu recomendo...
    Super pontual em suas consultas...

     • Instituto Leben de Psicanálise e Psicologia Outro  • 

    Instituto Leben de Psicanálise e Psicologia

    "Obrigado pelo seu carinho e por compartilhar essas palavras. Agradecemos muito sua confiança no processo."


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Dúvidas respondidas

12 dúvidas de pacientes respondidas na Doctoralia

Tenho fobia social mais vivia normalmente,porém depois de um período em casa,pesquisei muito sobre f

Tenho fobia social mais vivia normalmente,porém depois de um período em casa,pesquisei muito sobre fobia e outros transtornos de ansiedade agora não consigo sair de casa sozinho,o excesso de pesquisa pode atrapalhar uma ansiedade já presente na nossa mente?

RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

 Marcos Antônio de Oliveira

Sim, pode acontecer. Quando a pessoa já tem ansiedade e começa a pesquisar demais sobre sintomas, transtornos e possíveis causas, ela pode acabar ficando ainda mais atenta ao que sente no corpo e na mente.
Aí entra num ciclo: sente ansiedade, pesquisa para tentar entender ou se acalmar, encontra novos sintomas, fica mais preocupada, começa a se observar mais e passa a evitar situações que antes conseguia enfrentar. Com o tempo, até sair de casa sozinho pode parecer muito mais difícil do que era antes.
Então, provavelmente, a pesquisa não “criou” a fobia, mas pode ter aumentado o medo e a insegurança que já existiam. Principalmente se a pesquisa virou uma forma de buscar certeza o tempo todo.
O mais importante agora não é se culpar por ter pesquisado, mas entender esse processo e, aos poucos, voltar a fazer coisas que foram sendo evitadas. Em terapia, dá para trabalhar tanto o medo quanto essa necessidade de ficar checando, pesquisando e tentando ter certeza de que nada ruim vai acontecer.


Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do pont

Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do ponto de vista da psicanálise.

Estou em um relacionamento em que há muitos conflitos, ofensas e perda de respeito mútuo. As brigas são frequentes e muitas vezes acontecem na frente dos nossos filhos. Já não existe mais convivência afetiva entre nós: não dormimos mais juntos e o carinho praticamente desapareceu.

Sinto que, ao longo do relacionamento, houve um acúmulo de mágoas e quebra de confiança. Antes do casamento, minha esposa teve comportamentos que me geraram muita insegurança e desconfiança, o que fez com que eu entrasse no casamento já com o respeito e a admiração bastante abalados. Com o tempo, apesar de tentativas de reconstrução, o relacionamento foi se desgastando ainda mais.

Hoje percebo um ciclo constante de conflito: eu reconheço meus erros e tento assumir responsabilidade pelas minhas atitudes durante as brigas, mas sinto que minha esposa não reconhece a própria participação nos problemas, o que me gera frustração e sensação de impotência. Isso acaba intensificando os conflitos entre nós.

Também percebo em mim um grande desgaste emocional, sentimentos de baixa autoestima, medo de ficar sozinho e dúvida constante sobre se devo continuar tentando ou me afastar. Ao mesmo tempo, amo muito meus filhos e tenho muito medo de prejudicar a convivência com eles caso haja separação.

Gostaria de entender, sob uma perspectiva psicanalítica, como esses padrões emocionais e relacionais podem estar se repetindo na minha vida e de que forma um processo terapêutico poderia me ajudar a compreender melhor minhas escolhas, meus vínculos afetivos e minha dificuldade em lidar com essa situação.

Também gostaria de saber como a psicanálise enxerga situações em que há perda de respeito e repetição de conflitos dentro do casal, e quando isso pode indicar um limite emocional para a continuidade da relação.

RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

 Marcos Antônio de Oliveira

O que você descreve é um quadro de sofrimento importante, e a maneira como você relata a situação mostra que está tentando compreendê-la, não apenas encontrar um culpado. Pela sua formação e interesse em psicanálise, vou responder a partir desse referencial, mas procurando manter os pés na realidade concreta.

Do ponto de vista psicanalítico, um casamento não se sustenta apenas pelo amor. Ele também depende da preservação de certos pilares: confiança, respeito, possibilidade de diálogo e reconhecimento do outro como sujeito. Quando esses pilares vão sendo corroídos durante anos, o casal frequentemente entra em um funcionamento repetitivo, em que cada conflito atual reabre feridas muito antigas.

Pela sua descrição, parece haver algo que antecede o próprio casamento: você diz que entrou na relação já com a admiração e o respeito abalados por acontecimentos anteriores. Isso é um ponto importante. Em termos psicanalíticos, pode-se pensar que o vínculo começou sustentado por uma divisão interna: uma parte sua desejava investir nesse amor, enquanto outra nunca conseguiu elaborar completamente a desconfiança. Quando uma ferida narcísica dessa natureza permanece aberta, ela tende a reaparecer repetidamente nas discussões, mesmo que o tema explícito da briga seja outro.

Outro aspecto que chama atenção é o ciclo que você descreve: você reconhece seus erros e espera que sua esposa faça o mesmo; quando isso não acontece, surge frustração, impotência e novas brigas. A psicanálise diria que, independentemente de quem esteja "certo", cada um ocupa uma posição nesse circuito. Muitas vezes, um parceiro assume a posição daquele que busca reparar continuamente a relação, enquanto o outro pode ocupar uma posição mais defensiva ou menos capaz de reconhecer a própria participação. Não é possível afirmar que seja exatamente esse o caso sem conhecer ambos, mas é um padrão bastante observado na clínica.

Também me chamou atenção quando você fala do medo de ficar sozinho. A psicanálise costuma olhar para essa questão com bastante cuidado. Às vezes, o sofrimento da separação parece maior do que o sofrimento da convivência, não porque a convivência seja boa, mas porque a ideia da perda desperta angústias muito profundas: abandono, rejeição, fracasso ou desamparo. Isso pode fazer alguém permanecer durante muito tempo em relações que já deixaram de oferecer segurança emocional.

Ao mesmo tempo, existe outro elemento muito concreto: seus filhos. É compreensível querer preservar a convivência com eles. Porém, a psicanálise também chama atenção para o fato de que as crianças aprendem sobre amor, respeito e resolução de conflitos observando os pais. Crescer em um ambiente de ofensas constantes pode ser bastante difícil para elas. Isso não significa que a separação seja automaticamente a melhor solução; significa apenas que permanecer juntos, por si só, também não garante proteção aos filhos. O modo como os pais convivem costuma ser tão importante quanto a configuração da família.

Você pergunta quando a perda de respeito pode indicar um limite emocional para a continuidade da relação. A psicanálise não estabelece um critério objetivo do tipo "três brigas significam separação". Em vez disso, ela costuma investigar perguntas como:

* Ainda existe possibilidade de escutar o outro sem apenas atacar ou se defender?
* Ainda existe desejo de reconstruir o vínculo de ambos os lados?
* O sofrimento está produzindo transformação ou apenas repetição?
* O casal ainda consegue reconhecer alguma humanidade um no outro, ou resta apenas ressentimento?

Quando o casal passa a existir apenas através do conflito, e o respeito desaparece de forma persistente, muitas vezes a relação deixa de funcionar como espaço de crescimento e passa a funcionar como espaço de repetição do sofrimento.

Sobre o papel da terapia, penso que ela poderia ajudá-lo em vários níveis. Não necessariamente para decidir entre separar ou permanecer, mas para compreender:

* por que você permaneceu em uma relação na qual já entrou ferido;
* o que sustenta o medo intenso da solidão;
* como sua autoestima ficou tão vinculada ao funcionamento desse casamento;
* quais expectativas você deposita na mudança da sua esposa;
* quais aspectos da história dela pertencem a ela e quais pertencem à sua própria história emocional.

Existe um ponto que considero importante destacar. Você escreve que reconhece seus erros, mas sente que ela não reconhece os dela. Isso pode ser verdade. Porém, a psicanálise convida a deslocar um pouco a pergunta. Em vez de "quando ela vai mudar?", a questão passa a ser: "o que me faz permanecer nessa dinâmica e o que está sob minha responsabilidade transformar?". Essa mudança de foco costuma devolver ao paciente uma sensação de autoria sobre a própria vida.

Por fim, gostaria de dizer algo que considero essencial. Não posso concluir, a partir do seu relato, que a separação seja o melhor caminho, nem que permanecer seja. Seria precipitado. O que posso dizer é que você descreve uma relação marcada por sofrimento prolongado, perda de respeito, afastamento afetivo e conflitos frequentes diante dos filhos. Esses são sinais de que a situação merece ser levada muito a sério e trabalhada, idealmente em psicoterapia individual e, se ambos estiverem genuinamente dispostos, também em terapia de casal.

A decisão sobre continuar ou não precisa nascer menos do medo e mais da compreensão de quem você é, do que deseja construir e do que considera um vínculo emocionalmente saudável para você e para seus filhos. Esse tipo de clareza costuma ser uma das maiores contribuições que um processo psicanalítico pode oferecer.


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