Dr. Igor Bernardes Caciquinho

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  • Controle da dor
  • Lombalgia
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  • Tratamento da dor

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Consulta especialista em dor

Na consulta com especialista em dor, investigamos a causa, o tipo de dor e como ela afeta sua rotina. Avaliamos sinais, exames, sono, emoções e limitações para criar um tratamento personalizado, com foco em reduzir a dor, recuperar movimentos e melhorar qualidade de vida com segurança no dia a dia!

Consultórios (2)

Igor Bernardes Caciquinho
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Rua Desembargador Edésio Fernandes 163, Estoril, Belo Horizonte 30494-450

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18 dúvidas de pacientes respondidas na Doctoralia

Tive uma forte pneumonia e desenvolvi empiema nível 3 e precisei fazer uma pleurectomia mais uma min

Tive uma forte pneumonia e desenvolvi empiema nível 3 e precisei fazer uma pleurectomia mais uma mini pleurostomia e agora estou com um dreno que precisarei ficar por mais ou menos 1 mês. O problema é que eu estou tendo dores intensas na região da costela onde o dreno está. Sinto como se eu estivesse levando facadas, queimação intensa e fisgadas quando as crises estão maiores. Não estou conseguindo me locomover normalmente porque a dor por vezes está insuportável. Falei com o cirurgião e ele falou que dor é relativa. Tomei alguns medicamentos indicados mas a dor não melhora. Tentei começar exercícios fisioterápicos mas as crises de dores pioraram. O que pode ter acontecido e o que eu posso fazer nesse caso?

RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

Dr. Igor Bernardes Caciquinho

Pelo que você descreve — dor em facadas, queimação e fisgadas na região das costelas após a pleurectomia e próxima ao dreno — existe uma possibilidade importante de que sua dor não seja apenas a dor “esperada” da cirurgia.

Após uma cirurgia torácica, especialmente com manipulação da pleura e permanência de dreno, a dor pode ter mais de um mecanismo ao mesmo tempo. Pode existir um componente nociceptivo, pela inflamação e lesão dos tecidos da cirurgia, mas as características de queimação, facadas e fisgadas levantam bastante a suspeita de um componente neuropático, relacionado à irritação ou lesão dos nervos intercostais. A dor neuropática costuma justamente se manifestar como queimação, choques, pontadas ou dor lancinante.

Além disso, o próprio dreno pode provocar estímulo mecânico contínuo na parede torácica e nos espaços intercostais. Por isso, simplesmente aumentar analgésicos comuns nem sempre resolve. O tratamento ideal da dor aguda pós-operatória costuma ser multimodal, combinando estratégias diferentes de acordo com o mecanismo da dor, com o objetivo não apenas de diminuir a intensidade, mas também de permitir respirar profundamente, dormir, caminhar e realizar a reabilitação.

E um ponto importante: dor não deve ser desconsiderada por ser “relativa”. Dor é uma experiência individual e deve ser avaliada juntamente com o prejuízo que está causando. Se ela está impedindo você de caminhar, respirar adequadamente ou fazer fisioterapia, isso merece investigação e tratamento. A própria definição contemporânea de dor reconhece que ela é uma experiência sensitiva e emocional individual e que o relato do paciente deve ser respeitado.

No seu caso, eu não recomendaria simplesmente “forçar” a fisioterapia durante crises intensas. O ideal é primeiro conseguir um nível de analgesia que permita mobilização e exercícios respiratórios com segurança e, então, progredir a fisioterapia gradualmente. Dependendo do exame físico e das medicações que você já utilizou, pode ser necessário ajustar o esquema analgésico, tratar especificamente o componente neuropático e, em alguns casos, avaliar técnicas de analgesia regional ou bloqueios dos nervos da parede torácica.

Também é fundamental confirmar que não existe uma complicação relacionada à cirurgia, ao empiema ou ao próprio dreno. Procure avaliação com urgência se houver febre ou calafrios, falta de ar nova ou piorando, queda da saturação, dor que piorou abruptamente, secreção com pus ou vermelhidão importante ao redor do dreno, sangramento significativo, alteração importante na drenagem ou suspeita de que o dreno tenha saído da posição.

O próximo passo é uma avaliação direcionada da dor, examinando a região do dreno e o trajeto dos nervos intercostais, procurando alterações de sensibilidade e revisando exatamente quais medicamentos você já tomou, em quais doses e com qual resposta. A partir daí conseguimos tratar o mecanismo da dor, e não somente a intensidade, e estabelecer uma meta muito concreta: conseguir respirar, dormir, caminhar e retomar a fisioterapia com tolerância.

Se você continua com dor intensa apesar das medicações e isso já está limitando sua locomoção, vale uma avaliação especializada em Medicina da Dor sem esperar a retirada do dreno. Se quiser, agende uma consulta para avaliarmos o componente pós-operatório e neuropático dessa dor e montarmos um plano de controle que permita sua recuperação e a continuidade segura da fisioterapia.


E possível tomar dexametasona e adorlan 50, em tempos diferentes mas no mesmo dia?

E possível tomar dexametasona e adorlan 50, em tempos diferentes mas no mesmo dia?

RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

Dr. Igor Bernardes Caciquinho

Em algumas situações, dexametasona e Adorlan 50 podem ser utilizados no mesmo dia, mesmo em horários diferentes, desde que exista indicação médica para essa associação.

O Adorlan 50 contém tramadol e diclofenaco. Como o diclofenaco é um anti-inflamatório e a dexametasona é um corticoide, o uso conjunto pode aumentar o risco de irritação do estômago, gastrite, úlcera e sangramento gastrointestinal. Tomá-los em horários diferentes não elimina esse risco. A atenção deve ser ainda maior em pessoas com histórico de gastrite ou úlcera, doença renal, uso de anticoagulantes, idade avançada ou uso de outros anti-inflamatórios.

Além disso, o tramadol pode causar sonolência, náuseas, tontura e, em algumas situações, interagir com outros medicamentos. Por isso, a segurança dessa combinação depende da dose, do tempo de tratamento, das doenças pré-existentes e dos demais remédios em uso.

Se os dois medicamentos foram prescritos pelo mesmo médico, provavelmente houve uma avaliação individual da necessidade da associação. Porém, não é recomendado acrescentar dexametasona por conta própria apenas porque a dor não melhorou, pois isso pode aumentar riscos sem necessariamente tratar o mecanismo responsável pela dor.

Se a dor está persistente ou insuficientemente controlada, o ideal é investigar sua causa e ajustar o tratamento de forma direcionada. Agende uma consulta para uma avaliação completa e definição da estratégia mais segura e eficaz para o seu caso.


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