Perguntas do paciente (523)
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Qual a diferença entre normal e patológico na psicopatologia?
Qual a diferença entre normal e patológico na psicopatologia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A diferença entre o que é considerado normal e o que é patológico não depende apenas da presença de emoções como tristeza, ansiedade ou medo, pois esses sentimentos fazem parte da experiência humana. O que diferencia um quadro patológico é, principalmente, a intensidade, a frequência, a duração e o impacto que esses sintomas causam na vida da pessoa. Quando o sofrimento emocional é persistente, desproporcional à situação vivida e começa a prejudicar a rotina, os relacionamentos, o trabalho ou os estudos, é um sinal de que pode haver a necessidade de uma avaliação profissional. Por isso, mais do que rotular comportamentos como "normais" ou "anormais", é importante compreender cada pessoa dentro do seu contexto, considerando sua história de vida, suas experiências e o grau de sofrimento que está enfrentando.
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Qual o objetivo da psicoeducação no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”
Qual o objetivo da psicoeducação no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A psicoeducação no Transtorno de Personalidade Borderline tem como objetivo ajudar a pessoa a compreender melhor o transtorno, reconhecendo como ele influencia suas emoções, pensamentos e comportamentos. Ao entender os mecanismos envolvidos, o paciente passa a identificar com mais facilidade seus gatilhos, padrões de funcionamento e formas de enfrentamento, reduzindo a culpa e favorecendo uma postura mais ativa no tratamento.
Além disso, a psicoeducação contribui para aumentar a adesão à psicoterapia e, quando necessário, ao tratamento medicamentoso, promovendo o desenvolvimento de estratégias mais saudáveis de regulação emocional, manejo de crises e melhora nos relacionamentos interpessoais. Ao oferecer conhecimento e promover consciência sobre o próprio funcionamento, ela fortalece a autonomia do paciente e sua capacidade de lidar com as dificuldades do dia a dia.
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Olá, gostaria de saber como funciona, pois sinto luto profundo por alguém que não tive proximidade.
Olá, gostaria de saber como funciona, pois sinto luto profundo por alguém que não tive proximidade. Agora parece que foi alguém que esteve ao meu lado a vida toda.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É importante saber que o luto não depende apenas da proximidade física ou da convivência com alguém. Muitas vezes, criamos vínculos emocionais profundos baseados na admiração, na identificação, no carinho ou no significado que aquela pessoa tinha em nossa vida. Quando essa perda acontece, é natural sentir tristeza intensa, saudade e até a sensação de que se perdeu alguém muito próximo. Cada pessoa vivencia o luto de uma maneira única, e não existe uma forma "certa" ou uma intensidade adequada para sentir. O mais importante é acolher esses sentimentos sem se julgar ou pensar que eles são exagerados. Se perceber que essa dor permanece muito intensa ou está interferindo significativamente na sua rotina e bem-estar, buscar acompanhamento psicológico pode ser um espaço seguro para compreender melhor esse vínculo, elaborar essa perda e atravessar esse processo de forma mais saudável.
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Como o psicoterapeuta deve lidar com dependência emocional na aliança terapêutica?
Como o psicoterapeuta deve lidar com dependência emocional na aliança terapêutica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A dependência emocional que pode surgir na aliança terapêutica é compreendida como parte do processo e não como um problema a ser reprimido ou evitado. O terapeuta acolhe essa experiência, buscando compreender quais necessidades emocionais estão sendo expressas na relação terapêutica. Ao mesmo tempo, mantém uma postura ética e limites claros, para que o vínculo não reforce a dependência, mas favoreça o crescimento do paciente. Um dos principais objetivos do processo é o fortalecimento do autossuporte, ou seja, da capacidade da pessoa de reconhecer seus recursos internos, regular suas emoções e enfrentar as dificuldades com maior autonomia. Ao longo da psicoterapia, o paciente é incentivado a ampliar a consciência sobre suas necessidades, sentimentos e formas de se relacionar, desenvolvendo mais confiança em si mesmo e menos necessidade de depender do outro para se sentir seguro. Assim, a relação terapêutica torna-se um espaço de fortalecimento, no qual o vínculo serve como apoio para que o paciente construa uma forma mais saudável e autônoma de estar no mundo.
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Por que me sinto desanimada depois de sentir uma emoção forte? Hoje tive um pequeno conflito pela
Por que me sinto desanimada depois de sentir uma emoção forte?
Hoje tive um pequeno conflito pela manhã que logo foi resolvido, mas após aquilo fiquei desanimada o dia todo. Não acontece sempre, mas sempre acontece depois que sinto algo muito forte.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando você sente uma emoção muito intensa, mesmo que a situação se resolva rápido, seu corpo e sua mente entram em estado de alerta. Depois que tudo passa, pode vir uma espécie de queda emocional, trazendo desânimo, cansaço ou falta de energia. Muitas vezes não é só o conflito em si, mas o que ele despertou em você emocionalmente. Algumas pessoas sentem as coisas com mais intensidade e acabam ficando mais drenadas depois. O mais importante é não se cobrar para voltar ao normal imediatamente. Seu emocional também precisa de um tempo para se recuperar. E, se isso começar a te incomodar com frequência, a terapia pode ajudar bastante a entender essas reações e aprender formas mais leves de lidar com elas.
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. Qual a diferença entre autenticidade e impulsividade?
. Qual a diferença entre autenticidade e impulsividade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Autenticidade é quando a pessoa consegue agir de acordo com aquilo que sente, pensa e acredita, mas com consciência das consequências e respeito pelos próprios limites e pelos outros. Já a impulsividade acontece quando a ação vem de forma imediata, sem reflexão, geralmente movida pela emoção do momento. Ser autêntico não significa dizer ou fazer tudo o que vem à cabeça, e sim conseguir se expressar de maneira verdadeira e equilibrada. Muitas vezes, a impulsividade pode até ser confundida com sinceridade, mas ela costuma gerar arrependimento justamente pela falta de reflexão antes da ação.
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Que tipo de profissional (terapeuta ou psicólogo ou psiquiatra) devo buscar? Tenho alta desconfiança
Que tipo de profissional (terapeuta ou psicólogo ou psiquiatra) devo buscar? Tenho alta desconfiança de ter ansiedade desde a adolescência, tenho muitos traumas de infância que ainda me afetam (como agressão dos pais, problemas de atenção, bullying (psicológico) por colegas da escola e familiares, solidão, isolamento e muitas fugas da realidade por divagação), também sou bem paranoica desde criança, insegura, tenho crises de pânico e choro repentinas, estresses severos que me dão enxaqueca forte e vômito ou refluxo no estômago e trauma de chorar. Recentemente, finalmente estou criando coragem e juntando dinheiro para começar a me tratar e descobrir meus reais problemas, mas não faço ideia de qual profissional especifico eu deveria ir, já que tem tantas vertentes e tipos.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo que você compartilhou, acredito que o melhor caminho seja começar por um psicólogo. Você descreve um sofrimento que parece acompanhar sua vida há bastante tempo, com ansiedade, traumas da infância, crises de pânico e sintomas físicos que merecem ser acolhidos e compreendidos com cuidado. Também pode ser importante consultar um psiquiatra, principalmente para avaliar as crises de pânico e verificar se algum tratamento complementar seria indicado. Não é possível saber exatamente o que está acontecendo apenas pelo seu relato, mas o fato de você estar buscando ajuda já é um passo muito importante. Você não precisa lidar com tudo isso sozinha, e um acompanhamento adequado pode ajudá-la a entender melhor o que está vivendo e a encontrar formas de aliviar esse sofrimento.
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Tive pouco apoio emocional na infância, adolescência e não tive apoio emocional da minha mãe na vida
Tive pouco apoio emocional na infância, adolescência e não tive apoio emocional da minha mãe na vida adulta quando mais precisei e ela não me aceita como homossexual. Sinto me solitário na família e sinto que as coisas são mais difíceis pra mim. Como evitar desistir de tudo e ter forças pra continuar mesmo com falta de apoio familiar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando a família não oferece esse suporte, é comum surgir a ideia de que estamos sozinhos ou que precisamos dar conta de tudo por conta própria. Só que continuar não precisa significar carregar tudo sozinho. Às vezes, a força está justamente em procurar outros vínculos, ainda que isso leve tempo. Pessoas que te escutem sem te corrigir, que te respeitem como você é, mesmo que não sejam da sua família de origem.
Também pode ser importante olhar para si com mais gentileza. Você passou por situações que exigiram muito de você emocionalmente. Em vez de se cobrar estar sempre bem, tente reconhecer o quanto já suportou até aqui. Isso já diz muito sobre sua capacidade de continuar, mesmo cansado.
Buscar um acompanhamento psicológico pode ser um apoio consistente para organizar essas dores e construir um senso de pertencimento que não dependa da aprovação da sua mãe.
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sempre tive que pensar em tudo como se eu tivesse que tomar decisões mentais que meu cérebro deve
sempre tive que pensar em tudo
como se eu tivesse que tomar decisões mentais que meu cérebro deveria fazer sozinho, de forma automática
por exemplo monitorar minha emoções, reações expressões
por exemplo " sorria levemente, pare de sorrir, sorria com os olhos, interrompa o contato visual"
" você está ansioso, respire mas não tão forte para não notarem seu nervosismo "
" o motorista do carro está errado e te ofendeu mas não responda, ignore! ele pode estar embriagado ou até armado. Se necessário fuja, se ele te seguir, faça um trajeto diferente da sua casa, busque um lugar com mais movimentação para que possam te ajudar se necessário "
isso é extremamente cansativo
tenho que pensar em tudo, reações que deveriam ser automáticas se tornam tarefas para meu consciente coordenar, decidir
fico exausto demaisRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é um nível de vigilância muito alto, como se sua mente estivesse o tempo todo tentando prever riscos, corrigir comportamentos e evitar qualquer possibilidade de erro ou ameaça. Isso costuma acontecer quando, em algum momento da vida, não houve segurança emocional suficiente. O cérebro aprende que precisa assumir esse controle todo para se proteger. O problema é que ele não “desliga” depois, e aí o que deveria ser espontâneo vira tarefa consciente. Não é que você esteja fazendo algo errado. Pelo contrário, isso mostra o quanto você se adaptou para lidar com situações difíceis. Mas viver assim cobra um preço enorme, porque você nunca realmente descansa por dentro. Esse tipo de funcionamento não precisa continuar desse jeito para sempre, mas é difícil mudar isso sozinho, justamente porque é um padrão muito automático e antigo. Um psicólogo pode te ajudar a entender de onde vem essa necessidade de controle, identificar os gatilhos e, aos poucos, treinar seu corpo e sua mente a relaxarem um pouco mais, sem essa sensação constante de que algo pode dar errado a qualquer momento. A terapia não vai “tirar” esse seu lado cuidadoso, que também tem sua utilidade. Ela vai te ajudar a não precisar carregar tudo isso o tempo inteiro, a diferenciar quando realmente há risco e quando seu cérebro só está repetindo um padrão antigo.
Você já está percebendo e conseguindo colocar isso em palavras, o que é um passo muito importante. Buscar ajuda profissional pode ser o próximo passo para que essa carga diminua e você consiga viver com mais leveza, sem precisar pensar em cada detalhe o tempo todo.
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Eu tenho 25 anos e nos últimos anos tenho me sentido muito vazia, triste e ninguém me entende de fat
Eu tenho 25 anos e nos últimos anos tenho me sentido muito vazia, triste e ninguém me entende de fato, então eu guardo tudo pra mim. Eu não consigo ter vontade de sair de casa, de ficar feliz pelas coisas, de viver. O que eu posso fazer pra me ajudar a sair dessa situação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está sentindo costuma aparecer quando a gente passa muito tempo tentando dar conta de tudo por dentro, sem espaço para colocar pra fora. Aos poucos, a vida vai perdendo cor, como se nada mais fizesse muito sentido. Isso cansa, desanima e dá essa sensação de vazio que você descreveu. Uma coisa importante é não tratar isso como algo que você “tem que resolver sozinha”. Às vezes a gente se acostuma a se fechar porque acha que ninguém vai entender, mas isso também mantém o ciclo acontecendo. Encontrar um espaço de escuta, como na terapia, pode te ajudar a organizar esses sentimentos e entender de onde eles vêm, em vez de só tentar empurrar pra baixo. Buscar ajuda profissional não é exagero nem último recurso, é cuidado. Um psicólogo pode te ajudar a enxergar caminhos que sozinha ficam difíceis de perceber, e isso pode encurtar muito esse sofrimento.
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O terapeuta deve “substituir” o que faltou na infância?
O terapeuta deve “substituir” o que faltou na infância?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Que pergunta interessante! E a resposta mais honesta é que não, o terapeuta não substitui o que faltou na infância. Ele não ocupa o lugar de um pai, de uma mãe ou de qualquer vínculo que não foi vivido como deveria. Tentar fazer isso, inclusive, pode atrapalhar o processo. Mas existe um ponto importante aqui. Mesmo não substituindo, a relação terapêutica pode oferecer uma experiência emocional nova. Pela primeira vez, talvez você se sinta ouvida de verdade, respeitada, levada a sério, sem precisar se moldar para caber no outro. E isso tem um impacto grande, porque o cérebro e as emoções aprendem com experiências, não só com explicações. É como se, aos poucos, você fosse construindo dentro de si algo que lá atrás não pôde ser desenvolvido. Não porque o terapeuta virou aquela figura que faltou, mas porque a relação cria um espaço seguro onde você pode experimentar confiança, limites saudáveis e validação. Então não é uma substituição, é uma reconstrução. O que faltou não pode ser apagado ou trocado, mas pode ser elaborado, compreendido e, em certa medida, reparado na forma como você passa a se relacionar consigo mesma e com os outros.
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Bom, ultimamente tenho me distraído muito com redes sociais e conteúdo +18, e isso tem atrapalhado b
Bom, ultimamente tenho me distraído muito com redes sociais e conteúdo +18, e isso tem atrapalhado bastante o meu foco.
Às vezes eu até me analiso e sei o que preciso fazer para alcançar o que quero, mas acabo me perdendo e ficando sem foco.
Quero começar alguns cursos técnicos, mas está difícil, rs.
Percebi que essas distrações com conteúdo +18 e redes sociais estão interferindo na minha evolução, tanto pessoal quanto profissional, e entendi que preciso largar isso.
Atualmente sou solteiro, não bebo nem fumo. Vejo conteúdo +18 de vez em quando há dias em que consigo ficar sem, mas em outros é mais difícil.
Preciso me libertar disso. Alguma dica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está vivendo é um padrão comum: seu cérebro está acostumado com estímulos rápidos de prazer, como redes sociais e conteúdo +18, e por isso acaba evitando atividades que exigem mais esforço, como estudar. Não é só falta de foco, é um hábito que foi reforçado com o tempo. Tentar parar “na força bruta” costuma não funcionar por muito tempo. O mais eficaz é ir ajustando o ambiente: diminuir o acesso às distrações, estabelecer horários específicos sem celular e começar com metas pequenas e possíveis no estudo. Aos poucos, você treina seu foco de novo. Também é importante observar os momentos em que a vontade aparece, porque geralmente ela vem ligada ao tédio, ansiedade ou procrastinação. Se estiver difícil lidar sozinho, buscar um psicólogo pode fazer muita diferença. Um profissional pode te ajudar a entender melhor esses gatilhos e construir estratégias mais eficazes para retomar seu foco e sua disciplina.
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Ao chegar no meu trabalho,sinto um pouco de angustia, sencacao de estar no piloto automatico, tenho
Ao chegar no meu trabalho,sinto um pouco de angustia, sencacao de estar no piloto automatico, tenho medo constante de perde o controle da minha vida, sinto estagnado, nao tenho prazer em estar no meu trabalho, tenho medo de perder minha sanidade, meu homor oscila bastante, sinto como se estivesse sem saida . o que issso pode ser ? quando não estou no trabalho sinto isso diminuir, porém de uns tempos pra cá, tenho enxergado tudo como se fosse obrigação porque isso acontece ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve parece muito ligado a um desgaste emocional associado ao trabalho. Essa sensação de estar no “piloto automático”, sem prazer e vendo tudo como obrigação, costuma surgir quando a pessoa vai se desconectando do sentido do que faz, como se estivesse apenas cumprindo tarefas sem envolvimento real. Isso pode gerar angústia, medo de perder o controle e até essas oscilações de humor. O fato de isso diminuir quando você não está no trabalho mostra que esse ambiente tem um peso importante no que você está sentindo. Muitas vezes, não é só o trabalho em si, mas também como ele se conecta com suas expectativas, cobranças internas e sensação de estagnação. Esse medo de “perder a sanidade” geralmente vem da intensidade do desconforto, não de um risco real. Seu corpo e sua mente estão dando sinais de que algo não está bem e precisa de atenção.
Vale a pena olhar com mais cuidado para isso e, se possível, conversar com um psicólogo para entender melhor o que está por trás dessas sensações e encontrar formas de aliviar esse peso.
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Estou passando por um momento delicado...minha avó está perto dos 90 anos mas está com a saúde muito
Estou passando por um momento delicado...minha avó está perto dos 90 anos mas está com a saúde muito fragilizada. Ela tem demência e alzheimer e a cada dia decai mais. Os médicos dizem que a passagem dela pode ocorrer a qualquer momento, pode ser dias, semanas ou alguns meses apenas em um cenário otimista. Eu não estou sabendo lidar bem com a situação, sempre fui muito próxima dela e é como se eu estivesse me despedindo com ela aqui ainda. É uma dor e angústia constante. Será que a terapia poderia ajudar nesse processo e como faria isso? Ou devo procurar ajuda terapêutica depois que as coisas ocorrerem? Estou confusa nesse momento.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está vivendo é muito doloroso, e faz sentido que esteja assim. Essa sensação de estar se despedindo aos poucos, mesmo com a pessoa ainda presente, costuma trazer uma angústia profunda, um luto que começa antes da perda em si. Não é confusão sua, é o impacto de um vínculo muito importante sendo atravessado por uma despedida lenta. A terapia pode ajudar, sim, e não apenas depois. Na verdade, esse tipo de momento é um dos contextos em que ela pode ser mais acolhedora. Você não precisa esperar que “tudo aconteça” para buscar apoio. Esse processo que você já está vivendo merece cuidado agora. Em um espaço terapêutico, você pode falar sobre essa dor sem precisar se conter, dar nome ao que está sentindo e entender melhor essas emoções que parecem tão intensas e constantes. Também pode te ajudar a lidar com a antecipação da perda, com o medo, com a impotência, e até com possíveis sentimentos de culpa ou ambivalência que às vezes aparecem nessas situações. Além disso, pode ser um lugar para pensar em como você quer viver esse tempo com ela, dentro do que ainda é possível, respeitando seus limites emocionais. Buscar ajuda agora não significa que você não vai sofrer depois, mas pode tornar esse caminho menos solitário e mais elaborado. Você vai construindo recursos internos para atravessar tanto o agora quanto o que ainda virá. Você não precisa dar conta disso sozinha. E, se você desejar, estou à disposição para te acompanhar e te acolher nesse processo.
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Qual é o papel da escuta ativa no fortalecimento do vínculo de confiança?
Qual é o papel da escuta ativa no fortalecimento do vínculo de confiança?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A escuta ativa tem um papel central no fortalecimento do vínculo de confiança porque faz a outra pessoa se sentir realmente vista, compreendida e respeitada. Não é só ouvir as palavras, mas demonstrar interesse genuíno pelo que está sendo dito, sem interromper, julgar ou já pensar na resposta. Quando alguém percebe que pode se expressar sem ser invalidado ou corrigido o tempo todo, a tendência é se abrir mais. Isso cria um ambiente de segurança emocional, que é a base da confiança. A pessoa sente que pode ser ela mesma, sem precisar se proteger o tempo inteiro. Além disso, a escuta ativa reduz mal-entendidos. Ao prestar atenção de verdade, você compreende melhor não só o conteúdo, mas também as emoções por trás da fala. Isso melhora a qualidade das respostas e evita conflitos desnecessários.
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Como lidar com quebra de vínculo de confiança causada por atrasos ou imprevistos do terapeuta?
Como lidar com quebra de vínculo de confiança causada por atrasos ou imprevistos do terapeuta?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É importante lembrar que a forma como você se sente dentro da terapia também faz parte do processo. Levar isso para o terapeuta não é um problema, pelo contrário, é um passo importante. Falar sobre o que você sentiu, como isso te impactou e o que passou pela sua cabeça abre espaço para um diálogo mais verdadeiro e fortalece a relação, quando há escuta e reparação. A terapia também é um lugar onde vínculos são construídos e, às vezes, reconstruídos. Poder expressar incômodo, frustração ou até decepção é parte disso. Você não precisa guardar ou “relevar” sozinho. O que você sentiu importa, e compartilhar isso pode ajudar a tornar esse espaço mais seguro e alinhado com o que você precisa.
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Eu raramente saio de casa,e quando saio é acompanhada,eu tenho vergonha das pessoas da minha rua, ac
Eu raramente saio de casa,e quando saio é acompanhada,eu tenho vergonha das pessoas da minha rua, acho que elas estão me julgando ou avaliando, quando saio de casa sozinha é quando a minha rua está vazia, sempre fui muito tímida,evito ir a eventos,locais com muita gente e muito barulhentos,será que é normal ser assim?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É importante olhar com cuidado para o quanto isso tem limitado a sua vida. Não é sobre ser “normal” ou “anormal”, mas sobre o impacto que isso tem em você. Quando o medo ou a vergonha começam a te impedir de fazer coisas que você gostaria, de sair com mais liberdade ou de se sentir à vontade nos espaços, isso merece atenção e cuidado. Esse tipo de sentimento não significa que as pessoas estão de fato te julgando o tempo todo, mas sim que existe uma percepção interna muito crítica ou um medo de avaliação que fica ativado nessas situações. E quanto mais você evita, mais essa sensação pode se fortalecer, porque você não tem a chance de viver experiências diferentes que possam te trazer mais segurança. A terapia pode ajudar bastante nesse processo, te auxiliando a entender de onde vem essa vergonha, como esse medo se construiu e, aos poucos, encontrar formas mais leves e seguras de se expor ao mundo, no seu ritmo, sem pressão. Você não precisa forçar mudanças bruscas, mas também não precisa se prender a esse lugar que te limita. Dá para construir, aos poucos, uma relação mais tranquila com esses momentos.
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Vejo pornografia de vez em quando, exemplo 2 vezes por semana, mas sinto um vazio e uma tristeza tod
Vejo pornografia de vez em quando, exemplo 2 vezes por semana, mas sinto um vazio e uma tristeza todos os dias. Os senhores profissionais pela psicológia acham quem a pornografia que pode estar causando isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pode ter alguma relação, mas não dá pra dizer que a pornografia, sozinha, cause esse vazio e essa tristeza. Duas vezes por semana não é, por si só, algo preocupante. O ponto principal é como você se sente depois e qual função isso tem pra você.
As vezes, ela vira uma forma de aliviar emoções difíceis por um momento, mas o incômodo volta depois. Esse tipo de sensação diária costuma estar ligado a questões mais profundas, como estresse, insatisfação com a vida ou até algo como depressão.
Vale mais a pena olhar pro conjunto da sua vida e dos seus sentimentos do que focar só nisso. Se estiver difícil, conversar com um psicólogo pode ajudar a entender melhor o que está acontecendo.
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O que acontece se eu não tiver nada para falar na sessão? Muitas vezes nada vem a minha cabeça e não
O que acontece se eu não tiver nada para falar na sessão? Muitas vezes nada vem a minha cabeça e não aconteceu nada de novo na semana
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Isso é mais comum do que parece e não significa que a sessão esteja “falhando”. O silêncio, a sensação de não ter nada para dizer ou de que nada aconteceu também são conteúdos importantes. Às vezes, esse vazio fala de cansaço, de dificuldade de acessar emoções, de um ritmo interno mais lento ou até de um momento de maior estabilidade. A terapia não precisa ser movida apenas por acontecimentos da semana; ela também pode explorar estados internos, repetições, sensações corporais, pensamentos soltos ou até a própria experiência de estar ali sem palavras. Quando nada vem à cabeça, isso pode ser compartilhado, porque o modo como você vive esse silêncio já é material de trabalho. O terapeuta está ali justamente para sustentar esses momentos e, juntos, vocês podem ir descobrindo o que aparece quando não há pressa para falar.
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As aulas estão voltando e a cada dia que passa fico cada vez mais ansioso, só de pensar na escola já
As aulas estão voltando e a cada dia que passa fico cada vez mais ansioso, só de pensar na escola já né sinto muito mal e não sei se sou capaz de aguentar mas um ano, eu tô até pensando em parar de estudar o que eu faço? Eu até quero estudar mas eu não me sinto bem no ambiente.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é mais comum do que parece, e faz sentido que a ansiedade aumente quando algo que te faz mal se aproxima. Sentir esse desconforto não significa fraqueza nem incapacidade, significa que existe algo nesse ambiente que está te sobrecarregando emocionalmente. É importante diferenciar não querer estudar de não conseguir ficar bem na escola, porque pelo que você diz, a vontade de aprender existe, o sofrimento é que está grande demais agora. A terapia pode ser um espaço importante para compreender melhor o que, nesse ambiente escolar, desperta tanta ansiedade e mal-estar, além de ajudar a desenvolver estratégias para lidar com essas situações de forma mais segura e possível para você. Antes de tomar uma decisão definitiva, vale olhar para alternativas: conversar com alguém de confiança, buscar apoio psicológico, avaliar mudanças possíveis como outro turno, outra escola, ensino híbrido ou adaptações que tornem o ambiente mais suportável. Parar de estudar pode aliviar no curto prazo, mas nem sempre resolve o que está por trás da angústia. Cuidar da sua saúde mental vem primeiro, e isso inclui procurar ajuda e respeitar seus limites sem desistir de si mesmo.
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