Perguntas do paciente (271)
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Como trabalhar com uma criança de 3 anos a morte do pai que nunca conheceu, sendo que a partir dos 2
Como trabalhar com uma criança de 3 anos a morte do pai que nunca conheceu, sendo que a partir dos 2 anos tem como figura paterna o padastro.
Há uma idade adequada para para iniciar o assunto?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não existe uma idade “certa” para fazer uma revelação sobre o pai biológico. O mais saudável costuma ser que essa informação faça parte da história da criança de maneira natural e progressiva, em vez de ser guardada por muitos anos e apresentada futuramente como um segredo.
Aos 3 anos, ela não precisa compreender todos os detalhes. Pode ouvir algo simples como: “Você teve um pai biológico, mas ele morreu quando você era muito pequena e vocês não conseguiram se conhecer”. Depois, basta responder às perguntas que surgirem, sem oferecer informações além do que ela demonstra querer compreender.
Nessa idade, a noção de morte ainda está sendo construída. Por isso, use palavras concretas e evite dizer que ele “dormiu”, “viajou” ou “foi embora”, pois isso pode gerar confusão ou medo.
O padrasto não precisa perder seu lugar por causa dessa conversa. Ele pode ser a figura paterna que participa da vida cotidiana e, ao mesmo tempo, a criança pode conhecer sua origem e saber que existiu um pai biológico. Uma informação não anula a outra.
Provavelmente o tema voltará várias vezes conforme ela crescer. Aos 5, 8 ou 12 anos, a mesma história terá significados diferentes, e novas explicações poderão ser dadas.
O mais importante é construir uma narrativa verdadeira, simples e segura. Se os adultos estiverem muito mobilizados emocionalmente pela morte, uma orientação com psicólogo infantil pode ajudar a preparar essa conversa.
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Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam
Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.
Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Uma mudança importante é separar duas coisas: amor e intensidade emocional não são a mesma coisa. Depois de alguns anos, é comum que a euforia, a novidade e aquela sensação gostosa do começo diminuam. O vínculo pode continuar existindo de uma forma mais estável, menos excitante e ainda assim significativa.
O que parece estar te fazendo sofrer é a necessidade de descobrir com certeza se “ainda ama”. Quando você começa a testar seus sentimentos o tempo todo, qualquer dia mais neutro pode parecer uma prova de que algo acabou. Isso aumenta a ansiedade e torna ainda mais difícil sentir espontaneidade.
Em vez de perguntar repetidamente “estou sentindo amor agora?”, tente observar a relação de forma mais ampla: você se importa com ele? gosta de compartilhar sua vida? sente respeito e segurança? existe vontade de proximidade e de construir coisas juntos? Quando passam tempo de qualidade, há conexão? Essas perguntas costumam ser mais úteis do que procurar uma emoção específica o tempo inteiro.
Também vale perceber se o casal entrou numa rotina com pouco espaço para novidade, intimidade e experiências compartilhadas. Conexão também precisa ser alimentada.
É possível recuperar carinho e entusiasmo, mas não por obrigação. A psicoterapia pode te ajudar a diferenciar ansiedade, rotina e insatisfação real sem transformar cada oscilação de sentimento numa decisão sobre terminar ou continuar.
Você não precisa resolver toda a relação em um único sentimento.
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Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm
Olá!
Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles?
Eu também tenho a sensação de não pertencimento
O que de fato é está se curando?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Estar se recuperando da ansiedade social não significa transformar-se numa pessoa expansiva, falante ou indiferente aos comentários dos outros. Você pode continuar sendo tímida, séria ou mais reservada. O ponto principal é saber se isso representa uma escolha ou se acontece porque o medo impede você de agir como gostaria.
Pelo que descreveu, existe uma evolução real. No início, a ansiedade fazia você se sentir travada e tornava o trabalho muito difícil. Hoje, depois de seis meses, você consegue interagir melhor e sente menos ansiedade. Comentários como “você não fala” podem despertar antigas lembranças de bullying e fazer você desconsiderar tudo o que já conquistou, mas a opinião dos outros não é uma medida confiável do seu progresso.
Pergunte a si mesma: consigo falar quando preciso? Consigo atender as pessoas, fazer perguntas, expressar opiniões e permanecer nas situações mesmo sentindo algum desconforto? Estou deixando de fazer coisas importantes por medo de julgamento? Essas respostas dizem mais sobre sua recuperação do que ser vista como quieta.
A sensação de não pertencimento também pode ter sido fortalecida pelas experiências de exclusão. Diante dela, tente observar fatos atuais, em vez de assumir que o passado está se repetindo.
Curar-se, nesse contexto, não é nunca mais sentir ansiedade. É deixar de organizar sua vida em torno dela, confiar mais na própria percepção e não precisar mudar sua personalidade para merecer espaço entre as pessoas.
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Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico
Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico e fobia social,não estou conseguindo sair de casa sozinho mais,e não consigo fazer terapia online já comecei a tomar os medicamentos mais as pesquisas sobre os sintomas agravaram meu caso,está muito difícil pra mim,as pesquisas excessivas acabaram com meu psicológico, preciso sair dessa e voltar a ter uma vida normal,como reverter as ideias negativas lidas nas pesquisas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode acontecer quando a pesquisa deixa de ser uma busca por informação e se transforma numa tentativa de obter certeza e alívio. Você lê sobre um sintoma, fica em alerta, começa a se observar, sente mais ansiedade e volta a pesquisar. O alívio momentâneo reforça o hábito, mas o medo retorna ainda maior.
As informações lidas não definem seu diagnóstico nem determinam seu futuro. Em vez de tentar “apagar” cada ideia negativa, procure parar de investigá-la. Quando ela aparecer, responda: “minha ansiedade está repetindo algo que li; não preciso verificar se é verdade agora”. Evite temporariamente pesquisas, fóruns, testes e vídeos sobre sintomas. Você pode utilizar bloqueadores no celular ou pedir ajuda a alguém próximo.
Como já existe dificuldade importante para sair de casa, não tente enfrentar tudo sozinho nem espere ter coragem suficiente. Escolha um primeiro passo pequeno, como permanecer alguns minutos na porta ou caminhar acompanhado até um local próximo. Esse enfrentamento precisa ser gradual e, preferencialmente, orientado por um profissional.
Peça que uma pessoa de confiança o acompanhe a uma consulta presencial com seu psiquiatra, psicólogo, UBS ou CAPS. Conte exatamente que houve piora da evitação e mantenha a medicação conforme a prescrição até nova orientação.
Isso pode ser revertido, mas o caminho não é pesquisar até se sentir seguro: é aprender, aos poucos, a viver sem responder a cada ameaça produzida pela ansiedade.
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Dormir com a mão do t-rex significa algum transtorno? Ou algum problema?
Dormir com a mão do t-rex significa algum transtorno? Ou algum problema?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Dormir com as mãos dobradas ou próximas ao peito, na posição que ficou conhecida nas redes sociais como “mão de T-Rex”, não indica, por si só, nenhum transtorno.
Essa posição pode simplesmente ser confortável ou habitual. Apesar de aparecer frequentemente na internet associada a autismo ou TDAH, nenhum desses diagnósticos é feito pela maneira como alguém posiciona as mãos enquanto dorme. Para avaliar essas condições, é necessário observar um conjunto muito mais amplo de características, presentes ao longo da vida e com impacto no funcionamento.
O principal ponto de atenção seria físico. Se você costuma acordar com as mãos dormentes, formigando, doloridas ou com perda de força, vale procurar um médico, pois algumas compressões nervosas podem produzir sintomas durante a noite. Na síndrome do túnel do carpo, por exemplo, dormência e formigamento frequentemente aparecem inicialmente no período noturno.
Se você dorme dessa maneira, acorda normalmente e não sente nenhum desconforto, não há necessidade de interpretar essa posição como sinal de doença.
E, se a dúvida surgiu porque você reconhece em si várias outras características de autismo ou TDAH, vale buscar uma avaliação adequada em vez de tentar chegar a uma conclusão a partir de comportamentos isolados vistos nas redes sociais.
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Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom
Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
A terapia pode me ajudar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve parece ter formado um ciclo: num momento difícil, você pesquisa para entender ou controlar o que sente; depois passa a observar intensamente o corpo, teme ter uma crise e evita sair. O isolamento reduz a ansiedade naquele momento, mas ensina à mente que permanecer em casa foi o que evitou o perigo. Assim, a próxima saída parece ainda mais ameaçadora.
Pesquisar sintomas pode, portanto, dificultar o tratamento quando funciona como uma busca repetitiva por certeza. Isso não significa que você tenha causado um dano irreversível ou que todas as informações lidas sejam verdadeiras no seu caso.
Procure suspender fóruns, testes e vídeos sobre transtornos. Quando sentir vontade de pesquisar, experimente dizer: “estou ansioso e procurando uma garantia; vou deixar essa dúvida sem resposta por enquanto”. Evite também ficar verificando continuamente se está prestes a ter uma crise.
A TCC pode te ajudar a modificar esse ciclo e a retomar as saídas de maneira gradual, começando por situações menores, sem esperar que toda a ansiedade desapareça. A exposição planejada é utilizada no tratamento do pânico e da ansiedade social.
O escitalopram geralmente não produz seu efeito completo imediatamente. Mantenha o acompanhamento médico e relate a ausência de melhora, o isolamento e qualquer efeito adverso, sem modificar a medicação sozinho.
É possível recuperar sua autonomia. O caminho não é alcançar certeza de que nunca terá uma crise, mas aprender que você consegue atravessar a ansiedade sem organizar toda a vida em torno dela.
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Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus
Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Perder o prazer pela leitura e sentir que não consegue sustentar o foco pode ser bastante frustrante, especialmente quando essa atividade já foi importante para você. Isso não significa que sua capacidade desapareceu ou que você simplesmente se tornou improdutivo.
Pode existir um ciclo: você tenta estudar, percebe dificuldade, sente tédio, ansiedade ou frustração e procura uma rede social para obter alívio rápido. Depois, sente culpa pelo tempo perdido e retorna à tarefa com ainda mais pressão. Quanto maior a cobrança, mais pesada a leitura pode parecer.
Em vez de esperar vontade ou concentração perfeita, comece com metas pequenas. Escolha um texto específico, deixe o celular fora do alcance e permaneça na atividade durante dez minutos. Mesmo que sua mente se distraia, volte ao ponto em que parou. Após alguns dias, aumente o tempo gradualmente.
Organize também o acesso às redes: desative notificações, retire os aplicativos da tela inicial e defina momentos previamente escolhidos para utilizá-los. A intenção não é proibir, mas recuperar a possibilidade de escolher quando acessar.
Considere ainda se existem alterações no sono, ansiedade, desânimo, cansaço ou dificuldade de foco em outras áreas. Quando o problema persiste e prejudica significativamente a vida acadêmica, uma avaliação psicológica pode te ajudar a diferenciar hábito, sobrecarga emocional e outras possíveis condições.
Seu foco pode ser treinado novamente, mas costuma retornar por meio de constância e metas realistas, não de autocobrança.
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A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racion
A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racionar direito e tô tendo muita ansiedade, não consigo conversar mais com as pessoas e também não sinto vontade, sinto que as pessoas não me querem por perto e que me odeiam, na escola eu só consigo chorar pelo jeito que eu estou porque tá afetando o meu relacionamento, eu não consigo conversar mais com o meu namorado, sinto que ele vai me deixar a qualquer momento e começo a ter muita ansiedade, e não tô conversando muito com ele mais por causa disso, eu me sinto vazia, não consigo achar graça de memes, entender vídeos, ter opinião própria, eu sinto que só estou vegetando, sinto que me perdi de mim mesma, e coisas que eu sabia antes eu esqueci, não consigo nem fazer contas fáceis de cabeça mais, e só sinto vontade de ficar deitada na minha cama pra sempre, choro o tempo todo, e tô muito sensível também, qualquer coisa que me falam eu choro, e não consigo mais discutir com ninguém, não tenho energia pra isso, só aceito tudo. Quero saber oque eu posso ter, eu posso estar com depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Seu relato apresenta vários sinais compatíveis com depressão e ansiedade, como choro frequente, perda de interesse, vazio, baixa energia, isolamento, medo de abandono e dificuldade para se concentrar, recordar informações ou tomar decisões. A depressão pode afetar não apenas o humor, mas também a forma de pensar e realizar atividades cotidianas.
Isso, porém, não confirma sozinho um diagnóstico. Como a mudança foi intensa, dura aproximadamente dois meses e está prejudicando escola, relacionamento e tarefas simples, procure avaliação o quanto antes. Um psicólogo pode compreender seu sofrimento e iniciar o acompanhamento; um psiquiatra ou médico também deve avaliar os lapsos de memória e excluir fatores físicos, alterações do sono, medicamentos ou outras possíveis causas.
A sensação de que todos a odeiam ou não a querem por perto pode estar sendo influenciada pelo seu estado emocional. Ela precisa ser acolhida e investigada, mas não deve ser automaticamente tomada como prova do que as pessoas realmente sentem.
Conte hoje a alguém de confiança exatamente como você está, usando inclusive o texto que escreveu aqui. Peça ajuda para marcar o atendimento e não se isole.
Você não está apenas “vegetando”: está apresentando um sofrimento importante que merece cuidado e tem tratamento.
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Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins
Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins de semana. Nos últimos dias passamos quatro dias seguidos juntos: viajamos, cozinhamos, dormimos juntos e aproveitamos muito a companhia um do outro. Foi uma experiência muito especial, porque pudemos viver um pouco da rotina como casal.
Hoje precisei voltar para casa e, desde que cheguei, estou com uma sensação de vazio e uma vontade de chorar. Não aconteceu nenhuma briga, não existe nenhum problema entre nós e também não tenho problemas em casa nem estou infeliz com a minha família. Pelo contrário, gosto muito de estar em casa e tenho uma boa convivência com a minha família.
As despedidas dos fins de semana normalmente já me deixam um pouco tristinha e com saudade, mas a despedida de hoje foi diferente. Depois desses quatro dias juntos, senti uma tristeza muito maior, um vazio que eu não esperava sentir. Não é medo de perder o relacionamento, nem insegurança. É simplesmente uma saudade muito intensa da companhia dele. Sinto falta de dividir a rotina, acordar juntos, cozinhar, conversar e terminar o dia ao lado dele.
Isso é normal? É comum sentir essa tristeza tão forte depois de passar vários dias tão felizes com a pessoa que amo, mesmo sabendo que nosso relacionamento está bem?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é comum sentir uma tristeza mais intensa depois de passar vários dias muito próximos de alguém que amamos. Durante esses quatro dias, vocês não tiveram apenas encontros: compartilharam uma pequena rotina, com sono, refeições, conversas e momentos cotidianos. Quando isso termina, a ausência pode ser percebida de forma mais forte do que após um fim de semana comum.
Essa sensação de vazio não significa que você esteja infeliz em casa, que dependa dele para viver ou que exista algo errado no relacionamento. Muitas vezes, ela representa apenas o contraste entre uma experiência afetiva muito intensa e o retorno repentino à rotina individual.
Também é possível sentir tristeza justamente porque algo foi muito bom. A saudade não apaga a felicidade vivida; ela mostra que aquela convivência teve significado para você.
Nas próximas horas, procure não interpretar o choro como sinal de que algo está errado. Retome aos poucos suas atividades, converse com ele de forma natural e permita que o corpo se readapte à separação. Planejar o próximo encontro pode trazer conforto, desde que sua vida não fique paralisada até lá.
Observe apenas se essa reação começa a durar muitos dias, impede seus compromissos ou faz você sentir que não consegue ficar bem sem a presença dele. Nesse caso, valeria compreender melhor essa intensidade. Pelo que relatou, porém, parece uma saudade forte e legítima após uma experiência de proximidade muito especial.
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Olá, tudo bem? Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso in
Olá, tudo bem?
Como sei se estou fazendo "transferência" pra minha psicóloga, ou gostando e tenso interesse amoroso/sexual por ela mesmo?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não existe um teste capaz de separar completamente “transferência” de “interesse verdadeiro”. O sentimento que você experimenta é real; a questão terapêutica é compreender como ele foi construído e o que essa relação representa para você.
A transferência acontece quando necessidades, expectativas e formas de se vincular desenvolvidas em outras relações aparecem no contato com o terapeuta. Como a psicóloga oferece escuta, atenção, acolhimento e segurança, é possível sentir admiração, desejo, ciúme ou vontade de ter maior proximidade. Isso é mais comum do que muitas pessoas imaginam e não significa que você esteja fazendo algo errado.
Ao mesmo tempo, você conhece principalmente a versão profissional dela, dentro de um espaço organizado para cuidar das suas necessidades. Por isso, talvez seja difícil avaliar como seria uma relação fora da terapia ou separar a pessoa real daquilo que ela simboliza emocionalmente.
O mais importante é levar esse sentimento para a sessão. Você pode dizer simplesmente: “Percebi que estou sentindo atração e tenho vergonha de falar sobre isso”. Uma psicóloga preparada deve acolher, explorar o significado dessa experiência e preservar os limites profissionais.
O objetivo não é convencer você de que o sentimento é falso, mas compreender o que ele revela sobre intimidade, carência, desejo, segurança e seus padrões de relacionamento. Trabalhado com ética, esse tema pode se tornar uma parte muito valiosa da terapia.
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Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, ma
Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, mas quando tentamos algo mais íntimo, meus traumas tomam conta e eu choro e fico com medo(fui abusada com 5 anos e com 11 anos). Eu não sei o que fazer, sóbria eu fico mal, bêbada eu fico pior, pois eu tenho crises de pânico e vejo meus abusadores e começo a ter memórias dos abusos, não quero que meu namorado tenha uma namorada defeituosa. O que eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você não é defeituosa. Seu corpo parece reagir à intimidade como se ainda precisasse se proteger do perigo vivido na infância. Flashbacks, pânico, medo intenso, culpa e sensação de reviver o abuso podem ocorrer após experiências traumáticas, inclusive muitos anos depois. Somente uma avaliação poderá definir o quadro, mas essas reações não significam que você não ame seu namorado ou que seja incapaz de viver uma relação saudável.
Quando isso acontecer, interrompa a aproximação. Mantenha os olhos abertos, perceba onde está, coloque os pés no chão e diga para si mesma informações do presente, como sua idade, o lugar em que está e quem está com você. Não se force a continuar para agradá-lo ou para “vencer o trauma”.
Converse com seu namorado em um momento tranquilo. Explique que ele pode ajudar respeitando imediatamente seus limites, evitando surpresas e perguntando antes de cada avanço. Ele pode ser uma presença segura, mas não deve assumir a responsabilidade de tratar seu trauma.
Não utilize álcool para tentar suportar a intimidade, especialmente porque você já percebeu que ele intensifica suas crises.
Procure um psicólogo com experiência específica em abuso sexual e tratamento do trauma. TCC focada no trauma e EMDR estão entre as possibilidades terapêuticas. O processo deve respeitar seu ritmo e começar pela segurança, não pela obrigação de relatar tudo de uma vez. É possível recuperar gradualmente a sensação de escolha, controle e tranquilidade sobre o próprio corpo.
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Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sen
Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sentir este desejo já nos meus 11/12 anos de idade. Desde então venho tentando lidar com o fato de nunca ter me relacionado com alguém profundamente e isso me deixa bastante triste às vezes. Não quero soar fútil, mas é algo que tem me trazido angústia genuína e não tenho sabido lidar com isso. Estou ficando preocupado pois tenho 25 e, como adulto, eu já deveria ter a resposta pra isso. Sei que tenho que focar em mim mesmo e me amar antes de qualquer coisa, contudo... Eu me sinto vulnerável e gostaria de estar num relacionamento que me proporcipnasse a experiência de partilha de vida. Eu já vivi alguns um tanto quanto superficiais e, em nenhum deles, senti que era a pessoa certa. Eu ainda estou buscando contruir uma carreira, estabilidade, felicidade... Mas será que eu tenho que esperar que minha vida fique estável para enfim procurar alguém? Eu deveria procurar por uma pessoa? Quando serei feliz? Estas coisas passam pela minha cabeça e eu não sei como lidar com todas elas.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O desejo de dividir a vida com alguém não é superficial. Querer intimidade, companheirismo e uma relação em que você se sinta verdadeiramente conhecido é uma necessidade afetiva legítima.
Aos 25 anos, você não está atrasado e não deveria necessariamente ter uma resposta pronta. Essa cobrança pode fazer com que a ausência de um relacionamento pareça uma prova de fracasso, quando, na verdade, vínculos profundos não seguem um prazo definido.
Você não precisa esperar que sua vida fique completamente estável para conhecer alguém. Relacionamentos são construídos enquanto as pessoas também estão formando carreira, aprendendo sobre si mesmas e atravessando incertezas. Ao mesmo tempo, uma relação não consegue garantir felicidade contínua nem resolver sozinha sentimentos de vazio ou insegurança.
É possível procurar por conexão sem agir com desespero. Isso significa criar oportunidades para conhecer pessoas, mostrar-se de forma mais autêntica e observar se existe reciprocidade, sem tentar transformar cada encontro na resposta definitiva para sua vida.
Também vale refletir sobre o que tornou suas relações anteriores superficiais: dificuldade de se abrir, pouca compatibilidade, medo de rejeição ou expectativa de sentir rapidamente que encontrou “a pessoa certa”.
A psicoterapia pode te ajudar a lidar com a solidão sem negar seu desejo de amar e a construir vínculos com mais segurança. Você não precisa escolher entre desenvolver sua vida e viver uma relação; as duas coisas podem acontecer juntas.
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Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?
Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não existe um teste simples que determine se você está “rejeitando” o bebê. É possível não ter aceitado completamente a gravidez, sentir medo das mudanças ou ainda não perceber uma conexão emocional com ele. Sentimentos ambivalentes podem fazer parte da gestação e não significam que você será uma mãe ruim.
Uma diferença importante está entre o que você sente e como consegue agir. Mesmo com dúvidas ou pouca conexão, você pode continuar fazendo o pré-natal e cuidando da sua saúde. O vínculo não precisa surgir imediatamente; para algumas pessoas, ele é construído durante a gravidez e, para outras, somente após o nascimento.
Tente observar o que acompanha esse distanciamento. Você está apenas assustada e assimilando a nova realidade ou permanece triste, sem esperança, muito culpada, irritada, ansiosa ou sem interesse pelas atividades? Quando esses sintomas duram semanas ou prejudicam o autocuidado e a rotina, é importante investigar depressão ou ansiedade na gestação.
Converse com seu obstetra e considere iniciar acompanhamento com um psicólogo que trabalhe com gestação e saúde mental perinatal. O objetivo não será obrigá-la a sentir amor, mas oferecer um espaço seguro para compreender seus medos e necessidades.
Caso surjam pensamentos de morrer, machucar a si mesma ou provocar algum dano à gestação, procure atendimento de urgência imediatamente. Existe tratamento, e buscar ajuda também é uma forma de cuidado com você e com o bebê.
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Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Depois de viver uma depressão, é comum sentir que ela permanece “à espreita”, principalmente quando acontece algo ruim. Mas isso não significa que qualquer tristeza levará inevitavelmente a uma recaída.
Acontecimentos difíceis podem reativar alguns padrões ligados ao episódio anterior. A pessoa pode voltar a se isolar, dormir mal, abandonar atividades, perder a rotina e interpretar o que aconteceu de forma mais negativa, pensando que não conseguirá lidar ou que nada vai melhorar. Esses comportamentos e pensamentos podem alimentar o desânimo e aumentar a vulnerabilidade.
Ao mesmo tempo, sofrer após uma perda, conflito ou frustração é uma reação humana. A diferença está na duração, na intensidade e no impacto. Quando a tristeza se mantém por semanas, vem acompanhada de perda de interesse, desesperança, dificuldade importante para funcionar ou alterações marcantes no sono e no apetite, é indicado buscar avaliação.
O medo da recaída também pode confundir. Às vezes, a pessoa percebe uma queda no humor e pensa imediatamente: “a depressão voltou”, o que aumenta a ansiedade e a sensação de impotência.
Ter histórico de depressão exige atenção, não condenação. Aprender seus sinais iniciais, manter acompanhamento e agir rapidamente diante de mudanças persistentes pode reduzir bastante o risco de agravamento. A psicoterapia pode te ajudar a atravessar momentos difíceis sem tratar cada sofrimento como o início inevitável de um novo episódio.
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Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo
Passei um inferno em um antigo trabalho por 3 anos e minha mãe não acreditou no que eu disse dizendo que eu tinha mania de perseguição, que estava exagerando, etc. Fiquei tão mal que no trabalho quase desmaiei e tive problemas de estômago. Saí dele recentemente e ainda tenho sentimento de abandono e traição e concluo com isso que a maioria das pessoas não prestam e são falsas. Como lidar com o sentimento de abandono e traição vindo da mãe?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você não está lidando apenas com o que aconteceu no trabalho. Também está sofrendo porque, num momento em que precisava ser acreditada e protegida, sua mãe questionou sua percepção. Essa invalidação pode deixar uma ferida profunda: “se nem ela ficou do meu lado, não posso contar com ninguém”.
A ideia de que as pessoas são falsas ou não prestam pode ter surgido como uma forma de evitar novas decepções. Ela oferece uma sensação de proteção, mas transforma uma experiência real de traição numa regra sobre todas as relações. O caminho não é obrigar-se a confiar, e sim aprender a observar cada pessoa pelas atitudes, pela consistência e pelo respeito aos seus limites.
Também pode existir um luto pela mãe que você gostaria que ela tivesse sido naquela situação. Elaborar isso inclui reconhecer: você precisava de acolhimento e não recebeu. Essa ausência foi dolorosa, mas não invalida o que viveu nem significa que você tenha exagerado.
Caso queira conversar com ela, fale sobre o efeito da resposta dela, sem depender de que concorde com toda a sua versão. E, se ela continuar desqualificando seus sentimentos, estabelecer limites pode ser necessário.
A psicoterapia pode te ajudar a recuperar confiança na própria percepção, trabalhar a raiva e o abandono e construir relações em que a segurança seja baseada em evidências, não em confiança cega. O objetivo não é esquecer o que aconteceu, mas impedir que essa experiência defina todas as pessoas e todos os vínculos futuros.
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Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo
Sou muito impulsivo, sou viciado em livro/curso e isso tem atrapalhado meu trabalho pois nao consigo ficar o tempo necessario trsbalhando, sempre me distraio com conteúdos/perfeccionismo. A TCC ou psicoterapia podem me ajudar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a TCC pode ser adequada para esse tipo de dificuldade. Às vezes, consumir livros e cursos parece uma atividade produtiva, mas pode funcionar como uma forma de evitar a parte mais desconfortável: executar, correr o risco de errar e finalizar algo que talvez não fique perfeito.
O ciclo pode acontecer assim: surge uma tarefa importante, você sente insegurança, tédio ou pressão, procura um novo conteúdo e experimenta alívio ou entusiasmo. Depois, percebe que não trabalhou o necessário, sente culpa e acredita que precisa aprender ainda mais para conseguir fazer melhor. Dessa forma, o estudo deixa de apoiar o trabalho e passa a competir com ele.
Não é possível afirmar apenas pelo relato que exista um vício. Uma avaliação pode investigar impulsividade, ansiedade, perfeccionismo, TDAH, alterações de humor e o impacto real desse comportamento na sua rotina e nas finanças.
Na TCC, você pode aprender a identificar os gatilhos, questionar pensamentos como “ainda não estou preparado” e criar regras concretas, por exemplo: estudar somente depois de cumprir determinado período de trabalho, limitar cursos simultâneos e registrar novas ideias sem acessá-las imediatamente.
O objetivo não é abandonar o interesse por conhecimento, mas recuperar a escolha sobre quando estudar e quando produzir. A psicoterapia pode te ajudar a tolerar a imperfeição, sustentar o foco e transformar aprendizado em comportamento efetivo.
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Repetir uma pequena frase ou uma palavra por algumas dezenas de minutos tem mesmo efeito relaxamento
Repetir uma pequena frase ou uma palavra por algumas dezenas de minutos tem mesmo efeito relaxamento e calmante na mente e faz alterar as ondas cerebrais rápidas para as mais lentas?
Mas pode ser verbalmente? Ou funciona melhor se for Mentalmente
Muito obrigado psicólogos do Doctoralia tomara que me respondamRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, repetir uma palavra ou uma frase pode produzir uma sensação de calma. Isso acontece principalmente porque a repetição organiza a atenção, reduz momentaneamente a dispersão e, quando realizada lentamente, pode favorecer uma respiração mais ritmada. Há estudos que encontraram mudanças em padrões de atividade cerebral e redução da atividade de redes relacionadas à divagação mental durante práticas repetitivas. Entretanto, não devemos interpretar isso como um botão que transforma automaticamente “ondas rápidas” em “ondas lentas”. A atividade cerebral é mais complexa e os achados variam entre pessoas e métodos.
Pode ser verbal ou mental. Em voz baixa, a própria fala pode ajudar a diminuir o ritmo da respiração; mentalmente, funciona como uma âncora silenciosa. Não existe evidência suficiente para afirmar que uma forma seja sempre melhor. Escolha aquela que parecer mais confortável.
Experimente por cinco minutos: sente-se de maneira confortável, repita lentamente uma frase curta e deixe a expiração acontecer sem pressa. Quando outros pensamentos surgirem, não tente expulsá-los; apenas volte à frase. O objetivo é treinar o retorno da atenção, e não deixar a mente completamente vazia.
Também observe a função da repetição. Se ela for usada de forma flexível para relaxar, pode ser útil. Mas, se você sentir obrigação de repetir dezenas de vezes, até “ficar certo” ou para neutralizar pensamentos e prevenir acontecimentos, isso pode se aproximar de uma compulsão e merece avaliação psicológica.
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Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso faz
Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso fazer nessa situação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Tentar trabalhar enquanto a mente parece estar em várias tarefas ao mesmo tempo pode ser bastante desgastante. Dificuldade de concentração, agitação e pensamento acelerado podem estar relacionados à ansiedade, sobrecarga, sono insuficiente, esgotamento ou outras condições. Por isso, o primeiro cuidado é não concluir sozinho que se trata de um diagnóstico específico.
Durante o trabalho, escolha uma única tarefa e transforme-a no menor passo possível. Anote as outras preocupações em um papel para retomá-las depois, reduza notificações e faça pausas breves antes de chegar à exaustão. Observe também se os sintomas pioram após noites mal dormidas, uso excessivo de café ou períodos de maior pressão.
Quando perceber que está acelerando, tente soltar o ar lentamente algumas vezes e perguntar: “Qual é apenas a próxima ação que preciso realizar?”. O objetivo não é esvaziar completamente a mente, mas evitar tentar responder a todos os pensamentos ao mesmo tempo.
Se isso ocorre com frequência, está prejudicando seu desempenho ou também aparece fora do trabalho, procure um psicólogo ou psiquiatra para uma avaliação mais ampla. Leve informações sobre início, frequência, sono, humor, uso de substâncias e medicamentos.
Caso os pensamentos acelerados venham com pouca necessidade de dormir, energia muito acima do habitual, impulsividade, irritação ou euforia intensa, procure avaliação psiquiátrica com maior brevidade. Esses sinais precisam ser diferenciados de ansiedade e estresse.
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Tenho 19 anos e, há cerca de 1 mês e meio, comecei a ter episódios diários (cerca de 4–5 vezes por d
Tenho 19 anos e, há cerca de 1 mês e meio, comecei a ter episódios diários (cerca de 4–5 vezes por dia) em que surgem “flashes” muito rápidos e involuntários de tragédias, acidentes, assassinatos ou mortes envolvendo pessoas ao meu redor ou, às vezes, eu mesmo. Eles aparecem do nada, em qualquer lugar (rua, trabalho, casa), duram apenas alguns segundos e, enquanto acontecem, fico totalmente focado neles, como se estivesse vendo mentalmente a cena. Só percebo que foi um pensamento depois que acaba. Às vezes paro o que estou fazendo e, em algumas situações, acabo conferindo ou fazendo algo simples para evitar que aquilo possa acontecer (por exemplo, trancar a porta antes de dormir), porque fico com a sensação de “e se acontecer?”.
Além disso, quando eu era criança (menos de 10 anos), tive episódios em que, acordado, via uma “bola gigante”, via espinhos na parede e sentia uma sensação muito estranha de estar preso ou pressionado, como se meu corpo estivesse sem espaço. Às vezes eu levantava desesperado, andava em círculos e chamava minha mãe porque aquilo parecia muito real. Esses episódios desapareceram. Por volta dos 12–14 anos, passei por uma fase em que tinha uma sensação constante de que seria morto ou assassinado a qualquer momento. Isso também passou. Há cerca de 6 meses, a sensação de pressão e a “bola gigante” voltaram 1 a 3 vezes e desapareceram novamente.
Recentemente também tive um sonho extremamente realista em que levei um tiro na região do pescoço/cabeça, caí no chão, minha visão ficou muito prejudicada (como um clarão), tentei pedir socorro e acordei muito assustado.
Gostaria de saber que tipo de condição ou investigação poderia explicar esse conjunto de sintomas e qual profissional seria o mais indicado para avaliar esse caso.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Seu relato merece uma avaliação presencial cuidadosa, mas não permite concluir um diagnóstico pela internet. É possível, inclusive, que os sintomas atuais e as experiências perceptivas antigas tenham explicações diferentes.
Os “flashes” atuais podem se aproximar de imagens intrusivas relacionadas a danos. Quando surge a cena, aparece o medo de que ela possa acontecer e você realiza uma verificação para se sentir seguro. Esse funcionamento pode ocorrer no TOC: a obsessão gera ansiedade e a compulsão traz alívio temporário, fortalecendo posteriormente a necessidade de conferir. Ter essas imagens não significa desejar ou prever as tragédias.
Já a percepção de uma “bola gigante”, dos espinhos e da sensação de alteração no espaço ou no corpo lembra distorções perceptivas descritas em fenômenos como a Síndrome de Alice no País das Maravilhas. Isso não é uma conclusão diagnóstica e pode estar associado a causas distintas, inclusive enxaqueca ou condições neurológicas, que precisam ser investigadas.
Comece marcando uma avaliação com um psiquiatra, devido à frequência diária e ao sofrimento atual. Também procure um neurologista e leve todo esse histórico. Dependendo da avaliação, podem ser considerados exame neurológico, eletroencefalograma, exames de imagem ou outras investigações, mas somente os profissionais poderão definir sua necessidade.
Registre os episódios e evite aumentar as verificações. Procure atendimento urgente se ocorrer perda de consciência, convulsão, confusão intensa, alteração súbita de força, fala ou visão, ou pensamentos de se machucar.
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Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento. Há alguns anos comet
Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento.
Há alguns anos cometi uma infidelidade com uma pessoa do meu passado. Meu companheiro me perdoou e seguimos juntos, mas eu nunca consegui me perdoar.
Recentemente imaginei como minha vida poderia ter sido se eu tivesse ficado com essa pessoa. Foi apenas um pensamento hipotético, e logo pensei que sou feliz no meu relacionamento atual. Mesmo assim, senti uma culpa muito intensa, como se esse pensamento significasse que fiz algo errado novamente.
Esse tipo de pensamento pode ser uma manifestação do TOC ou pode indicar que ainda tenho algum sentimento por essa pessoa? Como lidar com essa culpa?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É possível que o TOC esteja amplificando a importância desse pensamento, mas não seria adequado concluir, apenas por ele, se você ainda sente algo pela pessoa do passado. Imaginar como a vida poderia ter sido é uma experiência mental possível para qualquer pessoa; pensamento, desejo, intenção e ação não são a mesma coisa.
No TOC, a dificuldade frequentemente está menos no conteúdo inicial e mais no que acontece depois. Você pode interpretar o pensamento como uma nova traição, sentir culpa intensa e começar a verificar seus sentimentos: “E se eu ainda gostar?”, “E se isso provar que não amo meu companheiro?”. Revisar memórias, comparar relações, analisar repetidamente ou buscar garantias pode funcionar como compulsão, trazendo alívio breve e fortalecendo a dúvida depois.
Também é importante separar duas experiências. Você pode reconhecer que cometeu uma infidelidade no passado, assumir responsabilidade e aprender com isso. Mas a culpa obsessiva exige uma certeza e uma punição intermináveis, como se você precisasse provar continuamente que é uma boa pessoa.
Quando a dúvida surgir, tente não resolver imediatamente o que ela “significa”. Uma resposta possível seria: “Talvez esse pensamento tenha ou não algum significado; não vou realizar essa investigação agora”. Essa postura não é indiferença, mas treino de tolerância à incerteza.
Leve esse tema ao profissional que acompanha seu TOC. A TCC com Exposição e Prevenção de Resposta pode ajudar a enfrentar a culpa e a dúvida sem realizar os rituais mentais que mantêm o ciclo.
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Perguntas frequentes
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Ouvir vozes dentro da cabeça caracteriza alucinaçõses no transtorno esquizoafetivo? Junto com oscila
Esse fenômeno se chama na verdade pseudoalucinações. São vozes dentro da…