Perguntas do paciente (152)
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Vale a pena um adulto ir atrás de diagnóstico de autismo? Sou considerada esquisita desde criança pe
Vale a pena um adulto ir atrás de diagnóstico de autismo? Sou considerada esquisita desde criança pelos meus familiares e pessoas próximas, e sempre vivi assim a gente se acostuma com a indiferença dos outros, desconfio do autismo, mas muda alguma coisa na vida de um adulto ter um diagnóstico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Esse é um tema bastante sensível a meu ver. Isso, porque o que orienta o psicólogo em sua práxis não é exclusivamente o diagnóstico, no sentido do senso comum, esse mais utilizado no discurso médico. Entendo que você procura encontrar a verdade sobre seu sofrimento, e nesse sentido, um rótulo aplaca de algum modo as incertezas. Contudo, uma análise é guiada pelos sintomas que emergem, pelas manifestações inconscientes que surgem. E isso é muito singular, pois a classificação, muitas vezes, pressupõe a exclusão da subjetividade. Assim, talvez fosse mais interessante compreender melhor suas sensações diante do modo como se percebe ou da forma como estabelece suas relações com os demais diante disso, pelo seu relato. Você não precisa passar por isso sozinha!
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Olá! Qual melhor terapia para ansiedade de desempenho ?
Olá! Qual melhor terapia para ansiedade de desempenho ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Claramente quando observamos uma questão que nos confunde ou domina, buscamos o melhor e mais eficiente método para solucioná-la. Desse modo, minha resposta mais objetiva seria a psicoterapia – independente da abordagem. Isso, porque podemos entender a ansiedade de desempenho como uma espécie de medo ou fobia de não estar apto a realizar determinada tarefa com a máxima competência ou obtendo os melhores resultados. E, assim, seria importante compreender a causa e os meios pelos quais isso se tornou uma questão, que se reatualiza no presente. Nesse sentido, possivelmente a psicoterapia poderia lhe fornecer uma escuta atenta que funciona como base para nossas transformações. Você não precisa passar por isso sozinho!
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Uma pessoa se considera hetero só se atrai por pessoas do gênero oposto mas já se apaixonou por algu
Uma pessoa se considera hetero só se atrai por pessoas do gênero oposto mas já se apaixonou por alguém do mesmo gênero no passado sem sentir nenhum tipo de atração ela deixa de ser hetero?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Cada pessoa desenvolve sua própria sexualidade ao longo da vida, influenciada inclusive por questões culturais, sociais e históricas. As manifestações são diversas, embora exista intensa pressão votada para a padronização – por diferentes meios como a família, escola, trabalho, religião ou governo. Ouso dizer que se existem no mundo aproximadamente 8 bilhões de pessoas, há também 8 bilhões de sexualidades distintas. Por isso, o caminho que percorre o seu desejo sexual, a sua libido, é algo extremamente subjetivo e mutável. Possuímos a capacidade de ter uma profunda atração emocional, afetiva ou sexual por sujeitos de gêneros diferentes, do mesmo gênero ou de mais de um gênero. A sexualidade é um oceano e não seria justo fazer dela um aquário!
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Os animais podem nos enviar mensagens espirituais? Estou desempregado e fui indicado para uma vaga
Os animais podem nos enviar mensagens espirituais?
Estou desempregado e fui indicado para uma vaga de emprego que praticamente era minha. No dia que recebi a indicação uma borboleta marrom escura entrou no meu quarto e ficou por uns minutos perto de mim (achei estranho porque nunca aconteceu). Desde o momento que recebi a mensagem da indicação para a vaga senti um certo desconforto e depois que fiz a entrevista o desconforto ficou pior. Decidi recusar a proposta e senti um alívio enorme. Uma paz interior e sensação de alegria. Meu emprego último foi uma experiência muito ruim. Fico pensando se esse episódio isso foi intuição prevendo que algo ruim ou medo inconsciente de arriscar o emprego?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que chamamos, comumente, de intuição, na verdade, está relacionado ao conhecimento imediato de algo ou alguém sem o uso da razão consciente. Ela pode ser realmente muito útil, pois leva em consideração nossas sensações e percepções intrínsecas, sem que haja racionalização. Contudo, algumas vezes é benéfico quando distinguimos intuição de projeção. Essa última está mais fortemente associada ao fato de localizarmos, nas coisas do mundo, nossos próprios desejos, qualidades ou afetos. Nesse sentido, talvez ajude observar se o modo como percebeu o significado dessa aparição em especial, não conversa, de certa maneira, com a sua própria história, com sua visão de mundo atual. Entende? E, possivelmente, uma ajuda especializada consegue facilitar esse processo. Espero ter ajudado!
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Preciso iniciar terapia mas tenho dúvidas em relação ao tipo de abordagem do psicólogo. Existe um ti
Preciso iniciar terapia mas tenho dúvidas em relação ao tipo de abordagem do psicólogo. Existe um tipo mais adequado para pessoas apáticas e dificuldades em socialização?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! São diversas as razões pelas quais escolhemos uma ou outra abordagem para guiar o nosso processo de psicoterapia. Contudo, não exatamente por conta da eficácia, mas sim, porque conversam mais com algo nosso. Entende? Assim, claramente faz diferença, que você entenda o perfil do profissional, que observe um pouco mais atentamente a linha que o guia, que tenha indicações, caso possível. Também ajuda saber qual o seu objetivo. Isso é algo muito importante, e me parece que você já desvendou, com bastante perceptibilidade. Por fim, talvez a questão com maior privilégio em todo esse contexto, seja o real estabelecimento da transferência entre você e seu analista. Esse vínculo genuíno que permite com que haja a reprodução – inconsciente – de padrões e comportamentos que desenvolvemos em situações anteriores da nossa história. E isso, é algo único, de cada encontro!
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Olá, sou jovem, 17 anos. Acho que tenho pensamentos intrusivos. Me deixa com raiva e com vontade de
Olá, sou jovem, 17 anos. Acho que tenho pensamentos intrusivos. Me deixa com raiva e com vontade de chorar, por causa de uma paixão não correspondida.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Quando estamos apaixonados é bastante comum que projetemos nossos sonhos e expectativas no outro. Fantasiamos situações e possibilidades como um vislumbre de futuro. Dessa maneira, quando nossas esperanças são frustradas - como quando temos um amor não correspondido – isso pode gerar alto grau de sofrimento e de angústia em nós. E, na juventude, por diversos fatores, isso pode vir a ocorrer ainda com maior intensidade, gerando pensamentos repetitivos e sentimentos considerados negativos, como a raiva e a tristeza - como consequência do que interpretamos como abandono ou rejeição. Não é uma situação simples, mas você não precisa passar por isso sozinho!
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É normal a transferência amorosa/afetiva? Me sinto muito agustiada e insegura de falar para a minha
É normal a transferência amorosa/afetiva? Me sinto muito agustiada e insegura de falar para a minha psicóloga e ela decidir romper o meu tratamento... Devo falar para ela?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A transferência, para a psicanálise, pode ser pensada como o deslocamento de sentidos e afetos atribuídos a pessoas do nosso passado, que retorna atualizado na relação paciente-terapeuta. Ela não apenas é importante, como fundamental para que aconteça o processo de análise. Contudo, quando isso evolui para o amor erótico, entendido por nós como uma paixão, pode ser benéfico que se leve o assunto para as sessões. Assim, será possível trabalhar as repetições nas dinâmicas de enamoramento que acontecem nas suas relações, aproveitando o acontecido como uma oportunidade de desenvolvimento pessoal. Espero ter ajudado!
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Ola! Uma dúvida. Pode um psicólogo fazer psicoterapia com a mãe e atender o filho, no caso uma crian
Ola! Uma dúvida. Pode um psicólogo fazer psicoterapia com a mãe e atender o filho, no caso uma criança separadamente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A resposta objetiva para sua questão é sim. É possível que o mesmo profissional faça o atendimento de diferentes membros da família – o que é uma pergunta interessante, porque realmente existem falas bastantes difundidas de que isso não poderia ser realizado. Contudo, nem tudo aquilo que pode ser feito é realmente apropriado. E, nesse sentido, cabe ao próprio psicólogo entender se os atendimentos mútuos influenciarão, de alguma maneira, nos sintomas a serem trabalhados. Além disso é necessário também que se analise, cuidadosamente, a pertinência de serem consultados pela mesma pessoa. Por exemplo, pode se tratar de um vínculo forte já bem estabelecido e isso o psicólogo poderá manejar. Contudo, cabe ponderar se há outras questões nas entrelinhas que resultem nessa escolha, influenciando na eficácia do tratamento. Cada situação é única e precisa ser avaliada assim!
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Minha filha está se comportando de maneira inadequada em casa e na escola, fica levantando a saia (s
Minha filha está se comportando de maneira inadequada em casa e na escola, fica levantando a saia (shorts saia) e mostrando para os colegas, e até se aproximando de maneira invasiva para mostrar o que está fazendo. Estou preocupada, pois não temos tais comportamentos em casa e tão pouco temos acessos a conteúdos do tipo. Isso é normal nessa idade? Como lidar com isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A fase do desenvolvimento em que ela se encontra influencia bastante nesse retorno. Contudo, a sexualidade infantil pode ser pensada como um processo de investigação e descoberta do próprio corpo, narcisicamente. O único a se beneficiar é a própria criança. E essa compreensão é necessária, pois nesse período é frequente que a criança não saiba ainda definir os limites que precisam ser delineados para sua própria proteção. Como ela não identificará de imediato que sua ação pode gerar desconforto nos outros, não deve ser punida por um comportamento culturalmente inapropriado, mas sim, ensinada. A reação dos cuidadores impactará consideravelmente no seu comportamento futuro em relação a aceitação de seu corpo, ao desenvolvimento de seu autoconceito e de sua autoestima. Portanto, é bastante indicado que ela perceba que existem espaços apropriados onde ela pode expressar seus desejos e curiosidades. Espero ter ajudado!
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Boa tarde Me casei ha 7 anos. Esse é meu segundo casamento. O primeiro durou 20 anos e terminei
Boa tarde
Me casei ha 7 anos. Esse é meu segundo casamento. O primeiro durou 20 anos e terminei porque meu ex marido me traia.
Sou uma advogada bem sucedida e meu marido atual apesar de trabalhar em uma boa empresa e ganhar relativamente bem, não vejo o dinheiro dele.
Eu pago 100% das despesas de casa: prestação da casa, conta de luz, água, empregada, mercado, seguro de carro, até roupas para ele sou eu que compro. Quando saímos para restaurantes, ele fica esperando eu puxar o cartão para pagar a conta.
O salário dele vai metade para pagar pensão, e a outra metade ele gasta com restaurante e atividades com os filhos quando eles saem. Ele não consegue dizer não para os filhos.
Todos os anos eu planejo viagens para a família toda. Já fomos para o Canadá 2 vezes, 3 vezes para Flórida, uma vez para o México, 1 vez para Natal, São Paulo e várias outras viagens curtas. As crianças nunca tinham viajado de avião na vida. Eu que tive que pagar pelos passaportes e vistos porque a mãe se recusou a tirar os passaportes.
Hoje descobri que os filhos dele me dão apelidos nos celulares. O menino me chama de “controladora do papai” e a menina me chama de bruxa louca.
Isso me magoou muito, porque já sao 7 anos que vivo com meu esposo, as crianças passam férias com a gente, eu levo eles nas viagens quando eu poderia perfeitamente viajar sozinha com os meus filhos biológicos.
Eu sei que esse apelidos vem da mãe deles, porém eles não tem a menor consideração e respeito por mim.
Outro dia fomos no shopping carreguei o cartão para eles brincarem com brinquedos tipo playland. Depois de gastar todos os créditos eles foram pegar doces por peso. Eu fiquei horrorizada com a quantidade. Cada um deles pegou 1 quilo de doces e eu reclamei. O menino replicou que o dinheiro era do pai dele e ele faz o que quer. Mau ele sabe que eu tenho que cobrir o cartão de crédito do pai, porque está sempre no vermelho.
Estou tão cansada. Meu marido eh carinhoso, fiel, companheiro, mas a situação financeira me deixa irritada. E para piorar o desrespeito dos meninos por mim foi a gota que faltava.
Eu havia agendado um Cruzeiro para Bahamas para agosto, mas estou decidida a cancelar.
Eu não sei o que fazer. Tenho 46 anos e de certa forma tenho vergonha por ter falhado 2 vezes nos casamentos. Não sei se devo lutar pelo meu casamento ou se devo reconhecer que eh um caso perdido.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! É bastante frustrante quando nos dedicamos tanto aos outros e não nos sentimos reconhecidos de alguma maneira. Me parece, pelo seu discurso, que há uma enorme e constante consideração sua não apenas pelo seu cônjuge, mas também pelos filhos dele, sem que haja o retorno esperado. Desse modo, existe um imenso investimento - não apenas financeiro, mas emocional - da sua parte. E isso nos revela uma das causas da sua sensação de luta para a manutenção dos vínculos, bem como do cansaço decorrente de toda essa situação. No entanto, quando o seu olhar e seu posicionamento se transformam, toda a conjuntura também costuma se adaptar. Nesse sentido, possivelmente a terapia poderia lhe fornecer uma escuta atenta que funciona como base para todas essas mudanças. Você não precisa passar por isso sozinha!
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Pais sem filhos, estranha separação. Na ótica dos Pais. Tudo acontece muito rápido e dolorido,
Pais sem filhos, estranha separação.
Na ótica dos Pais.
Tudo acontece muito rápido e dolorido, o tempo passa numa velocidade tão feroz que, os anos vão distanciando ainda mais o que antes era cotidiano e intenso. Veio a separação de forma inesperada para os filhos e ao mesmo tempo um grande choque se fez na mente deles, ainda mais quando a tendência da separação vem se arrastando com dores por muitos anos e estas dores são compartilhadas e acabam interferindo nos filhos que as absorve na mesma proporção que se encaminha a dissolução de fato.
Quando o distanciamento se faz, é muito complicado ter de volta uma aproximação esperada com os filhos, parece que se quebra algo e que este algo, não tem como "consertar" e, a opção por vezes é mútua pelo afastamento, afinal existem fatores influenciadores deste distanciar que partem dos pais que agora buscam refazer suas vidas e em outras dos filhos que se sentem numa gangorra de escolhas duras e complicadas e que, acabam tendenciando para aquele que se encontra no mesmo teto ou por algum outro motivo muito particular que só na cabeça deste filho(a) se sabe.
A ótica da dor pode ser muito maior e as questões psicológicas podem refletir imediatamente tanto nos pais, agora sem os filhos e nos filhos, agora com um pedaço de sua família distante e ausente, a ausência não se dá pelo querer de estar ausente, mas por conta de tantas variáveis, de tentativas de aproximações e pelo momento delicado, por vezes, observa-se que poderia ser mais dolorida a aproximação, do que o afastar propriamente e, nesta visão ainda conturbada achar que, o mais propício a ser feito é realmente se distanciar nisto, o tempo se mostra cruel, pois no despertar de um dia, percebe-se os anos que já se fizeram e, por mais que se tenha feito, o passar do tempo, não define as vidas e, parece que nada mudou ou que algo mudará.
Chega uma hora crítica em que a busca pela reaproximação é latente e, ocorre na mesma proporçao, as diversas tentativas frustradas, que irão com isto, acumular mais dores de ambos os lados, algumas destas dores proximas de serem esquecidas e outras novas que irão surgir neste meio tempo e tornará de forma inconsequente e quase fatídica, um novo distanciar que se apressa em tomar suas formas, pois as ausências enfraqueceram as vontades, tanto dos filhos, quanto dos pais, pois não se vislumbra um sinal de que as coisas irão tomar caminhos de reaproximação, porque o tempo da mesma forma que é rápido, em outras, nas horas de dor que temos pelos caminhos individuais, tanto para os filhos como para os pais é algo tão duradouro que nos remete à ter ainda mais vontade de tornar o afastamento algo definitivo e, isto se transborda em sentimentos de angustia, impotência e falta de soluçao, a reaproximação precipitada pode ser o desfecho de uma perda de contato ainda maior entre pais e filhos e que, deverão aguardar mais alguns anos para se recompor ou se perder em absoluto.
É uma linha bastante tênue e que, o dia a dia tanto dos pais quanto dos filhos deixa transcorrer por anos e por vezes insolúveis.
Como lidar não com este fato, mas sim com as expectativas ?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A ruptura do laço conjugal pode ser uma circunstância traumática para toda a família, dentre outros motivos por que expõe os envolvidos a indizíveis e prolongadas perdas. Dentre elas, podemos incluir, em determinadas situações, a ausência ou diminuição da intimidade e da cumplicidade. Desse modo, diante de tamanho sofrimento psíquico, e em meio a desorganização que geralmente se estabelece, o diálogo e as trocas podem progressivamente perder seu lugar, inclusive de maneira sintomática. Contudo, embora não se possa reestabelecer a dinâmica afetiva anterior ao rompimento, é possível criar - independente do tempo decorrido - possibilidades de vinculação e de afeto. Para tanto, uma análise pessoal pode auxiliar na detecção de possíveis gatilhos, no desenvolvimento de novas habilidades que visem a reconstrução das conexões e no manejo das expectativas. Caso seja preciso, peça ajuda!
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Como lidar com o sentimento de rejeição dos pais perante sua sexualidade? É possível ser feliz sem e
Como lidar com o sentimento de rejeição dos pais perante sua sexualidade? É possível ser feliz sem estas pessoas em sua vida?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Existe algo no imaginário coletivo que nos convida a acreditar que nossos pais deveriam ser amorosos e acolhedores com tudo o que nos constitui – e possivelmente esse é o esperado. Exatamente por isso, quando não somos compreendidos e aceitos como somos, a rejeição pode aparecer como um verdadeiro abandono, para muito além da frustração. E isso é realmente muito doloroso e sofrido. Nesse sentido, é necessário que nós mesmos busquemos abrigar tudo aquilo que somos. Que respeitemos nossa subjetividade e nossa singularidade. E que entendamos que o autoamor e o autoconhecimento são indispensáveis para encarar todas as nossas vivências e para lidar com as consequências das mesmas. Pensando nisso, talvez a psicoterapia pudesse te auxiliar nesse processo. Você não precisa passar por isso sozinho!
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Dormência nos dois braços e na cabeça (além de uma pressão nela), falta de ar, pode ser ansiedade?
Dormência nos dois braços e na cabeça (além de uma pressão nela), falta de ar, pode ser ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Em certos momentos, sim. Isso porque para além da mera expectativa, a ansiedade pode ser entendida como uma preocupação exagerada com futuros acontecimentos de tal modo que, determinadas vezes, acaba por distorcer a realidade. Quando esse sofrimento manifesto não é transformado e se torna muito agudo, pode haver a somatização do mesmo, ou seja, sua expressão através de sintomas no próprio corpo. Contudo, é possível desenvolver habilidades que nos auxiliem a lidar melhor com as circunstâncias mais apreensivas fazendo com que elas não nos afetem tanto. E, nesse sentido, um processo terapêutico pode auxiliar bastante, não apenas no reconhecimento de possíveis gatilhos, como no estímulo de ferramentas internas de enfrentamento. Espero ter ajudado!
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Não desejo me matar, mas gostaria de não existir, não tenho esperança, me sinto presa (não tenho e n
Não desejo me matar, mas gostaria de não existir, não tenho esperança, me sinto presa (não tenho e nem quero ter religiosidade), não vejo sentido em existir, acho que sou um fracasso e é tarde demais para deixar de ser. Mas não quero morrer, quero melhorar e deixar de me sentir assim só que não vejo como isso seria possível, já fiz tratamento para depressão, tomei medicamentos e fiz terapia, resolveu por um tempo e depois voltou pior. Existe algum jeito?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! É bastante perceptível em seu relato a angústia e o sofrimento pelo qual está passando e, sem dúvidas, são necessárias força e coragem para conseguir compartilhar tudo isso. Muitas vezes, o que nos parece uma vontade de não existir é, na verdade, o desejo de que a dor não persista. Você traz no seu discurso, por mais que pareça contraditório de início, uma energia de vida, de luta, inclusive repetidamente, para melhorar, para sobreviver e atravessar isso que retorna, que se repete. Nesse sentido, possivelmente um processo terapêutico poderia colocar luz na busca por esse sentido que você compartilha não ter no momento. Você não precisa passar por isso sozinha!
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Meu filho tem 3anos é está apresentando agressividade no colégio,que bater quando tomando os brinque
Meu filho tem 3anos é está apresentando agressividade no colégio,que bater quando tomando os brinquedos da criança,o que devo faze?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Em relação ao desenvolvimento socioemocional esperado para uma criança de 3 anos, é necessário que se observe que ela está exatamente na passagem de uma comunicação mais corporal para uma mais verbal. Nesse sentido, nessa faixa etária, enquanto algumas crianças já identificam as emoções básicas, fazendo menções aos afetos e sendo capazes de buscar um adulto quando algo as incomoda, outras ainda estão alcançando esse feito. Desse modo, não é infrequente que, diante de frustrações, elas chorem ou fiquem agressivas, pois ainda estão alargando sua capacidade de autorregulação. Contudo, também é durante essa etapa, que a criança costuma sair de um período mais autocentrado para a percepção de que existem outros, com desejos diferentes dos seus, ao seu redor. E essa transição nem sempre é fácil. Desse modo, talvez fosse benéfico buscar ajuda especializada para lhe orientar durante as mudanças. Espero ter ajudado!
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Boa noite, eu vou tentar falar algo que talvez possa ser um problema ou não, na verdade acho que é m
Boa noite, eu vou tentar falar algo que talvez possa ser um problema ou não, na verdade acho que é minha personalidade mesmo, eu não gosto de falar de meus problemas porque sempre resolvo sozinha, porém, vou falar sobre um assunto. Todo dia eu me estresso, todo ano eu falo que não vou me estressar que vai ser diferente mas não consigo todo dia é a mesma coisa, sou muito impaciente e gosto de resolver as coisas rápido principalmente se tratando de problemas, nunca deixo um problema sem solucionar, me cobro bastante e me irrito bastante comigo as vezes, eu não sou muito de falar sobre essas coisas porque acho desnecessário mas as pessoas do meu círculo de convivência insistem em dizer que posso ter ansiedade e blá blá blá não acho isso acho que é o meu jeito mesmo, eu nunca fui de ir em psicólogos, psiquiatras enfim fazer essas coisas, só vim aqui só mais porque as pessoas me irritam com essas cobranças bobas sobre eu ter que fazer terapia, e ir em psicólogos. Eu vindo aqui tenho a chance de ter alguma opinião profissional e aí o pessoa para de me importunar.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Realmente a escolha por percorrer um processo de análise é algo extremamente pessoal e, nesse sentido, não deve ser mandatório, nem mesmo quando há boas intenções intrínsecas nos conselhos fornecidos por seus amigos. No entanto, caso certa flexibilidade sobre o assunto fosse possível para você, possivelmente iria lhe auxiliar a ganhar novas perspectivas diante de comportamentos que se repetem, tal como descreve sua forma de agir rapidamente para resolver sozinha o que julga precisar ser solucionado. E não porque essa ação seja um problema em si, mas em decorrência do estresse, irritação e autocobrança que você compartilha em sua fala. Assim, seria bacana pensar que, não é porque você consegue dar conta sem ajuda que precisa fazer isso sozinha ou que não sofra, em algum grau, com as consequências dessa escolha. Espero ter ajudado!
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n consigo comer na frente das pessoas, fico desconfortável em lugares cheios, tenho vergonha de resp
n consigo comer na frente das pessoas, fico desconfortável em lugares cheios, tenho vergonha de responder presente na sala de aula, não gosto de sair no intervalo e tenho dificuldades em fazer amizades. Só tenho 15 anos, o que pode ser?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Talvez lhe traga algum tipo de conforto saber que na adolescência, não é incomum que tenhamos certa dificuldade ou resistência frente ao outro. Nesse período, estamos remodelando e fortalecendo nossa identidade e, por conta disso, a interação social e, por conseguinte, a nossa posição diante dos demais ganha um lugar privilegiado. Contudo, embora não seja algo infrequente, quando nos causa sofrimento, talvez seja benéfico procurar ajuda especializada para desenvolver ferramentas de enfrentamento ganhando perspectiva para o que nos aflige. Saiba seu limite!
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Bom dia, meu netinho tem 4 anos e não come frutas, legumes, carne nenhuma nem ovos, só quer comer ar
Bom dia, meu netinho tem 4 anos e não come frutas, legumes, carne nenhuma nem ovos, só quer comer arroz puro macarrão e o principal caldinho de feijão batido, e aí nos aproveitamos pra volocar os legumes e carne dentro quando insiste ele vomita. Já levamos no pedriatra na hidroquinologista, nutricionista não sabemos mas o que fazer.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A alimentação, para além da tarefa de nutrição, é um processo, aprendido e complexo, que depende não apenas de fatores físicos e orgânicos, como também de aspectos emocionais. Assim, um modelo integrativo de abordagem, que inclui profissionais de múltiplas áreas de atuação pode ser benéfico. E dentre eles, a presença do psicólogo auxilia não apenas no tratamento dos sintomas relacionados à criança, como também engloba a escuta sensível aos seus cuidadores, buscando minimizar suas angústias e fortalecendo estratégias familiares. Ainda nesse sentido, a intervenção precoce faz bastante diferença!
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Olá me chamo franciely e gostaria de entender porque tenho tanto medo de coisas que para jovens da m
Olá me chamo franciely e gostaria de entender porque tenho tanto medo de coisas que para jovens da minha idade de 24 anos parecer ser tolo, tenho horror de ficar sozinha em uma casa seja de noite ou dia, ou o escuro eu sinto que algo irá me pegar no escuro peço ajuda pois não sei oque fazer??
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Somos seres gregários e, quando jovens, temos ainda maior necessidade de pertencimento. Desse modo, não é incomum que a opinião dos demais sobre nossos pensamentos ou comportamentos tenham um peso significativo para nós. Contudo, seria positivo, apesar do que os outros avaliam como tolice, que você pudesse acolher todos os seus afetos, sem classificações ou julgamentos. Os sentimentos costumam nos dar pistas valiosas sobre nós mesmos e, ao invés de suprimidos, poderiam ser compreendidos, esmiuçados, interpretados. Caso seja do seu desejo, procure um profissional para lhe auxiliar nesse importante processo!
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Problemas na articulação de palavras, nervosismo, ansiedade e estresse, podem causar erros na hora d
Problemas na articulação de palavras, nervosismo, ansiedade e estresse, podem causar erros na hora da fala, depois de ler que alzheimer pode causar alteração na linguagem, desenvolvi medo de falar, medo de errar as palavras, ou trocar palavras e isso já aconteceu antes de ler sobre a doença, caso eu erre algo na pronúncia já fico assustado, tanto que quando vou falar minha voz sai trêmula, fico ofegante, a voz sai travada, embargada, e a boca não abre, como se tivesse tensionada, tô obcecado com essa idéia, queria saber se quem tem alzheimer tem consciência dos erros que comete, tenho 31 anos, tenho medo exagerado de doenças, e agora não sei se isso é manifestação somática ou de fato é algum problema?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Entendi, pelo que escreveu, que o receio relacionado à fala surgiu - ou foi acentuado - após ler os sintomas causados pelo Alzheimer. Contudo, embora o medo tenha inicialmente uma função protetiva muito importante para nós, seu excesso, ao contrário, paralisa resultando em dor ou sofrimento. Nesse sentido, é provável que num processo terapêutico você tivesse a oportunidade de entender o porquê de ter desenvolvido o que nomeou como um medo exagerado de doenças tendo, com isso, a chance de ressignificar esse comportamento. Você não precisa passar por isso sozinho!
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