Perguntas do paciente (152)

  • Já sofro de ansiedade há mais ou menos um ano. Hoje já está bem controlada, mas ainda tenho algumas

    Já sofro de ansiedade há mais ou menos um ano. Hoje já está bem controlada, mas ainda tenho algumas quedas. Queria saber se ansiedade pode me deixar doente fisicamente. Sou relativamente saudável, porém ainda tenho esse medo

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Richter


    Olá! Em uma resposta mais abreviada, a resposta para sua questão é sim. Há a possibilidade real de que um conflito emocional, tal como a ansiedade, se manifeste como doença ou dor em nosso organismo. Contudo, percebo como algo muito positivo em seu relato o olhar e o cuidado que você já está dedicando a si, inclusive entendendo seu sintoma como controlado. Ainda assim, se a angústia de uma reincidência ou da manifestação somática estiver lhe deixando muito aflita, provavelmente, o auxílio profissional lhe ajudasse. Saiba seu limite!


  • Estresse pode causar vômito, dor de cabeça e fraqueza no corpo? Tive uma discussão e depois fiquei c

    Estresse pode causar vômito, dor de cabeça e fraqueza no corpo? Tive uma discussão e depois fiquei com esses sintomas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Richter

    Olá! O estresse surge, muitas vezes, como resposta do organismo à um estímulo que evoca sensações de surpresa ou de ameaça. Por uma questão adaptativa, o corpo desencadeia uma série de reações involuntárias que nos colocam em um estado mais alerta. Contudo, tanto a curto como a longo prazo, o estresse pode contribuir para a formação de novos sintomas, inclusive produzindo o adoecimento do corpo. E, nesse sentido, é importante que você escute o que ele – o seu corpo – está tentando dizer a você. Estabelecer limites, recorrer ao acolhimento de uma rede de apoio segura e contar com o auxílio de profissionais qualificados são exemplos de ações que podem fazer grande diferença no atravessamento desses períodos. Sua saúde agradece!


  • Quando era criança demorei 1 ano e 2 meses para andar, minha mãe na época me levou na pediatra e em

    Quando era criança demorei 1 ano e 2 meses para andar, minha mãe na época me levou na pediatra e em outros médicos porque demorei bastante pra aprender a andar, como também falar, por sorte estudei em escolas boas e havia acompanhamento com a fono que me ajudou bastante, inclusive ela q percebeu q estava com dificuldades na fala, queria saber se o tdah pode ocasionar isso, hoje sou uma adulta que está estudando para concursos públicos na área de direito e não estou conseguindo ter foco, as vezes sinto que não consigo combater minhas frustrações e fico extremamente ansiosa e depressiva, sempre fui uma pessoa esforçada porque sempre almejei ser boa na minha carreira e na minha vida estudantil, tinha muitas dificuldades mas sempre tentava o melhor, queria saber se esse atraso que tive na fala e quando fui aprender a andar pode ter correlação com alguma dislexia

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Richter

    Olá! É bem importante que se entenda, de início, que correlação, não implica causalidade, ou seja, duas situações relacionadas não se apoiam, necessariamente, no fato de uma ser causa da outra. Contudo, me parece que, independente disso, há um alto grau de sofrimento e angústia em seu relato. Acredito ser um grande passo o fato de você conseguir colocar em palavras o que sente, pois a fala parece ter uma função importante em sua história e penso que, possivelmente, através de uma análise pessoal se abra ainda mais espaço para que isso aconteça, caso seja do seu desejo.


  • Olá. Minha filha é demasiada tímida e fica rosa sempre que se sente constrangida. É envergonhada e p

    Olá. Minha filha é demasiada tímida e fica rosa sempre que se sente constrangida. É envergonhada e pouco social.
    Como ajuda-la?
    Obrigada.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Richter

    Olá! Algumas questões relacionais na infância geram dúvida e preocupação para pais e cuidadores. Existe o receio, completamente legítimo, de que a timidez ou a vergonha acabem por afetar o desenvolvimento socioemocional de alguém em formação. Contudo, a inibição comportamental ou a falta de interesse para interagir com maior frequência não são patológicos à princípio, a menos que resultem em sofrimento. Nesse último caso, um acompanhamento profissional seria indicado visando desenvolver ferramentas alternativas para que a criança lide com situações de bloqueios, ansiedade ou estresse. Além disso, é possível, em âmbito pessoal, contar para sua filha suas próprias experiências, mostrar a ela exemplos de laços positivos, amorosos e acolhedores, propor atividades em que ela possa ajudar outras pessoas ou sugerir brincadeiras onde você - ou alguém querido - consiga participar também, funcionando como uma âncora para ela. Que tal?


  • Falo constantemente sozinha, e às vezes sem nem perceber. Isso é normal?? Passo muito tempo sozinha,

    Falo constantemente sozinha, e às vezes sem nem perceber. Isso é normal?? Passo muito tempo sozinha, tanto na escola quanto em casa ou em qualquer outro lugar.
    obs.: tenho 15 anos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Richter

    Olá! Muitas vezes, quando nos percebemos falando sozinhos, estamos, na verdade, pensando em voz alta – aberta ou privadamente. Isso se torna ainda mais comum quando passamos grande parte do nosso dia a sós, isolados do convívio social. Contudo, talvez seja bacana observar que quando uma pessoa fala, ela reflete melhor. De algum modo, ela organiza de maneira otimizada os pensamentos, o que ajuda em sua tomada de decisão. Nesse sentido, as palavras servem como guia ou como ponderação para comportamentos futuros. Além disso, falar também auxilia na memória e na expressão das emoções. Que bom!


  • Meu filho tem 1 ano e 6 meses e sempre se emociona ao ouvir músicas melancólicas, músicas da missa o

    Meu filho tem 1 ano e 6 meses e sempre se emociona ao ouvir músicas melancólicas, músicas da missa ou até o padre rezando. Ele é muito sensível a esse tipo de estimulo. As vezes a musica esta tocando em outro comodo e mesmo muito baixo ele fica muito emotivo. O que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Richter

    Olá! A música – e as artes em geral – assumem funções terapêuticas em nossas vidas. Mesmo na infância já é possível desenvolver diferentes gostos e preferências musicais. Assim, é importante distinguir se a emoção que surge no seu bebê lhe parece mais angustiada ou contemplativa, para que decida se é benéfico ou não aproxima-lo frequentemente de estímulos semelhantes. Contudo, é maravilhoso que você esteja tão atenta ao que determinados sons parecem evocar e que permaneça acolhendo e estimulando ele continuamente a expressar seus sentimentos – sejam eles quais forem.


  • Porque eu não consigo chorar? Tenho 24 anos e consigo contar nos dedos quantas vezes eu chorei desd

    Porque eu não consigo chorar?
    Tenho 24 anos e consigo contar nos dedos quantas vezes eu chorei desde minha infância, até hoje.
    Isso é normal? Mesmo quando eu quero chorar, não consigo. Pode acontecer algum falecimento, acidente, dor, decepção... Qualquer coisa que normalmente as pessoas choram, eu não consigo. Não vem nada, nem lembro mais da sensação de um choro. Gostaria de saber se isso é normal

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Richter

    Olá! Como você fala - mais de uma vez - sobre não conseguir, entendo que chorar é algo que você tenta, que deseja fazer. Acredito que seria bacana entender o porquê disso, tendo posto que cada um possui uma maneira muito própria tanto de sentir como de externalizar seus afetos. Reforço que me parece que você já está atento ao que sente e ao modo como o faz e isso é, por si só, já é ótimo. Ainda assim, caso sinta vontade de transformar algo, talvez a psicoterapia seja uma boa opção para facilitar seu processo.


  • Oq eu sinto é normal? Ultimamente estou evitando de assistir filmes .. mais quando bate a curiosida

    Oq eu sinto é normal?
    Ultimamente estou evitando de assistir filmes .. mais quando bate a curiosidade eu assisto.. o problema é que depois as cenas ficam na minha cabeça, e eu meio que começo a me sentir o personagem isso me dar medo as vezes porque fico colocando coisas na cabeça.
    Mais depois essas coisas somem
    Mais eu fico pensando se isso é normal ou é alguma coisa

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Richter

    Olá! Pensamentos obsessivos podem ser compreendidos como ideias recorrentes. Ou seja, eles representam uma repetição psíquica em torno de uma pessoa, de uma indagação ou de uma cena. Em casos extremos essa fixação se torna viciosa e é causa de intensa aflição. Contudo, pelo seu discurso, me parece que isso acontece de maneira temporária. Assim, talvez seja importante explicitar que é esperado surgirem alguns pensamentos indesejados, de vez em quando. Mas que, apesar disso, é preciso estar atento caso eles se tornem mais constantes ou caso causem angústia ou sofrimento. Saiba o seu limite!


  • Tenho bebê de 1 ano e ele é muito nervoso. Bate a cabeça, chora e grita. Agitadíssimo! Até pra dormi

    Tenho bebê de 1 ano e ele é muito nervoso. Bate a cabeça, chora e grita. Agitadíssimo! Até pra dormir. Sinto q é muito ansioso como eu. Tem algo que eu possa fazer para amenizar isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Richter

    Olá! Costuma ser muito difícil para uma mãe perceber seu filho em sofrimento, aparentemente, sem encontrar uma saída para isso. Nesse sentido, estar amparada por bons profissionais que te orientem e acolham pode fazer muita diferença no processo do seu filho – e no seu também. É interessante que se descarte primeiramente as causas fisiológicas do desconforto que ele sente. Uma vez rejeitada essa hipótese, podemos pensar em razões afetivas para o comportamento. Por conseguinte, vale a pena entender mais profundamente a relação entre vocês, e tudo o que ela desperta em ambos, pois o vínculo mãe-bebê é estruturante, ou seja, fundamental para o desenvolvimento emocional saudável da criança. Por fim, é bacana manter em mente que é através do corpo e do choro que alguém nessa idade tão tenra consegue se comunicar e expressar o que sente. Desejo que fique bem e espero ter ajudado!


  • Olá! Tenho 16 anos e, por conta de sérios traumas e de inconsequentes situações familiares atuais, p

    Olá! Tenho 16 anos e, por conta de sérios traumas e de inconsequentes situações familiares atuais, possuo fortes ataques de Ansiedade, além de estar rodeada de indisposição, constantes choros, tristeza e de intensos pensamentos pró-morte. Além do mais, daqui a alguns dias farei uma prova, mas acredito que não tenho estabilidade mental para fazê-la. Assim, eu deveria deixar de realizá-la para iniciar imediatamente meu tratamento, adiando a tal oportunidade acadêmica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Richter

    Olá! Fico com a sensação inicial de que a própria prova acaba sendo um gatilho de ansiedade em você. Contudo, caso consiga iniciar um acompanhamento psicológico, possivelmente teria um maior suporte para o atravessamento dessa – e de outras – situações, com os seus mais distintos desdobramentos. Isso, porque os diferentes sintomas que você relata, inclusive sendo alguém tão nova, apontam para um prejuízo significativo em sua vida cotidiana e estar amparada por um profissional seguro e de confiança pode fazer muita diferença. Você não precisa passar por isso sozinha e que bom que já possa perceber isso. Desejo que fique bem e espero ter ajudado!


  • Bom dia. Tenho 28 anos. Acho que estou passando por esse transtorno. Sinto que sofri perseguição por

    Bom dia. Tenho 28 anos. Acho que estou passando por esse transtorno. Sinto que sofri perseguição por toda minha vida pelo meu pai. Ele faz tortura piscicologica desde sempre, piorou depois que minha mãe veio a falecer ( eu tinha 20 anos). Estou em tratamento piscicologico e sinto não ter evolução porque meu pai continua a me obrigar a fazer o que ele quer, ele não aceita que minha vontade precisa ser respeitada sobre herança da
    minha mãe. Já me perseguiu até no trabalho da minha esposa. Não sei o que fazer mais. A polícia é a única solução?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Richter

    Olá! Quando relata que acha ‘que está passando por esse transtorno’, estaria se referindo ao tópico que escolheu: ‘esquizofrenia e transtornos com características psicóticas’? Pergunto, pois isso pode vir a modificar o direcionamento do caso, dependendo da origem desse diagnóstico. Seria interessante que, uma vez que já esteja em tratamento psicológico, levasse abertamente essas questões para a sua terapia. Isso porque, desse modo, a profissional, teria a chance de pensar junto a você novas possibilidades para o desenvolvimento do seu processo – para além das tomadas de decisões cabíveis, mas alheias à área de psicologia. Desejo que fique bem e espero ter ajudado!


  • Olá, tenho um constante receio de me relacionar com as pessoas no geral, acabo por muitas vezes pref

    Olá, tenho um constante receio de me relacionar com as pessoas no geral, acabo por muitas vezes preferindo apenas evitar o contato sempre que possível porém isso faz com que eu acabe me isolando das pessoas, tanto na sociedade como com colegas de faculdade ou com minha família. Tenho amigos e uma relação boa com minha família, porém sinto que não consigo desenvolver relações de uma maneira mais profunda ao ponto de me sentir confortável para dizer coisas que eu sinto ou penso. Isso poderia ser algum sintoma de depressao?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Richter

    Olá! Para além de um diagnóstico fechado, a fobia social pode ser entendida como uma dificuldade extrema em lidar com situações em que haja interações interpessoais, geralmente com desconhecidos, mas também em circunstâncias que coloquem a pessoa em evidência. Isso, porque o sujeito se sente altamente vulnerável ao pensar ser analisado e julgado, o que gera um enorme nervosismo ou desconforto. Contudo, quando, em seu depoimento, você faz um recorte mais voltado ao relacionamento íntimo, podemos intuir que sua ansiedade cresce ao pensar nos vínculos especificamente de forma afetiva. Seria como um medo intenso de gerar intimidade com conexões mais profundas, ou ainda, de criar laços emocionais. Caso isso lhe traga sofrimento, seria interessante iniciar um processo com um profissional, para que este lhe ajude a elaborar essa questão. Desejo que fique bem e espero ter ajudado!


  • Olá, meu filho tem 4 anos, começou a frequentar a escola agora no jardim 1, faz 2 meses que está ind

    Olá, meu filho tem 4 anos, começou a frequentar a escola agora no jardim 1, faz 2 meses que está indo, e começou as reclamações, a prof dele me relatou que ele e muito agitado, leva tudo na brincadeira, avacalha e extrapola nas atividades propostas, as vezes agressivo com colegas, e tem muita resistência, nunca quer fazer o que elas propõe, tem dificuldade para brincar direito com os colegas, então ela me indicou procurar ajuda de um profissional psicólogo para ele. Eu sempre achei ele muito agitado, inquieto, não consegue se concentrar em uma só atividade, mais queria saber será que ele pode ter algo mais sério, ou é só uma questão de comportamento mesmo? Ele sempre foi assim mto agitado em casa e na escola é tbm, um psicologo ajudaria realmente na idade que Ele e tem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Richter

    Olá! Num período de dois meses, tal como relata, a criança pode estar ainda se adaptando ao ambiente escolar. O colégio é esse primeiro lugar, para além da família, de interação social, onde costumes, regras e limites diante dos outros se fazem perceber. E isso nem sempre é um processo fácil, para alguém muito pequeno, com um cérebro imaturo. O controle dos impulsos vai sendo desenvolvido progressivamente e é preciso que os profissionais da instituição onde ele estuda estejam preparados para olhar as singularidades buscando encorajar e desenvolver comportamentos esperados, e não condenar ou punir aqueles que, por algum motivo, destoam. Isso não exclui a possibilidade de, paralelamente, você buscar um profissional da área da saúde mental, que pode sim lhe auxiliar a entender melhor o caso, inclusive lhe dando algumas orientações parentais mais aprofundadas, caso seja do seu desejo – mas talvez alivie parte da angústia expressa ao perceber agitação, agressividade e/ou resistência em seu filho. Desejo que fique bem e espero ter ajudado!


  • Não estou sabendo lidar com o meu filho de 3 anos. Qdo eu falo q ele não pode fazer algo ou eu champ

    Não estou sabendo lidar com o meu filho de 3 anos. Qdo eu falo q ele não pode fazer algo ou eu chamo a atençao ( mas eu tento fazer conversando sem brigar) tento usar psicologia positiva, olho nos olhos dele, seguro nas maozinhas, abaixo ate a altura dele. Mas ele fica muito irritado. Ele joga tudo o que ele vê pela frente. Qualquer coisa mesmo e avança em mim ou no meu marido. Nos da tapa, quer beliscar. Ele é bem nervoso. Eu não sei oq fazer. Eu tento conversar com ele. Ele me chuta. Fico muito triste. As vezes acho que não estou sabendo cria-lo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Richter

    Olá! Em relação ao desenvolvimento socioemocional esperado para uma criança de 3 anos, é necessário que se observe que ela está exatamente na passagem de uma comunicação mais corporal para uma mais verbal. Nesse sentido, nessa faixa etária, enquanto algumas crianças já identificam as emoções básicas, fazendo menções aos afetos e sendo capazes de buscar um adulto quando algo as incomoda, outras ainda estão alcançando esse feito. Desse modo, não é infrequente que, diante de frustrações, elas chorem ou fiquem agressivas, pois ainda estão alargando sua capacidade de autorregulação. Contudo, também é durante essa etapa, que a criança costuma sair de um período mais autocentrado para a percepção de que existem outros, com desejos diferentes dos seus, ao seu redor. E essa transição nem sempre é fácil. Desse modo, talvez fosse benéfico buscar ajuda especializada para lhe orientar durante as mudanças. Desejo que fique bem e espero ter ajudado!


  • Eu gosto muito de dormir, durmo com facilidade a qualquer momento do dia. Vi que isso pode ser fuga

    Eu gosto muito de dormir, durmo com facilidade a qualquer momento do dia.
    Vi que isso pode ser fuga da realidade.
    Como resolvo isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Richter

    Olá! Por mais que pareça contraditório, algumas vezes, o excesso de informação pode nos prejudicar ou confundir. Isso porque, repetidamente, possuímos certa tendência a encaixar determinados comportamentos em estigmas. Como uma espécie de causalidade - como se fossem causa e consequência. Em contrapartida, ao contrário da aposta inicial, não é infrequente que, na verdade, descubramos ser apenas informações correlatas. Desse modo, é sempre bom avaliar cada caso, na sua subjetividade. Entender a importância do sono na sua vida, o impacto da sua facilidade ao dormir e também o porquê da associação disso com a fuga da realidade na sua história, olhando um pouquinho mais profundamente para a razão dessa sugestão ter feito sentido para você. Talvez, diante desse contexto, a terapia possa auxiliar no encontro de algumas respostas. Caso seja preciso, então, peça ajuda profissional!


  • Bom dia, deixei me apaixonar por uma pessoa, fora do meu casamento, com isso, perdi muitas coisas, v

    Bom dia, deixei me apaixonar por uma pessoa, fora do meu casamento, com isso, perdi muitas coisas, valores, religião, um pouco do respeito da família e tomei coragem de assumir esse romance, mas a pessoa que se dizia apaixonada por mim, desistiu, diz não abrir mão da liberdade por relacionamentos, isso acabou comigo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Richter

    Olá! Sinto muito que esteja passando por isso. Nosso luto costuma ser diretamente proporcional ao investimento amoroso realizado e, pelo que você descreve, esse foi bem alto, na sua história. Assim, a sensação de perda e de desampara podem ser devastadoras. Nesse sentido, talvez lhe traga alívio emocional iniciar um processo analítico para investigar o que te motivou a renunciar a áreas tão significativas para você, mas também para descobrir novas maneiras de olhar para si e para as suas escolhas, com maior acolhimento e aceitação. Você não precisa passar por isso só!


  • Minha filha tem 3 anos e prefere o pai, avô, tios. Percebo que prefere a figura masculina. Pq?

    Minha filha tem 3 anos e prefere o pai, avô, tios. Percebo que prefere a figura masculina. Pq?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Richter

    Olá! Para a psicanálise, todo bebê se identifica inicialmente com a mãe, por ter com ela o primeiro laço de amor. Contudo, no caso das meninas, costuma haver um deslocamento desse afeto, tendo o pai como seu segundo objeto de investimento. Ainda assim, ambas as funções, paterna e materna, possuem um papel central no desenvolvimento e na estruturação do psiquismo. Entretanto, se faz necessário explicar que por função, entendem-se os operadores simbólicos e não o masculino e o feminino, necessariamente. Assim, a função materna está ligada ao acolhimento e a proteção e a função paterna ligada à interdição que ajuda a lançar a criança para as coisas do mundo. Logo, a preferência da sua filha não se encerra na explicação edípica, embora também possa ser explicada por ela. Desejo que fique bem e espero ter ajudado!


  • Falar sozinho quando se sente mal (na maioria das vezes) e chorar é normal?

    Falar sozinho quando se sente mal (na maioria das vezes) e chorar é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Richter

    Olá! Talvez seja interessante iniciar reforçando que todos os afetos são válidos e importantes – e merecem ser observados e acolhidos, pois nos fornecem pistas valiosas de como nos sentimos em determinada conjuntura. Contudo, para além disso, muitas vezes, quando nos percebemos falando sozinhos, diante das mais distintas emoções, estamos, na verdade, pensando em voz alta – aberta ou privadamente. Isso se torna ainda mais comum quando passamos grande parte do nosso dia a sós, isolados do convívio social. Assim, talvez seja bacana observar que quando uma pessoa fala, ela reflete melhor. De algum modo, ela organiza de maneira otimizada os pensamentos, o que ajuda em sua tomada de decisão. Nesse sentido, as palavras servem como guia ou como ponderação para comportamentos futuros. E, além disso, falar também auxilia na memória e na expressão das emoções mencionadas anteriormente. Entende? Desejo que fique bem e espero ter ajudado!


  • Tenho dificuldade de conversar com a pessoa que eu gosto, sinto medo de ela me rejeitar. O que eu fa

    Tenho dificuldade de conversar com a pessoa que eu gosto, sinto medo de ela me rejeitar. O que eu faço?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Richter

    Olá! Quando estamos apaixonados é bastante comum que projetemos nossos sonhos e expectativas no outro. Fantasiamos situações e possibilidades como um vislumbre de futuro. Dessa maneira, quando nossas esperanças são frustradas - como quando temos o receio de um amor não correspondido – isso pode gerar alto grau de sofrimento e de angústia em nós. E, por diversos fatores, isso pode vir a ocorrer com grande intensidade, gerando pensamentos repetitivos e sentimentos considerados negativos, como a raiva, medo e/ou a tristeza - como consequência do que interpretamos como abandono ou rejeição. Não é uma situação simples, mas você não precisa passar por isso sozinho. Desejo que fique bem e espero ter ajudado!


  • Meu filho de 4 anos começou na escola esse ano, de cara se identificou com um coleguinha do mesmo se

    Meu filho de 4 anos começou na escola esse ano, de cara se identificou com um coleguinha do mesmo sexo e disse que vão namorar… eu disse que crianças não namoram, mas ele insiste na mesma fala… eu gostaria de saber lidar com isso sem falar a coisa errada pra ele, devo procurar um psicólogo para isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Bruna Richter

    Olá! Penso ser positivo o cuidado e a atenção que dá ao que acontece com seu filho, pontuando, de acordo com a idade dele, de forma sucinta e clara, que crianças não namoram. Além disso, mesmo ele nomeie dessa forma, possivelmente, está se referindo ao afeto que sente pelo coleguinha e à vontade de permanecerem juntos. Essa identificação com um par, por si só, é saudável e, de início, não exige maiores cuidados. Ainda assim, me chama atenção seu desejo de não falar a coisa errada para ele. Caso isso seja uma questão para você, talvez fosse indicada a procura por um profissional da área da saúde, buscando compreender melhor suas expectativas em relação a ele e à maternidade. Desejo que fique bem e espero ter ajudado!


Perguntas frequentes

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