Perguntas do paciente (214)

  • Fiz amigdalectomia a 4 dias ,ganhei 15 dias de atestado ,mas trabalho como operadora de máquina indu

    Fiz amigdalectomia a 4 dias ,ganhei 15 dias de atestado ,mas trabalho como operadora de máquina industrial pego MT peso ,estou com medo do retorno o que devo fazer ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Olá. Entendo perfeitamente a sua preocupação. A amigdalectomia é um procedimento cirúrgico que, embora comum, exige cuidados rigorosos no pós-operatório, especialmente nas primeiras duas semanas, período em que o risco de complicações, como o sangramento pós-operatório, é maior.

    O retorno precoce a atividades que envolvam esforço físico intenso, como o manuseio de cargas em ambiente industrial, pode aumentar significativamente a pressão arterial e a circulação na região operada. Esse esforço físico pode fragilizar a área da cicatrização, aumentando o risco de hemorragia, que é a principal preocupação do otorrinolaringologista nesta fase.

    Cada caso possui especificidades. Como operadora de máquinas, o movimento repetitivo, a elevação de peso e o ambiente de trabalho podem interferir na sua recuperação. É fundamental que você passe por uma reavaliação médica antes de retornar ao trabalho. Nesse exame, verificaremos o estado atual da cicatrização, a presença de dor e se o seu corpo está pronto para suportar o esforço físico que a sua função exige.

    Caso o seu médico assistente ou a medicina do trabalho julguem necessário, pode ser indicado um período adicional de afastamento ou a readaptação temporária para funções que não exijam esforço físico intenso.

    Lembre-se: esta resposta tem caráter informativo e não substitui a consulta médica presencial, indispensável para a avaliação do seu quadro clínico atual e definição da sua aptidão para o trabalho.

    Para acompanhar mais conteúdos sobre recuperação pós-cirúrgica e saúde otorrinolaringológica, siga meu perfil no Instagram: @brunorossini.otorrino. Caso precise de uma avaliação técnica detalhada, agende sua consulta presencial ou por telemedicina através da plataforma.

    Atenciosamente,

    Dr. Bruno Rossini
    Médico Otorrinolaringologista


  • Oi boa noite É normal pingar otociriax e ficar com o ouvido tapado ?

    Oi boa noite
    É normal pingar otociriax e ficar com o ouvido tapado ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Boa noite. Entendo a sua preocupação. A sensação de ouvido "tampado" após a instilação de gotas otológicas, como o Otociriax (que combina ciprofloxacino e fluocinolona), é uma queixa frequente, mas precisa ser avaliada com cuidado.

    Aqui está o que você precisa saber:

    Por que essa sensação acontece?
    Consistência do medicamento: O Otociriax possui uma base que pode ser levemente viscosa. Ao pingar no conduto auditivo, o líquido ocupa o espaço vazio e cria uma barreira física temporária, dando a sensação de bloqueio.

    Edema (Inchaço): Se você está tratando uma otite externa, o canal auditivo já pode estar edemaciado. O volume do líquido da gota, ao encontrar esse canal inflamado e estreito, acaba gerando essa sensação de obstrução.

    Presença de secreção: Se houver secreção ou restos de cerume no fundo do canal, o líquido pode se misturar a eles, formando uma "rolha" temporária que bloqueia a passagem do som.

    Isso é normal?
    É comum sentir essa sensação logo após a aplicação, mas ela deveria diminuir gradualmente conforme o medicamento é absorvido ou drenado naturalmente.

    O que você deve observar (Sinais de Alerta)
    Embora possa ser uma reação física esperada, você deve estar atenta a sinais de que algo não está indo bem:

    Dor intensa: Se a sensação de ouvido tampado vier acompanhada de dor pulsátil ou crescente.

    Otorreia (saída de secreção): Se notar uma saída excessiva de líquido, sangue ou pus após a aplicação.

    Tontura: Se sentir vertigem ou instabilidade logo após pingar o remédio.

    Persistência: Se, após 24-48 horas de uso correto, a sensação de bloqueio não diminuir ou se a audição piorar drasticamente.

    Recomendações Técnicas
    Técnica de aplicação: Certifique-se de inclinar bem a cabeça e manter o ouvido voltado para cima por pelo menos 2 a 3 minutos após pingar, para que o medicamento chegue ao fundo do canal.

    Não use cotonetes: Nunca tente "limpar" ou remover o medicamento com hastes flexíveis, pois isso pode empurrar possíveis secreções mais para o fundo e causar trauma no tímpano.

    Temperatura: Como mencionei anteriormente, aquecer o frasco levemente entre as mãos antes de usar pode reduzir o desconforto térmico.

    Importante: Esta orientação tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. Se você não tem certeza se o seu tímpano está íntegro, não deve utilizar gotas otológicas sem uma otoscopia prévia feita por um otorrinolaringologista, pois alguns medicamentos podem ser ototóxicos se atingirem o ouvido médio através de uma perfuração.

    Se a sensação persistir ou se você tiver dúvidas sobre a integridade da sua membrana timpânica, agende uma reavaliação. Para mais dicas sobre saúde auditiva, acompanhe meu conteúdo educativo no Instagram: @brunorossini.otorrino.

    Atenciosamente,

    Dr. Bruno Rossini
    Médico Otorrinolaringologista
    CRM SP 115 697 / RQE 34828


  • Sinto coceira nos ouvidos e umidade o que fazer?

    Sinto coceira nos ouvidos e umidade o que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Coceira e umidade nos ouvidos são queixas frequentes e, na maioria das vezes, estão relacionadas a episódios de otite externa ou à presença de excesso de cerume com umidade retida. É essencial não tentar "limpar" o canal auditivo com cotonetes, grampos ou qualquer objeto, pois isso pode causar microtraumas na pele, empurrar detritos para o fundo ou perfurar o tímpano.

    Para manejar esses sintomas, siga estas orientações iniciais:

    Mantenha o ouvido seco: Evite a entrada de água durante o banho. Você pode usar um algodão com uma pequena camada de vaselina sólida apenas na parte externa da concha do ouvido para proteger.

    Não utilize gotas ou soluções caseiras: O uso de álcool, vinagre, óleos ou remédios por conta própria pode irritar ainda mais a pele do conduto auditivo e mascarar uma possível infecção ou fungos (otomicoses).

    Avaliação profissional: Se a coceira for persistente, se houver dor, secreção saindo do ouvido, diminuição da audição ou sensação de "ouvido tapado", você precisa de uma avaliação com otoscopia. Somente com esse exame consigo verificar se há uma dermatite, fungos, infecção bacteriana ou apenas excesso de cerume impactado com umidade.

    Se você está na região de São Paulo, posso realizar essa avaliação presencialmente na Clínica Oto One para que possamos examinar a pele do conduto e o estado do seu tímpano, prescrevendo o tratamento tópico adequado se necessário.

    Estou à disposição para agendarmos uma consulta e resolvermos esse desconforto.

    Dr. Bruno Rossini (CRM-SP 115697; RQE: 34828)
    Clínica Oto One - São Paulo
    Instagram: @brunorossini.otorrino


  • Meu zumbido começou nos dois ouvidos logo após eu acordar com fortes dores nas regiõ

    Meu zumbido começou nos dois ouvidos logo após eu acordar com fortes dores nas regiões temporais (têmporas). Além do zumbido, desenvolvi uma hipersensibilidade muito alta a barulhos e escuto minha mandíbula estalar do lado direito. Percebi também que o volume do zumbido aumenta na hora quando abro a boca toda. Fui ao otorrino, ele fez lavagem de cera, mas o zumbido e a sensibilidade continuaram exatamente iguais, e ele me disse que a têmpora não tem relação com o zumbido. Isso procede? Esse quadro de estalo, hipersensibilidade e zumbido modulável pode ser Zumbido Somático causado por DTM?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Sua pergunta é extremamente pertinente e toca em pontos fundamentais da prática otorrínica moderna. Para responder diretamente: o que você descreve — especificamente a modulação do zumbido com o movimento da mandíbula, a dor nas têmporas e os estalos — é o quadro clássico do que denominamos zumbido somático (ou zumbido cervicofacial) relacionado a Disfunção Temporomandibular (DTM).

    Com todo respeito ao colega que o atendeu, a afirmação de que "a têmpora não tem relação com o zumbido" não está alinhada com as evidências científicas atuais sobre o tema.

    Aqui estão os pontos que explicam por que o seu quadro sugere fortemente uma origem somática:

    1. A relação anatômica entre DTM e sistema auditivo
    A articulação temporomandibular (ATM) está localizada milímetros à frente do canal auditivo. Existe uma conexão neurofisiológica importante entre os nervos que inervam a mandíbula e os músculos mastigatórios com o núcleo coclear dorsal (o "centro de processamento" do som no tronco cerebral). Quando há uma tensão ou disfunção na DTM, o cérebro recebe sinais sensoriais "ruidosos" dessa articulação, o que pode desencadear ou amplificar a percepção do zumbido.

    2. Zumbido Somático Modulável
    O fato de o volume do zumbido mudar quando você abre a boca ou movimenta a mandíbula é o sinal diagnóstico de ouro para o zumbido somático. Isso prova que o seu zumbido não tem origem apenas na cóclea (orelha interna), mas sim uma origem musculoesquelética ou articular.

    3. Hiperacusia (Hipersensibilidade a sons)
    A hiperacusia é um sintoma frequentemente associado a quadros de DTM e tensão muscular crônica. O sistema auditivo fica em um estado de "alerta" ou hiperexcitabilidade, interpretando sons comuns como desconfortáveis ou dolorosos.

    O que deve ser feito agora?
    A lavagem de cera realizada foi uma medida de exclusão importante, mas como não resolveu, o foco deve mudar para a investigação da ATM e da musculatura mastigatória.

    Avaliação de ATM: Você precisa de uma avaliação especializada para verificar se há inflamação articular, deslocamento de disco ou hiperatividade muscular.

    Abordagem Multidisciplinar: O tratamento para o zumbido somático causado por DTM geralmente envolve a odontologia especializada em DTM/Dor Orofacial, fisioterapia craniocervical e, muitas vezes, o uso de medicações para controle da dor e relaxamento muscular, além do acompanhamento com o otorrino para descartar outros fatores auditivos.

    Se você está em São Paulo, podemos realizar uma avaliação presencial na Clínica Oto One para que eu examine a dinâmica da sua articulação, a musculatura e verifique o padrão dessa modulação. Precisamos tratar a causa do estalo e da tensão para ver se o zumbido reduz ou desaparece.

    Não desanime. Esse quadro, embora muito incômodo, costuma ter boas opções de manejo quando a causa (a DTM) é devidamente tratada.

    Estou à disposição para uma avaliação detalhada.

    Dr. Bruno Rossini (CRM-SP 115697; RQE: 34828)
    Clínica Oto One - São Paulo
    Instagram: @brunorossini.otorrino


  • Eu tenho sentido dor de garganta há algum tempo, mas achei que fosse por conta da rinite que faz eu

    Eu tenho sentido dor de garganta há algum tempo, mas achei que fosse por conta da rinite que faz eu ficar coçando a garganta com a língua. Comecei a tomar Cataflam e a dor piorou e estou rouca. É possível que existisse algum vírus ou bactéria incubado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    É muito comum associarmos sintomas persistentes na garganta a quadros alérgicos como a rinite, especialmente quando há o hábito de coçar a região com a língua ou devido à gotejamento pós-nasal — aquela secreção que desce do nariz para a garganta, irritando a mucosa. No entanto, o seu quadro atual exige cautela, especialmente pela mudança na evolução dos sintomas.

    Sobre a sua dúvida: sim, é perfeitamente possível que houvesse um vírus ou bactéria incubado. Muitas vezes, a inflamação de base (seja alérgica ou por irritação mecânica) deixa a barreira de defesa da garganta fragilizada, tornando o terreno fértil para uma infecção secundária.

    Quanto ao uso do Cataflam (diclofenaco potássico), o fato de a dor ter piorado e você ter desenvolvido rouquidão após o uso sugere dois pontos importantes:

    O primeiro é que, embora o anti-inflamatório trate a dor, ele não combate a causa raiz se o problema for infeccioso. Pelo contrário, em alguns casos, ele pode mascarar a evolução de uma infecção bacteriana. O segundo ponto é que a rouquidão (disfonia) é um sinal de alerta. Ela indica que o processo inflamatório atingiu a região da laringe e das cordas vocais. Quando a dor migra da garganta para o nível de alterar a voz, isso ultrapassa o que seria esperado apenas para uma crise de rinite.

    O uso de anti-inflamatórios em quadros de garganta deve ser criterioso. Algumas pessoas, inclusive, apresentam quadros de refluxo faringolaríngeo que são exacerbados por anti-inflamatórios não esteroidais (como o diclofenaco), o que poderia explicar a piora da dor e a rouquidão, já que o ácido do estômago pode subir e inflamar ainda mais as cordas vocais.

    Como você está com rouquidão e dor persistente, não é recomendável continuar a automedicação. O ideal é passar por um exame clínico em consultório. Preciso visualizar a sua faringe e laringe — preferencialmente com o auxílio da nasofibrolaringoscopia — para diferenciar se estamos lidando com um processo infeccioso bacteriano que precise de antibiótico, um quadro viral de laringite, ou até mesmo um refluxo que está sendo agravado pela medicação que você iniciou.

    Recomendo que suspenda o uso do anti-inflamatório por ora, aumente a hidratação oral (água é o melhor lubrificante para as cordas vocais) e evite o esforço vocal. Se houver febre, dificuldade para engolir saliva ou dificuldade para respirar, procure um atendimento especializado com brevidade.

    Se desejar uma avaliação detalhada para identificar a origem dessa rouquidão e da dor, estou à disposição na Clínica Oto One, em São Paulo, para realizarmos o exame clínico e chegarmos ao diagnóstico correto.

    Dr. Bruno Rossini (CRM-SP 115697; RQE: 34828)
    Clínica Oto One - São Paulo
    Instagram: @brunorossini.otorrino


  • Tenho Polipose Nasal, perda quase total do olfato (não aguento mais respirar pela boca) crises diári

    Tenho Polipose Nasal, perda quase total do olfato (não aguento mais respirar pela boca) crises diárias de espirros, muita coriza e entupimento nasal recorrente. Também tenho Asma controlada com Symbicort. Já passei várias vezes no otorrino e normalmente o tratamento é injeção de corticoide, lavagem nasal com soro e spray nasal com corticoide. O problema é que melhora por cerca de 1 mês e depois tudo volta novamente.

    Não tenho dor facial, mas os pólipos e a perda de olfato persistem. Gostaria de saber qual seria a melhor abordagem para um caso assim: continuar apenas com sprays/lavagem, considerar cirurgia, imunoterapia (“vacina de alergia”) ou avaliar medicamentos biológicos como Dupixent, Xolair ou Nucala? Quais critérios normalmente indicam que o paciente já deve partir para essas opções mais avançadas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Seu relato é extremamente comum na prática clínica de otorrinolaringologia, especialmente em pacientes que já apresentam o que chamamos de doença inflamatória tipo 2 — caracterizada pela associação frequente de pólipos nasais, asma e uma inflamação crônica persistente.

    Quando o tratamento clínico (corticoide tópico e sistêmico) apresenta resultados apenas temporários, entramos em um ciclo de frustração que impacta diretamente a qualidade de vida. Vamos analisar suas opções com o rigor técnico necessário:

    1. A abordagem com sprays e lavagem (Tratamento Clínico)
    Esta é a base do tratamento, mas no seu caso, ela já se mostrou insuficiente para o controle a longo prazo. O uso repetido de corticoide sistêmico (injeções) é algo que devemos evitar ao máximo devido aos efeitos colaterais cumulativos (osteoporose, alterações metabólicas, hipertensão, entre outros). Se o alívio dura apenas um mês, o tratamento atual não está controlando a "fábrica" da inflamação.

    2. Considerar a Cirurgia Endoscópica Nasossinusal (CENS)
    A cirurgia é o padrão-ouro para desobstrução mecânica, remoção dos pólipos e ampliação dos seios da face, permitindo que os sprays de corticoide cheguem aonde antes não chegavam.

    Quando indicar: Quando há obstrução severa que impede a respiração nasal e quando há necessidade de melhorar a anatomia para que o tratamento tópico funcione.

    O "porém": Em pacientes com polipose recorrente e asma, a cirurgia sozinha não cura a doença. Ela "zera" o nariz, mas se a inflamação de base não for controlada, os pólipos tendem a recidivar (voltar) meses ou anos depois.

    3. Imunoterapia ("Vacinas de Alergia")
    A imunoterapia é excelente para rinites alérgicas clássicas, onde há um gatilho muito claro (ácaros, polens, fungos). No entanto, na polipose nasal crônica de longa data, a imunoterapia isoladamente raramente resolve o quadro, pois a polipose é uma inflamação de caráter sistêmico e imunológico mais complexo do que uma simples alergia. Ela é um complemento, mas dificilmente a solução única.

    4. Medicamentos Biológicos (Dupixent, Xolair, Nucala)
    Estamos vivendo uma nova era no tratamento da polipose nasal. Os biológicos são anticorpos monoclonais que bloqueiam proteínas específicas (como a IL-4, IL-13 ou IL-5) responsáveis por sinalizar a inflamação que gera o pólipo e a asma.

    Dupixent (Dupilumabe): É o mais robusto e aprovado especificamente para rinossinusite crônica com polipose nasal. Ele apresenta excelentes resultados na recuperação do olfato e redução do tamanho dos pólipos.

    Critérios para indicação: Geralmente reservamos para pacientes que:

    Já foram submetidos a cirurgias prévias e os pólipos recidivaram.

    Têm dependência ou necessidade frequente de corticoides sistêmicos (orais ou injetáveis).

    Possuem asma grave associada.

    Têm perda de olfato persistente que não responde à cirurgia.

    Qual o melhor caminho para você?
    No seu caso, com asma associada, a estratégia mais moderna é a abordagem multimodal. O caminho ideal seria:

    Exames atuais: Precisamos de uma tomografia recente para avaliar o grau de obstrução dos seios da face e uma nasofibroscopia para ver o estado atual dos pólipos.

    Avaliação da Asma: Como você já é asmático(a), a decisão pelo biológico ganha muita força, pois ele trata a "doença única" (a inflamação do trato respiratório como um todo).

    Decisão Cirúrgica + Biológico: Em casos como o seu, muitas vezes a melhor conduta não é escolher entre cirurgia ou biológico, mas combinar os dois. A cirurgia remove a barreira física e o biológico impede que a inflamação crie novos pólipos, mantendo o nariz livre e o olfato preservado.

    Minha recomendação:
    Não se conforme com ciclos de injeções de corticoide. Isso é um sinal de que sua doença está descontrolada. Recomendo uma consulta para discutirmos a possibilidade de uma nova abordagem cirúrgica, seguida ou não de terapia com biológicos, dependendo do seu perfil de asma e da gravidade dos pólipos na nasofibroscopia.

    Estou à disposição para realizarmos essa avaliação detalhada e desenharmos um plano de tratamento que, finalmente, lhe proporcione alívio a longo prazo e a recuperação do seu olfato.

    Dr. Bruno Rossini (CRM-SP 115697; RQE: 34828)
    Clínica Oto One - São Paulo
    Instagram: @brunorossini.otorrino


  • Eu filho tem 4 anos e operou a adenoide e amígdalas a 6 dias ele está tendo calafrios e normal e está

    Eu filho tem 4 anos e operou a adenoide e amígdalas a 6 dias ele está tendo calafrios e normal e está com uma tosse e normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Compreendo a sua preocupação. O sexto dia de pós-operatório de amigdalectomia e adenoidectomia é um período em que a criança exige vigilância redobrada, pois a crosta que recobre a área operada começa a se desprender.

    Como mencionei, calafrios não são normais neste contexto e, associados à tosse, precisam ser avaliados prontamente. Eles podem indicar um processo infeccioso ou uma desidratação que precisa ser corrigida.

    Por favor, entre em contato com o médico que realizou a cirurgia ou procure o pronto-atendimento hospitalar onde o procedimento foi feito para uma avaliação presencial urgente. É fundamental que um médico examine a garganta do seu filho e verifique a temperatura e o estado geral dele agora.

    Estou à disposição caso deseje uma avaliação técnica presencial, mas, neste momento de dúvida e sintomas de alerta, a prioridade absoluta é o contato direto com a equipe que o operou ou o atendimento em um serviço de urgência de sua confiança.

    Dr. Bruno Rossini (CRM-SP 115697; RQE: 34828)
    Clínica Oto One - São Paulo

    Instagram: @brunorossini.otorrino


  • Tenho um problema, que descobri recentemente, que é disfunção tubaria patulosa aberta. Gostaria de s

    Tenho um problema, que descobri recentemente, que é disfunção tubaria patulosa aberta. Gostaria de saber um pouco sobre ou se existe tratamento ou intervenção. Ou alguma chance de cura

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    A Trompa de Eustáquio (ou Tuba Auditiva) é o canal que conecta o seu ouvido médio à parte posterior do nariz. Sua função é equalizar a pressão e drenar secreções. Em uma pessoa com Tuba Auditiva Patulosa (TAP), esse canal permanece aberto (patuloso) em momentos em que deveria estar fechado.

    Isso gera sintomas muito característicos e frustrantes:

    Autofonia: Você ouve a sua própria voz ecoando dentro do ouvido.

    Respiração audível: Você escuta o som da sua própria respiração passando pela tuba.

    Sensação de plenitude: O ouvido parece "cheio" ou "tapado", mas que melhora quando você se deita ou coloca a cabeça entre os joelhos (o que aumenta o fluxo sanguíneo e o edema local, fechando temporariamente a tuba).

    Por que isso acontece?
    O fechamento da tuba depende, em parte, de uma camada de gordura que a envolve. Se houve perda de peso significativa, desidratação, gravidez ou alterações hormonais, essa gordura diminui e a tuba perde sua vedação natural. Em alguns casos, pode estar associada a distúrbios da ATM (articulação da mandíbula) ou estresse crônico.

    Existe tratamento ou cura?
    Sim, existem diversas abordagens. O tratamento é escalonado, começando pelas opções menos invasivas:

    Medidas conservadoras: Manter-se bem hidratado (a hidratação melhora o tônus da mucosa) e evitar o uso excessivo de sprays nasais descongestionantes, que podem piorar o problema ao ressecar a mucosa. Em alguns casos, o ganho de peso (se a causa foi perda excessiva) ajuda a recuperar a vedação.

    Terapia fonoaudiológica: Exercícios específicos podem ajudar a fortalecer a musculatura peritubária.

    Tratamento de comorbidades: Se houver um refluxo gastroesofágico associado ou DTM (disfunção da mandíbula), tratar essas condições pode reduzir a inflamação que mantém a tuba em estado de alerta e aberta.

    Intervenções Médicas: Existem substâncias que podem ser aplicadas localmente na tuba para criar uma resistência ao fechamento (como preenchimentos feitos com cautela), mas são procedimentos delicados.

    Cirurgia: Nos casos refratários, existem técnicas cirúrgicas para estreitar o orifício tubário (tuboplastia), mas a indicação deve ser extremamente criteriosa, pois a tuba precisa continuar funcionando para equalizar a pressão.

    Chance de Cura
    A chance de melhora é muito boa, mas depende de identificarmos o gatilho. Se o gatilho for um fator metabólico (como emagrecimento) ou inflamatório, a "cura" ou controle absoluto dos sintomas é totalmente possível. Se for uma característica anatômica, focamos no controle da qualidade de vida.

    O passo mais importante agora é realizar uma avaliação especializada (preferencialmente com otoscopia durante manobras respiratórias) para confirmar o grau da patulência.

    Se você está na região de São Paulo, podemos agendar uma avaliação na Clínica Oto One. Durante a consulta, faremos o exame físico detalhado e discutiremos qual dessas abordagens é a mais indicada para o seu perfil.

    Dr. Bruno Rossini (CRM-SP 115697; RQE: 34828)
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  • Meu filho tem 23 anos e está com amigdalite, tendo febre alta de 39.7 ,dor no corpo e dor de cabeça.

    Meu filho tem 23 anos e está com amigdalite, tendo febre alta de 39.7 ,dor no corpo e dor de cabeça. Ele está tomando Azitromicina por 2 dias, e foi no plantão, e o médico receitou benzetacil. Só que ainda falta tomar um dia de Azitromicina e ele esqueceu de perguntar se pode tomar o último comprimido. Ele pode tomar benzetacil e no mesmo dia tomar o último comprimido de Azitromicina??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Compreendo a sua preocupação. Febre de 39,7ºC em um jovem de 23 anos é um sinal de alerta e indica uma resposta inflamatória intensa, seja por uma infecção viral mais agressiva ou bacteriana.

    Sobre a sua dúvida específica, a resposta curta é que não se deve tomar a Azitromicina e a Benzetacil (penicilina benzatina) simultaneamente sem uma avaliação médica criteriosa, pois isso envolve a sobreposição desnecessária de antibióticos com mecanismos de ação e tempos de permanência no organismo muito diferentes.

    Pontos importantes para o caso do seu filho:

    Sobre o uso concomitante: A Azitromicina e a Benzetacil possuem espectros de ação distintos. Geralmente, se um médico prescreveu a Benzetacil, ele optou por uma dose única de efeito prolongado (depósito), muitas vezes por considerar que a Azitromicina sozinha não seria suficiente ou por questionar a adesão ao tratamento via oral. Não faz sentido manter um antibiótico via oral (Azitromicina) se ele já recebeu uma dose de ataque via intramuscular (Benzetacil), a menos que o médico tenha desenhado um protocolo muito específico — o que é raro.

    Avaliação da Febre: Uma febre de 39,7ºC que persiste mesmo após dois dias de Azitromicina indica que, ou o agente causador não é sensível a esse antibiótico, ou o quadro não é puramente bacteriano. Precisamos descartar outras causas, como mononucleose infecciosa ou mesmo quadros virais sistêmicos, onde o uso de antibióticos é ineficaz.

    A necessidade de reavaliação: Se ele não está apresentando melhora clínica, ele não deve apenas trocar ou combinar remédios por conta própria. Ele precisa ser examinado novamente para ver o aspecto dessas amígdalas, avaliar a presença de gânglios cervicais e confirmar se não há um quadro de amigdalite recorrente ou de origem viral que não responde a antibióticos.

    Minha recomendação: Não administre a última dose de Azitromicina nem a Benzetacil sem antes confirmar com o médico que o atendeu ou com um profissional de sua confiança se essa troca ou combinação é, de fato, necessária.

    Convido você a agendar uma consulta para que possamos avaliar o estado geral dele com segurança. Podemos realizar essa avaliação de forma presencial (onde consigo examinar a oroscopia detalhadamente) ou, se preferir, podemos iniciar via consulta online para eu revisar os sintomas, as receitas e orientar a conduta correta para evitar erros terapêuticos.

    Estou à disposição para ajudá-los a resolver esse quadro o quanto antes.

    Dr. Bruno Rossini (CRM-SP 115697; RQE: 34828)
    Clínica Oto One - São Paulo

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  • Estou grávida de 6 semanas. Fiz uso de Vick VapoRub por duas vezes no nariz e depois que me toquei q

    Estou grávida de 6 semanas. Fiz uso de Vick VapoRub por duas vezes no nariz e depois que me toquei que eu tinha que ter verificado se podia e vi que não podia….
    Estou com muito medo do que posso ter causado. Alguma orientação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Compreendo perfeitamente a sua ansiedade. A fase inicial da gestação é um período em que qualquer exposição externa gera preocupação, mas o primeiro passo é respirar fundo e manter a calma: o uso pontual de Vick VapoRub por duas vezes, de forma externa, tem uma probabilidade extremamente baixa de causar qualquer dano ao desenvolvimento do seu bebê.

    Vamos aos fatos técnicos para tranquilizá-la:

    Absorção Sistêmica: O Vick VapoRub contém cânfora, eucalipto e mentol. Quando aplicado topicamente em pequenas quantidades, a absorção sistêmica (aquela que chega à corrente sanguínea e passa pela placenta) é mínima. O risco associado a esses componentes geralmente refere-se ao uso de doses elevadas ou ingestão acidental, o que não é o seu caso.

    Uso Pontual: O risco em qualquer exposição medicamentosa está quase sempre ligado à dosagem, frequência e tempo de exposição. Duas aplicações não configuram uma exposição prolongada.

    O que evitar daqui para frente: O maior risco do Vick na gestação é a inalação concentrada ou a aplicação em mucosas internas (dentro do nariz), por isso é recomendado evitar. A partir de agora, apenas suspenda o uso.

    Orientações para o seu momento:

    Relate ao seu obstetra: Na sua próxima consulta de pré-natal, apenas mencione o ocorrido. Ele terá o histórico completo do seu desenvolvimento gestacional e poderá tranquilizá-la definitivamente.

    Hidratação: Para aliviar a congestão nasal sem usar medicamentos, mantenha uma hidratação rigorosa e, principalmente, realize a lavagem nasal com soro fisiológico (pode usar garrafinhas ou seringas, sempre com soro em temperatura ambiente). Isso é seguro, eficaz e não tem contraindicação na gravidez.

    Mantenha o foco: O estresse também é um fator que devemos cuidar. O bebê está protegido e esse evento isolado não deve ser motivo para preocupação contínua.

    Como otorrinolaringologista, acompanho muitas gestantes que apresentam quadros de rinite gestacional (causada pelas alterações hormonais que aumentam a congestão nasal). Se essa congestão estiver lhe causando muito desconforto ou insônia, convido você a agendar uma consulta (online ou presencial) para estruturarmos um manejo seguro para o restante da sua gestação. Podemos definir juntos o que pode ser utilizado com total segurança para você respirar bem e dormir tranquilamente, sem recorrer a produtos que lhe tragam medo.

    Estou à disposição para ajudá-la a ter uma gestação mais confortável.

    Dr. Bruno Rossini (CRM-SP 115697; RQE: 34828)
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  • Masturbacao de leve apos timpanoplastia pode? Ou deve ser evitada nos 15 dias ?

    Masturbacao de leve apos timpanoplastia pode? Ou deve ser evitada nos 15 dias ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    A recomendação no pós-operatório de uma timpanoplastia é evitar qualquer esforço físico ou situação que promova aumento da pressão arterial ou pressão intracraniana, pelo menos nos primeiros 15 dias.

    A cirurgia de timpanoplastia envolve a colocação de um enxerto para fechar uma perfuração no tímpano. Para que esse enxerto "pegue" (cicatrize) corretamente, é fundamental que a pressão dentro do ouvido médio permaneça estável e que não haja movimentos bruscos ou aumento da circulação sanguínea na região da cabeça, que podem levar a sangramentos ou deslocamento do material cirúrgico.

    Embora a masturbação seja um ato menos vigoroso que uma atividade física intensa, ela promove um aumento da frequência cardíaca, da pressão arterial e contrações musculares que podem afetar a pressão na região craniocervical. Por isso, a orientação padrão é evitar qualquer atividade que gere esforço ou excitação física significativa durante esse período de cicatrização inicial.

    Recomendo que você siga este período de repouso relativo conforme orientado pelo seu cirurgião. Se você sentir muita dificuldade em manter essa restrição, ou se tiver qualquer dúvida sobre o seu progresso específico, convido você a agendar uma consulta — podemos realizar uma avaliação presencial na Clínica Oto One para examinar como está a cicatrização do seu enxerto ou, se preferir, podemos conversar via consulta online para esclarecer outras dúvidas de recuperação e garantir que você não comprometa o resultado da sua cirurgia.

    Sua recuperação é uma fase delicada e o cuidado agora é o que garantirá o sucesso do procedimento a longo prazo.

    Dr. Bruno Rossini (CRM-SP 115697; RQE: 34828)
    Clínica Oto One - São Paulo
    Instagram: @brunorossini.otorrino


  • Fiz cirurgia de retirada de amidglas, já fiz exames não tenho sinusite, na verdade eu já fiz várias

    Fiz cirurgia de retirada de amidglas, já fiz exames não tenho sinusite, na verdade eu já fiz várias cirurgias: estômago, visícula, vários exames, ressonância e tomografia, já passei por todas as especialidades da medicina mais nada resolve o meu problema de halitose crônica, por favor não mande a pessoa procurar um dentista essa especialidade não tem solução para esse caso. Alguém pode me ajudar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Compreendo perfeitamente o seu desabafo. A halitose crônica é uma condição extremamente angustiante que vai muito além do desconforto físico, impactando profundamente a autoestima e a vida social. Quando o paciente já percorreu diversas especialidades, realizou cirurgias e exames de imagem sem encontrar uma causa óbvia, o sentimento de frustração é inevitável.

    Como otorrino, vejo muitos casos de halitose que escapam aos diagnósticos tradicionais. Se você já eliminou as causas clássicas (amígdalas, seios da face, problemas odontológicos e gastrointestinais), precisamos investigar "lugares" e mecanismos que frequentemente passam despercebidos na rotina clínica geral.

    Existem três caminhos específicos que, na minha experiência, costumam ser subestimados nesses casos complexos:

    1. O papel do microbioma e a colonização bacteriana atípica
    Mesmo sem as amígdalas, o fundo da língua e as áreas profundas da faringe e orofaringe podem abrigar colônias bacterianas específicas que não são detectadas em exames de imagem ou rotinas laboratoriais simples. Às vezes, a questão não é uma doença estrutural (como uma sinusite), mas uma desbiose local, onde certas bactérias anaeróbias produzem compostos voláteis de enxofre.

    2. O refluxo faringolaríngeo (ou "refluxo silencioso")
    Você mencionou cirurgia de estômago, mas é fundamental distinguir a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) clássica do Refluxo Faringolaríngeo (RFL). O RFL muitas vezes não causa azia ou queimação, mas o conteúdo ácido ou gases do estômago atingem a faringe e a laringe, alterando o muco da região. Esse muco alterado torna-se um substrato perfeito para a proliferação bacteriana causadora do odor, mesmo que a endoscopia digestiva pareça "normal".

    3. Condições metabólicas e sistêmicas
    Existem condições metabólicas raras ou variações na forma como o organismo processa certos alimentos e proteínas que podem se manifestar através do hálito. Além disso, a xerostomia (boca seca) crônica, muitas vezes imperceptível ao paciente, reduz a proteção da saliva, permitindo que qualquer resíduo se decomponha rapidamente.

    Como podemos investigar isso de forma diferente?
    Não proponho que você procure apenas mais um especialista, mas sim que realizemos um rastreio focado na funcionalidade da faringe e na dinâmica da sua via aérea superior. Precisamos avaliar se há retenção de secreções em micro-reentrâncias da orofaringe que, visualmente, parecem limpas, mas funcionalmente não estão.

    Convido você a agendar uma consulta, seja presencial ou online. Na consulta, faremos um levantamento minucioso do seu histórico — focando especificamente em padrões de alimentação, ingestão de água, qualidade do sono e uso de medicamentos — para traçarmos uma estratégia de investigação diferente do que você já fez até hoje. Muitas vezes, a solução está em um ajuste de protocolo que nenhuma das especialidades anteriores considerou.

    Estou à disposição para analisar seu caso com o tempo e a dedicação que ele exige.

    Dr. Bruno Rossini (CRM-SP 115697; RQE: 34828)
    Clínica Oto One - São Paulo

    Instagram: @brunorossini.otorrino


  • Quando a Hipertrofia dos Cornetos é fibrosada? Qual a diferença disso pra um edema?

    Quando a Hipertrofia dos Cornetos é fibrosada? Qual a diferença disso pra um edema?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Essa é uma excelente pergunta, pois toca no ponto crucial que define o sucesso (ou a necessidade) de uma cirurgia nasal. A diferença entre a hipertrofia fibrosada e o edema está diretamente ligada à estrutura do que está ocupando o espaço no interior do seu nariz.

    Para entender, imagine que o seu corneto inferior é como um "almofada" esponjosa dentro do nariz.

    1. O Edema (Hipertrofia por congestão)
    O edema é o que chamamos de "componente inflamatório".

    O que é: É o acúmulo de líquido (plasma) e a dilatação dos vasos sanguíneos dentro da mucosa do corneto. É, essencialmente, um inchaço.

    Comportamento: Ele é dinâmico. Ele muda de tamanho ao longo do dia, conforme a temperatura, a posição do corpo, o nível de estresse ou o contato com alérgenos. É o que faz o nariz "entupir e desentupir".

    Resposta ao tratamento: Como é um quadro inflamatório, ele costuma responder muito bem aos corticoides tópicos (sprays nasais), aos anti-histamínicos e à lavagem nasal. Se você usa um descongestionante ou um spray nasal e o nariz abre, o seu problema é predominantemente edema.

    2. A Hipertrofia Fibrosada
    Aqui o cenário é diferente, pois houve uma alteração estrutural permanente.

    O que é: Quando o corneto fica inflamado por muito tempo (anos de rinite não tratada, uso crônico de descongestionantes, poluição), o corpo tenta "reparar" o tecido constantemente. Nesse processo, a mucosa perde a elasticidade e é substituída por tecido fibroso (colágeno endurecido).

    Comportamento: O corneto tornou-se uma estrutura rígida e permanentemente aumentada. Ele não "desincha". É como se aquela "almofada" esponjosa tivesse se tornado um "bloco de borracha dura".

    Resposta ao tratamento: Aqui reside a frustração de muitos pacientes: o spray nasal de corticoide não consegue reverter a fibrose. O spray pode até tratar o edema que está ao redor da fibrose, mas o "núcleo" duro do corneto continuará ali, obstruindo a passagem de ar mecanicamente.

    Como saber a diferença?
    A avaliação clínica no consultório é fundamental. Durante a nasofibrolaringoscopia, utilizamos o spray descongestionante tópico.

    Se após o spray o corneto reduzir drasticamente de tamanho, ele é edematoso (tem solução clínica).

    Se o spray for aplicado e o corneto continuar rígido, com aspecto "pálido" ou "encouraçado" e sem reduzir de volume, estamos diante de uma hipertrofia fibrosada.

    Qual a abordagem?
    Quando o componente é predominantemente fibrosado, o tratamento clínico torna-se insuficiente para devolver a qualidade respiratória. Nesses casos, a cirurgia (turbinectomia ou turbinoplastia) é a indicação para remover ou remodelar esse tecido rígido, permitindo que o ar passe novamente.

    Se você sente que seu nariz não responde mais aos sprays e que a obstrução é constante, independentemente do que você faça, é muito provável que haja um componente significativo de fibrose.

    Convido você a agendar uma consulta para avaliarmos isso. Podemos realizar uma consulta presencial na Clínica Oto One, onde realizaremos a nasofibrolaringoscopia com o teste do descongestionante para mapear exatamente o quanto do seu entupimento é reversível (edema) e o quanto é mecânico (fibrose), ou podemos conversar via consulta online para eu orientar como você deve conduzir essa investigação.

    Estou à disposição para ajudá-lo a voltar a respirar com qualidade.

    Dr. Bruno Rossini (CRM-SP 115697; RQE: 34828)
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    Instagram: @brunorossini.otorrino


  • Há pouco tempo comecei a sentir uma espécie de "tremor" no ouvido direito toda vez que escuto algum

    Há pouco tempo comecei a sentir uma espécie de "tremor" no ouvido direito toda vez que escuto algum som abrupto (portas batendo, latidos de cachorro, talheres). Isso acontece também quando falo. Reparei também que, ao fazer a manobra de Valsava e quando o tímpano fica "pressionado" este tremor desaparece. O que poderia ser isso? Está afetando bastante meu desempenho no trabalho e meu descanso em casa.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    O sintoma que você descreve — essa sensação de "tremor", "vibração" ou um som de "batida" dentro do ouvido disparado por sons externos (especialmente os de frequência baixa ou abruptos) ou pela sua própria voz — é uma queixa clássica que chamamos de mioclonia dos músculos da orelha média.

    O que está acontecendo?
    Dentro do ouvido, temos dois músculos minúsculos: o músculo estapédio e o músculo tensor do tímpano. Eles têm a função de se contrair para proteger o ouvido de sons muito altos (o chamado reflexo estapediano).

    Em casos como o seu, ocorre uma disfunção onde esses músculos começam a apresentar contrações involuntárias (espasmos ou "tremores") em resposta a estímulos que, normalmente, não deveriam disparar esse reflexo. É como se o "filtro" do seu ouvido estivesse hipersensível ou "desregulado".

    O fato de o tremor desaparecer quando você faz a manobra de Valsalva ou quando o tímpano está pressionado é um indício importante: ao alterar a pressão do ouvido médio, você acaba imobilizando temporariamente a cadeia ossicular ou alterando a tensão do tímpano, o que interrompe o ciclo do espasmo muscular.

    Possíveis causas
    Essa condição raramente é grave, mas é extremamente limitante, como você bem pontuou. As causas mais frequentes incluem:

    Tensão muscular crônica ou estresse: Frequentemente associada à Disfunção Temporomandibular (DTM), onde o estresse muscular na mandíbula acaba sobrecarregando a musculatura da orelha média.

    Hipersensibilidade auditiva (hiperacusia): Como o seu sistema auditivo está em um estado de alerta constante, os músculos do ouvido reagem exageradamente a sons do dia a dia.

    Fatores neurológicos ou irritativos: Em casos mais raros, pode haver uma irritação no trajeto do nervo facial ou do nervo trigêmeo, que controlam esses músculos.

    O que deve ser feito?
    Primeiro, precisamos confirmar que não há nada estrutural no seu tímpano ou na sua audição. O caminho para o diagnóstico e tratamento geralmente envolve:

    Exame físico e Otoscopia: Precisamos observar o tímpano enquanto você é exposto aos sons que disparam o "tremor". Às vezes, conseguimos ver o tímpano vibrando em sincronia com o seu relato.

    Impedanciometria: Um exame fundamental para medir a complacência da orelha média e tentar registrar essa contração muscular.

    Avaliação da DTM: Investigar se o seu estresse mandibular está "transbordando" para os músculos do ouvido.

    Não ignore o impacto na sua qualidade de vida. Esse "tremor" dispara um ciclo de ansiedade: você passa a antecipar o barulho, o que aumenta a tensão, o que aumenta a frequência dos espasmos.

    Convido você a agendar uma consulta, seja presencial ou online, para discutirmos o seu caso. Na avaliação, farei uma anamnese detalhada sobre seus hábitos, níveis de estresse e possíveis gatilhos anatômicos, para definirmos se o manejo será através de terapias de relaxamento, neuromoduladores específicos, fisioterapia para ATM ou outras intervenções clínicas. Podemos iniciar esse processo agora mesmo e buscar o alívio que você precisa para trabalhar e descansar com tranquilidade.

    Estou à disposição.

    Dr. Bruno Rossini (CRM-SP 115697; RQE: 34828)
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    Instagram: @brunorossini.otorrino


  • Estou usando otociriax no meu bebê de 10 meses por recomendação da pediatra, e na bula está escrito

    Estou usando otociriax no meu bebê de 10 meses por recomendação da pediatra, e na bula está escrito que o conta gotas deve ser higienizado com água corrente após o uso, no entanto, quando vou reaplicar ainda está com algumas gotas de água, essa água traz algum risco para o tratamento? O que devo fazer pois o conta gotas não seca totalmente? Estraga a medicação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Essa é uma preocupação muito comum e muito importante, especialmente quando estamos tratando um bebê. Vamos esclarecer isso para que você possa fazer a aplicação com total segurança.

    A questão da água no conta-gotas
    Sim, a presença de gotas de água no conta-gotas traz riscos para o tratamento, e por dois motivos principais:

    Diluição do medicamento: O Otociriax é um medicamento que combina antibiótico e corticoide em uma concentração específica. Se houver água residual no conta-gotas, ela será misturada ao remédio a cada aplicação. Isso altera a concentração do fármaco e, consequentemente, a eficácia do tratamento, podendo torná-lo menos potente.

    Contaminação e proliferação de fungos/bactérias: A água da torneira não é estéril. Ao lavar o conta-gotas e não secá-lo perfeitamente, você cria um ambiente úmido dentro do frasco ou do aplicador que favorece o crescimento de novos fungos ou bactérias. Isso pode causar uma infecção secundária no ouvido do seu bebê, que é justamente o que queremos evitar.

    O que você deve fazer?
    A partir de agora, recomendo seguir estas orientações:

    Não lave com água corrente: O ideal é evitar lavar o conta-gotas com água da torneira se você não tiver como garantir uma secagem absoluta.

    Limpeza externa: Apenas limpe a ponta do conta-gotas com uma gaze estéril ou um lenço de papel limpo e seco imediatamente após o uso. O objetivo é remover apenas o excesso de medicação que ficou na ponta.

    Cuidado com o toque: O segredo para não precisar lavar o conta-gotas é não deixar que a ponta dele toque em absolutamente nada (nem na pele do bebê, nem dentro do canal auditivo, nem nas suas mãos). Devemos pingar as gotas a uma pequena distância. Se a ponta não encostar no ouvido, ela não se contamina e não precisa ser lavada.

    Se o conta-gotas já foi contaminado: Se por acidente ele encostou no ouvido, o ideal é limpar a ponta apenas com álcool 70% em uma gaze, mas garanta que o álcool evapore totalmente antes da próxima aplicação. O uso de água corrente deve ser a última opção, e apenas se for possível secar com ar comprimido ou deixando secar por várias horas (o que nem sempre é prático).

    A medicação foi estragada?
    Se você lavou apenas algumas vezes, é muito improvável que o frasco inteiro tenha sido estragado, mas a partir de agora, siga a regra de não encostar a ponta e evitar a água. Se você notar qualquer alteração na cor, no cheiro ou na consistência do medicamento dentro do frasco, interrompa o uso e entre em contato com a pediatra.

    Se o ouvido do bebê continuar com secreção, apresentando dor ou se você notar que ele está muito irritado, é fundamental uma reavaliação. Caso queira uma segunda opinião técnica ou precise de orientações sobre como realizar a aplicação de forma mais segura, convido você a agendar uma consulta online ou presencial. Na consulta presencial, posso examinar o ouvido com a otoscopia para garantir que o tratamento está sendo eficaz e que a medicação não está causando irritação local.

    Estou à disposição para cuidar do seu pequeno.

    Dr. Bruno Rossini (CRM-SP 115697; RQE: 34828)
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  • Tenho amigdalite de repetição,estou indo pro 3° comprimido de azitromicina mas noto que a amígdala d

    Tenho amigdalite de repetição,estou indo pro 3° comprimido de azitromicina mas noto que a amígdala do lado esquerdo ainda apresenta muita placa e por trás o tecido está bem inchado,porém n estou sentindo muita dor igual nos dias anteriores
    Seria esse um sinal de melhora?ou devo procurar o médico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    A presença de placas (exsudato) e o inchaço persistente, mesmo com a redução da dor, é uma situação que exige atenção cautelosa.

    A melhora da dor é um sinal positivo, pois indica que o componente inflamatório agudo está diminuindo. No entanto, a persistência das placas e do inchaço no terceiro dia de Azitromicina sugere que o processo bacteriano ainda pode estar ativo ou que o antibiótico escolhido não está sendo eficaz contra a bactéria específica presente na sua garganta.

    Por que você deve considerar reavaliar:
    Possível Falha Terapêutica: A Azitromicina é um antibiótico de amplo espectro, mas em casos de amigdalite bacteriana (especialmente por Streptococcus pyogenes), existem protocolos que podem ser mais efetivos. Se ao final do ciclo as placas permanecerem, o quadro pode cronificar ou evoluir para uma complicação local (como um abscesso periamigdaliano, que é o inchaço que você descreveu "por trás" da amígdala).

    Diagnóstico Diferencial: Amigdalites que não cedem prontamente podem, por vezes, não ser bacterianas. Podem ser quadros virais (como a Mononucleose, que causa placas extensas e inchaço importante) onde o antibiótico não tem qualquer efeito, ou ainda quadros relacionados a infecções virais que "abrem a porta" para bactérias resistentes.

    O risco do "tecido inchado": O inchaço persistente na região posterior da amígdala é um ponto de atenção. Se esse volume aumentar, pode causar dificuldade para abrir a boca (trismo) ou para engolir.

    O que fazer agora?
    Não interrompa o antibiótico por conta própria, mas não espere até o final da cartela se notar que o inchaço está aumentando ou se a febre voltar.

    Observe sinais de alerta: Dificuldade para engolir saliva, voz "fanhosa" (voz de batata quente), febre que retorna ou dor que irradia para o ouvido são sinais claros de que você precisa de uma avaliação médica imediata.

    Como você relata um histórico de amigdalite de repetição, o manejo precisa ser mais estratégico. Precisamos investigar se você é portadora crônica dessa bactéria ou se há uma obstrução anatômica que favorece o acúmulo de secreção (caseum) nessas placas, o que gera inflamações recorrentes.

    Convido você a agendar uma consulta, seja presencial ou online. Na consulta, faremos uma análise clínica detalhada. Se você estiver na região de São Paulo, o ideal é uma consulta presencial para que eu possa realizar a oroscopia e verificar se há necessidade de realizar uma coleta de secreção ou um ajuste imediato na terapia antibiótica para evitar que esse quadro se prolongue ou evolua para algo mais sério.

    Estou à disposição para ajudá-lo a resolver esse ciclo de infecções.

    Dr. Bruno Rossini (CRM-SP 115697; RQE: 34828)
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  • Fiz uma cirurgia de timpanoplastia há 3 dias ,meu rosto está dormente do lado da cirurgia é normal ,

    Fiz uma cirurgia de timpanoplastia há 3 dias ,meu rosto está dormente do lado da cirurgia é normal ,tenho medo de ter uma paralisia facial ,pois estou com a impressão de inchaço do lado da cirurgia é normal ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    A paralisia facial e a dormência no rosto são preocupações frequentes no pós-operatório de timpanoplastia. É essencial que você mantenha a calma, mas esteja atento aos sinais do seu corpo.

    É normal o rosto ficar dormente após timpanoplastia?
    Sim, é relativamente comum sentir uma sensação de dormência, formigamento ou anestesia na região próxima à orelha operada, incluindo parte do rosto e couro cabeludo. Isso ocorre devido à manipulação dos tecidos durante a cirurgia de ouvido e à possível compressão ou retração de pequenos ramos nervosos sensitivos superficiais. Na maioria dos casos, essa sensação é temporária e desaparece conforme o processo de cicatrização pós-cirúrgica evolui.

    E a impressão de inchaço?
    A sensação de inchaço no rosto após timpanoplastia também é normal. A cirurgia envolve uma manipulação local significativa, o que desencadeia um processo inflamatório natural. Além disso, o curativo compressivo e a própria anatomia da região podem dar a impressão de que o lado operado está mais "pesado" ou inchado.

    Quando se preocupar com paralisia facial?
    A paralisia facial pós-timpanoplastia é uma complicação rara. Ela ocorre se o nervo facial (que passa dentro do osso do ouvido) sofrer alguma inflamação ou trauma durante o procedimento. Você deve buscar atendimento médico de urgência caso observe:

    Assimetria evidente no rosto ao sorrir.

    Dificuldade para fechar o olho do lado operado.

    Desvio da boca para o lado contrário à cirurgia.

    Impossibilidade de franzir a testa.

    Se você consegue realizar esses movimentos normalmente, o risco de uma paralisia grave é muito baixo.

    Recomendação importante:
    O pós-operatório exige monitoramento. Como você está no terceiro dia, qualquer alteração súbita deve ser comunicada ao seu otorrinolaringologista especialista em otologia.

    Convido você a agendar uma consulta presencial na Clínica Oto One para que eu possa realizar um exame físico detalhado, avaliar a integridade do seu nervo facial e conferir a cicatrização do seu ouvido. Se preferir, podemos realizar uma consulta online inicial para alinhar suas dúvidas e sintomas atuais.

    Não hesite em buscar avaliação caso a dormência se transforme em fraqueza muscular.

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  • Fiz amigdalectomia mas continuo tendo dores de garganta febres e aftas a cada 35/40 dias, já fiz inú

    Fiz amigdalectomia mas continuo tendo dores de garganta febres e aftas a cada 35/40 dias, já fiz inúmeros tratamentos, não sei mais oque fazer. Oque sugerem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    É extremamente frustrante passar por uma cirurgia de grande porte, como a amigdalectomia, esperando a resolução definitiva de um problema e continuar enfrentando sintomas que comprometem sua qualidade de vida.

    Quando as dores de garganta, febres e aftas recorrentes persistem mesmo após a remoção das amígdalas, o raciocínio clínico precisa mudar completamente. O problema provavelmente não está na garganta em si, mas sim em distúrbios imunológicos ou inflamatórios sistêmicos que se manifestam nessa região.

    O que investigar agora?
    Precisamos olhar para além da orofaringe. Algumas condições explicam esse padrão cíclico de 35 a 40 dias:

    Síndrome de PFAPA (ou condições similares em adultos): Embora seja diagnosticada comumente em crianças, existem síndromes autoinflamatórias em adultos que cursam com episódios cíclicos de febre e faringite aftosa. O organismo "dispara" uma resposta inflamatória exagerada sem uma causa infecciosa óbvia.

    Deficiências Nutricionais e Imunológicas: Precisamos avaliar níveis de ferritina, vitamina B12, vitamina D e zinco. Deficiências específicas podem fragilizar a mucosa oral, facilitando o surgimento constante de aftas e infecções oportunistas.

    Refluxo Faringolaríngeo (RFL): O refluxo silencioso é uma causa subestimada de dor crônica e irritação da mucosa que propicia aftas e inflamações. O conteúdo gástrico pode chegar à orofaringe, causando lesões que o paciente interpreta como infecções.

    Doenças Autoimunes ou de Barreira: Algumas doenças, como a Doença de Behçet ou outras vasculites, podem ter a estomatite aftosa e faringites como sintomas principais.

    Como podemos proceder?
    O seu caso exige uma abordagem de detetive clínico. Não é uma questão de apenas olhar a garganta, mas de investigar o seu sistema imunológico e o padrão inflamatório do seu corpo.

    Sugiro o seguinte plano de ação:

    Diário de sintomas: Registrar com precisão a data de início, duração, tipo de febre e localização exata das aftas.

    Exames laboratoriais específicos: Solicitar um painel de investigação inflamatória e imunológica, que vai além dos exames de rotina.

    Avaliação funcional: Investigar possíveis gatilhos de refluxo e hábitos que alteram o microbioma oral.

    Convido você a agendar uma consulta, seja presencial ou online, para revisarmos todo o seu histórico. Em uma consulta presencial na Clínica Oto One, podemos avaliar minuciosamente a cicatrização da sua cirurgia prévia e realizar exames de imagem, se necessário, para garantir que não há restos de tecido amigdaliano ou inflamações ocultas. Se você não estiver em São Paulo, a consulta online será fundamental para montarmos um plano de investigação detalhado e solicitarmos os exames necessários que devem ser investigados por um otorrinolaringologista com visão sistêmica.

    Não aceite que "é normal" ou que "não há nada a fazer". Vamos buscar a causa raiz desse padrão cíclico.

    Dr. Bruno Rossini (CRM-SP 115697; RQE: 34828)
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  • Levoxin causa coceira no rosto e vermelhidão?Tomando para tratar sinusite,sensação de peso e inchaço

    Levoxin causa coceira no rosto e vermelhidão?Tomando para tratar sinusite,sensação de peso e inchaço na face com dor

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    O Levoxin (levofloxacino), assim como outros antibióticos da classe das quinolonas, pode causar reações adversas, e o aparecimento de coceira no rosto (prurido) e vermelhidão (eritema) são sinais que exigem atenção imediata.

    Isso é preocupante?
    Sim, esses sintomas podem indicar uma reação de hipersensibilidade (alergia medicamentosa). Quando uma reação alérgica começa a se manifestar na pele (como coceira e vermelhidão), existe o risco de progressão para sintomas mais graves, como edema de glote (inchaço na garganta que dificulta a respiração) ou anafilaxia.

    Diferenciando o quadro
    É importante não confundir os sintomas da sua sinusite com os efeitos colaterais do medicamento:

    Sintomas da Sinusite: A sensação de peso e o inchaço na face são sintomas clássicos da rinossinusite devido à obstrução dos seios da face. A dor facial também é esperada.

    Sintomas de Reação Alérgica: A coceira difusa no rosto, vermelhidão, manchas que aparecem após a ingestão do remédio ou inchaço súbito (principalmente em lábios, língua ou ao redor dos olhos) são manifestações estranhas à sinusite e típicas de uma reação alérgica ao fármaco.

    O que você deve fazer agora?
    Suspensão imediata: Se a coceira e a vermelhidão surgiram logo após o início do uso do Levoxin, não tome a próxima dose.

    Avaliação Médica: Você deve entrar em contato com o médico que prescreveu o antibiótico ou buscar um serviço de pronto atendimento para confirmar se trata-se de uma alergia. O médico precisará trocar o antibiótico por outra classe medicamentosa que seja segura para você tratar a sinusite.

    Sinais de Alerta: Caso sinta qualquer dificuldade para respirar, inchaço na língua ou lábios, ou sensação de garganta fechando, procure um pronto-socorro imediatamente.

    O tratamento da sinusite precisa de eficácia, mas a segurança do paciente é a prioridade absoluta. Se você está enfrentando essa reação, não tente "esperar para ver se passa", pois as reações alérgicas a medicamentos podem ser imprevisíveis.

    Convido você a agendar uma consulta (online ou presencial) para que possamos avaliar essa reação alérgica e definir, com urgência, uma alternativa terapêutica eficaz para o seu quadro de sinusite, garantindo que você trate a infecção com segurança e sem sofrer com esses efeitos colaterais.

    Estou à disposição para ajudá-lo a encontrar a alternativa correta.

    Dr. Bruno Rossini (CRM-SP 115697; RQE: 34828)
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  • Ouvido com cerume saudável é normal doer o ouvido na hora da lavagem e sangrar após fazer lavagem do

    Ouvido com cerume saudável é normal doer o ouvido na hora da lavagem e sangrar após fazer lavagem do ouvido com otorrino?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    A realização de uma lavagem de ouvido (ou irrigação do conduto auditivo externo) é um procedimento comum para a remoção de cerume impactado. No entanto, embora seja um procedimento rotineiro no consultório de otorrinolaringologia, o surgimento de dor ou sangramento não é considerado normal.

    Para que você entenda melhor o que pode ter ocorrido, vamos analisar os possíveis motivos:

    Por que a lavagem pode ter causado dor ou sangramento?
    Inflamação ou Infecção Prévia (Otite Externa): Às vezes, o acúmulo de cerume esconde um processo inflamatório ou infeccioso na pele do conduto auditivo. Quando o conduto está inflamado (otite externa), a pele fica extremamente sensível e friável. Ao realizar a lavagem, o jato de água pode causar microtraumas nessa pele já fragilizada, gerando dor e sangramento.

    Trauma do Conduto Auditivo: Se a pele do conduto for muito fina ou se houver um exostose (crescimento ósseo no canal), o contato da ponteira ou mesmo a pressão do jato podem provocar pequenas escoriações ou ferimentos, que sangram com facilidade.

    Perfuração do Tímpano: Esta é a hipótese que exige mais cuidado. Se o paciente possuía uma perfuração timpânica prévia (que muitas vezes é silenciosa e não diagnosticada antes da lavagem) ou se o tímpano foi lesionado pelo procedimento, pode haver dor aguda e sangramento. A água entra no ouvido médio e causa dor imediata.

    O que você deve observar agora?
    Sangramento persistente: O sangramento deve cessar rapidamente. Se continuar saindo sangue ou secreção, é um sinal de alerta.

    Dor intensa: Uma dor que aumenta após o procedimento não é um bom sinal.

    Tontura ou Vertigem: Se você sentir o ambiente girar, isso pode indicar que a temperatura da água ou a pressão da lavagem afetaram o seu sistema vestibular (labirinto).

    Perda de audição: Se você notar uma diminuição significativa da audição após a lavagem que não existia antes.

    Qual o próximo passo?
    Se você sentiu dor e viu sangue, o ouvido precisa ser reexaminado imediatamente por um otorrino (preferencialmente por um especialista diferente do que realizou o procedimento, se você não se sentir seguro). É necessária uma nova otoscopia para visualizar se o tímpano está íntegro e se há presença de ferimentos ou secreção no conduto.

    Não utilize gotas otológicas, cotonetes ou qualquer medicação por conta própria até que um médico verifique a integridade do seu tímpano. O uso de remédios em um ouvido com perfuração pode ser prejudicial.

    Para garantir que o seu ouvido esteja seguro e em processo de cicatrização, convido você a agendar uma consulta presencial na Clínica Oto One. É fundamental que eu realize o exame físico detalhado com otoscopia para determinar a causa desse sangramento e garantir que não houve dano à estrutura do tímpano ou do canal. Se preferir, podemos iniciar o contato via consulta online para eu avaliar os seus sintomas e orientar a conduta imediata.

    Estou à disposição para avaliar seu caso com a atenção necessária.

    Dr. Bruno Rossini (CRM-SP 115697; RQE: 34828)
    Clínica Oto One - São Paulo
    Instagram: @brunorossini.otorrino


Perguntas frequentes

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