Perguntas do paciente (214)

  • Estou com 4 dias que fiz a cirurgia das amídalas a dor e intensaa tenho 32 anos precesso de recupera

    Estou com 4 dias que fiz a cirurgia das amídalas a dor e intensaa tenho 32 anos precesso de recuperação e lento muita dor e secreção na garganta, é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Olá! Sim, o que você está sentindo é considerado absolutamente normal e esperado para o quarto dia de pós-operatório de uma amigdalectomia, especialmente em um adulto de 32 anos.

    Eu sei que a dor é muito intensa e a recuperação parece lenta, mas quero te tranquilizar explicando exatamente o porquê isso acontece. O quarto dia, junto com o quinto e sexto, costuma ser um dos piores momentos da recuperação.

    Vamos detalhar o que está acontecendo no seu corpo:

    1. A Dor Intensa
    Adultos vs. Crianças: A recuperação da cirurgia de amígdalas em adultos é notoriamente mais dolorosa e demorada do que em crianças. Os tecidos são mais antigos e a área cirúrgica é maior.

    Pico da Dor: A dor costuma aumentar progressivamente nos primeiros dias, atingindo um pico entre o 4º e o 7º dia. Isso acontece porque o inchaço (edema) está no seu máximo e as terminações nervosas ficam mais expostas durante a cicatrização.

    Dor de Ouvido: É muito comum a dor da garganta irradiar para os ouvidos. Isso não significa que você está com infecção no ouvido, mas sim que os nervos da garganta e do ouvido estão conectados.

    2. A Secreção na Garganta (Placas Brancas/Amareladas)
    Não é Infecção: O que você vê no fundo da garganta (uma camada branca, amarelada ou acinzentada) não é pus nem secreção de infecção. É a fibrina, uma espécie de "casquinha de ferida" úmida que o corpo cria para proteger a área onde as amígdalas foram removidas. É um sinal normal e saudável de cicatrização.

    Saliva e Muco: Como engolir é muito doloroso, é natural que você acumule mais saliva e muco na garganta, o que dá essa sensação de "muita secreção". Tentar se manter hidratado ajuda a deixar essa secreção mais fina e fácil de engolir.

    O que fazer para aliviar?
    ANALGÉSICOS: Este é o ponto mais importante. Tome os remédios para dor prescritos pelo seu médico REGULARMENTE, nos horários certos, mesmo que a dor pareça ter melhorado um pouco. Não espere a dor ficar insuportável para tomar o remédio. A ideia é se manter "à frente" da dor.

    HIDRATAÇÃO: Beba muita, muita água gelada, chás gelados (camomila é ótimo), gatorade e sucos não ácidos (como maçã ou pera). Manter a garganta úmida diminui a dor e acelera a cicatrização. Chupar gelo ou picolé de fruta ajuda muito.

    ALIMENTAÇÃO: Continue na dieta líquida/pastosa e fria/morna. Sorvete, açaí, sopas frias, purês, iogurtes e gelatinas são seus melhores amigos agora. Evite qualquer coisa quente, ácida, crocante ou dura, pois pode machucar a ferida.

    REPOUSO: Fale o mínimo possível e evite qualquer esforço físico.

    Sinais de Alerta (Quando entrar em contato com seu médico IMEDIATAMENTE):
    Sangramento: Um pouco de saliva rosada pode ser normal, mas qualquer sangramento com sangue vivo e em maior quantidade não é.

    Febre Alta: Uma febre baixa (até 38°C) pode ocorrer, mas febre alta (acima de 38.5°C) que não cede com os antitérmicos precisa ser comunicada.

    Incapacidade de Engolir Líquidos: Se você não consegue beber nada, corre o risco de desidratar.

    Fique tranquilo(a), essa fase intensa faz parte do processo. A tendência é que a partir do 7º ou 8º dia a melhora comece a ser mais nítida. É uma recuperação desafiadora, mas temporária.

    Continue seguindo à risca as orientações do seu cirurgião. Melhoras! Dr. Bruno Rossini


  • Fiz a lavagem no ouvido e esta dolorido, isso é normal?

    Fiz a lavagem no ouvido e esta dolorido, isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Olá! Essa é uma dúvida muito comum. A resposta é: depende da intensidade da dor.

    Vamos separar as duas possibilidades:

    1. Um Leve Desconforto ou Sensibilidade (Normal)
    Sim, é relativamente comum sentir o ouvido um pouco dolorido, sensível ou "estranho" por um curto período após a lavagem. Isso pode acontecer por alguns motivos:

    Irritação do Canal: O procedimento, apesar de seguro, envolve um jato de água morna que pode irritar levemente a pele sensível do canal auditivo, que já poderia estar inflamada pela presença da cera.

    Remoção da Cera: Muitas vezes, a rolha de cera estava pressionando a parede do canal ou até o tímpano. Após a remoção, a área que estava comprimida pode ficar sensível por um tempo, até "se acostumar" a ficar livre.

    Pequenas Escoriações: A própria cera endurecida pode causar pequenos arranhões no canal auditivo, que se tornam mais perceptíveis após a limpeza.

    Nesses casos, a dor deve ser leve, do tipo uma sensibilidade ou um incômodo, e deve melhorar progressivamente, desaparecendo em cerca de 24 a 48 horas.

    2. Dor Forte ou Piora da Dor (Não é Normal)
    Uma dor forte, aguda, pulsátil ou que piora com o tempo não é considerada normal. Se você está sentindo isso, é um sinal de alerta.

    Fique atento também a outros sintomas associados:

    Secreção (líquido amarelado, pus ou sangue saindo do ouvido).

    Zumbido que não existia antes.

    Sensação de ouvido tampado que não melhora ou piora.

    Tontura ou vertigem.

    Perda de audição notável.

    Febre.

    Esses sinais podem indicar alguma complicação, como uma otite externa (infecção do canal auditivo) que pode ter sido desencadeada pelo procedimento, uma lesão na pele do canal ou, mais raramente, uma perfuração do tímpano.

    O que fazer agora?
    Observe: Se a dor for apenas um leve incômodo, observe a evolução nas próximas horas. A tendência é que melhore sozinha.

    Não introduza nada no ouvido: Evite cotonetes, fones de ouvido ou qualquer outro objeto. Mantenha o ouvido seco durante o banho.

    Entre em contato com o médico: Se a dor for de moderada a forte, se estiver piorando em vez de melhorar, ou se você tiver qualquer um dos outros sintomas mencionados acima, é fundamental entrar em contato com o médico ou profissional de saúde que realizou o procedimento.

    Resumindo: Uma leve sensibilidade passageira pode acontecer. Uma dor significativa e persistente não é normal e precisa ser avaliada pelo seu médico.


  • Minha filha tem 2anos e 8 meses, pesa 11k. Amígdala grau 4 e adenoide 95% fechada. A cirurgia de ret

    Minha filha tem 2anos e 8 meses, pesa 11k. Amígdala grau 4 e adenoide 95% fechada. A cirurgia de retirada na idade dela é muito arriscado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Olá! Entendo perfeitamente a sua angústia. A decisão de levar um filho para uma cirurgia, por mais necessária que seja, sempre traz um grande receio para os pais. Quero te tranquilizar e esclarecer os pontos sobre a sua pergunta.

    A sua pergunta é sobre o risco da cirurgia. A resposta mais direta é: a cirurgia de adenoamigdalectomia (retirada da adenoide e das amígdalas) é um dos procedimentos pediátricos mais comuns e seguros realizados no mundo. A idade de 2 anos e 8 meses não é um impeditivo; pelo contrário, é uma faixa etária muito comum para esta cirurgia quando a indicação é tão clara e severa como no caso da sua filha.

    O ponto mais importante que você precisa considerar não é apenas o risco da cirurgia, mas sim a relação entre o risco da cirurgia versus o risco de NÃO operar. Vamos analisar isso:

    Os Riscos de NÃO Realizar a Cirurgia (Com o quadro atual dela)
    Com amígdalas grau 4 (que praticamente se tocam na garganta) e uma adenoide que obstrui 95% da passagem de ar pelo nariz, sua filha vive com uma obstrução gravíssima da via aérea. Os riscos de manter essa situação são muito maiores e mais impactantes do que os riscos cirúrgicos. São eles:

    Apneia Obstrutiva do Sono: Com essa obstrução, é quase certo que ela tenha pausas respiratórias durante o sono. Isso leva à má oxigenação do cérebro e de todo o corpo, além de um sono de péssima qualidade.

    Impacto no Desenvolvimento: O sono "picado" e a falta de oxigênio podem afetar o desenvolvimento neurológico e cognitivo da criança, causando irritabilidade, dificuldade de concentração e até atrasos no aprendizado.

    Dificuldade de Crescimento: O peso de 11 kg para a idade dela pode estar diretamente ligado ao problema. Crianças com obstrução severa gastam muita energia para respirar, dormem mal (o hormônio do crescimento é liberado no sono profundo) e podem ter dificuldade para engolir alimentos, resultando em baixo ganho de peso.

    Infecções de Repetição: Adenoide e amígdalas muito grandes são focos de infecção, podendo levar a otites (infecção de ouvido), sinusites e faringites recorrentes.

    Alterações Faciais e Dentárias: A respiração crônica pela boca pode causar alterações no desenvolvimento do rosto e da arcada dentária (a chamada "fácies adenoideana").

    Os Riscos da Cirurgia (Que são controlados)
    Os riscos da cirurgia existem, como em qualquer procedimento, mas são baixos e bem gerenciados por equipes experientes.

    Anestesia Geral: Este é o maior medo dos pais. Hoje, a anestesia pediátrica é extremamente segura. É realizada por um anestesista especialista em crianças, com medicamentos modernos, de curta duração e com monitoramento completo de todos os sinais vitais do início ao fim.

    Sangramento: É o principal risco cirúrgico. Acontece em uma pequena porcentagem dos casos e a equipe médica está totalmente preparada para controlar qualquer sangramento que possa ocorrer, tanto na cirurgia quanto no pós-operatório.

    Dor no Pós-operatório: Sim, haverá dor na garganta por alguns dias, mas ela é bem controlada com as medicações prescritas pelo médico. Crianças, inclusive, costumam se recuperar bem mais rápido do que os adultos.

    Conclusão
    Diante de um quadro tão severo de obstrução como o da sua filha, os benefícios da cirurgia superam imensamente os riscos. A cirurgia não é apenas uma opção, mas sim uma necessidade para garantir que ela possa respirar, dormir, comer e se desenvolver de forma plena e saudável.

    Converse abertamente com o otorrinolaringologista e com o anestesista. Peça para que expliquem todo o processo. Confie na indicação deles. A decisão é difícil, mas é um passo fundamental para dar à sua filha a qualidade de vida que ela merece.


  • Olá! Fiz uma nasofibrolaringoscopia e deu edema de aspecto gelatinoso retrocricoóide (+++/4+) S

    Olá!

    Fiz uma nasofibrolaringoscopia e deu edema de aspecto gelatinoso retrocricoóide (+++/4+)
    Sinais de laringite posterior e rinopatia.

    Fiz esse exame porque tive pneumonia recentemente e estou a mais de 60 dias com tosse que vai e volta e nariz congestionado.
    Esse edema que foi mencionado, é necessário cirurgia? Sinto a garganta sempre seca, como se tivesse inflamando isso é devido ao edema?

    Já agendei otorrino, mas falta uns dias pra consulta. Muito obrigada!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Olá! Entendo perfeitamente sua preocupação ao ler esses termos no laudo de um exame. É super normal ficar apreensivo(a), mas fico feliz que você já tenha agendado um retorno ao otorrinolaringologista, que é o passo mais correto.

    Vou tentar esclarecer suas dúvidas com base nos achados do seu exame e nos seus sintomas, para que você chegue mais tranquila à sua consulta.

    Sobre o "Edema de Aspecto Gelatinoso Retrocricoóide"
    Este achado, juntamente com os "sinais de laringite posterior", é extremamente característico de uma condição chamada Refluxo Laringofaríngeo (RLF).

    O que é isso? É um tipo de refluxo, muitas vezes "silencioso" (sem a azia típica), em que o conteúdo ácido e as enzimas do estômago sobem até a sua garganta (laringe e faringe), principalmente quando você se deita para dormir.

    Por que causa o edema? A região "retrocricoóide" é a parte de trás da sua laringe, logo na entrada do esôfago. É um local onde o refluxo costuma "empossar". Como os tecidos da garganta são muito mais sensíveis que os do esôfago, essa agressão química constante causa uma inflamação crônica, que resulta nesse inchaço (edema) de aspecto gelatinoso.

    É necessário cirurgia?
    Fique tranquilo(a): na grande maioria dos casos, o tratamento para esse tipo de edema NÃO é cirúrgico.

    O tratamento é focado em controlar a causa do problema, que é o refluxo. A abordagem geralmente é clínica e envolve uma combinação de:

    Medicamentos: Seu médico provavelmente prescreverá medicamentos que reduzem a produção de ácido no estômago (como os "prazóis": omeprazol, pantoprazol, esomeprazol, etc.).

    Mudanças na Dieta e Estilo de Vida: Esta é a parte mais importante do tratamento. Inclui evitar alimentos que pioram o refluxo (café, chocolate, frituras, comidas ácidas, refrigerantes, álcool), não comer e se deitar logo em seguida (esperar 2-3 horas) e, se possível, elevar a cabeceira da cama.

    A cirurgia só é considerada em casos muito raros e específicos, que não respondem de forma alguma ao tratamento clínico máximo.

    A garganta seca e inflamada é por causa do edema?
    Sim, exatamente. A sensação de garganta seca, irritada, "arranhando", com pigarro constante e a tosse crônica (como essa sua há 60 dias) são os sintomas mais clássicos do Refluxo Laringofaríngeo. A inflamação (laringite posterior) causada pelo ácido deixa os tecidos irritados e ressecados, gerando todo esse desconforto. A tosse, por sua vez, é um mecanismo de defesa do corpo tentando "limpar" a garganta desse agressor.

    Em resumo: Seu exame descreve de forma muito clara as consequências de um refluxo que está atingindo sua garganta. A tosse persistente e a congestão nasal também são sintomas diretos disso. O tratamento clínico costuma ser muito eficaz para reverter esse quadro, mas leva tempo (algumas semanas a meses) para que os tecidos desinflamem completamente.

    Você já está no caminho certo. Conte comigo para ajudar


  • Estou usando oto betnovate nos ouvidos 3x ao dia e fluconazol 1x na semana. Estou sentindo meus ouvi

    Estou usando oto betnovate nos ouvidos 3x ao dia e fluconazol 1x na semana. Estou sentindo meus ouvidos bem melhores, porém ficaram muito sujos Depois que comecei a usar o remédio. Posso solicitar uma lavagem com soro mesmo com tratamento em andamento? meus ouvidos estão muito sujos e entupidos parece pele morta ou cebo... não sei bem.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Olá! Que ótima notícia que você está sentindo melhora com o tratamento. Isso indica que a medicação está fazendo efeito contra a causa da sua otite.

    É muito comum e até esperado que o ouvido pareça mais "sujo" durante o tratamento de uma otite externa, especialmente se for uma otomicose (infecção por fungos), que é o que o uso de Oto Betnovate e Fluconazol sugere.

    O que é essa "sujeira"?
    Essa "sujeira" que você descreve como pele morta ou cebo é, na verdade, uma mistura de:

    Células da pele do canal auditivo que estão descamando e se renovando conforme a inflamação melhora.

    O próprio fungo/bactéria sendo eliminado pelo medicamento.

    Resíduos do próprio remédio em gotas que secam no local.

    Essa camada de detritos pode, de fato, causar a sensação de ouvido entupido.

    Posso solicitar uma lavagem com soro?
    Respondendo à sua pergunta principal: NÃO é recomendado fazer uma lavagem com soro durante ou logo após o tratamento de uma otite, principalmente se for fúngica.

    O motivo é muito importante: o fungo (principal suspeito no seu caso, pelo uso do Fluconazol) adora e se prolifera em ambientes úmidos. A lavagem introduziria uma grande quantidade de umidade no canal auditivo, o que poderia criar um ambiente perfeito para reativar a infecção que você está tratando com tanto sucesso.

    Qual é a solução correta?
    O procedimento ideal e seguro para remover esses detritos é a limpeza ou aspiração feita pelo seu médico otorrinolaringologista no consultório.

    O médico utiliza um aspirador muito fino e delicado (procedimento chamado de microaspiração) ou pequenos instrumentos para remover os resíduos a seco, olhando diretamente o canal com um microscópio ou um endoscópio.

    Essa limpeza profissional tem duas grandes vantagens:

    Remove a sujeira sem adicionar umidade, evitando a recidiva da infecção.

    Permite que o médico avalie a quantas anda a cicatrização da pele do seu canal auditivo.

    O que você deve fazer?
    Continue o tratamento exatamente como prescrito pelo seu médico.

    Entre em contato com o seu otorrino. Informe a ele que o tratamento está funcionando bem para a dor, mas que você sente o ouvido muito entupido com resíduos.

    Pergunte se ele recomenda que você retorne ao consultório para uma limpeza de acompanhamento. Essa limpeza é, muitas vezes, parte fundamental do tratamento para garantir a cura completa.

    Resumindo: A melhora é um ótimo sinal e a "sujeira" faz parte do processo de cura. Mas a limpeza deve ser feita a seco pelo seu médico, e não com lavagem. Conte comigo para ajudar


  • Olá, pretendo fazer a cirurgia de remoção de pólipos nasais, e gostaria de saber como funciona o pós

    Olá, pretendo fazer a cirurgia de remoção de pólipos nasais, e gostaria de saber como funciona o pós operatório? Eu treino na academia de segunda a sexta feira, e em quanto tempo após a cirurgia eu poderei retornar aos treinos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Olá! Ótima pergunta. Planejar o retorno às suas atividades é uma parte muito importante da preparação para a cirurgia. A remoção de pólipos nasais, chamada de polipectomia (geralmente realizada por cirurgia endoscópólica), é um procedimento que traz uma melhora fantástica na qualidade de vida, e o pós-operatório é a chave para o sucesso a longo prazo.

    Vou explicar como funciona a recuperação e quando você poderá voltar a treinar com segurança.

    O Pós-operatório Imediato (Os primeiros 7-10 dias)
    Esta é a fase mais crucial da cicatrização. Seu corpo estará trabalhando para se recuperar e seu nariz estará sensível.

    Repouso é fundamental: Nos primeiros 2 a 3 dias, o ideal é um repouso relativo. Você não precisa ficar deitado o tempo todo, mas deve evitar esforços, não abaixar a cabeça e dormir com a cabeceira mais elevada (usar 2 ou 3 travesseiros).

    Congestão e Secreção: É completamente normal seu nariz ficar entupido, como se estivesse com um resfriado forte. Pode haver uma secreção rosada ou com pequenos coágulos de sangue nos primeiros dias. Isso é esperado.

    Lavagens Nasais: Este será o seu "dever de casa" mais importante. Você precisará lavar o nariz com grandes volumes de soro fisiológico várias vezes ao dia, conforme a orientação do seu cirurgião. Isso é essencial para remover coágulos, crostas e secreções, acelerando a cicatrização e prevenindo infecções.

    Restrições: Você não poderá assoar o nariz com força, fazer esforço físico, pegar peso ou se expor ao sol quente.

    Retorno Gradual às Atividades e aos Treinos
    O principal risco de retornar aos treinos de musculação muito cedo é o sangramento (epistaxe). Levantar peso aumenta subitamente a pressão sanguínea na cabeça, o que pode romper os vasos que ainda estão cicatrizando dentro do nariz e causar um sangramento significativo.

    Por isso, seguimos um cronograma de segurança:

    Primeira e Segunda Semana: Repouso absoluto de atividades físicas. Apenas caminhadas muito leves dentro de casa. Nada de academia.

    Terceira Semana: Se a sua recuperação estiver indo bem e com a liberação do seu médico no retorno pós-operatório, você pode começar a retornar com atividades aeróbicas leves, como uma caminhada mais rápida na esteira ou uma bicicleta ergométrica sem muita carga. A regra é: se sentir pressão na cabeça ou no nariz, pare.

    Quarta Semana em diante (Retorno à Musculação): Geralmente, o retorno aos treinos de musculação é liberado após 30 dias da cirurgia. Este é o tempo médio necessário para que a cicatrização interna esteja avançada o suficiente para suportar o aumento de pressão sem um risco elevado de sangramento.

    Importante: Mesmo após 30 dias, o retorno deve ser gradual. Comece com cargas mais leves, menos repetições e preste muita atenção aos sinais do seu corpo. Evite exercícios que exijam manobras de Valsalva (prender a respiração para fazer força) muito intensas nas primeiras semanas de retorno.

    Resumo da Linha do Tempo:
    Dias 1-14: Sem atividades físicas. Foco total no repouso e lavagens nasais.

    Dias 15-21: Possível retorno a caminhadas e aeróbicos muito leves (dependendo da liberação médica).

    A partir de 30 dias: Provável liberação para o retorno gradual à musculação.

    A dica mais valiosa que posso dar é: converse abertamente com seu cirurgião sobre sua rotina de treinos. A liberação final e definitiva para o retorno seguro depende da avaliação dele no seu acompanhamento pós-operatório. Cada pessoa tem um ritmo de cicatrização, e ele saberá dizer o momento exato em que será seguro para você voltar a levantar peso.

    Pode parecer um tempo longo, mas respeitar esse período de recuperação é o que vai garantir o sucesso da sua cirurgia e evitar complicações desagradáveis. Logo você estará de volta à sua rotina, e o melhor de tudo: respirando muito melhor durante os treinos!


  • Tenho enxaqueca com aura por anos e tenho muito enjoos e tontura, recentemente comecei a ter nistgmo

    Tenho enxaqueca com aura por anos e tenho muito enjoos e tontura, recentemente comecei a ter nistgmo. Neuro mando passar com o otorrino e descobri que tenho Surdez leve bilateral.Estou tomando cloridrato de betaistina 48 mg, e toda vez que tomo sinto muita dor no ouvido esquerdo,mas depois de um tempo passa, será efeito colateral do remedio?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Olá! Entendo perfeitamente sua situação. É um quadro bastante complexo que envolve a neurologia e a otorrinolaringologia, e é ótimo que você esteja investigando com ambos os especialistas.

    Essa é uma observação muito interessante e pertinente sobre a dor de ouvido após tomar a betaistina. Vamos analisar isso.

    Respondendo diretamente à sua pergunta: a dor de ouvido (otalgia) não é um efeito colateral comum ou listado na bula do cloridrato de betaistina. Os efeitos colaterais mais frequentes são gastrointestinais (como enjoo e má digestão) e dor de cabeça. O que você está sentindo é um evento atípico.

    No entanto, isso não significa que não haja uma relação. Existem algumas hipóteses para o que pode estar acontecendo:

    1. A Hipótese Mais Provável: Efeito no Fluxo Sanguíneo
    A principal forma de ação da betaistina é aumentar a microcirculação e o fluxo sanguíneo dentro do ouvido interno. Esse é o efeito desejado do remédio para tratar a tontura e os outros sintomas. Em um ouvido que já tem uma condição de base (como a causa da sua surdez leve) ou está mais sensível, esse aumento súbito na circulação e na pressão dos fluidos pode ser percebido como uma sensação de pressão ou até mesmo dor. A dor passa depois de um tempo, pois seu corpo se adapta a esse novo estado circulatório induzido pelo remédio.

    2. Disfunção da Tuba Auditiva ou Tensão Muscular
    Às vezes, o ato de engolir um comprimido pode acionar músculos na garganta que se conectam com o ouvido através da tuba auditiva (o canal que ventila o ouvido). Se você tiver alguma disfunção nessa tuba ou tensão muscular na região (algo comum em quem tem enxaqueca), o movimento pode causar uma dor momentânea no ouvido. A associação com o remédio seria pela hora em que você o toma, e não pelo efeito químico dele em si.

    3. Sensibilidade Individual
    Cada organismo reage de uma forma a diferentes substâncias. Embora não seja comum, você pode ter uma sensibilidade particular ao medicamento que se manifesta dessa forma.

    O que você deve fazer?
    Não Interrompa o Medicamento: O mais importante é não parar de tomar a medicação por conta própria. A betaistina é fundamental no controle da sua tontura e nistagmo, e a interrupção abrupta pode piorar seus sintomas.

    Anote os Detalhes: Continue observando. Anote quanto tempo depois de tomar o comprimido a dor começa, qual a intensidade dela (de 0 a 10) e quanto tempo ela dura. Essa informação será muito valiosa para o seu médico.

    Fale com seu Otorrinolaringologista: É fundamental que você relate isso ao médico que prescreveu a betaistina. Ele é a pessoa certa para avaliar o caso. Com base no seu relato, ele poderá:

    Fazer um novo exame do seu ouvido esquerdo para ter certeza de que não há outra causa para a dor (como uma inflamação).

    Sugerir dividir a dose. Por exemplo, em vez de 48 mg de uma vez, talvez 24 mg de 12 em 12 horas. Uma dose menor de cada vez pode não desencadear a dor.

    Considerar a troca por outra marca do medicamento ou, em último caso, por uma medicação alternativa.

    Portanto é pouco provável que seja um "efeito colateral" clássico, mas sim uma reação do seu ouvido sensível ao mecanismo de ação do remédio. Você está no caminho certo ao investigar e questionar. Continue o tratamento e agende uma conversa com seu otorrino para relatar exatamente isso que você descreveu. Conte comigo para ajudar


  • Olá meu filho tem 5 anos e faz 15 dia que meu filho fez a cirurgia das amidalas e a adenoide. está

    Olá meu filho tem 5 anos e faz 15 dia que meu filho fez a cirurgia das amidalas e a adenoide.
    está com um mau cheiro muito desagradável vindo da boca e normal ???

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Olá! Pode ficar tranquila. Sim, é muito normal e esperado que a criança tenha um mau hálito (halitose), por vezes bem forte e desagradável, por alguns dias ou semanas após a cirurgia de remoção das amígdalas e da adenoide.

    Sei que o cheiro pode ser bem preocupante para os pais, mas ele faz parte do processo de cicatrização. Vou explicar o porquê isso acontece:

    A Causa do Mau Cheiro
    Cicatrização (Causa Principal): No local onde as amígdalas foram removidas, o corpo cria uma camada de cicatrização natural. É aquela placa branca ou amarelada que se forma no fundo da garganta. Com o passar dos dias (e aos 15 dias seu filho está exatamente nessa fase), essa "casquinha de ferida" começa a se dissolver e a se desprender. O processo de decomposição natural dessa camada de fibrina libera um odor forte.

    Bactérias da Boca: A boca é um ambiente naturalmente cheio de bactérias. A ferida cirúrgica é um local propício para que elas se acumulem temporariamente, e a atividade delas também gera o mau cheiro.

    Adenoide: A mesma coisa acontece na região do fundo do nariz, onde a adenoide foi removida. A cicatrização ali também gera crostas que, ao se dissolverem, contribuem para o odor que pode ser percebido tanto pela boca quanto pelo nariz.

    O que fazer para ajudar?
    A boa notícia é que isso é temporário! Normalmente, o mau hálito diminui bastante e desaparece completamente por volta da terceira ou quarta semana após a cirurgia, quando a cicatrização está mais avançada. Para ajudar no processo, você pode:

    Incentivar a Hidratação: Esta é a medida mais eficaz! Incentive seu filho a beber bastante água. A água ajuda a "lavar" a garganta, a manter a área limpa e a diminuir a concentração do mau cheiro.

    Manter a Higiene Bucal: Continue com a escovação normal dos dentes e da língua (com cuidado para não ir muito no fundo e machucar). Isso ajuda a reduzir a quantidade de bactérias na boca.

    Dieta: Aos 15 dias, ele provavelmente já está com uma dieta mais próxima do normal. Alimentos mais macios ajudam a "limpar" suavemente a garganta à medida que são engolidos.

    Quando se preocupar?
    Embora o mau cheiro seja normal, entre em contato com o cirurgião se ele vier acompanhado de:

    Febre alta (acima de 38.5°C).

    Piora significativa da dor (nesta fase, a dor já deveria estar bem melhor ou ausente).

    Qualquer sinal de sangramento ativo (sangue vivo).

    Sem esses outros sintomas, o mau hálito isolado é apenas um sinal de que o corpo do seu filho está fazendo o trabalho dele de se curar. É um incômodo temporário que faz parte do processo.

    Melhoras para o seu pequeno!


  • Tive uma gripe muito forte, com muita tosse e muito catarro a gripe e a tosse estão passando, mas es

    Tive uma gripe muito forte, com muita tosse e muito catarro a gripe e a tosse estão passando, mas estou surda o que fazer ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Olá! Entendo a sua aflição. Perder a audição, mesmo que temporariamente, é uma sensação muito angustiante, principalmente depois de já ter passado pelo mal-estar de uma gripe forte.

    O que você está descrevendo é uma queixa muito comum em consultórios de otorrinolaringologia. Na grande maioria das vezes, a causa é benigna e reversível, mas é fundamental uma avaliação médica para confirmar.

    O que provavelmente está acontecendo?
    A causa mais provável para essa surdez é uma condição chamada Otite Média Serosa (ou Secretora). Vou explicar de forma simples:

    A Gripe e o Catarro: Durante uma gripe forte, todo o seu sistema respiratório superior (nariz, garganta) fica inflamado e produz muito muco (catarro).

    A Tuba Auditiva: Nós temos um pequeno canal que liga o fundo do nariz ao nosso ouvido médio, chamado tuba auditiva. A função dela é drenar secreções e equalizar a pressão do ouvido (é ela que "estala" quando subimos a serra ou andamos de avião).

    O Bloqueio: Com a inflamação e o excesso de catarro da gripe, essa tuba auditiva incha e fica bloqueada.

    O Acúmulo de Líquido: Com o "dreno" entupido, o líquido que é normalmente produzido no ouvido médio não consegue sair e fica acumulado atrás do tímpano.

    A Surdez: Esse líquido impede que o tímpano e os ossículos da audição vibrem corretamente, causando uma perda auditiva do tipo "condutiva". A sensação é exatamente essa: de estar "surdo(a)", com o ouvido tampado, como se estivesse debaixo d'água ou com um algodão.

    O que fazer? Ação Imediata é Necessária.
    A recomendação mais importante é: não espere a audição voltar sozinha. Embora a causa mais provável seja esse acúmulo de secreção, existe uma condição mais rara, mas que exige atenção imediata, chamada Surdez Súbita Neurossensorial, onde o próprio vírus pode atacar o nervo da audição.

    Por isso, você precisa procurar um médico otorrinolaringologista o mais rápido possível.

    No consultório, o médico irá:

    Fazer uma Otoscopia: Olhar dentro do seu ouvido para ver o aspecto do tímpano. Muitas vezes, é possível ver o líquido ou as bolhas atrás dele.

    Solicitar uma Audiometria: Este é um exame de audição essencial para determinar o tipo (condutiva ou neurossensorial) e o grau da sua perda auditiva. É esse exame que diferencia o problema simples do problema urgente.

    Com o diagnóstico correto, o médico indicará o tratamento, que pode incluir descongestionantes, anti-inflamatórios ou corticoides para ajudar a desinflamar a tuba auditiva e eliminar o líquido.

    O que NÃO fazer?
    Não pingue nenhum remédio ou receita caseira no ouvido.

    Não tente limpar o ouvido com cotonetes ou outros objetos, pois pode piorar a situação.

    Não faça manobras de pressão forçadas (como tampar o nariz e soprar com muita força), pois pode machucar o tímpano. Conte comigo para ajudar!


  • fiz a amigdalectomia a 11 dias, minha língua está dormente do lado esquerdo no fundo da boca, e eu n

    fiz a amigdalectomia a 11 dias, minha língua está dormente do lado esquerdo no fundo da boca, e eu não consigo abrir muito a boca e colocar ela para fora, é normal após a cirurgia acontecer isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Olá! Entendo perfeitamente a sua preocupação. Chegar ao 11º dia de pós-operatório e ainda sentir esses sintomas pode ser angustiante, mas vamos esclarecer cada um deles. O que você está descrevendo envolve duas situações distintas, que podem ocorrer após uma amigdalectomia.

    1. Dificuldade de Abrir a Boca (Trismo)
    Isso é normal e muito comum. O nome técnico para essa dificuldade de abrir a boca é trismo. Ele é causado pela inflamação e pelo espasmo dos músculos da mandíbula, que ficam bem ao lado da área onde as amígdalas foram removidas (as lojas amigdalianas). É uma resposta natural do corpo à dor e ao inchaço da região.

    A tendência é que isso melhore gradualmente, dia após dia, conforme o inchaço diminui e você volta a movimentar a boca para comer e falar. Tente fazer movimentos suaves de abrir e fechar a boca, sem forçar, para ajudar a "soltar" a musculatura.

    2. Língua Dormente do Lado Esquerdo (Parestesia Lingual)
    Isso é menos comum, mas é uma ocorrência conhecida e documentada após a cirurgia. Por favor, não se desespere, pois na grande maioria das vezes, é uma condição temporária.

    Por que isso acontece? Para que o cirurgião consiga remover as amígdalas com segurança, é necessário usar um instrumento para manter a boca bem aberta e afastar a língua durante todo o procedimento. Às vezes, a pressão desse instrumento pode "incomodar", comprimir ou estirar um dos nervos que dão a sensibilidade para a parte de trás da língua (o nervo glossofaríngeo).

    Pense como quando você dorme em cima do seu braço e ele fica "dormente". O nervo não foi rompido, apenas foi comprimido temporariamente e precisa de um tempo para "acordar" e se recuperar completamente. A dificuldade para colocar a língua para fora está diretamente relacionada a essa alteração de sensibilidade e também ao trismo.

    Qual a previsão? Na imensa maioria dos casos, essa sensação é temporária. A recuperação da sensibilidade costuma ser gradual e pode levar de algumas semanas a, em casos mais raros, alguns meses para se normalizar por completo.

    O que fazer?
    É fundamental que você informe o seu cirurgião sobre esses sintomas no seu retorno pós-operatório, ou até mesmo antes, por telefone. Ele precisa estar ciente para poder acompanhar a sua evolução e garantir que a recuperação está ocorrendo como o esperado.

    Portanto, a dificuldade de abrir a boca é esperada e melhora com o tempo. A dormência na língua, embora assuste, é uma complicação conhecida, quase sempre temporária e causada pelo posicionamento necessário durante a cirurgia.

    Espero que estas informações tenham ajudado a tranquilizá-lo(a). Lembre-se que cada processo de cicatrização é único e o acompanhamento médico é essencial para garantir que tudo corra bem.

    Se os sintomas persistirem ou se você desejar uma avaliação detalhada e um acompanhamento para o seu caso, estou à sua disposição. Será um prazer atendê-lo(a) para garantir sua total recuperação e bem-estar. Na Clínica Oto One, realizamos tanto consultas presenciais quanto on-line, oferecendo a flexibilidade que você precisa.

    Atenciosamente,
    Dr. Bruno Rossini


  • Bom dia! Minha filha de 19 anos está com dores na região da garganta ha me

    Bom dia! Minha filha de 19 anos está com dores na região da garganta ha meses. São dores intermitentes que pioram quando ela fala demais. Ela não tem rouquidão, mas além da dor, existe uma sensação persistente que ela descreve como "se o ar estivesse vazando por algum lugar da garganta. Já levei em vários médicos. Em uma videolaringoscopia foram identificado dois pequenos nódulos nas cordas vocais, mas os médicos disseram que não causavam dor. uma das médicas diagnosticou como cordite, causada por refluxo. fizemos o tratamento do refluxo por bastante tempo. Tomando remédio e fazendo uma dieta rígida. Mas não melhorou. Acredito também, que se fosse refluxo não iria piorar quando ela fala demais. Enfim.... Peço uma luz. Ela já está desesperada. Qual especialista procurar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Olá! Bom dia. Entendo perfeitamente a angústia e a frustração de vocês. Passar por vários especialistas durante meses, realizar tratamentos que não trazem alívio e ver o desespero de uma filha com dor é, sem dúvida, muito desgastante. Sua observação sobre a piora da dor ao falar é extremamente perspicaz e, na minha opinião, é a chave para o que pode estar acontecendo.

    Com base em tudo o que você descreveu – a dor intermitente que piora com o uso da voz, a ausência de rouquidão significativa, a falha no tratamento para refluxo e a presença de pequenos nódulos –, o quadro da sua filha é extremamente sugestivo de uma condição funcional chamada Disfonia por Tensão Muscular (DTM).

    Deixe-me explicar o que isso significa, pois acredito que esta seja a "luz" que você procura.

    O que é a Disfonia por Tensão Muscular?
    Imagine os músculos ao redor da laringe (onde ficam as cordas vocais) e do pescoço como se estivessem constantemente "travados" ou fazendo uma força excessiva e desnecessária para produzir a voz. Essa tensão constante e o esforço para falar são o que causam a DOR, a fadiga vocal e as sensações estranhas na garganta (como a de "vazamento de ar", que pode ser uma percepção de fechamento incompleto ou irregular das cordas vocais devido à tensão).

    Isso explica perfeitamente por que:

    A dor piora quando ela fala demais (pois está "malhando" uma musculatura já tensa e cansada).

    O tratamento para refluxo não funcionou (porque o refluxo, mesmo que exista, provavelmente não é a causa principal da dor).

    Os nódulos, embora presentes, foram considerados "pequenos" e não a causa da dor. Na verdade, os nódulos são frequentemente a consequência, e não a causa, de um esforço vocal crônico como o que ocorre na DTM.

    Qual especialista procurar?
    Vocês já passaram por bons médicos que investigaram causas estruturais (nódulos) e inflamatórias (refluxo). Agora, é hora de procurar os especialistas em função vocal. O tratamento para a Disfonia por Tensão Muscular é uma parceria entre dois profissionais-chave:

    Otorrinolaringologista com especialização em Voz: É o médico que, além de realizar a videolaringoscopia, tem um olhar treinado para identificar os padrões de tensão muscular durante a fala. Ele irá confirmar o diagnóstico de DTM e descartar quaisquer outras possibilidades.

    Fonoaudiólogo especialista em Voz: Este é o profissional fundamental para o tratamento. A solução para a DTM não está em remédios ou cirurgia, mas sim em terapia fonoaudiológica (fonoterapia).

    Na fonoterapia, sua filha aprenderá, por meio de exercícios específicos, a:

    Relaxar toda a musculatura da garganta e do pescoço.

    Coordenar a respiração com a fala de forma mais eficiente.

    "Reprogramar" o cérebro para usar a voz de uma forma mais saudável, equilibrada e sem esforço.

    Essa abordagem trata a causa raiz do problema (o mau uso da musculatura), e não apenas as suas consequências (os nódulos ou a inflamação).

    Entendo que essa é uma nova perspectiva, mas é um caminho muito promissor para casos como o da sua filha, que não respondem aos tratamentos convencionais. Ela não precisa conviver com essa dor.

    Se vocês desejarem uma avaliação completa focada na função vocal e um direcionamento preciso, estou à disposição. Casos de dor ao falar são um desafio que requer uma investigação detalhada e um olhar especializado. Será um prazer atendê-la para traçarmos um plano de tratamento eficaz e devolver a ela o conforto ao se comunicar. Na Clínica Oto One, realizamos tanto consultas presenciais quanto on-line para oferecer o suporte que vocês precisam.

    Atenciosamente,
    Dr. Bruno Rossini


  • É normal após a cirurgia de no ouvido ,ter a momento de surdez no ouvido operado e oposto?

    É normal após a cirurgia de no ouvido ,ter a momento de surdez no ouvido operado e oposto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Olá! Entendo perfeitamente sua preocupação. Ter uma alteração na audição após uma cirurgia no ouvido pode ser bastante assustador, mas quero te tranquilizar que, na maioria das vezes, o que você está descrevendo é normal e esperado no período pós-operatório.

    Vamos dividir a explicação em duas partes, uma para cada ouvido:

    1. A "Surdez" no Ouvido Operado (Esperado e Normal)
    É absolutamente normal e esperado que o ouvido que passou pela cirurgia fique com a audição muito reduzida, parecendo "surdo". Isso acontece por uma combinação de fatores intencionais e naturais da recuperação:

    O Curativo Interno: Após a maioria das cirurgias otológicas (como timpanoplastia, estapedectomia, etc.), o cirurgião coloca um curativo dentro do canal do ouvido. Pode ser uma espécie de esponja, gel, gaze ou algodão. A função desse curativo é proteger as estruturas delicadas que foram reparadas, manter tudo no lugar e ajudar na cicatrização. Ele funciona como um "tampão" que bloqueia fisicamente a passagem do som.

    Inchaço (Edema): A cirurgia causa um inchaço natural nos tecidos do canal auditivo e do ouvido médio, o que também dificulta a transmissão do som.

    Líquido no Ouvido Médio: É comum haver um pouco de sangue ou fluido seroso atrás do tímpano nos primeiros dias, o que também causa a sensação de ouvido tampado, semelhante a uma otite.

    Essa sensação de surdez no ouvido operado vai melhorar significativamente assim que o seu médico remover esse curativo no consultório, o que geralmente acontece entre 7 a 21 dias após a cirurgia, dependendo do procedimento realizado.

    2. A Sensação no Ouvido Oposto (Não Operado)
    Essa é a parte que mais costuma preocupar os pacientes, mas também tem uma explicação lógica e geralmente não representa um problema.

    A Causa Mais Comum: Percepção Cerebral: Pense no seu cérebro como um sistema de som estéreo. Ele está acostumado a receber e processar o som vindo dos dois lados para criar uma percepção de espaço e volume. De repente, um dos "alto-falantes" (o ouvido operado) é completamente "desligado" pelo curativo. O cérebro, que agora depende 100% do ouvido bom, pode interpretar essa mudança drástica e a nova audição "mono" como se o "volume geral" do mundo tivesse diminuído. É uma perda auditiva relativa ou perceptual. Você está comparando a audição de um único ouvido com a memória de como ouvia com os dois.

    Essa sensação no ouvido bom geralmente se normaliza à medida que o cérebro se adapta nos dias seguintes ou, principalmente, depois que o curativo do outro ouvido é removido e a audição "estéreo" começa a ser restabelecida.

    Quando se preocupar?
    Apesar de ser normal, você deve entrar em contato com seu cirurgião se apresentar:

    Dor muito forte que não melhora com os analgésicos prescritos.

    Tontura rotatória intensa e incapacitante (vertigem).

    Secreção com pus ou mau cheiro saindo do ouvido operado.

    Febre alta.

    Uma perda súbita e completa da audição no ouvido não operado (diferente da sensação de audição "abafada").

    É fundamental seguir todas as orientações pós-operatórias do seu cirurgião e comparecer à consulta de retorno, onde ele avaliará a cicatrização e removerá o curativo.

    Espero que esta explicação tenha ajudado a tranquilizá-lo(a). Cada cirurgia tem suas particularidades e a recuperação é um processo. Se a sua preocupação persistir ou se você desejar uma avaliação detalhada do seu caso no futuro, estou à sua disposição. Será um prazer atendê-lo(a) para garantir o sucesso da sua recuperação. Na Clínica Oto One, realizamos tanto consultas presenciais quanto on-line, oferecendo a flexibilidade que você precisa.

    Atenciosamente,
    Dr. Bruno Rossini


  • Estou pingando o cloropirox olamina, porém quando pingo arde muito, e é insuportável. Gostaria de sa

    Estou pingando o cloropirox olamina, porém quando pingo arde muito, e é insuportável. Gostaria de saber se é normal arder desta forma ou se pode ser alguma reação ao remédio?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Olá! Entendo perfeitamente o seu incômodo. Sentir uma ardência tão intensa ao aplicar uma medicação pode ser muito desagradável e preocupante. Vamos esclarecer sua dúvida.

    Sim, uma sensação de ardência ao pingar o Ciclopirox Olamina é relativamente comum e esperada, principalmente nos primeiros dias de tratamento. No entanto, a intensidade que você descreve como "insuportável" merece atenção e uma explicação detalhada.

    Por que isso acontece?
    A principal causa dessa ardência geralmente não é uma "reação alérgica" ao remédio, mas sim uma combinação de dois fatores:

    A Condição da Sua Pele: Quando há uma infecção no ouvido, especialmente uma infecção fúngica (otomicose), para a qual o Ciclopirox é frequentemente prescrito, a pele do canal auditivo fica extremamente inflamada, sensível, irritada e, por vezes, com pequenas feridas ou escoriações.

    O Veículo do Medicamento: As gotas do medicamento precisam de um veículo (geralmente uma solução com base alcoólica ou outro solvente) para levar o princípio ativo (o Ciclopirox) até o local da infecção. Pingar essa solução em uma pele que já está "machucada" pela infecção é como passar álcool em um arranhão: arde bastante no momento da aplicação.

    Ardência Normal vs. Sinal de Alerta
    É importante diferenciar a ardência esperada de uma reação que precisa de mais atenção.

    Ardência Esperada (Irritação): Geralmente é mais intensa nos primeiros minutos após pingar as gotas e depois alivia gradualmente. A tendência é que, com o passar dos dias e a melhora da infecção, a pele cicatrize e a ardência a cada aplicação diminua.

    Sinal de Alerta (Possível Reação Adversa): Se a ardência for extrema, não melhorar após vários minutos e vier acompanhada de um aumento da vermelhidão, inchaço visível na orelha, coceira intensa que não passa ou surgimento de bolhas, pode ser um sinal de uma sensibilidade maior ou uma dermatite de contato.

    O que você deve fazer?
    Não Interrompa o Tratamento: É muito importante que você não interrompa o tratamento por conta própria. Parar o uso do antifúngico pode permitir que a infecção volte com mais força, tornando o tratamento futuro mais difícil.

    Entre em Contato com Seu Médico: A atitude correta é entrar em contato com o médico otorrinolaringologista que prescreveu a medicação. Relate exatamente o que você está sentindo, descrevendo a intensidade da ardência. Ele é a única pessoa que pode te orientar com segurança.

    Seu médico poderá:

    Tranquilizá-lo(a), confirmando que essa reação intensa pode ser esperada no seu caso específico.

    Sugerir uma medicação alternativa, talvez com um veículo menos irritante.

    Prescrever uma pomada ou gota de corticoide para ser usada junto, diminuindo a inflamação e, consequentemente, a ardência.

    Espero que esta orientação tenha sido útil para esclarecer o que provavelmente está acontecendo. A cicatrização de uma otite externa pode ser um processo incômodo, mas seguir a orientação médica é o caminho mais seguro para a cura.

    Se a sua preocupação persistir ou se você não conseguir um contato rápido com seu médico e desejar uma segunda opinião, estou à sua disposição. Podemos avaliar o seu caso detalhadamente e encontrar a melhor estratégia para que seu tratamento seja eficaz e mais confortável. Na Clínica Oto One, realizamos tanto consultas presenciais quanto on-line, oferecendo a flexibilidade que você precisa.

    Atenciosamente,
    Dr. Bruno Rossini


  • Estou fazendo um tratamento com lisado bacteriano para baixa imunidade, que tem causado muitas infec

    Estou fazendo um tratamento com lisado bacteriano para baixa imunidade, que tem causado muitas infecções na garganta, 10 dias tomando o remédio, 20 dias sem, repetindo 3 vezes. Acabei não conseguindo comprar a segunda caixa e atrasei dois dias do intervalo, estou a 22 dias sem tomar. Posso continuar o tratamento normal a partir daqui ou foi completamente perdido?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Olá! Ótima pergunta e uma situação muito comum. A rotina pode ser corrida e atrasos em esquemas de tratamento mais longos acontecem.

    Pode ficar tranquilo(a). Você pode e deve continuar o tratamento normalmente. Esse atraso de apenas dois dias não invalida ou anula o efeito da primeira etapa do tratamento, nem compromete o resultado final.

    Vamos entender o porquê:

    O tratamento com lisado bacteriano funciona como uma espécie de "vacina oral". O objetivo é apresentar fragmentos de bactérias inativadas ao seu sistema imunológico de forma controlada, para que ele aprenda a reconhecer e a combater esses agentes de forma mais eficaz no futuro. Pense nisso como um "treinamento" para as suas defesas.

    Esse treinamento ocorre ao longo dos 3 meses do esquema completo. Um intervalo de 22 dias em vez de 20 não é suficiente para que o seu sistema imune "esqueça" o estímulo que recebeu no primeiro ciclo. O efeito é cumulativo.

    O que você deve fazer?
    A recomendação correta é simplesmente retomar o tratamento a partir de hoje, iniciando a segunda caixa (o segundo ciclo de 10 dias). A partir daí, siga o esquema normalmente: tome por 10 dias e, ao final, faça a pausa programada de 20 dias antes de iniciar a terceira e última caixa.

    O que NÃO fazer:

    Não tome doses a mais para "compensar" o atraso.

    Não reinicie o tratamento do zero.

    O mais importante é a consistência a partir de agora para completar os ciclos restantes e garantir o melhor resultado no fortalecimento da sua imunidade.

    Espero que a explicação tenha ajudado a tranquilizá-lo(a). Manter a adesão a tratamentos de longo prazo pode ser um desafio, e entender como eles funcionam ajuda muito.

    Se você tiver outras dúvidas sobre o tratamento da sua imunidade, ou se desejar uma avaliação mais aprofundada sobre a saúde da sua garganta e vias respiratórias, estou à sua disposição. Podemos investigar a fundo as causas das suas infecções recorrentes e traçar a melhor estratégia para você. Na Clínica Oto One, realizamos tanto consultas presenciais quanto on-line, oferecendo a flexibilidade que você precisa.

    Atenciosamente,
    Dr. Bruno Rossini


  • Preciso encontrar um médico em São Paulo, otorrino que faça ou conheça do tratamento biológico para

    Preciso encontrar um médico em São Paulo, otorrino que faça ou conheça do tratamento biológico para pólipos nasais e rinusinusite. Se atender o plano de saúde da Porto seguros. Melhor

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Olá! Você veio ao lugar certo. É uma excelente notícia que você esteja buscando informações sobre os tratamentos biológicos, pois eles representam a vanguarda e uma verdadeira revolução no manejo da Rinossinusite Crônica com Polipose Nasal, especialmente nos casos mais graves e recorrentes.

    Sim, eu realizo e tenho ampla experiência com o tratamento com imunobiológicos para pacientes com esta condição aqui em São Paulo.

    O tratamento biológico é uma terapia-alvo, altamente específica, que visa bloquear as moléculas exatas (como as interleucinas IL-4, IL-5, IL-13) que causam a inflamação do tipo 2, responsável pela formação e recorrência dos pólipos nasais na maioria dos casos graves. Diferente dos tratamentos convencionais, ele age diretamente na raiz do problema inflamatório, proporcionando um controle da doença que, para muitos pacientes, era impensável há alguns anos.

    Este tratamento é indicado para casos selecionados, geralmente para pacientes que já passaram por cirurgias e continuam com a doença ativa, ou que dependem de cursos frequentes de corticoides orais. O objetivo é reduzir os pólipos, melhorar drasticamente o olfato, aliviar a congestão nasal e, fundamentalmente, devolver a qualidade de vida ao paciente, quebrando o ciclo de inflamação.

    Sobre a sua dúvida em relação ao custo, entendo que seja uma grande preocupação. A boa notícia é que, por ser uma medicação de alto custo, ela é coberta pelos planos de saúde quando a indicação médica é precisa e bem documentada. Na minha prática, temos tido muito sucesso em conseguir a autorização e o custeio do tratamento pelo convênio. Minha equipe está totalmente preparada para auxiliar em todo o processo burocrático, elaborando os relatórios médicos detalhados e fornecendo toda a documentação necessária para a solicitação junto à operadora de saúde.

    É um caminho que percorremos junto com o paciente.

    Fico muito feliz que você esteja buscando essa opção terapêutica. O primeiro passo é agendarmos uma consulta para que eu possa avaliar seu caso em detalhes, analisar seus exames anteriores, entender sua jornada de tratamento até aqui e confirmar se você tem o perfil para se beneficiar da terapia biológica.

    Estou à sua disposição para essa avaliação. Será um prazer recebê-lo(a) e discutir as melhores possibilidades para o seu tratamento. Na Clínica Oto One, realizamos tanto consultas presenciais aqui em São Paulo quanto on-line, para sua maior comodidade.

    Atenciosamente,
    Dr. Bruno Rossini


  • O medicamento flunarizina de 10 mg, tem algum efeito colateral? Se tomar só um medicamento?

    O medicamento flunarizina de 10 mg, tem algum efeito colateral? Se tomar só um medicamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Olá! Sim, como a grande maioria dos medicamentos, a flunarizina pode apresentar efeitos colaterais. É importante conhecê-los, mas também saber que muitas pessoas toleram bem o tratamento, e diversos desses efeitos são mais comuns no início e podem diminuir com o tempo.

    A flunarizina é uma medicação muito eficaz, frequentemente utilizada na profilaxia (prevenção) da enxaqueca e de tonturas de origem vestibular, como na enxaqueca vestibular. Os efeitos colaterais mais conhecidos são:

    Efeitos Colaterais Mais Comuns (Geralmente no início do tratamento)
    Sonolência e Fadiga: Este é, de longe, o efeito colateral mais relatado. A flunarizina pode causar uma sensação de cansaço ou sonolência ao longo do dia. Por este motivo, a recomendação geral é que a medicação seja tomada à noite, antes de dormir.

    Aumento de Peso: É o segundo efeito adverso mais comum. Pode ocorrer devido a um aumento do apetite e a alterações metabólicas. É um ponto que deve ser monitorado junto ao seu médico.

    Efeitos Colaterais Menos Comuns
    Sintomas Gastrointestinais: Algumas pessoas podem sentir azia, náuseas ou dor de estômago.

    Alterações de Humor: Em casos mais raros, pode causar insônia (apesar de o mais comum ser a sonolência), ansiedade ou agitação.

    Efeitos Colaterais a Serem Observados (Principalmente em uso prolongado)
    Estes são mais raros e geralmente associados a tratamentos de longa duração (muitos meses ou anos), especialmente em pacientes mais idosos. É fundamental estar ciente deles:

    Sintomas Extrapiramidais: Podem se manifestar como rigidez muscular, lentidão dos movimentos, tremores ou inquietação (sintomas que lembram o Parkinson). Ao sinal de qualquer um desses sintomas, o médico deve ser comunicado imediatamente.

    Depressão: A flunarizina pode desencadear ou piorar quadros depressivos, principalmente em pacientes que já têm um histórico da doença.

    O que fazer?
    É fundamental entender que nem todo mundo vai sentir esses efeitos, e a presença de um deles não significa que você precise parar o tratamento.

    A atitude mais importante é manter uma comunicação aberta com o médico que prescreveu a flunarizina. Relate qualquer efeito que você esteja sentindo. Com base no seu relato, ele poderá ajustar a dose, trocar o horário da medicação ou, se necessário, substituir por outra alternativa terapêutica que seja mais adequada para você. Nunca interrompa o uso por conta própria.

    Espero que estas informações tenham sido úteis para te orientar. O acompanhamento médico é essencial para garantir que o tratamento seja não apenas eficaz, mas também seguro e com o mínimo de impacto na sua qualidade de vida.

    Se você está em tratamento para tonturas ou enxaqueca vestibular e gostaria de uma avaliação completa do seu caso, ou se está sentindo efeitos colaterais e busca uma segunda opinião, estou à sua disposição. Na Clínica Oto One, realizamos tanto consultas presenciais quanto on-line, para discutir as melhores opções terapêuticas para você.

    Atenciosamente,
    Dr. Bruno Rossini


  • Vai fazer dois meses que fiz a cirurgia da retirada das amidalas e continuo com um gosto amargo e ru

    Vai fazer dois meses que fiz a cirurgia da retirada das amidalas e continuo com um gosto amargo e ruim na boca e falta de paladar. O medico falou que deve ser por causa da cirurgia tardia, é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Olá! Entendo completamente sua angústia. Passar por uma cirurgia esperando a melhora e se deparar com uma alteração tão incômoda no paladar por quase dois meses é, sem dúvida, muito frustrante e preocupante.

    Respondendo diretamente à sua pergunta: não é um efeito "comum" no sentido de acontecer com a maioria das pessoas, mas é uma complicação conhecida e documentada da amigdalectomia, especialmente em adultos. Portanto, embora não seja o resultado esperado, não é algo inédito e existe uma explicação médica para isso.

    Por que isso acontece?
    A principal causa para essa alteração de paladar (chamada de disgeusia) e a perda da capacidade de sentir os gostos é uma irritação ou um estiramento de um nervo chamado glossofaríngeo.

    A Anatomia: Pense que esse nervo é como um "fio" muito sensível que passa bem ao lado de onde ficavam as amígdalas. Ele é responsável por levar as sensações de gosto (principalmente o amargo) da parte de trás da sua língua para o cérebro.

    A Cirurgia: Durante a remoção das amígdalas, é necessário usar instrumentos para abrir a boca, afastar a língua e trabalhar naquela região. O que seu médico quis dizer com "cirurgia tardia" provavelmente se refere ao fato de que em adultos, as amígdalas são mais aderidas e o procedimento pode exigir mais manipulação e uso de cauterização para controlar o sangramento. Toda essa instrumentação pode, involuntariamente, "incomodar" ou estirar esse nervo. Ele não foi cortado, mas sim inflamado ou levemente "machucado".

    Essa irritação no nervo faz com que ele envie sinais "confusos" para o cérebro, que são interpretados como um gosto ruim/amargo constante, e também diminui sua capacidade de transmitir os sinais corretos dos sabores.

    A Recuperação é Lenta, mas Acontece
    Agora, a notícia mais importante: na imensa maioria dos casos, essa condição é temporária. Os nervos têm uma grande capacidade de se regenerar, mas o processo é lento.

    Dois meses ainda é considerado um tempo relativamente recente para a recuperação completa de um nervo. A melhora pode ser muito gradual e levar de 6 meses a até mais de um ano para ser completa em alguns casos. Geralmente, os pacientes começam a notar uma melhora sutil a partir do terceiro ou quarto mês.

    O que pode ser feito?
    Paciência e Tempo: Infelizmente, o principal "tratamento" é dar tempo para que o nervo se recupere e a inflamação diminua.

    Vitaminas e Minerais: Converse com seu médico sobre a possibilidade de suplementar com Complexo B e, principalmente, Zinco, que são muito importantes para a saúde dos nervos e para a função do paladar. Nunca faça a suplementação por conta própria, a dosagem deve ser orientada por um profissional.

    Manter a Hidratação e Higiene: Beber bastante água e manter uma boa higiene oral pode ajudar a minimizar o gosto ruim.

    Sei que a orientação de "esperar" é difícil, especialmente quando a qualidade de vida está tão afetada por algo que nos dá prazer, como comer. O acompanhamento regular com seu médico é essencial para monitorar a evolução.

    Se você sentir que precisa de uma segunda opinião ou de um acompanhamento mais próximo para investigar outras possíveis causas e discutir estratégias para aliviar os sintomas, estou à sua disposição. Podemos avaliar seu caso em detalhes e garantir que você tenha o melhor suporte durante essa fase de recuperação. Na Clínica Oto One, realizamos tanto consultas presenciais em São Paulo quanto on-line, oferecendo a flexibilidade que você precisa.

    Atenciosamente,
    Dr. Bruno Rossini


  • O que é disfunção o vestibular esquerdo? Essa doença tem cura?

    O que é disfunção o vestibular esquerdo? Essa doença tem cura?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Olá! Essa é uma excelente pergunta e muito importante para quem recebe esse diagnóstico e se sente perdido(a) com a tontura. Vou explicar de uma forma bem clara o que significa e qual o prognóstico.

    O que é "Disfunção Vestibular Esquerda"?
    Pense que dentro de cada um dos seus ouvidos, além da parte responsável pela audição, você tem um labirinto, que é um sensor de equilíbrio extremamente sofisticado. É como se fosse um GPS interno que informa seu cérebro constantemente sobre a posição e o movimento da sua cabeça (se você está de pé, deitado, virando, acelerando, etc.).

    Você tem dois desses "GPSs", um no ouvido direito e um no esquerdo, e eles trabalham em perfeita harmonia, enviando sinais iguais e simétricos para o cérebro quando sua cabeça está parada, e sinais diferentes mas coordenados quando ela se move.

    A "disfunção vestibular esquerda" significa que o "GPS" do seu lado esquerdo não está funcionando corretamente. Ele pode estar enviando informações falhas, atrasadas ou simplesmente não estar enviando informação nenhuma para o cérebro.

    Quando isso acontece, seu cérebro entra em conflito. Ele recebe um sinal correto e saudável do lado direito, mas um sinal errado ou ausente do lado esquerdo. Esse "bug" no sistema, esse conflito de informações, é o que gera os sintomas de tontura, vertigem (a sensação de que você ou o ambiente estão girando), instabilidade, desequilíbrio e náuseas.

    Essa doença tem cura?
    Essa é a pergunta mais importante, e a resposta é muito animadora. Para a grande maioria dos pacientes, SIM, a condição tem tratamento, controle e uma excelente melhora.

    A palavra "cura" depende muito da causa da disfunção. Vamos ver:

    Causas que têm "cura" definitiva: Algumas disfunções são causadas por problemas mecânicos, como na VPPB (Vertigem Posicional Paroxística Benigna), onde "cristais" se soltam dentro do labirinto. Nesses casos, podemos "curar" o problema com manobras específicas no consultório, reposicionando esses cristais.

    Causas que têm "controle" e "reabilitação": Em outros casos, como após uma inflamação do nervo (neurite vestibular) ou em doenças como a Doença de Ménière, pode haver uma lesão permanente no labirinto. E aqui vem a notícia fantástica: mesmo que o labirinto esquerdo não se recupere 100%, o nosso cérebro é incrivelmente adaptável.

    Compensação Cerebral: O cérebro aprende a "compensar" a falha do lado esquerdo. Ele se "recalibra", passando a confiar mais nas informações corretas que vêm do ouvido direito, da sua visão e dos seus músculos e articulações. Com o tempo, o cérebro consegue ignorar o sinal defeituoso e criar um novo "normal" para o seu equilíbrio.

    Reabilitação Vestibular: Nós aceleramos e otimizamos esse processo de compensação cerebral com a Reabilitação Vestibular. É como uma fisioterapia específica para o labirinto, com uma série de exercícios para os olhos, cabeça e corpo que desafiam o sistema de equilíbrio e "ensinam" o cérebro a se adaptar mais rápido.

    Portanto, para praticamente todas as causas de disfunção vestibular, existe um tratamento eficaz que permite ao paciente deixar de sentir tontura e retomar uma vida completamente normal e ativa. O objetivo é fazer com que o sintoma desapareça, mesmo que a lesão original no labirinto permaneça.

    O passo mais importante é ter um diagnóstico preciso da causa da sua disfunção vestibular, pois isso direciona o tratamento correto.

    Se você está lidando com tonturas e recebeu esse diagnóstico, ou está em busca de um, estou à sua disposição. Uma investigação detalhada com exames específicos é fundamental para criarmos um plano de tratamento personalizado, seja com manobras, medicamentos ou reabilitação vestibular. Na Clínica Oto One, realizamos tanto consultas presenciais em São Paulo quanto on-line para oferecer o suporte que você precisa.

    Atenciosamente,
    Dr. Bruno Rossini


  • Olá! Gostaria de saber como funciona o procedimento de amigdalectomia com laser de CO2 e em quais si

    Olá! Gostaria de saber como funciona o procedimento de amigdalectomia com laser de CO2 e em quais situações essa técnica é indicada.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Olá! Essa é uma excelente pergunta e mostra que você está pesquisando sobre as tecnologias mais modernas disponíveis para a cirurgia de amígdalas. O laser de CO2 é, de fato, uma ferramenta de alta precisão que temos em nosso arsenal cirúrgico. Vou explicar como funciona e em que situações ele se destaca.

    Como Funciona o Procedimento?
    O laser de CO2 é um feixe de luz infravermelha, invisível e extremamente focado, que tem a propriedade de ser intensamente absorvido pela água presente nos tecidos do corpo. Ao ser direcionado para a amígdala, ele vaporiza as células de forma muito precisa, camada por camada.

    Esse processo tem duas funções simultâneas:

    Corte e Vaporização: O laser funciona como um "bisturi de luz", permitindo a remoção do tecido da amígdala com grande controle e precisão.

    Cauterização: Ao mesmo tempo em que remove o tecido, a energia do laser sela os pequenos vasos sanguíneos, o que resulta em um sangramento mínimo durante o procedimento.

    Existem basicamente duas formas de utilizar o laser de CO2 nas amígdalas:

    1. Amigdalectomia a Laser (Remoção Total): Neste caso, o laser é utilizado para dissecar e remover completamente as amígdalas de sua loja (o espaço onde elas se encaixam na garganta). Ele substitui o bisturi tradicional ou outras ferramentas de corte e cauterização.

    2. Criptólise a Laser ou Amigdalotomia Parcial (Redução/Vaporização): Esta é uma abordagem menos invasiva. Em vez de remover toda a amígdala, o laser é usado para vaporizar apenas a sua superfície e alargar as criptas (aqueles buraquinhos nas amígdalas onde se formam os cáseos/bolinhas brancas).

    Em Quais Situações Essa Técnica é Indicada?
    A escolha da técnica depende muito do motivo pelo qual a cirurgia é necessária.

    Principal Indicação (Onde a técnica mais brilha) - Criptólise a Laser: A indicação mais consagrada e com melhores resultados para o laser de CO2 é no tratamento da amigdalite caseosa crônica (cáseos amigdalianos). Para aquele paciente adulto que não tem infecções de repetição com febre, mas sofre com o desconforto, o mau hálito e a sensação de corpo estranho causados pelos cáseos, a criptólise a laser é uma excelente opção. Ela remove a camada superficial e "fecha" as criptas, resolvendo o problema sem a necessidade de remover todo o órgão e com uma recuperação geralmente mais rápida que a amigdalectomia total.

    Indicação para Redução de Volume (Amigdalotomia): Em alguns casos, principalmente em crianças com apneia do sono causada por amígdalas muito grandes, o objetivo é apenas reduzir o volume para desobstruir a via aérea, preservando parte do tecido amigdaliano. O laser pode ser uma ferramenta precisa para realizar essa remoção parcial.

    Indicação para Remoção Completa (Amigdalectomia): O laser de CO2 pode, sim, ser usado para a remoção completa das amígdalas. A grande vantagem é o excelente controle do sangramento durante a cirurgia. No entanto, é aqui que entra o ponto de atenção.

    Um Ponto Importante: A Dor no Pós-operatório
    Apesar de ser uma tecnologia moderna, diversos estudos mostram que a dor no pós-operatório da amigdalectomia total com laser de CO2 pode ser igual ou até mais intensa do que com as técnicas tradicionais. Isso ocorre devido à lesão térmica (calor) que o laser causa nos tecidos ao redor da área operada.

    Por isso, a escolha da técnica ideal deve ser individualizada. O laser de CO2 é uma ferramenta fantástica em nosso arsenal, especialmente para os casos de criptólise por cáseos. Para a remoção completa, eu e muitos colegas frequentemente avaliamos outras tecnologias, como a dissecção a frio, o bisturi harmônico ou o Coblation, ponderando sempre o melhor equilíbrio entre a eficácia cirúrgica e um pós-operatório mais confortável para o paciente.

    Espero que a explicação tenha sido clara. A tecnologia é uma grande aliada, mas a decisão sobre a melhor ferramenta a ser usada depende de um diagnóstico preciso e de uma conversa franca sobre os objetivos e as expectativas de cada paciente.

    Se você está considerando a cirurgia e gostaria de saber qual a melhor abordagem para o seu caso específico, estou à sua disposição. Uma avaliação detalhada é o primeiro passo para um planejamento cirúrgico seguro e bem-sucedido. Na Clínica Oto One, realizamos tanto consultas presenciais em São Paulo quanto on-line.

    Atenciosamente,
    Dr. Bruno Rossini


  • Meu filho de 12 anos tomou betametasona ingetável? Está com o rosto muito inchado. É normal? Tenho q

    Meu filho de 12 anos tomou betametasona ingetável? Está com o rosto muito inchado. É normal? Tenho q fazer exames para ver se atacou o fígado ou algum outro órgão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Olá! Entendo perfeitamente a sua preocupação. Ver o rosto do filho inchado após uma medicação é, sem dúvida, assustador. Vamos esclarecer os seus pontos para que você fique mais tranquila.

    Respondendo diretamente à sua primeira pergunta: sim, o inchaço no rosto (edema facial) é um efeito colateral conhecido e relativamente comum da betametasona injetável, especialmente em doses mais altas usadas para tratar quadros inflamatórios ou alérgicos agudos.

    Por que isso acontece?
    A betametasona é um corticoide potente. Uma das ações dos corticoides no corpo é a retenção de sódio e líquidos. Basicamente, eles fazem com que os rins retenham mais sal e, consequentemente, mais água. O rosto, por ter uma pele mais fina e muitos vasos sanguíneos, é uma das áreas onde esse acúmulo de líquido se torna mais visível, dando o aspecto de "rosto de lua" ou "bochechudo".

    Este efeito é temporário. Como provavelmente foi uma dose única para tratar uma crise, a tendência é que o corpo comece a eliminar esse excesso de líquido e o rosto desinche progressivamente nos próximos dias (geralmente de 2 a 5 dias), à medida que o pico de efeito do medicamento diminui.

    Preciso fazer exames para o fígado ou outros órgãos?
    Sobre a sua segunda preocupação, que é muito pertinente: pode ficar tranquila. Uma dose única de betametasona não "ataca" nem causa danos ao fígado, rins ou outros órgãos em uma pessoa saudável.

    Os efeitos colaterais que vemos, como o inchaço, são reações metabólicas (relacionadas a fluidos, açúcar, etc.) e não de toxicidade direta nos órgãos. Problemas mais sérios são uma preocupação com o uso crônico e prolongado de corticoides por muitos meses ou anos, o que definitivamente não é o caso de uma injeção única. Portanto, não há necessidade de realizar exames de fígado ou outros órgãos por causa disso.

    Sinais de Alerta (Quando se preocupar de verdade)
    Apesar de o inchaço ser comum, é importante diferenciar da angioedema, uma reação alérgica grave, que é rara, mas precisa ser conhecida. Procure um pronto-socorro imediatamente se o inchaço:

    For muito rápido e progressivo.

    Vier acompanhado de inchaço na língua, lábios ou garganta.

    Causar dificuldade para respirar ou engolir.

    Estiver associado a placas vermelhas na pele (urticária).

    Se não houver nenhum desses sinais, o quadro é compatível com o efeito colateral esperado do corticoide. Se o inchaço não começar a regredir após 3 ou 4 dias, ou se por algum motivo ele piorar, entre em contato com o médico que prescreveu a medicação.

    Espero que esta explicação tenha ajudado a tranquilizá-la. É assustador, mas é um efeito conhecido, passageiro e que não representa um dano interno para o seu filho.

    Se a preocupação persistir ou se você quiser uma avaliação completa sobre o quadro que levou ao uso da medicação, estou à sua disposição. Podemos conversar sobre a saúde respiratória e alérgica do seu filho e traçar um plano de acompanhamento. Na Clínica Oto One, realizamos tanto consultas presenciais em São Paulo quanto on-line.

    Atenciosamente,
    Dr. Bruno Rossini


Perguntas frequentes

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