Perguntas do paciente (214)

  • A Labirintite pode ser um problema hereditário? .

    A Labirintite pode ser um problema hereditário? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Sim, a labirintite pode ter um componente hereditário, embora essa não seja a causa mais comum.

    A labirintite é uma inflamação do labirinto, estrutura do ouvido interno responsável pelo equilíbrio e pela audição. Ela pode ser causada por infecções virais ou bacterianas, por distúrbios autoimunes, por traumas ou, em alguns casos, estar associada a fatores genéticos.

    Diversos estudos sugerem que algumas condições que afetam o labirinto — como a enxaqueca vestibular, a doença de Ménière e certas alterações do sistema imunológico — podem ter predisposição familiar. Ou seja, pessoas com histórico familiar dessas doenças podem ter maior risco de desenvolver sintomas semelhantes, incluindo crises de vertigem, zumbido, perda auditiva e desequilíbrio.

    Além disso, fatores genéticos podem influenciar a sensibilidade do sistema vestibular a determinadas infecções ou alterações metabólicas, favorecendo episódios semelhantes à labirintite.

    Porém, é importante esclarecer que a maioria dos quadros de labirintite não está diretamente relacionada à hereditariedade. A avaliação médica criteriosa é essencial para investigar a causa de cada caso, definir o tratamento mais adequado e orientar medidas preventivas.

    Se houver casos recorrentes na família, é recomendável procurar um otorrinolaringologista para uma avaliação detalhada.

    Caso tenha mais dúvidas ou deseje um acompanhamento personalizado, estou à disposição para orientar.


  • Estou tomando clavulin 875mgr a 11 dias, sem resultado. O médico passou a azitromicina 500mgr, 1 ao

    Estou tomando clavulin 875mgr a 11 dias, sem resultado. O médico passou a azitromicina 500mgr, 1 ao dia por 5 dias, ambos receitados para otite media aguda, mas não explicou como fazer essa troca. Basta parar um e iniciar o outro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Sim, na maioria dos casos, basta interromper o uso do **Clavulin** e iniciar a **azitromicina** no dia seguinte, conforme a nova prescrição médica. Não é necessário fazer uma transição gradual entre os antibióticos. No entanto, é sempre ideal que essa mudança seja feita com acompanhamento profissional, principalmente se os sintomas persistem após 11 dias de tratamento.

    Aqui está uma explicação mais completa:

    ---

    ### **1. Por que trocar o antibiótico?**
    O Clavulin (amoxicilina com clavulanato) costuma ser a primeira escolha no tratamento da **otite média aguda**, por ser eficaz contra a maioria das bactérias causadoras dessa infecção. No entanto, se após 10 dias não houver melhora, é sinal de que:

    - A bactéria pode ser resistente ao antibiótico;
    - Pode não ser uma infecção bacteriana (vírus ou outro fator);
    - Há complicações ou fatores que dificultam a resposta ao tratamento.

    A **azitromicina** é uma alternativa válida, principalmente quando se suspeita de resistência bacteriana ou para pacientes com alergia ou intolerância a penicilinas.

    ---

    ### **2. Como fazer a troca?**
    Você pode:

    - **Parar o Clavulin** no momento em que for iniciar a azitromicina;
    - **Começar a azitromicina** no dia seguinte, tomando **1 comprimido de 500 mg por dia, durante 5 dias**, conforme a orientação recebida.

    Não há necessidade de sobreposição entre os dois medicamentos.

    ---

    ### **3. E se os sintomas persistirem mesmo com a azitromicina?**
    Se não houver melhora até o 3º dia de azitromicina, ou se os sintomas piorarem, é fundamental **retornar ao médico** para reavaliar:

    - Se o diagnóstico está correto;
    - Se há complicações (como mastoidite ou perfuração timpânica);
    - Se há necessidade de outros exames ou de encaminhamento ao otorrinolaringologista.

    ---

    Se você tiver febre persistente, dor intensa, secreção pelo ouvido ou sensação de perda auditiva progressiva, esses são sinais de alerta que merecem atenção imediata.

    Fico à disposição se quiser me contar mais sobre seus sintomas atuais — posso ajudar a interpretar e orientar melhor.


  • Fiz três cirurgias de septoplastia, com dois médicos diferentes. Ter feito essa quantidade de cirurg

    Fiz três cirurgias de septoplastia, com dois médicos diferentes. Ter feito essa quantidade de cirurgias traz algum risco para a estrutura do meu nariz?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Sim, a realização de múltiplas cirurgias de septoplastia pode, sim, trazer riscos para a estrutura do nariz — especialmente quando o procedimento é repetido várias vezes, como no seu caso.

    A septoplastia é uma cirurgia que visa corrigir desvios do septo nasal, a estrutura que separa as duas narinas. Embora geralmente segura, quando realizada mais de uma vez, ela pode comprometer algumas características anatômicas importantes.

    Entre os riscos possíveis de múltiplas cirurgias estão:

    ### 1. **Enfraquecimento estrutural**
    O septo nasal é uma peça fundamental na sustentação do dorso do nariz. Em cirurgias repetidas, pode haver remoção excessiva de cartilagem ou osso, o que pode enfraquecer essa estrutura e levar a deformidades, como o chamado “nariz em sela” (retração do dorso nasal).

    ### 2. **Perfuração septal**
    A retirada repetida de tecido ou lesões cicatriciais podem aumentar o risco de perfuração do septo, uma abertura entre as duas narinas internas. Isso pode causar sintomas como crostas, sangramentos frequentes, assobio ao respirar e obstrução nasal.

    ### 3. **Fibrose e aderências**
    Cada cirurgia gera um processo de cicatrização. Em procedimentos repetidos, o tecido cicatricial (fibrose) pode se tornar espesso e dificultar tanto a função respiratória quanto eventuais novas abordagens cirúrgicas. A formação de aderências internas (sinéquias) também é mais frequente.

    ### 4. **Alterações estéticas**
    Embora a septoplastia tenha foco funcional, mudanças na estrutura interna podem refletir externamente, afetando a aparência do nariz — especialmente após várias intervenções.

    ### 5. **Limitação para futuras correções**
    Com menos tecido saudável disponível, eventuais correções tornam-se mais complexas, podendo demandar enxertos de cartilagem de outras áreas do corpo (como da orelha ou da costela).

    ---

    **O que fazer agora?**

    É essencial um acompanhamento com um otorrinolaringologista com experiência em cirurgia nasal complexa ou cirurgia de revisão. Em alguns casos, também é recomendável a avaliação conjunta com um cirurgião plástico especializado em rinoplastia reconstrutora.

    Se você tem sintomas persistentes — como obstrução nasal, alterações na forma do nariz, dor ou sangramentos — vale a pena realizar exames de imagem (como tomografia de seios da face) e uma endoscopia nasal para entender melhor a anatomia atual e possíveis sequelas.

    Fico à disposição para esclarecer qualquer outro ponto ou orientar em relação a condutas futuras.


  • Bom dia, tenho fenda glotica longitudinal, foi prescrito terapia da fala. Se não a fizer, quais as c

    Bom dia, tenho fenda glotica longitudinal, foi prescrito terapia da fala. Se não a fizer, quais as consequências/ problemas que poderei desenvolver?
    Apareceu após infeção respiratória, terá alguma ligação?
    Não sendo de nascença, e não sendo cantora, nem usando mt a voz, como pode aparecer? Obrigada
    Ana, Portugal

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Bom dia, Ana! Agradeço pela sua pergunta, muito relevante e feita com bastante clareza. Vamos por partes para que tudo fique bem compreendido:

    O que é uma fenda glótica longitudinal?
    A fenda glótica (ou “fenda glótica longitudinal”) é um espaço anormal que se forma entre as cordas vocais quando elas deveriam estar completamente unidas durante a fonação (fala). Esse espaço pode ser:

    Longitudinal: ou seja, estende-se ao longo de boa parte do comprimento das pregas vocais.
    Parcial ou completa.
    Pode estar presente desde o nascimento (congénita) ou surgir ao longo da vida (adquirida).
    Pode ter relação com uma infeção respiratória?
    Sim, pode. Uma infeção respiratória, especialmente se envolver laringite viral ou bacteriana, pode inflamar as cordas vocais e afetar seu funcionamento. Em alguns casos, isso leva à atrofia muscular leve ou à descoordenação da musculatura laríngea, criando uma fenda glótica transitória ou persistente.

    Se a infecção foi acompanhada de tosse intensa, uso excessivo da voz ou rouquidão prolongada, isso também pode contribuir para o aparecimento da fenda.

    Mesmo não sendo cantora ou usando muito a voz, por que pode aparecer?
    Ótima pergunta! A fenda pode surgir por diversos motivos, mesmo em pessoas que não usam excessivamente a voz:

    Alterações hormonais (inclusive com a idade);
    Fraqueza ou atrofia muscular (mais comum a partir dos 40-50 anos);
    Uso incorreto ou ineficiente da voz, mesmo em contextos cotidianos;
    Inflamações ou infeções prévias;
    Refluxo gastroesofágico atingindo a laringe;
    Em alguns casos, não se identifica uma causa específica (idiopática).
    O que pode acontecer se não fizer a terapia da fala?
    A terapia da fala (com um terapeuta especializado em voz) é fundamental porque ajuda a reeducar o uso da voz, fortalecer a musculatura laríngea e melhorar a coaptação das pregas vocais.

    Se a terapia não for feita, alguns problemas podem surgir ou se agravar:

    Rouquidão persistente;
    Cansaço vocal com pouca fala;
    Dificuldade de projeção da voz (falar em ambientes ruidosos, por exemplo);
    Sensação de esforço ao falar;
    Tosse ou pigarro frequentes;
    Em longo prazo, compensações vocais inadequadas, que podem sobrecarregar outras estruturas da laringe e causar lesões secundárias (como nódulos ou pólipos).
    Recomendações finais
    Siga a indicação da terapia da fala com regularidade. Ela costuma ser eficaz e pode evitar a progressão do problema.
    Se ainda não fez, é útil realizar uma videolaringoscopia para melhor documentação da fenda e acompanhamento.
    Caso sinta refluxo, pigarro ou queimação, vale a pena avaliar se há refluxo laringofaríngeo, pois ele pode agravar a situação.
    Hidratação e descanso vocal (sem exageros de silêncio ou uso excessivo) também ajudam bastante.
    Se quiser, posso ajudá-la com exemplos de exercícios vocais suaves ou tirar dúvidas sobre a terapia.
    Desejo-lhe uma ótima recuperação e estou à disposição sempre que precisar.
    Com estima,


  • Posso tomar cetoprofeno 150mg amamentando um BB de 1 ano ? É pra infecção de ouvido

    Posso tomar cetoprofeno 150mg amamentando um BB de 1 ano ? É pra infecção de ouvido

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Sim, o cetoprofeno 150 mg pode ser usado com cautela durante a amamentação, especialmente no caso de um bebê com 1 ano de idade.

    O cetoprofeno é um anti-inflamatório não esteroide (AINE) que passa para o leite materno em quantidades muito pequenas, e os estudos disponíveis não demonstraram efeitos adversos significativos em lactentes amamentados por mães que fizeram uso ocasional da medicação.

    O que dizem as fontes confiáveis?
    Segundo o banco de dados da e-lactancia.org, mantido por pediatras e farmacologistas especializados em lactação, o cetoprofeno é classificado como “risco muito baixo” para a amamentação, especialmente quando usado por curto período e em dose única ou diária moderada.

    Além disso, a Sociedade Europeia de Gastroenterologia Pediátrica e Nutrição (ESPGHAN) também considera que anti-inflamatórios como cetoprofeno, ibuprofeno e naproxeno são compatíveis com a amamentação quando usados por tempo limitado.

    Cuidados importantes:
    Prefira tomá-lo logo após a mamada, para reduzir ainda mais a concentração no leite na próxima refeição.
    Evite uso prolongado (mais de 3 a 5 dias seguidos) sem orientação médica.
    Se o bebê apresentar sintomas como diarreia, irritabilidade ou sonolência excessiva (o que é raro), interrompa o uso e procure orientação.
    Se estiver com infecção de ouvido...
    Lembre-se de que o cetoprofeno alivia a dor e a inflamação, mas não trata a causa infecciosa. Se for uma otite bacteriana, o tratamento com antibiótico pode ser necessário, conforme avaliação médica.


  • Estou tomando azitromicina a meia noite e Prelone às 16h. O Prelone vai cortar o efeito da azitromic

    Estou tomando azitromicina a meia noite e Prelone às 16h. O Prelone vai cortar o efeito da azitromicina nesse caso? Obrigado desde já.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Não, o Prelone (prednisolona), que é um corticosteroide, não corta o efeito da azitromicina, que é um antibiótico. Esses dois medicamentos atuam de formas diferentes no organismo e não interferem diretamente um no outro. Vamos detalhar como cada um age e por que não há problema em tomá-los no horário que você mencionou:

    Como a azitromicina age?
    A azitromicina é um antibiótico da classe dos macrolídeos, usada para tratar infecções bacterianas. Ela age inibindo a síntese de proteínas nas bactérias, impedindo que elas se multipliquem.

    É comum tomar azitromicina uma vez ao dia, e o horário (meia-noite, no seu caso) não interfere na eficácia do medicamento, desde que você siga o intervalo de 24 horas entre as doses.

    Como o Prelone (prednisolona) age?
    O Prelone é um corticosteroide com ação anti-inflamatória e imunossupressora. Ele reduz a inflamação e os sintomas associados, como inchaço, dor e vermelhidão.

    A prednisolona não interfere no mecanismo de ação da azitromicina, pois atua em processos diferentes do sistema imunológico e não afeta a capacidade do antibiótico de combater bactérias.

    Por que esses horários estão adequados?
    A azitromicina pode ser tomada em qualquer horário, desde que você mantenha o intervalo de 24 horas entre as doses. Tomar à meia-noite é válido, especialmente se isso facilita sua rotina.

    O Prelone, por sua vez, é geralmente tomado pela manhã (ou no seu caso, às 16h) para imitar o ritmo natural de produção de cortisol pelo corpo. Esse horário também está adequado.

    Cuidados e possíveis interações:
    Efeitos gastrointestinais:

    Tanto a azitromicina quanto a prednisolona podem causar desconforto gastrointestinal (náuseas, dor de estômago). Para reduzir esse risco, tome os medicamentos com alimentos ou leite (a menos que seu médico tenha orientado o contrário).

    Monitoramento médico:

    Se você está tomando prednisolona por um período prolongado, é importante fazer acompanhamento médico, pois corticosteroides podem ter efeitos colaterais significativos, como aumento da glicose, retenção de líquidos ou alterações no sistema imunológico.

    Sinais de alerta:

    Se você notar sintomas como dor abdominal intensa, diarreia persistente ou sinais de reação alérgica (erupções cutâneas, dificuldade para respirar), entre em contato com seu médico imediatamente.

    Conclusão:
    Não há problema em tomar a azitromicina à meia-noite e o Prelone às 16h. Esses medicamentos não interferem um no outro e podem ser usados juntos conforme prescrito pelo seu médico. Continue seguindo as orientações e, se tiver dúvidas ou preocupações, não hesite em consultar seu médico.

    Conte comigo para ajudar!


  • To tomando cefalexina para o ouvido,sendo que em comprimido, mas acabei esquecendo na casa de minha

    To tomando cefalexina para o ouvido,sendo que em comprimido, mas acabei esquecendo na casa de minha amiga. E ela mora longe. Mas tenho em casa o de solução liquida, posso da continuação? Ou so pode tomar em comprimido?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Sim, você pode continuar o tratamento com a cefalexina em solução líquida, desde que a dosagem seja equivalente à que estava tomando em comprimido.

    A cefalexina é o mesmo medicamento tanto na forma de comprimido quanto na forma líquida (suspensão oral). O que muda é apenas a apresentação, não a substância ativa.

    O mais importante é garantir que a quantidade total da dose (em miligramas) seja a mesma. Por exemplo:

    Se você estava tomando 500 mg em comprimido, deve tomar o volume correspondente a 500 mg na solução líquida.
    Geralmente, a suspensão de cefalexina vem com a dosagem de 250 mg por 5 mL (mas isso pode variar). Nesse caso, para tomar 500 mg, você precisaria de 10 mL.

    Antes de usar, verifique:

    A concentração da suspensão (está escrita no rótulo: por exemplo, "250 mg/5 mL");
    Se está dentro do prazo de validade e bem armazenada (na geladeira, se indicado);
    Se a suspensão foi bem agitada antes do uso.


  • Estou fazendo um tratamento contínuo com Vertigoheel, posso fazer o uso de bebida alcoólica socialme

    Estou fazendo um tratamento contínuo com Vertigoheel, posso fazer o uso de bebida alcoólica socialmente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Sim, o uso moderado de bebida alcoólica, de forma social e ocasional, não costuma interferir de forma significativa na ação do Vertigoheel.

    O Vertigoheel é um medicamento de origem homeopática, utilizado principalmente no tratamento de tonturas e vertigens, como as causadas por labirintite ou disfunções do sistema vestibular. Ele tem uma boa tolerabilidade e baixo risco de interação com outras substâncias, incluindo o álcool.

    No entanto, é importante considerar alguns pontos:

    O álcool por si só pode causar tontura ou desequilíbrio, mesmo em pessoas saudáveis. Se você já tem predisposição a vertigem, a bebida pode agravar os sintomas, mesmo que o medicamento em si não seja afetado.

    Se estiver em fase ativa de sintomas vestibulares (tonturas frequentes, instabilidade), pode ser melhor evitar o álcool até estar mais estável.

    O álcool também pode interferir no sono e no equilíbrio, o que pode atrapalhar a resposta ao tratamento em alguns casos.

    Portanto, se seus sintomas estiverem controlados, e se for um consumo leve e esporádico, não há contraindicação absoluta.
    Mas se notar piora após o consumo, vale reconsiderar ou conversar com seu médico para avaliar melhor a situação.


  • Fiz o uso de 2ml (apenas uma vez) de enantato de testosterona e estou com a voz rouca. como se estiv

    Fiz o uso de 2ml (apenas uma vez) de enantato de testosterona e estou com a voz rouca. como se estivesse com pigarro. Faço o uso da voz para canto, e não consigo atingir mais notas como atingia, estou desesperada..Será que volta ao normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Olá. Entendo sua preocupação, especialmente sendo cantora e lidando com uma mudança na voz — algo tão essencial para sua expressão e profissão. Vamos analisar o que pode estar acontecendo.

    O que é o enantato de testosterona?
    O enantato de testosterona é uma forma de reposição ou suplementação do hormônio testosterona, muitas vezes usada com objetivos estéticos ou terapêuticos. Porém, mesmo em doses únicas, pode causar efeitos colaterais relevantes, especialmente em mulheres.

    Pode causar alterações vocais?
    Sim. A testosterona pode afetar a voz feminina, mesmo com uma única aplicação, dependendo da sensibilidade individual. A testosterona age sobre as pregas vocais, provocando:

    Espessamento da mucosa das cordas vocais
    Aumento do peso e da rigidez das pregas vocais
    Diminuição da frequência vocal (voz mais grave)
    Rouquidão, pigarro e perda de agilidade vocal
    Dificuldade para atingir notas agudas, especialmente em cantoras
    Em alguns casos, essas alterações podem ser irreversíveis, mesmo com suspensão imediata da substância, mas em muitos outros, são parciais e reversíveis, especialmente quando o uso foi isolado, como no seu caso.

    O que você pode fazer agora?
    Suspender totalmente o uso de testosterona (caso ainda houvesse intenção de seguir);
    Procurar um otorrinolaringologista especializado em voz profissional (laringologista) para avaliar as cordas vocais com videolaringoscopia. Esse exame é fundamental para verificar se há inflamação, espessamento, edema ou outras alterações.
    Iniciar fonoaudiologia especializada em voz cantada o quanto antes. O trabalho vocal precoce pode ajudar muito na reversão ou adaptação dos efeitos.
    Evitar o uso excessivo da voz enquanto houver rouquidão ou desconforto — isso pode evitar lesões adicionais.
    Vai voltar ao normal?
    Não há como afirmar com certeza sem uma avaliação clínica e um exame da laringe.
    Mas há esperança, sim. O fato de ter sido uma única aplicação de 2 mL sugere que, se houver efeito reversível, ele pode regredir com o tempo e com a terapia vocal adequada. Porém, é essencial agir rápido e com apoio especializado.


  • Pode usar o ciclogex depois de cirurgia amígdalas ?

    Pode usar o ciclogex depois de cirurgia amígdalas ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    O Ciclogex (ciclobenzaprina) é um relaxante muscular que age no sistema nervoso central, geralmente indicado para tratar tensões musculares, espasmos ou dores musculares associadas a lesões musculoesqueléticas.

    No contexto de uma cirurgia de amígdalas (amigdalectomia), o uso do Ciclogex não é comum nem rotineiramente indicado. Veja por quê:

    Por que normalmente não se usa Ciclogex após a amigdalectomia:
    A dor da cirurgia é orofaríngea, não muscular. A dor vem da região da garganta e da cicatrização do local onde as amígdalas foram removidas, e não de contraturas musculares.

    Ciclobenzaprina pode causar efeitos colaterais, como:

    Boca seca (o que pode piorar o desconforto pós-operatório);
    Sonolência intensa;
    Tontura ou confusão, especialmente em pacientes mais sensíveis.
    Não há evidência científica de benefício da ciclobenzaprina para dor pós-amigdalectomia.

    Quando pode haver alguma exceção?
    Se houver tensão muscular importante na região cervical (pescoço ou mandíbula), associada ao posicionamento da cabeça durante a cirurgia, o médico pode considerar o uso de forma pontual, mas isso deve ser feito com indicação específica.

    Recomendação:
    Não use Ciclogex por conta própria após uma cirurgia de amígdalas.
    Converse com o médico que realizou o procedimento. O tratamento da dor geralmente envolve:
    Analgésicos comuns (como paracetamol ou dipirona);
    Anti-inflamatórios (se não houver contraindicações);
    Hidratação adequada e cuidados locais. Conte comigo para ajudar!


  • Existe um risco de desviar o anticoncepcional para a traqueia após um episódio leve de engasgo ao to

    Existe um risco de desviar o anticoncepcional para a traqueia após um episódio leve de engasgo ao tomar o medicamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Essa é uma dúvida muito válida, especialmente após um episódio de engasgo. De forma geral, é extremamente improvável que um comprimido de anticoncepcional desvie para a traqueia e permaneça lá após um engasgo leve.

    Veja por quê:

    A traqueia (vias aéreas) tem mecanismos de defesa muito eficientes — como a tosse reflexa — que são ativados imediatamente quando algo tenta entrar no “caminho errado”.
    Se o comprimido realmente entrasse na traqueia, causaria um episódio de tosse intensa, desconforto respiratório importante, rouquidão súbita ou até dificuldade para respirar.
    Em um engasgo leve, geralmente o que acontece é que parte da saliva ou uma pequena quantidade de líquido desvia parcialmente e logo é corrigido pelo reflexo da tosse. O comprimido, nesses casos, costuma ter seguido o caminho normal para o esôfago.
    Além disso, se você engoliu o comprimido por completo, mesmo com um pequeno engasgo, ele provavelmente chegou ao estômago e será absorvido normalmente. Não há necessidade de tomar outro, a não ser que o comprimido tenha sido cuspido ou vomitado.

    Agora, se você estiver com sintomas persistentes, como:

    Tosse seca contínua após o episódio;
    Sensação de corpo estranho na garganta ou no peito;
    Rouquidão repentina e duradoura;
    Desconforto respiratório;
    Nesses casos, vale procurar um médico para avaliação, embora isso seja raro em situações leves.

    Conte comigo para ajudar!


  • Há 10 meses realizei cirurgia por uma possível sinusite, porém os sintomas persistiram e, de acordo

    Há 10 meses realizei cirurgia por uma possível sinusite, porém os sintomas persistiram e, de acordo qual, assemelham-se à Rinite Atrófica (ozenosa). Gostaria de saber se há no Rio Grande do Sul, algum especialista nessa enfermidade.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Entendo sua preocupação com os sintomas persistentes após a cirurgia e a suspeita de rinite atrófica (ozena). A rinite atrófica é uma condição rara que requer avaliação especializada por um otorrinolaringologista experiente. No Rio Grande do Sul, embora não haja uma lista pública de especialistas específicos em rinite atrófica, é recomendável buscar atendimento em centros médicos de referência ou universidades que possuam departamentos de otorrinolaringologia. Esses centros geralmente contam com profissionais capacitados para diagnosticar e tratar condições complexas como a sua.​

    Além disso, consultar a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) pode ser útil, pois eles mantêm um cadastro de especialistas por região. Você pode acessar o site oficial da ABORL-CCF para encontrar profissionais no Rio Grande do Sul.​
    Abor LCCF
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    Abor LCCF


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  • Tenho Renite e sinusite muito forte e de uns 2 meses estou sentindo dois linfonodos aumentados atrás

    Tenho Renite e sinusite muito forte e de uns 2 meses estou sentindo dois linfonodos aumentados atrás do ouvido, e eles doem e depois param. Será que tem haver com a renite/sinusite?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Sim, é possível que os linfonodos aumentados atrás da orelha estejam relacionados à sua rinite ou sinusite, especialmente se você está passando por um período de crise mais intensa nos últimos dois meses.

    Os linfonodos (ou gânglios linfáticos) fazem parte do sistema imunológico e funcionam como uma espécie de "filtro" de defesa. Quando há uma infecção ou inflamação nas vias aéreas superiores — como nariz, seios da face, garganta ou ouvido —, os linfonodos da região próxima podem aumentar de tamanho e ficar doloridos, o que é chamado de linfadenite reacional.

    No seu caso, os linfonodos localizados atrás da orelha (retroauriculares) podem reagir a:

    Infecções dos seios da face (sinusite);
    Processos inflamatórios crônicos causados por rinite mal controlada;
    Infecções de ouvido (mesmo leves);
    Ou mesmo pequenas infecções do couro cabeludo ou da pele próxima.
    A dor intermitente (aparece e depois passa) também sugere um processo inflamatório não grave, mas persistente.

    No entanto, é importante observar alguns sinais de alerta:

    Linfonodos que crescem progressivamente;
    Que permanecem aumentados por mais de 4 semanas sem tendência de redução;
    Que se tornam duros, imóveis ou não dolorosos;
    Acompanhados de febre, perda de peso, sudorese noturna ou mal-estar geral.
    Se isso acontecer, é essencial procurar um médico para investigação mais aprofundada, que pode incluir exame físico, exames de sangue, ultrassonografia da região ou outros conforme necessário.

    Se sua rinite e sinusite estão mal controladas, talvez seja hora de rever o tratamento com um otorrinolaringologista, pois o controle adequado dessas condições pode ajudar a reduzir essas reações nos gânglios.

    Conte comigo para ajudar!


  • Estou usando Avamys a noite otorrino que passou mas estou com dor de cabeça por causa da sinusite po

    Estou usando Avamys a noite otorrino que passou mas estou com dor de cabeça por causa da sinusite posso tomar dipirona?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Sim, você pode tomar **dipirona** para aliviar a dor de cabeça causada pela **sinusite**, mesmo estando em uso do **Avamys** (furoato de fluticasona).

    Não há **interação negativa conhecida** entre esses dois medicamentos. O Avamys é um **corticoide nasal tópico**, que atua reduzindo a inflamação da mucosa nasal e dos seios da face, enquanto a dipirona é um **analgésico e antitérmico** eficaz para dor e febre.

    Alguns cuidados importantes:

    - Use a dipirona respeitando a dose recomendada na bula ou pelo médico;
    - Se a dor de cabeça persistir por vários dias ou piorar, é fundamental reavaliar com o otorrino;
    - Continue o uso regular do Avamys, pois ele ajuda no controle da causa da dor (inflamação da mucosa nasal e dos seios da face).

    Se tiver outros sintomas, como febre persistente, secreção nasal purulenta ou dor facial intensa, pode haver uma sinusite bacteriana em curso, e talvez seja necessário complementar o tratamento.

    Conte comigo para ajudar!


  • Usei otociatriax 7 dias para tratamento da otite. Mais a secreção úmida que está dentro do ouvido nã

    Usei otociatriax 7 dias para tratamento da otite. Mais a secreção úmida que está dentro do ouvido não quer descer.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Entendo a sua preocupação. Após o uso do **Otociatriax** por 7 dias, o esperado seria uma melhora significativa do quadro de **otite externa** ou **otite média com perfuração** (dependendo do tipo de otite para o qual foi prescrito). No entanto, a **persistência de secreção úmida no ouvido** pode indicar que:

    1. **Ainda há inflamação residual** ou a infecção não foi totalmente resolvida;
    2. **Há acúmulo de secreção espessa** ou muco que não está conseguindo sair do conduto auditivo ou do ouvido médio;
    3. Existe uma **perfuração timpânica persistente**, que mantém o canal úmido mesmo após o fim da infecção;
    4. Pode haver uma **otite média secretora**, comum após quadros infecciosos, com acúmulo de líquido seroso atrás do tímpano, causando sensação de umidade, pressão ou zumbido.

    É importante **não tentar remover essa secreção com hastes flexíveis (cotonetes)** ou introduzir objetos no ouvido, pois isso pode piorar a inflamação ou causar lesão.

    O mais indicado neste momento é:

    - Retornar ao **otorrinolaringologista** para uma nova **avaliação otoscópica** ou **microscopia otológica**, que pode identificar se há ainda secreção ativa, necessidade de nova medicação ou apenas drenagem;
    - Em alguns casos, o médico pode realizar **aspiração da secreção** no consultório ou prescrever gotas diferentes (como antissépticos ou secativos);
    - Evitar molhar o ouvido durante o banho enquanto os sintomas persistirem.

    A boa notícia é que, na maioria dos casos, com a abordagem adequada, o ouvido se recupera completamente.

    Conte comigo para ajudar!


  • Estou com perfuração no tímpano pela segunda vez no ano devido a sinusite crônica, porém a médica me

    Estou com perfuração no tímpano pela segunda vez no ano devido a sinusite crônica, porém a médica me passou otobetnovate para pingar dentro do ouvido, sendo que há contra indicações nesse caso! Dá primeira vez que fui em outro otorrinolaringologista, ele disse q em hipótese nenhuma deveria pingar nada dentro do ouvido com o tímpano rompido e nem deixar entrar água, o trabalho foi oral com antibióticos e anti-inflamatório. Agora fiquei na dúvida, porque essa outra agora passou corticoide e mandou pingar esse remédio, pesquisei e diz que não é recomendado! O que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Você está absolutamente certa em questionar essa prescrição, pois o uso de medicamentos tópicos (como o Otobetnovate) em casos de perfuração timpânica pode ser contraindicado, dependendo da situação. Vamos esclarecer isso:

    ### 1. **Risco do uso de gotas otológicas com perfuração timpânica**:
    - O **Otobetnovate** contém **betametasona (corticoide)** e **cloreto de benzalcônio (antisséptico)**. Quando há uma perfuração no tímpano, há risco de essas substâncias atingirem o ouvido médio e causarem irritação, ototoxicidade (danos às estruturas internas do ouvido) ou infecções.
    - Por isso, muitos otorrinolaringologistas evitam prescrever gotas otológicas em casos de perfuração, especialmente se houver risco de complicações.

    ### 2. **Quando o uso de gotas pode ser considerado**:
    - Em alguns casos, otorrinolaringologistas experientes podem prescrever gotas otológicas **específicas** para perfurações timpânicas, desde que sejam seguras e não ototóxicas. No entanto, isso deve ser feito com cautela e apenas sob supervisão médica.
    - O **Otobetnovate** não é um dos medicamentos comumente recomendados para perfurações, pois o cloreto de benzalcônio pode ser irritante para o ouvido médio.

    ### 3. **O que fazer neste caso**:
    - **Suspenda o uso do Otobetnovate** até esclarecer a situação com um profissional.
    - **Entre em contato com a médica que prescreveu o medicamento** e questione sobre a indicação, mencionando sua preocupação com a perfuração timpânica e a possível contraindicação.
    - **Considere uma segunda opinião**: Se ainda estiver insegura, consulte outro otorrinolaringologista para reavaliar o tratamento. A abordagem oral com antibióticos e anti-inflamatórios, como foi feito anteriormente, pode ser mais segura no seu caso.

    ### 4. **Cuidados gerais**:
    - Mantenha o ouvido **seco**: Evite a entrada de água, pois isso pode aumentar o risco de infecção.
    - Não introduza objetos ou medicamentos no ouvido sem orientação médica.
    - Trate a **sinusite crônica**: Como ela parece ser a causa recorrente da perfuração, é essencial controlar essa condição para evitar novos episódios.

    Se precisar de mais orientações ou ajuda para entender o tratamento adequado, estou à disposição. Conte comigo para ajudar!


  • Estou usando decadron nasal .Mas estou passando mal.Em quanto tempo esse medicamento sairá do meu co

    Estou usando decadron nasal .Mas estou passando mal.Em quanto tempo esse medicamento sairá do meu corpo e os efeitos colaterais tbm.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    O Decadron nasal (dexametasona) é um corticosteroide tópico utilizado para reduzir inflamações nasais, como em casos de rinite alérgica ou sinusite. Como ele age localmente, a absorção sistêmica (para a corrente sanguínea) é geralmente baixa, mas algumas pessoas podem ser mais sensíveis e apresentar efeitos colaterais, como mal-estar, tontura, irritação nasal ou até sintomas sistêmicos, dependendo da dose e do tempo de uso.

    Em quanto tempo o medicamento sai do corpo?
    A dexametasona tem uma meia-vida de aproximadamente 36 a 72 horas no corpo. Isso significa que, após parar de usar o medicamento, ele pode levar de 3 a 5 dias para ser eliminado completamente do organismo. No entanto, como o Decadron nasal é aplicado localmente, a concentração sistêmica é muito menor, e os efeitos colaterais devem diminuir mais rapidamente após a interrupção.

    O que fazer agora?
    Suspenda o uso do Decadron nasal e entre em contato com o médico que prescreveu o medicamento para reavaliar a necessidade de continuar o tratamento ou ajustar a medicação.

    Hidrate-se bem: Beber água ajuda a eliminar substâncias do corpo mais rapidamente.

    Monitore os sintomas: Se os efeitos colaterais forem intensos ou persistirem, procure atendimento médico para avaliação.

    Efeitos colaterais comuns:
    Irritação nasal, ardência ou sangramento.

    Dor de cabeça, tontura ou mal-estar.

    Em casos raros, pode ocorrer absorção sistêmica, causando efeitos como aumento da glicose, retenção de líquidos ou alterações de humor.

    Se precisar de mais orientações ou ajustes no tratamento, estou à disposição. Conte comigo para ajudar!


  • Boa tarde, fiz uma timpanoplastia à 3 semanas, ainda continuo com sangramento, falta de sensibilidad

    Boa tarde, fiz uma timpanoplastia à 3 semanas, ainda continuo com sangramento, falta de sensibilidade na orelha, algum mal estar na zona da fonte quando fecho os maxilares e o ouvido continua tapado.
    É normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Vamos analisar seus sintomas pós-timpanoplastia (cirurgia para reparo da membrana timpânica). Após 3 semanas, é comum ainda haver alguns desconfortos, mas é importante avaliar cada sintoma com cuidado:

    1. Sangramento:
    Um pequeno sangramento ou secreção sanguinolenta pode ocorrer nas primeiras semanas, mas não é comum persistir por 3 semanas. Isso pode indicar irritação local, infecção ou dificuldade na cicatrização. Recomendo que você consulte seu otorrinolaringologista para uma avaliação do ouvido operado.

    2. Falta de sensibilidade na orelha:
    A falta de sensibilidade pode estar relacionada à inflamação ou ao processo de cicatrização dos tecidos. No entanto, se houver dormência ou alteração significativa, é importante verificar se houve algum comprometimento nervoso durante a cirurgia.

    3. Mal-estar na região da fonte ao fechar os maxilares:
    Esse sintoma pode estar relacionado à proximidade da articulação temporomandibular (ATM) com a região operada. A inflamação pós-cirúrgica ou o estresse na musculatura mastigatória podem causar esse desconforto. Compressas mornas e exercícios suaves de alongamento mandibular podem ajudar, mas é importante descartar outras causas, como disfunção da ATM.

    4. Ouvido tapado:
    A sensação de ouvido tapado é comum após a timpanoplastia, pois pode haver inchaço, acúmulo de secreções ou alteração na pressão do ouvido médio. Isso tende a melhorar com o tempo, mas se persistir, pode ser necessário verificar se há líquido no ouvido médio ou se a tuba auditiva está funcionando adequadamente.

    Recomendações:
    Retorne ao seu médico: É essencial uma avaliação presencial para verificar a cicatrização, descartar infecções e ajustar o tratamento, se necessário.

    Evite esforços físicos: Para não comprometer a cicatrização.

    Mantenha o ouvido seco: Evite entrar água no ouvido operado.

    Use a medicação prescrita: Siga rigorosamente as orientações pós-operatórias.

    Se os sintomas persistirem ou piorarem, não hesite em buscar atendimento. Conte comigo para ajudar!


  • Aos Otorrinologistas: ja temos no Brasil o stent nasal nao cirurgico da Alaxo Airways Stent? Ja fi

    Aos Otorrinologistas: ja temos no Brasil o stent nasal nao cirurgico da Alaxo Airways Stent?
    Ja fiz cirurgia para desentopir o nariz, tratamento anti alergico, medicacoes especificas, nada disso resolve 100%
    Vi esse sten no exterior e gostaria de saber se ja é usado no Brasil
    Obrigado

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    Ótima pergunta! O Alaxo AIRWAY Stent é uma opção inovadora e minimamente invasiva para o tratamento de obstrução nasal, e entendo sua curiosidade sobre sua disponibilidade no Brasil. Vamos esclarecer alguns pontos importantes:

    O que é o Alaxo AIRWAY Stent?
    O Alaxo AIRWAY Stent é um dispositivo não cirúrgico e temporário, feito de silicone, que é inserido no nariz para dilatar as vias aéreas e melhorar a respiração. Ele é indicado para pacientes com obstrução nasal crônica que não obtiveram sucesso com tratamentos convencionais, como cirurgias (ex.: septoplastia, turbinectomia) ou medicamentos (ex.: corticoides nasais, antialérgicos).

    Como ele funciona?
    O stent é colocado no nariz por um médico, em um procedimento rápido e indolor.

    Ele dilata as passagens nasais, reduzindo a resistência ao fluxo de ar e melhorando a respiração.

    Pode ser usado por períodos específicos, dependendo da necessidade do paciente.

    Disponibilidade no Brasil:
    Até o momento, o Alaxo AIRWAY Stent não está amplamente disponível no Brasil. Esse tipo de tecnologia costuma demorar um pouco mais para chegar ao país devido a processos regulatórios e de aprovação pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). No entanto, é possível que alguns centros médicos especializados estejam realizando estudos ou utilizando o dispositivo de forma experimental.

    O que fazer se você está interessado no stent?
    Consulte um otorrinolaringologista especializado: Explique seu histórico de tratamentos e pergunte sobre a disponibilidade do Alaxo AIRWAY Stent no Brasil. Ele pode ter informações atualizadas sobre estudos clínicos ou alternativas semelhantes.

    Pesquise sobre alternativas: No Brasil, existem outras opções para tratar obstrução nasal, como:

    Dispositivos de dilatação nasal externa (ex.: tiras adesivas nasais).

    Técnicas cirúrgicas avançadas (ex.: remodelação turbinal com radiofrequência ou laser).

    Implantes reabsorvíveis para reduzir o volume dos cornetos nasais.

    Considere acompanhar estudos clínicos: Se houver estudos em andamento no Brasil sobre o Alaxo AIRWAY Stent, você pode se candidatar a participar.

    Quando o stent pode ser uma boa opção?
    O Alaxo AIRWAY Stent é especialmente útil para pacientes que:

    Não obtiveram melhora com cirurgias ou tratamentos convencionais.

    Têm obstrução nasal crônica devido a desvios de septo, hipertrofia de cornetos ou colapso das válvulas nasais.

    Preferem uma solução não cirúrgica e temporária.

    Conclusão:
    Embora o Alaxo AIRWAY Stent ainda não esteja amplamente disponível no Brasil, vale a pena discutir com seu otorrinolaringologista a possibilidade de alternativas ou a inclusão em estudos clínicos, se houver. Enquanto isso, continue investigando as causas da sua obstrução nasal e explore outras opções de tratamento.

    Se precisar de mais orientações ou ajuda para encontrar um especialista, estou à disposição. Conte comigo para ajudar!


  • Estou com a garganta irritada após uma pneumonia, tomei amoxicilina tudo certinho, e após tudo isso

    Estou com a garganta irritada após uma pneumonia, tomei amoxicilina tudo certinho, e após tudo isso a garganta irritou passei com uma médica e ela disse que é devido ao refluxo estou fazendo o tratamento pra refluxo, porém ela não passou nada pra garganta e vejo que a garganta está piorando. É normal o otorrino não tratar a garganta irritada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Bruno Rossini

    É compreensível sua preocupação, especialmente porque a irritação na garganta pode ser bastante incômoda. Vamos esclarecer alguns pontos importantes sobre o seu caso:

    1. Garganta irritada após pneumonia e uso de amoxicilina:
    Após uma pneumonia e o uso de antibióticos como a amoxicilina, é comum que a garganta fique irritada devido a vários fatores, como:

    Resíduos da infecção: Mesmo após o tratamento, pode haver uma inflamação residual.

    Efeito do antibiótico: Antibióticos podem alterar a flora natural da garganta, deixando-a mais sensível.

    Refluxo gastroesofágico: O refluxo é uma causa frequente de irritação na garganta, pois o ácido estomacal pode subir até a região, causando queimação e inflamação.

    2. Abordagem da médica:
    A médica está correta em focar no tratamento do refluxo, pois ele é provavelmente a causa principal da irritação na garganta. Se o refluxo não for controlado, a garganta continuará irritada, independentemente de outros tratamentos.

    No entanto, é importante também aliviar os sintomas locais da garganta enquanto o tratamento do refluxo faz efeito, o que pode levar algumas semanas.

    3. Por que a garganta pode estar piorando:
    O refluxo pode estar agravando a irritação, especialmente se você estiver deitando logo após as refeições ou consumindo alimentos que pioram o refluxo (como café, chocolate, alimentos gordurosos ou ácidos).

    A falta de um tratamento sintomático para a garganta pode contribuir para a sensação de piora.

    4. O que pode ser feito para aliviar a garganta:
    Medidas caseiras:

    Beba bastante água para manter a garganta hidratada.

    Faça gargarejos com água morna e uma pitada de sal (ajuda a reduzir a inflamação).

    Evite alimentos e bebidas que pioram o refluxo (café, álcool, refrigerantes, comidas picantes ou ácidas).

    Eleve a cabeceira da cama para evitar o refluxo noturno.

    Medicações sintomáticas:

    Peça à médica ou a outro otorrinolaringologista uma medicação para aliviar a irritação local, como um anti-inflamatório tópico (spray ou pastilha) ou um protetor de mucosa (como o ácido hialurônico em spray).

    Se a irritação for muito intensa, um curto ciclo de anti-inflamatório oral pode ser considerado, mas sempre com orientação médica.

    5. Quando retornar ao médico:
    Se a garganta continuar piorando ou surgirem novos sintomas (como febre, dificuldade para engolir ou pus), retorne ao médico para reavaliar a possibilidade de uma infecção secundária ou outra complicação.

    Enquanto isso, continue o tratamento do refluxo e adote as medidas de alívio sintomático. Se precisar de mais orientações, estou à disposição. Conte comigo para ajudar!


Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.