Perguntas do paciente (214)
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Boa noite !!! Fiz uma rinoseptoplastia e após 18 dias comecei a ter sangramentos intensos com duraçã
Boa noite !!! Fiz uma rinoseptoplastia e após 18 dias comecei a ter sangramentos intensos com duração de alguns minutos, ao todo foram cinco em dias diferentes e o último foi uma hemorragia intensa que não parava, tive que fazer o tamponamento do nariz e ir pra cirurgia cauterizar, porém quando foi cauterizar não achou o vaso, e cauterizou o nariz todo por precaução; tomei remédio pra evitar a hemorragia durante uma semana, tenho medo de ter hemorragia novamente. Quanto tempo pra ter uma segurança maior de que o nariz não vai apresentar hemorragia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito que você esteja passando por esse período tão desgastante após a sua rinoseptoplastia. Entendo perfeitamente o seu medo; a hemorragia nasal pós-operatória é uma das complicações mais angustiantes para o paciente e, quando ela exige um novo procedimento cirúrgico de cauterização nasal, a insegurança sobre um novo sangramento é natural.
Para esclarecer suas dúvidas sobre o tempo de segurança e os riscos, vamos aos pontos fundamentais:
Por que o sangramento aconteceu?
Mesmo sem identificar um vaso específico ("vaso sentinela"), a cauterização ampla foi uma medida protetiva correta. O sangramento tardio após a segunda semana geralmente está relacionado ao processo de cicatrização da mucosa. À medida que as crostas se formam e começam a se desprender, elas podem provocar pequenas lesões na mucosa que, em alguns pacientes com maior vascularização, evoluem para um sangramento mais intenso.
Quanto tempo para ter segurança maior?
O período crítico para sangramentos pós-operatórios de cirurgia nasal costuma ser entre os 15 e 21 dias. Como você já passou por uma cauterização adicional, o seu tempo de cicatrização foi "resetado" e está em curso.
Margem de Segurança: Geralmente, após 30 a 45 dias da intervenção, a mucosa nasal já apresenta um grau de epitelização (cobertura de pele fina) muito mais estável, reduzindo drasticamente o risco de hemorragias espontâneas.
O fator cauterização: A cauterização extensa cria uma "casca" que precisa de tempo para ser substituída por uma mucosa saudável. O cuidado com a umidade e a não manipulação dessa área é o que trará a segurança que você busca.
Orientações essenciais para evitar novas hemorragias:
Lavagem Nasal Delicada: É fundamental manter o nariz limpo para evitar crostas grandes e duras, mas o uso da lavagem nasal com soro fisiológico deve ser extremamente suave. Não force o jato e não assoe o nariz de forma alguma.
Umidade: Use umidificadores de ar no ambiente de dormir. O ar seco é o maior inimigo da mucosa cicatrizando.
Controle da Pressão: Evite esforços físicos intensos, banhos muito quentes e alimentos muito quentes por pelo menos mais 15 dias.
Evite Anticoagulantes: Certifique-se de não estar utilizando nenhum medicamento (mesmo fitoterápicos ou anti-inflamatórios como aspirina/ibuprofeno) que possa afinar o sangue sem o conhecimento do seu cirurgião.
Quando se preocupar?
Se você sentir um escorrimento contínuo, gotejamento de sangue vivo que não para com repouso e compressão externa, ou se o sangue for muito volumoso, não hesite em buscar o pronto-atendimento hospitalar onde a cauterização foi realizada.
Para que eu possa avaliar o seu estado atual e orientar melhor sobre o seu processo de cicatrização — ou mesmo para que você tenha uma segunda opinião especializada sobre o manejo dessa mucosa cauterizada — convido você a agendar uma consulta.
Podemos realizar uma consulta presencial na Clínica Oto One, onde realizarei uma nasofibroscopia para visualizar exatamente como está a cicatrização da sua mucosa após a cauterização, ou podemos conversar via consulta online para eu entender melhor o seu protocolo de cuidados e alinhar expectativas sobre a recuperação.
Sua tranquilidade é fundamental nesta fase. Estou à disposição para acompanhá-la de perto.
Dr. Bruno Rossini (CRM-SP 115697; RQE: 34828)
Clínica Oto One - São Paulo
Instagram: @brunorossini.otorrino
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Fiz a cirurgia de otoesclerose e ao abrir meu ouvido o médico parou a cirurgia pq todo os meus ossin
Fiz a cirurgia de otoesclerose e ao abrir meu ouvido o médico parou a cirurgia pq todo os meus ossinhos estavam moles, estribo, bigorna e martelo,fiquei muito triste pois fiz a cirurgia e não colocaram a prótese, agora o que pode acontecer???? Existe prótese completa nesse caso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo perfeitamente a sua frustração e tristeza. Preparar-se para uma cirurgia de otosclerose com a expectativa de recuperação auditiva e sair do centro cirúrgico com o procedimento interrompido é um impacto emocional muito grande.
No entanto, o que o seu cirurgião fez foi uma decisão técnica de segurança extremamente prudente. Se os ossículos (martelo, bigorna e estribo) apresentavam uma condição de desmineralização ou "moleza" (o que pode ocorrer em quadros avançados de otosclerose ou em outras doenças do metabolismo ósseo do ouvido), a fixação de uma prótese ali não teria estabilidade. Se ele tivesse colocado a prótese naquele momento, ela provavelmente se soltaria em pouco tempo ou não transmitiria o som adequadamente, resultando em um insucesso cirúrgico e em possíveis riscos maiores para a sua audição.
O que pode acontecer agora?
O primeiro passo é investigar por que os ossículos estão moles. A otosclerose típica geralmente afeta apenas a base do estribo. Quando o martelo e a bigorna também estão comprometidos, precisamos descartar outras doenças que afetam o metabolismo ósseo, como a Osteogênese Imperfeita (forma otológica) ou outras desordens sistêmicas.
Você precisará de:
Investigação metabólica: Exames de sangue específicos (como cálcio, fósforo, fosfatase alcalina, PTH e vitamina D) para verificar se há algum desequilíbrio metabólico que possa estar afetando a estrutura óssea do seu corpo.
Avaliação da acuidade auditiva: Após a cicatrização total dessa primeira tentativa, será necessário repetir a audiometria para ver como está o seu padrão atual.
Existe prótese completa para este caso?
Sim, existe solução. A cirurgia de otosclerose evoluiu muito. Quando a bigorna e o martelo não têm condições de receber a prótese convencional (estapedotomia), utilizamos sistemas de reconstrução da cadeia ossicular.
Próteses Totais ou Parciais (TORP/PORP): Existem próteses (feitas de titânio, teflon ou hidroxiapatita) desenhadas especificamente para fazer a ponte entre o tímpano e o ouvido interno, mesmo quando os ossículos originais estão inutilizados.
Cirurgia em dois tempos: Em alguns casos complexos, o cirurgião opta por fazer a cirurgia em duas etapas: na primeira, ele prepara o terreno e, na segunda (após alguns meses), ele instala a prótese definitiva, garantindo que o ouvido esteja estável.
O que você deve fazer?
Não desista. O fato de a cirurgia ter sido interrompida foi uma medida de preservação da sua estrutura auditiva. O próximo passo é uma reavaliação minuciosa com um especialista em Otologia para traçar um plano de reconstrução que substitua o que a otosclerose ou a desmineralização óssea comprometeu.
Convido você a agendar uma consulta (online ou presencial) na Clínica Oto One. Se possível, traga o relatório cirúrgico do médico que realizou a primeira tentativa. Com essa descrição detalhada, poderei analisar se a melhor estratégia para o seu caso é uma prótese total de reconstrução ou um protocolo específico para ossos desmineralizados. Podemos definir juntos o melhor caminho para buscar a reabilitação da sua audição.
Estou à disposição para analisar seu caso e oferecer uma segunda opinião técnica.
Dr. Bruno Rossini (CRM-SP 115697; RQE: 34828)
Clínica Oto One - São Paulo
Instagram: @brunorossini.otorrino
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Minha amidala so do lado esquerdo está maior que a outra, a usn 2 meses atrás senti bastante dor de
Minha amidala so do lado esquerdo está maior que a outra, a usn 2 meses atrás senti bastante dor de garganta so do lado esquerdo,a dor passou,só a amidala que está inflamada ainda, fui no otorrino ele examinou e disse que não encontrou nada grave,mas porém não explicou o motivo
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É muito comum que a assimetria amigdaliana — quando uma amígdala parece maior que a outra — gere ansiedade, especialmente após um episódio de dor localizado. O fato de o seu otorrino ter examinado e não encontrado nada grave é, por si só, um excelente sinal, pois significa que, ao exame clínico direto, não havia características que sugerissem processos neoplásicos ou inflamações agudas perigosas.
Contudo, a sua angústia é legítima, pois você sente que algo mudou. Para te ajudar a entender por que isso acontece e por que o médico pode ter sido cauteloso no diagnóstico, vamos aos pontos técnicos:
Por que uma amígdala pode ficar maior que a outra?
Assimetria Funcional e Anatômica: Nem todas as pessoas possuem amígdalas do mesmo tamanho, assim como não temos orelhas ou pés exatamente iguais. Muitas vezes, essa diferença sempre existiu, mas você só percebeu após o episódio de dor.
Sequela de Amigdalite: Após um quadro infeccioso bacteriano ou viral severo (como o que você teve há dois meses), é comum que o tecido linfóide (amígdala) sofra uma hipertrofia reativa. Ele incha para combater a infecção e, muitas vezes, demora muito mais tempo para retornar ao tamanho original do que o tempo que a dor leva para desaparecer.
Criptas Amigdalianas: Às vezes, o que parece um aumento de tamanho é, na verdade, o acúmulo de caseum (aqueles pontinhos brancos ou amarelados) no interior das criptas da amígdala. O caseum causa um volume localizado que pode dar a impressão visual de que a amígdala está maior.
Inflamação Crônica: Se houve uma infecção importante, o tecido pode ter sofrido uma fibrose cicatricial, mantendo um volume residual que não é patológico, mas é uma característica anatômica nova pós-infecção.
Por que o otorrino pode não ter dado uma explicação detalhada?
Muitas vezes, em um exame de rotina, quando não há sinais de alerta (como ulcerações, sangramentos, endurecimento excessivo ou linfonodos aumentados no pescoço), o médico entende que se trata de uma variante anatômica ou sequela de infecção, e a prioridade é tranquilizar o paciente de que não há uma doença grave.
Quando devemos investigar mais a fundo?
Como você está incomodada, o acompanhamento é o caminho correto. Você deve retornar para uma reavaliação se notar:
Crescimento progressivo: A amígdala continua aumentando de tamanho com o passar das semanas.
Surgimento de úlceras ou feridas sobre a superfície.
Presença de linfonodos (ínguas) persistentes no pescoço do mesmo lado.
Sangramento frequente.
Minha recomendação:
Se a assimetria te incomoda ou se você sente desconforto persistente, a melhor conduta é o acompanhamento de curto prazo.
Convido você a agendar uma consulta (online ou presencial) na Clínica Oto One. Em uma consulta presencial, posso realizar uma nasofibrolaringoscopia ou uma oroscopia com magnificação, o que me permite ver detalhes da superfície da amígdala que a lanterna convencional não revela. Se você preferir, podemos iniciar por uma consulta online para eu avaliar o histórico detalhado e definir se há necessidade de solicitar um exame de imagem (como uma ressonância) apenas para o seu desencargo de consciência e tranquilidade absoluta.
Não conviva com a dúvida. Vamos esclarecer se é apenas uma sequela de inflamação e deixar você tranquila.
Dr. Bruno Rossini (CRM-SP 115697; RQE: 34828)
Clínica Oto One - São Paulo
Instagram: @brunorossini.otorrino
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O otorrino passou tobrex para uma inflamação no ouvido, isso depois de uma lavagem. Mas estou receo
O otorrino passou tobrex para uma inflamação no ouvido, isso depois de uma lavagem.
Mas estou receosa.
Posso usar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo perfeitamente a sua insegurança. É muito comum sentir receio ao usar colírios ou pomadas oftálmicas em uma região sensível como o ouvido, especialmente após um procedimento como uma lavagem.
Como seu otorrinolaringologista, gostaria de esclarecer alguns pontos importantes sobre essa conduta:
O uso de Tobrex no ouvido
O Tobrex (tobramicina) é um antibiótico de uso tópico, classificado originalmente como colírio. Contudo, é uma prática comum e consagrada na otorrinolaringologia utilizar formulações oftálmicas no canal auditivo externo em casos de otite externa ou após lavagens.
Por que o médico receitou? Após a lavagem, o conduto auditivo pode ficar exposto ou com microfissuras decorrentes da remoção do cerume ou da própria inflamação. O antibiótico tem a função de prevenir infecções bacterianas e combater processos inflamatórios locais.
Segurança: A tobramicina é eficaz contra diversos microrganismos que costumam causar otites. Desde que a sua membrana timpânica esteja íntegra (o que o otorrino certamente verificou durante o exame), o uso é considerado seguro e eficaz.
Cuidados importantes antes de usar
Para que você se sinta mais segura, siga estas orientações ao aplicar:
Posição: Deite-se com o ouvido afetado voltado para cima.
Aplicação: Puxe a orelha suavemente para trás e para cima para alinhar o canal auditivo. Pingue a quantidade de gotas recomendada pelo seu médico.
Tempo: Permaneça nessa posição por alguns minutos para garantir que o medicamento chegue ao fundo do canal.
Temperatura: Se o colírio estiver gelado, ele pode causar uma leve tontura momentânea ao entrar em contato com o tímpano. Você pode aquecer o frasco levemente entre as mãos antes de usar.
Quando entrar em contato com o médico
Se você apresentar algum destes sintomas após o início do uso, interrompa a aplicação e entre em contato comigo ou com o seu otorrino:
Dor intensa e persistente no ouvido.
Saída de secreção com sangue ou purulenta.
Tontura ou vertigem significativa.
Perda súbita da audição.
Reforço que esta orientação tem caráter informativo e não substitui a consulta médica presencial. Como especialista, preciso reforçar que a avaliação do seu caso específico, feita no consultório, é o que garante a segurança do tratamento.
Se desejar discutir o seu caso com mais detalhes ou quiser acompanhar outros conteúdos educativos sobre saúde auditiva, convido você a seguir meu perfil no Instagram: @brunorossini.otorrino. Caso precise de uma revisão ou sinta que algo não está evoluindo como esperado, agende sua consulta — presencial ou online — pelo portal.
Atenciosamente,
Dr. Bruno Rossini
Médico Otorrinolaringologista
CRM SP 115 697 / RQE 34828
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Existe alguma contraindicação ou interação medicamentosa relevante entre o uso de cloridrato de dime
Existe alguma contraindicação ou interação medicamentosa relevante entre o uso de cloridrato de dimenidrinato de liberação prolongada (Labirin XR 32 mg) e dipirona (500 mg ou 1 g)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo perfeitamente a sua insegurança. É muito comum sentir receio ao usar colírios ou pomadas oftálmicas em uma região sensível como o ouvido, especialmente após um procedimento como uma lavagem.
Como seu otorrinolaringologista, gostaria de esclarecer alguns pontos importantes sobre essa conduta:
O uso de Tobrex no ouvido
O Tobrex (tobramicina) é um antibiótico de uso tópico, classificado originalmente como colírio. Contudo, é uma prática comum e consagrada na otorrinolaringologia utilizar formulações oftálmicas no canal auditivo externo em casos de otite externa ou após lavagens.
Por que o médico receitou? Após a lavagem, o conduto auditivo pode ficar exposto ou com microfissuras decorrentes da remoção do cerume ou da própria inflamação. O antibiótico tem a função de prevenir infecções bacterianas e combater processos inflamatórios locais.
Segurança: A tobramicina é eficaz contra diversos microrganismos que costumam causar otites. Desde que a sua membrana timpânica esteja íntegra (o que o otorrino certamente verificou durante o exame), o uso é considerado seguro e eficaz.
Cuidados importantes antes de usar
Para que você se sinta mais segura, siga estas orientações ao aplicar:
Posição: Deite-se com o ouvido afetado voltado para cima.
Aplicação: Puxe a orelha suavemente para trás e para cima para alinhar o canal auditivo. Pingue a quantidade de gotas recomendada pelo seu médico.
Tempo: Permaneça nessa posição por alguns minutos para garantir que o medicamento chegue ao fundo do canal.
Temperatura: Se o colírio estiver gelado, ele pode causar uma leve tontura momentânea ao entrar em contato com o tímpano. Você pode aquecer o frasco levemente entre as mãos antes de usar.
Quando entrar em contato com o médico
Se você apresentar algum destes sintomas após o início do uso, interrompa a aplicação e entre em contato comigo ou com o seu otorrino:
Dor intensa e persistente no ouvido.
Saída de secreção com sangue ou purulenta.
Tontura ou vertigem significativa.
Perda súbita da audição.
Reforço que esta orientação tem caráter informativo e não substitui a consulta médica presencial. Como especialista, preciso reforçar que a avaliação do seu caso específico, feita no consultório, é o que garante a segurança do tratamento.
Se desejar discutir o seu caso com mais detalhes ou quiser acompanhar outros conteúdos educativos sobre saúde auditiva, convido você a seguir meu perfil no Instagram: @brunorossini.otorrino. Caso precise de uma revisão ou sinta que algo não está evoluindo como esperado, agende sua consulta — presencial ou online — pelo portal.
Atenciosamente,
Dr. Bruno Rossini
Médico Otorrinolaringologista
CRM SP 115 697 / RQE 34828
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Certo dia acordei com um dos ouvidos com a sensação de que estava tapado. Tentei retirar uma possíve
Certo dia acordei com um dos ouvidos com a sensação de que estava tapado. Tentei retirar uma possível cera que estivesse bloqueando o canal, mas quase nada saiu e a sensação de abafamento continuou. 4 dias se passaram, fui ao médico que examinou o ouvido, mas informou que não há sinal de obstrução por cera ou secreção, apenas vermelhidão. Comecei a tomar ibuprofeno ontem e senti hoje que a qualidade do som no ouvido melhorou, no entanto, ainda sinto uma grande diferença de um ouvido pro outro, quase como um pressão que incomoda bastante. Notei que ao colocar um pedaço de algodão e tampar esse ouvido a sensação melhora. Ou seja, ficar sem 90% da audição está sendo menos incomodo do que ficar com canal auditivo livre. Gostaria da opinião de um médico especialista na área para saber o que pode estar acontecendo com meu ouvido. (OBS: Não tive febres ou dores fortes no ouvido, apenas senti latejar em alguns momentos e dor de cabeça e mal estar)
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Esta é uma queixa clássica no consultório de otorrinolaringologia e, analisando seu relato com o rigor técnico necessário, podemos levantar algumas hipóteses importantes.
O que pode estar acontecendo?
O fato de você sentir um alívio ao "tampar" o ouvido (colocando o algodão) é um indício clínico muito relevante. Isso sugere que a sua sensação de incômodo não está vindo apenas de um bloqueio mecânico (como uma rolha de cera), mas sim de uma alteração na percepção sonora causada pelo desequilíbrio de pressões ou pela inflamação da tuba auditiva.
Aqui estão as principais possibilidades diagnósticas:
Disfunção da Tuba Auditiva (DTA): A tuba auditiva é um canal que conecta o ouvido ao fundo do nariz. Se ela estiver inflamada (por um resfriado recente, rinite ou alergia), ela não abre e fecha corretamente para equalizar a pressão. Isso cria uma pressão negativa atrás do tímpano, gerando a sensação de ouvido "tampado" e distorção sonora (autofonia).
Otite Média Serosa: É o acúmulo de líquido (muitas vezes claro e sem pus) na caixa do tímpano, atrás da membrana. Como não há infecção bacteriana aguda (o que explicaria a ausência de febre e dor intensa), o exame clínico pode mostrar apenas uma vermelhidão ou retração do tímpano, sem secreção purulenta visível no conduto.
Miringite Bolhosa ou Inflamação do Conduto (Otite Externa Localizada): A vermelhidão que o médico observou pode indicar uma inflamação da pele do conduto auditivo ou da própria camada externa do tímpano. O uso do ibuprofeno está ajudando porque ele é um anti-inflamatório potente, o que corrobora a hipótese de um quadro inflamatório.
Sensibilidade Acústica: A sensação de melhora ao tampar o ouvido indica que você pode estar apresentando um quadro de hiperacusia ou distorção auditiva. Quando a tuba auditiva não funciona bem, o sistema de condução do som fica alterado, fazendo com que os sons externos pareçam metálicos, abafados ou desconfortáveis.
Por que o algodão ajuda?
Quando você coloca o algodão, você cria uma barreira física que reduz a entrada de sons externos e estabiliza a pressão do ar diretamente na entrada do conduto. Isso "descansa" o sistema auditivo que está sofrendo com a variação de pressão interna, por isso a sensação de alívio.
Recomendações importantes
Evite manobras de desobstrução forçada: Não tente forçar a abertura do ouvido tampando o nariz e soprando (manobra de Valsalva), pois se houver uma inflamação de tuba, isso pode forçar secreção para dentro do ouvido e piorar o quadro.
Investigação detalhada: Apenas a otoscopia pode não ser suficiente se o quadro persistir. Em casos assim, a Impedanciometria (ou Imitanciometria) é o exame "padrão-ouro". Ele mede a complacência do tímpano e nos diz exatamente se há pressão negativa ou líquido atrás dele.
Atenção aos sinais de alerta: Se você notar tontura, zumbido contínuo que não para, ou se a perda auditiva aumentar de forma súbita, busque um pronto atendimento especializado ou agende um retorno para realizar exames complementares imediatamente.
Como proceder?
Como você já iniciou o uso do ibuprofeno e notou uma melhora parcial, mantenha o tratamento conforme a dose prescrita pelo seu médico, mas não prolongue o uso de anti-inflamatórios por conta própria.
Se em 48 horas não houver a resolução completa dessa sensação de "pressão", o próximo passo é realizar uma avaliação audiológica e imitanciométrica para descartar qualquer comprometimento da cadeia ossicular ou do ouvido médio.
Este esclarecimento é educativo e visa guiar seu raciocínio clínico. Ele não substitui a avaliação presencial, que deve incluir a verificação da integridade timpânica e, se necessário, exames audiométricos.
Para acompanhar conteúdos sobre como prevenir episódios de inflamação de ouvido e entender melhor a saúde da sua audição, convido você a seguir meu perfil no Instagram: @brunorossini.otorrino. Se desejar uma segunda opinião técnica detalhada, agende sua consulta — presencial ou online — pelo portal.
Atenciosamente,
Dr. Bruno Rossini
Médico Otorrinolaringologista
CRM SP 115 697 / RQE 34828
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Fiz tratamento com amoxicilina faz 21 dias e não falei a quantia exata de dias ao médico, acabei arr
Fiz tratamento com amoxicilina faz 21 dias e não falei a quantia exata de dias ao médico, acabei arredondando pra "1 mês atrás" sendo q os 3 últimos comprimidos foram amoxicilina com clavulanato (fiz errado p economizar). Ele me receitou 10 dias de amoxicilina + clavulanato, mas fiquei com receio se tudo bem tomar com um intervalo menor do que 30 dias (pq não falei que foram 20/21 dias). Tudo bem eu seguir tomando amoxicilina? Já tomei 2 comprimidos.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Como otorrinolaringologista, compreendo perfeitamente o seu receio, mas preciso ser muito claro sobre os riscos envolvidos em automedicação e na gestão inadequada de antibióticos.
1. O Risco da "Economia" e da Troca de Medicação
O uso de antibióticos por conta própria, especialmente a troca de amoxicilina simples pela amoxicilina com clavulanato sem orientação, é uma prática perigosa. O clavulanato é adicionado justamente para combater bactérias que desenvolveram resistência à amoxicilina comum. Ao interromper ou alterar o ciclo, você pode ter criado uma situação onde as bactérias remanescentes se tornaram ainda mais resistentes.
2. O Intervalo de 21 Dias
Do ponto de vista farmacológico, não existe uma contraindicação absoluta para tomar um novo ciclo de amoxicilina com clavulanato após 21 dias do término do anterior. O organismo já processou e eliminou o fármaco anterior. O problema não é a "toxicidade" de tomar um intervalo curto, mas sim o risco de resistência bacteriana.
3. O Problema da Informação ao Médico
Quando você informou "1 mês" em vez de "21 dias", você comprometeu o raciocínio clínico. O médico prescreveu 10 dias de antibiótico baseando-se em uma cronologia que não reflete a realidade da exposição recente das suas bactérias ao fármaco.
Minha recomendação profissional:
Não interrompa bruscamente se já começou: Como você já tomou 2 comprimidos, interromper agora pode ser pior para o desenvolvimento de resistência. Porém, você deve entrar em contato com o médico que prescreveu o tratamento o quanto antes.
Seja honesto com ele: Envie uma mensagem ou ligue para o consultório e diga: "Dr., houve um equívoco na minha informação. Na verdade, fiz o uso de amoxicilina com clavulanato há 21 dias. Devo continuar ou suspender?".
Avaliação de Resistência: O médico precisa saber disso para avaliar se a dose prescrita é adequada para um quadro que pode ter se tornado recorrente ou resistente devido ao uso irregular anterior.
Riscos a observar:
Efeitos Gastrointestinais: Como você está repetindo o uso do clavulanato em um intervalo curto, seu intestino pode sofrer mais (diarreia, náuseas). Se isso ocorrer, mantenha-se hidratada.
Reações Alérgicas: Fique atenta a qualquer sinal de erupção cutânea, coceira ou inchaço, que são reações comuns a esse grupo de medicamentos.
Em resumo: O intervalo em si não é o perigo mortal, mas a conduta de automedicação anterior e a imprecisão na consulta são riscos para a eficácia do seu tratamento atual. Entre em contato com seu médico hoje mesmo para ajustar o plano.
Nota importante: Esta orientação tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. O acompanhamento presencial é fundamental para garantir que a infecção seja tratada de forma correta e evitar que o problema se torne crônico.
Para conteúdos sobre o uso racional de antibióticos e como cuidar da saúde das suas vias aéreas de forma segura, siga meu perfil no Instagram: @brunorossini.otorrino. Caso precise de uma orientação mais direta sobre o seu quadro, agende uma teleconsulta pelo portal.
Atenciosamente,
Dr. Bruno Rossini
Médico Otorrinolaringologista
CRM SP 115 697 / RQE 34828
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Tomei tadalafila de 20mg por dois dias seguidos, vomitei no terceiro dia e também no terceiro dia ap
Tomei tadalafila de 20mg por dois dias seguidos, vomitei no terceiro dia e também no terceiro dia apresentei uma tonteira que não passa, me disseram que pode ser vertigem, porém nunca tive nenhum episódio assim na vida, já faz 2 semanas que estou tonto, estou tomando remédio para vertigem mas a tonteira não passa, fiz uma Ressonância magnética do celebro deu tudo ok. Quero voltar a me sentir normal novamente, oq pode esta acontecendo para a tonteira não passar de jeito nenhum ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A tontura persistente após dois dias de uso de Tadalafila e um episódio de vômito é um quadro que exige uma investigação minuciosa. Embora o uso desse medicamento possa causar alterações vasculares transitórias, a persistência dos sintomas por duas semanas, mesmo após a interrupção, indica que precisamos olhar além do efeito colateral imediato.
O fato de a ressonância magnética estar normal é um dado positivo, pois exclui alterações estruturais graves no sistema nervoso central. Contudo, o sistema do equilíbrio é complexo e, quando a tontura não cessa com medicamentos comuns, é muito provável que estejamos diante de uma disfunção funcional do labirinto ou um desequilíbrio na integração dos sinais sensoriais.
O que pode estar ocorrendo?
O quadro pode envolver desde a VPPB (Vertigem Posicional Paroxística Benigna) — onde pequenos cristais se deslocam dentro do ouvido interno — até uma neuronite vestibular residual, onde o seu cérebro está com dificuldade em realizar a compensação natural após o evento inflamatório inicial. O uso prolongado de medicamentos supressores labirínticos, em muitos casos, acaba inibindo essa recuperação natural, tornando a tontura um ciclo vicioso.
O caminho para o diagnóstico e a cura
Para voltarmos à sua normalidade, precisamos abandonar a tentativa de diagnóstico por tentativa e erro e focar em exames de otoneurologia. Como especialista, o meu plano para o seu caso inclui:
Exame Clínico Otoneurológico: Realização de manobras específicas para diagnóstico diferencial de VPPB.
Avaliação Audiovestibular: Exames para quantificar a função do seu sistema labiríntico.
Plano de Reabilitação: Em muitos casos, a solução não está em novos medicamentos, mas em protocolos de reabilitação vestibular, que treinam o seu cérebro para recuperar o equilíbrio de forma definitiva.
Você não deve conviver com essa tontura. É indispensável que você passe por uma avaliação presencial comigo para que possamos mapear exatamente onde o seu sistema de equilíbrio está falhando e iniciarmos o tratamento correto.
Para agendar sua consulta e iniciarmos essa investigação, você pode utilizar o portal Doctoralia. Convido você também a acompanhar conteúdos educativos sobre o tratamento definitivo da vertigem e o funcionamento do labirinto no meu Instagram profissional: @brunorossini.otorrino.
Aguardo você em consultório para resolvermos este quadro.
Atenciosamente,
Dr. Bruno Rossini
Médico Otorrinolaringologista
CRM SP 115 697 / RQE 34828
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Olá, fui em um otorrino, sentia muita dor na garganta, passei quase 2 semana sem me alimentar por co
Olá, fui em um otorrino, sentia muita dor na garganta, passei quase 2 semana sem me alimentar por conta que tenho medo da comida prender na garganta, ano passado comecei a sentir um leve desconforto perto das glândulas salivares, hoje quando toco lá e aperto, sinto um caroço duro, dói se mexer muito, e as vezes da uma dor que inrradeia, estou preocupada, fiz ultrassom ano passado não tinha dado nada! Oque me diz doutor(a)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Compreendo perfeitamente a sua angústia. O medo de engolir e a sensação de que há algo "preso" na garganta são sintomas que geram grande ansiedade, especialmente quando acompanhados de uma percepção física de alteração na região das glândulas salivares.
Como otorrinolaringologista, preciso analisar o seu relato com cautela, pois o fato de o ultrassom do ano passado não ter apresentado alterações é um dado positivo, mas não substitui a avaliação do seu quadro atual, já que alterações anatômicas e inflamatórias podem surgir no decorrer de meses.
O que pode estar ocorrendo?
A região onde você sente esse "caroço duro" e dor que irradia geralmente corresponde à área das glândulas submandibulares ou aos linfonodos (gânglios) cervicais. Algumas possibilidades técnicas para o que você descreve incluem:
Sialolitíase (Cálculo Salivar): A presença de uma "pedra" no ducto da glândula salivar. Isso causa um aumento de volume, endurecimento local e uma dor que irradia (frequentemente piora ao comer, pois a glândula tenta produzir saliva e ela fica represada).
Linfadenite Reacional: Nossos gânglios incham em resposta a processos inflamatórios de longa data na garganta ou na cavidade oral. A persistência da dor de garganta que você mencionou pode estar mantendo esse linfonodo aumentado e sensível.
Disfunção Muscular ou Globus Faríngeo: A sensação de "comida presa" muitas vezes está ligada à tensão na musculatura da faringe, frequentemente exacerbada pelo estresse e pela redução da ingestão alimentar, que acaba gerando um círculo vicioso de desconforto.
Por que você precisa de uma avaliação técnica urgente?
Você mencionou que passou quase duas semanas sem se alimentar adequadamente por medo. Isso é um sinal de alerta para o seu estado nutricional e para o comprometimento da sua qualidade de vida. Além disso, a presença de uma massa palpável (o "caroço") que gera dor irradiada precisa ser diferenciada através de um exame físico minucioso.
O meu plano para o seu caso, em consulta, seria:
Exame Físico Detalhado: Palpação bimanual das glândulas salivares para verificar a consistência e a mobilidade dessa massa.
Nasofibrolaringoscopia: Um exame rápido e fundamental para eu visualizar toda a sua via aérea e digestiva superior, descartando obstruções, inflamações ocultas ou alterações funcionais que justifiquem a sensação de "comida presa".
Reavaliação de Imagem: Um novo ultrassom com mapeamento específico para glândulas salivares ou, a depender do exame físico, uma tomografia, para comparar com o exame anterior e identificar qualquer alteração evolutiva.
Minha orientação imediata
Não ignore esse caroço, mas evite a manipulação excessiva. Apertar o local repetidamente pode aumentar a inflamação e a dor irradiada, tornando o diagnóstico mais difícil.
Como especialista com 20 anos de experiência, digo que o seu caso não deve ser negligenciado devido ao histórico de dor e à alteração palpável. Você precisa de um diagnóstico preciso para romper esse medo de se alimentar e retomar sua rotina com segurança.
Convido você a agendar uma consulta comigo para realizarmos essa avaliação completa. Você pode verificar minha disponibilidade através do portal Doctoralia. Para acompanhar mais conteúdos sobre saúde das vias aéreas e prevenção de alterações nas glândulas salivares, siga meu Instagram profissional: @brunorossini.otorrino.
Estou à disposição para examiná-la e esclarecer esse quadro.
Atenciosamente,
Dr. Bruno Rossini
Médico Otorrinolaringologista
CRM SP 115 697 / RQE 348
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Bom dia! Passaram dois meses que coloquei o tubo de ventilação mas no último mês durante a noite sur
Bom dia! Passaram dois meses que coloquei o tubo de ventilação mas no último mês durante a noite surge um líquido no ouvido que depois seca durante o dia. O que poderá estar a causar este líquido se tenho sempre o cuidado de colocar um tampão no ouvido e não estou constipada. Sinto normalmente umas dores de cabeça que terminam quando saí este liquido durante a noite.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Bom dia. A situação que você descreve é um cenário clínico bastante conhecido por nós, otorrinolaringologistas, que acompanhamos pacientes com tubos de ventilação .
Embora o uso de tampões seja uma medida de proteção essencial contra a entrada de água externa, a presença de secreção recorrente, especialmente com a característica de "liberação de pressão" que você sente através do alívio da cefaleia, sugere um mecanismo interno, e não uma contaminação externa.
Por que esse líquido está surgindo?
Existem algumas hipóteses técnicas que precisamos investigar:
Disfunção da Tuba Auditiva: O tubo de ventilação serve para equilibrar a pressão, mas ele não trata a causa original pela qual o tubo foi colocado (geralmente uma falha na ventilação natural pela tuba auditiva). Se a sua tuba auditiva continua a não drenar adequadamente a mucosa do ouvido médio, o ouvido pode produzir secreção reacional (mucosa) que acaba sendo drenada através do tubo, especialmente à noite, quando a posição deitada facilita esse fluxo.
Otite Média Secretora Recorrente: A "dor de cabeça" que você sente e que alivia após a saída do líquido é um sinal clássico de pressão positiva dentro do ouvido médio. O líquido está acumulado, gerando tensão na membrana timpânica (causando a dor/pressão), e, ao atingir um nível de pressão ou volume suficiente, ele extravasa pelo tubo.
Colonização Bacteriana ou Fúngica: Mesmo sem estar "constipada", o ambiente do ouvido médio pode albergar micro-organismos que mantêm uma inflamação crônica de baixo grau. O líquido que você vê é o resultado dessa inflamação.
Por que o tampão não resolveu?
O tampão impede a entrada de água do banho ou piscina, mas não impede a produção endógena de secreção pelo seu próprio ouvido médio. Como a sua causa parece ser funcional (pressão/drenagem) e não exógena (água entrando), o tampão, embora necessário, não atua sobre a fisiologia interna que gera o líquido.
Recomendações e Próximos Passos
Você não deve conviver com esse ciclo de secreção e dor, pois isso pode levar a uma otite crônica ou até à extrusão prematura do tubo. O meu plano de ação para o seu caso seria:
Exame otoscópico detalhado: Precisamos verificar se o tubo está pérvio (aberto), se há sinais de inflamação na mucosa do ouvido médio ou se há algum biofilme bacteriano se formando no tubo.
Avaliação da Tuba Auditiva: Investigar se há algum componente alérgico ou rinosinusal (mesmo sem sintomas óbvios de resfriado) que esteja perpetuando essa produção de muco.
Cultura da Secreção: Se o líquido persistir, podemos colher uma amostra dessa secreção para análise laboratorial, garantindo que o tratamento com gotas antibióticas seja específico para a bactéria presente.
Minha orientação: Não utilize gotas antibióticas por conta própria, pois se o tubo estiver obstruído ou se a secreção for espessa, o medicamento pode não atingir o objetivo e apenas criar um ambiente favorável para fungos.
É imprescindível que você agende uma consulta para uma avaliação presencial. Precisamos ajustar sua conduta terapêutica para evitar que o quadro se cronifique. Você pode verificar minha disponibilidade e agendar seu horário pelo portal Doctoralia.
Para acompanhar conteúdos sobre o funcionamento dos tubos de ventilação e cuidados com a saúde auditiva, convido você a seguir meu perfil no Instagram: @brunorossini.otorrino.
Estou à disposição para examiná-la e resolvermos essa pressão e o incômodo da secreção.
Atenciosamente,
Dr. Bruno Rossini
Médico Otorrinolaringologista
CRM SP 115 697 / RQE 34828
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Tenho sentido minha boca muito seca,e percebi que não tô produzindo saliva ,qual o médico que trata
Tenho sentido minha boca muito seca,e percebi que não tô produzindo saliva ,qual o médico que trata isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A condição que você descreve — a sensação persistente de boca seca e a diminuição perceptível na produção de saliva — é clinicamente chamada de xerostomia.
Como médico otorrinolaringologista, posso confirmar que esta é uma queixa frequente em meu consultório. O profissional de referência para tratar essa condição é o Otorrinolaringologista, pois nós somos os especialistas responsáveis pela saúde das glândulas salivares (como a parótida, a submandibular e a sublingual) e por todo o trato aerodigestivo superior.
Por que você deve procurar um Otorrinolaringologista?
A boca seca não é apenas um incômodo; ela pode ser um sinal de que algo está interferindo na função das suas glândulas salivares. Em uma consulta especializada, buscaremos investigar as causas, que podem ser variadas:
Disfunções das Glândulas Salivares: Obstruções, cálculos (pedras) nos ductos ou processos inflamatórios crônicos.
Medicamentos: Muitos remédios de uso contínuo (para pressão, antidepressivos, anti-histamínicos, entre outros) têm como efeito colateral a diminuição do fluxo salivar.
Quadros Sistêmicos: Condições autoimunes (como a Síndrome de Sjögren, que afeta a produção de umidade em várias partes do corpo) ou alterações metabólicas.
Fatores Ambientais e Estilo de Vida: Respiração oral (dormir de boca aberta devido a problemas no nariz), desidratação crônica ou hábitos alimentares.
O que faremos na consulta?
Para chegarmos a um diagnóstico preciso e devolver o seu conforto, realizaremos:
Exame Físico Detalhado: Avaliação minuciosa da mucosa oral, língua e palpação das glândulas salivares para verificar a presença de massas ou redução do fluxo salivar.
Nasofibrolaringoscopia: Se necessário, podemos utilizar o exame de vídeo para observar se há inflamações ou alterações na base da língua e faringe que possam estar relacionadas.
Investigação de Histórico: Revisão completa da sua lista de medicamentos e antecedentes de saúde.
Exames de Imagem: Se houver suspeita de obstrução glandular, solicitaremos ultrassom específico para glândulas salivares ou outros métodos diagnósticos.
Minha recomendação: Não tente tratar a boca seca apenas com enxaguantes bucais ou pastilhas, pois isso mascara o sintoma sem tratar a causa. É essencial identificar se a redução da saliva é temporária ou reflexo de uma condição que precisa de intervenção específica.
Convido você a agendar uma consulta comigo para realizarmos essa avaliação completa. Você pode verificar minha disponibilidade diretamente pelo portal Doctoralia. Para acompanhar conteúdos educativos sobre a saúde das glândulas salivares e orientações de hidratação e bem-estar, siga meu Instagram profissional: @brunorossini.otorrino.
Estou à disposição para ajudá-lo a encontrar a causa desse desconforto e restabelecer sua saúde oral.
Atenciosamente,
Dr. Bruno Rossini
Médico Otorrinolaringologista
CRM SP 115 697 / RQE 34828
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Meu irmão está com mastoidite e o timpano furado fez estava tomando amoxicilina mas clavulanato líqu
Meu irmão está com mastoidite e o timpano furado fez estava tomando amoxicilina mas clavulanato líquido pois e autista e difícil tomar comprimido nao resultando em nada voltamos a médica que deu injeção de ceftriaxona 2mg por 10 dias ja está no terceiro dia mas ainda sente dor é normal ? E quando a dor vai passa está usando tramadol pra dor por hora mas a secreção no ouvido ainda nao secou deve esperar ou.voltar ao médico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Compreendo perfeitamente a sua angústia. Lidar com um quadro de mastoidite e perfuração timpânica em um paciente autista, que apresenta desafios adicionais para a administração de medicação e para a avaliação clínica, exige um acompanhamento muito próximo.
Como otorrinolaringologista, vou esclarecer os pontos críticos do seu relato para que você tenha segurança sobre como proceder:
1. A dor no terceiro dia de Ceftriaxona
A Ceftriaxona é um antibiótico potente e de amplo espectro, amplamente utilizado em quadros de infecções graves como a mastoidite. No entanto, é importante entender que:
Tempo de resposta: Embora seja um medicamento eficaz, o tecido mastoide (que é um osso esponjoso atrás da orelha) pode demorar alguns dias para reduzir o processo inflamatório. O terceiro dia é ainda o início da fase de resposta terapêutica.
Intensidade da dor: A dor é um indicador clínico. Se a dor está sendo controlada apenas por Tramadol (um analgésico potente), isso significa que a inflamação ainda é intensa.
2. A secreção não secou
A persistência da secreção no ouvido furado (otorreia) é esperada nos primeiros dias de tratamento de uma mastoidite. O antibiótico precisa eliminar a infecção para que a mucosa do ouvido pare de produzir secreção e a perfuração timpânica comece o seu processo de cicatrização. A secreção só cessará quando a infecção estiver sob controle.
3. Quando voltar ao médico?
Você não deve esperar o décimo dia para entrar em contato com a equipe médica se observar qualquer um dos seguintes sinais de alerta:
Piora da dor: Se o Tramadol começar a não ser suficiente para controlar a dor, ou se o paciente estiver demonstrando sinais de agitação extrema, autolesão ou choro persistente.
Aumento do inchaço ou vermelhidão: Se a área atrás da orelha (região mastoide) ficar mais inchada, mais vermelha, ou se a orelha começar a ser "empurrada" para frente (sinal de que a mastoidite pode estar progredindo).
Febre persistente: Se, mesmo com a Ceftriaxona, o paciente continuar apresentando picos de febre.
Alterações de comportamento ou equilíbrio: Sinais de letargia, confusão mental ou dificuldade para caminhar/equilibrar-se.
Minhas recomendações para você agora:
Mantenha o acompanhamento próximo: O fato de ele estar em uso de Tramadol indica que a dor é importante. Entre em contato com o médico que prescreveu a Ceftriaxona e informe exatamente o que você descreveu aqui: "Doutor, estamos no terceiro dia de injeção, a dor ainda requer Tramadol e a secreção persiste". O médico precisa saber disso para monitorar se a dose está adequada ao peso do paciente e se a resposta clínica é satisfatória.
Higiene do ouvido: Mantenha a limpeza externa do pavilhão auricular com gaze estéril, apenas para remover a secreção que escorre, sem introduzir nada no canal auditivo.
Não suspenda a medicação: É vital completar os 10 dias prescritos, a menos que o médico oriente o contrário, para evitar resistência bacteriana.
Este é um quadro que não pode ser gerido apenas pela internet. Devido à complexidade de uma mastoidite e às particularidades do paciente, o retorno para uma reavaliação presencial é o único caminho seguro para garantir que a infecção está sendo erradicada.
Convido você a trazer o seu irmão para uma consulta de reavaliação. Podemos examinar o ouvido, avaliar a perfuração e decidir se o tratamento precisa de ajustes ou se o tempo de resposta é o esperado para o caso dele. Agende uma consulta presencial pelo portal Doctoralia para que possamos realizar o acompanhamento adequado.
Para entender melhor sobre o tratamento de otites e mastoidites, você pode acompanhar meus conteúdos educativos no meu Instagram profissional: @brunorossini.otorrino.
Estou à disposição para atendê-los e buscar o conforto e a cura para ele.
Atenciosamente,
Dr. Bruno Rossini
Médico Otorrinolaringologista
CRM SP 115 697 / RQE 34828
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Minha filha tava reclamando de dor no ouvido, levamos no médico ele passou amoxicilina começou a tom
Minha filha tava reclamando de dor no ouvido, levamos no médico ele passou amoxicilina começou a tomar e então começou a sair secreção do ouvido, tem menos de 24 hrs q começou tomar o medicamento, quero saber se é normal sair a secreção após começar tomar o medicamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Compreendo perfeitamente a sua preocupação como pai/mãe. Ver uma secreção saindo do ouvido de uma criança logo após o início de um tratamento pode assustar, mas, do ponto de vista otorrinolaringológico, isso é um evento que pode acontecer e, muitas vezes, não significa que o tratamento está errado.
Aqui estão os pontos fundamentais para você entender o que está ocorrendo:
1. Por que a secreção apareceu agora?
O mais provável é que a sua filha já estivesse com uma otite média aguda supurativa (infecção com acúmulo de secreção atrás do tímpano). O que aconteceu foi que a pressão dessa secreção acumulada atingiu um ponto que causou uma pequena perfuração (um buraquinho) na membrana timpânica, permitindo que o pus drenasse para fora.
Muitas vezes, a saída dessa secreção causa um alívio imediato da dor para a criança, pois a pressão que estava "empurrando" o tímpano de dentro para fora diminui drasticamente. O antibiótico (amoxicilina) começou a ser tomado, mas ele ainda não teve tempo suficiente para eliminar a infecção — ele leva de 48 a 72 horas para começar a reduzir a carga bacteriana de forma significativa.
2. É normal?
Sim, é um quadro clínico que observamos frequentemente. O início da drenagem é o caminho natural de resolução de uma otite que já estava com acúmulo de pus. O antibiótico está no curso correto para tratar a infecção, e a secreção saindo agora é a manifestação física de que a pressão foi aliviada.
3. Sinais de Alerta (Quando voltar ao médico)
Embora a saída da secreção possa ser parte do processo, você deve estar atento para voltar ao consultório ou buscar um pronto atendimento se notar:
Febre persistente: Se a febre continuar alta mesmo após 48-72 horas de antibiótico.
Alteração do estado geral: Se a criança ficar muito prostrada, sonolenta, recusar completamente a alimentação ou ficar extremamente irritada.
Inchaço ou vermelhidão atrás da orelha: Se a região atrás do pavilhão auricular ficar inchada, endurecida ou se a orelha começar a ficar "projetada" para frente.
Mudança no odor ou cor da secreção: Se a secreção ficar muito fétida ou mudar drasticamente de aspecto.
Recomendações imediatas:
Mantenha o antibiótico: Siga rigorosamente o horário e a dose prescritos pelo médico. Não interrompa o tratamento, mesmo que a secreção pare.
Higiene externa: Apenas limpe a secreção que escorre para fora do conduto com uma gaze limpa. Nunca introduza cotonetes ou qualquer objeto dentro do ouvido, pois isso pode empurrar secreção de volta para o ouvido médio.
Proteção: Evite a entrada de água no ouvido durante o banho enquanto a secreção estiver presente.
A minha orientação como otorrinolaringologista:
Como ela iniciou o antibiótico há menos de 24 horas, o ideal é observar a evolução nas próximas 48 horas. Se a secreção for abundante e ela apresentar qualquer um dos sinais de alerta acima, não espere.
Convido você a agendar uma consulta de acompanhamento comigo para examinarmos a integridade da membrana timpânica e garantirmos que a cicatrização ocorrerá da forma correta após a resolução da infecção. Você pode agendar através do portal Doctoralia.
Para conteúdos educativos sobre como identificar otites em crianças e cuidados necessários, siga meu Instagram profissional: @brunorossini.otorrino.
Atenciosamente,
Dr. Bruno Rossini
Médico Otorrinolaringologista
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Olá sou adolescente, tenho 15 anos, e estou com um zumbido e uma sensação de vibração no ouvido esqu
Olá sou adolescente, tenho 15 anos, e estou com um zumbido e uma sensação de vibração no ouvido esquerdo. O mais importante é que esse sintoma só aparece quando uso fone de ouvido, e some completamente quando faço um repouso. Eu usei fone de ouvido em volumes altos a uns 2 anos atrás aí eu parei, eu usava aquele que fica sobre a cabeça, não aquele que insere no ouvido, será que pode ser passageiro? Isso não me incomoda tanto geralmente passa com uns dias sem usar fone, eu escuto bem ainda não percebi queda na audição
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. A sua preocupação é muito válida, e é excelente que você esteja atento aos sinais do seu corpo ainda jovem.
Como otorrinolaringologista, entendo que esse sintoma de zumbido e vibração, especialmente desencadeado pelo uso de fones, pode indicar uma fadiga auditiva ou uma hiperacusia leve. Vamos analisar o que pode estar acontecendo com base no seu relato.
Por que isso acontece?
Quando você usa fone de ouvido, mesmo que seja o modelo que fica sobre a cabeça (circumaural), você cria um ambiente de pressão sonora concentrada diretamente no seu canal auditivo.
Fadiga Auditiva: O que você descreve — o sintoma aparecer com o uso do fone e desaparecer com o repouso — é um forte indicativo de que o seu sistema auditivo está trabalhando no limite. O zumbido é, muitas vezes, o "alerta" de que as células ciliadas da sua cóclea (órgão da audição) estão sobrecarregadas e precisam de descanso.
Sensação de Vibração: Essa vibração que você sente pode ser um mioclono do músculo estapédio ou do tensor do tímpano. São pequenos músculos dentro do ouvido que se contraem involuntariamente em resposta a sons altos ou como uma forma de "proteção" contra o excesso de ruído. É um fenômeno benigno, mas que indica que seu ouvido está tentando se proteger de um estímulo que ele percebe como agressivo.
Histórico de uso anterior: Mesmo que você tenha parado de usar volumes altos há dois anos, o sistema auditivo tem memória. Se você já expôs seu ouvido a níveis de pressão sonora elevados no passado, a sua "janela de tolerância" atual pode ser menor, tornando seu ouvido mais sensível a sons que, para outros, seriam aceitáveis.
Isso pode ser passageiro?
Sim, se o sintoma desaparece totalmente com o repouso e não há perda auditiva percebida, o seu ouvido ainda possui uma capacidade de recuperação muito boa. Porém, não ignore esse sinal. O zumbido é uma forma de o ouvido pedir pausa. Se você insistir em volumes elevados, essa fadiga pode deixar de ser passageira e evoluir para uma lesão auditiva permanente, que não se recupera com repouso.
O que eu recomendo que você faça:
A "Regra dos 60": Se for usar fones, limite o volume a 60% da capacidade total do aparelho e por períodos não superiores a 60 minutos ininterruptos. Sempre faça uma pausa de 10-15 minutos depois disso.
Atenção ao ruído de fundo: Se você precisa aumentar o volume para cobrir o som do ambiente (como barulho de ônibus ou rua), o nível sonoro já está alto demais. O ideal é usar fones com cancelamento de ruído, que permitem ouvir com qualidade em volumes menores.
Avaliação Preventiva: Mesmo que você escute bem hoje, aos 15 anos, é o momento perfeito para realizar uma audiometria de rotina. Esse exame é simples e nos diz exatamente se há qualquer início de lesão que você ainda não consegue perceber na fala do dia a dia.
Quando devo me preocupar?
Se o zumbido começar a ocorrer mesmo sem o uso de fones, se ele se tornar contínuo, se você sentir tontura, ou se notar dificuldade para entender conversas em ambientes barulhentos, você deve procurar um otorrinolaringologista imediatamente.
Convite para uma consulta:
Embora os sintomas pareçam leves agora, a audição é um bem que precisamos preservar para a vida toda. Convido você a agendar uma consulta comigo para realizarmos uma audiometria de controle e garantirmos que seu sistema auditivo está saudável. Você pode marcar seu horário pelo portal Doctoralia.
Para acompanhar dicas de como usar fones de ouvido com segurança e prevenir zumbidos, siga meu Instagram profissional: @brunorossini.otorrino.
Atenciosamente,
Dr. Bruno Rossini
Médico Otorrinolaringologista
CRM SP 115 697 / RQE 34828
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Tenho sentido dores de início súbito na cabeça, em diferentes regiões e em momentos aleatórios. Essa
Tenho sentido dores de início súbito na cabeça, em diferentes regiões e em momentos aleatórios. Essas dores duram apenas alguns segundos e depois desaparecem.
Também ouço zumbidos altos acompanhados de uma sensação de ouvido tampado, como se o som externo ficasse abafado.
Além disso, tenho percebido certa dificuldade para ouvir bem o que as pessoas dizem, especialmente em ambientes com muito barulho (como terminais de ônibus), onde quase não consigo compreender o que falam comigo. Fico preocupada.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Compreendo sua preocupação. Os sintomas que você descreve — dores de cabeça de curta duração ("em pontada"), zumbidos, sensação de ouvido tampado e dificuldade de compreensão em ambientes ruidosos — formam um quadro que exige uma avaliação otorrinolaringológica e, possivelmente, neurológica cuidadosa.
Como especialista, preciso analisar esses sintomas em conjunto, pois eles podem estar relacionados a distúrbios do ouvido interno, alterações na tuba auditiva ou, em alguns casos, processos inflamatórios ou vasculares que requerem diagnóstico preciso.
Entendendo os seus sintomas
Dores de cabeça de início súbito (segundos): Frequentemente chamadas de "cefaleia em pontada" ou "cefaleia primária em facada". Embora muitas vezes benignas, quando acompanhadas de sintomas auditivos, precisamos investigar se há relação com alterações de pressão na tuba auditiva ou tensão muscular cervical.
Sensação de ouvido tampado e zumbido: Estes são sinais clássicos de que o mecanismo de ventilação do seu ouvido (tuba auditiva) ou a função do seu nervo auditivo estão sofrendo alguma interferência.
Dificuldade de compreensão em locais ruidosos: Este é um sintoma importante. A dificuldade em filtrar sons no meio do ruído (conhecido como "efeito cocktail party") pode indicar desde uma perda auditiva leve, ainda não percebida em conversas normais, até um distúrbio no processamento auditivo ou na condução do som pelo ouvido médio.
Por que você deve buscar avaliação especializada?
Não devemos tratar esses sintomas apenas com analgésicos. Precisamos realizar um diagnóstico diferencial para descartar condições que podem progredir se não forem tratadas:
Disfunção da Tuba Auditiva (DTA): Se a sua tuba não estiver equalizando a pressão corretamente, isso explica o "ouvido tampado" e a dificuldade de audição.
Otite Média Secretora: Pode haver um acúmulo imperceptível de líquido atrás do tímpano.
Hipoacusia (Perda Auditiva): Precisamos medir se há alguma perda auditiva leve que justifique a dificuldade em terminais de ônibus e o zumbido.
Alterações na Articulação Temporomandibular (ATM): Problemas na mandíbula frequentemente causam dores de cabeça que irradiam para o ouvido e sensações de pressão.
O meu plano de ação para o seu caso
Para chegarmos a uma conclusão segura e definitiva, o caminho que traçaremos em consulta será:
Exame Físico Otoscópico: Para verificar a integridade da membrana timpânica e a presença de secreções.
Avaliação Audiológica: É indispensável realizar uma Audiometria Tonal e Vocal (para medir sua audição) e uma Imitanciometria (para medir a pressão dentro do ouvido).
Nasofibrolaringoscopia: Se necessário, utilizaremos o vídeo para examinar a entrada da sua tuba auditiva e descartar qualquer inflamação ou obstrução no fundo do nariz.
Recomendação: Evite a automedicação. Analgésicos apenas mascaram a dor sem tratar a causa, o que pode atrasar um diagnóstico importante. Como você está apresentando uma dificuldade funcional (ouvir mal no barulho), essa é a hora certa para investigarmos.
Convido você a agendar uma consulta comigo para realizarmos essa avaliação completa. Você pode verificar minha disponibilidade diretamente pelo portal Doctoralia. Para acompanhar conteúdos educativos sobre como cuidar da audição e entender melhor esses zumbidos, siga meu Instagram profissional: @brunorossini.otorrino.
Estou à disposição para examiná-la e encontrar a origem desses sintomas para que você recupere seu conforto e qualidade de vida.
Atenciosamente,
Dr. Bruno Rossini
Médico Otorrinolaringologista
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Estou com otite fúngica e infecção no ouvido,a médica receitou antibiótico e ciclopirox, só que ao p
Estou com otite fúngica e infecção no ouvido,a médica receitou antibiótico e ciclopirox, só que ao pingar as gotas a dor tem sido insuportável, é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Esta dor intensa que você está sentindo após pingar as gotas é um sinal de alerta importante. Embora o uso de medicamentos tópicos (gotas) seja o padrão ouro para tratar otites externas, a sensação de dor insuportável ao aplicar o medicamento não deve ser considerada "normal" ou apenas um desconforto esperado.
Como otorrinolaringologista, preciso pontuar o que pode estar ocorrendo:
1. Por que a dor pode estar ocorrendo?
Inflamação Aguda da Pele: Na otite externa, a pele do canal auditivo torna-se extremamente sensível, edemaciada (inchada) e ferida. O contato do veículo do medicamento (a base líquida da gota) com essa pele inflamada pode causar uma reação de dor aguda por irritação química.
Reação ao Ciclopirox: O ciclopirox é um antifúngico potente, mas, dependendo da formulação, pode ser irritante para tecidos que já estão com a barreira cutânea rompida ou muito inflamados.
Temperatura: Gotas aplicadas em temperatura ambiente, quando tocam uma região inflamada ou chegam perto da membrana timpânica, podem provocar uma dor reflexa intensa ou até uma leve tontura.
Perfuração Timpânica: Esta é a hipótese que mais me preocupa. Se o seu tímpano não estiver totalmente íntegro (ou se houver uma perfuração que não foi detectada no exame), o medicamento pode atingir o ouvido médio, que não possui a mesma proteção que a pele do canal, gerando uma dor excruciante.
2. O que você deve fazer agora
Suspenda temporariamente a aplicação: Se a dor é insuportável a ponto de você não conseguir tolerar, suspenda a próxima dose e entre em contato com o médico que prescreveu o tratamento imediatamente.
Não force: Não tente insistir no uso se a dor for desproporcional. A persistência pode levar a um trauma maior no canal auditivo.
Higiene: Mantenha o ouvido extremamente seco. Não permita a entrada de água de forma alguma durante o banho.
Não use cotonetes: De forma alguma tente limpar ou manipular o interior do ouvido para aliviar a dor; isso agravará a inflamação.
3. O próximo passo
Você precisa de uma reavaliação otoscópica imediata. O médico precisa verificar se o canal auditivo está tão fechado (pelo inchaço) que o medicamento não está conseguindo penetrar, ou se há uma perfuração timpânica que contraindica o uso desse colírio específico.
Convite para avaliação:
Como esse quadro está impedindo seu tratamento, convido você a agendar uma consulta presencial comigo para que eu possa realizar a otoscopia, limpar o canal adequadamente (se necessário, através de microaspiração) e ajustar o tratamento. Você pode verificar minha disponibilidade e agendar pelo portal Doctoralia.
Para acompanhar conteúdos sobre como prevenir novas infecções fúngicas no ouvido e como realizar a higiene correta após o tratamento, siga meu Instagram profissional: @brunorossini.otorrino.
Estou à disposição para resolver esse desconforto e garantir que seu ouvido cicatrize corretamente.
Atenciosamente,
Dr. Bruno Rossini
Médico Otorrinolaringologista
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Fiz estapedotomia ha 5 dias e estou com muito incômodo ao mastigar e abrir mais a boca Porque isso
Fiz estapedotomia ha 5 dias e estou com muito incômodo ao mastigar e abrir mais a boca
Porque isso acontece? Alguma dica pra amenizar o desconforto?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A estapedotomia é um procedimento delicado que envolve a manipulação de estruturas muito próximas à articulação temporomandibular (ATM) e aos nervos que percorrem a caixa do tímpano (como a corda do tímpano). O desconforto que você sente ao mastigar e abrir a boca é, na grande maioria dos casos, uma consequência esperada da cirurgia e não significa necessariamente que algo deu errado.
Por que isso acontece?
Proximidade Anatômica (ATM): A articulação que permite abrir a boca está situada logo à frente do conduto auditivo. Durante a cirurgia, a região sofre uma inflamação natural (edema). Ao abrir a boca ou mastigar, os músculos e ligamentos dessa articulação pressionam o conduto auditivo ainda sensível, gerando dor e incômodo.
Inflamação Local: Todo o processo inflamatório pós-cirúrgico acaba irradiando para as estruturas vizinhas. O inchaço dos tecidos moles ao redor do ouvido torna os movimentos mandibulares desconfortáveis.
Nervo Corda do Tímpano: Esse nervo passa exatamente por dentro da área onde o estribo é manipulado. Sua manipulação ou inflamação pós-operatória pode gerar sensações alteradas na língua e na região adjacente, que são percebidas como um desconforto adicional durante a movimentação da mandíbula.
Dicas para amenizar o desconforto
Dieta pastosa e morna: Nos primeiros 7 a 10 dias, prefira alimentos que exijam pouco esforço mastigatório (sopas, purês, vitaminas, iogurtes). Evite alimentos muito duros, crocantes ou que exijam abrir muito a boca (como sanduíches grandes ou maçãs inteiras).
Repouso vocal e mandibular: Evite bocejos amplos ou conversas muito longas que exijam esforço muscular excessivo da mandíbula.
Compressas frias: Aplique compressas frias (envolvidas em pano) na região próxima ao tragus (aquela cartilagem na frente do ouvido) por 15 minutos, algumas vezes ao dia. Isso ajuda a controlar o inchaço e a resposta inflamatória.
Posicionamento ao dormir: Tente dormir com a cabeceira um pouco mais elevada e evite deitar exatamente sobre o lado operado.
Medicação: Mantenha rigorosamente o uso dos anti-inflamatórios e analgésicos que prescrevi (ou que lhe foram prescritos na alta). Eles são fundamentais para quebrar esse ciclo de dor e permitir que você se alimente melhor.
Quando se preocupar?
Embora o incômodo seja comum, fique atento a estes sinais:
Aumento súbito e severo da dor após um movimento brusco.
Surgimento de tonturas intensas ou vertigem.
Saída de secreção ou sangue pelo ouvido.
Dor que não melhora absolutamente nada com a medicação.
Minha recomendação:
Como você está no 5º dia de pós-operatório, esse período de pico de desconforto é normal. No entanto, é fundamental que façamos o acompanhamento para garantir que a prótese está bem posicionada e que a cicatrização segue o padrão esperado.
Convido você a agendar o seu retorno presencial comigo para avaliarmos a otoscopia e monitorarmos sua recuperação. Você pode marcar o horário através do portal Doctoralia. Para mais orientações sobre os cuidados neste período pós-operatório, acompanhe as dicas no meu Instagram: @brunorossini.otorrino.
Estou à disposição para garantir que sua recuperação seja o mais tranquila possível.
Atenciosamente,
Dr. Bruno Rossini
Médico Otorrinolaringologista
CRM SP 115 697 / RQE 34828
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Olá, estou com tontura a algum tempo. É uma tontura parece que na nuca, e as vezes vem com pressão n
Olá, estou com tontura a algum tempo. É uma tontura parece que na nuca, e as vezes vem com pressão na cabeça, quando caminho sinto que estou flutuando e sem equilíbrio. Qual especialista procurar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Compreendo perfeitamente o seu desconforto. A sensação de "flutuação", instabilidade ao caminhar e pressão na nuca são sintomas que impactam profundamente a qualidade de vida e precisam de uma investigação detalhada.
Como otorrinolaringologista com 20 anos de experiência, esclareço que você deve procurar um Otorrinolaringologista.
Por que o Otorrino é o especialista indicado?
A maioria dos casos de tontura e desequilíbrio tem origem no sistema vestibular (o "labirinto" localizado no ouvido interno), que é responsável por enviar ao cérebro as informações sobre a posição da nossa cabeça e o nosso equilíbrio. Quando esse sistema envia sinais conflitantes, a sensação que você descreve — de estar "flutuando" ou sem firmeza ao andar — é muito comum.
O que pode estar acontecendo?
Sintomas que envolvem a região da nuca e sensação de pressão, quando associados a episódios de flutuação, podem ser decorrentes de:
Disfunções do Labirinto: Inflamações ou desequilíbrios na função do ouvido interno.
Alterações Otoneurológicas: Quando o sinal elétrico do ouvido chega ao cérebro de forma inadequada, o cérebro tem dificuldade em processar o equilíbrio, gerando essa sensação de instabilidade constante.
Tensão Cervical Secundária: É muito comum que, ao sentir tontura, o paciente tencione excessivamente a musculatura da nuca e dos ombros na tentativa de manter o equilíbrio, o que gera a dor e a pressão local que você sente.
VPPB (Vertigem Posicional Paroxística Benigna): Embora a VPPB cause tonturas mais curtas, ela é uma das causas mais comuns de instabilidade crônica e deve ser sempre descartada.
Não recomendo que você tente tratar apenas com medicamentos supressores, pois, se usados por muito tempo sem diagnóstico, eles podem impedir que o seu cérebro aprenda a se reequilibrar. O meu plano para o seu caso, em consulta, incluiria:
Exame Físico Especializado: Palpação cervical e otoscopia minuciosa.
Manobras Otoneurológicas: Testes físicos para identificar se há deslocamento de cristais ou alteração na função do labirinto.
Avaliação Audiovestibular: Exames de audiometria e imitanciometria, essenciais para mapear a função auditiva e labiríntica.
Protocolo de Reabilitação: Em muitos casos, a cura não vem apenas de medicamentos, mas de exercícios específicos de reabilitação vestibular que "ensinam" seu cérebro a parar de se sentir tonto.
Não conviva com esse desconforto. Como médico, vejo diariamente como o diagnóstico correto transforma a rotina de quem sofre com tonturas crônicas.
Convido você a agendar uma consulta comigo para que possamos iniciar essa investigação e devolver a sua estabilidade. Você pode verificar minha disponibilidade e agendar seu horário diretamente pelo portal Doctoralia.
Para acompanhar conteúdos sobre como o sistema de equilíbrio funciona e orientações para o seu dia a dia, siga meu Instagram profissional: @brunorossini.otorrino.
Atenciosamente,
Dr. Bruno Rossini
Médico Otorrinolaringologista
CRM SP 115 697 / RQE 34828
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Bom dia, Pediatra receitou para minha filha de 2 anos e 9 meses o Otociriax (3 gotas no OD de 4h e
Bom dia,
Pediatra receitou para minha filha de 2 anos e 9 meses o Otociriax (3 gotas no OD de 4h em 4h) durante 5 dias, mas na bula cita 2x ao dia. Estou com medo, na bula fala sobre superdosagem, será que tem problema essa quantidade receitada?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Bom dia. Entendo perfeitamente o seu receio; como pai ou mãe, é natural questionar quando existe uma divergência entre a bula e a prescrição médica.
Como otorrinolaringologista, esclareço que, em casos específicos de otite externa aguda ou após procedimentos cirúrgicos, nós frequentemente ajustamos a frequência de aplicação do Otociriax (ciprofloxacino + fluocinolona) para uma posologia mais frequente do que a sugerida na bula.
Por que a prescrição pode ser diferente da bula?
Concentração e tempo de contato: O conduto auditivo de uma criança pequena é estreito e o medicamento pode ser drenado mais rapidamente devido ao choro, movimento ou drenagem natural. Aplicar 3 vezes ao dia (ou de 4h em 4h) visa garantir que o antibiótico e o corticoide permaneçam em contato com a pele inflamada do ouvido por tempo suficiente para combater a infecção.
Gravidade do quadro: Dependendo do grau da inflamação e da secreção observada pelo pediatra, ele optou por uma frequência maior para garantir que a infecção seja controlada rapidamente, evitando complicações.
Segurança e Absorção: O risco de "superdosagem" mencionado na bula refere-se à absorção sistêmica, que é extremamente baixa no uso tópico (gotas), especialmente em um curto período como 5 dias. O medicamento age localmente. Quando o médico prescreve 3 gotas de 4h em 4h, ele está considerando o peso, a idade e a severidade do quadro da sua filha.
O que você deve fazer?
Siga a orientação do pediatra: A prescrição médica individualizada (baseada no exame físico da sua filha) sempre prevalece sobre as orientações genéricas da bula, que são feitas para uma média populacional.
Técnica de aplicação: Garanta que a criança permaneça com a cabeça deitada por pelo menos 2 a 3 minutos após pingar as gotas. Isso é mais importante para o sucesso do tratamento do que a quantidade exata de gotas.
Observe sinais de irritação: Se notar que a pele ao redor da orelha ficou muito vermelha ou irritada, entre em contato com o médico.
Minha orientação: Se você se sente muito insegura, não interrompa o tratamento, mas entre em contato com o consultório do pediatra e peça uma confirmação: "Doutor, notei que a bula sugere 2x ao dia, mas o senhor prescreveu de 4h em 4h. Posso confirmar que a frequência mais alta é segura para ela neste caso?". Isso trará a tranquilidade que você precisa.
Se a dor não melhorar em 48 horas ou se ela apresentar febre, ela precisa ser reavaliada por um otorrinolaringologista para garantir que o tímpano está íntegro e que o tratamento está evoluindo como esperado.
Convido você a agendar uma consulta para acompanharmos essa otite de perto, garantindo a saúde auditiva da sua pequena. Você pode agendar pelo portal Doctoralia. Para mais orientações sobre como cuidar da saúde dos ouvidos das crianças, siga meu Instagram: @brunorossini.otorrino.
Atenciosamente,
Dr. Bruno Rossini
Médico Otorrinolaringologista
CRM SP 115 697 / RQE 34828
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Fiz cirurgia de tímpanoplastia, mastoidectomia subtotal,e de estenose no conduto auditivo , é normal
Fiz cirurgia de tímpanoplastia, mastoidectomia subtotal,e de estenose no conduto auditivo , é normal sentir dor no ouvido e na mandíbula? Tenho DTM.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, o que você está sentindo é completamente esperado e muito comum no pós-operatório desses três procedimentos combinados. Você passou por uma cirurgia de grande porte que envolveu manipulação óssea (mastoidectomia), reconstrução delicada (timpanoplastia) e alargamento do canal (estenose).
Como otorrinolaringologista, explico por que essa dor no ouvido e na mandíbula ocorre, especialmente no seu caso:
1. Por que a dor na mandíbula (ATM) é acentuada em você?
Você já possui um diagnóstico prévio de DTM (Disfunção Temporomandibular), o que torna a região da sua ATM naturalmente mais sensível.
Proximidade Anatômica: A articulação da mandíbula fica colada ao conduto auditivo externo. A cirurgia de estenose do conduto mexe justamente no "teto" e nas paredes laterais dessa articulação.
Espasmo Muscular: Após a manipulação cirúrgica, os músculos da mastigação (especialmente o masseter e o pterigóideo) tendem a entrar em estado de contratura como forma de proteção, o que agrava os sintomas da sua DTM preexistente.
Inflamação: O edema (inchaço) pós-cirúrgico comprime a região da ATM, disparando a dor que você já conhece da sua DTM, agora potencializada pelo trauma cirúrgico.
2. Por que a dor no ouvido é normal?
Mastoidectomia: É um procedimento que envolve o uso de brocas no osso mastoide. A vibração e a remoção de tecido ósseo causam uma dor pulsátil intensa que irradia por todo o lado operado.
Manipulação de tecidos: A timpanoplastia e a correção da estenose exigem o descolamento da pele do conduto e de tecidos profundos, o que causa uma dor "em pressão" ou "em fisgada" muito característica.
Como amenizar esse quadro?
Dieta de Consistência Macia: Por pelo menos 10 a 14 dias, evite alimentos duros. A mastigação excessiva é o maior gatilho para a dor da DTM nesse momento.
Compressas Frias: Aplique compressa fria (protegida por um tecido) na região logo à frente da orelha (na articulação) e um pouco abaixo, por 15 minutos, 3 vezes ao dia. Isso ajuda a controlar o inchaço e a inflamação da DTM.
Higiene Postural: Tente manter a mandíbula relaxada, com os dentes levemente entreabertos (não apertados). Evite bocejos amplos ou abrir a boca excessivamente.
Medicação Rigorosa: Mantenha o uso dos anti-inflamatórios e analgésicos conforme a prescrição que lhe entregamos na alta. Não tente "aguentar a dor", pois a dor crônica ativa ainda mais os pontos de gatilho da sua DTM.
Sinais de Alerta
Embora a dor seja normal, acompanhe estes sinais:
Aumento súbito de secreção (sangue ou líquido) pelo ouvido.
Febre persistente acima de 38°C.
Paralisia ou fraqueza facial (se notar qualquer assimetria ao sorrir ou fechar o olho).
Dor que não apresenta melhora nenhuma com a medicação.
Minha recomendação:
Como você tem DTM, sua recuperação exige esse cuidado extra com a mandíbula. É fundamental que façamos o seu retorno presencial para checarmos o estado da sua cicatrização e, se necessário, ajustarmos a medicação para que a DTM não atrase sua reabilitação auditiva.
Convido você a agendar seu retorno pelo portal Doctoralia. Para acompanhar orientações específicas para o seu pós-operatório e dicas de como manejar a DTM durante a recuperação, siga meu Instagram profissional: @brunorossini.otorrino.
Estou à disposição para que você tenha uma recuperação segura e confortável.
Atenciosamente,
Dr. Bruno Rossini
Médico Otorrinolaringologista
CRM SP 115 697 / RQE 34828
Perguntas frequentes
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Doente com Cardiomiopatia Hipertrófica Apical e Insuficiência Cardíaca, 68 anos, pode viajar avião?
Em muitos casos a viagem aérea é possível quando a insuficiência cardíaca…