Perguntas do paciente (9)

  • Como posso manter uma rotina diária, sem estresse e sem mesmice ?

    Como posso manter uma rotina diária, sem estresse e sem mesmice ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Denise Novaes

    Manter uma rotina saudável, sem estresse e sem monotonia, é um desafio comum e muito trabalhado no espaço terapêutico. A primeira orientação é buscar um equilíbrio entre as obrigações e as atividades prazerosas. É fundamental reservar momentos para descanso, lazer, atividades físicas e convivência social.

    Na prática clínica, incentivo meus pacientes a planejarem sua rotina de maneira flexível, evitando rigidez excessiva, que muitas vezes gera frustração e ansiedade. Também trabalhamos na psicoterapia o reconhecimento de sinais de sobrecarga emocional e a importância de estabelecer limites saudáveis.

    Além disso, experimentar novas atividades, aprender algo diferente ou simplesmente alterar pequenos hábitos do dia a dia pode ajudar a quebrar a sensação de repetição. A construção de uma rotina mais leve passa pelo autoconhecimento, tema que frequentemente exploramos no processo terapêutico.


  • Qual a diferença de transtorno mental para doença mental?

    Qual a diferença de transtorno mental para doença mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Denise Novaes

    Como psicóloga clínica, é importante esclarecer que o termo “transtorno mental” é o mais utilizado atualmente na área da saúde, especialmente na psicologia e psiquiatria, para se referir a alterações significativas nos processos psicológicos, emocionais e comportamentais que causam sofrimento e prejuízo funcional ao indivíduo. Já o termo “doença mental” foi muito usado no passado, associado a uma visão mais biomédica e muitas vezes estigmatizante, que considerava exclusivamente aspectos patológicos e biológicos.

    Atualmente, preferimos falar em “transtornos mentais” porque essa terminologia reconhece que há uma interação entre fatores biológicos, psicológicos e sociais, entendendo o sofrimento psíquico de maneira mais ampla e integrativa. No atendimento clínico, trabalhamos sempre considerando essa complexidade, acolhendo o paciente em sua singularidade, e não apenas como um “portador” de uma doença.


  • Como reduzir os riscos de transtorno mental em crianças e adolescentes?

    Como reduzir os riscos de transtorno mental em crianças e adolescentes?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Denise Novaes

    A prevenção dos transtornos mentais na infância e adolescência envolve ações tanto na família quanto na escola e na sociedade. Como psicóloga clínica, reforço sempre a importância de ambientes afetivos seguros, com vínculos saudáveis, onde a criança ou o adolescente possa expressar emoções, dúvidas e angústias.

    Outro aspecto fundamental é o desenvolvimento de habilidades socioemocionais — como empatia, resolução de conflitos e autocontrole — que podem ser estimuladas no convívio familiar e escolar.

    A escuta atenta dos adultos de referência é essencial, assim como o manejo adequado do estresse, dos limites e da disciplina. Além disso, manter uma rotina equilibrada, incentivar práticas de autocuidado e monitorar o uso de tecnologias ajudam na promoção de uma saúde mental mais protegida.

    Quando percebo sinais de sofrimento emocional em crianças e adolescentes, recomendo sempre uma avaliação psicológica para que possamos compreender melhor o contexto e, se necessário, iniciar um acompanhamento que favoreça o desenvolvimento saudável.


  • Qual a importância de uma equipe multiprofissional na saúde mental para o acompanhamento de uma pess

    Qual a importância de uma equipe multiprofissional na saúde mental para o acompanhamento de uma pessoas com distúrbios mentais ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Denise Novaes

    A atuação de uma equipe multiprofissional é fundamental no cuidado à saúde mental. Psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, enfermeiros e outros profissionais formam uma rede de apoio que amplia as possibilidades terapêuticas.

    Cada profissional traz uma perspectiva e uma técnica específica que, integradas, garantem um cuidado mais completo e humanizado. Por exemplo, o psicólogo trabalha com a escuta qualificada e intervenções psicoterapêuticas; o psiquiatra, quando necessário, pode prescrever medicações; o terapeuta ocupacional atua na promoção da autonomia e funcionalidade. Esse trabalho conjunto evita que a pessoa seja reduzida ao seu diagnóstico, favorecendo uma trajetória de cuidado mais eficaz e respeitosa.

    No atendimento clínico, costumo orientar e, quando necessário, encaminhar para outros profissionais, justamente para que o paciente tenha um acompanhamento integral.


  • É normal focar somente no olho esquerdo da pessoa no contato visual?

    É normal focar somente no olho esquerdo da pessoa no contato visual?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Denise Novaes

    Sim, é relativamente comum que algumas pessoas, ao manter contato visual, foquem mais em um dos olhos do interlocutor, muitas vezes sem perceber. O contato visual não precisa ser perfeito ou simétrico para ser considerado adequado. O mais importante é que ele transmita presença, interesse e respeito na interação.

    Na prática clínica, quando esse tipo de foco causa desconforto ou está associado a ansiedade social, timidez ou questões de autoestima, podemos trabalhar isso na psicoterapia, promovendo maior consciência e desenvoltura nas interações sociais.


  • Ola, gostaria de saber, fui na casa de um conhecido e as filhas dele de 8 e 5 anos chegaram perto de

    Ola, gostaria de saber, fui na casa de um conhecido e as filhas dele de 8 e 5 anos chegaram perto de mim e começaram se esfregar ne mim,e queriam sentar no meu colo, fiquei constrangido , fui me afastando será que fiz certo?elas ficaram triste comigo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Denise Novaes

    Sim, você fez corretamente ao se afastar se se sentiu desconfortável. É muito importante respeitar nossos limites pessoais, especialmente em situações que envolvem contato físico, ainda mais com crianças.

    É natural que algumas crianças busquem esse tipo de aproximação por curiosidade, afeto ou brincadeira, mas cabe sempre aos adultos estabelecer limites claros e respeitosos. Se sentir necessidade, você pode explicar para as crianças, de maneira acolhedora e gentil, que prefere manter um pouco de espaço, sem fazer com que elas se sintam rejeitadas.

    Esse tipo de situação pode gerar dúvidas sobre como agir, e na psicoterapia podemos trabalhar aspectos relacionados a limites interpessoais, comunicação assertiva e desconfortos sociais.


  • O que exatamente caracteriza o funcionamento intelectual limítrofe (QI limítrofe)? Essa condição é c

    O que exatamente caracteriza o funcionamento intelectual limítrofe (QI limítrofe)? Essa condição é comum em quais transtornos do neurodesenvolvimento ou mentais? É possível que o QI limítrofe ocorra em pessoas com TDAH, autismo ou transtorno bipolar? Também pode estar presente em casos onde há comorbidade entre TDAH e TEA? Além disso, pessoas com inteligência limítrofe podem apresentar dificuldades comportamentais semelhantes às da deficiência intelectual, como infantilidade, imaturidade emocional, problemas sociais, dificuldades com autonomia e memória? Em que medida essas dificuldades interferem no desenvolvimento, aprendizagem e na adaptação social da pessoa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Denise Novaes

    O funcionamento intelectual limítrofe é caracterizado por um Quociente de Inteligência (QI) geralmente situado entre 70 e 85. Não é considerado um transtorno ou deficiência intelectual, mas representa um nível abaixo da média, podendo trazer algumas dificuldades adaptativas, especialmente em contextos que exigem maior desempenho cognitivo.

    Essa condição pode ocorrer isoladamente ou associada a transtornos do neurodesenvolvimento, como o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Também pode estar presente em comorbidade, ou seja, quando a pessoa possui mais de um diagnóstico, como TDAH e TEA juntos. Além disso, algumas pesquisas indicam que quadros como o transtorno bipolar também podem se associar a dificuldades cognitivas, mas não necessariamente ao funcionamento intelectual limítrofe.

    Pessoas com esse perfil podem, sim, apresentar dificuldades comportamentais semelhantes às observadas na deficiência intelectual: infantilidade, imaturidade emocional, problemas de socialização, dificuldades na autonomia e na memória. Essas dificuldades impactam significativamente o desenvolvimento, a aprendizagem escolar e a adaptação social, tornando essencial o suporte psicopedagógico e psicológico.

    No atendimento clínico, sempre orientamos uma avaliação completa, com testes psicológicos específicos, para identificar o perfil cognitivo e adaptativo da pessoa, oferecendo intervenções adequadas para promover o desenvolvimento e a qualidade de vida.


  • É possível a pessoa ter deficiência intelectual leve e Dislexia e Discalculia?? Pois eu vi que isso

    É possível a pessoa ter deficiência intelectual leve e Dislexia e Discalculia?? Pois eu vi que isso não pode ocorrer na mesma pessoa.
    E queria saber se isso ocorre na deficiência Limítrofe.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Denise Novaes

    Sim, é possível. Embora haja algumas especificidades diagnósticas, uma pessoa pode apresentar deficiência intelectual leve e também dificuldades de aprendizagem, como dislexia (dificuldade na leitura) e discalculia (dificuldade no raciocínio matemático). A principal diferença é que, na deficiência intelectual, as dificuldades cognitivas são mais generalizadas, afetando várias áreas do funcionamento, enquanto nos transtornos específicos de aprendizagem as dificuldades são mais focadas.

    No funcionamento intelectual limítrofe, também podem ocorrer dificuldades semelhantes, especialmente na leitura, escrita e matemática, mas não se configuram, necessariamente, como dislexia ou discalculia. Ainda assim, essas dificuldades podem impactar significativamente a trajetória escolar.

    Na avaliação clínica, fazemos uma análise cuidadosa para diferenciar os quadros e oferecer as orientações e intervenções adequadas, sempre buscando fortalecer as potencialidades e promover a autonomia da pessoa.


  • Como as luzes coloridas podem ser usadas para estimular positivamente os sentidos sem causar sobreca

    Como as luzes coloridas podem ser usadas para estimular positivamente os sentidos sem causar sobrecarga sensorial nas crianças com TEA?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Denise Novaes

    As luzes coloridas podem ser excelentes recursos para estimular positivamente os sentidos de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), mas precisam ser usadas com muita cautela. O ideal é optar por luzes suaves, de intensidade regulável, evitando piscadas rápidas ou mudanças bruscas de cor, que podem gerar sobrecarga sensorial e desconforto.

    Na prática clínica e educacional, orientamos que o ambiente seja estruturado conforme o perfil sensorial da criança: algumas podem se beneficiar muito do uso de luzes para relaxamento ou foco, enquanto outras podem se sentir sobrecarregadas. Por isso, sempre indicamos uma avaliação individualizada e, se possível, o acompanhamento de terapeutas ocupacionais especializados em integração sensorial.


Perguntas frequentes

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