Perguntas do paciente (522)

  • O objetivo do psicologo(a) e mudar a forma de pensar do paciente ou tem nada ver ?

    O objetivo do psicologo(a) e mudar a forma de pensar do paciente ou tem nada ver ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Elaine Ferreira da Silva Mischiatti

    Olá, tudo bem?

    Essa é uma dúvida muito comum, e a resposta curta é: o objetivo do psicólogo não é simplesmente “mudar a forma de pensar” do paciente, pelo menos não no sentido de corrigir pensamentos ou impor uma maneira certa de pensar. O trabalho terapêutico é bem mais amplo e cuidadoso do que isso. A terapia busca ajudar a pessoa a compreender como ela pensa, sente e reage às situações, e como esses padrões foram construídos ao longo da vida.

    Em muitos casos, o sofrimento não vem apenas do pensamento em si, mas da relação rígida ou automática que a pessoa tem com aquilo que pensa. O psicólogo ajuda a ampliar a consciência, flexibilizar interpretações, questionar conclusões muito duras ou absolutas e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com emoções e experiências. Não se trata de trocar pensamentos “negativos” por “positivos”, mas de construir um olhar mais realista, funcional e compassivo consigo mesmo.

    Além disso, a terapia não se limita ao pensamento. Ela envolve emoções, corpo, comportamentos, história de vida, vínculos e formas de se proteger do sofrimento. Muitas vezes, mudar o jeito de pensar é uma consequência natural de entender melhor o que se sente, o que se viveu e por que certas reações se repetem. A mudança acontece de dentro para fora, no ritmo da pessoa, e não por convencimento externo.

    Vale refletir se você sente que seus pensamentos te ajudam a lidar com a vida ou se acabam te aprisionando em culpa, medo ou autocrítica. Você percebe padrões que se repetem mesmo quando racionalmente sabe que não fazem sentido? O que você gostaria de compreender melhor sobre si mesmo ao procurar terapia?

    A psicoterapia não tira a autonomia do paciente nem molda a pessoa para caber em um padrão. Ela oferece ferramentas para que cada um possa pensar, sentir e escolher com mais liberdade. Caso precise, estou à disposição.


  • Como parar de sentir culpada por algo que não fez?mas você levou a culpa.

    Como parar de sentir culpada por algo que não fez?mas você levou a culpa.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Elaine Ferreira da Silva Mischiatti

    Oi, tudo bem? Carregar uma culpa por algo que você não fez costuma ser muito pesado, porque não é só a sensação interna — muitas vezes vem junto a injustiça de ter sido responsabilizada por algo que não te pertence. E aí a mente fica tentando resolver isso o tempo todo, como se precisasse provar, corrigir ou “limpar” essa culpa.

    Uma coisa importante é diferenciar responsabilidade real de responsabilidade sentida. O fato de você se sentir culpada não significa que você seja culpada. Às vezes, o cérebro associa situações de conflito, desaprovação ou julgamento com culpa automática, mesmo sem evidência concreta. Fico pensando… o que exatamente faz você sentir que tem culpa? É algo que alguém disse, uma situação mal resolvida ou uma dúvida interna que ficou aberta?

    Também pode existir um padrão mais profundo aí, de assumir responsabilidade além do que é seu. Algumas pessoas aprendem, ao longo da vida, a se colocar nesse lugar, seja para evitar conflito, seja para manter relações. E, quando algo acontece, mesmo que não tenham feito nada, o corpo reage como se tivesse. Você percebe se isso já aconteceu outras vezes em situações diferentes?

    Outro ponto é o quanto você tenta se livrar dessa culpa. Você revisa a situação, tenta explicar para os outros, se justificar internamente? Porque, muitas vezes, quanto mais a gente tenta “resolver” a culpa, mais ela se mantém ativa. É como se a mente ficasse presa em um loop buscando uma certeza absoluta de inocência.

    Talvez o caminho não seja convencer a si mesma o tempo todo, mas começar a construir uma base interna mais estável, onde você possa reconhecer o que é seu e o que não é. Isso não apaga imediatamente a sensação, mas muda a relação com ela.

    Esses sentimentos costumam ter raízes mais profundas e podem ser trabalhados com bastante clareza em terapia, ajudando você a sair desse lugar de autocobrança injusta. Você não precisa continuar carregando algo que não te pertence.

    Se fizer sentido, podemos explorar isso com mais calma.


  • É normal ter insônia por insegurança de socializar? Sempre ocorre quando no dia seguinte tem uma fes

    É normal ter insônia por insegurança de socializar? Sempre ocorre quando no dia seguinte tem uma festa, ou quando tenho que sair só (as vezes em dias normais também). Já sofri bullying quando criança e não sei como me livrar disso. Em dias assim até consigo dormir, mas desperto várias vezes durante a noite

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Elaine Ferreira da Silva Mischiatti

    Oi, tudo bem? O que você descreve faz bastante sentido quando a gente olha para o funcionamento do corpo em situações de antecipação social. Não é “só insônia”… é como se, na véspera de um encontro ou de sair sozinho, o seu sistema inteiro entrasse em estado de vigilância. O cérebro interpreta aquilo como algo que precisa ser monitorado, e aí relaxar para dormir fica muito mais difícil.

    Quando existe uma história de bullying, esse tipo de reação ganha ainda mais força. Não porque você está “preso no passado”, mas porque o corpo aprende com experiências antigas. Situações sociais podem ativar, de forma automática, memórias emocionais de exposição, julgamento ou desconforto. Mesmo que racionalmente você saiba que não é a mesma coisa hoje, o sistema emocional reage como se ainda fosse necessário se proteger. Você percebe se, nesses momentos, surgem pensamentos do tipo “vão me julgar”, “vou fazer algo errado” ou algo parecido?

    O fato de você conseguir dormir, mas acordar várias vezes, também é um sinal interessante. É como se o corpo até cedesse ao cansaço, mas não conseguisse se manter em um estado profundo de descanso. Pequenos despertares ao longo da noite costumam acontecer quando existe essa ativação interna contínua, como se uma parte sua permanecesse “de plantão”.

    Talvez o ponto mais importante aqui não seja só o sono em si, mas o que acontece antes dele. Como o seu dia termina quando você sabe que vai ter algo social no dia seguinte? Você tenta se distrair, evitar pensar, ou acaba antecipando mentalmente vários cenários? Porque essa preparação interna pode estar alimentando esse ciclo.

    E tem algo delicado no que você trouxe: essa sensação de não ter conseguido se “livrar” do impacto do bullying. Talvez não seja sobre apagar isso, mas sobre ir atualizando a forma como o seu corpo interpreta essas situações hoje. Isso costuma acontecer aos poucos, com experiências novas e com um espaço onde você consiga entender essas reações com mais profundidade.

    Se isso estiver te limitando ou te causando muito desgaste, trabalhar isso em terapia pode ajudar bastante, inclusive na regulação dessa ansiedade antecipatória. Esses temas merecem cuidado — se quiser, podemos explorar isso juntos.


  • Eu tenho medo de demostrar sentimentos e quando alguém começa a ter um sentimento por mim, eu me afa

    Eu tenho medo de demonstrar sentimentos e quando alguém começa a ter um sentimento por mim, eu me afasto com medo de magoar e me culpo quando acabo magoando.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Elaine Ferreira da Silva Mischiatti

    Oi, tudo bem? O que você descreve tem um movimento muito específico: você se afasta para não magoar… e, no fim, se sente culpada justamente por isso. É como se qualquer caminho levasse a uma dor, e aí o afastamento acaba parecendo a opção “menos pior”, mesmo que não resolva de verdade.

    Quando alguém começa a se aproximar emocionalmente, o seu sistema parece acionar um alerta. Não necessariamente porque a pessoa é um risco, mas porque a proximidade em si pode ser percebida como algo que traz responsabilidade, expectativa, possibilidade de frustração. E aí surge essa tentativa de evitar antes que algo aconteça. O cérebro, às vezes, só quer garantir que não vai sentir a mesma dor de novo… mesmo que isso custe conexões que poderiam ser diferentes.

    Fico pensando… quando você imagina se envolver com alguém, o que mais te preocupa? É magoar o outro, ser cobrada emocionalmente, não corresponder, ou existe também um receio de se machucar nesse processo? Porque, muitas vezes, o medo de ferir o outro esconde também um medo de se expor e se vulnerabilizar.

    A culpa que vem depois parece mostrar que existe uma parte sua que valoriza o vínculo, que se importa com o impacto no outro. Mas talvez essa mesma parte não esteja encontrando uma forma segura de se expressar dentro da relação. E aí surge um padrão: aproxima, sente o peso, se afasta, e depois se culpa. Você consegue perceber se isso já aconteceu outras vezes, com pessoas diferentes?

    Talvez o caminho não seja eliminar esse medo de imediato, mas começar a entender o que ele está tentando proteger. Porque, quando você começa a dar nome para isso, aos poucos surge mais espaço para fazer escolhas que não sejam só baseadas em evitar dor.

    Esses padrões costumam ter raízes mais profundas e podem ser trabalhados com bastante cuidado em terapia, ajudando você a se relacionar sem precisar se afastar para se proteger. Se fizer sentido, podemos explorar isso juntos.


  • Meu ex me deixou pro outra, começou a namorar no mesmo dia que terminou depois disso tô muito mal co

    Meu ex me deixou pro outra, começou a namorar no mesmo dia que terminou depois disso tô muito mal comigo mesma não tenho nem vontade de viver mais. Como posso superar isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Elaine Ferreira da Silva Mischiatti

    Olá, tudo bem?

    O que você está sentindo é compreensível diante do que aconteceu. Ser deixada e ainda ver a outra pessoa seguir em frente imediatamente costuma gerar uma dor muito intensa, que mistura tristeza, rejeição e uma sensação de substituição. Quando isso acontece, é comum que a dor não fique só na relação, mas comece a afetar a forma como você se enxerga.

    Essa ideia de “não ter vontade de viver” muitas vezes não é sobre querer desaparecer, mas sobre o tamanho da dor que você está tentando suportar agora. É como se tudo ficasse pesado demais. Ainda assim, esse é um sinal importante de que você precisa de apoio e não deve atravessar isso sozinha.

    Talvez valha olhar com cuidado para o que está mais doendo: é a perda da pessoa, a forma como aconteceu ou o que isso fez você pensar sobre si mesma? Que tipo de pensamento tem aparecido, algo como “não fui suficiente” ou “fui trocada”? E quando esses pensamentos vêm, você consegue questioná-los ou eles parecem verdades absolutas?

    Superar isso não costuma ser rápido, mas acontece quando você começa a reorganizar o que essa experiência significou para você, sem deixar que ela defina o seu valor. Psicoterapia pode ajudar bastante nesse processo, principalmente para trabalhar essa dor de rejeição e reconstruir sua autoestima.

    Se essa sensação de não querer mais viver estiver ficando mais intensa ou difícil de controlar, procure ajuda imediata. Você pode ligar para o :contentReference[oaicite:0]{index=0} (188), que funciona 24 horas, ou buscar alguém de confiança para estar com você.

    Você está lidando com algo muito doloroso, mas isso não precisa ser o ponto final da sua história.

    Caso precise, estou à disposição.


  • Estou me sentindo MUITO depressiva e já não sei mais o que fazer,já tentei um acompanhamento psicoló

    Estou me sentindo MUITO depressiva e já não sei mais o que fazer,já tentei um acompanhamento psicológico antes mas não tive bons resultados e não consegui me conectar com a psicóloga e ela não me levava muito a sério.
    Não tenho mais "forças"para procurar um profissional por medo de passar por isso novamente.
    O que devo fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Elaine Ferreira da Silva Mischiatti

    Oi, tudo bem? Dá pra sentir o quanto você está cansada… não é só a depressão em si, mas também a frustração de ter buscado ajuda e não ter se sentido acolhida. Quando a gente tenta se abrir e não se sente levada a sério, isso machuca e pode fazer parecer que não vale a pena tentar de novo.

    Quero te dizer algo com cuidado: uma experiência ruim com um profissional não define o que a terapia pode ser para você. O vínculo terapêutico é uma parte central do processo. É ali que você precisa sentir que pode ser escutada de verdade, no seu tempo, sem ser minimizada. Quando isso não acontece, não é porque você “não funciona na terapia”, mas porque aquela combinação específica não foi adequada. E isso, embora desanimador, não fecha a porta para outras experiências diferentes.

    Ao mesmo tempo, entendo o seu receio de tentar novamente. Quando você diz que não tem mais forças, parece que não é só desmotivação… é um tipo de esgotamento emocional. Nesses momentos, o cérebro tende a evitar qualquer coisa que possa gerar mais frustração. Mas deixa eu te perguntar com calma: o que, naquela experiência anterior, te fez sentir que não estava sendo levada a sério? Conseguir nomear isso pode te ajudar a reconhecer mais rápido sinais diferentes em um novo processo.

    Você também não precisa entrar em um novo acompanhamento da mesma forma que antes. Às vezes, um primeiro contato mais leve, uma conversa inicial, já pode te dar uma percepção se aquele profissional faz sentido para você. Não precisa se comprometer de imediato com um processo longo — pode ser um passo menor, mais cuidadoso.

    E tem algo importante: quando a sensação de depressão está muito intensa, às vezes só a terapia pode não ser suficiente no início. Uma avaliação com psiquiatra pode ajudar a estabilizar um pouco esse estado interno, para que você consiga se envolver melhor no processo terapêutico depois. Não como uma obrigação, mas como uma possibilidade de apoio.

    Talvez o mais importante agora não seja “ter forças para tudo”, mas dar um passo possível dentro do que você consegue hoje. Mesmo que seja pequeno. Porque o fato de você ainda estar buscando uma saída, mesmo cansada, mostra que existe uma parte sua que ainda quer melhorar.

    Esses momentos pedem cuidado e apoio real. Se fizer sentido, podemos pensar juntos em formas mais seguras de você retomar esse caminho.


  • Olá, tudo bem? Qual abordagem é a mais adequada para o tratamento de ansiedade?

    Olá, tudo bem?

    Qual abordagem é a mais adequada para o tratamento de ansiedade? a quem devo procurar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Elaine Ferreira da Silva Mischiatti

    Olá, tudo bem?

    Não existe uma única abordagem “melhor” para ansiedade em todos os casos, mas algumas têm mais evidência e costumam funcionar bem, principalmente quando os sintomas estão interferindo no dia a dia. Abordagens mais estruturadas, como a Terapia Cognitivo-Comportamental e também a Terapia do Esquema, tendem a ajudar tanto na compreensão do que mantém a ansiedade quanto na construção de formas mais práticas de lidar com ela.

    O ponto central não é só entender a ansiedade, mas aprender a lidar com pensamentos acelerados, sensações do corpo e comportamentos de evitação. Em muitos casos, práticas como mindfulness também entram como complemento, ajudando na regulação da atenção e da resposta emocional. Do ponto de vista da neurociência, isso faz sentido porque envolve treinar o cérebro a responder de forma menos automática ao que ele interpreta como ameaça.

    Sobre a quem procurar, o primeiro passo costuma ser um psicólogo, que vai avaliar o seu caso e conduzir o processo terapêutico. Se os sintomas estiverem muito intensos, como crises frequentes, dificuldade para dormir ou impacto significativo na rotina, uma avaliação com psiquiatra pode ser importante para complementar o tratamento.

    Talvez valha você se perguntar: hoje, a ansiedade aparece mais como preocupação constante, sintomas físicos intensos ou evitação de situações? Ela está afetando mais o seu sono, trabalho ou relações? Essas respostas ajudam a direcionar melhor o tipo de intervenção que vai fazer mais sentido para você.

    Mais do que a abordagem em si, a qualidade do vínculo com o profissional e a consistência do processo costumam fazer muita diferença no resultado.

    Caso precise, estou à disposição.


  • Boa Noite como trato minha ansiedade não consigo mais dormir me sinto muito mal com isso me ajuda

    Boa Noite, como trato minha ansiedade? não consigo mais dormir, me sinto muito mal com isso, me ajuda

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Elaine Ferreira da Silva Mischiatti

    Olá, tudo bem?

    Quando a ansiedade começa a afetar o sono, costuma ser um sinal de que o seu sistema emocional está em estado de alerta constante, como se não conseguisse “desligar” mesmo quando o corpo precisa descansar. Não é falta de esforço seu, é como se o cérebro estivesse tentando te manter acordada para lidar com algo, mesmo que esse “algo” não esteja tão claro.

    A dificuldade para dormir geralmente vem acompanhada de pensamentos acelerados, preocupação com o dia seguinte ou até uma tensão no corpo que impede o relaxamento. E aí surge um ciclo: quanto mais você tenta forçar o sono, mais desperta fica. Isso pode ir gerando cansaço, irritação e até mais ansiedade ao longo dos dias.

    Talvez seja importante observar com mais cuidado: o que costuma passar pela sua mente quando você deita? Existe algum tema que se repete ou é uma sensação mais difusa de preocupação? Você percebe seu corpo mais tenso, com o coração acelerado ou respiração diferente nesses momentos? E durante o dia, a ansiedade já está presente ou aparece mais à noite?

    O tratamento da ansiedade envolve entender esses padrões e trabalhar tanto o lado emocional quanto o comportamental. Psicoterapia costuma ajudar bastante nesse processo, criando estratégias para lidar com os pensamentos, com o corpo e com o próprio sono. Em alguns casos, quando o sono está muito prejudicado, uma avaliação com psiquiatra pode ser importante para dar suporte inicial.

    Você não precisa resolver isso sozinha nem de uma vez só. Às vezes, o primeiro passo é justamente começar a organizar o que está acontecendo com você, com apoio adequado.

    Caso precise, estou à disposição.


  • Eu tenho uma filha de 15 anos, ela é muito estressada, não pode falar nada que já responde com um to

    Eu tenho uma filha de 15 anos, ela é muito estressada, não pode falar nada que já responde com um tom de voz muito alta ,pode ser na presença de qualquer pessoa, qual profissional devo procurar ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Elaine Ferreira da Silva Mischiatti

    Olá, tudo bem? Dá pra imaginar o quanto isso deve ser desgastante no dia a dia, especialmente quando acontece na frente de outras pessoas. Não é só sobre o tom de voz… é a sensação de não conseguir se comunicar com ela sem que vire um confronto.

    Na adolescência, o sistema emocional costuma ficar mais reativo. O cérebro ainda está amadurecendo justamente na parte que ajuda a regular impulsos e organizar respostas, então muitas vezes a reação vem antes do filtro. Mas isso, por si só, não explica tudo. Fico pensando… esse comportamento aparece em qualquer situação ou principalmente quando ela se sente contrariada, cobrada ou incompreendida? Porque isso pode dar pistas importantes sobre o que está por trás dessa forma de reagir.

    Também vale olhar para o que essa intensidade pode estar comunicando. Às vezes, o tom alto não é só “falta de respeito”, mas uma dificuldade de expressar frustração, cansaço ou até algo que ela não consegue nomear ainda. E aí a emoção sai do jeito que dá. Como costuma ser o clima entre vocês antes dessas respostas acontecerem? Existe espaço para ela se expressar de forma mais tranquila em outros momentos?

    Sobre qual profissional procurar, um psicólogo costuma ser um bom ponto de partida, especialmente alguém que trabalhe com adolescentes. Esse espaço pode ajudar ela a entender melhor o que sente e desenvolver formas mais equilibradas de se comunicar. Em alguns casos, dependendo da intensidade ou de outros sinais associados, pode ser interessante também uma avaliação com psiquiatra, mas isso normalmente é visto ao longo do acompanhamento.

    Talvez o mais importante aqui não seja só “corrigir o comportamento”, mas entender o que está sustentando essa reação. Porque quando isso começa a fazer sentido, a mudança deixa de ser só uma tentativa de controle e passa a ser um processo mais consistente.

    Esses momentos, apesar de difíceis, também podem ser oportunidades de fortalecer o vínculo se forem conduzidos com escuta e clareza. Se fizer sentido, podemos conversar mais sobre como lidar com isso no dia a dia.


  • tenho timidez e ansiedade.devo procurar um psicologo?.

    tenho timidez e ansiedade.devo procurar um psicologo?.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Elaine Ferreira da Silva Mischiatti

    Olá, tudo bem?

    Timidez e ansiedade podem fazer parte do temperamento de uma pessoa, mas também podem virar fonte de sofrimento quando começam a limitar escolhas, relações e a forma como você se percebe. Quando a ansiedade passa a antecipar rejeições, críticas ou situações sociais como se fossem ameaças reais, o corpo reage antes mesmo de você conseguir pensar com calma, e isso costuma reforçar o ciclo de evitação e insegurança.

    A psicoterapia é indicada justamente para entender esse funcionamento com mais profundidade. Não se trata de “deixar de ser tímido”, mas de compreender o que a timidez está protegendo, como a ansiedade se organiza internamente e quais experiências passadas ajudaram a moldar esse padrão. Aos poucos, o trabalho terapêutico ajuda a ampliar repertório emocional, leitura das situações e sensação de segurança interna.

    Vale refletir: em quais situações sua timidez mais aparece? O medo está mais ligado ao julgamento dos outros ou a expectativas muito duras sobre você mesmo? O quanto essa ansiedade interfere hoje na sua vida social, profissional ou afetiva? O que você costuma fazer para tentar lidar com isso, e isso realmente ajuda a longo prazo?

    Se os sintomas forem muito intensos ou vierem acompanhados de crises frequentes, alterações importantes de sono ou humor, uma avaliação psiquiátrica pode ser considerada como apoio. Mas, na maioria dos casos, a psicoterapia é um espaço central para organizar essas experiências com cuidado e sem pressa. Caso você já esteja em terapia, conversar abertamente sobre esses pontos com seu terapeuta pode trazer avanços importantes.

    Caso precise, estou à disposição.


  • UM TERAPEUTA PODE TRATAR DEPRESSÃO E / OU ESSES OUTROS TRANSTORNOS COMO ANSIEDADE , E AJUDAR UMA PES

    Um terapeuta pode tratar depressão e ou esses outros transtornos como ansiedade, e ajudar uma pessoa que pode ter algum bloqueio por trauma?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Elaine Ferreira da Silva Mischiatti

    Olá, tudo bem?

    Sim, um terapeuta pode tratar depressão, ansiedade e também ajudar pessoas que apresentam bloqueios relacionados a experiências traumáticas. O trabalho terapêutico não se limita a um único sintoma, mas busca compreender como pensamentos, emoções, corpo e história de vida se organizam ao longo do tempo. Muitas vezes, aquilo que aparece hoje como desânimo, medo constante ou travamento emocional está ligado a experiências passadas que o organismo aprendeu a registrar como ameaça, mesmo quando o perigo já não existe.

    Na prática clínica, é comum que depressão e ansiedade coexistam com marcas de trauma, ainda que a pessoa nem sempre reconheça essas vivências como traumáticas. O bloqueio pode surgir como dificuldade de sentir, de confiar, de se expressar ou de avançar em áreas importantes da vida. A terapia oferece um espaço seguro para que esses padrões sejam compreendidos e trabalhados no ritmo da pessoa, sem forçar lembranças nem reviver experiências de forma desorganizada.

    O foco não é apenas falar sobre o passado, mas ajudar o cérebro a sair de estados de alerta ou desligamento que se tornaram automáticos. Com o tempo, a pessoa aprende a reconhecer gatilhos, regular emoções intensas e recuperar a sensação de escolha e autonomia, em vez de viver reagindo ao medo ou à dor antiga. Quando necessário, esse processo pode ser integrado a um acompanhamento psiquiátrico, especialmente em quadros mais intensos de depressão ou ansiedade.

    Vale refletir se você percebe dificuldades que parecem ir além da situação atual, se sente que algo te trava mesmo quando racionalmente sabe que poderia agir diferente, ou se determinadas emoções surgem de forma desproporcional e difícil de controlar. O que você evita hoje por medo de sentir de novo algo do passado? Que tipo de ajuda você espera encontrar ao procurar terapia?

    Se você já está em acompanhamento, conversar abertamente sobre esses bloqueios com o profissional que te atende é fundamental. Se ainda não iniciou, a terapia pode ser um primeiro passo importante para organizar tudo isso com cuidado e responsabilidade. Caso precise, estou à disposição.


  • Meu filho sofre de depressão por achar se feio mas ele é um homem lindo. Como resolver isso '?

    Meu filho sofre de depressão por achar se feio mas ele é um homem lindo. Como resolver isso '?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Elaine Ferreira da Silva Mischiatti

    Olá, tudo bem? Dá uma sensação de impotência grande ver um filho sofrendo assim, ainda mais quando, para você, é tão claro que ele é bonito. Mas existe um ponto importante aqui: o sofrimento dele não está exatamente na aparência em si, e sim na forma como ele se percebe. É como se o olhar interno dele fosse muito mais crítico e distorcido do que o olhar de quem está de fora.

    Quando alguém passa a se ver como “feio” de forma persistente, mesmo diante de evidências contrárias, geralmente estamos falando de autoestima fragilizada e, em alguns casos, de um padrão de pensamento negativo mais profundo, que pode estar ligado à depressão. O cérebro começa a filtrar a realidade de uma forma específica, reforçando aquilo que confirma essa visão e ignorando o resto. Fico pensando… você percebe se ele evita espelhos, fotos ou situações sociais por causa disso?

    Também é comum que, nesses casos, elogios diretos não tenham o efeito esperado. Não porque ele não confie em você, mas porque a percepção interna dele já está muito consolidada. Às vezes, quanto mais se tenta convencer, mais ele se fecha. Isso pode ser muito frustrante para quem está tentando ajudar. E aí surge uma pergunta importante: como ele reage quando você fala sobre isso com ele?

    Talvez o caminho não seja tentar provar que ele está errado, mas ajudá-lo a entender como essa visão sobre si mesmo foi construída. O que ele associa a ser “bonito” ou “aceitável”? De onde vem essa régua tão rígida? Porque, muitas vezes, essa questão não começa na aparência, mas em experiências emocionais que vão moldando a forma como a pessoa se enxerga.

    Se há um quadro de depressão envolvido, isso merece um cuidado mais estruturado. Um acompanhamento psicológico pode ajudar bastante a trabalhar essa percepção e reconstruir a autoestima, e, dependendo da intensidade, uma avaliação com psiquiatra também pode ser importante.

    Você já está fazendo algo essencial, que é se importar e tentar compreender. Mas esse tipo de sofrimento precisa de um espaço onde ele possa ser elaborado com profundidade.

    Se fizer sentido, podemos conversar mais sobre formas de você apoiar ele nesse processo.


  • Sinto crise de pânico todos os dias isso e normal?

    Sinto crise de pânico todos os dias isso e normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Elaine Ferreira da Silva Mischiatti

    Oi, tudo bem? Ter crises de pânico todos os dias não é algo considerado “normal” no sentido de esperado ou saudável, mas é algo que pode acontecer quando o sistema de ansiedade está muito ativado. E isso costuma ser extremamente desgastante, porque a pessoa não tem tempo de se recuperar entre uma crise e outra, como se o corpo estivesse sempre em alerta.

    A crise de pânico, por si só, é uma resposta intensa do organismo, como se houvesse um perigo iminente. O coração acelera, a respiração muda, surgem sensações físicas fortes… e o cérebro interpreta tudo isso como ameaça, mesmo sem um risco real. Quando isso começa a acontecer com frequência, o próprio medo de ter uma nova crise passa a alimentar o ciclo. Você percebe se, ao longo do dia, fica esperando ou com receio de que outra crise venha?

    Também vale olhar para o que está acontecendo ao redor disso. Existe algum período de maior estresse, mudanças recentes, preocupações constantes? Ou as crises parecem surgir “do nada”? Porque, mesmo quando parecem inesperadas, geralmente existe um estado interno que está sustentando essa ativação contínua.

    Um ponto importante: quando as crises são diárias, isso merece atenção mais próxima. Um acompanhamento psicológico pode ajudar bastante a entender e reduzir esse ciclo, e, em muitos casos, uma avaliação com psiquiatra também é recomendada para dar suporte ao corpo nesse momento mais intenso.

    Talvez o mais importante seja você não tentar lidar com isso sozinho, porque esse nível de frequência indica que o seu sistema emocional está sobrecarregado. Com o acompanhamento adequado, é possível reduzir bastante a intensidade e a frequência dessas crises.

    Se fizer sentido, podemos conversar mais sobre isso e pensar em formas de você atravessar esse momento com mais segurança.


  • Me sinto triste a maior parte do tempo, choro todos os dias, várias vezes por dia, escondido, me sin

    Me sinto triste a maior parte do tempo, choro todos os dias, várias vezes por dia, escondido, me sinto sozinho, angustiado e cansado, pode ser depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Elaine Ferreira da Silva Mischiatti

    Oi, tudo bem? O que você descreve é pesado… chorar várias vezes por dia, se sentir sozinho, angustiado e cansado por dentro não é algo leve de carregar. Mesmo que você esteja tentando esconder, isso está te consumindo.

    Sim, esses sinais podem estar relacionados à depressão, mas o ponto mais importante não é só o nome do que você tem, e sim o quanto isso está impactando a sua vida. Quando a tristeza se torna constante, quando o choro vem com frequência e a sensação de cansaço não melhora, o corpo e a mente estão sinalizando que algo precisa de atenção. Fico pensando… essa sensação de solidão vem mais de estar sozinho… ou de não se sentir compreendido, mesmo quando está com outras pessoas?

    Também vale observar se houve alguma mudança recente ou se isso vem se acumulando ao longo do tempo. Às vezes, a mente vai ficando sobrecarregada aos poucos, até chegar nesse ponto em que parece não ter mais energia para reagir. E aí surge essa mistura de tristeza com esgotamento.

    Uma coisa importante: o fato de você estar conseguindo reconhecer e colocar isso em palavras já mostra que existe uma parte sua tentando buscar saída. E isso faz diferença. Mas esse não é um tipo de sofrimento que você precisa enfrentar sozinho.

    Um acompanhamento psicológico pode te ajudar a entender o que está sustentando esse estado e, aos poucos, aliviar esse peso. E, dependendo da intensidade, uma avaliação com psiquiatra também pode ser importante para te dar mais estabilidade nesse momento.

    Talvez agora não seja sobre resolver tudo de uma vez, mas dar um primeiro passo em direção a algum tipo de apoio. Porque o que você está sentindo merece cuidado.

    Se fizer sentido, podemos conversar mais sobre isso.


  • Olá prezado (a), estou sentindo uma leve pressão acima do externo na região da garganta, parece sens

    Olá prezado (a), estou sentindo uma leve pressão acima do externo na região da garganta, parece sensação de bolo, ou como se tivesse alguém pressionando essa área. Ela vai vem. As vezes mais fraca e as vezes mais forte. Já fiz todos os exames para descartar causas orgânicas e nada foi identificado. Um médico me recomendou ir até um psiquiatra ou psicologo. Minha dúvida é, isso realmente pode ter ligação psicológica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Elaine Ferreira da Silva Mischiatti

    Olá, tudo bem? Pelo que você descreve — essa sensação de “bolo na garganta”, pressão que vai e vem, com exames físicos normais — é bastante possível, sim, que exista uma ligação com fatores emocionais. Essa sensação é conhecida em muitos casos como algo relacionado à tensão muscular ou à ativação do sistema de ansiedade. Não significa que “é coisa da sua cabeça” no sentido de não ser real… a sensação é real, mas a origem pode estar na forma como o corpo responde ao estresse e às emoções.

    Quando o cérebro entra em estado de alerta, mesmo que de forma sutil, ele pode aumentar a tensão em regiões específicas do corpo, como pescoço e garganta. É como se o corpo estivesse “segurando algo”, às vezes até sem que a pessoa perceba conscientemente. E aí essa pressão aparece, muda de intensidade, some e volta. Você já percebeu se isso surge mais em momentos de preocupação, tensão ou quando você está mais atento ao corpo?

    Outro ponto importante é a própria atenção. Quando uma sensação chama a nossa atenção, o cérebro tende a monitorar mais aquela região. E quanto mais monitoramento, mais a sensação parece presente. Isso pode criar um ciclo onde o incômodo se mantém justamente porque está sendo constantemente observado.

    Também vale pensar no simbolismo dessa região. A garganta, muitas vezes, está associada à expressão, ao que é dito ou não dito. Não é uma regra, mas em algumas pessoas essa sensação aparece em momentos em que existe algo difícil de expressar ou emoções que ficam “presas”. Você sente que tem algo que anda engolindo, evitando falar ou segurando internamente?

    O fato de um médico ter sugerido procurar um psicólogo ou psiquiatra faz sentido nesse contexto, porque o objetivo não é descartar o sintoma, mas entender o que pode estar sustentando essa resposta do corpo. Um acompanhamento pode ajudar a reduzir essa ativação e, com o tempo, a própria sensação tende a diminuir.

    Talvez o caminho não seja lutar contra essa sensação, mas começar a entender o que o seu corpo está tentando comunicar. Esses sinais, quando olhados com cuidado, costumam trazer bastante informação.

    Se fizer sentido, podemos explorar isso juntos.


  • Tenho 2 meses que tive bebe, e estou cm crises de pensamentos negativos,isso pode ser pós parto?

    Tenho 2 meses que tive bebe, e estou cm crises de pensamentos negativos,isso pode ser pós parto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Elaine Ferreira da Silva Mischiatti

    Oi, tudo bem? O que você está vivendo merece bastante atenção e cuidado. Após o nascimento de um bebê, o corpo e a mente passam por mudanças muito intensas — hormonais, emocionais e até na rotina. E, sim, crises de pensamentos negativos podem estar relacionadas ao período pós-parto.

    Existem diferentes formas de isso se manifestar. Algumas mulheres vivenciam tristeza, irritabilidade ou ansiedade; outras relatam pensamentos intrusivos, que aparecem sem querer e causam muito desconforto. Esses pensamentos não significam que você quer que algo ruim aconteça — muitas vezes são justamente o contrário, o cérebro tentando lidar com um nível alto de responsabilidade e medo. Você percebe se esses pensamentos vêm acompanhados de culpa ou medo de perder o controle?

    Também é importante observar como isso está impactando você no dia a dia. Você consegue descansar minimamente? Tem alguém te apoiando nesse momento? Porque o cansaço extremo e a sobrecarga emocional podem intensificar muito esse tipo de experiência.

    Com dois meses de pós-parto, ainda estamos dentro de um período sensível. Em alguns casos, esses sintomas fazem parte de uma adaptação, mas quando estão frequentes, intensos ou trazendo sofrimento, é muito importante buscar ajuda. Um acompanhamento psicológico pode te ajudar a organizar esses pensamentos e emoções, e, se necessário, uma avaliação com psiquiatra pode oferecer suporte adicional.

    Talvez o mais importante aqui seja você não tentar lidar com isso sozinha. O que você está sentindo não é fraqueza, é um sinal de que seu sistema emocional está sobrecarregado e precisa de apoio.

    Esse momento pede acolhimento e cuidado com você também. Se fizer sentido, podemos conversar mais sobre isso.


  • Como posso sentir prazer sensação de bem estar com depressão e ansiedade estou tomando as medicações

    Como posso sentir prazer sensação de bem estar com depressão e ansiedade? estou tomando as medicações e ainda não tenho melhorado

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Elaine Ferreira da Silva Mischiatti

    Olá, tudo bem?

    Quando você está em um quadro de depressão e ansiedade, a dificuldade de sentir prazer não é falta de esforço, é parte do próprio funcionamento do quadro. O sistema de recompensa do cérebro fica menos responsivo, então atividades que antes geravam bem-estar passam a parecer neutras ou até cansativas. Por isso, muitas pessoas continuam fazendo coisas, mas sem sentir retorno emocional.

    O fato de você já estar em tratamento medicamentoso é importante, mas também vale considerar que o efeito pode levar um tempo ou precisar de ajustes. Quando a melhora não aparece como esperado, é válido conversar com o psiquiatra para reavaliar dose, tipo de medicação ou até a estratégia de tratamento. Isso não significa que “não funciona”, mas que talvez ainda não esteja ajustado ao seu caso.

    Ao mesmo tempo, existe um ponto que costuma ser difícil, mas essencial: esperar sentir vontade ou prazer para agir costuma não funcionar nesse momento. Muitas vezes o movimento precisa vir antes da sensação. Pequenas ações, mesmo sem vontade, como sair um pouco, manter uma rotina mínima ou retomar atividades simples, ajudam o cérebro a ir “reativando” esse circuito ao longo do tempo.

    Talvez valha observar com honestidade: existe alguma atividade que hoje gera, mesmo que seja 1% de alívio ou menos peso? Você tem evitado coisas por não sentir vontade ou tem tentado fazer mesmo sem retorno imediato? E ao longo do dia, há alguma variação, mesmo que pequena, no seu estado?

    Se além da medicação ainda não há acompanhamento psicológico, isso pode fazer bastante diferença, porque ajuda a trabalhar tanto os padrões de pensamento quanto a retomada gradual de comportamento. Não é um processo rápido, mas costuma ser consistente quando bem conduzido.

    Você não perdeu a capacidade de sentir prazer, ela está reduzida neste momento. E isso pode ser reconstruído com o tratamento adequado e ajustes ao longo do caminho.

    Caso precise, estou à disposição.


  • Ola ! Aparentemente não tenho motivos para me sentir triste e desanimada, mas tem alguns meses que a

    Ola ! Aparentemente não tenho motivos para me sentir triste e desanimada, mas tem alguns meses que ando triste, insegura não sinto mais felicidade e isto vem afetando a minha vida matrimonial e até mesmo como mãe e também no social. Ando pegando birras de algumas pessoas talvez até sem motivo aparente . Gostaria de um feedback

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Elaine Ferreira da Silva Mischiatti

    Olá, tudo bem? O que você descreve costuma gerar uma confusão grande, porque vem aquela sensação de “não deveria estar assim”. Como se a tristeza precisasse de uma justificativa visível para ser válida. Mas nem sempre o que você sente nasce de algo óbvio no presente. Às vezes, o sistema emocional vai se acumulando ao longo do tempo, e o corpo começa a responder antes mesmo de você conseguir explicar o porquê.

    Essa perda de prazer, esse desânimo e até essa irritação com pessoas próximas podem estar ligados a um estado interno mais sobrecarregado. O cérebro, quando fica muito tempo lidando com tensão, insegurança ou cobrança, pode entrar em um modo mais defensivo. E aí, em vez de reagir com leveza, ele começa a responder com sensibilidade maior, impaciência, ou até afastamento. Você percebe se essa irritação aparece mais quando você já está cansada ou emocionalmente exigida?

    Também chama atenção quando você fala que isso está afetando seu papel como esposa, mãe e nas relações sociais. Isso costuma indicar que não é algo pontual, mas um estado mais contínuo. E aí vale uma reflexão importante: como você tem cuidado de você mesma nesse período? Existe algum espaço onde você consegue ser você, sem precisar dar conta de tudo?

    Sobre essa sensação de insegurança, fico pensando… ela aparece mais em relação a si mesma, como se você estivesse se questionando mais, ou vem muito ligada ao olhar dos outros? Porque isso pode ajudar a entender melhor o que está sendo ativado aí dentro.

    E tem um ponto delicado: essa ideia de “não tenho motivos” pode, sem perceber, fazer você invalidar o que sente. Mas o fato é que você está sentindo. E isso, por si só, já merece atenção. Não é preciso provar que existe uma causa para cuidar do que está acontecendo.

    Talvez esse seja um momento de olhar com mais carinho para esse estado interno, antes que ele se intensifique ainda mais. Um acompanhamento psicológico pode ajudar bastante a entender essas mudanças e reorganizar esse equilíbrio emocional.

    Esses sentimentos não surgem por acaso, mesmo que ainda não estejam claros. Se fizer sentido, podemos aprofundar isso juntos.


  • Oi gente tudo bom? Preciso muito de um feedback...agradeço a atenção. Bom, é aquele classico, sa

    Oi gente tudo bom? Preciso muito de um feedback...agradeço a atenção.

    Bom, é aquele classico, sabe? não tenho vontade de fazer quase nada, não vejo sentido nas coisas, em planos futuros porque sinto que o que devia ser importante pra mim nao é. Me isolo das pessoas que podia ser mais amiga, sou muito medrosa. Eu não sou conhecedora de coisas populares que as sabem e nem tenho muito desejo de conhecer, só sei falar bobagem. Não tenho gostos series/musicas/filmes favoritos.

    Eu me sinto diferente dos outros, meio distante, sinto que os outros conseguem se distrair mais fácil. Com uma letra de musica triste, eu fico noiada achando que aquilo deve ter algum significado para minha vida.Perdi minha personalidade fazem 7 anos em um relacionamento abusivo de 1 ano.

    Eu era inteligente, perseverante, um pouco mais confiante, tinha hobbies e paixões, desenhava muito, lia sempre algum livro, escrevia muito bem, falava muito bem, me vestia como eu queria, cheia de inspiração.
    Agora eu não sei quem eu sou, não gosto de ler, meus desenhos não me agradam mais tanto, não escrevo nada com nada e me visto no automático.
    Eu não vejo sentido nem muita alegria na vida, além de estar namorando um cara muito gentil e do bem.
    Enfim, me sinto incompleta, quebrada, por favor me ajudem, abraços!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Elaine Ferreira da Silva Mischiatti

    Oi… que bom que você trouxe isso com tanta honestidade. Dá pra sentir que não é só uma fase de desânimo, mas uma sensação mais profunda de ter se afastado de quem você era. É como se uma versão sua, que tinha cor, interesse e direção, tivesse ficado em algum lugar do caminho — e você estivesse tentando se reconhecer agora, mas sem encontrar referências internas claras.

    O que você descreve tem muita relação com algo que acontece depois de experiências que machucam de forma mais profunda, como um relacionamento abusivo. Não é só o término que impacta… é o quanto, durante esse processo, você foi se adaptando, se moldando, talvez abrindo mão de partes suas para manter a relação. E aí, quando tudo termina, não sobra apenas a saudade ou a dor — sobra também um vazio de identidade. Já parou pra pensar em quanto de você precisou ser silenciado naquela época para a relação continuar?

    Essa sensação de não ter gostos, de não se interessar, de não ver sentido… pode ter relação com uma espécie de “desligamento” emocional. O cérebro, quando passa por experiências intensas, às vezes reduz o contato com prazer e motivação como forma de proteção. Não é que você perdeu sua personalidade de forma definitiva — é como se ela estivesse menos acessível agora, encoberta por camadas de proteção e cansaço emocional.

    Também chama atenção quando você fala que se sente diferente dos outros, como se estivesse distante. Isso pode ir criando um ciclo: você se sente desconectada, se afasta, e quanto mais se afasta, mais essa sensação se reforça. E aí surge aquela dúvida silenciosa… “será que eu sou assim agora?”. Mas talvez a pergunta mais importante seja outra: o que ainda aparece, mesmo que pequeno, que te lembra de quem você já foi?

    E tem um detalhe muito importante: você consegue reconhecer que está com alguém gentil hoje. Isso mostra que uma parte sua ainda consegue perceber o que é saudável. Mesmo se sentindo “quebrada”, você não perdeu completamente sua capacidade de se relacionar de forma diferente. Isso é um sinal de que há recursos aí dentro, mesmo que estejam mais silenciosos agora.

    Talvez o caminho não seja tentar voltar a ser exatamente quem você era antes, mas começar a reconstruir, com calma, uma nova versão sua — que inclua sua história, mas não seja definida por ela. E isso não costuma acontecer na força ou na cobrança, mas em pequenos movimentos de reconexão.

    Esses sentimentos que você trouxe merecem um espaço cuidadoso para serem compreendidos com profundidade. Um processo terapêutico pode te ajudar muito a reorganizar isso e, aos poucos, recuperar esse senso de identidade que parece perdido. Esses temas merecem cuidado — se quiser, posso te ajudar a aprofundar essa compreensão.


  • Porque eu sinto uma sensação de que ninguém gosta de mim? eu sinto que toda coisa que eu faço tá err

    Porque eu sinto uma sensação de que ninguém gosta de mim? eu sinto que toda coisa que eu faço tá errado

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Elaine Ferreira da Silva Mischiatti

    Olá, tudo bem?

    Essa sensação de que “ninguém gosta de mim” e de que tudo o que você faz está errado costuma ser muito mais um reflexo de como você está se percebendo do que uma leitura fiel da realidade. Quando a autoestima está abalada ou existe um padrão de autocrítica mais intenso, o cérebro tende a filtrar as experiências de forma negativa, como se estivesse sempre procurando confirmação de que algo está errado.

    Isso faz com que situações neutras ou até positivas sejam interpretadas como rejeição. Um silêncio, uma resposta mais curta ou até uma distração da outra pessoa pode ser lido como “ela não gosta de mim”. E, ao mesmo tempo, qualquer erro pequeno ganha um peso muito maior, reforçando a ideia de que você não é suficiente.

    É importante entender que isso não acontece por falta de esforço seu, mas por um padrão interno que pode ter sido construído ao longo do tempo. Muitas vezes está ligado a experiências anteriores, críticas frequentes ou comparações que foram sendo internalizadas.

    Talvez valha observar com mais cuidado: quando esse pensamento aparece, você tem alguma evidência concreta naquele momento ou ele surge automaticamente? Você costuma ignorar sinais de que as pessoas gostam de você? E quando comete um erro, você se trata como trataria outra pessoa ou é muito mais rígido consigo?

    Esse tipo de percepção pode mudar com o tempo, principalmente quando você começa a questionar esses pensamentos e trabalhar a forma como se enxerga. A psicoterapia pode ajudar bastante nesse processo, justamente para reorganizar essa visão interna e construir uma relação mais equilibrada consigo mesmo.

    Caso precise, estou à disposição.


Perguntas frequentes

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