Perguntas do paciente (522)
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Olá! Não sei mais como descrever, já faz dias que tô com a sensação de falta de ar, como se eu preci
Olá! Não sei mais como descrever, já faz dias que tô com a sensação de falta de ar, como se eu precisasse sempre respirar mais fundo, e tenho medo constante de ir a um médico e isso ser um problema e eu morrer, tô com um certo pavor na verdade, toda hora eu meço minha pressão arterial ( tenho o equipamento em casa) pois tô sempre com medo e isso tá me deixando doida. O que pode ser?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? O que você descreve é muito angustiante, principalmente essa sensação constante de falta de ar junto com o medo de que seja algo grave. E quanto mais você tenta verificar, medir a pressão, controlar… mais parece que a ansiedade aumenta. É como se o corpo estivesse preso em um estado de alerta contínuo.
Essa sensação de precisar respirar fundo o tempo todo é muito comum em quadros de ansiedade. A respiração fica mais superficial ou irregular, e o cérebro interpreta isso como “não está entrando ar suficiente”, mesmo quando o oxigênio está adequado. E aí surge a vontade de puxar o ar mais forte, o que pode até aumentar a sensação de desconforto. Já percebe se, quanto mais você tenta controlar a respiração, mais estranho ela parece ficar?
O medo de ir ao médico também chama atenção. É como se uma parte sua quisesse ter certeza de que está tudo bem, mas outra parte tem medo de confirmar algo ruim. E isso mantém você nesse meio-termo, monitorando o corpo o tempo todo. Medir a pressão repetidamente pode dar uma sensação de controle momentâneo, mas acaba reforçando a ideia de que há um perigo constante. O que acontece com a sua ansiedade logo depois que você mede? Ela realmente diminui ou volta pouco tempo depois?
Ao mesmo tempo, é importante dizer com cuidado: mesmo que tenha muita característica de ansiedade, buscar uma avaliação médica não é perigoso — pelo contrário, pode trazer alívio ao descartar causas físicas. Evitar esse passo pode manter o medo ativo.
Talvez o ponto mais importante aqui seja perceber que o seu corpo não está “falhando”, ele pode estar reagindo a um estado de ansiedade que ficou elevado por alguns dias. E isso é tratável. Um acompanhamento psicológico pode ajudar bastante a entender esse ciclo e reduzir essa sensação de sufoco, e, se necessário, um psiquiatra pode complementar esse cuidado.
Você não está sozinha nisso, e essa sensação, por mais assustadora que seja, tem explicação e tem caminho de melhora.
Se fizer sentido, podemos conversar mais sobre isso.
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Ola! Bom do nada eu começo a sentir um aperto no peito, uma agustia de imediato n consigo chorar mai
Ola! Bom do nada eu começo a sentir um aperto no peito, uma agustia de imediato n consigo chorar mais depois vai apertando mais e mais e mais ate que eu choro, isso é crise de ansiedade ou so angustia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? O que você descreve pode, sim, estar relacionado à ansiedade, mas talvez seja importante entender que ansiedade e angústia muitas vezes caminham juntas. Nem toda crise de ansiedade aparece como “desespero evidente” ou ataque de pânico. Às vezes ela começa exatamente assim: um aperto no peito, uma sensação ruim difícil de explicar, um peso emocional crescendo por dentro até o corpo finalmente descarregar no choro.
Esse movimento que você descreveu — primeiro o aperto, depois a sensação aumentando aos poucos até o choro sair — parece muito com emoções acumuladas tentando encontrar uma forma de expressão. É como se o corpo percebesse algo antes mesmo da mente conseguir colocar em palavras. Você percebe se isso acontece mais em períodos de estresse, preocupação ou quando guarda muitas coisas para si?
O peito costuma ser uma das regiões onde a ansiedade mais aparece fisicamente. O cérebro ativa o sistema de alerta, a musculatura tensiona, a respiração muda e vem essa sensação de pressão ou aperto. E, quando a emoção fica represada por muito tempo, o corpo parece ir “apertando” cada vez mais até você conseguir liberar através do choro.
Também é importante observar a frequência e intensidade disso. Se essas crises estão se repetindo, afetando seu sono, sua rotina ou fazendo você viver constantemente em tensão, vale a pena procurar ajuda psicológica para entender melhor o que está sustentando esse estado emocional.
Talvez a pergunta não seja apenas “é ansiedade ou angústia?”, porque muitas vezes a angústia é justamente uma forma da ansiedade se manifestar dentro do corpo e das emoções.
Seu organismo parece estar tentando comunicar algo que talvez esteja difícil de elaborar apenas racionalmente.
Você não está exagerando nem “fraco”. O sofrimento emocional frequentemente aparece primeiro no corpo antes de conseguir virar palavras.
Se fizer sentido, podemos conversar mais sobre isso.
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Eu tinha uma vida feliz, mas do nada tudo deu errado; eu ja não tenho mais ânimo pra nada e não tenh
Eu tinha uma vida feliz, mas do nada tudo deu errado; eu ja não tenho mais ânimo pra nada e não tenho expectativas para o meu futuro; eu estou completamente perdida e preciso de ajuda.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
Quando você diz que antes tinha uma vida que fazia sentido e, de repente, tudo parece ter perdido direção, isso costuma gerar uma sensação muito profunda de desorganização interna. Não é só tristeza… é como se algo que te sustentava tivesse saído do lugar. Esse “não ter expectativa” e a falta de ânimo que você descreve merecem cuidado, porque indicam que seu sistema emocional está sobrecarregado.
Às vezes, quando parece que foi “do nada”, vale olhar com um pouco mais de calma: houve alguma mudança, perda, decepção ou acúmulo de situações que podem ter contribuído para isso? Ou a sensação é mais interna, como se o vazio tivesse surgido mesmo sem um motivo claro? E nesse momento, o que mais pesa para você, é a falta de energia, a tristeza ou a sensação de estar perdida sem saber por onde começar?
O corpo e a mente, quando entram nesse estado, tendem a reduzir o movimento, o interesse e a capacidade de projetar o futuro. Isso pode estar relacionado a um quadro depressivo ou a um período de esgotamento emocional. Não significa que isso define quem você é, mas mostra que algo importante dentro de você precisa ser olhado com mais atenção.
Buscar ajuda psicológica nesse momento pode ser um passo muito importante, não só para entender o que aconteceu, mas para começar a reorganizar esse cenário interno com mais clareza. Em alguns casos, uma avaliação psiquiátrica também pode ajudar a dar suporte inicial, principalmente quando o ânimo está muito baixo.
Se puder, tente se observar com gentileza: o que ainda te conecta minimamente com algo, mesmo que pequeno? Existe algum momento do dia em que o peso diminui um pouco? E, dentro dessa sensação de estar perdida, o que você mais sente falta de como era antes?
Você não precisa resolver tudo de uma vez. Às vezes, o primeiro passo é justamente reconhecer que precisa de ajuda e começar por aí.
Caso precise, estou à disposição.
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A gente pode do nada ter uma crise? Mesmo que não tenha um fator desencadeador ?
A gente pode do nada ter uma crise?
Mesmo que não tenha um fator desencadeador ?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
Sim, é possível ter uma crise que pareça surgir “do nada”, mesmo sem um fator desencadeador claramente identificável no momento. Isso costuma acontecer porque o gatilho nem sempre é algo externo e imediato. Muitas crises são resultado de um acúmulo interno de tensão, emoções não processadas, estresse prolongado ou até alterações fisiológicas, e o corpo acaba reagindo antes que a mente consiga fazer uma ligação consciente com a causa.
Do ponto de vista clínico, o sistema nervoso pode entrar em estado de alerta por associações internas, memórias implícitas, pensamentos automáticos rápidos ou sinais corporais sutis que passam despercebidos. A neurociência mostra que o cérebro emocional reage em milissegundos, enquanto a parte mais racional vem depois. Por isso, a sensação de “foi do nada” é muito comum, especialmente em crises de ansiedade ou pânico.
Vale se perguntar com calma: como seu corpo costuma avisar antes da crise, mesmo que de forma sutil? Há períodos de maior sobrecarga emocional ou cansaço antes desses episódios? Você costuma guardar muita coisa para si e seguir funcionando? Depois que a crise passa, o que fica, alívio, medo de outra crise ou confusão?
A psicoterapia ajuda justamente a mapear esse funcionamento interno, identificar padrões que não são óbvios à primeira vista e ampliar a percepção dos sinais precoces do corpo e das emoções. Se as crises forem frequentes, muito intensas ou vierem acompanhadas de sintomas físicos importantes, uma avaliação psiquiátrica pode ser considerada como apoio. Caso você já esteja em terapia, levar essa experiência para conversar com o terapeuta costuma trazer bons esclarecimentos.
Caso precise, estou à disposição.
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Tenho uma forte vontade de me isolar de todos, sempre me acho desinteressante, acho que as pessoas n
Tenho uma forte vontade de me isolar de todos, sempre me acho desinteressante, acho que as pessoas não vão de fato gostar de mim, sempre me acho inferior. Devo buscar ajuda?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, tudo bem? O que você descreve parece um movimento que se repete: você se sente inferior, imagina que não vão gostar de você, e isso puxa a vontade de se isolar… e quanto mais se isola, menos experiências tem para contrariar essa ideia. Não é só timidez, é como se existisse um filtro interno que já te coloca em desvantagem antes mesmo do contato acontecer.
Fico pensando de onde vem essa sensação de ser “desinteressante”. Ela aparece como uma certeza ou como um pensamento que surge automaticamente? Porque, muitas vezes, o cérebro aprende esse tipo de leitura ao longo da vida, especialmente em contextos onde houve comparação, rejeição ou pouca validação. E aí ele passa a tratar isso como verdade, mesmo sem evidência atual.
Também chama atenção essa expectativa de que os outros não vão gostar de você. Quando você está com alguém, sua atenção fica mais no que a pessoa está dizendo ou no quanto você está sendo avaliado? Porque esse foco interno pode aumentar a ansiedade e dificultar que você se conecte de forma mais espontânea.
Sobre buscar ajuda, o que você sente já é um indicativo importante. Não porque há algo “errado” com você, mas porque esse padrão está te limitando e trazendo sofrimento. Um processo terapêutico pode te ajudar a entender de onde vem essa visão sobre si mesmo e, aos poucos, construir uma relação mais segura com quem você é.
Talvez a questão não seja se afastar ou se forçar a se aproximar, mas compreender o que essa vontade de se isolar está tentando evitar. O que você teme que aconteça se se permitir estar mais próximo das pessoas?
Esses sentimentos têm história, e quando essa história começa a ser compreendida, o peso diminui. Se fizer sentido, podemos explorar isso com mais profundidade.
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Lido com Transtorno de ansiedade, depressão e pânico. Como complemento, devo procurar um psicanalist
Lido com Transtorno de ansiedade, depressão e pânico. Como complemento, devo procurar um psicanalista ou um psicólogo?
Já fazia acompanhamento com um psiquiatra.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
A sua pergunta é muito pertinente, principalmente porque, quando estamos lidando com ansiedade, depressão e pânico, a escolha do tipo de acompanhamento faz diferença no caminho do tratamento. Tanto a psicanálise quanto a psicologia são formas válidas de cuidado, mas elas seguem lógicas diferentes, e o mais importante aqui é alinhar isso com o que você precisa neste momento.
De forma geral, quando há sintomas mais intensos como crises de pânico, ansiedade recorrente e impacto no dia a dia, abordagens mais estruturadas e focadas em manejo de sintomas tendem a trazer resultados mais rápidos no início. Um psicólogo que trabalhe com esse tipo de foco costuma ajudar na regulação emocional, na compreensão dos gatilhos e na construção de estratégias para lidar com as crises, enquanto o psiquiatra cuida da parte medicamentosa, quando necessário.
Isso não invalida a psicanálise, mas ela costuma ter um ritmo diferente, mais voltado para a exploração aprofundada da história e dos processos internos ao longo do tempo. Em alguns momentos da vida, isso pode ser muito rico. Em outros, quando o sofrimento está mais agudo, pode ser importante primeiro estabilizar os sintomas para depois aprofundar.
Talvez valha a pena se perguntar: hoje, o que mais está te incomodando é a intensidade dos sintomas ou a necessidade de entender mais profundamente suas questões? Você sente que precisa de ferramentas mais práticas para lidar com o dia a dia ou de um espaço mais livre de exploração? E o acompanhamento com o psiquiatra, tem ajudado a reduzir parte desses sintomas?
Uma possibilidade bastante comum é integrar os cuidados, mantendo o acompanhamento psiquiátrico e iniciando psicoterapia com um psicólogo alinhado ao que você precisa agora. Com o tempo, o próprio processo vai mostrando se há espaço para outros formatos de trabalho também.
Caso precise, estou à disposição.
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Então,eu já sei que sofro de transtorno de ansiedade e mesmo assim acho que é algo mais sério,deveri
Então,eu já sei que sofro de transtorno de ansiedade e mesmo assim acho que é algo mais sério,deveria me preocupar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, tudo bem? O que você descreve é algo que aparece com muita frequência em quem já convive com ansiedade: mesmo tendo um diagnóstico, uma parte da mente continua dizendo “e se for algo mais sério?”. E essa dúvida não costuma se resolver com explicações simples, porque ela vem acompanhada de uma sensação muito convincente.
Quando a ansiedade está ativa, o cérebro tende a superestimar riscos e buscar certezas absolutas. É como se ele não aceitasse a resposta “provavelmente está tudo bem” e insistisse em encontrar uma garantia total de que não há perigo. E essa garantia, na prática, não existe. Já percebe se, quando você tenta se tranquilizar, o alívio vem por um momento… mas logo depois a dúvida volta com outro argumento?
Isso não significa que você está deixando passar algo grave, mas sim que o seu sistema de alerta está mais sensível. Ele continua “procurando problema”, mesmo quando já existe uma explicação plausível. E quanto mais você tenta resolver essa dúvida pela lógica, mais a mente cria novas possibilidades.
Ao mesmo tempo, é sempre válido manter um cuidado básico com a saúde. Se surgir algum sintoma novo, diferente ou persistente, faz sentido avaliar com um médico. Mas, quando essa preocupação é constante e repetitiva, mesmo sem mudanças concretas, ela tende a estar mais ligada à ansiedade do que a um risco real.
Talvez a questão principal não seja “devo me preocupar ou não”, mas entender por que essa necessidade de ter certeza continua ativa dentro de você. O que você sente que aconteceria se você aceitasse não ter 100% de certeza?
Esse tipo de padrão responde muito bem ao trabalho terapêutico, justamente porque ajuda a mudar a relação com a dúvida e com esses pensamentos de alerta.
Se fizer sentido, podemos explorar isso com mais profundidade.
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Olá, estou com dúvidas que eu esteja com depressão. As vezes fico triste do nada, sem motivo algum
Olá, estou com dúvidas que eu esteja com depressão.
As vezes fico triste do nada, sem motivo algum. Bate um desânimo total.
Tem vezes que quero só ficar deitada o dia todo, tenho dor de cabeça na maioria do tempo, talvez eu precise de uma ajuda de um psicólogo?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
O que você descreve merece atenção, mas não significa automaticamente que seja depressão. Sentir tristeza sem um motivo claro, desânimo e vontade de se isolar pode acontecer por diferentes razões, desde fases de estresse, sobrecarga emocional, até alterações no sono, rotina ou até fatores físicos. Ainda assim, quando esses sinais começam a se repetir e interferir no seu dia a dia, é importante olhar com mais cuidado.
Um ponto relevante é a frequência e a intensidade disso. Esses momentos estão ficando mais constantes? Você percebe perda de interesse em coisas que antes te faziam bem? Essa vontade de ficar deitada vem acompanhada de cansaço físico, pensamentos negativos ou sensação de vazio? Esses detalhes ajudam a diferenciar uma oscilação emocional de um quadro que precisa de acompanhamento mais próximo.
A dor de cabeça também entra como um sinal importante. O corpo muitas vezes “fala” quando algo não está bem emocionalmente, mas também é válido descartar causas físicas. Em alguns casos, uma avaliação médica pode ajudar a entender melhor esse sintoma enquanto você observa o lado emocional.
Procurar um psicólogo pode sim ser um passo muito importante nesse momento, não apenas para um possível diagnóstico, mas principalmente para entender o que está acontecendo com você e organizar essas emoções. Às vezes, o que parece “do nada” tem raízes que ainda não estão claras, e o processo terapêutico ajuda justamente a dar nome e direção para isso.
Se puder, observe com curiosidade: o que costuma acontecer antes desses momentos? Existe algum padrão, mesmo que sutil? E quando eles passam, você volta ao seu estado habitual ou fica com uma sensação residual ao longo do dia?
Cuidar disso agora pode evitar que esses sintomas se intensifiquem. Caso precise, estou à disposição.
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Quando eu penso em sair com alguém ou estou para sair começo a ter crises de ansiedade como me acalm
Quando eu penso em sair com alguém ou estou para sair começo a ter crises de ansiedade tem tratamento para me acalmar? Isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
O que você está descrevendo é mais comum do que parece, especialmente quando o assunto envolve sair com alguém ou se expor a uma situação social. Essa antecipação pode ativar a ansiedade antes mesmo do encontro acontecer, como se o seu corpo estivesse tentando se preparar para algo que ele interpreta como arriscado, mesmo que racionalmente você saiba que não é.
Sim, isso tem tratamento e costuma responder muito bem quando é trabalhado de forma adequada. Esse tipo de ansiedade geralmente está ligado a pensamentos antecipatórios, como medo de julgamento, de não corresponder às expectativas, de não saber o que dizer ou até de passar mal durante o encontro. O corpo entra em alerta e tenta “te proteger” evitando a situação, o que acaba reforçando o ciclo.
Talvez valha a pena observar com mais detalhe: o que exatamente passa pela sua mente quando você sabe que vai sair? Existe um medo específico que se repete? Você percebe vontade de cancelar para aliviar o desconforto? E quando você evita, sente um alívio imediato, mas depois a ansiedade volta em situações semelhantes?
O tratamento costuma envolver aprender a lidar com esses pensamentos, com as sensações do corpo e, aos poucos, se expor de forma gradual a essas situações, respeitando o seu ritmo. A psicoterapia pode te ajudar bastante nesse processo, criando estratégias para que você não precise fugir nem se forçar além do que consegue naquele momento.
Você não precisa se “acalmar completamente” antes de viver essas experiências, mas pode aprender a atravessá-las com mais segurança e menos sofrimento.
Caso precise, estou à disposição.
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Meu marido tem transtorno de personalidade narcisista e venho sofrendo abuso sistematicamente há 20
Meu marido tem transtorno de personalidade narcisista e venho sofrendo abuso sistematicamente há 20 anos. Tenho sintomas de síndrome de stress pós traumático complexo, não consigo viver normalmente, não como direito, tenho
insônia e nem cuidados básicos comigo mesma consigo ter. Sinto estar presa em uma situação que não consigo sair. E com
O psicologo que posso obter ajuda?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? O que você descreve é muito sério e profundamente desgastante. Viver por tantos anos em um ambiente de abuso pode, de fato, afetar o corpo e a mente de uma forma intensa, como você está sentindo agora. Essa dificuldade de dormir, de se alimentar, de cuidar de si mesma… não são sinais de fraqueza, são sinais de um sistema emocional que foi sobrecarregado por tempo demais.
Quando você diz que se sente presa e que não consegue sair, isso merece um olhar muito cuidadoso. Em relações abusivas prolongadas, é comum que a pessoa vá perdendo aos poucos a sensação de autonomia, como se as opções fossem ficando cada vez mais estreitas. E aí surge essa sensação de estar sem saída, mesmo quando, racionalmente, pode haver caminhos. Fico pensando… o que hoje te impede mais de sair? É medo, dependência emocional, questões financeiras, ou uma mistura de tudo isso?
Sobre o tipo de ajuda, um psicólogo com experiência em trauma, especialmente em abordagens focadas em estresse pós-traumático, pode ser muito importante para você. Esse tipo de trabalho não é apenas conversar, mas ajudar o seu sistema a sair desse estado constante de alerta e começar a recuperar uma base interna de segurança. Em alguns casos, o acompanhamento psiquiátrico também pode ser necessário, principalmente pelos sintomas que você descreveu.
Mas existe um ponto ainda mais importante do que o tipo de abordagem: você precisa de um espaço onde se sinta segura e levada a sério. Um profissional que compreenda a dinâmica de relações abusivas e que não minimize o que você está vivendo.
Talvez o primeiro passo não seja resolver tudo de uma vez, mas começar a reconstruir pequenos espaços de cuidado com você mesma. Porque, do jeito que está, você está sobrevivendo — e merece mais do que isso.
Se houver qualquer risco ou escalada da violência, buscar apoio de serviços de proteção à mulher também é essencial. Você não precisa atravessar isso sozinha.
Esses temas são delicados e profundos — se fizer sentido, podemos continuar olhando para isso juntas, no seu ritmo.
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Frequentemente sinto uma sensação de gelo no peito é como se eu levasse um susto, logo após sinto um
Frequentemente sinto uma sensação de gelo no peito é como se eu levasse um susto, logo após sinto uma dor leve no peito e tenho muita vontade de chorar e começo a pensar que vou morrer de ataque cardíaco. É um gelo muito forte como se faltasse ar. Seria ansiedade ou problema cardíaco?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? O que você descreve é muito intenso e realmente assusta. Essa sensação súbita de “gelo no peito”, seguida de dor leve, vontade de chorar, falta de ar e o pensamento de que algo grave vai acontecer, é bastante compatível com crises de ansiedade ou pânico. O corpo entra em um estado de alerta tão rápido que parece um susto interno, como se algo tivesse disparado sem aviso.
Quando isso acontece, o cérebro ativa mecanismos físicos reais: o coração pode acelerar ou dar uma sensação diferente, a respiração muda, a musculatura do peito tensiona… e tudo isso pode ser interpretado como sinal de perigo. A partir daí, o pensamento “posso ter um ataque cardíaco” aparece, e isso intensifica ainda mais a resposta do corpo. Já percebe se esse pensamento vem logo depois da sensação física, como uma tentativa de explicar o que está acontecendo?
Ao mesmo tempo, é importante não ignorar o aspecto físico. Mesmo que tenha muita característica de ansiedade, qualquer sintoma no peito merece avaliação médica, especialmente se for algo novo ou frequente. Se você ainda não passou por um cardiologista, vale a pena para descartar causas orgânicas e trazer mais segurança. Quando os exames vêm normais, isso ajuda a diminuir o medo e permite olhar com mais clareza para o componente emocional.
Uma coisa importante: essa sensação de “vou morrer” durante a crise é muito comum em ansiedade, mas não significa que isso vai acontecer. É o sistema emocional interpretando de forma exagerada um conjunto de sinais do corpo. O problema é que, no momento, parece completamente real.
Talvez o caminho não seja tentar eliminar a sensação de imediato, mas começar a entender esse ciclo entre corpo e pensamento. Porque, quando isso começa a fazer sentido, a intensidade costuma diminuir.
Se esses episódios estão se repetindo, um acompanhamento psicológico pode ajudar bastante a trabalhar essa resposta do corpo e a forma como você reage a ela. Você não precisa continuar passando por isso sem entender o que está acontecendo.
Se fizer sentido, podemos aprofundar isso juntos.
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olá! eu sou diagnosticada com ansiedade, mas faz alguns meses que eu estou sofrendo com alguns sint
olá!
eu sou diagnosticada com ansiedade, mas faz alguns meses que eu estou sofrendo com alguns sintomas do toc, como pensamentos compulsivos, isso atrapalha muito meu dia a dia, não consigo
mais estudar, não consigo mais viver sem me sentir culpada por causa desses pensamentos
parece que eu nunca vou conseguir me livrar deles, é uma angústia enorme...
posso fazer terapia para que isso melhore?..RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
O que você descreve é muito angustiante, mas é importante dizer com clareza que sim, a terapia pode ajudar muito nesses sintomas que você está vivendo. Pensamentos intrusivos e compulsivos são experiências frequentes em quadros de TOC e também podem surgir em pessoas que já têm um histórico de ansiedade. O ponto mais doloroso costuma ser justamente a culpa e a sensação de que esses pensamentos dizem algo sobre quem você é, quando na verdade eles são eventos mentais indesejados, que aparecem contra a sua vontade e atacam exatamente aquilo que você mais valoriza.
Quando a mente entra nesse funcionamento, ela passa a exigir certezas impossíveis, tenta analisar, neutralizar ou afastar os pensamentos, e isso acaba prendendo você em um ciclo de angústia constante. Quanto mais se tenta “se livrar” deles, mais presentes eles ficam, o que dá a sensação desesperadora de que nunca vai acabar. Esse sofrimento não é sinal de fraqueza nem de falta de controle, mas de um sistema emocional em alerta excessivo, tentando proteger você de forma desorganizada.
A terapia é um espaço justamente para compreender esse funcionamento, reduzir a força desses pensamentos e, principalmente, mudar a relação que você tem com eles. O objetivo não é apagar a mente ou impedir que pensamentos apareçam, mas aprender a não tratá-los como verdades, perigos ou ordens. Com o tempo e o trabalho adequado, a culpa diminui, a ansiedade perde intensidade e a vida volta a se expandir, inclusive nos estudos e nas atividades do dia a dia.
Vale se perguntar se esses pensamentos surgem de forma automática e repetitiva, se o alívio vem apenas por alguns instantes depois de tentar controlá-los, e o quanto essa culpa tem te afastado daquilo que é importante para você. O que você faz hoje quando o pensamento aparece realmente ajuda no longo prazo? O medo é do pensamento em si ou do que ele parece significar sobre você?
Se você já está em acompanhamento psicológico, levar exatamente essas vivências para o profissional que te atende é fundamental. Em alguns casos, uma avaliação psiquiátrica também pode complementar o cuidado, especialmente quando os sintomas estão muito intensos. Há caminho, há tratamento e isso pode melhorar, mesmo que agora pareça impossível imaginar. Caso precise, estou à disposição.
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O que fazer quando nenhum medicamento não consegue ser eficaz contra a depressão e transtorno de ans
O que fazer quando nenhum medicamento não consegue ser eficaz contra a depressão e transtorno de ansiedade? Ir tb no psicologo
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
Quando a medicação não produz o efeito esperado em quadros de depressão e ansiedade, isso não significa que o caso seja “sem solução”. Em alguns pacientes é necessário ajuste de dose, troca de classe medicamentosa ou reavaliação diagnóstica com o psiquiatra. Cada organismo responde de maneira diferente, e o processo pode exigir tempo e acompanhamento mais próximo.
Também é importante considerar que medicamentos atuam principalmente na regulação biológica dos sintomas, mas não modificam, sozinhos, padrões de pensamento, esquemas emocionais ou estratégias de enfrentamento que mantêm o sofrimento. Quando a pessoa depende apenas da medicação, pode haver melhora parcial, mas não uma transformação mais profunda do funcionamento psicológico.
Vale refletir: você percebe que os pensamentos negativos continuam muito ativos mesmo com o uso do remédio? Há situações específicas que disparam ansiedade? Existem conflitos, perdas ou sobrecargas que permanecem sem elaboração? A intensidade dos sintomas é constante ou varia conforme contexto?
Sim, o acompanhamento psicológico costuma ser altamente recomendado nesses casos. A combinação entre psiquiatria e psicoterapia baseada em evidências é considerada uma das abordagens mais eficazes para depressão e transtornos de ansiedade. Em situações mais resistentes, o próprio psiquiatra pode avaliar estratégias complementares, mas dificilmente o caminho é apenas medicamentoso.
Persistência no cuidado é fundamental. Quando o tratamento é ajustado de forma integrada e individualizada, as chances de melhora aumentam significativamente.
Caso precise, estou à disposição.
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Gostaria de saber , se além de exercício de respiração, existe outra técnica para melhorar a crise d
Gostaria de saber , se além de exercício de respiração, existe outra técnica para melhorar a crise de ansiedade e as dores frequentes no peito? Já passei por cardiologista e exames n apresentou nada.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? Quando os exames cardíacos estão normais e, ainda assim, aparecem dores no peito durante a ansiedade, isso costuma estar ligado à forma como o corpo entra em estado de alerta. A respiração ajuda, mas você está certa em pensar que não é o único caminho — porque a crise não acontece só no ar que entra e sai, ela envolve pensamento, atenção e o próprio modo como o corpo se organiza naquele momento.
Uma coisa importante é observar o início da crise. Ela começa por uma sensação física, como o aperto no peito, ou por um pensamento de preocupação que vem antes? Porque isso muda bastante a forma de lidar. Em muitos casos, a dor no peito vem de tensão muscular e hipervigilância. O corpo “aperta” sem que a gente perceba, como se estivesse se preparando para algo. Já notou se, nesses momentos, você também fica com o corpo mais rígido, mandíbula travada ou respiração mais curta?
Além da respiração, existem outras formas de regular esse estado. Algumas pessoas se beneficiam de técnicas de ancoragem, como direcionar a atenção para o ambiente ao redor, nomeando coisas que vê, ou sentindo o contato dos pés no chão. Isso ajuda o cérebro a sair do modo interno de ameaça e voltar para o presente. Outras estratégias envolvem soltar conscientemente a musculatura, porque quando o corpo relaxa, o cérebro começa a entender que não há perigo imediato.
Também vale olhar para a relação com a dor. Quando ela aparece, o que você pensa sobre ela? Vem algo como “isso pode ser algo grave” ou “vou passar mal”? Porque esse tipo de interpretação costuma intensificar a sensação. É como se a mente colocasse mais “lenha” na resposta do corpo. E aí surge um ciclo: dor, preocupação, mais tensão, mais dor.
Talvez o ponto mais importante não seja encontrar uma técnica única que “pare” a crise, mas desenvolver uma forma de atravessar esse momento sem entrar em luta com ele. Aos poucos, o corpo aprende que aquela sensação, embora desconfortável, não é perigosa. E isso tende a reduzir a intensidade das crises ao longo do tempo.
Se essas dores e crises estão frequentes, um acompanhamento psicológico pode ajudar bastante a trabalhar esse ciclo de forma mais profunda, integrando corpo e pensamento. Esses temas merecem cuidado — se quiser, podemos explorar isso juntos.
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Todos os dias tenho ansiedade! Mesmo tomando paroxetina e alprozolon. O que faço ?
Todos os dias tenho ansiedade! Mesmo tomando paroxetina e alprozolon. O que faço ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
Conviver com ansiedade diária mesmo fazendo uso de medicação é algo que gera muita frustração e cansaço, e isso não significa que o tratamento “não funciona” ou que não haja saída. Medicamentos como a paroxetina e o alprazolam podem ajudar a reduzir sintomas, mas eles não atuam sozinhos sobre os padrões de pensamento, de interpretação do corpo e de resposta emocional que mantêm a ansiedade ativa. Em muitas pessoas, a medicação reduz a intensidade, mas o cérebro continua funcionando em modo de alerta aprendido ao longo do tempo.
Outro ponto importante é que a ansiedade pode se manter quando há uma vigilância constante sobre os sintomas ou uma expectativa diária de que algo ruim vai acontecer. O corpo passa a reagir não apenas ao estresse externo, mas ao medo da própria ansiedade. Isso cria um ciclo em que, mesmo medicada, a pessoa acorda já tensa, monitorando sensações e interpretando qualquer desconforto como sinal de perigo.
Também vale considerar que ajustes de medicação às vezes são necessários, seja na dose, no tempo de uso ou na estratégia como um todo, e isso deve sempre ser avaliado com o psiquiatra que acompanha o caso. Em paralelo, o trabalho psicológico é fundamental para ajudar o cérebro a desaprender esse estado permanente de alerta, desenvolver mais tolerância às sensações e recuperar a sensação de segurança interna, algo que remédio nenhum faz sozinho.
Vale se perguntar se você vive antecipando crises, se passa boa parte do dia checando como está o corpo, ou se sente que a ansiedade virou uma companhia constante, mesmo quando nada específico está acontecendo. O que você costuma fazer quando percebe a ansiedade chegando ajuda de verdade ou apenas alivia por pouco tempo? Desde quando esse padrão se instalou?
Se você já faz acompanhamento psicológico, é importante levar exatamente essa vivência para o profissional que te atende. Se ainda não faz, a terapia pode ser um passo essencial para complementar o tratamento medicamentoso. Conversar abertamente com o psiquiatra sobre o que está funcionando e o que não está também faz parte de um cuidado responsável. Caso precise, estou à disposição.
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Fiz MAPA, Ecocardiograma, Eletrocardiograma e Teste Ergométrico, e todos deram normal, e o teste erg
Fiz MAPA, Ecocardiograma, Eletrocardiograma e Teste Ergométrico, e todos deram normal, e o teste ergométrico deu extrassístoles ventriculares isoladas, mas dentro do normal. Mas recentemente tenho sentido palpitações que começam do nada, e duram um certo período e fico com sensação de que algo ruim pode acontecer. Isso pode ser causado pela ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? Pelo que você descreve, você já fez uma investigação cardíaca bem completa, e o fato de os exames estarem normais — inclusive com extrassístoles dentro do esperado — é um dado muito importante. Isso não invalida o que você sente, mas ajuda a entender que o corpo não está apresentando um problema estrutural grave.
As palpitações que surgem “do nada”, acompanhadas dessa sensação de que algo ruim pode acontecer, são muito compatíveis com ansiedade. O coração é extremamente sensível ao estado emocional. Quando o sistema de alerta é ativado, mesmo que de forma sutil, ele pode acelerar, bater de forma irregular ou mais perceptível. E aí o cérebro tenta interpretar isso… muitas vezes como perigo. Já percebe se, logo após sentir o coração diferente, vem um pensamento de preocupação que aumenta ainda mais a sensação?
Existe um ciclo comum aqui: sensação física → interpretação como ameaça → aumento da ansiedade → intensificação da palpitação. E quanto mais você presta atenção no coração, mais ele parece “estranho”. Isso não significa que há algo errado com o órgão, mas sim que ele está respondendo ao estado interno do seu corpo.
Outro ponto importante é a duração que você mencionou. Quando a ansiedade se mantém ativa, o corpo pode demorar um pouco para retornar ao estado de equilíbrio, o que dá a impressão de que a palpitação “não passa”. Fico pensando… nesses momentos, você tenta controlar, verificar ou se distrair? Porque algumas dessas estratégias aliviam na hora, mas podem manter o ciclo a longo prazo.
Mesmo com exames normais, é compreensível que o medo continue, porque a sensação é muito real. Mas o seu corpo não está sinalizando um colapso — ele pode estar reagindo a um sistema emocional mais sensível nesse período.
Um acompanhamento psicológico pode ajudar bastante a quebrar esse ciclo entre sensação e interpretação. E, se a ansiedade estiver muito intensa, um psiquiatra pode avaliar a necessidade de um suporte adicional.
Você não precisa continuar lidando com isso no susto. Essas experiências têm explicação e, principalmente, têm formas de serem reguladas.
Se fizer sentido, podemos explorar isso juntos.
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Minha filha vivenciou uma cena de violência no bairro onde moro a 1 ano atrás, ela tem 11 anos, depo
Minha filha vivenciou uma cena de violência no bairro onde moro a 1 ano atrás, ela tem 11 anos, depois disso ela tem muito medo de ir na esquina sozinha, qual especialista devo consultar, porque ela chega a passar mal quando eu mando ela ir, fica pálida e chora muito.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
O que você descreve na sua filha faz bastante sentido diante do que ela viveu. Presenciar uma cena de violência pode ser algo muito impactante para uma criança, e esse medo intenso de voltar ao local, com reações físicas como palidez, choro e mal-estar, indica que o corpo dela ainda está reagindo como se estivesse em perigo. Não parece “frescura” ou desobediência, mas uma resposta emocional real que não foi totalmente elaborada.
Nesses casos, o profissional mais indicado é um psicólogo infantil, que tenha experiência com ansiedade e, se possível, com situações de trauma. O trabalho terapêutico ajuda a criança a processar essa experiência de forma segura, diminuindo a intensidade do medo e permitindo que ela retome gradualmente a sensação de segurança. Dependendo da avaliação, pode ser considerado também o acompanhamento com um psiquiatra infantil, mas geralmente o primeiro passo é a psicoterapia.
Um ponto importante é evitar forçar a exposição de forma direta, como mandar ela ir sozinha para esse local nesse momento. Para o cérebro dela, isso pode reforçar ainda mais a sensação de ameaça. O caminho costuma ser mais gradual, respeitando o tempo dela, ajudando-a a se sentir segura novamente antes de dar passos maiores.
Talvez valha observar: ela fala sobre o que sentiu naquele dia ou evita o assunto? Esse medo aparece só nesse local ou se expandiu para outras situações? E quando você está junto com ela, a reação diminui ou continua muito intensa?
Com o suporte adequado, esse tipo de reação tende a melhorar bastante. Quanto antes ela tiver um espaço para elaborar isso, mais rápido o corpo dela aprende que aquele perigo já passou.
Caso precise, estou à disposição.
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Bom dia! Estou muito ansiosa, não consigo dormir minha rua e muito barulhenta a noite toda, já não s
Bom dia! Estou muito ansiosa, não consigo dormir minha rua e muito barulhenta a noite toda, já não sei mais o que fazer, já tive depressão na época tomei ansiolítico, mas consegui largar hoje só tomo antidepressivo Citalopran, mas parece não ser suficiente, terapia pode me ajudar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, bom dia! Dá pra sentir o quanto isso está te desgastando… a falta de sono, o barulho constante e a ansiedade se retroalimentando. Quando o ambiente não permite descanso, o corpo não consegue entrar em estado de recuperação, e a mente fica ainda mais sensível. É como se você estivesse sempre “de prontidão”, mesmo quando precisa relaxar.
O fato de você já ter tido depressão e hoje estar usando medicação mostra que você já enfrentou momentos difíceis antes. Mas o que você descreve agora parece mais ligado a um ciclo entre ambiente e ansiedade. O barulho impede o sono, a falta de sono aumenta a ansiedade, e a ansiedade deixa o corpo ainda mais reativo ao barulho. Você percebe se, ao deitar, sua mente já começa a antecipar que não vai conseguir dormir?
Sobre a sua pergunta, sim, a terapia pode ajudar bastante nesse caso. Não só para trabalhar a ansiedade em si, mas também a forma como você está lidando com esse contexto. Porque, mesmo que o barulho seja real, a forma como o seu sistema emocional reage a ele pode ser regulada. E isso faz muita diferença na qualidade do sono.
Também vale considerar uma reavaliação com o médico que acompanha sua medicação. Às vezes, em períodos de maior sobrecarga, pode ser necessário ajustar a estratégia para dar mais suporte ao corpo.
Fico pensando… hoje você tem algum momento do dia em que consegue realmente relaxar, ou a sensação de tensão está constante? Isso ajuda a entender o quanto o seu sistema está sobrecarregado.
Talvez o caminho não seja tentar “forçar o sono”, mas ajudar o seu corpo a sair desse estado de alerta contínuo. E isso pode ser construído com o apoio certo.
Você não está sem saída — seu organismo está reagindo a um contexto difícil. Com suporte adequado, isso pode melhorar bastante.
Se fizer sentido, podemos explorar isso juntas.
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Por favor algum médico me ajuda.Estou grávida e estou com depressão e com muito medo por favor.
Estou grávida e estou com depressão. Devo procurar algum especialista para obter alguma ajuda?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
Sim, é muito importante procurar ajuda quando a depressão aparece durante a gravidez. Esse período traz mudanças intensas no corpo, nas emoções e na vida como um todo, e nem sempre ele é vivido com leveza, como muitas vezes se espera socialmente. Sentir tristeza, desânimo, choro frequente, culpa ou falta de conexão consigo mesma ou com a gestação não faz de você uma pessoa fraca nem inadequada, mas indica que algo precisa de cuidado.
O primeiro profissional indicado é o psicólogo, porque a psicoterapia oferece um espaço seguro para compreender o que você está sentindo, organizar emoções ambivalentes e acolher medos, inseguranças e expectativas que podem surgir nessa fase. Muitas mulheres se cobram por “deverem estar felizes”, o que aumenta ainda mais o sofrimento e o silêncio. A terapia ajuda justamente a romper esse isolamento interno e a cuidar da saúde emocional sem julgamentos.
Em alguns casos, quando os sintomas estão muito intensos, persistentes ou começam a afetar de forma significativa o funcionamento diário, o sono ou o vínculo com a gestação, uma avaliação psiquiátrica pode ser considerada como parte de um cuidado integrado. Isso é feito com muita responsabilidade, avaliando riscos e benefícios, sempre pensando na saúde da mãe e do bebê. Procurar esse apoio não é exagero, é prevenção e cuidado.
Vale se perguntar há quanto tempo esses sentimentos vêm acontecendo, se você tem conseguido falar sobre isso com alguém de confiança, e o quanto essa tristeza tem afetado sua rotina e sua relação consigo mesma. O que mais pesa emocionalmente para você nesse momento? O que você sente que mudou desde que engravidou?
Você não precisa atravessar isso sozinha nem esperar que passe por conta própria. Buscar ajuda durante a gravidez é um gesto de cuidado com você e com o bebê. Caso precise, estou à disposição.
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Ansiedade
Quem tem ansiedade pode se isolar, se afastar das pessoas e evitar sair de casa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
Sim, isso pode acontecer. A ansiedade, especialmente quando está mais intensa, pode levar a pessoa a evitar situações que geram desconforto, e isso inclui sair de casa, encontrar pessoas ou se expor a ambientes que parecem imprevisíveis. Esse afastamento não costuma ser por falta de interesse nas pessoas, mas como uma tentativa de reduzir o mal-estar.
O ponto importante é entender a função desse comportamento. Evitar pode trazer um alívio imediato, mas, com o tempo, pode acabar mantendo ou até ampliando a ansiedade. O cérebro aprende que “ficar em casa é mais seguro”, e isso pode fazer com que cada saída pareça mais difícil do que realmente é.
Também vale diferenciar: esse isolamento vem mais por medo, preocupação e tensão, ou por falta de energia, desânimo e perda de interesse? Porque, dependendo disso, pode estar mais relacionado à ansiedade, à depressão ou até a uma combinação dos dois.
Talvez ajude observar: quando você pensa em sair ou encontrar alguém, o que passa pela sua mente? Existe medo de julgamento, de passar mal, de não saber o que fazer? E quando você decide ficar em casa, sente alívio imediato? Esse padrão costuma dar pistas importantes sobre o que está por trás.
Se esse afastamento estiver crescendo ou limitando sua vida, buscar apoio psicológico pode ajudar a entender esse ciclo e encontrar formas mais seguras de retomar o contato com o mundo, no seu ritmo.
Caso precise, estou à disposição.
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Perguntas frequentes
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Doente com Cardiomiopatia Hipertrófica Apical e Insuficiência Cardíaca, 68 anos, pode viajar avião?
Em muitos casos a viagem aérea é possível quando a insuficiência cardíaca…