Perguntas do paciente (522)
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Os sintomas do transtorno de estresse pos-traumatico (pesadelos recorrentes, por exemplo) podem reap
Os sintomas do transtorno de estresse pos-traumatico (pesadelos recorrentes, por exemplo) podem reaparecer depois de terem desaparecido por anos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
Sim, os sintomas do Transtorno de Estresse Pós-Traumático podem reaparecer mesmo depois de anos aparentemente estáveis. O fato de terem desaparecido não significa necessariamente que o trauma foi totalmente processado. Em alguns casos, ele fica parcialmente elaborado, mas pode ser reativado diante de novos estressores, perdas, mudanças importantes ou situações que funcionem como gatilhos.
Pesadelos recorrentes, lembranças intrusivas ou sensação de reviver partes da experiência traumática costumam surgir quando o sistema emocional entra novamente em estado de alerta elevado. Às vezes o gatilho é evidente, outras vezes é mais sutil, como uma fase de maior vulnerabilidade emocional, cansaço prolongado ou algum evento que simbolicamente se conecte ao trauma original.
Vale refletir: houve alguma mudança significativa na sua vida recentemente? Os pesadelos têm conteúdo semelhante ao trauma original ou são apenas sensações parecidas? Você tem percebido aumento de ansiedade, irritabilidade ou hipervigilância durante o dia?
Quando sintomas de TEPT reaparecem, é importante não ignorá-los. A psicoterapia focada em trauma pode ajudar a integrar melhor essa experiência, reduzindo a ativação emocional associada. Dependendo da intensidade e do impacto funcional, uma avaliação psiquiátrica também pode ser considerada como suporte complementar.
O retorno dos sintomas não significa que você “regrediu”, mas pode indicar que algo interno precisa ser trabalhado novamente com cuidado técnico.
Caso precise, estou à disposição.
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Qual é o tipo de psicólogo que devo procurar para tratar o desânimo o choro e a falta de vontade faz
Qual é o tipo de psicólogo que devo procurar para tratar o desânimo o choro e a falta de vontade fazer nada ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
Quando surgem desânimo, choro frequente e falta de vontade de fazer as coisas, o mais indicado é procurar um psicólogo clínico. Você não precisa escolher alguém baseado em um rótulo muito específico logo de início, porque o trabalho do psicólogo é justamente ajudar a compreender o que está por trás desses sintomas, avaliar se eles estão ligados a um quadro depressivo, a um momento de sobrecarga emocional ou a outras questões da sua história de vida. O processo começa pela escuta e pela compreensão, não por um diagnóstico apressado.
Muitas pessoas ficam inseguras achando que precisam “saber o que têm” antes de buscar ajuda, mas isso não é necessário. O desânimo e a perda de interesse costumam ser sinais de que algo interno não está sendo elaborado ou cuidado, e a terapia oferece um espaço seguro para organizar emoções, pensamentos e experiências que hoje parecem confusas ou pesadas demais. Ao longo do acompanhamento, vai ficando mais claro o que está acontecendo e quais caminhos de cuidado fazem sentido para você.
Também é importante saber que esses sintomas não definem quem você é nem significam falta de força ou preguiça. Eles costumam indicar um esgotamento emocional, uma tristeza que se acumulou ou dificuldades em lidar com algo que talvez você tenha aprendido a engolir sozinho por muito tempo. A terapia ajuda justamente a sair desse lugar de silêncio interno e a recuperar, aos poucos, o movimento da vida.
Vale se perguntar há quanto tempo esse desânimo vem acontecendo, se ele aparece em todos os momentos ou varia conforme a situação, e o quanto isso tem afetado sua rotina e seus relacionamentos. O choro vem como alívio ou como algo que te deixa ainda mais cansado depois? O que você sente que perdeu ou deixou de lado nesse período?
Se, durante o processo terapêutico, surgir a necessidade de uma avaliação psiquiátrica, isso pode ser pensado de forma integrada e responsável. Dar o primeiro passo é menos sobre escolher “o tipo certo” de profissional e mais sobre permitir que alguém te ajude a entender o que está acontecendo. Caso precise, estou à disposição.
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Bom dia Ao realizar uma consulta com o psiquiatra e passar a fazer uso de uma determinada medicaçã
Bom dia
Ao realizar uma consulta com o psiquiatra e passar a fazer uso de uma determinada medicação se faz necessário um acompnhamento pelo psicólogo???RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
Sim, o acompanhamento psicológico é altamente recomendado quando se inicia o uso de medicação psiquiátrica, embora nem sempre isso seja explicado com clareza. A medicação pode ajudar a reduzir sintomas como ansiedade, depressão, pânico ou instabilidade do humor, mas ela não trabalha as causas emocionais, os padrões de pensamento, as formas de lidar com o sofrimento ou as experiências de vida que contribuíram para o quadro. O psicólogo atua justamente nesse nível mais profundo e duradouro do cuidado.
Na prática, a combinação entre psiquiatria e psicoterapia costuma ser mais eficaz do que qualquer uma das abordagens isoladamente. Enquanto a medicação pode oferecer um alívio importante, criando condições para que a pessoa funcione melhor, a terapia ajuda a entender o que está acontecendo, desenvolver recursos emocionais, reorganizar a forma de pensar e prevenir recaídas. Isso segue as boas práticas clínicas e as orientações éticas do CRP, que reforçam a importância de um cuidado integral.
Outro ponto relevante é que muitas pessoas acabam acreditando que, ao tomar a medicação, “o problema deveria desaparecer”. Quando isso não acontece totalmente, surge frustração ou sensação de falha. O acompanhamento psicológico ajuda a alinhar expectativas, compreender o processo de melhora e lidar com os desafios que continuam presentes, mesmo com o uso do remédio.
Vale se perguntar o que mudou depois do início da medicação, o que melhorou e o que continua difícil. Você sente que entende o que está acontecendo com você ou apenas tenta controlar os sintomas? O sofrimento apareceu de forma pontual ou vem se repetindo ao longo da vida? O que você gostaria de conseguir lidar melhor, além de simplesmente reduzir os sintomas?
Mesmo quando a medicação é necessária, a terapia não é redundante, ela é complementar e muitas vezes decisiva para uma melhora mais consistente e sustentável. Caso precise, estou à disposição.
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Dúvidas, insegurança, medos na terceira idade a quem recorrer?
Dúvidas, insegurança, medos na terceira idade a quem recorrer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
Dúvidas, inseguranças e medos na terceira idade são mais comuns do que muitas pessoas imaginam e não significam, por si só, fraqueza ou incapacidade. Esse período da vida costuma trazer mudanças importantes no corpo, nos papéis sociais, na rotina, nos vínculos e até na forma como a pessoa olha para o próprio futuro. Quando tudo isso acontece ao mesmo tempo, é natural que surjam questionamentos, receios e uma sensação de instabilidade emocional.
O ponto central é não atravessar esse momento tentando “dar conta sozinho”. O sofrimento emocional nessa fase muitas vezes é silencioso, porque existe a ideia de que já se deveria saber lidar com tudo ou que não faz sentido falar sobre medos nessa etapa da vida. Na prática, o que ajuda é ter espaços seguros de escuta, onde essas angústias possam ser compreendidas sem julgamento e sem pressa para oferecer soluções simplistas.
O acompanhamento psicológico costuma ser um recurso muito importante nesse processo, justamente para ajudar a reorganizar pensamentos, emoções e expectativas diante das transformações do envelhecimento. Em alguns casos, quando os medos vêm acompanhados de tristeza persistente, ansiedade intensa, alterações importantes de sono ou memória, uma avaliação médica, como com psiquiatra ou geriatra, pode complementar esse cuidado de forma responsável.
Vale se perguntar quais medos têm aparecido com mais força, se eles dizem respeito à saúde, à solidão, à perda de autonomia ou ao sentido da vida daqui para frente. Essas inseguranças surgem em momentos específicos ou estão presentes quase o tempo todo? Você tem conseguido falar sobre isso com alguém ou acaba guardando tudo para si?
Buscar apoio não é sinal de fragilidade, mas de cuidado consigo mesmo em uma fase que pede novos ajustes emocionais e internos. Caso precise, estou à disposição.
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Eu sou diagnosticada com TOC misto, TAG e depressão severa crônica. Tenho uma bebê de 1 ano. Essas d
Eu sou diagnosticada com TOC misto, TAG e depressão severa crônica. Tenho uma bebê de 1 ano. Essas doenças podem ser congénitas ou conviver comigo pode influencia-la?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
A sua pergunta é muito importante, principalmente porque envolve não só você, mas também o cuidado com a sua filha. Algumas condições como TOC, ansiedade e depressão podem ter, sim, um componente genético, o que significa que pode existir uma predisposição maior. Mas isso não é determinista. Ter essa predisposição não significa que sua filha necessariamente desenvolverá esses quadros.
O desenvolvimento emocional de uma criança é resultado de vários fatores combinados: aspectos biológicos, ambiente, vínculos e experiências ao longo do tempo. O fato de você estar consciente disso e se preocupando já é um ponto muito positivo. Mais do que “transmitir” algo, o que costuma ter mais impacto é como a criança vai aprendendo a lidar com emoções dentro do ambiente em que cresce.
Conviver com você não é, por si só, um risco. O que faz diferença é a qualidade da relação, a presença emocional e a forma como as emoções são vividas e reguladas no dia a dia. Mesmo enfrentando dificuldades, quando há cuidado, vínculo e busca por tratamento, isso pode inclusive favorecer um ambiente mais consciente e acolhedor para o desenvolvimento dela.
Talvez valha refletir: como você percebe sua disponibilidade emocional com ela nos momentos difíceis? Você consegue identificar quando seus sintomas estão mais intensos? E existe algum suporte hoje que te ajude a cuidar de você enquanto cuida dela?
Manter seu acompanhamento psicológico e, se necessário, psiquiátrico, é uma das formas mais importantes de proteção para você e para sua filha. Cuidar de você também é uma forma direta de cuidar dela.
Caso precise, estou à disposição.
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Tive um ataque de pânico e vivo chorando sem motivos alem da angustia que sinto. Tambem não tenho vo
Tive um ataque de pânico e vivo chorando sem motivos alem da angustia que sinto. Tambem não tenho vontade de socializar. Qual o especialista indicado para meu caso? Quem devo procurar? Psicólogo,psiquiatra ou psicanalista? estou receosa.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
O que você descreve é muito difícil de atravessar e costuma deixar a pessoa bastante receosa mesmo. Um ataque de pânico, acompanhado de choro frequente, angústia constante e perda da vontade de socializar, indica que seu sistema emocional está sobrecarregado e pedindo cuidado. Isso não significa fraqueza nem que algo esteja “fora de controle”, mas mostra que esse sofrimento precisa ser acolhido e compreendido com atenção profissional.
De forma geral, o primeiro profissional indicado é o psicólogo clínico. É na psicoterapia que se faz uma avaliação cuidadosa do que está acontecendo, entendendo o contexto, os gatilhos emocionais, a função do pânico, da tristeza e do isolamento. Muitas vezes, esse conjunto de sintomas envolve ansiedade intensa, podendo estar associada a sintomas depressivos, e o psicólogo ajuda a organizar isso sem pressa, sem rótulos imediatos e respeitando seu ritmo.
O psiquiatra entra quando os sintomas estão muito intensos, persistentes ou incapacitantes, como crises frequentes, sofrimento emocional contínuo ou prejuízo importante no dia a dia. Nesses casos, a avaliação psiquiátrica pode complementar o cuidado psicológico, especialmente para ajudar a estabilizar os sintomas enquanto o trabalho terapêutico acontece. Já a escolha entre abordagens dentro da psicologia não precisa ser uma decisão inicial complexa. O mais importante agora é ter um espaço seguro de escuta e acompanhamento.
Vale se perguntar se esse choro vem acompanhado de um cansaço profundo, se o medo de ter novas crises tem guiado suas escolhas, e o quanto esse isolamento tem sido uma tentativa de se proteger do sofrimento. O ataque de pânico surgiu de forma inesperada ou após um período de tensão acumulada? O que mais te assusta hoje, a crise em si ou a ideia de que isso não vai passar?
Buscar ajuda não é sinal de fragilidade, mas de cuidado com você mesma em um momento delicado. Dar o primeiro passo com um psicólogo pode ajudar a clarear se há necessidade de outros encaminhamentos e a construir um caminho de tratamento mais tranquilo e seguro. Caso precise, estou à disposição.
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Tenho apresentado uma irritablidade, impaciência, falta de vontade de trabalhar e até sair para algu
Tenho apresentado uma irritablidade, impaciência, falta de vontade de trabalhar e até sair para algumas ocasiões festivas com amigos. Estou no período da menopausa e por vezes sinto vontade de me isolar. A leitura me distrai e muitas vezes exagero no tempo dedicado a ela.
Isso é um problema neurológico?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
O que você descreve é algo bastante comum no período da menopausa e, na maioria das vezes, não se trata de um problema neurológico. As mudanças hormonais dessa fase podem influenciar diretamente o humor, a energia, a tolerância ao estresse e a motivação, além de afetarem o sono e a forma como o cérebro regula emoções. Isso pode se traduzir em irritabilidade, impaciência, vontade de se isolar e uma diminuição do interesse por atividades que antes eram prazerosas, sem que haja necessariamente uma doença neurológica por trás disso.
É importante olhar para esse conjunto de sinais de forma integrada. O cérebro e o corpo funcionam em diálogo constante, e alterações hormonais podem deixar o sistema emocional mais sensível, como se o limiar para o cansaço e a sobrecarga ficasse mais baixo. A leitura, nesse contexto, pode estar funcionando como uma estratégia de autorregulação, um espaço de refúgio mental. O exagero no tempo dedicado a ela nem sempre é um problema em si, mas pode ser um sinal de que ela está se tornando a principal forma de evitar desconfortos emocionais ou sociais.
Outro ponto relevante é observar se esse isolamento é vivido como algo que traz alívio ou como algo que, depois, aumenta a sensação de vazio, culpa ou afastamento. Muitas mulheres relatam nessa fase um conflito interno entre a necessidade de recolhimento e a cobrança por manter o mesmo ritmo de antes, o que tende a intensificar a irritação e a exaustão emocional.
Vale se perguntar se essas mudanças surgiram de forma gradual ou mais abrupta, se elas variam conforme o contexto ou parecem constantes, e como você se sente depois de se isolar ou de recusar convites. O que a leitura está te oferecendo nesse momento que outras atividades não estão? Esse afastamento está te protegendo ou te afastando de algo importante para você?
Em muitos casos, o acompanhamento psicológico ajuda a compreender melhor esse período de transição e a encontrar formas mais equilibradas de lidar com essas mudanças. Dependendo da intensidade dos sintomas, uma avaliação médica, como com ginecologista ou psiquiatra, pode ser considerada para um cuidado mais amplo. Caso precise, estou à disposição.
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não consigo conversar com a minha mulher, parece que não tenho assunto, e quando ela fala eu estou n
não consigo conversar com a minha mulher, parece que não tenho assunto, e quando ela fala eu estou no mundo da lua e sempre falo algo que não tem nada a ver com oque que ele falou ou mudo de assunto ou fico desligado do mundo. que posso fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
O que você descreve costuma ser mais angustiante do que parece à primeira vista, porque não envolve apenas “falta de assunto”, mas uma sensação de desconexão. Quando a pessoa se percebe no “mundo da lua”, muda de assunto sem perceber ou responde algo que não tem relação com o que o outro falou, geralmente não é desinteresse nem falta de amor. Muitas vezes isso está ligado a cansaço mental, ansiedade, sobrecarga emocional ou até um estado mais depressivo, em que a mente fica menos presente, menos disponível para acompanhar trocas mais finas.
Quando isso acontece, é comum surgir culpa ou medo de estar falhando como parceiro, o que piora ainda mais a situação. A mente começa a se preocupar em “ter que funcionar”, “ter que prestar atenção”, e essa autoexigência acaba afastando ainda mais do momento presente. É como tentar ouvir alguém enquanto a cabeça está cheia de ruído interno. O corpo está ali, mas a atenção está ocupada tentando dar conta de outras coisas.
Vale observar alguns pontos com calma. Isso acontece só com ela ou também em outras conversas? Você se sente mentalmente cansado antes mesmo de começar a falar? Quando ela conversa, sua mente dispara para preocupações, pensamentos aleatórios ou fica em branco? E quando você se desliga, é mais uma sensação de apatia ou de ansiedade interna? Essas diferenças ajudam muito a entender o que está por trás dessa dificuldade.
Muitas vezes, trabalhar isso passa menos por “arrumar assunto” e mais por entender o que está drenando sua presença. Ansiedade, estresse crônico, conflitos não falados no relacionamento ou até dificuldades atencionais podem interferir bastante na comunicação. Um espaço terapêutico pode ajudar a organizar isso, sem te colocar em um lugar de culpa, mas de compreensão e ajuste.
Você não está quebrado nem condenado a se desconectar. Algo está ocupando sua mente e roubando sua disponibilidade emocional, e isso pode ser cuidado. Caso precise, estou à disposição.
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Qual tipo de psicologo devo procurar para tratar timidez , insegurança.?
Qual tipo de psicologo devo procurar para tratar timidez , insegurança.?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, essa é uma pergunta muito comum — e faz todo sentido quando timidez e insegurança começam a limitar a forma como a pessoa se expressa no mundo.
Mais do que um “tipo” específico de psicólogo, o que costuma fazer diferença é buscar um profissional que trabalhe com abordagens baseadas em evidências e que tenha experiência com questões ligadas à autoestima, ansiedade social e padrões de relacionamento. Em muitos casos, a timidez e a insegurança não são apenas traços de personalidade, mas respostas aprendidas ao longo da vida, quase como se a mente tivesse desenvolvido uma estratégia de proteção para evitar rejeição ou julgamento. O cérebro, às vezes, prefere se retrair a correr o risco de se machucar de novo.
Abordagens como a Terapia Cognitivo-Comportamental ajudam a compreender como certos pensamentos automáticos mantêm a insegurança, enquanto a Terapia do Esquema aprofunda a origem desses padrões, muitas vezes ligados a experiências precoces de crítica, comparação ou falta de validação emocional. Já modelos como a ACT, a DBT e o Mindfulness ampliam a capacidade de lidar com emoções difíceis sem precisar fugir delas, fortalecendo uma postura mais flexível diante do desconforto social.
Vale também observar se essa timidez aparece apenas em algumas situações ou se atravessa praticamente todas as relações. Ela vem acompanhada de ansiedade intensa, evitação ou medo de errar? Ou surge mais como uma sensação constante de não ser “bom o suficiente”? Essas diferenças ajudam a entender qual caminho terapêutico tende a ser mais útil para você.
Se você já estiver em terapia, pode ser muito valioso levar essa dúvida diretamente ao profissional que te acompanha e explorar juntos como esses sentimentos se formaram e se mantêm. Se ainda não iniciou, buscar um psicólogo com esse olhar mais integrativo costuma ser um bom começo. Esses temas merecem cuidado — quando sentir que é o momento certo, a terapia pode ser um espaço seguro para trabalhar isso.
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Tenho pavor a mudança de tempo, assim que vejo o céu branco corro para previsão do tempo, se vejo qu
Tenho pavor a mudança de tempo, assim que vejo o céu branco corro para previsão do tempo, se vejo que vai haver chuva, relâmpagos e trovões já entro em pânico e começo uma crise de enxaqueca. Como posso me livrar desse medo? E se Isso está relacionado a alguma fobia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, tudo bem? O que você descreve tem muita cara de um medo condicionado, que pode sim se aproximar de uma fobia específica — no caso, relacionada a tempestades ou mudanças climáticas. Mas mais do que o rótulo, o importante é entender o funcionamento: o seu corpo aprendeu a associar certos sinais do ambiente, como o céu branco ou a previsão de chuva, a perigo. E, a partir disso, dispara uma reação intensa, como se precisasse se proteger imediatamente.
Perceba como o ciclo acontece: você identifica um sinal (o céu, a previsão), seu cérebro interpreta isso como ameaça, o corpo entra em pânico, e você busca confirmar a informação na previsão do tempo. Isso até pode dar uma sensação de controle momentâneo, mas também mantém o sistema de alerta ativo. Já notou se, quanto mais você verifica a previsão, mais sensível você fica a qualquer mudança?
A enxaqueca entrando junto também faz sentido. O corpo, quando entra em um estado de estresse intenso, pode reagir fisicamente de várias formas, e a dor de cabeça é uma delas. É como se o organismo estivesse somatizando esse nível de tensão.
Talvez o caminho não seja “se livrar do medo” de uma vez, mas começar a diminuir a associação automática entre esses sinais e o perigo. Porque, hoje, o seu cérebro está reagindo antes mesmo de você ter tempo de avaliar a situação de forma mais calma. E isso pode ser trabalhado gradualmente.
Uma pergunta importante aqui é: você já teve alguma experiência marcante com tempestades ou esse medo parece ter surgido sem um evento claro? Entender isso pode ajudar a organizar melhor o processo.
Esse tipo de resposta costuma melhorar bastante com acompanhamento psicológico, especialmente com abordagens que trabalham exposição gradual e regulação da ansiedade. O objetivo não é te forçar a enfrentar de forma brusca, mas ajudar o seu sistema a reaprender que esses sinais não representam ameaça real.
Você não está “exagerando” — seu corpo está reagindo a algo que aprendeu como perigoso. E o que foi aprendido também pode ser modificado.
Se fizer sentido, podemos explorar isso com mais profundidade.
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Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse
Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse. Como faço para fazer uma avaliação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
Essa dúvida é muito comum e bastante legítima, principalmente quando o sofrimento já está intenso. Ansiedade severa e estresse podem se parecer muito, porque ambos ativam o mesmo sistema de alerta do corpo, mas a diferença entre eles não está apenas nos sintomas, e sim no padrão, na duração e no impacto que isso tem na sua vida. Quando a sensação de tensão, preocupação, agitação mental e mal-estar deixa de estar ligada apenas a situações pontuais e passa a ser quase constante, é um sinal de que merece uma avaliação mais cuidadosa.
A avaliação não acontece por meio de um exame específico, mas por uma escuta clínica qualificada. Em um processo psicológico, são observados aspectos como há quanto tempo você se sente assim, se existe um gatilho claro ou se o estado ansioso aparece mesmo quando “não há motivo”, como estão seu sono, sua concentração, seu nível de energia, seus pensamentos e a forma como você reage às sensações do próprio corpo. A diferença entre estresse e ansiedade costuma aparecer justamente nesses detalhes, e não em um único sintoma isolado.
Muitas pessoas chegam achando que estão apenas estressadas, quando na verdade o corpo já está funcionando em modo de alerta contínuo, ou chegam achando que é “só ansiedade”, quando há também exaustão emocional, sobrecarga prolongada e dificuldade de recuperação. A avaliação ajuda a organizar esse quadro, dar nome ao que está acontecendo e, principalmente, definir o cuidado mais adequado para você, sem rótulos precipitados.
Vale se perguntar enquanto isso: esse estado melhora quando o problema passa ou ele continua mesmo nos momentos de descanso? Sua mente consegue desligar em algum momento do dia? O medo de não melhorar ou de perder o controle tem acompanhado você com frequência? Essas reflexões já ajudam a clarear bastante o cenário.
Buscar uma avaliação psicológica é o primeiro passo mais indicado. Em alguns casos, uma avaliação psiquiátrica pode ser complementar, especialmente se os sintomas estiverem muito intensos, mas isso costuma ser decidido ao longo do processo, com calma e critério. O mais importante é não seguir tentando “aguentar” sem entender o que está acontecendo. Caso precise, estou à disposição.
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Desânimo, dormir e quando acordar se sentir mais cansado de quando se deitou, irritabilidade, vontad
Desânimo, dormir e quando acordar se sentir mais cansado de quando se deitou, irritabilidade, vontade de se isolar das pessoas e só dormir, sentir muito medo, isso pode ser diagnosticado como depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
Esses sinais que você descreve podem, sim, estar presentes em quadros depressivos, mas não permitem um diagnóstico por si só. Desânimo persistente, sono que não recupera a energia, irritabilidade, vontade de se isolar e medo intenso indicam que o organismo está sob forte sobrecarga emocional. Em muitas pessoas, a depressão não aparece apenas como tristeza, mas como cansaço constante, perda de vitalidade, sensibilidade aumentada e uma sensação de que tudo exige esforço demais.
Ao mesmo tempo, é importante considerar que sintomas semelhantes também podem ocorrer em quadros de ansiedade, estresse crônico ou na combinação de ambos. Quando o corpo fica em estado prolongado de alerta, o sono deixa de ser reparador, a paciência diminui e o impulso de se afastar das pessoas surge como uma tentativa de proteção. Isso não é fraqueza nem falta de vontade, é um sinal de que algo precisa ser cuidado.
O diagnóstico adequado depende de observar a duração, a intensidade e o impacto desses sintomas na vida diária, além de compreender o contexto em que surgiram. Não se trata apenas de “ter sintomas”, mas de entender como eles estão organizados e o quanto têm limitado sua rotina, seus vínculos e sua capacidade de sentir prazer ou esperança.
Vale refletir há quanto tempo isso vem acontecendo, se esses sinais estão presentes na maior parte dos dias, e se houve mudanças importantes na sua vida antes desse quadro começar. O medo que você sente tem um foco específico ou parece difuso? O isolamento traz alívio ou aumenta a sensação de vazio depois?
Uma avaliação psicológica é o caminho mais seguro para esclarecer se estamos diante de um quadro depressivo ou de outro tipo de sofrimento emocional, e para pensar no cuidado mais adequado. Em alguns casos, uma avaliação psiquiátrica pode complementar esse processo. Procurar ajuda não é exagero, é atenção consigo mesmo. Caso precise, estou à disposição.
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Com tantas especialidades diferente da psicologia com qual profissional devo consultar? Nunca consul
Com tantas especialidades diferente da psicologia com qual profissional devo consultar? Nunca consultei mas gostaria de saber se tenho ansiedade ou depressão e etc.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
Essa dúvida é muito comum, especialmente para quem nunca passou por atendimento psicológico. Apesar de existirem várias abordagens e especialidades dentro da psicologia, o ponto de partida não precisa ser complicado. Quando a pessoa quer entender se está lidando com ansiedade, depressão ou outro tipo de sofrimento emocional, o mais indicado é iniciar com um psicólogo clínico que trabalhe com avaliação cuidadosa e acompanhamento contínuo. O diagnóstico, quando necessário, não surge de um rótulo rápido, mas de um processo de escuta, compreensão da história de vida e do funcionamento emocional atual.
Na prática, você não precisa chegar sabendo exatamente “o que tem”. O trabalho do psicólogo é justamente ajudar a organizar aquilo que hoje aparece como confuso, misturado ou difícil de nomear. Ansiedade e depressão, por exemplo, podem se manifestar de formas muito diferentes em cada pessoa, e muitas vezes se sobrepõem a questões de autoestima, relacionamentos, estresse crônico ou fases específicas da vida. Por isso, mais importante do que a especialidade em si é a capacidade do profissional de fazer uma boa avaliação clínica e construir um espaço seguro para esse entendimento.
É importante também ter cuidado com autodiagnósticos ou comparações com conteúdos da internet. Sentir cansaço, preocupação excessiva, desânimo ou irritabilidade não significa automaticamente um transtorno, mas são sinais de que algo merece atenção. A terapia ajuda justamente a diferenciar o que faz parte de momentos difíceis da vida e o que pode indicar um quadro que precisa de acompanhamento mais estruturado.
Vale refletir sobre o que te motivou a buscar essa resposta agora, há quanto tempo esses sintomas aparecem e o quanto eles têm impactado sua rotina, seus relacionamentos ou seu prazer de viver. O que você espera compreender melhor sobre si mesmo ao procurar ajuda? O que hoje está mais difícil de lidar sozinho?
Se, ao longo do processo terapêutico, surgir a necessidade de uma avaliação psiquiátrica, isso pode ser pensado de forma integrada e responsável. Dar o primeiro passo não exige certeza, apenas disponibilidade para se olhar com mais cuidado. Caso precise, estou à disposição.
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Sou depressiva e as vezes me sinto estranha,será que um dia voltarei a ser normal, mal posso sair de
Sou depressiva e as vezes me sinto estranha,será que um dia voltarei a ser normal, mal posso sair de casa que fico ruim parece que vol desmaia. Sinto meu coração apertando como se eu Foce morrer,mais o médico diz que é ansiedades .já não agüento mais viver com medo me ajudem. Oque posso fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
O que você descreve é extremamente angustiante e dá mesmo a sensação de que algo grave está prestes a acontecer, mas é importante dizer com clareza e cuidado que esses sintomas, apesar de intensos, são compatíveis com quadros de ansiedade associados à depressão e não significam que você esteja “enlouquecendo”, perdendo o controle ou à beira da morte. Quando o corpo entra em estado constante de alerta, o coração acelera, a respiração muda, surge a sensação de desmaio, aperto no peito e um medo avassalador, como se o perigo fosse iminente, mesmo quando não é.
Nesses quadros, a mente passa a interpretar sensações físicas normais como ameaças reais. O medo deixa de ser apenas uma emoção e vira um estado permanente, que acaba limitando a vida, fazendo com que sair de casa, circular em lugares públicos ou ficar sozinha pareça algo insuportável. Isso não define quem você é, mas mostra que o seu sistema emocional está sobrecarregado e pedindo cuidado, não julgamento nem força de vontade.
É compreensível você se perguntar se um dia voltará a se sentir “normal”. Muitas pessoas que passam por isso têm exatamente esse medo, como se a vida tivesse encolhido e não houvesse saída. O ponto importante é que ansiedade e depressão são condições tratáveis, e quando o tratamento é adequado, consistente e ajustado à pessoa, a melhora acontece, mesmo que hoje isso pareça distante demais para imaginar.
Vale refletir se esse medo surge de forma súbita ou já vem sendo antecipado antes de sair de casa, se você passa a monitorar o corpo o tempo todo e se evita situações por receio de passar mal. O que você faz quando os sintomas aparecem costuma aliviar de verdade ou apenas reforça o medo depois? Há quanto tempo você está vivendo nesse estado de alerta constante?
Se você já está em acompanhamento psicológico, é fundamental levar exatamente essas vivências para o profissional que te atende, sem minimizar o sofrimento. Em muitos casos, um acompanhamento psiquiátrico também é necessário para ajudar a estabilizar os sintomas enquanto o trabalho terapêutico avança. Você não precisa enfrentar isso sozinha nem “aguentar mais um pouco” esperando que passe por conta própria. Caso precise, estou à disposição.
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A causa da timidez é excesso de ansiedade? É a ansiedade que causa a timidez?
A causa da timidez é excesso de ansiedade? É a ansiedade que causa a timidez?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
Essa é uma ótima pergunta, porque muita gente acaba tratando timidez e ansiedade como se fossem exatamente a mesma coisa, e não são. A timidez é mais um traço de personalidade, uma tendência a se sentir mais reservado ou cauteloso em situações sociais. Já a ansiedade é um estado emocional que pode variar de intensidade e, em alguns casos, se tornar um transtorno.
O que acontece, muitas vezes, é uma relação de influência. A ansiedade pode intensificar a timidez, especialmente quando envolve medo de julgamento, preocupação excessiva com a própria imagem ou receio de errar. Por outro lado, uma pessoa naturalmente mais tímida pode, ao longo do tempo, desenvolver mais ansiedade em situações sociais se começar a evitar ou se cobrar demais.
Mas é importante dizer que nem toda timidez vem de ansiedade, e nem toda ansiedade gera timidez. Existem pessoas tímidas que conseguem se comunicar bem quando se sentem seguras, assim como existem pessoas ansiosas que não são tímidas, mas ficam inquietas, preocupadas ou tensas em outros contextos.
Talvez valha a pena você observar: a sua timidez aparece em todas as situações ou só em algumas específicas? O que passa pela sua mente nesses momentos, é mais um cuidado natural ou vem acompanhado de medo de julgamento ou rejeição? E quando você evita situações sociais, sente alívio imediato, mas depois percebe que isso mantém o desconforto?
Entender essa diferença ajuda bastante a direcionar o cuidado. Se houver sofrimento ou limitação, a psicoterapia pode ajudar a trabalhar tanto a ansiedade quanto a forma de se posicionar nas relações, respeitando o seu estilo, mas ampliando suas possibilidades.
Caso precise, estou à disposição.
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Olá tenho tenho feito terapia por conta de duas tentativas de suicidio,o que pra mim é algo novo na
Olá tenho tenho feito terapia por conta de duas tentativas de suicidio,o que pra mim é algo novo na minha vida e tenho focado nisso,porém não estava nos meus planos apaixonar pela minha terapeuta,por conselho e pesquisa sobre o assunto criei coragem e falei para ela,só que se é uma "transferencia" não deveria estar cessando? pq está aumentando ? eu devo trocar de profissional? Não estou sabendo lidar com isso e está dificil! O que devo fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem?
Antes de qualquer coisa, é importante reconhecer a gravidade e a delicadeza do que você está vivendo. Ter passado por tentativas de suicídio já coloca você em um momento que exige muito cuidado, continuidade de apoio e segurança emocional. O que está acontecendo agora, inclusive essa paixão pela terapeuta, não é sinal de fraqueza, desvio ou algo “errado” em você. Situações de intenso sofrimento emocional podem favorecer vínculos muito fortes com quem oferece escuta, acolhimento e segurança, especialmente quando isso surge em um momento de vulnerabilidade profunda.
Sobre a sua dúvida, a transferência não funciona como algo que simplesmente aparece e depois “cessa sozinha” ao ser nomeada. Em muitos casos, ao falar sobre ela, a intensidade pode até aumentar por um período, justamente porque aquilo que estava implícito passa a ser reconhecido, sentido e observado com mais clareza. Isso não significa que o processo esteja falhando, mas indica que há algo emocionalmente importante sendo mobilizado. A questão central não é sentir ou não a transferência, mas como ela é manejada dentro do processo terapêutico.
Trocar de profissional não é automaticamente a melhor ou a pior decisão. Em alguns casos, a continuidade com manejo clínico adequado ajuda a elaborar esse vínculo de forma segura. Em outros, quando a pessoa percebe que está ficando desorganizada, angustiada ou em risco, uma mudança pode ser considerada como parte do cuidado. Essa decisão não deve ser tomada sozinha nem no impulso, mas discutida com calma, sempre priorizando sua estabilidade emocional e sua preservação.
Vale se perguntar se esse vínculo tem te ajudado a compreender melhor suas dores ou se tem aumentado confusão, sofrimento e sensação de perda de controle. O que exatamente essa paixão parece representar neste momento da sua vida? É afeto, cuidado, segurança, sensação de ser visto, ou medo de perder um apoio importante? Como você fica emocionalmente após as sessões? Mais sustentado ou mais desorganizado?
Diante do seu histórico recente de tentativas de suicídio, é fundamental que você não atravesse esse momento sozinho. Se em algum momento o sofrimento ficar intenso demais ou surgir risco imediato, procure ajuda emergencial e avise pessoas de confiança ao seu redor. Continue falando abertamente sobre isso com os profissionais que te acompanham, inclusive avaliando, se necessário, um cuidado integrado com psiquiatria. Seu sofrimento merece ser tratado com seriedade, ética e proteção à vida. Caso precise, estou à disposição.
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Tenho medo de perder e por mais que vigio,cuido e confiro Vivo perdendo as coisas e sofrendo com is
Tenho medo de perder e por mais que vigio,cuido e confiro
Vivo perdendo as coisas e sofrendo com isso
O que posso fazer para melhorar e diminuir esta angústia?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, espero que esteja bem.
O que você descreve costuma gerar muita angústia mesmo, porque parece que quanto mais você tenta controlar, vigiar e conferir, mais o medo cresce e mais sofrimento aparece. Esse tipo de funcionamento geralmente não está ligado a desatenção simples ou “falta de cuidado”, mas a um estado interno de ansiedade elevada, em que o cérebro permanece em alerta constante, como se algo ruim fosse acontecer a qualquer momento.
Quando a ansiedade assume esse papel, ela interfere diretamente na memória, na atenção e na percepção. A pessoa passa a conferir repetidamente para aliviar o medo, mas esse alívio é curto, e logo surge a necessidade de checar de novo. Do ponto de vista emocional, isso vira um ciclo cansativo: medo de perder, tentativa de controle, falha percebida e aumento da angústia. A neurociência mostra que, nesses estados, o excesso de vigilância paradoxalmente prejudica o funcionamento cognitivo.
Vale refletir com calma: o medo maior é perder o objeto em si ou o que essa perda representa para você? Quando algo some, quais pensamentos surgem imediatamente sobre você mesmo? Essa vigilância intensa te traz tranquilidade real ou só um alívio momentâneo? Esse padrão aparece apenas com objetos ou também em outras áreas da vida, como relacionamentos e responsabilidades?
A psicoterapia é um espaço importante para entender de onde vem esse medo, como ele se organizou ao longo da sua história e como reduzir esse estado constante de alerta interno, sem depender apenas do controle. Em alguns casos, quando a angústia é muito intensa ou vem acompanhada de outros sintomas importantes de ansiedade, uma avaliação psiquiátrica pode ser considerada como apoio. Se você já estiver em terapia, levar esse tema para conversar com seu terapeuta pode ajudar bastante a aprofundar o trabalho.
Caso precise, estou à disposição.
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Oi, eu sou diagnosticada com transtorno de personalidade borderline há alguns anos, comecei com cris
Oi, eu sou diagnosticada com transtorno de personalidade borderline há alguns anos, comecei com crises graves na segunda gravidez com 25 anos, fui afastada pelo inss por várias vezes mas me davam alta e tinha que retornar. Resultado, perdi um ótimo emprego, meu marido perdeu op dele por faltar porque eu não tinha condições de cuidar nem de mim, quem dirá de duas crianças, de lá pra cá já tentei trabalhar algumas vezes, tentei fazer faculdade. Sou inteligente porém, mal saio de casa sozinha. Eu tenho como tentar aposentadoria? ou LOAS? pq não pago INSS há muitos anos. O que eu poderia fazer? Obrigada.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? Pelo que você descreveu, seu sofrimento parece ter causado impactos muito significativos na sua capacidade de trabalhar, estudar, cuidar da rotina e até sair sozinha. E isso é importante de ser levado a sério. Muitas pessoas olham para transtornos de personalidade apenas como “dificuldades emocionais”, mas em alguns casos o nível de prejuízo funcional realmente pode ser muito alto.
Sobre aposentadoria e LOAS, existe uma diferença importante entre eles. A aposentadoria por incapacidade permanente (antiga aposentadoria por invalidez) geralmente depende de qualidade de segurada e contribuições ao INSS. Como você comentou que não contribui há muitos anos, isso pode dificultar esse caminho, embora o histórico anterior e períodos de afastamento possam ainda precisar ser avaliados por um profissional da área previdenciária.
Já o BPC/LOAS funciona de forma diferente. Ele não exige contribuição prévia ao INSS, mas exige comprovação de deficiência/incapacidade de longo prazo e situação de vulnerabilidade socioeconômica. Em transtornos mentais graves, incluindo casos de borderline com prejuízo funcional importante, algumas pessoas conseguem acesso ao benefício — mas isso depende de avaliação social e perícia médica do INSS.
Uma coisa importante: o diagnóstico sozinho normalmente não garante benefício. O que costuma pesar mais é o nível de incapacidade funcional real. E, pelo que você relata, parece existir um impacto importante na autonomia, estabilidade ocupacional e funcionamento diário.
Talvez o próximo passo mais estratégico seja organizar documentação médica consistente: laudos psiquiátricos atualizados, histórico de internações ou afastamentos, receitas, prontuários e registros que demonstrem o impacto do transtorno ao longo do tempo. Isso costuma fazer bastante diferença.
Também pode valer muito a pena conversar com um advogado previdenciário ou defensor público especializado em benefícios do INSS. Porque existem detalhes técnicos importantes sobre qualidade de segurada, possibilidade de benefício assistencial e documentação necessária.
Outra coisa importante: o fato de você ser inteligente e ter tentado continuar trabalhando e estudando mostra que existe esforço e desejo de funcionamento, mesmo com muito sofrimento. Às vezes pessoas com transtornos graves se culpam porque “parecem capazes por fora”, enquanto internamente estão lutando para sobreviver emocionalmente todos os dias.
Você não parece alguém “acomodado”. Parece alguém tentando funcionar há muito tempo com um nível alto de sofrimento psíquico e instabilidade emocional.
Talvez agora o mais importante seja parar de tentar resolver tudo apenas na força e buscar apoio tanto psiquiátrico/psicológico quanto orientação previdenciária adequada.
Se fizer sentido, podemos conversar mais sobre isso.
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Minha filha teve uma crise de nervoso, ela tinha um ódio de algo ou alguém , socava o chão, suas mão
Minha filha teve uma crise de nervoso, ela tinha um ódio de algo ou alguém , socava o chão, suas mãos fecharam. Qual a melhor maneira de se tratar e como lhe dar com isso nessas horas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, espero que esteja bem.
Uma crise como você descreve costuma assustar muito quem está por perto, mas é importante entender que, na maioria das vezes, não se trata de “ódio” no sentido literal, e sim de uma emoção muito intensa que a criança ou adolescente ainda não consegue organizar nem expressar em palavras. Quando isso acontece, o corpo entra em estado de alarme, e a reação vem antes do pensamento, com tensão muscular, impulsos e descarga física da emoção.
Nessas horas, o mais importante é reduzir estímulos e garantir segurança, evitando confrontos, broncas ou tentativas de “fazer pensar”. O cérebro, nesse momento, não está disponível para diálogo. Uma presença calma, com poucas palavras, tom de voz baixo e contenção emocional ajuda muito mais do que explicações. Depois que a intensidade diminui, aí sim faz sentido conversar, nomear o que aconteceu e tentar entender juntos o que antecedeu a crise.
Clinicamente, é fundamental investigar o contexto dessas reações. Elas costumam estar ligadas a frustração acumulada, dificuldades de regulação emocional, ansiedade, experiências de invalidação ou até dificuldades de comunicação emocional. A neurociência mostra que crianças ainda estão desenvolvendo os circuitos responsáveis por frear impulsos e lidar com emoções fortes, o que explica esse tipo de explosão quando algo ultrapassa o limite interno.
Vale refletir: essas crises acontecem com frequência ou foram episódios isolados? Existe um padrão de gatilhos, como frustração, cobrança, cansaço ou sensação de injustiça? Sua filha consegue falar depois sobre o que sentiu ou fica confusa e envergonhada? Como o ambiente costuma reagir quando ela se desregula?
O acompanhamento psicológico é bastante indicado para ajudar sua filha a desenvolver formas mais seguras de reconhecer e expressar emoções intensas. Em alguns casos, uma avaliação neuropsicológica pode ajudar a entender melhor aspectos emocionais e de desenvolvimento, e a avaliação psiquiátrica pode ser considerada se as crises forem frequentes ou muito intensas. Por ser menor de idade, é essencial que os pais ou cuidadores participem do processo e recebam orientação sobre como agir nesses momentos.
Caso precise, estou à disposição.
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Tenho dificuldades em comunicação não-verbal, não olho nos olhos de outras pessoas, não consigo segu
Tenho dificuldades em comunicação não-verbal, não olho nos olhos de outras pessoas, não consigo seguir várias instruções ao mesmo tempo, tenho dificuldade em concluir tarefas que não gosto de fazer ou procrastino, e lembrar de acontecimentos recentes, fora outros sintomas. Seria correto suspeitar de estar no Espectro autista ou seria caso de Transtorno de Déficit de Atenção? Qual especialista procurar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? O que você descreve reúne aspectos que realmente podem gerar dúvida, porque algumas dificuldades aparecem tanto em quadros de atenção quanto em formas diferentes de processamento social. E aí é comum a pessoa tentar “encaixar” em um rótulo específico, quando, na prática, o funcionamento pode ser mais amplo e até combinar características de mais de um perfil.
Quando você fala de evitar contato visual, dificuldade com comunicação não verbal e certo distanciamento nas interações, isso pode se aproximar de padrões vistos no espectro autista. Já a dificuldade de manter foco, procrastinar tarefas que não geram interesse, esquecer coisas recentes e ter dificuldade com múltiplas instruções ao mesmo tempo conversa bastante com o que vemos no TDAH. Mas existe um ponto importante aqui: esses sinais, isoladamente, não fecham um diagnóstico. O que faz diferença é o conjunto da sua história, desde a infância, o contexto em que esses comportamentos aparecem e o impacto real na sua vida.
Talvez uma pergunta interessante seja: essas dificuldades sempre estiveram presentes desde cedo ou você percebe que aumentaram em algum período específico? E quando você está em ambientes mais tranquilos ou com algo que te interessa muito, essas dificuldades diminuem ou continuam do mesmo jeito? Porque isso ajuda a entender melhor como seu sistema de atenção e interação funciona.
Também vale considerar que ansiedade, experiências de vida e até insegurança social podem influenciar bastante essas manifestações. Às vezes, o cérebro evita o contato visual não por uma dificuldade estrutural, mas porque aquilo ativa desconforto. Em outros casos, a dificuldade é mais constante e independente do contexto.
Sobre qual profissional procurar, um bom caminho inicial costuma ser um psicólogo com experiência em avaliação psicológica. Esse processo permite olhar de forma estruturada para esses padrões e, se necessário, encaminhar para uma avaliação mais completa com psiquiatra ou neuropsicólogo. Não é só para “dar um nome”, mas para entender como você funciona e, a partir disso, pensar em estratégias mais adequadas.
Talvez o mais importante agora não seja decidir entre um diagnóstico ou outro, mas se permitir investigar isso com mais profundidade e menos pressa. O que você sente que mais te impacta no dia a dia hoje — a dificuldade de interação ou a dificuldade de organização e foco?
Esses temas têm bastante nuance e, quando bem compreendidos, costumam trazer um alívio importante. Se fizer sentido, podemos explorar isso juntos.
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Perguntas frequentes
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Doente com Cardiomiopatia Hipertrófica Apical e Insuficiência Cardíaca, 68 anos, pode viajar avião?
Em muitos casos a viagem aérea é possível quando a insuficiência cardíaca…