Perguntas do paciente (8)

  • Existe relação entre Imaturidade Emocional e Deficiência Intelectual ?

    Existe relação entre Imaturidade Emocional e Deficiência Intelectual ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Fabiana Almeida Sales

    A imaturidade emocional não é sinônimo de deficiência intelectual, mas em muitos casos acompanha a DI devido a fatores como:

    Déficits no comportamento adaptativo

    As habilidades adaptativas incluem autonomia, controle emocional, socialização e responsabilidade.
    Logo, uma criança com DI pode apresentar reações emocionais mais típicas de crianças mais novas.
    Desenvolvimento global mais lento
    O desenvolvimento emocional e social está interligado ao cognitivo.
    Se a capacidade de compreender situações é mais limitada, também será mais difícil compreender as próprias emoções e as dos outros.
    Ambientes superprotetores
    Pessoas com DI, especialmente crianças, muitas vezes crescem em ambientes onde os adultos fazem tudo por elas.
    Isso pode reforçar a imaturidade emocional, por falta de oportunidades para desenvolver autonomia.
    Quando há imaturidade sem deficiência intelectual
    Também é possível encontrar imaturidade emocional sem DI, como em casos de:
    Transtornos do espectro autista;
    TDAH (déficit de atenção/hiperatividade);
    Traumas emocionais ou negligência afetiva;
    Falta de estímulos adequados na infância.


  • Meu filho tem 6 anos ele não para quieto na escola, principalmente em sala de aula ,já em casa e na

    Meu filho tem 6 anos ele não para quieto na escola, principalmente em sala de aula ,já em casa e na igreja fica mas tranquilo não sei o ,que fazer

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Fabiana Almeida Sales

    Primeiro: não precipitarei um diagnóstico — mas é útil entender possibilidades que explicam esse comportamento:
    Perfil de alta necessidade motora / regulação: muitas crianças de 6 anos precisam de movimento frequente para autorregular atenção e afeto.
    Diferenças de contexto: o fato de ele ficar mais calmo em casa/igreja e agitado na escola sugere gatilhos contextuais (tipo de atividades, espera, exigências de atenção sustentada, ruído, proximidade de colegas, estilo do professor).
    Tédio / subestimulação: se a atividade é pouco envolvente, a criança pode “buscar atividade” pelo movimento.
    Dificuldades de regulação/executivo (inibição, memória de trabalho) — comuns no transtorno do neurodesenvolvimento como o TDAH, mas requerem avaliação; comportamento variável por contexto não exclui TDAH (simplesmente mostra sensibilidade ambiental).
    Questões sensoriais (hiper/hipo-sensibilidade ao barulho, iluminação, texturas) que geram necessidade de se mover. Aos 6 anos, o córtex pré-frontal (inibição e controle atencional) ainda está em desenvolvimento — crianças precisam de movimento para aprender.
    Intervenções ambientais e pedagógicas têm alto impacto e frequentemente reduzem em muito os sintomas funcionais.
    A intervenção mais efetiva é multimodal: rotina familiar + adaptações escolares + avaliação profissional quando necessário.
    Fatores médicos/biológicos: sono insuficiente, fome, dor, visão/otite podem aumentar inquietude.
    Ansiedade ou dificuldades sociais (pode “fugir” corporalmente de situações desconfortáveis).


  • Minha filha tem 9 anos, ela fez uma prova de "Ditado" porém errou todas, pq ela escreve como ela "Fa

    Minha filha tem 9 anos, ela fez uma prova de "Ditado" porém errou todas, pq ela escreve como ela "Fala" alguma dica pra me ajudar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Fabiana Almeida Sales

    Quando uma criança “escreve como fala” ela está usando escrita fonética/alfabética: transforma sons (fonemas) diretamente em letras, sem aplicar regras ortográficas, padrões silábicos ou memória visual das palavras. Isso é comum numa fase do desenvolvimento da escrita — mas aos 9 anos, se persiste e causa muitos erros em ditados, pode indicar uma dificuldade em:
    Consciência fonológica (segmentar, manipular sons),
    Mapeamento ortográfico/lexical (não consegue armazenar a grafia correta das palavras),
    Memória de trabalho (dificuldade em manter a sequência sonora enquanto escreve),
    Processamento auditivo (dificuldade em ouvir/ discriminar sons próximos), ou
    Possível dislexia/ dificuldades específicas de escrita — sem diagnosticar, isso justifica investigação.


  • Minha filha completou 4 anos em Novembro, desde os 3 anos, comecei a ensinar ela sobre letras e núme

    Minha filha completou 4 anos em Novembro, desde os 3 anos, comecei a ensinar ela sobre letras e números e ela pegou muito rápido, sabe escrever o nome dela, sabe fazer contas de adição, sabe escrever todas as letrinhas e números já sem ajuda de pontilhado e reconhece se perguntada, sabe frutas, cores e números em inglês e algumas outras palavrinhas, já sabe usar a tesoura, faz tarefas de ligar, transcrever, colar perfeitamente.
    Entrou na escolinha da prefeitura esse ano, no começo ela gostou, não chorou se adaptou super bem, agora depois de um mês e meio, fica triste quando a levo para a escola, não quer mais ir pq lá faz sempre a mesma coisa, só brinca das mesmas coisas e vê desenho, não tem tarefinha para ela fazer.
    Chega em casa já pegando os livrinhos e folhinhas para fazer lição, me pede para comprar e imprimir tarefinha
    Não sei o que fazer, converso, falo q a escola é legal, que tem amigos, mas ela diz que não quer se sente frustrada por não colocar as habilidades dela em prática na escola

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Fabiana Almeida Sales

    Crianças que apresentam precocidade cognitiva (como aprender letras, números, lógica e língua estrangeira antes da média) têm um córtex pré-frontal e áreas associativas mais ativas e conectadas do que o esperado para a idade cronológica.
    Isso significa que:
    O processamento cognitivo é acelerado (ela capta, associa e generaliza informações rapidamente);
    A rede dopaminérgica de recompensa (aquela que se ativa com desafios, descobertas e novidades) também é mais sensível;
    Quando as tarefas são muito repetitivas e pouco desafiadoras, o cérebro literalmente perde interesse — o sistema de recompensa “desliga”.
    Ou seja: o tédio escolar que você está vendo não é desobediência nem manha, é uma resposta neurológica autêntica de desmotivação diante da baixa estimulação.
    Sua filha demonstra alta curiosidade, memória, linguagem e raciocínio lógico — um perfil compatível com precocidade cognitiva.
    A resistência à escola não é rejeição, é sinal de que ela percebeu o descompasso entre o que é capaz de fazer e o que está sendo proposto.
    Com pequenas adaptações — tanto em casa quanto com o apoio da escola — ela voltará a se sentir motivada, curiosa e feliz.


  • Sou pedagoga e atuo como orientadora educacional dos alunos do 6º e 7º anos do Ensino Fundamental II

    Sou pedagoga e atuo como orientadora educacional dos alunos do 6º e 7º anos do Ensino Fundamental II em uma escola bilíngue de alto desempenho. Entre minhas funções, trabalho diretamente na adaptação de avaliações para alunos com necessidades específicas de aprendizagem.

    Atualmente, estou enfrentando um desafio na adaptação de uma atividade avaliativa de ditado de palavras do currículo de Língua Inglesa para alunos com dislexia. Pensei em sugerir que, em vez de escrever as palavras ditadas, os alunos escolham a forma correta entre três opções com grafias semelhantes. Gostaria de saber se essa adaptação é adequada e benéfica para o desenvolvimento da aprendizagem desses alunos.

    P.S.: Os alunos com dislexia (atualmente cinco no total – dois do 6º ano e três do 7º ano) realizam as provas em sala separada, com o suporte de um professor ledor.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Fabiana Almeida Sales

    Sim — transformar um ditado de escrita (produção) em uma tarefa de escolha entre 3 opções (reconhecimento) pode ser uma acomodação adequada para alunos com dislexia, desde que você tenha clareza sobre o que exatamente está avaliando.
    Explico: essa adaptação reduz a carga de transcrição ortográfica (motor + ortografia) e permite que o aluno mostre conhecimento auditivo/lexical; porém ela muda a competência medida (de escrever/soletrar para reconhecer), portanto deve ser usada de forma intencional e documentada. Por que (neuro)cientificamente faz sentido — e onde perde informação
    Produzir a grafia (ditado para escrever) exige mapeamento fonema→grafema, memória de trabalho, automatização grafomotora e recuperação ortográfica — é uma tarefa cognitivamente pesada para quem tem dificuldades de processamento fonológico/ortográfico. Assim, a produção costuma ser mais difícil que o reconhecimento.
    Reconhecimento (MC) exige menos transcrição gráfica e pode revelar se o aluno consegue identificar a forma correta quando a carga de escrita é removida — útil para avaliar vocabulário, percepção auditiva e mapeamento ortográfico passivo.
    Contudo, um resultado bom em MC não garante habilidade de escrever corretamente. Ou seja, o formato pode mascarar déficits de produção ortográfica se for a única medida usada. Sim, a sua ideia (escolha entre 3 grafias) é uma acomodação válida e útil, especialmente para reduzir a exigência de transcrição e permitir que o aluno mostre conhecimento auditivo/lexical.
    Mas não use só ela se o objetivo for medir a competência de soletração / escrita ortográfica: complemente com uma medida de produção (scribe/digitação) ou registre desempenho em tarefas de reconstrução ortográfica.


  • Meu filho fez 2 anos em 13/02/23 esta no maternal 1 ,esta certo ou ele deveria estar no berçário?

    Meu filho fez 2 anos em 13/02/23 esta no maternal 1 ,esta certo ou ele deveria estar no berçário?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Fabiana Almeida Sales

    Data de corte etário — De acordo com a Resolução CNE/CEB nº 2, de 9 de outubro de 2018, a idade para ingresso nas etapas da Educação Infantil segue o corte etário de 31 de março do ano letivo.
    Ou seja:
    A idade que a criança completa até 31 de março é a que define em qual turma ela deve ser matriculada naquele ano. Portanto, seu filho completar 2 anos em fevereiro, ele deve estar no Maternal I em 2025.
    Está corretamente matriculado, conforme a lei e o desenvolvimento esperado.
    Cada escola pode adaptar um pouco os nomes das turmas (algumas chamam de “G1”, “G2”, etc.), mas a referência legal é sempre a idade até 31 de março.
    Então, não há erro: ele não deve mais estar no berçário, e sim no maternal 1, já iniciando a fase de socialização, coordenação motora fina e linguagem.


  • Como ajudar uma criança esquizofrênico na escola, ela tem 12 anos, minha filha é mediadora dela na e

    Como ajudar uma criança esquizofrênico na escola, ela tem 12 anos, minha filha é mediadora dela na escola

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Fabiana Almeida Sales

    A esquizofrenia em crianças e adolescentes é rara, mas possível.
    É um transtorno mental grave, caracterizado por alterações na percepção da realidade, pensamento e comportamento. A criança não é “perigosa” — ela precisa de estabilidade, previsibilidade, acolhimento e escuta respeitosa. Uma sugestão, é a mediadoraque será o elo entre o aluno, a professora e o ambiente escolar, garantindo condições para o processo de aprendizagem e socialização.
    No caso da esquizofrenia, o foco é proteger o emocional da criança e favorecer o funcionamento cognitivo e relacional. É importante que a escola Elaborar um Plano Educacional Individualizado (PEI) com apoio de psicopedagogo e equipe de saúde mental;
    Trabalhar em parceria com os profissionais que acompanham a criança (psiquiatra, psicólogo, terapeuta ocupacional);
    Oferecer formação e suporte emocional para a mediadora, pois lidar com casos assim requer preparo e apoio. Não esquecendo de todo suporte que a própria legislação dá: Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) – garante o direito à educação inclusiva e ao apoio individualizado.

    Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008) – assegura mediação e adaptações necessárias.
    ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990) – direito à proteção, saúde e dignidade.


  • Olá Meu filho completa 4 anos dia 20/04/22 ele deve ser JARDIM I OI II,a maioria falam jardim II.

    Olá
    Meu filho completa 4 anos dia 20/04/22 ele deve ser JARDIM I OI II,a maioria falam jardim II.
    Desde já obg
    Sou do RJ

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Fabiana Almeida Sales

    O Ministério da Educação (MEC) determina, pela Resolução CNE/CEB nº 2, de 9 de outubro de 2018, que o corte etário nacional é 31 de março. Ou seja: a idade que a criança completa até 31 de março do ano letivo define em qual turma ela deve estar.
    Em 20/04/2026, ele completará 4 anos.

    Até 31/03/2026, ele ainda terá 3 anos.
    Portanto, no ano letivo de 2026, ele será considerado uma criança de 3 anos para fins de matrícula escolar.
    Portanto, se ele faz 4 anos em abril (após 31 de março), o correto segundo a regra nacional é ele ficar no Jardim I (ou Pré I) no ano seguinte ao completar 4 anos. Ele estará em conformidade com a legislação educacional brasileira e com a idade adequada para o desenvolvimento esperado.


Perguntas frequentes

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