Perguntas do paciente (11)

  • Minha filha de 7 anos, tem um panico absurdo mesmo, de ficar travada gritando quando ve um cachorro,

    Minha filha de 7 anos, tem um panico absurdo mesmo, de ficar travada gritando quando ve um cachorro, um pombo, um gato, etc....Qual especialista devo procurar?
    Muito obrigado

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fabíola Helena Rocha

    Olá! Antes de tudo, obrigada por compartilhar sua preocupação. Imagino o quanto deve ser difícil ver sua filha passar por momentos de tanto medo.
    Pelo que você descreve, esse medo parece ser bastante intenso e merece uma avaliação com um psicólogo infantil, de preferência com experiência em ansiedade e fobias na infância. Nessa fase, é muito importante compreender a origem desse medo e ajudar a criança a desenvolver estratégias para enfrentá-lo de forma gradual, respeitando sempre o seu tempo.

    A boa notícia é que, com o acompanhamento adequado, esse tipo de dificuldade costuma apresentar uma ótima evolução. O tratamento não consiste em forçar a criança a enfrentar o que teme, mas sim em ajudá-la a se sentir segura e confiante, reduzindo a intensidade desse medo aos poucos.

    Caso esse medo esteja interferindo na rotina dela, como passeios, escola ou atividades do dia a dia, vale a pena buscar ajuda o quanto antes.
    Se desejar, fico à disposição para conversar melhor sobre o caso e esclarecer suas dúvidas. Um acolhimento precoce pode fazer toda a diferença no desenvolvimento e na qualidade de vida da sua filha.


  • Olá, profissionais. Gostaria de tirar dúvidas sobre ética, direitos do paciente e documentos no ence

    Olá, profissionais. Gostaria de tirar dúvidas sobre ética, direitos do paciente e documentos no encerramento de uma terapia que não resolveu a demanda.
    É normal o processo ser encerrado sem uma sessão de devolutiva do psicólogo? Mesmo já tendo se passado alguns meses do término, o paciente ainda tem o direito de solicitar e receber essas informações por escrito, ou o profissional pode se recusar pelo tempo decorrido?
    Eu gostaria de saber se tenho o direito de receber um relatório onde o profissional explique a visão geral dele sobre qual ele entendeu que era a minha demanda, qual seria a solução pensada por ele e quais barreiras ou limitações foram encontradas para que o processo não tenha dado certo. Também gostaria de saber se é meu direito pedir o prontuário com o histórico das sessões, contendo o que eu falei, as demandas que trouxe e as intervenções que ele fez.
    O psicólogo é obrigado por regulamentação ou código de ética a me fornecer tudo isso caso eu peça, ou é algo opcional? Se for obrigado, como essas informações devem ser entregues oficialmente: em formato digital como PDF assinado ou em papel físico impresso?
    Como preciso dessas informações para buscar uma nova ajuda especializada a partir da avaliação técnica de um profissional da saúde, o que mais seria de meu direito solicitar para me ajudar nessa transição, e também a entender toda a minha demanda a partir da visão de um profissional pra eu conseguir lidar melhor com minhas questões?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fabíola Helena Rocha

    Olá! Sua dúvida é muito pertinente e envolve direitos importantes do paciente, além de aspectos éticos da atuação do psicólogo.
    De modo geral, é recomendável que o encerramento da psicoterapia aconteça com uma sessão de fechamento, na qual paciente e psicólogo possam refletir sobre o processo, os resultados alcançados e os próximos passos. No entanto, essa sessão nem sempre acontece, seja por decisão do paciente, do profissional ou por interrupções no processo. A ausência dessa devolutiva, por si só, não configura necessariamente uma infração ética.

    Quanto aos documentos, é importante diferenciar alguns deles:

    Prontuário psicológico: o psicólogo tem o dever de manter o prontuário atualizado e armazenado conforme as normas do Conselho Federal de Psicologia. O paciente pode solicitar acesso às informações que lhe dizem respeito, mas isso não significa, necessariamente, receber uma cópia integral das anotações de uso técnico e privado do profissional, o que inclusive fornecer tais anotações implicaria em uma infração ética. O psicólogo deve avaliar a forma mais adequada de fornecer essas informações, sempre preservando aspectos técnicos e éticos.
    Relatório psicológico: você pode solicitar um relatório psicológico. Esse documento pode conter informações como a demanda apresentada, objetivos do acompanhamento, período do atendimento, procedimentos utilizados, evolução observada e a situação no momento do encerramento. O conteúdo deve seguir as normas técnicas do CFP mas não inclui interpretações como "qual seria a solução" ou justificar por que a terapia não atingiu os resultados esperados, caso isso não possa ser afirmado de forma técnica e fundamentada.
    Declarações ou outros documentos psicológicos: dependendo da finalidade, também é possível solicitar declarações, atestados (quando cabíveis) ou outros documentos previstos nas resoluções do Conselho Federal de Psicologia.

    O fato de já terem se passado alguns meses desde o término da terapia, por si só, não impede que você faça essa solicitação. Desde que o prontuário esteja dentro do prazo legal de guarda, o profissional pode elaborar os documentos cabíveis e fornecer as informações pertinentes. O prazo minímo de guarda são cinco anos.

    Atualmente, é comum que esses documentos sejam entregues em formato digital (PDF assinado eletronicamente) ou impresso, desde que contenham a identificação do profissional, número de registro no CRP, assinatura e demais requisitos técnicos exigidos. Ambas as formas podem ser válidas e vai depender do profissional contratado a forma de entrega.

    Se o seu objetivo é dar continuidade ao tratamento com outro profissional, você pode solicitar um relatório psicológico voltado para essa transição. Esse costuma ser o documento mais útil, pois reúne as informações relevantes do acompanhamento de forma técnica e organizada, facilitando a continuidade do cuidado.

    Caso o psicólogo entenda que algum pedido extrapola aquilo que a regulamentação permite fornecer, como determinadas anotações de uso exclusivamente técnico, ele deve explicar os motivos de forma ética e fundamentada, e não apenas recusar o pedido sem esclarecimentos.

    Espero ter ajudado a esclarecer sua dúvida. Desejo que você consiga encontrar um acompanhamento no qual se sinta acolhido(a) e que atenda às suas necessidades neste novo momento.


  • Fico lembrando o tempo todo, de pessoas conhecidas que já morreu, fico com sentimento de pena.

    Fico lembrando o tempo todo, de pessoas conhecidas que já morreu, fico com sentimento de pena.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fabíola Helena Rocha

    Olá! Obrigada por compartilhar o que você está sentindo.
    Percebo que essas lembranças têm ocupado um espaço importante nos seus pensamentos e trazido um sentimento de tristeza e pena. Quando isso acontece com frequência e começa a gerar sofrimento, vale a pena olhar para essa experiência com mais atenção.
    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), entendemos que não são apenas as lembranças que causam sofrimento, mas também a forma como interpretamos esses pensamentos e como reagimos a eles. Em terapia, investigamos por que essas lembranças aparecem com tanta frequência, quais emoções elas despertam e desenvolvemos estratégias para que elas deixem de dominar o seu dia a dia.
    Você não precisa simplesmente "parar de pensar". O objetivo é aprender a lidar com esses pensamentos de uma forma mais saudável, reduzindo a angústia e recuperando sua qualidade de vida.

    Se esse sentimento tem sido constante ou está interferindo na sua rotina, buscar ajuda é um passo importante. Com o acompanhamento adequado, é possível compreender a origem desse sofrimento e construir formas mais leves de conviver com essas lembranças.
    Fico à disposição para conversar e acolher você nesse processo.


  • Meu namorado diz que não é viciado em pornografia,mas recentemente descobri que ele assisti até no t

    Meu namorado diz que não é viciado em pornografia,mas recentemente descobri que ele assisti até no trabalho ou simplesmente se eu ficar fora de casa 2,3 h, isso me deixou um pouco triste e confusa, seria uma compulsão ou é coisa da minha cabeça?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fabíola Helena Rocha

    Olá! Obrigada por compartilhar algo tão delicado. Imagino que essa descoberta tenha despertado muitas dúvidas, tristeza e insegurança em você.
    O fato de seu namorado assistir pornografia, por si só, não significa que ele tenha um vício ou uma compulsão. No entanto, quando esse comportamento acontece com muita frequência, em diferentes contextos (como no trabalho) ou parece difícil de controlar, pode ser um sinal de que vale a pena uma avaliação mais cuidadosa.
    Como psicóloga afirmo que, não é a quantidade de vezes que determina se existe uma compulsão, mas sim alguns aspectos importantes, como:
    * dificuldade em controlar ou interromper o comportamento;
    * necessidade de consumir pornografia mesmo quando isso pode trazer prejuízos;
    * impacto na vida profissional, afetiva ou social;
    * sofrimento relacionado ao comportamento ou tentativas frustradas de diminuir ou parar.
    Ao mesmo tempo, também é importante olhar para como isso tem afetado você e o relacionamento. Independentemente de haver ou não uma compulsão, seus sentimentos são legítimos. Sentir-se triste, confusa ou insegura diante dessa situação não significa que seja "coisa da sua cabeça".
    Uma conversa aberta, respeitosa e sem acusações pode ser um primeiro passo para entender como ele enxerga esse comportamento e como vocês podem lidar com essa questão juntos.
    Caso esse tema esteja gerando conflitos frequentes, desgaste emocional ou sofrimento para um ou ambos, a psicoterapia pode ajudar bastante. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) possui estratégias eficazes tanto para o tratamento de comportamentos compulsivos quanto para trabalhar questões relacionadas à confiança, comunicação e impacto emocional nos relacionamentos.
    Você não precisa enfrentar essa situação sozinha. Buscar compreensão e apoio é uma forma de cuidar de você e da relação.


  • Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar

    Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar com a ansiedade e angústia nos dias em que não tenho sessão. Queria saber se é uma prática comum na psicologia os profissionais entregarem algum tipo de material físico para o paciente levar para casa, como cartões com mensagens de apoio, blocos de exercícios rápidos ou lembretes para momentos difíceis? E isso realmente ajuda na eficácia do tratamento durante a semana?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fabíola Helena Rocha

    Boa tarde! Que bom que você trouxe essa dúvida. Ela é muito importante e costuma surgir com frequência durante o processo terapêutico.
    Sim, é uma prática bastante comum, principalmente na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), utilizar recursos para que o paciente tenha apoio também entre uma sessão e outra. Afinal, a terapia acontece durante a sessão, mas é no dia a dia que colocamos em prática as estratégias aprendidas.
    Dependendo da necessidade de cada pessoa, o psicólogo pode disponibilizar materiais como registros de pensamentos, exercícios breves para momentos de ansiedade, técnicas de respiração, cartões com lembretes personalizados, frases que ajudam a reorganizar o pensamento, orientações para enfrentar crises e outras ferramentas construídas em conjunto durante o tratamento.
    Esses recursos não substituem a terapia, mas podem ser grandes aliados, pois ajudam a lembrar das estratégias trabalhadas na sessão e favorecem o desenvolvimento da autonomia para lidar com a ansiedade e a angústia ao longo da semana.
    O mais importante é que esse material seja individualizado. O que funciona para uma pessoa pode não fazer sentido para outra, por isso ele costuma ser elaborado de acordo com as dificuldades, objetivos e momento de cada paciente.
    Se você sente que os dias entre as sessões são especialmente difíceis, vale muito a pena conversar sobre isso com seu psicólogo. Muitas vezes, esse é um sinal importante para que o plano terapêutico seja ajustado, incluindo ferramentas que façam sentido para você e ofereçam mais suporte no dia a dia.
    Espero ter esclarecido sua dúvida. Fico à disposição!


  • Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia

    Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia ter feito mais,cuidado mais e em como poderia ter evitado que ela partisse. Imaginava ela velhinha ao meu lado e ela se foi aos 9 anos. Até mesmo ver as pessoas com seus cachorrinhos na rua,nas redes sociais,tem me causado dor. Sempre penso que era pra eu ainda estar também com a minha.💔

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fabíola Helena Rocha

    Olá! Sinto muito pela sua perda.
    Perder um animal de estimação é perder um membro da família. Para muitas pessoas e incluo eu nestas pessoas, o vínculo construído ao longo dos anos é de amor, companhia e cuidado diário. Por isso, a dor do luto pode ser tão intensa quanto a vivida pela perda de alguém muito querido.
    Pelas suas palavras, percebo que, além da saudade, você tem carregado um sentimento de culpa, imaginando tudo o que poderia ter sido diferente. Esse tipo de pensamento é muito comum no luto. Nossa mente costuma revisitar o passado tentando encontrar uma forma de mudar algo que, infelizmente, já não pode ser mudado. Mas sentir culpa não significa que você realmente falhou.
    O fato de você imaginar sua companheira envelhecendo ao seu lado mostra o quanto ela era amada e fazia parte dos seus planos de vida. Quando esse futuro sonhado é interrompido, é natural que ver outros cachorrinhos desperte tristeza e a sensação de que "era para ela ainda estar aqui".
    Permita-se viver esse luto sem se cobrar por "superá-lo" em um determinado tempo. O amor que sentimos por um animal não desaparece quando ele parte, e aprender a conviver com a saudade é um processo.
    Se perceber que essa dor continua muito intensa e tem dificultado sua rotina, a psicoterapia pode oferecer um espaço seguro para acolher esse sofrimento. Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), trabalhamos especialmente os pensamentos de culpa e os "e se eu tivesse feito diferente?", ajudando a construir uma visão mais compassiva da história vivida, sem apagar o amor e o significado desse vínculo.
    Receba meu carinho. Tenho um carinho enorme pelos animais e sei o quanto eles transformam nossa vida. O tempo pode amenizar a intensidade da dor, mas o amor que vocês viveram sempre fará parte da sua história. Desejo que, aos poucos, as lembranças tragam mais gratidão do que culpa.


  • Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fabíola Helena Rocha

    Olá! Obrigada por compartilhar o que você está sentindo.
    A sensação de que "tudo depende de mim" costuma ser muito cansativa e pode gerar ansiedade, culpa e um peso constante. Muitas pessoas vivem assim por muito tempo, acreditando que precisam dar conta de tudo, resolver os problemas de todos e estar sempre no controle.
    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), trabalhamos justamente para identificar esses padrões de pensamento. Muitas vezes, criamos regras muito rígidas para nós mesmos, como "se eu não fizer, ninguém fará" ou "eu preciso dar conta de tudo". Com o tempo, esses pensamentos podem aumentar o sofrimento e a sensação de sobrecarga.
    O primeiro passo não é deixar de se importar, mas aprender a diferenciar o que realmente está sob o seu controle daquilo que não depende de você. Também é importante desenvolver limites saudáveis, dividir responsabilidades e praticar a autocompaixão, entendendo que pedir ajuda ou não conseguir resolver tudo não é sinal de fraqueza.
    Se essa sensação tem sido frequente e está afetando sua qualidade de vida, vale a pena buscar acompanhamento psicológico. Com o suporte adequado, é possível compreender a origem desse sentimento, modificar esses padrões de pensamento e viver de forma mais leve, sem carregar um peso que não precisa ser somente seu.
    Você não precisa enfrentar tudo sozinho(a). Cuidar de si também é uma prioridade, não um egoísmo.


  • É possível chegar com esse problema encoprese até adulto?

    É possível chegar com esse problema encoprese até adulto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fabíola Helena Rocha

    Sim, a encoprese pode estar presente na vida adulta. A causa pode estar relacionada a fatores fisiológicos ou psicológicos. É essencial a busca por uma avaliação médica e psicológica do caso, para tratamento adequado.


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  • Eu tenho medo de tudo, fico imaginando varias coisas negativas e por isso fico com boca seca e palpi

    Eu tenho medo de tudo, fico imaginando varias coisas negativas e por isso fico com boca seca e palpitações e dores nas costas, chego a pensar que sempre estou doente, será que é ansiedade?
    Tenho problemas no meu casamento também, tipo ele me xinga e me maltrata

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fabíola Helena Rocha

    A ansiedade é uma das grandes tribulações do século XXI que nos acompanham. Ela invade o sujeito como algo avassalador, implacável, seus sintomas podem incluir pensamentos intrusivos, medo, preocupação incessante com acontecimentos do próprio dia a dia. Muitas vezes a angústia é tamanha que leva a sensação de falta de ar, sufocamento, taquicardia, ataques de pânico. Relacionamentos abusivos desencadeiam traumas e diversos transtornos. Para um diagnóstico, você deve procurar um profissional, a terapia com um psicólogo pode lhe auxiliar a identificar o que desencadeia as situações as quais você descreveu, e encontrar ferramentas que possam ser úteis para lidar com isso. Busque ajuda especializada.


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  • Me descobri lésbica muito nova (cerca dos 11 anos de idade) e até hoje já com 20 anos nunca me quest

    Me descobri lésbica muito nova (cerca dos 11 anos de idade) e até hoje já com 20 anos nunca me questionei sobre minha orientação sexual, o problema é que nunca pude falar a respeito com meus pais pois eles sempre deixaram claro o que pensavam a respeito de homossexuais. Acontece que de um tempinho pra cá eles acabaram descobrindo algumas coisas e a situação aqui em casa ficou extremamente complicada, meu pai não queria mais comer, minha mãe só passava o dia todo chorando e me colocaram em uma psicóloga amiga da família pra tentar “reverter a situação” de alguma forma. Nada disso funcionou, mas foi tanta pressão e chantagem emocional que eu acabei tendo que mentir dizendo que já não era mais homossexual. Saí da terapia pois estava me fazendo muito mal e a principal questão é que eu tenho depressão e sei que não posso ficar sem, mas minha mãe não aceita que eu vá em outros psicólogos pois tem medo de dizerem que está tudo bem ser homossexual (infelizmente ainda sou dependente financeiramente deles). O que fazer nessa situação? Onde buscar ajuda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fabíola Helena Rocha

    Infelizmente ainda em 2020 o desconhecimento e pré conceitos ainda causam situações desconfortáveis, difíceis. A terapia é essencial para que você possa se conhecer cada vez mais e encontrar em si mesma as respostas para enfrentar e lidar com o que vivência. Já pensou em psicoterapia online? Entre em contato via WhatsApp caso se sinta confortável para isso, estou disponível para lhe auxiliar.


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  • Eu sempre fui timido, depois que comecei a trabalhar, tinha que desempenhar meu trabalho na frente d

    Eu sempre fui timido, depois que comecei a trabalhar, tinha que desempenhar meu trabalho na frente das pessoas. Comecei a ter muitas preocupações, até que um dia uma pessoa começou a me encarar e a rir de mim, ficava muito incomodado e quanto mais eu ficava assim mais ele olhava e ria de mim. Depois que eu sofri o bullyng eu lembro que comecei a senti antipatia, desprezo, não conseguia mais gostar das pessoas, me tornei outra pessoa, uma pessoa fria, sem sentimentos e desanimei da vida e fiquei sem ânimo pra nada, depois que me tornei essa pessoa parei de dar bola pra ele, e ele parou de me incomodar, depois de alguns dias eu não queria mais falar com as pessoas, comecei a temer elas, comecei a evitalas, comecei a me comparar com meu irmão, ficava inseguro, minha atenção só ficava nelas e até hoje é assim, não sei se foi por causa da antipatia devido ao bullyng, e depois veio a depressão. Por isso eu queria saber, se essa ausência de não conseguir sentir mais emoçoes (alexitimia), ou algum transtorno de humor e nem ter empatia mais pelas pessoas, pode ter causado fobia social?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Fabíola Helena Rocha

    O bullying pode desencadear diversos transtornos. A fobia social pode sim estar relacionada a traumas ocasionados pelas suas experiências de vida. Para um diagnóstico assertivo, é importante que busque a avaliação de um psicólogo e/ou psiquiatra, além de fazer psicoterapia com um psicólogo, que possa lhe auxiliar na busca por autoconhecimento e a encontrar ferrramentas que favoreçam o enfrentamento destas situações.


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