Perguntas do paciente (159)

  • Faz 2 meses que eu mordi um osso sem querer com o incisivo, desde então fiquei com dor em vários den

    Faz 2 meses que eu mordi um osso sem querer com o incisivo, desde então fiquei com dor em vários dentes/ gengiva superiores do mesmo lado da mordida. Fiz uma panorâmica que deu normal. Por ter sentido também dor de ouvido (que passou), fiz uma ressonância que mostrou alterações estruturais na ATM. Apesar disso, não sinto dor ao abrir a boca, não tenho limitação de abertura, por isso fico na dúvida, será que não seria bom fazer um exame mais específico para ver se o problema é no dente que eu mordi? O que pode ter acontecido que causa dor irradiada, mesmo sem dor localizada no dente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Pohlmann

    Sim, eu acho válido fazer uma avaliação mais específica do dente que sofreu o trauma. A radiografia panorâmica é ótima para uma visão geral, mas não é o melhor exame para avaliar detalhes de um incisivo traumatizado.

    Nesse caso, eu procuraria um dentista ou endodontista para fazer exame clínico direcionado, com radiografia periapical, testes de sensibilidade pulpar ao frio, percussão, palpação, mobilidade e avaliação da mordida. Dependendo do achado, pode ser necessário complementar com outros exames; a tomografia não é obrigatória de rotina, mas pode ser útil em situações específicas, como suspeita de fratura ou alteração que não aparece na radiografia convencional.

    Ao morder algo muito duro, algumas coisas podem acontecer mesmo sem o dente quebrar visivelmente: o ligamento que sustenta o dente pode sofrer uma espécie de “trauma”, pode haver inflamação da polpa, trinca, alteração da mordida ou sobrecarga dos músculos mastigatórios. Qualquer uma dessas situações pode gerar dor irradiada, e às vezes o paciente não consegue apontar exatamente qual dente é o responsável.

    Também é possível ter alterações na ATM na ressonância sem que elas sejam necessariamente a causa da dor. O exame precisa ser correlacionado com sintomas como dor à palpação, estalos, limitação de abertura e desconforto ao mastigar.

    Como já se passaram 2 meses e o incômodo persiste, eu não ficaria apenas observando. Uma avaliação focada no incisivo traumatizado e nos dentes vizinhos é o próximo passo mais adequado. E um detalhe importante: um dente pode apresentar alteração pulpar antes de aparecer alguma mudança clara na radiografia.

    Procure reavaliação mais rapidamente se surgir mudança de cor do dente, dor espontânea, sensibilidade prolongada ao frio ou calor, mobilidade, inchaço ou fístula.


  • O meu filho tem oito anos e os dentes leite não são moles e as raiz são grandes

    O meu filho tem oito anos e os dentes leite não são moles e as raiz são grandes. É normal? O que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Pohlmann

    Pode ser normal, sim, porque aos 8 anos a criança ainda está em plena fase de troca dos dentes. Nem todos os dentes de leite ficam moles na mesma idade.

    O que faz o dente de leite amolecer é principalmente a reabsorção da raiz, causada pela aproximação do dente permanente que está vindo por baixo. Em algumas crianças isso acontece mais cedo, em outras mais tarde. Por isso, ver raízes ainda longas não significa necessariamente problema.

    O ideal é avaliar duas coisas:

    * se os dentes permanentes correspondentes existem e estão se desenvolvendo normalmente;
    * se estão em posição adequada para erupcionar.

    Uma radiografia panorâmica costuma ajudar bastante a enxergar isso. Se o dente permanente estiver presente e bem posicionado, muitas vezes é só acompanhar. Se houver atraso de erupção, falta de espaço, dente permanente em posição inadequada ou ausência congênita de algum dente, aí a conduta pode mudar.

    Então eu não indicaria extrair dentes de leite apenas porque ainda não estão moles. O melhor é uma avaliação com odontopediatra ou ortodontista, principalmente se algum permanente já estiver nascendo por trás ou ao lado do dente de leite.


  • Fiz aumento de coroa no dente 15 há 2 dias, depois preciso fazer um canal e colocar coroa de porcela

    Fiz aumento de coroa no dente 15 há 2 dias, depois preciso fazer um canal e colocar coroa de porcelana.
    Marcaram o meu retorno para a retirada dos pontos para o 7° dia pós procedimento de aumento da coroa, o retorno já é com o endodontista responsável pelo canal.
    Não é necessário esperar mais tempo para fazer o canal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Pohlmann

    Não necessariamente. O tratamento de canal pode, em muitos casos, ser iniciado relativamente cedo após o aumento de coroa clínica, inclusive por volta da retirada dos pontos, desde que a região esteja cicatrizando bem e seja possível fazer isolamento e trabalhar sem traumatizar o tecido operado.

    O que normalmente precisa de mais tempo é a etapa protética definitiva, principalmente o preparo final, moldagem/escaneamento e cimentação da coroa de porcelana. Após aumento de coroa, a gengiva e, quando houve remodelação óssea, os tecidos periodontais precisam de tempo para estabilizar antes da coroa definitiva.

    Então, esse retorno no 7º dia com o endodontista pode perfeitamente ser para avaliar a cicatrização e iniciar ou programar o canal. Isso não significa que a coroa de porcelana será feita imediatamente depois.

    O tempo ideal depende de como foi o aumento de coroa: se houve apenas remoção de gengiva ou se também foi necessário remodelar osso, quanto tecido foi manipulado e como está a cicatrização.

    Se no 7º dia ainda houver bastante sangramento, inflamação ou sensibilidade na região, o endodontista pode simplesmente adiar alguns dias. Mas o fato de a consulta estar marcada para o 7º dia, por si só, não me parece inadequado.


  • Faço treino de força todos os dias. Iniciei tratamento de canal, a infecção estava severa e foi feit

    Faço treino de força todos os dias. Iniciei tratamento de canal, a infecção estava severa e foi feito a limpeza, a dentista me passou antibiótico amoxicilina até a próxima consulta para finalizar o tratamento. Posso continuar treinando ou devo aguardar finalizar o antibiótico e o tratamento ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Pohlmann

    Se a infecção estava severa, eu teria mais cautela com treino de força intenso nos primeiros dias, principalmente enquanto ainda houver dor, sensação de pressão, inchaço, febre, mal-estar ou sensibilidade importante no dente.

    A amoxicilina, por si só, não obriga a interromper o exercício. O ponto principal é como teu organismo está respondendo à infecção e ao tratamento. Se tu está se sentindo bem, sem febre, sem inchaço progressivo e com a dor controlada, uma atividade mais leve pode ser possível.

    Mas eu evitaria treino muito pesado, esforço máximo e manobras de muita pressão logo após uma infecção odontogênica importante, porque isso pode aumentar desconforto, pulsação na região e desgaste físico num momento em que o corpo ainda está se recuperando.

    Então, de forma prática: não precisa necessariamente esperar terminar todo o antibiótico e o canal para voltar a treinar, mas eu faria retorno gradual e só retomaria carga alta quando estiver clinicamente bem e com a infecção controlada.

    Se aparecer febre, aumento do inchaço, dor piorando, dificuldade para abrir a boca, engolir ou mal-estar importante, aí o treino deve ser suspenso e o dentista precisa reavaliar.


  • É muito sofrido para o paciente tirar uma coroa do dente que ficou com o comprimento muito curto?

    É muito sofrido para o paciente tirar uma coroa do dente que ficou com o comprimento muito curto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Pohlmann

    Não necessariamente. Retirar uma coroa pode ser bem tranquilo para o paciente, principalmente quando ela já está com pouca retenção porque o preparo do dente ficou muito curto.

    O dentista pode tentar remover a coroa com instrumentos próprios, às vezes conseguindo soltá-la sem precisar destruí-la. Em outros casos, principalmente se ela estiver muito bem cimentada, pode ser necessário fazer um corte na coroa para removê-la de forma controlada.

    Para o paciente, o desconforto costuma ser mais de pressão, vibração e barulho do que de dor. Se houver sensibilidade no dente, pode ser feita anestesia local.

    O ponto mais delicado não costuma ser “tirar a coroa”, e sim o que fazer depois quando o dente tem pouca altura clínica. Dependendo do caso, pode ser necessário avaliar aumento de coroa clínica, reconstrução do núcleo, novo preparo, outro tipo de retenção ou até reconsiderar o prognóstico do dente.

    Então, de forma geral: não costuma ser um procedimento muito sofrido, mas a dificuldade técnica varia conforme o tipo de coroa, o cimento usado e a quantidade de estrutura dental disponível.


  • O dentista colocou uma prótese removível com 2 dentes de cada lado na parte inferior .Porém não cons

    O dentista colocou uma prótese removível com 2 dentes de cada lado na parte inferior .Porém não consigo usar. Ja voltei no consultório 3 vezes reclamando que não consigo usar pois machuca ao falar e na hora da alimentação.
    E quanto mais ele passa o motorzinho do lado que machuca, fica pior.
    O que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Pohlmann

    Não é esperado que uma prótese removível continue machucando a ponto de você não conseguir falar ou se alimentar, principalmente depois de vários ajustes.

    Quando isso acontece, é importante avaliar se o problema é realmente só um “ponto alto” ou se existe algo mais, como:

    * borda da prótese muito longa ou pressionando a mucosa;
    * área de apoio inadequada;
    * mordida desajustada;
    * movimentação excessiva da prótese;
    * falta de retenção;
    * adaptação ruim da base;
    * ferida na gengiva que precisa cicatrizar antes de novos ajustes.

    Se cada vez que o dentista desgasta a prótese a situação piora, eu não continuaria fazendo ajustes repetidos sem uma reavaliação mais completa. Às vezes é necessário marcar os pontos de pressão, revisar a mordida e até considerar reembasamento ou confecção de uma nova prótese.

    Eu recomendaria procurar um protesista ou outro dentista com experiência em prótese removível para uma segunda avaliação, principalmente porque você já retornou três vezes e ainda não consegue usar a prótese.

    E um cuidado importante: não force o uso enquanto estiver provocando feridas importantes, porque isso pode machucar ainda mais a mucosa.


  • Olá. Tenho 22 anos e descobri através de uma panorâmica que ainda tenho um pré-molar de leite inferi

    Olá. Tenho 22 anos e descobri através de uma panorâmica que ainda tenho um pré-molar de leite inferior, porque o permanente aparentemente não existe. O dente está firme, nunca ficou mole e consigo mastigar normalmente nele há anos. Nesses casos, é comum manter o dente de leite por muitos anos? Ele pode durar bastante tempo se estiver saudável? E no caso de tratamento com aparelho ortodôntico, existe chance de esse dente precisar ser removido mesmo estando firme?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Pohlmann

    Sim, isso acontece com certa frequência quando existe agenesia do pré-molar permanente, ou seja, o dente permanente simplesmente não se formou. Nesses casos, o dente de leite pode permanecer na boca por muitos anos — às vezes até por décadas — desde que esteja firme, saudável, com boa raiz, bom suporte ósseo e sem sinais de reabsorção, cárie ou anquilose.

    O fato de você ter 22 anos, o dente estar firme e funcionar normalmente é um sinal favorável, mas vale acompanhar periodicamente com exame clínico e radiografias para observar a raiz e o osso ao redor.

    Em relação ao aparelho ortodôntico, não é obrigatório remover esse dente só porque ele é de leite. A decisão depende do planejamento da mordida e do espaço. Em alguns casos, o ortodontista prefere mantê-lo; em outros, pode indicar extração para fechar o espaço ortodonticamente ou preparar a região para uma futura reabilitação, como implante.

    Um detalhe importante é que o molar de leite costuma ter uma largura diferente do pré-molar permanente, então esse dente pode influenciar bastante o planejamento ortodôntico.

    Ou seja: se ele está saudável, não há motivo automático para retirar. O ideal é que a decisão seja feita junto com o ortodontista, considerando a panorâmica, o alinhamento, o espaço disponível e o prognóstico desse dente a longo prazo.


  • Meu filho esta com carie nos dentes e ele tomando antibiótico e antiinflamatório, quanto tempo posso

    Meu filho esta com carie nos dentes e ele tomando antibiótico e antiinflamatório, quanto tempo posso esperar para fazer o canal no dente? Tem que ser imediatamente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Pohlmann

    Não é ideal esperar muito. Antibiótico e anti-inflamatório podem controlar temporariamente dor e infecção, mas não tratam a causa dentro do dente.

    Se já houve indicação de tratamento de canal, o ideal é fazer assim que o dentista considerar seguro e possível, sem precisar necessariamente esperar terminar todo o antibiótico. Em muitos casos, o próprio tratamento do dente é o que permite controlar definitivamente a infecção.

    Em crianças, isso depende também de ser dente de leite ou permanente e do quanto o dente está comprometido. Às vezes o tratamento pode ser canal, pulpotomia/pulpectomia ou até extração, conforme o caso.

    Procure atendimento mais rápido se houver inchaço, febre, pus, dor forte, dificuldade para mastigar, abrir a boca ou se o rosto começar a inchar. Se possível, o ideal é avaliação com odontopediatra.


  • O meu filho arrancou um dente em baico no canto á 5 anos e agora ele tem um dente a nascer no sitio

    O meu filho arrancou um dente em baico no canto á 5 anos e agora ele tem um dente a nascer no sitio do ke arrancou será um dente ou um obsesso ele ate lhe doi se falar mt rapido o ke será ke ele tem

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Pohlmann

    Pode ser simplesmente o dente permanente nascendo no lugar onde um dente de leite foi extraído anos atrás. Isso é bastante comum, principalmente se a extração aconteceu quando ele ainda era criança.

    Um abscesso normalmente não aparece com aspecto de “dente nascendo”. Geralmente causa inchaço, dor, vermelhidão, presença de pus, gosto ruim na boca e, em alguns casos, febre. Mesmo assim, sem examinar não dá para afirmar o que é.

    Como ele sente dor na região, o ideal é levar ao dentista para avaliar e, se necessário, fazer uma radiografia panorâmica ou periapical. Assim dá para confirmar se é realmente o dente permanente erupcionando, se ele está na posição correta e se existe alguma inflamação ao redor.

    Se aparecer inchaço importante, pus, febre, dor aumentando ou dificuldade para abrir a boca, procure atendimento mais rápido.


  • Olá. Fiz minha primeira raspagem e limpeza dentária recentemente, principalmente nos dentes incisivo

    Olá. Fiz minha primeira raspagem e limpeza dentária recentemente, principalmente nos dentes incisivos inferiores, onde eu tinha bastante tártaro acumulado. Percebi que após a limpeza ainda ficaram algumas partes amareladas que parecem ser tártaro, e a gengiva da região ficou um pouco vermelha e sensível. Isso é normal? Pode acontecer de o dentista não remover tudo na primeira sessão para evitar machucar a gengiva inflamada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Pohlmann

    Sim, pode acontecer. Depois de uma primeira raspagem, principalmente quando havia muito tártaro acumulado e a gengiva estava inflamada, é comum a região ficar um pouco vermelha, sensível e até sangrar levemente por alguns dias.

    Essas áreas amareladas também nem sempre são tártaro residual. Podem ser manchas, superfície radicular exposta, dentina mais amarelada ou pequenas áreas que ainda precisam de acabamento.

    Em casos com bastante cálculo, o dentista pode dividir a raspagem em mais de uma sessão para trabalhar com mais cuidado e permitir que a gengiva desinflame entre os atendimentos. O objetivo, porém, é remover todo o cálculo detectável; não se costuma deixar tártaro de propósito apenas para “não machucar”.

    Mantenha a escovação e o fio dental com cuidado. Se depois de 1 a 2 semanas a gengiva continuar muito vermelha, dolorida ou sangrando, ou se essas áreas amareladas continuarem parecendo duras e aderidas ao dente, vale retornar para reavaliar e ver se é necessário complementar a raspagem ou o polimento.


  • Minha bebê tem 1 ano e 6 meses e só tem os dois dentes de baixo ... é normal ? To tão preocupada ...

    Minha bebê tem 1 ano e 6 meses e só tem os dois dentes de baixo ... é normal ? To tão preocupada ...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Pohlmann

    Pode existir bastante variação no nascimento dos dentes, e algumas crianças realmente têm uma erupção mais tardia. Mas, aos 1 ano e 6 meses com apenas dois dentes inferiores, eu consideraria importante fazer uma avaliação com odontopediatra, porque está mais atrasado do que o mais comum.

    Na maioria das vezes isso pode ser apenas uma característica individual ou familiar, mas o profissional pode verificar se os outros dentes estão se formando normalmente e se existe algum fator dificultando a erupção.

    Dependendo da avaliação, pode ser necessário apenas acompanhar. Em alguns casos, o odontopediatra pode solicitar uma radiografia para confirmar a presença e a posição dos dentes que ainda não nasceram.

    Se sua bebê está crescendo e se desenvolvendo normalmente, sem outros sinais de alteração, não significa automaticamente que exista algum problema importante. Mas vale marcar uma consulta para avaliar com calma e acompanhar a erupção dos próximos dentes.


  • Esqueci a última dose do antibiótico...... Era para ter tomado 00h de sábado, mas lembrei somente as

    Esqueci a última dose do antibiótico...... Era para ter tomado 00h de sábado, mas lembrei somente as 20hrs de domingo! Não tomei a dose, mas fiquei com dúvida... O que faço nesses casos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Pohlmann

    Nesse caso, não é recomendado dobrar a dose para compensar.

    Como essa era a última dose e você só lembrou muitas horas depois, em geral faz mais sentido não tomar essa dose atrasada e encerrar o esquema como estava prescrito, especialmente se você já completou todo o restante corretamente.

    O mais importante é não ficar reiniciando antibiótico ou prolongando o tratamento por conta própria. Se o antibiótico foi prescrito para uma infecção odontológica e você ainda está com dor, inchaço, febre, pus ou piora dos sintomas, o ideal é falar com o dentista para reavaliar a causa.

    Regra geral para esquecimentos: quando a pessoa lembra pouco tempo depois, pode tomar a dose esquecida; quando já está muito perto da próxima ou passou muitas horas, normalmente se pula a dose e segue o esquema — sem dobrar.

    Como no seu caso era a última dose e passou quase um dia, eu não tomaria agora sem orientação do profissional que prescreveu.


  • Olá! Tenho uma dúvida sobre higiene bucal. Atualmente, por causa da minha rotina, eu só consigo esco

    Olá! Tenho uma dúvida sobre higiene bucal. Atualmente, por causa da minha rotina, eu só consigo escovar os dentes uma vez por dia. Nesse caso, qual seria o melhor horário para fazer a escovação? Escovar à noite, antes de dormir, seria a opção mais adequada para minimizar problemas nos dentes e gengiva?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Pohlmann

    Sim. Se, por algum motivo, você só consegue escovar os dentes uma vez por dia, o melhor horário é à noite, antes de dormir.

    Durante o sono, a produção de saliva diminui. Como a saliva ajuda a proteger os dentes e controlar a acidez da boca, dormir com placa bacteriana acumulada aumenta o risco de cárie e inflamação gengival.

    O ideal, porém, continua sendo escovar pelo menos duas vezes ao dia com creme dental fluoretado e usar fio dental uma vez ao dia. Se sua rotina hoje só permite uma escovação, tente fazer essa escovação noturna com bastante cuidado, alcançando todas as superfícies dos dentes e a região próxima à gengiva.

    Depois de escovar, o ideal é cuspir o excesso da pasta e evitar enxaguar muito a boca, para manter o flúor em contato com os dentes por mais tempo. Também é melhor evitar comer ou beber depois, exceto água.

    Então, de forma prática: se só der para escolher uma escovação, escolha a da noite.


  • Olá, eu comecei a tomar prednisolona, terça feira, mas tenho uma cirurgia de siso quinta feira, quer

    Olá, eu comecei a tomar prednisolona, terça feira, mas tenho uma cirurgia de siso quinta feira, quero saber se o uso pode causar algum problema.?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Pohlmann

    Pode interferir, mas depende muito da dose, do motivo pelo qual você está usando prednisolona e de há quanto tempo começou.

    Se você começou na terça e a cirurgia do siso é na quinta, um uso tão curto geralmente não causa supressão adrenal importante nem costuma, sozinho, impedir a cirurgia. Porém, a prednisolona é um corticoide: ela reduz a resposta inflamatória e, em algumas situações, pode mascarar sinais de infecção ou aumentar discretamente o risco de infecção/cicatrização ruim, principalmente em doses mais altas ou uso prolongado.

    O mais importante é avisar o cirurgião-dentista antes da extração e informar:

    * a dose da prednisolona;
    * por que ela foi prescrita;
    * há quantos dias está usando;
    * se usa outros medicamentos;
    * se tem diabetes, gastrite, imunossupressão ou alguma infecção ativa.

    Eu não suspenderia por conta própria antes da cirurgia, principalmente se ela foi prescrita por outro médico. Se for um tratamento curto, muitas vezes a extração pode ser feita normalmente após essa avaliação.

    Um detalhe: se o corticoide estiver sendo usado por causa de alguma infecção ou inflamação importante no organismo, isso pode mudar a decisão de operar naquele dia. Então o motivo do uso é quase tão importante quanto a dose.


  • Oi bom dia,tudo bem? Minha filha faz 7 anos e meio que está com aparelho,isso que quando ela coloco

    Oi bom dia,tudo bem?
    Minha filha faz 7 anos e meio que está com aparelho,isso que quando ela colocou falaram q mais ou menos ela ia ficar com aparelho era 2 anos e meio a 3 anos e está com aparelho o q eu posso fazer nesse caso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Pohlmann

    Bom dia! Sete anos e meio de aparelho é um tempo bem acima do que costuma ser planejado na maioria dos tratamentos, então eu acho razoável vocês pedirem uma explicação bem objetiva sobre o motivo de o tratamento ter se prolongado tanto.

    O tempo ortodôntico pode aumentar por vários motivos: caso mais complexo do que parecia no início, necessidade de extrações, dentes inclusos, falta de colaboração com elásticos, quebras frequentes, faltas às consultas, problemas periodontais, alteração no plano de tratamento ou dificuldade de movimentação de alguns dentes. Mas, depois de tantos anos, isso precisa estar claramente justificado e documentado.

    Eu faria duas coisas: pedir ao ortodontista um resumo do tratamento, mostrando o que já foi feito, o que ainda falta e uma previsão realista para terminar; e, se vocês continuarem inseguros, procurar uma segunda opinião com outro ortodontista, levando as radiografias, fotografias e documentação inicial e atual.

    Também é importante avaliar a saúde da gengiva, raízes e osso, porque tratamentos muito prolongados precisam de acompanhamento cuidadoso para evitar problemas como reabsorção radicular, cáries e inflamação gengival.

    Então, de forma direta: eu não trataria 7 anos e meio como algo “normal” sem uma explicação muito clara do porquê. Vale reavaliar o planejamento agora.


  • Estou no sétimo dia após a extração de Siso da mandíbula inclusivo e aparentemente perto ou em cima

    Estou no sétimo dia após a extração de Siso da mandíbula inclusivo e aparentemente perto ou em cima donervo. Foi uma extração complicada,que precisou cortar o dente em 4 pedaços, demorou 1h para sair tudo. No 5 dia estava com muita dor que erradiava para o ouvido, a profissional me falou que se tratava de alveolite seca, fez então uma lavagem sutil com periogard e fechou os pontos que tinham se soltado, deixou um buraquinho e pediu pra mim está repetindo o mesmo processo que ela fez, mas não consegui esta fazendo a limpeza lá dentro do buraco somente por cima da cicatriz e evitando qualquer tipo de alimento que vai em cima

    Mas hj com 7 dias dois dias depois sinto que na parte de baixo da língua perto do queijo, criou um caroço bem dolorido e a gengiva está bem arroxeada e pulsando é normal ?
    Obs : estou tomando antibiótico e ibuprofeno desde o dia da extração

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Pohlmann

    Não, esse quadro não parece algo para simplesmente observar em casa.

    Pelo teu relato, a extração foi complexa, houve suspeita de alveolite seca, a dor irradiava para o ouvido e agora, no 7º dia, apareceu um caroço dolorido abaixo da língua, gengiva arroxeada e pulsátil. Isso merece reavaliação presencial o quanto antes, de preferência ainda hoje ou nas próximas horas com a profissional que fez a cirurgia ou com um cirurgião bucomaxilofacial.

    Esse “caroço” pode representar inflamação importante, coleção de sangue/hematoma, infecção localizada ou outro processo na região do assoalho da boca. Como o siso era inferior, incluso e próximo ao nervo, eu não recomendaria tentar fazer irrigação profunda em casa sem orientação presencial, principalmente porque a região está dolorida e mudou de aspecto.

    O fato de você já estar usando antibiótico e ibuprofeno não exclui complicação. Antibiótico também não resolve tudo sozinho se houver necessidade de drenagem, limpeza adequada do alvéolo ou outra intervenção local.

    Procure atendimento com urgência se houver qualquer um destes sinais:

    * aumento rápido do inchaço;
    * dificuldade para engolir;
    * dificuldade para respirar;
    * dificuldade crescente para abrir a boca;
    * febre;
    * pus;
    * língua sendo empurrada para cima;
    * piora importante da dor.

    Até ser avaliada, eu evitaria manipular o “buraco” profundamente. Faça apenas a higiene superficial conforme orientação e não aumente ou troque medicações por conta própria.


  • Extrair meu siso a 5 dias , mas a dois dias estava sentindo muita dor a tudo que eu comia , mesmo se

    Extrair meu siso a 5 dias , mas a dois dias estava sentindo muita dor a tudo que eu comia , mesmo sendo coisa liquida, mas hj no 5 dia já melhorei é normal ? Minha recuperação está sendo boa ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Pohlmann

    Sim, isso pode acontecer. Nos primeiros dias após a extração do siso, é comum a dor ficar mais intensa entre o 2º e o 4º dia e depois começar a melhorar.

    O fato de hoje, no 5º dia, você estar sentindo menos dor é um sinal favorável e sugere que a recuperação pode estar evoluindo bem.

    O mais importante é observar a tendência: a dor deve continuar diminuindo, e não voltar a piorar. Também não deve surgir inchaço crescente, pus, gosto ruim, febre ou dificuldade para abrir a boca.

    Se a dor voltar a aumentar bastante, principalmente se irradiar para ouvido ou mandíbula e vier acompanhada de gosto ou cheiro ruim, aí vale procurar o dentista para descartar alveolite.

    Mas, pelo que você descreve — dor mais forte nos dias anteriores e melhora no 5º dia — isso é compatível com uma recuperação normal.


  • Um dente que tem mobilidade, pode voltar ao normal depois do tratamento periodontico?

    Um dente que tem mobilidade, pode voltar ao normal depois do tratamento periodontico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Pohlmann

    Pode, sim — dependendo da causa e do grau da mobilidade.

    Quando a mobilidade acontece por inflamação periodontal, perda de suporte leve a moderada ou trauma de mordida, o tratamento periodontal pode reduzir a inflamação e melhorar bastante a estabilidade do dente. Em alguns casos, ele volta a ficar praticamente firme.

    Mas se já existe perda óssea importante, mobilidade avançada ou comprometimento grande do suporte do dente, pode não ser possível voltar totalmente ao normal. Nesses casos, o objetivo pode ser estabilizar a doença, reduzir a mobilidade e preservar o dente pelo maior tempo possível.

    Além da raspagem e controle da gengiva, às vezes é necessário ajustar a mordida, controlar o bruxismo e, em alguns casos, fazer uma contenção dos dentes.

    Então, a resposta mais correta é: mobilidade não significa automaticamente que o dente será perdido, mas o prognóstico depende de quanto osso e suporte periodontal ainda existem e de como o dente responde ao tratamento.


  • Já tirei o siso faz 20 dia agora começou a doer a garganta pode ter alguma coisa a ver?

    Já tirei o siso faz 20 dia agora começou a doer a garganta pode ter alguma coisa a ver?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Pohlmann

    Depois de 20 dias da extração, uma dor de garganta que começou agora geralmente não tem relação direta com o siso, principalmente se a região da cirurgia está sem dor, inchaço, secreção, gosto ruim ou dificuldade para abrir a boca.

    Nessa fase, o local já está em uma etapa mais avançada de cicatrização. Dor de garganta pode estar mais relacionada a virose, inflamação das amígdalas, ressecamento, refluxo ou outras causas comuns.

    Mesmo assim, se junto da dor de garganta aparecer dor ou inchaço na região da extração, febre, pus, mau gosto, dificuldade para engolir ou abrir a boca, aí vale procurar o dentista para descartar alguma infecção tardia.

    Se a garganta estiver apenas dolorida, sem sinais na região do siso, o mais provável é que sejam problemas separados.


  • Olá, tenho falta dos dentes molares (tenho 2 em cima de um lado e um do outro. Três no total do maxi

    Olá, tenho falta dos dentes molares (tenho 2 em cima de um lado e um do outro. Três no total do maxilar superior, mas penso que têm que ser retirados) ficando sem todos os molares, quais as próteses que são possíveis colocar e em que o tratamento fique mais em conta.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Felipe Pohlmann

    Se você realmente ficar sem todos os molares superiores, existem algumas possibilidades, e a opção “mais em conta” depende de quantos dentes ainda vão permanecer e de como eles estão distribuídos.

    A alternativa mais econômica costuma ser uma prótese parcial removível, conhecida como “ponte móvel”. Ela usa os dentes que ainda existem como apoio e pode repor vários dentes ao mesmo tempo. O custo costuma ser menor do que implantes, mas ela é removível e pode ter menos conforto e estabilidade.

    Outra possibilidade é uma prótese fixa, mas isso só funciona em situações específicas, porque precisa existir dente suficiente e bem posicionado para servir de apoio. Quando faltam todos os molares de um lado ou dos dois lados, nem sempre é viável fazer uma ponte fixa convencional.

    Os implantes dentários costumam oferecer mais estabilidade e conforto. Dependendo do caso, não é obrigatório colocar um implante para cada dente perdido. Às vezes é possível usar alguns implantes estrategicamente posicionados para sustentar uma prótese fixa ou melhorar bastante a retenção de uma prótese removível, o que pode reduzir o custo em relação a repor dente por dente.

    Antes de decidir, eu evitaria partir do princípio de que esses três molares “precisam ser retirados” sem uma avaliação. Se algum deles ainda tiver bom prognóstico, mantê-lo pode ajudar muito no planejamento e até baratear a reabilitação.

    Então, de forma geral:

    * mais barato: prótese parcial removível;
    * intermediário: prótese removível apoiada ou estabilizada por implantes, dependendo do caso;
    * mais caro, porém mais fixo: reabilitação com implantes e prótese fixa.

    O ideal é fazer exame clínico e radiografia/tomografia para avaliar quais dentes podem ser mantidos e quanto osso existe antes de escolher a opção.


Perguntas frequentes

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