Perguntas do paciente (304)
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Como a empatia se manifesta em mulheres autistas? .
Como a empatia se manifesta em mulheres autistas? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A empatia em mulheres autistas pode se manifestar de forma diferente do estereótipo frequentemente associado ao autismo. Muitas apresentam intensa empatia afetiva, percebendo e compartilhando o sofrimento alheio, mas podem encontrar dificuldades na empatia cognitiva, que envolve interpretar intenções, expressões e regras sociais implícitas. Além disso, o esforço para compreender e responder às expectativas sociais pode levar ao mascaramento de dificuldades, tornando a empatia aparentemente preservada, embora frequentemente acompanhada de grande desgaste emocional.
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O hiperfoco em autistas de nível de suporte 1 é diferente do em nível 3?
O hiperfoco em autistas de nível de suporte 1 é diferente do em nível 3?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. No TEA nível 1, o hiperfoco costuma ser mais flexível e pode ser direcionado para atividades funcionais, como estudo e trabalho. No TEA nível 3, tende a ser mais intenso e rígido, dificultando a mudança de atenção e comprometendo mais significativamente o funcionamento cotidiano.
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O hiperfoco está ligado a outras características do Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
O hiperfoco está ligado a outras características do Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. O hiperfoco está intimamente relacionado a outras características do Transtorno do Espectro Autista (TEA), como os interesses restritos e repetitivos, a rigidez cognitiva e a dificuldade em alternar o foco da atenção. Também pode estar associado a alterações nas funções executivas, especialmente na flexibilidade cognitiva e no controle atencional. Embora possa dificultar a adaptação a mudanças e o desempenho em diferentes contextos, o hiperfoco também pode favorecer o aprendizado, o desenvolvimento de habilidades específicas e um alto nível de desempenho em áreas de interesse do indivíduo.
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Como a criação pode influenciar a forma como o autismo se manifesta em mulheres?
Como a criação pode influenciar a forma como o autismo se manifesta em mulheres?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Historicamente e socialmente, a criação das mulheres costuma enfatizar habilidades de cuidado, comunicação e adaptação às normas sociais. Essa socialização pode levá-las a desenvolver estratégias de camuflagem social (masking), ocultando dificuldades de interação e imitando comportamentos considerados socialmente adequados. Como resultado, os sinais do autismo tendem a se tornar menos evidentes, contribuindo para diagnósticos mais tardios e maior sobrecarga emocional decorrente do esforço contínuo para atender às expectativas sociais.
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Quais são as diferenças entre a manifestação do autismo em homens e mulheres?
Quais são as diferenças entre a manifestação do autismo em homens e mulheres?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
As diferenças entre homens e mulheres com TEA estão relacionadas principalmente à forma de manifestação dos sintomas. Em homens, costumam ser mais evidentes os interesses restritos, comportamentos repetitivos e dificuldades sociais. Nas mulheres, é mais frequente o camuflamento social (masking), com maior capacidade de imitar comportamentos sociais, interesses menos incomuns e sintomas mais sutis, o que pode atrasar o diagnóstico. Além disso, mulheres autistas apresentam, com maior frequência, ansiedade e depressão associadas.
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Como o autismo pode ser visto como uma identidade social?
Como o autismo pode ser visto como uma identidade social?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O autismo pode ser compreendido como uma identidade social quando deixa de ser visto exclusivamente como um transtorno e passa a ser reconhecido como uma forma singular de funcionamento neurológico e de interação com o mundo. Nessa perspectiva, pessoas autistas compartilham experiências, modos de comunicação, desafios e interesses comuns, desenvolvendo um sentimento de pertencimento a uma comunidade. Esse entendimento, influenciado pelo conceito de neurodiversidade, valoriza as diferenças cognitivas como parte da diversidade humana, sem negar as dificuldades e necessidades de apoio que muitos indivíduos apresentam. Assim, a identidade autista envolve não apenas aspectos clínicos, mas também dimensões culturais, sociais e políticas, fortalecendo a inclusão, a representatividade e a defesa de direitos.
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Quais são as possíveis comorbidades de uma pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
Quais são as possíveis comorbidades de uma pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
As comorbidades mais comuns incluem: Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), transtornos de ansiedade, distúrbios do sono, epilepsia,transtornos depressivos, transtornos alimentares ou seletividade alimentar, transtornos de linguagem, teficiência intelectual, Transtornos obsessivo-compulsivos (TOC) e problemas de coordenação motora (dispraxia). Essas condições podem aparecer juntas. Por isso é importante fazer uma avaliação completa para entender como a pessoa se sai no dia a dia. Com essa informação, podemos organizar um acompanhamento com vários profissionais (psiquiatra, psicólogo, psicanalista, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, entre outros) que trabalhem juntos para ajudar nas dificuldades e fortalecer os pontos fortes.
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O que é ansiedade em crianças autistas? .
O que é ansiedade em crianças autistas? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A ansiedade em crianças autistas é entendida como um sinal de angústia frente ao excesso de estímulos ou à invasão do outro. A criança autista, muitas vezes, tem dificuldade em simbolizar — ou seja, em dar sentido ao que sente e percebe. Essa ansiedade surge quando o sujeito sente que o limite entre si e o mundo está confuso, quando o outro se aproxima demais, exige contato, ou quando há algo que ele não consegue prever ou controlar. O trabalho analítico, nesse caso, busca oferecer um espaço de escuta e de acolhimento, onde a criança possa construir, pouco a pouco, modos próprios de lidar com o desejo do outro e com o real que a invade, encontrando formas singulares de se colocar no mundo.
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O que é apraxia de fala e como afeta crianças autistas?
O que é apraxia de fala e como afeta crianças autistas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A apraxia de fala é uma dificuldade de planejar e coordenar os movimentos da fala, mesmo quando a criança sabe o que quer dizer. Em crianças com TEA, essa condição pode aumentar as dificuldades de comunicação, gerando frustração e retraimento. Na perspectiva psicanalítica, a apraxia indica um impasse na articulação entre corpo e linguagem. O trabalho clínico visa favorecer a simbolização e possibilitar que a criança encontre seus próprios modos de expressão.
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Como o Transtorno do Espectro Autista (TEA) afeta as relações sociais?
Como o Transtorno do Espectro Autista (TEA) afeta as relações sociais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No Transtorno do Espectro Autista (TEA), observa-se uma dificuldade na constituição do laço com o outro, marcada por uma defesa frente ao excesso que o contato social representa. O olhar, a fala e a presença do outro podem ser vividos como invasivos, gerando retraimento. O sujeito busca, por meio de rituais e repetições, organizar o real e manter certa estabilidade frente à angústia. Assim, o vínculo social não é ausente, mas estruturado segundo uma lógica própria de proteção frente à alteridade. Assim, compreender e aceitar como o sujeito autista funciona é primordial para um convívio mais leve e regulado.
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Como o hiperfoco pode se manifestar na socialização no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
Como o hiperfoco pode se manifestar na socialização no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O hiperfoco no Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma atenção intensa e contínua voltada a um interesse específico, que ocupa grande parte do pensamento da pessoa. Nas interações sociais, isso pode aparecer quando a pessoa fala repetidamente sobre o mesmo tema, tem dificuldade em mudar de assunto ou não percebe as reações do outro. Essa forma de envolvimento pode levar a certo afastamento social, já que outros tipos de troca podem ser sentidos como cansativos ou confusos.
Em psicanálise, o hiperfoco pode ser entendido como um modo de dar forma e limite ao que é vivido como excesso, ajudando o sujeito a controlar a angústia e a se situar no mundo. É, portanto, um recurso de proteção e uma maneira singular de se relacionar com o outro e com a realidade.
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O que fazer se a pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) tem hiperfoco?
O que fazer se a pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) tem hiperfoco?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O hiperfoco no TEA deve ser canalizado de forma construtiva, usando o interesse intenso para desenvolver habilidades, ampliar o aprendizado e favorecer a socialização.
Em psicanálise, o hiperfoco é visto como uma forma singular de gozo, uma maneira do sujeito organizar sua relação com o mundo e com o Outro. O analista não busca eliminá-lo, mas compreender sua função subjetiva, ajudando o sujeito a fazer dele um ponto de apoio simbólico e não de isolamento. Procurar ajuda profissional especializada é sempre o mais indicado.
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Quais as consequências do hiperfoco no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
Quais as consequências do hiperfoco no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Do ponto de vista psicológico, o hiperfoco pode ter consequências positivas e negativas.
Entre as positivas, estão o desenvolvimento de habilidades específicas, a alta concentração e o domínio de certos temas, o que pode favorecer o aprendizado e a autoestima.
Por outro lado, pode gerar dificuldades de adaptação, rigidez cognitiva, isolamento social e angústia quando há interrupção do foco, afetando o equilíbrio emocional e as relações cotidianas.
Sob a ótica psicanalítica lacaniana, o hiperfoco é visto como um modo singular de gozo — uma forma do sujeito autista organizar o excesso do real e regular a relação com o Outro.
Quando o hiperfoco ocupa todo o espaço psíquico, pode limitar o laço social e reforçar o fechamento subjetivo; mas, quando acolhido e simbolizado no processo analítico, pode se tornar um ponto de ancoragem que sustenta o sujeito e possibilita novas formas de enlaçamento com o mundo.
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Como gerenciar o hiperfoco e suas "consequências" no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB ?
Como gerenciar o hiperfoco e suas "consequências" no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, tudo bem? Aqui vai alguns tópicos que podem te ajudar a decidir:
*Psicoterapia: é o principal recurso. DBT, TCC e psicanálise ajudam a entender e controlar o foco excessivo.
*Psiquiatra: importante quando o hiperfoco vem acompanhado de impulsividade, ansiedade ou sofrimento intenso.
*Serviços públicos: CAPS, UBS e hospitais universitários oferecem atendimento gratuito ou de baixo custo.
*Grupos de apoio: ajudam a compartilhar experiências e aprender estratégias de regulação emocional.
*Fontes confiáveis: sites de saúde mental, institutos de psicologia e livros especializados evitam desinformação.
Espero ter te ajudado.
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O hiperfoco no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é um problema ou pode ser positivo?
O hiperfoco no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é um problema ou pode ser positivo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O hiperfoco no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ter aspectos benéficos e prejudiciais. Quando é voltado para metas construtivas, como o trabalho, os estudos ou atividades artísticas, tende a ser produtivo, promovendo estabilidade emocional e sensação de propósito.
Entretanto, se o foco intenso recai sobre relações afetivas, conflitos ou pensamentos negativos, pode gerar fixação, impulsividade e sofrimento interno, agravando os desequilíbrios emocionais.
Sob a ótica psicanalítica, o hiperfoco representa uma forma de investimento psíquico concentrado, na tentativa de dominar a angústia por meio de uma ligação intensa com um objeto ou ideia. Assim, ele pode funcionar tanto como mecanismo de defesa quanto como fonte de tensão, conforme o modo como é vivenciado.
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A hiper-reatividade afetiva é constante na vida de uma pessoa com Transtorno de Personalidade Border
A hiper-reatividade afetiva é constante na vida de uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a hiper-reatividade emocional é uma marca essencial do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e tende a manter-se presente, embora sua força mude conforme as circunstâncias e o estado psíquico do indivíduo.
Ela aparece por meio de oscilações súbitas de humor, respostas intensas a frustrações e receio de rejeição, revelando uma sensibilidade acentuada nas relações e nos afetos.
Sob a perspectiva psicanalítica, essa instabilidade reflete uma dificuldade na gestão da energia emocional, fazendo com que pequenas contrariedades sejam vividas como feridas profundas no vínculo com o outro. Assim, o sujeito borderline experimenta os sentimentos de forma intensa e imediata, alternando entre o anseio de proximidade e o temor do abandono.
A psicanálise pode ajudar a equilibrar os sintomas do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), embora o processo seja gradual e dependa da transferência.
Através da escuta e da interpretação, o paciente passa a reconhecer os próprios afetos, impulsos e padrões de relação, compreendendo melhor o que provoca suas reações intensas. Com o tempo, isso possibilita maior consciência emocional e capacidade de simbolização, reduzindo a necessidade de agir de forma impulsiva.
Assim, a psicanálise não “elimina” os sintomas, mas favorece uma integração psíquica mais estável, ajudando o sujeito a lidar com a dor e os vínculos de modo menos conflituoso e mais equilibrado.
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O que pode ser feito para gerenciar a hiperfixação no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
O que pode ser feito para gerenciar a hiperfixação no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Para a psicanálise, o manejo da hiperfixação no TPB envolve trabalhar as dinâmicas inconscientes que sustentam o foco excessivo. Isso inclui: Explorar o sentido afetivo da hiperfixação (o que ela tenta organizar, tamponar ou evitar). Investigar a relação com o outro, já que a hiperfixação muitas vezes funciona como um modo de estabilizar o eu diante de angústias de abandono. Trabalhar a regulação das pulsões, ajudando o sujeito a reconhecer o excesso e criar alternativas simbólicas.
Construir um espaço de fala contínuo, onde o paciente possa dar significado ao impulso de se fixar e, assim, flexibilizá-lo.
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Como a análise existencial compreende o bullying? .
Como a análise existencial compreende o bullying? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A análise existencial compreende o bullying como um ataque direto ao modo de existir do outro, pois fere sua singularidade e tenta reduzir a pessoa a um papel fixo e desumanizante. Em vez de promover um encontro autêntico baseado em reconhecimento, o bullying cria uma relação de dominação que impede qualquer forma de abertura genuína entre os sujeitos. Do lado do agressor, a análise existencial entende que a violência muitas vezes expressa um vazio de sentido, uma tentativa de afirmação forçada ou uma fuga diante da própria angústia e vulnerabilidade. Já para a vítima, o bullying produz uma ferida profunda, pois abala seu sentimento de valor, seu pertencimento e a confiança básica no mundo e nas relações. Nessa perspectiva, todos os envolvidos — agressor, vítima e testemunhas — têm responsabilidade ética diante do fenômeno, já que toda relação humana envolve escolha e liberdade. O bullying também surge em contextos que falham em oferecer reconhecimento, vínculos significativos e um espaço onde cada pessoa possa existir de forma válida. No campo terapêutico, a análise existencial busca restaurar o sentido da experiência para a vítima, fortalecer sua autonomia e reconstruir relações mais autênticas, ao mesmo tempo em que convida o agressor a confrontar sua própria liberdade e os vazios que sustentam sua agressão.
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O transtorno de personalidade borderline (TPB) faz com que a pessoa se torne um agressor (bully)?
O transtorno de personalidade borderline (TPB) faz com que a pessoa se torne um agressor (bully)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não se pode afirmar que o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) faça a pessoa tornar-se um agressor ou praticar bullying. O TPB não determina o sujeito a ocupar essa posição. O que a psicanálise observa é outra lógica: a do sofrimento psíquico, da fragilidade do Eu e das formas de manejar angústias intensas.
A agressão, quando aparece, não é estruturante, mas sinal de fragilidade, de dificuldade de simbolização e de dependência intensa do olhar do outro. O bullying, por sua vez, implica uma organização psíquica distinta, mais próxima de defesas narcisistas rígidas ou de posições perversas, não da estrutura borderline.
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Quais são algumas das possíveis causas do comportamento de bullying? O transtorno de personalidade b
Quais são algumas das possíveis causas do comportamento de bullying? O transtorno de personalidade borderline é o único transtorno associado ao bullying?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando pensamos no comportamento de bullying pela perspectiva psicanalítica, não estamos falando apenas de “maldade”, mas de algo que costuma acontecer quando a pessoa não sabe o que fazer com certos sentimentos internos. Vou te explicar de forma simples.
Muitas vezes, quem agride está tentando lidar com angústias que não consegue simbolizar — ou seja, não consegue transformar em palavras, pensamentos ou pedidos de ajuda. Então esses afetos acabam saindo na forma de ação.
Algumas causas possíveis: dificuldade de lidar com a própria fragilidade; uso da agressão como defesa; desejo inconsciente de controle; repetição de experiências anteriores; dificuldade de simbolização.
Nada disso justifica o comportamento, mas ajuda a entender que, por trás da violência, quase sempre existe alguém que não sabe como lidar com o que sente.
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Perguntas frequentes
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entrada do canal esbranquiçada e não melhora é normal ou eu deveria procurar a ginecologista denovo?
Uma alteração esbranquiçada persistente na entrada vaginal merece nova avaliação…