Perguntas do paciente (251)

  • Qual é a relação entre prejuízos na flexibilidade cognitiva e padrões disfuncionais de pensamento, e

    Qual é a relação entre prejuízos na flexibilidade cognitiva e padrões disfuncionais de pensamento, emoção e comportamento no funcionamento interpessoal de pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Quando falamos em Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), é comum pensar apenas nas emoções intensas. Mas existe outro ponto que também merece atenção: a forma como a pessoa interpreta o que acontece ao seu redor.

    A flexibilidade cognitiva é a capacidade de olhar para uma mesma situação por diferentes perspectivas. Parece simples, mas, quando essa habilidade está prejudicada, pode ser muito difícil enxergar outras possibilidades além da primeira conclusão que veio à mente.

    Imagine que um amigo cancelou um encontro de última hora. Algumas pessoas pensam: "Ele deve ter tido um imprevisto". Já outras podem concluir rapidamente: "Ele não gosta mais de mim".

    Percebe como a mesma situação pode ganhar significados diferentes?

    Quando a primeira interpretação costuma ser negativa, ela desperta emoções intensas, como medo, tristeza, raiva ou sensação de rejeição. E essas emoções acabam influenciando o comportamento. A pessoa pode se afastar, discutir, agir por impulso ou até evitar novos relacionamentos por medo de sofrer novamente.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), entendemos que esse ciclo é formado pelos pensamentos, emoções e comportamentos, que se influenciam o tempo todo. Por isso, o trabalho não é convencer a pessoa de que ela está errada, mas ajudá-la a perceber que existem outras formas de interpretar uma mesma situação.

    É justamente esse movimento que traz mais flexibilidade para os relacionamentos e reduz o sofrimento. Na terapia, ajudo meus pacientes a identificarem esses padrões e a desenvolverem maneiras mais saudáveis de lidar com as emoções e os desafios das relações, para que possam construir vínculos com mais segurança, equilíbrio e qualidade de vida.


  • “De que forma déficits em flexibilidade cognitiva influenciam padrões disfuncionais de processamento

    “De que forma déficits em flexibilidade cognitiva influenciam padrões disfuncionais de processamento de informações e o funcionamento interpessoal em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), especialmente no que se refere à manutenção de crenças centrais, respostas emocionais intensas e comportamentos interpessoais desadaptativos?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Quando falamos em Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), não estamos falando apenas de emoções intensas. Também estamos falando da forma como a pessoa interpreta o que acontece à sua volta.

    A flexibilidade cognitiva é a capacidade de olhar para uma situação e considerar outras possibilidades antes de chegar a uma conclusão. Quando essa habilidade está prejudicada, fica mais difícil sair da primeira interpretação, principalmente em momentos de estresse.

    Imagine que uma pessoa próxima respondeu uma mensagem de forma mais curta do que o habitual. Em vez de pensar que ela pode estar ocupada ou passando por um dia difícil, quem tem essa dificuldade pode acreditar rapidamente que fez algo errado ou que está sendo rejeitado.

    Essas interpretações costumam estar ligadas a crenças construídas ao longo da vida, como "não sou importante", "as pessoas sempre vão me abandonar" ou "não sou bom o suficiente". Sem perceber, essas crenças acabam funcionando como um filtro, fazendo com que situações do dia a dia sejam vistas de uma forma mais dolorosa.

    Quando isso acontece, as emoções ficam mais intensas. É comum sentir medo, tristeza, raiva ou insegurança em pouco tempo. E, para aliviar esse sofrimento, a pessoa pode agir por impulso, se afastar de quem gosta, discutir ou buscar confirmação o tempo todo de que o outro não vai embora.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), entendemos que esse ciclo pode ser modificado. O trabalho é ajudar a pessoa a perceber esses padrões, questionar interpretações que aparecem de forma automática e desenvolver maneiras mais flexíveis de lidar com os relacionamentos.

    É esse processo que realizo na terapia. Juntos, vamos compreendendo o que mantém esse sofrimento e construindo formas mais saudáveis de pensar, sentir e se relacionar, para que os vínculos deixem de ser uma fonte constante de medo e passem a trazer mais segurança e equilíbrio.


  • Existe relação entre mentalização e funcionamento adaptativo no Transtorno de Personalidade Borderli

    Existe relação entre mentalização e funcionamento adaptativo no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Sim, existe uma relação. Mas, antes de tudo, vale entender o que é mentalização.

    Mentalizar é a capacidade de perceber e compreender o que você está sentindo, o que a outra pessoa pode estar sentindo e como esses pensamentos e emoções influenciam os comportamentos.

    No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), essa capacidade pode ficar prejudicada, principalmente em momentos de muito estresse ou quando a pessoa se sente rejeitada, criticada ou com medo de ser abandonada. Nessas situações, pode ficar mais difícil interpretar o que está acontecendo e as reações acabam sendo mais intensas.

    E isso tem impacto direto no funcionamento adaptativo, ou seja, na forma como a pessoa lida com os desafios do dia a dia, mantém seus relacionamentos, toma decisões e resolve conflitos. Quando fica difícil entender o que está acontecendo consigo e com o outro, é comum surgirem mal-entendidos, impulsividade e sofrimento nas relações.

    A boa notícia é que essa é uma habilidade que pode ser desenvolvida. Na terapia, especialmente por meio de abordagens baseadas em evidências, a pessoa vai aprendendo a reconhecer melhor as próprias emoções, compreender seus comportamentos e construir relações mais saudáveis. Esse processo costuma trazer mais segurança, autonomia e qualidade de vida.

    Se você convive com sintomas do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ou percebe que suas emoções têm afetado seus relacionamentos e sua rotina, buscar ajuda pode fazer diferença. Na terapia, trabalhamos juntos para entender esses padrões e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com eles, sempre respeitando a sua história e o seu tempo.


  • O que é funcionamento adaptativo (quociente adaptativo)?

    O que é funcionamento adaptativo (quociente adaptativo)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Quando falamos em funcionamento adaptativo, estamos falando da capacidade que a pessoa tem de lidar com as situações do dia a dia de forma independente. Ou seja, como ela consegue colocar em prática as habilidades necessárias para cuidar de si, se relacionar com outras pessoas, estudar, trabalhar e resolver os desafios da rotina.

    O quociente adaptativo é uma medida utilizada na avaliação neuropsicológica para entender como esse funcionamento acontece na prática. Ele não avalia apenas o que a pessoa sabe, mas como ela utiliza esse conhecimento no dia a dia.

    Por exemplo, alguém pode ter um bom desempenho em testes cognitivos, mas encontrar dificuldades para organizar a rotina, administrar responsabilidades ou lidar com mudanças. É justamente esse conjunto de habilidades que o funcionamento adaptativo busca compreender.

    Essa avaliação é importante porque ajuda a identificar os pontos fortes e as dificuldades de cada pessoa. Assim, o tratamento pode ser planejado de forma mais individualizada, levando em consideração não apenas os resultados dos testes, mas também o impacto dessas dificuldades na qualidade de vida e na sobrecarga do dia a dia.

    Na terapia, especialmente na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), esse olhar também faz diferença. Entender como a pessoa funciona na prática permite construir estratégias que realmente façam sentido para a sua rotina, ajudando-a a desenvolver mais autonomia, enfrentar os desafios com mais segurança e viver de uma forma mais leve. É esse cuidado que procuro oferecer às pessoas que acompanho no meu trabalho como psicóloga.


  • Olá, tenho 18 anos e já fui diagnosticada com transtorno de ansiedade social. Desde a infância, sem

    Olá, tenho 18 anos e já fui diagnosticada com transtorno de ansiedade social.
    Desde a infância, sempre tive dificuldade em interações sociais, preferência por ambientes mais tranquilos e sensibilidade a estímulos como sons, cheiros e algumas texturas.
    Também percebo dificuldade em entender certos tipos de piadas ou linguagem indireta, além de desconforto com contato visual prolongado. Em ambientes muito movimentados, costumo ficar em estado de alerta e desconfortável.
    Gostaria de saber: esses sintomas podem estar relacionados apenas à ansiedade social ou podem indicar a necessidade de investigação para algo mais aprofundado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Olá! O que você descreve pode, sim, fazer parte da ansiedade social, mas alguns desses aspectos também podem merecer uma investigação mais aprofundada.

    A ansiedade social costuma trazer medo ou desconforto nas interações, preocupação com a forma como os outros vão nos enxergar e uma sensação de estar sempre em alerta em determinadas situações.

    Mas você também contou que algumas dessas características estão presentes desde a infância, como a sensibilidade a sons, cheiros e texturas, a dificuldade com algumas formas de comunicação indireta e o desconforto em ambientes muito movimentados.

    Por isso, talvez valha a pena olhar para o conjunto, e não tentar descobrir sozinha qual é o nome certo para tudo o que você sente.

    Imagina que você tem várias peças de um quebra-cabeça. Algumas podem fazer parte da ansiedade social. Mas, para entender a imagem completa, é preciso olhar para todas elas juntas: como você era na infância, como são suas relações, o que acontece em diferentes ambientes e o quanto essas situações afetam a sua vida.

    Uma avaliação com um psicólogo ou psiquiatra pode ajudar nesse processo. Se houver necessidade, esse profissional também poderá indicar uma investigação mais específica.

    O mais importante é que buscar uma avaliação não significa que exista, necessariamente, outro diagnóstico. Significa apenas tentar entender melhor você e o que está por trás das dificuldades que vem enfrentando.

    E talvez essa seja uma pergunta mais útil neste momento: não apenas “o que eu tenho?”, mas “o que está acontecendo comigo e do que eu preciso para viver essas situações com menos sofrimento?”


  • Que tipo de profissional (terapeuta ou psicólogo ou psiquiatra) devo buscar? Tenho alta desconfiança

    Que tipo de profissional (terapeuta ou psicólogo ou psiquiatra) devo buscar? Tenho alta desconfiança de ter ansiedade desde a adolescência, tenho muitos traumas de infância que ainda me afetam (como agressão dos pais, problemas de atenção, bullying (psicológico) por colegas da escola e familiares, solidão, isolamento e muitas fugas da realidade por divagação), também sou bem paranoica desde criança, insegura, tenho crises de pânico e choro repentinas, estresses severos que me dão enxaqueca forte e vômito ou refluxo no estômago e trauma de chorar. Recentemente, finalmente estou criando coragem e juntando dinheiro para começar a me tratar e descobrir meus reais problemas, mas não faço ideia de qual profissional especifico eu deveria ir, já que tem tantas vertentes e tipos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Olá! Antes de tudo, acho importante dizer que você não precisa descobrir sozinha qual profissional escolher para só então começar a cuidar de tudo isso.

    Pelo que você contou, existem muitas coisas que parecem estar te causando sofrimento há bastante tempo. Experiências da infância, ansiedade, crises de pânico, insegurança, dificuldade de atenção, momentos de estresse intenso e sintomas físicos.

    Quando temos muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo, é comum pensar: “Por onde eu começo?”

    Você pode começar procurando um psicólogo. Na terapia, será possível olhar para a sua história e entender melhor o que você viveu, o que ainda te afeta hoje e o que pode estar acontecendo por trás de alguns desses sintomas.

    Um psiquiatra também pode ser importante, principalmente por causa das crises de pânico, do sofrimento intenso e dos sintomas físicos que você descreve. Ele poderá fazer uma avaliação e verificar se existe necessidade de algum acompanhamento médico ou tratamento complementar.

    Não precisa ser um ou outro para sempre. Muitas pessoas fazem psicoterapia e, quando necessário, também são acompanhadas por um psiquiatra.

    Sobre qual abordagem psicológica escolher, eu não acho que você precise começar tentando encontrar a “abordagem perfeita”. Mais importante é encontrar um profissional com quem você se sinta segura para falar e que possa explicar como trabalha.

    E uma coisa que achei importante no que você escreveu: você está juntando coragem e dinheiro para começar a se cuidar.

    Às vezes, a gente passa tanto tempo tentando sobreviver sozinha que até pedir ajuda parece mais uma coisa difícil de resolver.

    Mas você não precisa chegar na primeira sessão sabendo exatamente o que tem.

    Você pode simplesmente chegar e dizer:

    “Tem muitas coisas acontecendo comigo há muito tempo e eu quero começar a entender.”

    Isso já é um começo.

    Se as crises ficarem muito intensas, se você sentir que está em risco ou sem conseguir se manter segura, procure atendimento de urgência na sua região.


  • Vivo v meu companheiro mas n amo já falei p ele.mas ele n acredita.estamos junto 8 anos .tive decepç

    Vivo v meu companheiro mas n amo já falei p ele.mas ele n acredita.estamos junto 8 anos .tive decepções C ele no passado hoje meu objetivo de está C ele somente é crescer juntos trabalhar juntos temos uma vida como marido e mulher nos respeitamos mas eu n amo.meu objetivo e vive C ele p um cuidar do outro na velhice e crescer juntos financeiramente.o q vcs me diz sobre???

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    O que você descreve mostra que existe uma diferença entre o carinho, a parceria e o amor da forma como você o entende. Nem todo relacionamento permanece igual ao longo dos anos, e é importante olhar para isso com honestidade, como você está fazendo.

    Pelo seu relato, parece que vocês construíram uma relação baseada no respeito, na convivência e em objetivos em comum, como crescer financeiramente e cuidar um do outro no futuro. A questão é refletir se esse tipo de relação faz sentido para ambos ou se um de vocês espera algo diferente.

    Também vale a pena se perguntar: você deixou de amar por causa das decepções que viveu ou percebe que seus sentimentos mudaram independentemente delas? Essa resposta pode ajudar a compreender melhor o que está acontecendo.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), trabalhamos essas questões sem julgamentos, buscando entender os pensamentos, as emoções e os comportamentos envolvidos nas relações. Esse processo ajuda a tomar decisões mais conscientes, sem agir apenas pelo medo, pela culpa ou pela sobrecarga emocional.

    Se essa situação tem gerado dúvidas ou sofrimento, buscar acompanhamento psicológico pode ajudá-la a compreender seus sentimentos e decidir qual caminho faz mais sentido para a sua vida. Se desejar, entre em contato para saber como funciona meu atendimento psicológico online. Ficarei feliz em conversar com você.


  • Tenho TPAS e sinto muita raiva ... é a única coisa que sinto basicamente..porque e de onde vem toda

    Tenho TPAS e sinto muita raiva ... é a única coisa que sinto basicamente..porque e de onde vem toda minha raiva ???

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Entendo o quanto isso pode ser difícil. E o fato de você estar percebendo essa raiva já é um passo importante.

    A raiva, por si só, não costuma surgir do nada. Ela geralmente aparece quando interpretamos que algo foi injusto, que fomos desrespeitados, rejeitados ou quando alguma necessidade importante não está sendo atendida.

    Na TCC, nós entendemos que não é apenas a situação que desperta a emoção, mas também a forma como a interpretamos. Por isso, vale a pena se perguntar: em quais momentos essa raiva aparece? O que costuma acontecer antes? O que passa pela sua cabeça nesses momentos?

    Quando você diz que a raiva é praticamente a única emoção que sente, isso também merece ser explorado com cuidado. Às vezes, ela acaba ficando na frente de outras emoções, como tristeza, medo, frustração ou sensação de vulnerabilidade, que podem estar mais difíceis de reconhecer.

    Independentemente do diagnóstico, entender a função dessa raiva e o que ela está tentando comunicar é algo que pode ser trabalhado em terapia. É um processo de autoconhecimento que ajuda a identificar os gatilhos, compreender os pensamentos envolvidos e desenvolver estratégias mais saudáveis para lidar com essas emoções.


  • Sou diagnosticada com tag, estou tomando medicação mas no último mês e meio perdi minha cachorrinha

    Sou diagnosticada com tag, estou tomando medicação mas no último mês e meio perdi minha cachorrinha e desde então não tenho dormido direito, acordado com o coração acerelado tenho crises às vezes várias vezes ao dia e é como se eu estivesse vivendo aquelo todos os dias. Se eu imaginar ter um outro cachorro na minha casa ou só de ver ouvir sobre cachorros, começo entrar em pânico.nao estou conseguindo lidar e nem seguir em frente. As vezes me culpo pelo ocorrido. Me sinto meio estranha como se fosse uma tristeza com pouco de vazio. Só não queria ter passado por essa situação, gostaria de voltar no tempo. Gostaria de ajudar para entender isso que estou sentindo

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Sinto muito pela perda da sua cachorrinha. Pelo que você contou, parece que não foi apenas “perder um animal de estimação”. Você perdeu alguém que fazia parte da sua vida, da sua rotina e da sua história.

    E, às vezes, a nossa cabeça entende que algo aconteceu, mas o nosso corpo parece não conseguir acompanhar.

    Você acorda com o coração acelerado, entra em pânico ao pensar em outro cachorro e sente como se estivesse vivendo tudo novamente. Também aparece a culpa e esse desejo de voltar no tempo e fazer algo diferente.

    No luto, é comum que a nossa mente fique presa no “e se?”. “E se eu tivesse feito outra coisa?”, “e se eu tivesse percebido antes?”, “e se eu pudesse voltar no tempo?”. Mas sentir culpa não significa, necessariamente, que você tenha sido culpada pelo que aconteceu.

    Pelo que você descreve, essa perda parece ter deixado uma ferida que ainda está muito aberta. Talvez, neste momento, não seja sobre conseguir “seguir em frente” ou esquecer o que aconteceu. Primeiro, pode ser importante entender e dar espaço para tudo o que essa perda despertou em você.

    Como você já tem diagnóstico de TAG e está usando medicação, eu recomendaria conversar com o psiquiatra que acompanha seu tratamento para contar sobre essa mudança dos sintomas. A psicoterapia também pode ser um espaço importante para trabalhar esse luto, a culpa e essas crises que estão acontecendo quando algo lembra a sua cachorrinha.

    Você não precisa lidar com isso sozinha.

    E talvez, por enquanto, você não precise descobrir como voltar a ser como era antes. O primeiro passo pode ser simplesmente buscar ajuda para conseguir viver essa dor sem sentir que precisa passar por tudo isso novamente todos os dias.


  • Doutor(a), o meu maior problema hoje é que eu me sinto preso em um ciclo de dúvida paralisante. Eu q

    Doutor(a), o meu maior problema hoje é que eu me sinto preso em um ciclo de dúvida paralisante. Eu queria trabalhar com você estes pontos específicos:
    ​ Sinto que meu raciocínio está lento e minha mente parece 'nebulosa' (brain fog). Por causa disso, eu não consigo confiar no que eu sinto. Se sinto alívio agora, daqui a cinco minutos a agonia volta e eu começo a questionar tudo de novo. É um ruído que não para.
    ​ Eu já tomei uma decisão racional (fazer BICT, seguir para Engenharia Mecânica e focar no setor de Petróleo e Gás, que eu já conheço e gosto). O problema é que, mesmo com o plano traçado, meu cérebro continua 'caçando' motivos para duvidar. É como se eu não conseguisse me sentir satisfeito com a minha escolha.

    Quando vejo outras pessoas passando em outros cursos (como Medicina, Direito ou o CFO), eu imediatamente me pergunto: 'Será que aquele não é o curso ideal para mim?'. Eu sinto que estou perdendo algo, mesmo sabendo que o meu caminho é bom. Essa comparação me gera uma angústia horrível.
    ​ Como eu posso aprender a viver com a dúvida sem deixar que ela paralise meus estudos? Eu preciso entender se essa indecisão constante é um traço da minha personalidade ou se é apenas um sintoma da minha ansiedade que está 'em pico' agora."

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Quero começar dizendo que o que você descreve faz bastante sentido dentro de um quadro de ansiedade. Muitas pessoas acreditam que o problema é a indecisão, mas, na prática, o que costuma paralisar é a necessidade de ter certeza absoluta de que fizeram a escolha "perfeita".

    Quando a ansiedade está elevada, é comum surgir a sensação de "mente nebulosa" (brain fog), dificuldade para confiar nos próprios pensamentos e uma busca constante por novas respostas. É como se o cérebro tentasse eliminar toda possibilidade de erro, mas quanto mais ele procura certeza, mais dúvidas aparecem.

    Pela forma como você descreve, percebo que a decisão já foi tomada de maneira racional. O sofrimento parece estar menos relacionado à escolha em si e mais ao ciclo de questionamentos e comparações que a ansiedade alimenta. Cada vez que você compara seu caminho ao de outra pessoa, seu cérebro interpreta que ainda existe algo a ser resolvido, e o ciclo recomeça.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), trabalhamos justamente para que a pessoa aprenda a tolerar a incerteza, sem precisar responder a cada dúvida que surge. O objetivo não é eliminar completamente as dúvidas — isso faz parte da vida —, mas impedir que elas comandem suas decisões e gerem ainda mais ansiedade e sobrecarga emocional.

    Como esses pensamentos têm impactado seus estudos e seu bem-estar, acredito que uma avaliação psicológica pode ajudá-lo a compreender se essa dificuldade está relacionada principalmente à ansiedade ou se existem outros fatores envolvidos. Se desejar conversar sobre o seu caso, entre em contato. Será um prazer explicar como funciona meu atendimento psicológico online e como a TCC pode ajudá-lo a recuperar a confiança nas suas escolhas.


  • Vejo pornografia de vez em quando, exemplo 2 vezes por semana, mas sinto um vazio e uma tristeza tod

    Vejo pornografia de vez em quando, exemplo 2 vezes por semana, mas sinto um vazio e uma tristeza todos os dias. Os senhores profissionais pela psicológia acham quem a pornografia que pode estar causando isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Olá! É difícil dizer apenas pela frequência se a pornografia está causando esse vazio e essa tristeza.

    Assistir pornografia duas vezes por semana, por si só, não permite concluir que ela seja a causa do que você está sentindo. O mais importante é entender como isso acontece na sua vida.

    Por exemplo: você assiste porque sente vontade ou porque está tentando fugir de alguma coisa? Como você se sente antes e depois? Isso está atrapalhando seus relacionamentos, seu trabalho ou outras partes da sua vida?

    Às vezes, a pessoa sente tristeza e vazio e procura alguma coisa que ajude a esquecer isso por alguns momentos. Pode ser pornografia, comida, redes sociais ou qualquer outro comportamento. Nesse caso, talvez a pergunta não seja apenas “isso está causando a minha tristeza?”, mas também “o que eu estou tentando não sentir quando faço isso?”.

    Também pode acontecer de a pessoa sentir culpa por assistir pornografia, e essa culpa aumentar ainda mais o sofrimento.

    Como você disse que sente esse vazio e essa tristeza todos os dias, acredito que valeria a pena olhar para isso com mais cuidado em psicoterapia. Não necessariamente para descobrir se você “deve ou não” assistir pornografia, mas para entender o que está acontecendo na sua vida e o que pode estar por trás dessa tristeza.

    Às vezes, ficamos tentando descobrir qual comportamento precisa ser eliminado, quando a questão mais importante é entender o que estamos sentindo e por que isso tem sido tão difícil de carregar.


  • Olá boa noite gostaria saber quando agente sonha pensando alguém no sonho significa o que?

    Olá boa noite gostaria saber quando agente sonha pensando alguém no sonho significa o que?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Olá! Sonhar com alguém não tem, necessariamente, um significado único ou uma mensagem escondida.

    Às vezes, sonhamos com uma pessoa porque pensamos nela recentemente. Outras vezes, aquela pessoa pode aparecer misturada com lembranças, sentimentos, preocupações ou situações que estamos vivendo.

    Também pode acontecer de você nem estar pensando conscientemente naquela pessoa e, ainda assim, ela aparecer no sonho.

    Por isso, talvez a pergunta não seja apenas “o que significa sonhar com essa pessoa?”, mas também: “Como eu me senti nesse sonho?” e “O que estava acontecendo na minha vida naquele momento?”.

    Por exemplo, duas pessoas podem sonhar com alguém do passado. Para uma, o sonho pode despertar saudade. Para outra, medo. Mesmo sendo a mesma pessoa no sonho, o significado que cada uma atribui à experiência pode ser diferente.

    Através da terapia, eu posso ajudar você a olhar para os sentimentos e pensamentos que esse sonho despertou. Mais do que procurar uma resposta pronta sobre o que ele “quer dizer”, podemos tentar entender o que essa experiência mexeu em você.


  • Porque quando vejo a pessoa que gosto me da forte crises de ansiedade.

    Porque quando vejo a pessoa que gosto me da forte crises de ansiedade.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Olá! Isso pode acontecer por vários motivos, e nem sempre significa que exista algo “errado” com você.

    Quando gostamos de alguém, aquela pessoa pode passar a ter um peso muito grande para nós. Não é apenas encontrar alguém. Podem aparecer, ao mesmo tempo, o medo de ser rejeitado, a preocupação com o que a pessoa vai pensar e a vontade de que tudo dê certo.

    Então, imagine que você vê essa pessoa e, em poucos segundos, sua cabeça começa a pensar em várias coisas:

    “Será que ela percebeu que estou nervoso?”

    “O que eu vou falar?”

    “Será que ela gosta de mim?”

    “E se eu fizer alguma coisa estranha?”

    Quanto mais importância aquela situação ganha, mais o seu corpo pode entender que precisa ficar em alerta. E é aí que podem aparecer sintomas como coração acelerado, tremores, falta de ar ou uma forte sensação de ansiedade.

    Por isso, talvez a questão não seja apenas “por que eu fico ansioso quando vejo essa pessoa?”, mas também: “O que eu acredito que pode acontecer nesse momento?”.

    Através da terapia, eu posso ajudar você a entender o que está por trás dessas crises. Às vezes, não se trata apenas de aprender a controlar a ansiedade, mas de compreender o medo de rejeição, a insegurança ou a pressão que você coloca sobre si mesmo quando está diante dessa pessoa.

    Quando entendemos o que está fazendo aquele encontro parecer tão ameaçador, podemos começar a lidar com essa situação de uma forma diferente.


  • Tenho 45 anos e fiz um teste que indica alta probabilidade de um diagnóstico positivo de TDAH. Esto

    Tenho 45 anos e fiz um teste que indica alta probabilidade de um diagnóstico positivo de TDAH.
    Estou considerando prosseguir com o diagnóstico formal, e gostaria de informações sobre o procedimento e custo.
    1) Quem faz este diagnóstico formal (com laudo)?
    2) Quais os passos para este diagnóstico
    3) Qual o custo envolvido em cada passo?
    4) Caso positivo, quais os benefícios do tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Um teste de rastreio pode levantar uma hipótese de TDAH, mas ele não é suficiente para confirmar o diagnóstico. Por isso, o ideal é buscar uma avaliação clínica completa.

    1. O diagnóstico pode ser realizado por um médico, como um psiquiatra ou neurologista. Em alguns casos, o psicólogo também participa do processo por meio de uma avaliação psicológica ou neuropsicológica, que complementa as informações e auxilia no diagnóstico.

    2. O processo geralmente inclui uma entrevista detalhada sobre sua história de vida, investigação dos sintomas desde a infância, avaliação do impacto desses sintomas na rotina e, quando necessário, aplicação de testes psicológicos ou neuropsicológicos. O diagnóstico é sempre baseado no conjunto dessas informações, e não apenas em um teste.

    3. Os custos variam bastante de acordo com a região, o profissional e a necessidade de avaliações complementares. Por isso, vale a pena consultar diretamente os profissionais ou clínicas da sua cidade para obter valores atualizados.

    4. Quando o diagnóstico de TDAH é confirmado, o tratamento pode trazer benefícios importantes, como melhora da atenção, da organização, do planejamento e da qualidade de vida. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) ajuda a desenvolver estratégias para lidar com os desafios do dia a dia, e, em alguns casos, o médico pode indicar o uso de medicação quando houver essa necessidade.

    Independentemente do resultado, buscar uma avaliação é um passo importante para compreender melhor seu funcionamento e encontrar estratégias que façam sentido para a sua realidade.


  • Sinto muita farqueza ,tremedeira ânsia de vômito e tontura a algum tempo ,isso pode ser relacionado

    Sinto muita farqueza ,tremedeira ânsia de vômito e tontura a algum tempo ,isso pode ser relacionado a ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Olá! Sim, sintomas como tremedeira, tontura, náusea e sensação de fraqueza podem aparecer durante períodos de ansiedade.

    Quando estamos ansiosos, o corpo também reage. Algumas pessoas sentem o coração acelerar, outras têm falta de ar, tremores, enjoo ou tontura.

    Mas é importante não concluir automaticamente que tudo é ansiedade.

    Como você disse que esses sintomas estão acontecendo há algum tempo, o ideal é procurar também uma avaliação médica para investigar outras possíveis causas.

    Depois de descartar ou avaliar questões físicas, se for identificado que a ansiedade está contribuindo para esses sintomas, a psicoterapia pode ajudar.

    Através da terapia, eu posso ajudar você a entender o que acontece antes desses sintomas aparecerem e como a ansiedade está fazendo parte desse processo.

    Às vezes, a pessoa começa a sentir uma tontura e pensa: “Tem alguma coisa errada comigo”.

    Isso gera mais medo.

    O corpo fica ainda mais em alerta.

    Os sintomas aumentam.

    E, sem perceber, a pessoa entra em um ciclo.

    Mas, antes de tentar concluir que esse é o seu caso, é importante investigar o que está acontecendo.

    Cuidar da ansiedade é importante, mas também é importante não atribuir automaticamente todos os sintomas físicos a ela.


  • Pessoas rígidas são mais propensas ao esgotamento a Síndrome do Esgotamento Profissional (Burnout )

    Pessoas rígidas são mais propensas ao esgotamento a Síndrome do Esgotamento Profissional (Burnout ) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Olá! Pessoas rígidas podem, sim, ter alguns padrões que aumentam o risco de viver uma rotina de sobrecarga. Mas isso não significa que toda pessoa rígida desenvolverá burnout.

    Quando falo em rigidez, penso, por exemplo, na dificuldade de aceitar que algo seja feito de outra forma.

    A pessoa pensa:

    “Se não for do meu jeito, vai dar errado.”

    Então ela revisa o trabalho de todo mundo.

    Refaz o que outra pessoa já fez.

    Tem dificuldade de delegar.

    E acaba assumindo responsabilidades que nem sempre precisariam estar nas mãos dela.

    O problema é que, aos poucos, ela pode começar a carregar mais e mais coisas.

    Imagina que você está carregando várias sacolas. Alguém oferece ajuda, mas você pensa: “Não, deixa que eu faço. Eu sei como carregar isso melhor”.

    No início, parece apenas uma forma de fazer as coisas direito.

    Mas, depois de um tempo, o peso continua todo nas suas mãos.

    Por isso, através da terapia, eu posso ajudar a entender o que está por trás dessa necessidade de fazer tudo de uma determinada forma.

    Porque talvez a pergunta não seja apenas: “Como posso ser menos rígida?”.

    Pode ser: “O que eu acredito que vai acontecer se eu deixar outra pessoa fazer diferente de mim?”.

    Às vezes, por trás da rigidez existe medo de errar, de perder o controle, de ser criticada ou a crença de que, se você não fizer tudo direito, alguma coisa ruim vai acontecer.

    Na terapia, podemos trabalhar essas crenças e padrões para que você consiga continuar sendo uma pessoa comprometida e responsável, sem precisar carregar tudo sozinha até chegar ao seu limite.


  • Tenho percebido um ciclo dos meus relacionamentos e percebi que ao entrar em relações complicadas ou

    Tenho percebido um ciclo dos meus relacionamentos e percebi que ao entrar em relações complicadas ou que sinta desafios eu costumo sofrer, mas permaneço, porém em relações de afeto e tranquilas, em algum momento me encontro com ansiedade e pensamentos de medo excessivo de um dia estragar a relação por não amar de verdade a pessoa ou magoá-la, algo que não sinto em relações desafiadoras, estou ficando com uma pessoa uns meses após sair de uma relação que me era desafiadora e finalmente saí quando senti que deveria ter alguém que me amasse, porém ao me sentir desejada e vista por alguém, comecei a ter ansiedade e aperto no peito novamente, tenho medo de nunca conseguir quebrar esse ciclo e medo de talvez ser uma pessoa incapaz de amar de verdade, queria muito não sentir esses medos e permitir conhecer as pessoas e me relacionar com elas antes de sentir esses sentimentos e acabar com tudo

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Olá! Pelo que você contou, parece que existe um ciclo que vale a pena olhar com cuidado.

    Nas relações mais difíceis, você sofre, mas permanece. Já quando encontra alguém que oferece carinho, tranquilidade e parece realmente querer estar com você, surge uma ansiedade diferente.

    E aí começam os pensamentos:

    “Será que eu amo essa pessoa de verdade?”

    “E se eu acabar estragando tudo?”

    “E se eu magoar essa pessoa?”

    “E se eu descobrir que não era isso que eu queria?”

    Mas ter esses pensamentos não significa, necessariamente, que você seja incapaz de amar.

    Às vezes, passamos tanto tempo em relações onde precisamos lutar para sermos vistas, desejadas ou escolhidas que a tranquilidade pode parecer estranha.

    Imagina uma pessoa que passou muito tempo vivendo em uma casa barulhenta. Quando ela finalmente entra em um lugar silencioso, o silêncio pode até causar estranhamento. Não porque exista algo errado com o silêncio, mas porque aquilo ainda não é familiar.

    Talvez aconteça algo parecido com você.

    Isso não significa que essa relação seja a certa ou que você precise permanecer nela. Mas talvez seja importante tomar cuidado para não transformar toda ansiedade em uma resposta.

    Sentir medo de não amar não é a mesma coisa que não amar.

    Através da terapia, eu posso ajudar você a entender o que está por trás desse ciclo. Podemos olhar para o que acontece quando você é desejada, cuidada e encontra uma relação mais tranquila.

    O que muda dentro de você?

    O que você teme perder?

    E, principalmente: será que você realmente não consegue amar ou aprendeu, de alguma forma, que amar precisa ser difícil?

    Na terapia, não se trata de convencer você a ficar em uma relação ou dizer o que deve sentir. O processo pode ajudar você a entender melhor seus medos para que eles não precisem decidir tudo antes mesmo de você ter tempo de conhecer a pessoa e descobrir, com calma, o que sente.

    Porque talvez, antes de responder “eu amo ou não amo?”, exista outra pergunta importante:

    “Por que estar em uma relação tranquila está me deixando tão ansiosa?”


  • Transtorno de ansiedade,com Desrealização tem cura ainda ,depois de dois anos?

    Transtorno de ansiedade,com Desrealização tem cura ainda ,depois de dois anos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Olá! O fato de você estar vivendo isso há dois anos não significa que não possa melhorar.

    A ansiedade e a sensação de desrealização podem causar muito sofrimento. Algumas pessoas descrevem como se estivessem vivendo em um sonho, como se tudo estivesse distante ou como se o mundo não parecesse completamente real.

    Mas o tempo que você está passando por isso, sozinho, não define se você vai ou não melhorar.

    O mais importante é entender o que está acontecendo e como esses sintomas aparecem na sua vida.

    Às vezes, a pessoa sente a desrealização, se assusta e começa a pensar: “Por que isso ainda não passou?” ou “E se eu ficar assim para sempre?”.

    Esse medo pode fazer com que ela fique ainda mais atenta à sensação, criando um ciclo em que quanto mais tenta verificar se está tudo normal, mais percebe aquilo.

    Por isso, através da terapia, eu posso ajudar você a compreender como esse ciclo acontece no seu caso e o que pode estar mantendo esse medo e a ansiedade.

    Não se trata apenas de dizer para você ignorar a sensação ou tentar se convencer de que ela vai passar. Podemos olhar para o que acontece quando ela aparece, quais pensamentos surgem e como você reage a eles.

    Se você ainda não faz acompanhamento, procurar um psicólogo e, dependendo dos seus sintomas, também um psiquiatra pode ser importante. Se já está em tratamento e continua sofrendo muito, vale conversar com o profissional que acompanha você para revisar o que está acontecendo.

    Você não precisa concluir que, porque isso acontece há dois anos, será assim para sempre. O primeiro passo pode ser justamente entender melhor esse ciclo e buscar um acompanhamento adequado para o seu caso.


  • Há alguns dias, meu filho me procurou e disse que gostaria de voltar a fazer terapia. Ele fez terapi

    Há alguns dias, meu filho me procurou e disse que gostaria de voltar a fazer terapia. Ele fez terapia por um ano, Há dois anos atrás. Aparentemente, parecia uma depressão. A psicóloga me passou que ele tinha um pouco de fobia social. Como ele apresentou uma certa melhora, a psicóloga disse que não havia mais necessidade de terapia. Porém, eu percebo qie ele é diferente, já cheguei a pensar que ele talvez seja autista. Mas, hoje ele (chorando) me disse que não queria nos decepcionar e me contou que ele não se sente um menino e sim menina(desde pequeno). Ele tem 17 anos.Ele não demonstra nenhum estereótipo feminino. Já chegou a se apaixonar por uma menina. Ele diz que apesar de se sentir assim,.sexualmente, ele não tem interesse em se relacionar com menino, e sim, com menina
    Comentou também sobre a mudança de identidade, de transição de gênero e que pode acontecer dd mesmo ele se tornando uma menina ele se relacionar com outra menina. Hoje em dia os jovens tem muito mais informação. Pra mim é um pouco confuso , sei qie mesmo que ele tenha informações, tenho certeza que não é fácil lidar com isso. Pois, sabemos os desafios e situações que iremos enfrentar. Jamais agendei com uma psicóloga, mas gostaríamos de mais esclarecimentos.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Olá! Imagino que essa conversa tenha trazido muitas dúvidas para você. Mas, antes de tudo, acho importante olhar para uma coisa muito bonita no que você contou: seu filho conseguiu procurar você e dizer algo que, aparentemente, vinha guardando há muito tempo.

    Isso não significa que vocês precisam ter todas as respostas agora.

    O fato de ele dizer que não se sente um menino, mas também dizer que sente atração por meninas, pode parecer confuso no início. Mas estamos falando de coisas diferentes.

    Uma coisa é como a pessoa se reconhece e se sente em relação ao próprio gênero. Outra é por quem ela sente atração ou com quem gostaria de se relacionar.

    Por isso, uma pessoa pode, por exemplo, se reconhecer como menina e sentir atração por meninas.

    Também não é possível concluir, apenas pelo que você contou, se existe relação com autismo, ansiedade, depressão ou qualquer outro diagnóstico. São questões que precisam ser compreendidas com cuidado, sem tentar encontrar uma explicação rápida para tudo.

    Acredito que buscar novamente a terapia pode ser um caminho importante. Mais do que procurar alguém para dizer imediatamente “quem ele é” ou decidir por ele o que deve fazer, o acompanhamento psicológico pode oferecer um espaço seguro para que ele consiga falar sobre o que sente, entender melhor a si mesmo e lidar com os medos e dificuldades que podem aparecer nesse processo.

    Através da terapia, eu posso ajudar adolescentes e suas famílias a compreenderem melhor o que está acontecendo, respeitando o tempo de cada pessoa. O objetivo não é apressar decisões nem tentar encaixar alguém em uma resposta pronta, mas criar espaço para que essas questões possam ser conversadas com cuidado.

    E você também não precisa entender tudo de uma vez. Talvez, neste momento, uma das coisas mais importantes seja continuar mostrando ao seu filho que ele pode falar com você e que não precisa ter medo de decepcionar vocês por contar o que sente.

    As respostas podem ser construídas aos poucos. O mais importante é que ele não precise passar por esse processo sozinho.


  • Estou como responsável da pastoral da Liturgia, mas não consigo ficar normal, estou sempre nervosa e

    Estou como responsável da pastoral da Liturgia, mas não consigo ficar normal, estou sempre nervosa e com as mãos geladas,será que tenho que fazer algum desbloqueio emocional, pois minha vida desde a infância não foi normal igual de outras pessoas, tenho muitos traumas e já tive ansiedade e depressão.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Olá! Pelo que você contou, parece que assumir essa responsabilidade está despertando muita ansiedade em você. As mãos geladas e o nervosismo podem ser sinais de que o seu corpo está entrando em estado de alerta.

    Mas não significa, necessariamente, que você precise fazer algum “desbloqueio emocional”.

    Às vezes, a pessoa passou boa parte da vida vivendo situações difíceis e aprende, sem perceber, a ficar sempre esperando que alguma coisa dê errado.

    Então imagina um alarme que ficou ligado por muito tempo. Mesmo quando não existe um perigo naquele momento, ele pode continuar disparando.

    Através da terapia, eu posso ajudar você a entender o que está acontecendo por trás desse nervosismo. Podemos olhar para a sua história, para as experiências que você viveu e também para o que essa nova responsabilidade pode estar despertando em você hoje.

    Porque não se trata apenas de aprender uma forma de parar de tremer ou de fazer as mãos deixarem de ficar geladas.

    Vale a pena entender: o que você sente que pode acontecer nesses momentos? Você tem medo de errar, de ser julgada ou de não conseguir fazer tudo como deveria?

    Às vezes, o nosso corpo está reagindo a algo que a nossa história nos ensinou a temer, mesmo quando hoje a situação é diferente.

    Na terapia, esse processo pode ajudar você a compreender melhor essas reações e a construir novas formas de lidar com elas, sem precisar enfrentar tudo sozinha.

    Como você já teve ansiedade e depressão anteriormente, se esses sintomas estiverem intensos ou voltarem acompanhados de outros sinais de sofrimento, também pode ser importante procurar uma avaliação com um médico ou psiquiatra.


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Perguntas frequentes

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