Perguntas do paciente (251)

  • Por onde é possível começar a perder o medo com mulheres após anos de depressão grave e isolamento

    Por onde é possível começar a perder o medo com mulheres após anos de depressão grave e isolamento (ansiedade social)?

    Contexto: Minha depressão começou no Ensino Médio. Terminei, fiquei quatro anos definhando, e então foi dado início ao tratamento (oito anos ao todo). Veio a pandemia, mais de um ano de lockdown, e então passei a ter uma grande melhora. Minha depressão entrou em remissão tem um ano, minha ansiedade social está controlada em boa parte. Faço acompanhamento com psiquiatra e psicóloga.
    Estou recomeçando a minha vida do zero após anos e anos de isolamento. Já aprendi dois idiomas, comecei a sair mais e sozinho, voltei a ter minha autonomia, cuidado comigo, faço academia, yoga, me matei de estudar pra entrar num curso muito concorrido na federal, voltei a sair com meus amigos e até fiz novas amizades e é isso. Acontece que quanto mais eu vou melhorando, maior a minha solidão vai ficando. O meu anseio por contato humano, desejo e a libido acabam ficando muito altos. Eu não quero pagar por profissional (não sou virgem), pois eu necessito de conexão. Sou introvertido.

    Agora para a questão da pergunta: Eu estou voltando a desenvolver minhas habilidades sociais. Consigo falar com mulheres normalmente quando não envolve atração física/sexual. Como esse desejo somado a solidão tem aumentado muito, abordei minha psicóloga para ver se há maneira de eu começar a me expor de forma gradual ou de contornar isso. Não tive êxito. Meu tratamento é pelo SUS. Então comecei a puxar assunto pelo instagram e whatsapp para ir me expondo. Só que esses dias tive uma crise de pânico após estar rodeado de mulheres na mesa em um pub. Consegui contornar a crise, mas percebi que eu ainda não consigo flertar pessoalmente ou ter um date ou qualquer coisa do tipo e eu quero muito melhorar isso, pois minha mente e meu corpo estão clamando por isso, mas a minha ansiedade social nesse quesito está me bloqueando.

    Não sei qual profissional procurar ou então qual outra forma de abordar esse assunto com a minha psicóloga para que eu possa ter o acompanhamento dela, de uma profissional da saúde. Só sei que isso está acabando comigo. É algo muito novo pra mim, pois passei boa parte da minha vida sem desejo algum.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Olá! Primeiro, acho importante reconhecer o quanto você já conseguiu reconstruir.

    Você passou muitos anos em isolamento e hoje voltou a estudar, fazer amizades, sair sozinho, cuidar de si e ocupar novamente espaços que antes pareciam muito difíceis.

    Então, talvez não seja que você não saiba mais conviver com pessoas ou conversar com mulheres.

    Você mesmo percebeu isso: consegue conversar normalmente quando não existe atração envolvida.

    A dificuldade aparece quando aquela interação começa a significar algo mais para você.

    E talvez valha a pena olhar para isso com cuidado.

    Quando você conversa com uma mulher sem interesse amoroso ou sexual, o que está em jogo é apenas uma conversa. Mas, quando existe atração, podem aparecer muitas outras coisas ao mesmo tempo: o desejo de que dê certo, o medo de ser rejeitado, a preocupação com a forma como ela vai enxergar você e até a sensação de que aquela oportunidade precisa funcionar.

    Depois de tantos anos de isolamento, também é compreensível que esse desejo por conexão esteja vindo com muita força. Mas talvez exista uma pressão escondida nisso.

    Imagina que você passou muito tempo com sede e, quando finalmente encontra água, sente que precisa beber tudo de uma vez.

    Só que conhecer alguém não precisa carregar a responsabilidade de acabar com todos os anos de solidão.

    Talvez esse seja um ponto importante para trabalhar.

    A exposição gradual pode ajudar, mas não precisa significar simplesmente se colocar em situações cada vez mais difíceis e torcer para a ansiedade diminuir. Antes, vale entender o que exatamente você teme nesses momentos.

    Você teme não saber o que dizer?

    Ser rejeitado?

    Parecer estranho?

    Ter uma crise de ansiedade?

    Ou sentir que, depois de tudo o que você já passou, não conseguir se relacionar seria mais uma prova de que ainda existe algo “errado” com você?

    Essas são questões que você pode levar novamente para a sua psicóloga. Talvez possa dizer de forma bem direta: “Eu quero trabalhar especificamente a minha dificuldade de me aproximar de mulheres quando existe atração. Quero entender o que acontece comigo e construir, junto com você, uma forma gradual de enfrentar isso”.

    Através da terapia, eu também poderia ajudar você a compreender o que está fazendo essas situações parecerem tão ameaçadoras. Não apenas dizendo para você “ir lá e flertar”, mas entendendo o que acontece dentro de você quando o desejo aparece junto com o medo.

    Porque o objetivo não é transformar você em alguém extrovertido ou fazer com que nunca mais sinta ansiedade.

    É ajudar você a conseguir se aproximar de alguém sem sentir que precisa garantir que tudo dê certo.

    Uma conversa pode ser apenas uma conversa.

    Um encontro pode não virar um relacionamento.

    Uma rejeição pode doer sem significar que há algo de errado com você.

    E talvez seja justamente quando essas situações deixarem de carregar tanto peso que você consiga vivê-las com mais liberdade.

    Você não está começando do zero. Está chegando a uma parte nova da sua vida, que ainda precisa ser aprendida e construída com cuidado.


  • Quais sintomas ajudam a diferenciar burnout de estresse comum no trabalho e quando é recomendável se

    Quais sintomas ajudam a diferenciar burnout de estresse comum no trabalho e quando é recomendável se afastar para recuperação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Olá! O estresse no trabalho e o burnout podem se parecer em alguns momentos, mas existe uma diferença importante.

    Uma pessoa pode passar por uma semana muito puxada, ficar cansada, irritada e precisar descansar. Quando aquela fase passa, ela consegue se recuperar e voltar a se sentir melhor.

    No burnout, o esgotamento costuma estar mais ligado a uma exposição prolongada ao estresse relacionado ao trabalho e pode vir acompanhado de uma sensação persistente de exaustão, distanciamento ou negatividade em relação ao trabalho e redução da sensação de eficácia profissional.

    Mas vale lembrar: não é apenas estar cansado.

    Às vezes, a pessoa continua trabalhando, entregando tudo e até sendo considerada muito competente. Só que começa a perceber que acorda já cansada, não consegue se desligar do trabalho, fica irritada com facilidade e sente que não sobra energia para mais nada.

    Ela pensa: “Só preciso aguentar mais essa semana”.

    A semana passa.

    E ela continua dizendo a mesma coisa.

    Talvez uma pergunta importante seja: **o descanso está sendo suficiente para você se recuperar ou você está apenas descansando o suficiente para conseguir voltar e continuar se esgotando?**

    Sobre o afastamento, essa decisão precisa ser avaliada individualmente. Quando o sofrimento está intenso e a pessoa não consegue mais exercer suas atividades sem um prejuízo importante para a saúde e para o funcionamento do dia a dia, é importante procurar avaliação profissional. Dependendo da situação, um médico poderá avaliar a necessidade de afastamento e emitir a documentação necessária.

    Mas também existe algo que considero importante olhar: afastar-se pode criar espaço para a recuperação, mas, sozinho, nem sempre resolve aquilo que fez a pessoa chegar ao limite.

    Imagine alguém carregando sacolas demais. Tirar as sacolas das mãos por um tempo pode ser necessário. Mas, em algum momento, também precisamos entender por que aquela pessoa continuava pegando mais sacolas mesmo quando já não conseguia carregar as que tinha.

    Através da terapia, eu posso ajudar você a entender o padrão que está por trás da sua sobrecarga.

    Podemos olhar para a dificuldade de dizer não, o medo de decepcionar, a necessidade de controlar tudo, a dificuldade de delegar e a crença de que você precisa continuar dando conta, mesmo quando o seu corpo já está mostrando que chegou ao limite.

    O objetivo não é fazer você abandonar sua carreira ou deixar de ser uma pessoa comprometida com o trabalho.

    É ajudar você a construir uma forma de trabalhar com excelência sem precisar viver para o trabalho e sem pagar por isso com a sua saúde, seu descanso e a sua vida.


  • Quais são os sinais de ansiedade que indicam que é importante procurar ajuda profissional, mesmo sem

    Quais são os sinais de ansiedade que indicam que é importante procurar ajuda profissional, mesmo sem ter uma crise de pânico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Olá! Não é preciso ter uma crise de pânico para procurar ajuda profissional.

    Muitas vezes, a ansiedade vai aparecendo de formas que a pessoa até considera “normais”, porque consegue continuar trabalhando, cuidando da casa e fazendo tudo o que precisa.

    Mas isso não significa que ela esteja bem.

    Alguns sinais que podem indicar que vale a pena procurar ajuda são:

    * dificuldade para desligar a mente;
    * preocupação constante com coisas que ainda nem aconteceram;
    * problemas para dormir porque fica pensando em tudo o que precisa fazer;
    * sensação de estar sempre atrasada ou devendo alguma coisa;
    * necessidade de conferir várias vezes se tudo está certo;
    * dificuldade de delegar ou confiar que outra pessoa fará algo bem feito;
    * medo excessivo de errar;
    * dificuldade para tomar decisões;
    * irritação, tensão ou sensação de estar sempre em alerta;
    * sintomas físicos, como tremores, coração acelerado, falta de ar ou desconfortos no estômago;
    * evitar situações por medo do que pode acontecer.

    Às vezes, a pessoa pensa: “Mas eu estou conseguindo dar conta”.

    E talvez essa seja justamente uma pergunta importante: **dar conta de tudo está custando o quê para você?**

    Porque existem pessoas que continuam sendo produtivas, responsáveis e competentes enquanto vivem exaustas, dormem mal e não conseguem aproveitar um momento de descanso sem pensar no que ainda precisam fazer.

    Através da terapia, eu posso ajudar você a entender o padrão que está por trás da sua ansiedade.

    Não apenas o que fazer quando ela aparece, mas o que você está tentando controlar, evitar ou garantir para se sentir segura.

    Porque, às vezes, a ansiedade não aparece apenas como uma crise. Ela aparece em uma vida inteira tentando impedir que alguma coisa dê errado.

    E você não precisa esperar chegar ao seu limite para procurar ajuda.


  • Para ansiedade precisa de psiquiatra e psicóloga? É bom passar nos dois profissionais?

    Para ansiedade precisa de psiquiatra e psicóloga? É bom passar nos dois profissionais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Olá! Depende de como a ansiedade está aparecendo na sua vida e da intensidade dos sintomas. Nem toda pessoa com ansiedade precisa, obrigatoriamente, passar pelos dois profissionais.

    O psicólogo trabalha através da psicoterapia. Já o psiquiatra é o médico que pode avaliar se existe necessidade de tratamento com medicação.

    Em alguns casos, a psicoterapia pode ser suficiente. Em outros, pode ser importante combinar o acompanhamento psicológico e psiquiátrico.

    Mas, além de pensar em qual profissional procurar, também vale olhar para **como a ansiedade funciona na sua vida**.

    Porque, muitas vezes, a pessoa está ansiosa e tenta resolver isso fazendo justamente mais daquilo que a deixa presa.

    Ela sente medo de esquecer alguma coisa e começa a conferir tudo várias vezes.

    Tem medo de algo dar errado e tenta prever todos os problemas.

    Não confia que outras pessoas vão fazer bem feito e acaba assumindo tudo sozinha.

    Fica com medo de cometer um erro e passa horas pensando antes de tomar uma decisão.

    Imagina alguém tentando não deixar nenhuma gota de água cair no chão. Quanto mais tenta controlar cada movimento, mais atenção precisa colocar em cada passo.

    Com a ansiedade, às vezes acontece algo parecido.

    Através da terapia, eu posso ajudar você a entender **qual é o padrão que está por trás da sua ansiedade**.

    Porque o tratamento não precisa ser apenas aprender a respirar fundo toda vez que a crise aparece.

    Também podemos olhar para o que você acredita que precisa controlar, evitar ou garantir para se sentir segura.

    Às vezes, o problema não é apenas a ansiedade.

    É a vida que você começa a construir tentando nunca mais senti-la.

    E é a partir dessa compreensão que podemos encontrar novas formas de lidar com o que você sente.

    Se os sintomas estiverem muito intensos, causando crises frequentes ou prejudicando sua rotina, uma avaliação com um psiquiatra também pode ser importante.


  • Peguei meu filho de 14 anos em um jogo de discorde tendo uma bate papo com alguém do sexo masculino

    Peguei meu filho de 14 anos em um jogo de discorde tendo uma bate papo com alguém do sexo masculino assunto de punho sexual, com muitos palavrões, não sei o que fazer .
    Recolhi o celular dele por medo de ser um pedófilo do outro lado .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Olá! Entendo o seu medo. Encontrar uma conversa com conteúdo sexual envolvendo seu filho de 14 anos pode ser assustador, principalmente quando você não sabe quem estava do outro lado.

    Retirar o celular naquele momento pode ter sido uma reação de proteção. Mas, depois que a situação estiver mais calma, acredito que também seja importante conversar com ele.

    Antes de tentar descobrir apenas “quem estava errado”, vale entender o que estava acontecendo.

    Ele sabia quem era a pessoa?

    Era realmente outro adolescente?

    Essa pessoa pediu fotos, vídeos ou informações pessoais?

    Houve pressão, ameaças ou pedidos para manter a conversa em segredo?

    Se ainda tiver acesso às mensagens, pode ser importante preservar essas informações, principalmente se existir qualquer sinal de que um adulto estivesse se passando por adolescente ou tentando explorar seu filho.

    Também tentaria evitar começar a conversa com bronca ou julgamento. Imagine que ele já esteja com vergonha do que aconteceu. Se ele sentir que será apenas castigado, pode acabar escondendo situações futuras justamente quando mais precisar pedir ajuda.

    Você pode dizer algo como: “Eu fiquei preocupada porque não sei quem estava falando com você. Quero entender o que aconteceu e quero que você saiba que pode conversar comigo, mesmo quando o assunto for difícil”.

    A adolescência também é uma fase em que a curiosidade sobre sexualidade e conversas desse tipo pode aparecer. Isso, por si só, não significa que ele esteja em perigo ou que haja algo errado com ele. O ponto importante é entender se a outra pessoa era realmente quem dizia ser e se houve algum tipo de manipulação ou risco.

    Através da terapia, eu posso ajudar seu filho a ter um espaço seguro para falar sobre sexualidade, curiosidades, internet e situações que talvez ele tenha vergonha de conversar com os pais. Também posso ajudar vocês, como família, a encontrar uma forma de conversar sobre limites e segurança sem que ele sinta que precisa esconder tudo.

    O objetivo não é apenas vigiar o que ele faz na internet, mas ajudá-lo a reconhecer situações de risco e saber que pode procurar um adulto de confiança quando precisar.


  • Eu namoro há oito meses uma outra funcionária da empresa, ninguém da empresa sabe. Semana passada po

    Eu namoro há oito meses uma outra funcionária da empresa, ninguém da empresa sabe. Semana passada por motivos familiares ela pediu um tempo até o fim de Dezembro: a irmã surtou e a mãe está em briga constante com o padrasto dela. Estou tendo crises na empresa, muita falta de ar e choro e uma das crises sem querer acabei me abrindo com a gerente que eu estava namorando alguém da empresa, sem citar o nome. Minha namorada agora está chateada comigo. Eu a amo muito tenho medo de ter destruído a chance de recomeçar com ela. Como posso recuperar a confiança dela? Será que o relacionamento não tem mais salvação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Olá! Pelo que você contou, parece que duas coisas estão acontecendo ao mesmo tempo: você está sofrendo com o pedido de um tempo e também está com muito medo de que aquilo que contou para sua gerente tenha destruído a possibilidade de vocês reatarem.

    Mas talvez seja importante separar o que aconteceu do que a ansiedade está fazendo você imaginar.

    O que aconteceu foi que, durante uma crise, você se abriu com uma pessoa da empresa e disse que estava namorando alguém dali, sem revelar o nome da sua namorada.

    A partir disso, parece que sua mente começou a tentar descobrir o pior cenário:

    “Será que destruí tudo?”

    “Será que ela nunca mais vai confiar em mim?”

    “Será que não existe mais chance?”

    Só que, neste momento, você ainda não tem como saber qual será o futuro da relação.

    E talvez a tentativa de conseguir essa resposta agora esteja aumentando ainda mais a sua ansiedade.

    Sobre a confiança, acredito que o mais importante seja conversar com ela com honestidade. Você pode explicar o que aconteceu, reconhecer que entende o motivo de ela ter ficado chateada e ouvir como ela se sentiu.

    Mas também existe uma parte que não está sob seu controle: você não consegue obrigar alguém a confiar novamente ou garantir que a relação vai recomeçar.

    Imagina que você está tentando segurar a relação com tanta força para não perdê-la que, sem perceber, começa a viver apenas tentando garantir que nada dê errado.

    Talvez, neste momento, além de pensar em como recuperar a confiança dela, também seja importante olhar para o que está acontecendo com você.

    A falta de ar, o choro e as crises na empresa mostram que essa situação está causando um sofrimento importante.

    Através da terapia, eu posso ajudar você a entender o que está por trás desse medo tão intenso de perder a relação e como a ansiedade está fazendo você tentar encontrar garantias sobre algo que ainda não pode ser respondido.

    O objetivo não seria apenas ajudá-lo a “conseguir ela de volta”. Seria também ajudar você a atravessar esse momento sem precisar entrar em desespero toda vez que não consegue saber o que vai acontecer.

    Porque, às vezes, o sofrimento não está apenas na possibilidade de perder alguém. Também está na sensação de que você precisa resolver tudo agora para conseguir suportar a incerteza.

    E isso pode ser trabalhado na terapia.


  • É possível hábitos como má postura influenciarem na ansiedade? tenho uma postura ruim e há um certo

    É possível hábitos como má postura influenciarem na ansiedade? tenho uma postura ruim e há um certo (3 ou 4 semanas) tempo tive uma crise de ansiedade e estou me recuperando. Porém as vezes quando estou tranquilo ou sentado na cadeira eu sinto dores nas costas, desconforto na garganta e até ombros. É possível que esse tipo de hábito me torne mais ansioso ou preocupado?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Olá! É possível que dores e desconfortos físicos influenciem na forma como você se sente, inclusive aumentando a preocupação. Mas não podemos afirmar apenas pela sua descrição que a sua postura está causando ansiedade.

    Depois de uma crise de ansiedade, algumas pessoas passam a prestar mais atenção no próprio corpo.

    Então surge uma dor nas costas.

    Depois, um desconforto na garganta.

    Em seguida, uma tensão nos ombros.

    E a pessoa começa a pensar: “Será que é a ansiedade voltando?” ou “Será que tem alguma coisa errada comigo?”.

    Às vezes, o problema não é apenas o sintoma físico. É também o que acontece depois que você percebe esse sintoma.

    Imagina que seu corpo dá um pequeno sinal, como uma dor nas costas. Você olha para ele. Depois olha de novo para conferir se ainda está lá. Começa a tentar entender o que significa.

    Quanto mais atenção e preocupação você coloca naquele sinal, mais ele pode parecer importante e assustador.

    Ao mesmo tempo, como você está sentindo dores e desconfortos físicos há algumas semanas, é importante procurar uma avaliação médica para investigar essas questões e não atribuir tudo automaticamente à ansiedade.

    Através da terapia, eu posso ajudar você a entender como a ansiedade está participando desse ciclo. Podemos olhar para o que acontece quando você percebe uma sensação no corpo, quais pensamentos surgem e o que você passa a fazer para tentar ter certeza de que está tudo bem.

    Porque, às vezes, a pessoa não está ansiosa apenas por causa da dor.

    Ela começa a sofrer também porque sente que precisa entender, controlar ou garantir que aquele sintoma não significa algo grave.

    E esse padrão de preocupação também pode ser trabalhado na terapia.


  • Estou em fase de negação? Não sei exatamente se é isto, mas eu ainda vejo meu ex todos os dias, mesm

    Estou em fase de negação? Não sei exatamente se é isto, mas eu ainda vejo meu ex todos os dias, mesmo tendo inúmeras brigas diárias
    O pior, sou eu quem procuro e ainda ele me humilha por isso, mas eu não sei como agir e nem como sair desse ciclo que já se repetiu por várias vezes, ele também sempre volta
    Eu reconheço, que estou errado, que isso não pode continuar, mas não consigo sair disso
    É muito dolorido e vergonhoso, muitas vezes eu acho que nunca vou sair disso e que parece o novo jeito de estar neste relacionamento
    Ninguém nem imagina que vivemos isso

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Olá! Pelo que você contou, não é possível afirmar que você está em uma fase de negação.

    Na verdade, você parece reconhecer que essa relação está fazendo mal. Você percebe as brigas, as humilhações e entende que esse ciclo não pode continuar.

    Então talvez a pergunta não seja apenas: “Por que eu não consigo enxergar o que está acontecendo?”.

    Porque, de alguma forma, você já está enxergando.

    Talvez seja mais importante perguntar: **“Por que, mesmo sabendo que isso me machuca, eu continuo voltando?”**

    E essa resposta pode ser diferente para cada pessoa.

    Às vezes, não é simplesmente falta de força de vontade.

    Pode existir medo de ficar sozinho.

    Esperança de que, dessa vez, a relação será diferente.

    Medo de perder a pessoa.

    Apego aos momentos bons.

    Ou até uma dificuldade de imaginar como seria a vida sem essa relação.

    Imagina uma porta que machuca sua mão toda vez que você tenta fechá-la. Você sabe que ela está machucando. Você vê o ferimento. Mas, em algum momento, também aprendeu que, se insistir mais um pouco, talvez consiga finalmente fechá-la.

    Então você continua tentando.

    Talvez esse relacionamento também tenha criado esse movimento: vocês brigam, se afastam, sofrem, alguém volta e, por um momento, parece que agora pode ser diferente. Depois, o ciclo recomeça.

    Isso pode fazer com que sair não seja tão simples quanto apenas decidir: “Não vou mais procurar”.

    Através da terapia, eu posso ajudar você a entender o que está mantendo esse ciclo.

    Não apenas dizer para você esquecer essa pessoa ou simplesmente “ter mais amor-próprio”, mas olhar para o que acontece dentro de você quando existe uma briga, um afastamento e a vontade de procurar novamente.

    O que você sente nesses momentos?

    O que você teme que aconteça se não procurar?

    O que faz a possibilidade de perder essa relação parecer tão difícil de suportar?

    Entender isso pode ser um passo importante para que você consiga fazer escolhas diferentes.

    E uma coisa importante: você não precisa sentir vergonha por estar vivendo esse ciclo. O fato de você estar conseguindo falar sobre isso e reconhecer que algo precisa mudar já mostra que existe uma parte sua tentando encontrar uma saída.

    Na terapia, podemos trabalhar para entender esse padrão e construir, aos poucos, uma forma de sair dele sem reduzir tudo à ideia de que você simplesmente precisa “ser forte” ou parar de sentir o que sente.


  • Sinto que depois que troquei a marca do clonazepan O efeito não é mas o mesmo sinto tremor na cabe

    Sinto que depois que troquei a marca do clonazepan
    O efeito não é mas o mesmo sinto tremor na cabeça e medo ansiosa e fobia sosial

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Olá! Entendo a sua preocupação. Se você percebeu uma mudança nos sintomas depois da troca da marca do clonazepam, é importante conversar com o médico que acompanha o seu tratamento.

    O tremor, o medo, a ansiedade e a fobia social podem estar relacionados a diferentes fatores. Pode existir uma relação com a mudança da medicação, mas também pode ser necessário avaliar a dose, o momento que você está vivendo, a própria evolução da ansiedade ou outras questões.

    Por isso, evite aumentar, diminuir ou interromper a medicação por conta própria. O ideal é informar ao médico exatamente o que mudou e quando os sintomas começaram.

    Também vale observar uma coisa: quando percebemos uma sensação diferente no corpo, é comum começar a pensar: “Será que o remédio não está fazendo efeito?” ou “Será que vou voltar a ficar como antes?”.

    Esse medo pode aumentar ainda mais a ansiedade e fazer os sintomas parecerem mais intensos.

    Através da terapia, eu posso ajudar você a entender como a ansiedade e o medo estão funcionando na sua vida. Não apenas tentando controlar cada sintoma quando ele aparece, mas olhando para o padrão que pode estar mantendo esse sofrimento.

    Enquanto o psiquiatra avalia a parte medicamentosa, na terapia podemos trabalhar aquilo que acontece quando o medo aparece: os pensamentos, as preocupações e as tentativas de evitar ou controlar tudo para se sentir segura.

    Se os sintomas estiverem muito intensos ou piorando, procure o médico que prescreveu a medicação o quanto antes para uma avaliação.


  • Como curar uma ferida de ser rejeitado por uma ex ? Eu e minha ex terminamos mas porém eu e ela tive

    Como curar uma ferida de ser rejeitado por uma ex ? Eu e minha ex terminamos mas porém eu e ela tivemos várias recaídas , mas meu racional me dizia que não valia a pena voltar, nossas ideias de futuro não se enquadrava( ela queria que eu aceitasse morar no porão da casa dela onde é o único espaço que daria para construir algo , se fosse para comprar um apê ou alugar algo ela disse que eu que teria que me virar sozinho por que já que tinha o porão da casa dela e eu não quis ir então eu que me virasse ,certa vez ela ameaçou terminar comigo por que eu disse que não iria na casa dela naquele dia por que eu estava cansado ,eu trabalhava e fazia faculdade, e ela disse que se caso eu não fosse ela terminaria e depois de terminar eu perguntei se ela se arrependia de ter ameaçado tá tas vezes terminar comigo se ela estava certa , e ela disse que estava certa si. Por que eu deveria dar mais prioridade a ela e disse que não se arrependia e dentre outras coisas que não concordamos ,porém paramos de ficar e ela começou a namorar com outra pessoa e eu implorei pra voltar e disse que aceitaria o que ela me propôs e que me doaria mais no relacionamento para ela enfim me aceitar de volta , estou sofrendo com isso tudo as vezes me pego angustiado mesmo sabendo lá no fundo que se eu realmente estivesse com ela não iríamos tão longe assim haja vista que ela não queria mudança alguma eu quero que essa dor passe.obs: trabalhamos no mesmo trabalho o pai dela e nosso chefe e frequentamos a mesma igreja ao qual ela irá começar a levá-lo , como esquecer como me curar disso tudo ??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Olá! Pelo que você contou, parece que existe uma diferença entre aquilo que você entende racionalmente e aquilo que você está sentindo.

    Uma parte sua sabe que existiam diferenças importantes entre vocês. Você não concordava com algumas condições da relação e percebia que, no futuro, provavelmente continuariam enfrentando conflitos.

    Mas, quando ela começou outro relacionamento, algo parece ter mudado.

    Você passou a querer aceitar coisas que antes não aceitava.

    Disse que faria diferente.

    Que se doaria mais.

    Que aceitaria condições que, anteriormente, não faziam sentido para você.

    E talvez valha a pena olhar para isso com cuidado.

    Porque será que, quando ela estava disponível, você conseguia enxergar tudo o que não funcionava, mas, quando ela deixou de estar disponível, recuperar a relação passou a parecer tão importante?

    Às vezes, a dor não está apenas em perder a pessoa.

    Também está em não ter sido escolhido.

    Imagina que você está diante de uma porta que já tinha decidido não atravessar. Você sabia que aquele caminho não combinava com o que queria para a sua vida.

    Mas, quando a porta se fecha e outra pessoa entra, você começa a querer entrar também.

    Não necessariamente porque aquele lugar passou a ser o que você desejava, mas porque agora existe algo difícil de suportar: **a sensação de que você ficou do lado de fora.**

    Isso não significa que você não a ame ou que seus sentimentos não sejam reais. Mas talvez seja importante separar duas coisas:

    **“Eu quero essa relação porque ela realmente combina com a vida que desejo construir?”**

    ou

    **“Eu preciso que ela me escolha novamente para deixar de sentir que fui rejeitado?”**

    São perguntas diferentes.

    Através da terapia, eu posso ajudar você a entender o que essa rejeição está tocando em você. Porque, às vezes, tentamos voltar para uma relação não apenas para ficar com a pessoa, mas para tentar mudar o final da história.

    Como se, dessa vez, ela nos escolhesse, a dor de tudo o que aconteceu finalmente desaparecesse.

    Mas ser escolhido por alguém nem sempre resolve aquilo que a rejeição despertou dentro de nós.

    Também acredito que será importante olhar para o seu contexto atual. Vocês trabalham no mesmo lugar, convivem no mesmo ambiente religioso e você provavelmente continuará tendo contato ou recebendo notícias sobre ela.

    Então talvez “esquecer” não seja uma meta realista neste momento.

    O processo pode ser aprender a viver sem precisar transformar cada encontro, notícia ou lembrança em uma nova tentativa de descobrir se você ainda tem alguma chance.

    Na terapia, eu posso ajudar você a compreender esse ciclo, olhar para o medo de rejeição e entender por que, diante da possibilidade de perdê-la, você sentiu que precisava abrir mão de coisas que antes eram importantes para você.

    O objetivo não é simplesmente fazer você parar de sentir.

    É ajudar você a não precisar se abandonar para tentar fazer alguém ficar.

    E talvez, neste momento, uma pergunta importante seja:

    **Se, para ser escolhido por ela, você precisa aceitar uma vida que não queria viver, o que acontece com você nessa escolha?**


  • Como saber se o que eu sinto é amor ou somente apego aos momentos bons que o relacionamento tinha ?

    Como saber se o que eu sinto é amor ou somente apego aos momentos bons que o relacionamento tinha ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Olá! Nem sempre é possível separar o que você sente em duas caixas: “isso é amor” ou “isso é apenas apego”.

    Você pode amar uma pessoa e, ao mesmo tempo, estar apegado aos momentos que viveu com ela, à rotina que tinham ou à sensação de ter alguém ao seu lado.

    Por isso, talvez a pergunta não seja apenas: “Eu amo essa pessoa?”.

    Também pode ser:

    **“Do que exatamente eu sinto falta?”**

    Você sente falta da pessoa como ela é hoje?

    Ou sente falta de como se sentia quando estavam juntos?

    Sente falta da relação que vocês realmente tinham?

    Ou da relação que você imaginava que poderiam ter?

    Às vezes, depois de um término, nossa mente começa a visitar principalmente os momentos bons.

    Imagina uma caixa cheia de fotos. Quando estamos sofrendo pela perda de alguém, podemos passar horas olhando apenas as melhores fotos e esquecer tudo aquilo que também nos fez sofrer.

    Isso não significa que os momentos bons não foram reais.

    Eles foram.

    Mas uma relação não é feita apenas deles.

    Através da terapia, eu posso ajudar você a olhar para essa relação de forma mais completa. Não apenas para os momentos que sente falta, mas também para aquilo que fazia você sofrer, para o que não funcionava e para o que você realmente desejava construir ao lado dessa pessoa.

    Porque, às vezes, a pergunta “eu quero voltar?” aparece antes de outra pergunta mais importante:

    **“Se essa pessoa voltasse hoje e nada mudasse, eu realmente gostaria de viver essa relação novamente?”**

    Essa reflexão pode ajudar a diferenciar a saudade de uma pessoa da saudade de não estar sozinho, de sentir falta de uma rotina ou até da dificuldade de aceitar que uma história chegou ao fim.

    E você não precisa descobrir essa resposta sozinho. Na terapia, podemos compreender melhor o que está mantendo esse vínculo e ajudá-lo a entender o que você realmente deseja para os seus relacionamentos.


  • Eu e minha ex ficamos 1 ano e 4 meses ,porém no namoro eu não conseguir enxergar o nosso relacioname

    Eu e minha ex ficamos 1 ano e 4 meses ,porém no namoro eu não conseguir enxergar o nosso relacionamento indo para frente no quesito casamento ! Porém depois de terminar ficamos 2 anos tendo recaídas , logo após os dois anos ela se afastou e disse que estava conhecendo outro pessoa , depois de saber disso eu fiquei extremamente chateado e comecei a fazer o que eu nunca achei que iria fazer , comecei a mandar mensagem implorando para voltar , prometi até casamento, como explicar esse sentimento de querer voltar para uma pessoa que lá no fundo eu não a amo ! Mas gostaria de tentar novamente.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Olá! Pelo que você contou, parece que existe uma diferença importante entre o que você sentia enquanto estava na relação e o que começou a sentir quando percebeu que ela poderia seguir a vida com outra pessoa.

    Durante o namoro, você não conseguia enxergar o relacionamento caminhando para o casamento.

    Depois do término, vocês continuaram tendo recaídas durante dois anos. Isso pode ter mantido a sensação de que, de alguma forma, a relação ainda estava ali.

    Mas quando ela se afastou e disse que estava conhecendo outra pessoa, algo mudou.

    Foi nesse momento que você começou a implorar para voltar e até prometeu coisas que antes não conseguia imaginar, como o casamento.

    Então talvez valha a pena perguntar:

    **Você começou a querer construir uma vida com ela ou começou a sentir que precisava recuperá-la quando percebeu que ela poderia não estar mais disponível?**

    São coisas diferentes.

    Às vezes, enquanto a pessoa está ali, disponível, conseguimos enxergar com mais clareza o que não combina, o que não queremos e até por que aquela relação não parecia fazer sentido para o futuro.

    Mas, quando ela vai embora, aparece outra dor: a de não ter sido escolhido.

    Imagina que você tinha uma porta aberta e sabia que não queria entrar por ela. Você até podia ir e voltar, porque sabia que a porta continuava ali.

    Mas, quando essa porta finalmente se fecha, você começa a querer abri-la.

    Não necessariamente porque, de repente, aquele caminho virou o caminho que você queria seguir.

    Mas porque agora existe algo difícil de aceitar: **não poder mais escolher.**

    Isso não significa que seus sentimentos sejam falsos ou que você não tenha carinho por ela. Você pode, sim, ter sentimentos reais e, ao mesmo tempo, estar sofrendo com a rejeição, a perda e a sensação de que outra pessoa está ocupando um lugar que antes ainda parecia disponível para você.

    Através da terapia, eu posso ajudar você a entender o que está por trás dessa vontade tão forte de voltar.

    Porque talvez a questão não seja apenas: “Como faço para parar de querer minha ex?”.

    Pode ser:

    **“O que mudou dentro de mim quando percebi que ela poderia não me escolher mais?”**

    Também podemos olhar para essa promessa de casamento. Você realmente passou a desejar construir esse futuro ou o casamento apareceu como uma forma de mostrar que agora você estaria disposto a fazer qualquer coisa para que ela voltasse?

    Essa diferença é importante.

    Porque voltar para uma relação apenas para aliviar a dor de ter sido deixado pode fazer com que, quando o medo passar e a relação volte a ficar disponível, os mesmos questionamentos apareçam novamente.

    O objetivo da terapia não seria dizer se você deve ou não voltar com ela.

    Seria ajudar você a entender o que está sentindo para que uma decisão tão importante não seja tomada apenas pelo medo de perdê-la.

    Às vezes, não queremos exatamente a relação de volta.

    Queremos deixar de sentir a dor de não termos sido escolhidos.

    E entender essa diferença pode ser o começo para você descobrir o que realmente deseja construir na sua vida e em um relacionamento.


  • Sou diagnosticada com ansiedade a algum tempo, nunca tratei devidamente e recentemente vendo tendo u

    Sou diagnosticada com ansiedade a algum tempo, nunca tratei devidamente e recentemente vendo tendo um quadro de que como se o mundo não fosse real e nem eu. Não é como minhas crises anteriores onde eu tinha sintomas físicos muito fortes como: falta de ar, visão escurecendo, palpitações fortes e tontura, hoje eu não sinto nada disso apenas uma leve sensação de que o corpo está pesado e dormente mas não chega a estar. Eu tenho medo da morte súbita e isso vem afetando minha percepção das coisas, eu tento me confortar com meus exames que estão normais e minha idade que não se adequa a maioria dos casos de morte súbita, mas mesmo minha mente sossegando um pouco ainda fico com a impressão no fundo de que vou morrer amanhã ou daqui a pouco. Estou me cuidando apesar de tudo, comendo, dormindo, andando mesmo que pareça estranho fazer tudo isso e passando no psicólogo e logo no psiquiatra para fazer acompanhamento com medicação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Olá! Pelo que você descreve, parece que você está vivendo um sofrimento importante e é muito positivo que já tenha procurado acompanhamento psicológico e esteja planejando passar também com um psiquiatra.

    Essa sensação de que o mundo ou você mesma não parecem completamente reais pode acontecer em alguns quadros de ansiedade e também pode ser descrita como desrealização ou despersonalização. Mas é importante que isso seja avaliado pelos profissionais que vão acompanhar você, principalmente porque os sintomas podem ter diferentes causas.

    Uma coisa que chama atenção no seu relato é o medo de morte súbita.

    Você faz exames.

    Os exames estão normais.

    Você tenta se lembrar de que a sua idade não corresponde à maioria dos casos que teme.

    Por alguns momentos, sua mente se acalma.

    Mas, depois, o medo volta.

    “E se acontecer amanhã?”

    “E se os exames não mostraram alguma coisa?”

    “E se eu for a exceção?”

    E talvez seja justamente esse ciclo que vale a pena olhar.

    Porque, muitas vezes, a pessoa tenta resolver a ansiedade encontrando uma certeza que finalmente faça o medo desaparecer. Procura informações, faz exames, tenta se tranquilizar e procura provas de que está tudo bem.

    Isso pode trazer alívio por um tempo.

    Mas, quando a ansiedade volta, surge novamente a necessidade de ter certeza.

    Através da terapia, eu posso ajudar você a entender esse padrão. Não apenas tentar fazer essa sensação desaparecer imediatamente, mas compreender o que acontece quando o medo aparece e o que você passa a fazer para tentar garantir que está segura.

    Porque talvez o seu sofrimento não esteja apenas na sensação de “algo ruim pode acontecer”.

    Também pode estar na necessidade de conseguir provar, o tempo todo, que isso não vai acontecer.

    E essa é uma certeza que nenhuma pessoa consegue ter completamente.

    O objetivo da terapia não é fazer você ignorar sua saúde ou deixar de procurar atendimento médico quando necessário. É ajudar você a não precisar viver em estado de alerta, tentando encontrar garantias a cada nova sensação que percebe no corpo.

    Continue levando essas questões para os profissionais que já está procurando. E, se surgirem sintomas novos, intensos ou que causem preocupação médica, procure avaliação presencial.

    O fato de você estar buscando ajuda e cuidando de si já é um passo importante. Você não precisa passar por esse medo sozinha.


  • Olá! Estou com dificuldades de se comunicar no meu relacionamento, não sei como conversar, não sei

    Olá!
    Estou com dificuldades de se comunicar no meu relacionamento, não sei como conversar, não sei me expressar e quando eu fico sobre pressão geralmente começo a chorar sem para, meu parceiro acha que prefiro ignorar ele ou que eu não tem o que dizer, mas na verdade minha mente fica a mil, mas não consigo tira da mente e passa pra ele e isso me mata por dentro. Como que faço para não ter dificuldade em querer conversar, nem fugir, nem ignorar a situação e não ficar na defensiva? tenho muito a falar mas sinto um bloqueio na hora principalmente quando sou pressionada a ter uma conversa seria.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Olá! Pelo que você descreve, parece que você não fica em silêncio porque não tem nada a dizer.

    Pelo contrário. Você mesma diz que sua mente fica cheia de coisas, mas, quando precisa falar, parece que tudo trava.

    E talvez seja importante olhar para o que acontece nesses momentos.

    Quando surge uma conversa séria, você já entra pensando que precisa conseguir se explicar, encontrar as palavras certas e fazer a outra pessoa entender exatamente o que está sentindo.

    Então imagine que, enquanto tenta falar, sua cabeça começa a trabalhar ao mesmo tempo:

    “Preciso explicar isso direito.”

    “E se ele entender errado?”

    “Não posso falar algo que piore a situação.”

    “Preciso responder.”

    “Por que não consigo falar?”

    Quanto mais pressão você sente para conseguir conversar, mais difícil pode ficar colocar em palavras aquilo que está pensando.

    E então vem o choro.

    Depois, talvez a vontade de fugir, se calar ou se defender.

    Isso pode fazer seu parceiro entender que você está ignorando a situação. Mas, por dentro, você pode estar vivendo justamente o contrário: pensando em tanta coisa que não consegue organizar nenhuma delas.

    Através da terapia, eu posso ajudar você a entender o que está acontecendo por trás desse bloqueio.

    Porque talvez não seja apenas uma questão de aprender “a técnica certa para se comunicar”.

    Também podemos olhar para o que uma conversa difícil desperta em você.

    O que você teme que aconteça se falar o que realmente pensa?

    Você sente que precisa encontrar as palavras perfeitas?

    Tem medo de magoar, decepcionar ou ser mal interpretada?

    Ou aprendeu, em algum momento da sua vida, que conversas difíceis são situações das quais você precisa se proteger?

    Quando entendemos o que faz uma conversa parecer tão ameaçadora, podemos começar a construir novas formas de se posicionar.

    E isso não significa que você nunca mais vai chorar ou ficar nervosa.

    O objetivo é que você consiga continuar presente na conversa mesmo quando sentir essas emoções, sem precisar fugir, se calar ou entrar automaticamente na defensiva.

    Porque, talvez, o que você precise não seja ter mais coisas para dizer.

    Você já tem.

    Talvez precise entender o que acontece dentro de você justamente na hora em que tenta dizer.


  • ola me chamo monique e tenho 27 anos, minha pergunta é, qual profissional tenho que procurar para sa

    ola me chamo monique e tenho 27 anos, minha pergunta é, qual profissional tenho que procurar para saber se tenho TDAH, pois trenho dificuldade nas areas de todas digo todas as materias, nao consigo absorver nada .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Olá, Monique!

    A avaliação para o TDAH pode ser feita por um **psiquiatra** ou **neurologista**, que são os profissionais habilitados para realizar o diagnóstico. Em muitos casos, o processo também conta com a participação do **psicólogo**, por meio de uma avaliação psicológica ou neuropsicológica, que ajuda a compreender melhor o seu funcionamento cognitivo, emocional e comportamental.

    É importante lembrar que a dificuldade para aprender ou absorver conteúdos nem sempre está relacionada ao TDAH. Ansiedade, sobrecarga emocional, dificuldades específicas de aprendizagem, alterações no sono e até altos níveis de estresse também podem afetar a concentração e o desempenho nos estudos.

    Por isso, o mais importante é buscar uma avaliação completa, para entender o que realmente está acontecendo e receber a orientação mais adequada para o seu caso.

    Se essas dificuldades têm impactado sua rotina e qualidade de vida, a terapia pode ser uma grande aliada nesse processo. Trabalho com a **Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)**, que ajuda a compreender esses desafios e desenvolver estratégias para lidar com eles. Se desejar saber mais sobre o atendimento, entre em contato, ficarei feliz em conversar com você.


  • Como sair mais rápido da fase de negação do luto do divórcio?

    Como sair mais rápido da fase de negação do luto do divórcio?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Olá! Depois de um divórcio, é comum existir dificuldade para aceitar que a relação realmente terminou. Mas talvez tentar sair da negação **o mais rápido possível** possa trazer ainda mais pressão.

    Você pode começar a pensar:

    “Eu preciso aceitar.”

    “Preciso parar de pensar nisso.”

    “Já deveria estar melhor.”

    “Por que ainda não consegui seguir em frente?”

    E, sem perceber, o próprio luto vira mais uma coisa que você sente que precisa resolver.

    Talvez seja importante olhar para **o que exatamente você ainda tem dificuldade de aceitar**.

    É o fim da relação?

    É perder a rotina que vocês tinham?

    É perceber que a vida que você imaginou não vai acontecer daquela forma?

    Ou é imaginar que a outra pessoa pode seguir em frente sem você?

    Porque, às vezes, não sofremos apenas pela pessoa. Sofremos também pela vida que imaginávamos construir ao lado dela.

    Imagina que você passou anos construindo uma casa na sua cabeça. Você imaginou como seria viver ali, os planos que teria e tudo o que ainda aconteceria.

    Então, de repente, você percebe que não vai mais morar naquela casa.

    Não é apenas a pessoa que você precisa se despedir. Existe também uma vida inteira que você imaginou e que agora precisa ser reconstruída de outra forma.

    E talvez seja por isso que simplesmente dizer para si mesma “eu preciso aceitar” nem sempre funciona.

    Através da terapia, posso ajudar você a entender o que está tornando esse divórcio tão difícil de aceitar.

    Não para obrigar você a esquecer a pessoa ou parar de sentir de uma hora para outra. Mas para compreender o que você perdeu, o que ainda espera que aconteça e o que faz uma parte sua continuar tentando voltar para uma história que mudou.

    Porque aceitar não significa gostar do que aconteceu.

    Não significa apagar a história.

    E também não significa que você deveria estar bem imediatamente.

    Aceitar, muitas vezes, começa quando você consegue olhar para a realidade como ela está, mesmo desejando que ela fosse diferente.

    Na terapia, podemos trabalhar esse processo para que você consiga atravessar esse luto e, aos poucos, voltar a construir uma vida que faça sentido para você.


  • Estou namorando a 7 meses , minha namorada tem dois filhos pequenos de um relacionamento que a deixo

    Estou namorando a 7 meses , minha namorada tem dois filhos pequenos de um relacionamento que a deixou muitas marcas pois o ex era abusivo , batia e torturava psicologicamente, eu tento fazer de tudo digo que amo e faço de tudo mas ela já me falou que não consegue mais amar ninguém por causa do sofrimento que ela teve mas que está tentando me amar mas não promete nada e nem a me tratar bem , fico sem saber o que fazer pq tem hora que estamos bem mas tem hora que ela se distância, estou tendo paciência, agora vamos morar juntos o que eu devo fazer ? Estou confuso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Olá! Pelo que você contou, dá para entender a sua confusão. Você gosta dela, sabe que ela passou por situações muito difíceis e, por isso, tenta ser paciente e fazer de tudo para mostrar que com você seria diferente.

    Mas existe uma coisa importante aqui: **o fato de ela ter vivido uma relação abusiva ajuda a entender algumas dificuldades que ela possa ter hoje, mas não significa que você precise aceitar qualquer forma de relação.**

    Você diz que tenta fazer de tudo.

    Diz que ama.

    Tem paciência quando ela se distancia.

    E agora vocês estão pensando em morar juntos.

    Mas talvez, antes de dar esse passo, seja importante olhar para uma pergunta:

    **Você está construindo uma relação com ela ou está tentando, sozinho, consertar as feridas que outra pessoa deixou?**

    Porque você pode oferecer carinho, respeito e segurança. Mas não consegue obrigar alguém a se sentir pronta para amar, confiar ou se relacionar.

    E, principalmente, não deveria precisar provar o tempo todo que merece ser tratado com carinho.

    Ela ter dito que está tentando amar você, mas que não pode prometer isso e nem mesmo prometer tratá-lo bem, é algo que merece ser conversado com bastante cuidado antes de vocês começarem a morar juntos.

    Imagina que você está construindo uma casa com alguém. Você pode ajudar, carregar materiais e fazer a sua parte. Mas não consegue construir sozinho uma casa que deveria ser construída pelos dois.

    Uma relação também precisa disso: **duas pessoas dispostas a participar.**

    Antes de morar juntos, talvez seja importante conversarem sobre algumas coisas de forma clara:

    Como vocês vão lidar quando ela precisar se afastar?

    O que cada um espera dessa relação?

    Quais comportamentos são aceitáveis e quais não são?

    O que significa, na prática, ela estar “tentando amar”?

    E, principalmente: **você está entrando nessa nova fase porque a relação está pronta para esse passo ou porque acredita que, morando juntos e fazendo ainda mais por ela, finalmente conseguirá fazê-la se sentir segura para amar você?**

    Através da terapia, posso ajudar você a entender o seu lugar nessa relação e o que está fazendo você sentir que precisa dar tanto de si para que ela fique.

    Também podemos trabalhar os seus limites, porque ter empatia pela história de alguém não significa deixar de olhar para a sua própria dor.

    Você pode compreender o trauma dela sem transformar a missão de curá-la na sua responsabilidade.

    E talvez essa seja uma pergunta importante antes de morarem juntos:

    **Se nada mudasse na relação e ela continuasse agindo exatamente como age hoje, você gostaria de viver essa relação pelos próximos anos?**

    Essa resposta pode ajudá-lo a olhar não apenas para a esperança de quem ela pode se tornar, mas para a relação que vocês realmente têm hoje.


  • Minha sobrinha disse numa rede social que acha q gosta de mulher. Acontece q ela tem 18 anos e nunca

    Minha sobrinha disse numa rede social que acha q gosta de mulher. Acontece q ela tem 18 anos e nunca apresentou comportamento ou preferencias q sugerisse homossexualidade. Tudo se deu recentemente quando ela estreitou laços com uma colega de aula e começou a frequentar academia com a mesma. Falei pra minha cunhada procurar ajuda esoecializada para saber como agir nesse caso. Fiz o certo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Olá! Entendo a sua preocupação e a vontade de saber como agir da melhor forma. Mas o fato de sua sobrinha nunca ter apresentado comportamentos que vocês associassem à homossexualidade não significa que ela não possa estar descobrindo ou compreendendo melhor a própria orientação agora.

    Nem toda pessoa percebe, demonstra ou fala sobre isso da mesma forma ou na mesma idade.

    Também é importante ter cuidado para não concluir que a aproximação com essa colega ou o fato de começarem a frequentar a academia juntas “causou” esse sentimento. Pode ser simplesmente que essa nova relação tenha feito sua sobrinha perceber algo sobre si que antes ela não havia percebido ou nomeado.

    Aos 18 anos, ela também pode estar vivendo um momento de descoberta e tentando entender o que sente. E tudo bem não ter todas as respostas imediatamente.

    Talvez, neste momento, a pergunta mais importante não seja: **“Como fazer para ela agir de determinada forma?”**, mas sim: **“Como podemos fazer com que ela se sinta segura para entender o que está sentindo?”**

    Se ela estiver confusa, sofrendo ou quiser conversar sobre isso, a terapia pode ser um espaço de acolhimento e autoconhecimento. Mas o objetivo não seria descobrir uma orientação “correta” ou tentar mudar aquilo que ela sente.

    Através da terapia, posso ajudá-la a compreender melhor seus sentimentos, seus relacionamentos e aquilo que faz sentido para ela, sem pressão e sem julgamentos.

    Talvez a melhor coisa que a família possa fazer agora seja mostrar que ela não precisa ter medo de falar sobre quem é ou sobre aquilo que está descobrindo.


  • Sintomas de Desrealização,não dá pra saber quando vai passar ? Bom dia !!!!

    Sintomas de Desrealização,não dá pra saber quando vai passar ? Bom dia !!!!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Olá! Bom dia!

    A desrealização pode ser uma sensação muito assustadora. Algumas pessoas descrevem como se o mundo estivesse estranho, distante, artificial ou como se estivessem vivendo em um sonho.

    Mas uma coisa importante é: **não existe um prazo exato para saber quando essa sensação vai passar.**

    Isso pode variar de pessoa para pessoa e também depende do que está acontecendo e do que pode estar mantendo esse quadro.

    Muitas vezes, quanto mais a pessoa sente a desrealização, mais começa a observá-la.

    “Será que ainda estou sentindo?”

    “Quando isso vai passar?”

    “E se eu nunca voltar ao normal?”

    “Por que o mundo ainda parece estranho?”

    E, sem perceber, passa grande parte do dia conferindo se a sensação continua ali.

    Imagina que você está com uma pequena ferida no braço. Se você olhar para ela uma vez, talvez nem pense muito sobre isso. Mas se passar o dia inteiro olhando, tocando e conferindo se ela melhorou, aquela ferida pode começar a ocupar cada vez mais espaço na sua atenção.

    Com a desrealização, às vezes acontece algo parecido. O medo da sensação pode fazer com que você fique constantemente observando se ela ainda está presente.

    Isso não significa que você está inventando o que sente. A sensação é real e pode ser bastante desconfortável. Mas ficar tentando descobrir o tempo todo **quando ela vai embora** pode acabar alimentando ainda mais a preocupação.

    Através da terapia, posso ajudar você a entender o que acontece quando essa sensação aparece, quais pensamentos surgem e o que você passa a fazer para tentar ter certeza de que vai ficar bem.

    O objetivo não é apenas perguntar: **“Como faço essa sensação sumir?”**

    Mas também entender:

    **“O que acontece comigo quando ela aparece e por que ela passou a ocupar tanto espaço na minha vida?”**

    Também é importante continuar o acompanhamento com um profissional de saúde para avaliar adequadamente o seu caso, principalmente se essa sensação começou recentemente ou veio acompanhada de outros sintomas.

    Quanto mais você conseguir compreender o que está acontecendo, menos precisará viver o dia inteiro esperando, com medo, pelo momento em que essa sensação finalmente vai passar.


  • Estou há dois anos com sintoma de Desrealização,tenho TAG e toc tem solução ainda ???

    Estou há dois anos com sintoma de Desrealização,tenho TAG e toc tem solução ainda ???

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Gleyce  Fidelis

    Olá! Sim, ainda existe possibilidade de melhora, mesmo depois de dois anos. O tempo que você está vivendo esses sintomas não significa que você terá que conviver com eles para sempre.

    A TAG, o TOC e a desrealização podem ser trabalhados, mas é importante que o tratamento seja adequado ao que está acontecendo no seu caso.

    Uma coisa que pode acontecer é a pessoa começar a viver em uma espécie de ciclo.

    Sente a desrealização.

    Depois pensa:

    “Por que isso ainda não passou?”

    “Já faz dois anos, será que vou ficar assim para sempre?”

    “Será que nunca vou voltar ao normal?”

    Então começa a observar a sensação, procurar respostas, tentar descobrir se melhorou e buscar alguma certeza de que aquilo vai embora.

    Por alguns momentos, pode até sentir alívio.

    Mas depois volta a conferir.

    E o ciclo recomeça.

    Imagina que você está tentando apagar uma luz, mas volta a olhar para ela a cada minuto para conferir se realmente apagou. Quanto mais você verifica, mais aquela luz continua ocupando a sua atenção.

    Isso não significa que a desrealização seja “coisa da sua cabeça” ou que você esteja inventando o que sente. Significa que, além da sensação em si, pode existir um padrão de medo, preocupação e tentativas de ter certeza que também precisa ser compreendido.

    Através da terapia, posso ajudar você a olhar para esse ciclo. Não apenas tentando encontrar uma forma de fazer cada sintoma desaparecer imediatamente, mas entendendo o que acontece quando eles aparecem e como a ansiedade e o TOC podem estar participando da manutenção desse sofrimento.

    Também é importante ter acompanhamento médico e psicológico, principalmente porque o tratamento pode precisar considerar os diferentes sintomas que você apresenta.

    E vale lembrar: **ter sintomas há dois anos não significa que seja tarde demais para procurar ajuda ou que você não possa melhorar.** Talvez a pergunta agora não seja apenas “quando isso vai passar?”, mas também:

    **“O que está acontecendo que faz esse medo e essa necessidade de controlar ou conferir continuarem ocupando tanto espaço na minha vida?”**

    É justamente esse tipo de padrão que podemos trabalhar na terapia, para que você não precise continuar vivendo em função dos sintomas e esperando que a vida só possa voltar ao normal quando tiver certeza de que nunca mais sentirá nada parecido.


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Perguntas frequentes

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