Perguntas do paciente (251)
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Como a disfunção executiva e o transtorno ansioso por doença se interligam?
Como a disfunção executiva e o transtorno ansioso por doença se interligam?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A disfunção executiva e o transtorno ansioso por doença podem estar bastante interligados, porque ambos acabam influenciando a forma como a pessoa interpreta e reage às situações do dia a dia.
As funções executivas são um conjunto de habilidades do nosso cérebro responsáveis por planejar, organizar, tomar decisões, flexibilizar o pensamento e inibir respostas impulsivas. Quando essas habilidades estão prejudicadas, pode ficar mais difícil avaliar uma situação de forma equilibrada.
No transtorno ansioso por doença, é comum que a pessoa interprete sensações físicas como sinais de uma doença grave. A ansiedade faz com que a atenção fique voltada para o corpo o tempo todo, aumentando a vigilância sobre qualquer sintoma. Ao mesmo tempo, uma dificuldade nas funções executivas pode dificultar questionar esses pensamentos, considerar outras explicações ou interromper o ciclo de preocupação.
É como se a ansiedade dissesse: "Isso é um sinal de algo grave". E, por conta da dificuldade em flexibilizar esse pensamento, a pessoa tivesse mais dificuldade para avaliar: "Será que existe outra explicação para esse sintoma?".
Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), trabalhamos justamente essa relação entre pensamentos, emoções e comportamentos. O objetivo não é convencer a pessoa de que ela não tem uma doença, mas ajudá-la a desenvolver estratégias para lidar com a incerteza, reduzir a necessidade constante de buscar confirmações e construir interpretações mais equilibradas sobre os sinais do próprio corpo.
Cada caso precisa ser avaliado individualmente, porque tanto a disfunção executiva quanto o transtorno ansioso por doença podem ter intensidades e causas diferentes. Por isso, uma avaliação psicológica cuidadosa é fundamental para compreender como esses fatores estão se relacionando na vida de cada pessoa.
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meu esposo falou uma vez pra mim que não queria saber da ex mulher do filho dele não queria abri con
meu esposo falou uma vez pra mim que não queria saber da ex mulher do filho dele não queria abri conversas sobre assunto q não levava ao assunto do filho a ex dele postou uma foto do filho e ele comentou q parece com ele e ela respondeu com sim e ele reagiu com um coração pra ela.... fiquei pensando se ele não quer assunto com ela então pq ele comentou na foto pq a criança só tem 5 anos ela não vai olha o comentário e também já q ele não quer saber dela pq ele tem salvo o contato dela. Como lidar com isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Entendo por que isso deixou você confusa. Quando uma pessoa diz que não quer conversar sobre a ex além do que for necessário para falar do filho, qualquer interação pode fazer surgir a dúvida: “Então por que ele comentou?”.
Mas talvez seja importante separar algumas coisas.
O fato de ele não querer manter conversas sobre assuntos pessoais com a ex não significa que ele nunca possa interagir com ela.
Comentar em uma foto do próprio filho que ele se parece com ele e reagir à resposta dela pode ser apenas uma interação relacionada à criança. Da mesma forma, ter o contato dela salvo também pode ser necessário, principalmente porque eles têm um filho de 5 anos e provavelmente precisam se comunicar sobre questões da criança.
Talvez a questão mais importante não seja tentar descobrir se cada comentário, reação ou contato salvo significa que ele ainda quer algum tipo de relação com a ex.
Porque, quando começamos a procurar sinais, é fácil entrar em um ciclo:
“Por que ele comentou?”
“Por que reagiu com um coração?”
“Por que ainda tem o contato dela?”
E, depois de responder uma pergunta, pode surgir outra.
Através da terapia, posso ajudar você a entender o que está acontecendo por trás dessa necessidade de analisar essas situações.
Às vezes, o sofrimento não está apenas no comentário ou no coração. Pode estar no medo que surge depois:
“E se ele ainda sentir alguma coisa por ela?”
“E se eu estiver sendo enganada?”
“E se esse pequeno sinal significar algo maior?”
E vale a pena se perguntar: **isso que estou imaginando está acontecendo de fato ou estou tentando encontrar sinais para conseguir ter certeza de que estou segura nessa relação?**
Isso não significa que você deve ignorar aquilo que sente. Você pode conversar com seu esposo e explicar como essa situação fez você se sentir, sem transformar a conversa em uma acusação.
Na terapia, também podemos trabalhar essa insegurança e entender por que determinadas situações passam a ocupar tanto espaço nos seus pensamentos, para que você não precise viver tentando interpretar cada atitude do seu parceiro para se sentir segura na relação.
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É normal ter uma dificuldade grande de manter interações sociais? Ja trabalhei com atendimento ao pú
É normal ter uma dificuldade grande de manter interações sociais? Ja trabalhei com atendimento ao público e sempre fui muito elogiada pela minha comunicação e simpatia, mas quando se trata de manter um relacionamento amigável com colegas de trabalho ou familia, é dificil interagir por não ser previsível e controlável. Nunca sei sobre o que devo conversar, o quanto devo falar sobre mim para não parecer arrogante ou o quanto devo ouvir sem parecer desinteressada. Que tipo de terapia devo buscar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Pelo que você descreve, parece que você **não tem necessariamente uma dificuldade em se comunicar**.
Você já trabalhou com atendimento ao público, foi elogiada pela sua simpatia e pela sua comunicação. Isso mostra que você consegue conversar.
Mas existe uma diferença entre **saber conversar** e **se sentir confortável em uma relação em que não existe um roteiro pronto**.
No atendimento ao público, talvez existisse uma função mais clara. Você sabia o seu papel, o que precisava fazer e, de certa forma, existia uma estrutura para aquela interação.
Já em uma amizade, com colegas ou familiares, as coisas podem parecer menos previsíveis.
Você começa a pensar:
“Sobre o que eu devo falar?”
“Será que estou falando demais sobre mim?”
“Será que vou parecer arrogante?”
“Será que estou falando pouco e parecendo desinteressada?”
E talvez, enquanto tenta conversar, uma parte da sua atenção esteja ocupada tentando descobrir **qual é a forma certa de interagir**.
Imagina que, em vez de simplesmente participar de uma conversa, você está fazendo uma prova.
A cada frase, precisa pensar se falou demais.
Depois, se falou de menos.
Se perguntou o suficiente.
Se demonstrou interesse.
Se a outra pessoa gostou do que você disse.
No fim, conversar pode ficar muito mais cansativo do que deveria ser.
Então, talvez a questão não seja apenas aprender novas habilidades sociais. Pode ser importante entender **o que acontece quando você não consegue prever ou controlar como a interação vai acontecer**.
Através da terapia, posso ajudar você a compreender esse padrão e investigar o que está por trás dessa necessidade de saber exatamente o que dizer e como agir.
Podemos olhar para o medo de ser julgada, de parecer inadequada, arrogante ou desinteressada e para a dificuldade de lidar com o fato de que, em uma relação, não conseguimos controlar completamente como a outra pessoa vai nos interpretar.
Sobre qual tipo de terapia buscar, mais importante do que escolher apenas pelo nome da abordagem é procurar um psicólogo com quem você se sinta à vontade e que possa compreender essa dificuldade junto com você.
Porque talvez você não precise aprender a ser mais simpática ou mais comunicativa.
Você já mostrou que consegue fazer isso.
Talvez precise entender **por que conversar se torna tão difícil quando você sente que não existe uma forma certa ou previsível de fazer isso.**
Na terapia, podemos trabalhar justamente essa questão, para que as relações não precisem parecer uma prova em que você tem que acertar cada palavra antes de conseguir se aproximar das pessoas.
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Tenho crises de ansiedade constantes, mas, durante elas, não sinto falta de ar nem taquicardia, para
Tenho crises de ansiedade constantes, mas, durante elas, não sinto falta de ar nem taquicardia, para mim, os sintomas são mais emocionais: sinto uma angústia muito intensa e tenho crises frequentes de choro, junto com muitas preocupações, medos e uma sensação de agonia no corpo, também fico com uma grande confusão mental, isso seria também uma crise de ansiedade sem sintomas físicos, e mais relacionada emocional? Ou as crises de ansiedade tem que envolver os sintomas físicos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sim, uma crise de ansiedade pode envolver principalmente sintomas emocionais e mentais. Nem toda pessoa sente falta de ar, taquicardia ou outros sintomas físicos da mesma forma.
Pelo que você descreve, a angústia intensa, o choro frequente, as preocupações, os medos, a sensação de agonia e a confusão mental também podem fazer parte de um quadro de ansiedade.
Às vezes, quando ouvimos falar em crise de ansiedade, imaginamos imediatamente uma pessoa com o coração acelerado, falta de ar e sensação de que vai desmaiar.
Mas a ansiedade não aparece igual para todo mundo.
Uma pessoa pode sentir o coração disparar.
Outra pode sentir tremores.
E outra pode ficar tomada por uma angústia tão grande que parece não conseguir organizar os próprios pensamentos.
Então talvez não seja tão importante comparar a sua crise com a de outras pessoas e pensar: “Se eu não tenho taquicardia, será que isso realmente é ansiedade?”.
O mais importante é olhar para **o que acontece com você nesses momentos**.
Você disse que sente muitas preocupações e medos. Talvez seja interessante observar o que acontece antes da crise.
O que você começa a pensar?
Existe alguma situação que desencadeia essa angústia?
Ou você percebe que sua mente vai acumulando preocupações até chegar a um ponto em que parece não conseguir mais lidar com tudo?
Imagina uma panela no fogo. Nem sempre a ansiedade aparece como uma explosão repentina. Às vezes, ela vai acumulando pressão aos poucos, através de preocupações, medos e pensamentos, até que chega um momento em que tudo transborda.
Através da terapia, posso ajudar você a entender esse padrão. Não apenas tentar controlar o choro quando ele aparece, mas olhar para o que está acontecendo antes dele.
Porque, muitas vezes, a crise é a parte que conseguimos perceber. Mas entender **o que está alimentando essa angústia** pode ser um passo importante para lidar com ela de outra forma.
Como as crises são constantes e estão causando sofrimento, vale a pena conversar com um psicólogo e, se necessário, também buscar uma avaliação psiquiátrica. Na terapia, podemos compreender melhor o seu caso e trabalhar não só os momentos de crise, mas também o padrão de preocupações e medos que pode estar mantendo esse sofrimento.
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Olá, nunca gostei de me socializar e fico desconfortável na presença de pessoas, ultimamente quando tenho contato com pessoas nao
Olá, nunca gostei de me socializar e fico desconfortável na presença de pessoas, ultimamente quando tenho contato com pessoas nao consigo me comunicar bem e quando estou fora de casa fico agoniada andando de um lado pro outro e com muita ansiedade, aprece que estou surtando. As vezes corro pro banheiro do meu trabalho sento no chão tampo os ouvidos e só quero chorar, nao gosto de visitas e quando estou em casa faço de tudo pra abafar sons. Nao tenho energia pra nada (sempre fui assim) e quando tenho energia quero fazer tudo de uma vez e acabo nao fazendo nada. Já marquei varias consultas vom psicólogos, quando chega na hora da consulta ...Quem disse que tenho coragem de aparecer, simplesmente invento alguma desculpa e não vou, fico com medo ansiosa, sei lá. Queria muito me resolver...Nao sei o que faço.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Pelo que você descreve, parece que estar perto de outras pessoas está causando um sofrimento muito intenso para você.
Mas uma coisa importante: isso não significa simplesmente que você “não gosta de socializar”.
Você relata ansiedade quando está fora de casa, dificuldade para se comunicar, vontade de fugir, necessidade de se esconder no banheiro, tampar os ouvidos, chorar e evitar até mesmo as consultas que você marcou para buscar ajuda.
Então talvez exista uma pergunta anterior a “como faço para me socializar melhor?”:
**O que acontece dentro de você quando você precisa estar em contato com outras pessoas?**
Porque pode existir mais de uma coisa acontecendo. A ansiedade pode estar participando disso, mas a sensibilidade aos sons, o desconforto intenso e outras características que você descreve também merecem ser avaliados com cuidado, sem tentar chegar a uma conclusão pela internet.
E tem algo que me chamou bastante atenção no que você contou: **você quer ajuda, chega a marcar a consulta, mas quando o momento se aproxima, a ansiedade faz você não ir.**
Imagina que você está tentando sair de uma casa, mas toda vez que chega perto da porta aparece um alarme dizendo que existe perigo lá fora.
Uma parte sua quer abrir a porta.
Mas outra quer fugir.
Então você inventa uma desculpa, cancela e, naquele momento, sente um certo alívio.
O problema é que, sem perceber, esse alívio pode fazer o medo continuar parecendo necessário.
Por isso, talvez você não precise esperar “ter coragem” para começar.
Você pode procurar um psicólogo e já dizer, desde o primeiro contato: **“Eu quero fazer terapia, mas tenho dificuldade até de conseguir aparecer na consulta porque fico muito ansiosa.”**
Isso já é uma informação importante para o profissional que vai acompanhar você.
Se for mais fácil, você pode começar escrevendo uma mensagem ou mostrando algo parecido com o que escreveu aqui. Você não precisa chegar à primeira sessão sabendo explicar tudo perfeitamente.
Através da terapia, posso ajudar você a entender o que está por trás dessa vontade de fugir, do medo de estar com pessoas e do que acontece quando você se sente sobrecarregada.
Também podemos olhar para esse padrão de querer resolver tudo de uma vez e, no fim, acabar paralisada.
O objetivo não é obrigar você a virar uma pessoa que ama festas, visitas ou estar rodeada de gente.
É entender o que está fazendo situações comuns ocuparem um espaço tão grande de sofrimento na sua vida.
E, principalmente, construir esse processo de uma forma que você consiga realmente começar.
Você não precisa chegar à terapia já sabendo falar sobre tudo.
Às vezes, o primeiro passo pode ser justamente chegar e dizer:
**“Eu nem sei direito como explicar o que está acontecendo, só sei que não quero continuar vivendo assim.”**
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Boa tarde estou há dois anos com sintoma de Desrealização,da pra melhorar ? Tenho transtorno de ansi
Boa tarde estou há dois anos com sintoma de Desrealização,da pra melhorar ? Tenho transtorno de ansiedade generalizada!!!!
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sim, é possível melhorar, mesmo depois de dois anos vivendo com a sensação de desrealização. O tempo que você está com esse sintoma não significa que você terá que conviver com ele para sempre.
A desrealização pode aparecer em contextos de ansiedade, e como você já tem diagnóstico de Transtorno de Ansiedade Generalizada, vale a pena olhar para a forma como esses sintomas podem estar se relacionando. Mas cada caso precisa ser avaliado individualmente.
Uma coisa que pode acontecer é a pessoa entrar em um ciclo.
Sente a desrealização.
Então pensa:
“Por que isso ainda não passou?”
“Já faz dois anos. Será que vou ficar assim para sempre?”
“Será que algum dia vou voltar ao normal?”
E começa a observar o tempo todo como está se sentindo.
Confere se o mundo parece real.
Tenta perceber se melhorou.
Procura uma explicação que finalmente traga certeza de que aquilo vai passar.
Por alguns momentos, pode até sentir alívio. Mas logo surge novamente a dúvida.
Imagina que você está olhando para uma mancha na parede e quer que ela desapareça. Quanto mais você olha para conferir se ela ainda está ali, mais atenção ela ocupa.
Isso não significa que a sensação de desrealização seja inventada ou que seja “apenas coisa da sua cabeça”. O sofrimento é real. Mas, além da sensação em si, o medo dela e a necessidade de conferir se está melhorando também podem fazer com que isso ocupe cada vez mais espaço na sua vida.
Através da terapia, posso ajudar você a entender esse padrão. Podemos olhar para o que acontece quando a sensação aparece, quais pensamentos surgem e o que você faz para tentar se sentir segura novamente.
O objetivo não é apenas fazer você esperar a sensação desaparecer para então voltar a viver.
É ajudá-la a não viver em função dela.
E mesmo depois de dois anos, ainda é possível começar esse processo. Se você ainda não faz acompanhamento psicológico ou psiquiátrico, vale buscar uma avaliação. Na terapia, podemos trabalhar não apenas o sintoma, mas também a ansiedade e os padrões que podem estar mantendo esse sofrimento.
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Tenho muita insônia,durmo muito tarde, acordo muito estressada e sem paciência,como fazer para ter u
Tenho muita insônia,durmo muito tarde, acordo muito estressada e sem paciência,como fazer para ter uma rotina de sono mais saudável?como estipular um horário para deixar as telas antes de dormir?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A insônia pode deixar o dia seguinte muito mais difícil. Quando você dorme tarde, acorda cansada, estressada e sem paciência, é natural querer resolver isso encontrando logo o horário perfeito para dormir.
Mas talvez seja importante olhar para uma coisa: **não basta apenas decidir que hoje você vai largar o celular às 22h.**
Se você está acostumada a usar as telas até dormir, seu cérebro pode ter aprendido que aquele é justamente o momento de continuar recebendo informações, respondendo mensagens, assistindo alguma coisa ou tentando se distrair.
Então, em vez de fazer uma mudança muito radical, pode ser mais fácil começar aos poucos.
Por exemplo, se hoje você costuma ficar no celular até meia-noite, talvez seja difícil decidir que amanhã vai desligar tudo às 21h.
Você pode começar escolhendo um horário possível e criando um pequeno “aviso” para o seu dia.
Imagina que você trabalha o dia inteiro e, quando finalmente chega a noite, alguém simplesmente diz: “Pronto, acabou. Agora você tem que dormir”.
Talvez uma parte sua ainda queira aproveitar aquele momento, olhar as redes sociais ou fazer tudo aquilo que não conseguiu fazer durante o dia.
Por isso, também vale a pena se perguntar: **o que está fazendo você ficar acordada até tão tarde?**
É o celular?
É a vontade de ter um tempo só seu?
É porque sua mente fica pensando em tudo o que precisa fazer?
Ou você tenta dormir, mas simplesmente não consegue?
Entender isso é importante, porque nem sempre o problema é apenas falta de disciplina para largar as telas.
Uma estratégia que pode ajudar é criar um horário de “desligamento” antes do horário de dormir. Você pode colocar um alarme, por exemplo, para lembrar que está chegando o momento de diminuir o ritmo.
Não precisa sair do celular e ir direto para a cama.
Você pode criar uma transição: diminuir as luzes, tomar banho, preparar as coisas do dia seguinte e fazer alguma atividade mais tranquila.
Também pode ajudar deixar o celular longe da cama, principalmente se você percebe que pega o aparelho “só para olhar uma coisa” e, quando percebe, passou mais uma hora.
Mas é importante lembrar que a insônia pode ter diferentes causas. Às vezes, a pessoa não consegue dormir porque o corpo está cansado, mas a mente continua trabalhando.
Ela deita e começa:
“Não posso esquecer de fazer isso amanhã.”
“Preciso resolver aquilo.”
“E se tal coisa der errado?”
E, quando percebe, está tentando resolver a vida inteira na cama.
Através da terapia, posso ajudar você a entender o que está acontecendo na sua rotina e o que pode estar mantendo essa dificuldade para dormir.
Porque talvez você não precise apenas criar uma rotina perfeita de sono.
Pode ser importante entender também **por que é tão difícil se permitir encerrar o dia.**
E, se essa insônia está sendo frequente e afetando seu humor e sua qualidade de vida, também é importante buscar uma avaliação profissional para investigar o seu caso e construir um tratamento adequado.
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Gosto d um homem q tem todos os sintomas de TDAH, porém, parece q fala ele entende como ofensa. O qu
Gosto d um homem q tem todos os sintomas de TDAH, porém, parece q fala ele entende como ofensa. O que devo fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo sua preocupação. No entanto, é importante ter cuidado para não concluir que uma pessoa tem TDAH apenas pelos comportamentos que você observa. O diagnóstico deve ser feito por um profissional, após uma avaliação adequada.
Se ele realmente apresentar TDAH, algumas dificuldades na comunicação podem acontecer, mas isso não significa que toda reação defensiva ou sensação de ofensa esteja relacionada ao transtorno. Outros fatores, como experiências de vida, ansiedade, autoestima e a forma como cada pessoa interpreta as situações, também podem influenciar.
Em vez de focar no diagnóstico, observe como é a comunicação entre vocês. Você sente que consegue expressar o que pensa sem medo? Ele demonstra abertura para ouvir e refletir sobre o que você diz? Um relacionamento saudável é construído com diálogo, respeito e disposição de ambas as partes.
Se essa situação tem gerado sofrimento, ansiedade ou sobrecarga emocional para você, conversar com um psicólogo pode ajudar a compreender melhor essa dinâmica e encontrar estratégias para lidar com ela. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) auxilia no desenvolvimento de uma comunicação mais assertiva e de relacionamentos mais saudáveis.
Se desejar conversar mais sobre o seu caso ou entender como funciona o atendimento psicológico online, entre em contato. Ficarei feliz em ajudar.
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Boa tarde fui diagnosticado com transtorno de ansiedade generalizada,da pra diminuir a ansiedade?
Boa tarde fui diagnosticado com transtorno de ansiedade generalizada,da pra diminuir a ansiedade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sim, dá para diminuir a ansiedade e aprender a lidar melhor com o Transtorno de Ansiedade Generalizada.
Receber o diagnóstico pode fazer você pensar: **“Então vou ser ansioso para sempre?”** Mas ter ansiedade não significa que você vai continuar sentindo essa intensidade para sempre.
No TAG, muitas vezes a pessoa vive como se a mente estivesse sempre procurando alguma coisa para resolver.
Resolve uma preocupação.
Depois aparece outra.
E outra.
Imagina um guarda-chuva cheio de pequenos furos. Você pode passar o dia tentando tapar um por um. Mas, enquanto não entende o que está acontecendo, parece que sempre aparece outro.
Por isso, às vezes, não adianta apenas tentar eliminar cada preocupação.
Pode ser importante entender: **o que está fazendo a sua mente sentir que precisa estar sempre preocupada, antecipando problemas ou tentando prever tudo?**
Através da terapia, posso ajudar você a compreender como a sua ansiedade funciona. Podemos olhar para os pensamentos, medos e comportamentos que acabam alimentando esse ciclo.
O objetivo não é fazer você nunca mais sentir ansiedade. A ansiedade também é uma emoção normal e necessária.
O objetivo é que ela deixe de controlar sua rotina.
Que você consiga descansar sem a mente procurar um novo problema.
Que consiga tomar decisões sem pensar em todas as possibilidades que podem dar errado.
E que não precise viver o tempo todo tentando ter certeza de que está tudo sob controle.
Em alguns casos, o acompanhamento com psicólogo e psiquiatra também pode ser importante. A terapia pode ajudar a entender e trabalhar os padrões que mantêm a ansiedade, enquanto o psiquiatra pode avaliar se existe necessidade de medicação.
Você não precisa aprender a resolver todas as preocupações da sua vida para começar a melhorar.
Às vezes, o primeiro passo é entender **por que você sente que precisa resolver tudo para conseguir ficar em paz**.
Através da terapia, posso ajudar você nesse processo, trabalhando não apenas os sintomas, mas também a forma como essa ansiedade aparece e interfere na sua vida.
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ola , minha ansiedade vem como sintoma deixando minhas pernas inquietas e cansadas sem achar confort
ola , minha ansiedade vem como sintoma deixando minhas pernas inquietas e cansadas sem achar conforto, mesmo com a mente cansada. Qual especialista devo procurar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você descreve pode acontecer junto com a ansiedade. Às vezes, a pessoa está mentalmente cansada, mas o corpo parece não conseguir descansar.
As pernas ficam inquietas, cansadas e você muda de posição tentando encontrar conforto, mas nada parece resolver completamente.
Porém, é importante não concluir automaticamente que isso é apenas ansiedade. Outros fatores também podem causar desconforto e inquietação nas pernas, por isso vale investigar.
Você pode começar procurando um **médico clínico geral ou médico de família**, que poderá avaliar seus sintomas e, se necessário, encaminhar para outro especialista.
Também pode ser importante buscar um **psicólogo**, principalmente se você percebe que essa inquietação aparece ou piora nos períodos de ansiedade.
Imagina que sua mente está cansada e quer parar, mas o corpo continua como se ainda estivesse em alerta.
Na terapia, podemos entender melhor **como a sua ansiedade aparece no seu corpo**, o que costuma acontecer antes desses momentos e o que pode estar mantendo esse estado de tensão.
O objetivo não é simplesmente dizer para você “relaxar as pernas”, mas compreender o que está acontecendo com você como um todo.
Se esse sintoma estiver sendo frequente, intenso ou atrapalhando seu sono e rotina, vale fazer essa avaliação médica. E, através da terapia, também posso ajudar você a trabalhar a ansiedade e entender melhor esse padrão.
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Estou me sentindo insegura em relação ao meu namorado ter muitas amigas. Principalmente uma em espec
Estou me sentindo insegura em relação ao meu namorado ter muitas amigas. Principalmente uma em específico que ele já gostou e ficou com ela logo antes de ter começado a ficar comigo e mesmo depois de a gente ter começado a namorar entre nunca parou de falar com ela. Ele sempre me trata muito bem e faz muito por mim, mas eu tenho um trauma e me sinto insegura com isso.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! É compreensível que essa situação desperte insegurança, principalmente porque não se trata apenas de “ele ter amigas”.
Existe uma amiga específica com quem ele já teve interesse e ficou pouco antes de vocês começarem a se relacionar. E, mesmo depois do namoro começar, eles continuaram conversando.
Então talvez seja importante não se culpar simplesmente pensando: **“Eu sou insegura demais.”**
Ao mesmo tempo, também vale olhar para o que acontece dentro de você quando essa amizade aparece.
Talvez surjam pensamentos como:
“E se ele ainda gostar dela?”
“E se ela ainda tiver interesse nele?”
“Será que eu deveria me preocupar?”
E, quando você tem um trauma relacionado a relacionamentos, uma situação assim pode ganhar um peso ainda maior.
Imagina que você já sofreu uma queimadura antes. Quando sente algo quente novamente, pode afastar a mão muito mais rápido.
Isso não significa que toda situação vai machucar você da mesma forma. Mas o seu corpo e a sua mente podem estar tentando evitar que você passe pela mesma dor outra vez.
Também achei importante você dizer que ele sempre te trata bem e faz muito por você. Talvez exista uma diferença entre **o que está acontecendo hoje** e **o medo de que algo aconteça**.
Mas isso não significa que você precise ignorar o que sente.
A questão talvez seja entender: **existem comportamentos concretos dele que fazem você desconfiar ou a maior parte do sofrimento acontece quando você imagina o que essa amizade pode significar?**
Essa diferença é importante.
Você pode conversar com ele sobre como essa situação mexe com você, principalmente por existir um histórico entre os dois. Mas conversar não precisa significar exigir que ele prove o tempo todo que não sente nada por ela.
Porque, às vezes, tentamos resolver a insegurança buscando garantias:
“Me mostra a conversa.”
“Me prova que não sente nada.”
“Me garante que nunca vai acontecer nada.”
Por alguns minutos, isso pode trazer alívio. Mas, se o medo continua sendo alimentado, logo pode surgir uma nova dúvida.
Através da terapia, posso ajudar você a entender **o que esse trauma deixou como marca nos seus relacionamentos** e como essa insegurança aparece hoje.
Podemos olhar tanto para os seus medos quanto para os limites que fazem sentido para você dentro de uma relação.
Porque o objetivo não é simplesmente fazer você aceitar qualquer coisa e dizer: “O problema é só a minha insegurança”.
Mas também não é fazer você viver tentando controlar todas as pessoas que podem representar uma ameaça.
Talvez o caminho esteja em conseguir se perguntar:
**“O que está acontecendo agora? E o que eu estou enxergando através das feridas que ficaram de antes?”**
Na terapia, posso ajudar você a separar essas duas coisas e construir mais segurança, sem precisar viver em alerta o tempo todo.
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Sou muito insegurança, e também tenho dificuldade quando algo sai do meu controle. Tem dias que acor
Sou muito insegurança, e também tenho dificuldade quando algo sai do meu controle. Tem dias que acordo mal, desanimada, com medo de ser demitida por não ser boa o suficiente, sinto que nada que eu faça está bom. Algo pequeno se torna gigante, acabo me comparando com outras pessoas da minha área e sinto que nunca vou alcançar o nível. Me sinto frustada e irritada, e super mal por não me sentir boa. Isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Pelo que você descreve, parece que você está vivendo com uma cobrança muito grande sobre si mesma.
Você acorda em um dia mais difícil e logo pode surgir um pensamento:
“E se eu não for boa o suficiente?”
“E se perceberem que eu não sou tão competente?”
“E se eu for demitida?”
Então algo pequeno acontece e deixa de ser apenas algo pequeno.
Um erro vira:
**“Eu não sou boa no que faço.”**
Uma dificuldade vira:
**“Nunca vou conseguir chegar no nível das outras pessoas.”**
E a comparação parece confirmar tudo aquilo que você já tem medo de ser.
É importante entender que sentir insegurança em alguns momentos é algo comum. Mas, quando essa insegurança começa a transformar constantemente situações pequenas em grandes ameaças e faz você viver com medo de não ser suficiente, isso merece ser olhado com mais cuidado.
Uma coisa que me chamou atenção foi você dizer que tem dificuldade quando algo sai do seu controle.
Imagina que você está segurando vários pratos ao mesmo tempo e acredita que nenhum deles pode cair.
Você tenta prever tudo.
Fazer tudo certo.
Evitar qualquer erro.
Controlar cada detalhe.
Mas basta um prato balançar para você sentir que **todos estão prestes a cair**.
Talvez o problema não seja apenas a situação que saiu do controle.
Pode existir algo por trás:
**“Se eu errar, o que isso significa sobre mim?”**
Porque, para algumas pessoas, errar não é apenas errar.
Pode significar ser incompetente.
Decepcionar alguém.
Perder credibilidade.
Ou confirmar aquele medo de nunca ser boa o suficiente.
E vale a pena se perguntar:
**Isso realmente aconteceu ou eu estou transformando uma possibilidade em uma certeza?**
Através da terapia, posso ajudar você a entender esse padrão. Não apenas tentando fazer você “pensar positivo”, mas olhando para o que faz você sentir que precisa acertar tanto para se sentir segura.
Podemos trabalhar a insegurança, a comparação e esse medo constante de não ser boa o suficiente.
Porque talvez você esteja tentando resolver a insegurança se tornando cada vez melhor.
Mas e se, mesmo melhorando, a sua mente continuar encontrando alguém para comparar e algum motivo para dizer que ainda não é suficiente?
Às vezes, o caminho não é apenas tentar provar que você é boa.
É entender **por que parece tão difícil acreditar nisso sem precisar controlar tudo e acertar o tempo todo**.
Através da terapia, posso ajudar você nesse processo, para que seu trabalho e sua competência não precisem ser medidos o tempo inteiro pelo medo de falhar ou pela comparação com outras pessoas.
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Boa noite tenho um filho de 11 anos. Tenho uma preocupação a mais com ele,
Boa noite tenho um filho de 11 anos.
Tenho uma preocupação a mais com ele, ultimamente ele tem me preocupado com alguns comportamentos, que nem meu filho mais novo não faz.
1: E muito desorganizado com suas coisas.
2: Não tem cuidado com brinquedos etc.
3: Ultimamente tem tido alguns comportamentos estranhos.
Exemplo: Um certo dia fizemos um churrasco aqui em casa, depois notei que tinha uma espécie de bolha estourada em sua mão, perguntei dele oque era aquilo, ele disse que tinha colocado o dedo na brasa da churrasqueira do dia anterior pra vê oque acontecia, e depois que formou aquela bolha de queimadura ele mordeu pra vê oque ia sair de dentro.
Fora outras coisas que ele vem fazendo sem medir as consequências no final.
Ele e um menino que a gente conversa ele diz que entendeu mais no outro dia está fazendo outra coisa ou algum parecido.
E isso tem me preocupado muito oque devo fazer e com qual especialista preciso levar ele?
Alguém pode me ajudar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa noite! Entendo a sua preocupação, e é muito importante que você tenha observado esses comportamentos e esteja buscando orientação.
Os sinais que você descreve, como desorganização, dificuldade em cuidar dos próprios objetos, impulsividade e comportamentos que parecem não considerar as consequências, podem estar relacionados a diferentes questões do desenvolvimento. Isso não significa, necessariamente, que seu filho tenha TDAH ou outro transtorno, mas indica que uma avaliação é importante para compreender o que está acontecendo.
O ideal é procurar um **psicólogo infantil** ou um **neuropediatra**. Esses profissionais poderão realizar uma avaliação detalhada, considerando o comportamento do seu filho em diferentes contextos, seu desenvolvimento, rotina e histórico. Se necessário, o acompanhamento poderá envolver outros profissionais.
Enquanto isso, procure observar em quais situações esses comportamentos acontecem com mais frequência, sem julgamentos. Essas informações costumam ser muito úteis durante a avaliação.
Quanto mais cedo entendermos a origem desses comportamentos, maiores são as chances de oferecer estratégias que favoreçam o desenvolvimento, reduzam a sobrecarga da família e promovam o bem-estar da criança.
Se desejar conversar melhor sobre o seu caso ou entender como funciona a avaliação psicológica e o acompanhamento infantil, entre em contato. Ficarei feliz em orientar você.
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Gostaria de saber se o que estou sentindo são sintomas de ansiedade ou algum outro transtorno: tenho
Gostaria de saber se o que estou sentindo são sintomas de ansiedade ou algum outro transtorno: tenho sentindo muita insônia, tenho sono mas na hora de dormir não consigo. Meus olhos "secam". Os finais de semana são horríveis não estou conseguindo relaxar.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo a sua preocupação. E imagino como deve ser difícil chegar ao fim do dia sentindo sono, mas perceber que, quando finalmente deita, parece que o corpo está cansado e a cabeça não consegue acompanhar.
A insônia e a dificuldade para relaxar podem acontecer por diferentes motivos. A ansiedade pode ser um deles, principalmente quando a pessoa deita e começa a pensar em tudo o que precisa resolver, no que pode dar errado ou simplesmente sente que não consegue desligar.
Mas não é possível saber apenas por esses sintomas se existe ansiedade ou algum outro transtorno.
Acho importante olhar para uma coisa: o que acontece quando você tenta descansar?
Sua cabeça começa a pensar em várias coisas?
Você sente preocupação, medo ou uma sensação de que deveria estar fazendo alguma coisa?
Ou parece que, mesmo querendo descansar, o seu corpo simplesmente não consegue relaxar?
Às vezes, tentamos resolver apenas a insônia. Mas vale a pena entender o que pode estar mantendo esse problema.
Porque talvez o sono seja apenas a parte mais visível de algo que já está acontecendo durante o dia.
Na terapia, podemos olhar para esses padrões com mais cuidado e entender o que está por trás dessa dificuldade de desligar e relaxar. Ao mesmo tempo, como você também relata sintomas físicos, uma avaliação com um profissional de saúde pode ser importante para investigar outras possíveis causas.
Você não precisa descobrir sozinha o nome do que está sentindo. O mais importante agora é buscar ajuda para entender o que está acontecendo e encontrar uma forma de cuidar disso.
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Olá, venho aqui expressar o que estou passando no momento atual em minha vida. Eu desde pequeno semp
Olá, venho aqui expressar o que estou passando no momento atual em minha vida. Eu desde pequeno sempre tive um pânico quando via roda gigante, parque em geral, podia ser qualquer brinquedo em uma festa de peão, meu medo vinha, eu tentava não olhar, às vezes ficava um tempinho, mas em instantes sumia e vida nova iniciava, porém, tive passando vários problemas em meus relacionamentos e também com minha vida profissional e minhas fobias intensificaram. Hoje em dia, qualquer festa de peão, lugar lotado, principalmente que tenha parque de diversões eu sinto um aperto no meu coração e não consigo ficar no local. Me dá um desespero, uma vontade de ir embora, é incontrolável. Não sei se tem alguém que sente ou já sentiu o mesmo que eu. É triste demais. Espero com muita força de Deus um dia superar isso e viver uma vida normal.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você está vivendo parece estar sendo muito difícil, principalmente porque você percebeu que um medo que antes aparecia em situações específicas começou a ocupar um espaço maior na sua vida.
Você contou que, desde pequeno, sentia medo ao ver roda-gigante, parques e brinquedos. Antes, esse medo vinha, você tentava não olhar, se afastava e, depois de um tempo, conseguia seguir a sua vida.
Mas, depois de passar por problemas nos relacionamentos e também na vida profissional, parece que algo mudou. Hoje, estar em um lugar lotado ou próximo a um parque pode trazer um aperto no peito, desespero e uma vontade muito forte de ir embora.
E talvez valha a pena olhar para isso com mais cuidado.
Nem sempre o problema é apenas o brinquedo ou o lugar. Às vezes, quando estamos passando por momentos difíceis, ficamos mais sensíveis e aquilo que antes conseguíamos evitar ou suportar pode começar a nos causar um sofrimento muito maior.
Imagine uma pessoa carregando uma mochila. No começo, ela coloca algumas coisas dentro e consegue continuar caminhando. Mas, aos poucos, vai colocando mais peso. Chega uma hora em que até algo pequeno parece pesado demais.
Na terapia, não seria apenas uma questão de dizer para você “enfrentar o medo” ou tentar fazer com que você simplesmente pare de sentir isso. Seria importante entender o que acontece quando esse medo aparece, o que mudou na sua vida nesse período e o que pode estar fazendo com que essas situações tenham se tornado tão difíceis para você.
Você não precisa esperar que isso fique ainda maior para procurar ajuda. Com acompanhamento psicológico, é possível compreender melhor o que está acontecendo e encontrar caminhos para que esse medo não continue decidindo onde você pode ou não estar.
E uma coisa importante: sentir isso não significa que você não possa voltar a ter uma vida em que consiga ir aos lugares que deseja com mais tranquilidade. Seu sofrimento merece ser olhado com cuidado.
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É normal duvidar e questionar em um relacionamento? Eu estou a quase 6 mêses em um relacionamento on
É normal duvidar e questionar em um relacionamento? Eu estou a quase 6 mêses em um relacionamento onde moramos perto mas nunca se vimos. Sempre acontece algo que nos impede de se ver, relacionado a estado mental, contratempos e imprevistos.
Ja ocorreram alguns questionamentos mas sempre nos entendemos, recentemente eu questionei sobre ter visto um cabelo azul em video q ela me mandou e ela disse q era uma manta q ela estava usando e acabou aparecendo, pedi q me mostrasse essa manta para q eu entendesse melhor e agora ela esta me bombardeando de mensagens por ter que se provar e eu ainda duvidar dela. gostaria de saber se ela precisa se provar todas as vezes que eu questionar, pq quando ela me questiona eu faço de tudo pra provar e tranquilizar ela.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! É normal que, em um relacionamento, surjam dúvidas e questionamentos. Principalmente quando existe alguma situação que você não entendeu ou que parece diferente do que esperava.
Mas talvez seja importante olhar para **como esses questionamentos estão acontecendo entre vocês**.
Você viu algo no vídeo, não entendeu o que era e perguntou. Ela explicou que era uma manta. Depois, você pediu para vê-la para conseguir se tranquilizar.
Aqui existe uma diferença importante entre duas coisas:
**Perguntar porque algo despertou uma dúvida** e **precisar de provas para conseguir acreditar no que a outra pessoa diz**.
Imagine que, toda vez que surge uma dúvida, você precisa de uma explicação. Depois da explicação, precisa de uma prova. E, quando surge outra situação, começa tudo de novo.
A questão deixa de ser apenas o cabelo azul ou a manta.
Pode passar a ser: **“O que eu preciso para conseguir confiar?”**
Sua namorada não é obrigada a provar algo toda vez que você sentir uma dúvida. Da mesma forma, o fato de você se esforçar para tranquilizá-la quando ela questiona não significa que ela precise agir exatamente da mesma maneira.
Cada pessoa tem limites diferentes.
Mas também vale a pena olhar para algo que você disse: vocês estão juntos há quase seis meses, moram perto e ainda não conseguiram se encontrar pessoalmente, porque sempre acontece algum impedimento.
Isso pode, naturalmente, gerar inseguranças e questionamentos. Afinal, quando existe pouca convivência presencial, pode ser mais difícil construir segurança e conhecer a outra pessoa na prática.
Talvez vocês estejam tentando resolver a falta de segurança do relacionamento através de provas.
Você vê algo e pede para confirmar.
Ela se sente questionada e tenta explicar.
Você ainda não consegue ficar tranquilo.
Ela se sente pressionada.
E vocês dois acabam sofrendo.
Vale a pena se perguntar: **ver a manta realmente resolveria a sua insegurança ou apenas faria você se sentir tranquilo até surgir a próxima dúvida?**
Através da terapia, posso ajudar você a entender o que acontece quando surge uma dúvida dentro de um relacionamento. Podemos olhar para a diferença entre perceber algo que realmente precisa ser conversado e entrar em uma busca constante por certeza.
Porque confiar não significa ignorar tudo ou nunca fazer perguntas.
Mas também é importante perceber quando a tentativa de eliminar qualquer dúvida começa a ocupar mais espaço do que a própria relação.
E talvez exista outra conversa importante entre vocês: **o que precisa acontecer para que esse relacionamento saia apenas das telas e passe a existir também na vida real?**
Depois de quase seis meses morando perto e sem conseguirem se encontrar, talvez essa seja uma questão que merece ser olhada com calma pelos dois.
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Acho que eu estou com dependência emocional. Meu ex é tóxico? O que eu devo fazer para superar esse
Acho que eu estou com dependência emocional. Meu ex é tóxico? O que eu devo fazer para superar esse término? Nós namoramos por 10 meses, ele é mais novo do que eu. Eu sempre orei a Deus pedindo um homem de tal aparência, de tal jeito, de tal pensamento, e foi quando ele apareceu. Do jeito que eu sempre pedi. Na verdade, era o que eu achava. Começamos a namorar rápido demais, ele não me pediu em namoro de forma formal, em menos de um mês conversando ele já queria namorar e pediu pra eu escolher uma data. Estranhei, mas escolhi. Infelizmente, escolhi a data do meu aniversário. Traumático. Ele sempre foi muito carinhoso, cuidadoso, cuidava de mim nos mínimos detalhes, se preocupava comigo, se esforçava pra me deixar na parada todos os dias e buscar, mesmo tão tarde da noite. Me dava flores e presentes quase todos os dias. Sonhávamos em nos casar formar uma família, crescer juntos. Eu amo muito ele, foi meu primeiro namorado. Acho que eu tenho uma visão distorcida de relacionamento porque eu sinto que as coisas que ele fazia, por mais que sejam raras, é o mínimo. Eu mais chorei nesse relacionamento do que fiquei feliz, mas nesse pós término eu estou muito apegada aos momentos bons, esquecendo os momentos ruins, porque: Ele não deixava eu usar biquíni; Ele não deixava eu usar calça skinny, saias coladas (mesmo que sejam saias longas), short, e eu só podia usar blusa de gola alta; Ele me proibiu de escutar certas músicas; Ele não deixava eu ir para eventos cristãos porque tinha muita gente; Ele não deixava eu levantar a perna porque, de acordo com ele, era antiético; Ele não deixava eu tomar refrigerante; Ele não deixava eu ficar de costas para ninguém; Ele não deixava eu andar em pé no ônibus, mesmo o próximo demorando muito, ele ainda queria que eu esperasse, sabendo que eu moro longe e que estava ficando tarde; Ele não deixava quase ninguém chegar perto de mim: Ele não ligava para minha família e para os meus amigos, me fez me afastar de todos eles; Ele não deixava eu correr ou fazer academia; Ele nunca me compreendeu, sabendo das minhas limitações emocionais e mesmo assim me forçava a fazer coisas que não me resumia como pessoa; Eu implorava pra ele parar e ele nunca parou, me forçando a mandar fotos e coisas que eu nunca quis. Eu fazia por ele, com medo dele terminar comigo; Ele sempre manipulou as situações pra eu sempre pedir desculpas e ceder, sempre foi assim. Eu sempre cedi. Meu relacionamento foi baseado mais nisso, em ceder, com medo dele ficar triste. Teve momentos que eu me exaltava e falava coisas horríveis, mas é porque ele me colocava naquela situação, naquela humilhação, eu chorando e implorando, eu recorria a defensiva. E ele terminou comigo do nada, dizendo que não me amava mais, que tínhamos divergências familiares (sou de família humilde e ele de família rica). Ele disse que os pais queriam que ele ficasse ao lado de alguém de boa família, porque meus pais nao tem profissão. Além disso, disse que ele obedece os pais e se os pais pedissem pra ele terminar comigo, ele terminaria sem pensar duas vezes. Foi quando eu percebi que ele nunca me colocou na posição de prioridade, de escolha. Nunca lutou por mim, nunca teve consideração. Ele não me escolheu. E eu larguei meu eu, minha família, meus amigos, meus hábitos, cedi em tudo, obedeci ele em tudo, pra no final ele me largar como se eu fosse nada. Acho que ele nunca me amou. Isso não é amor. E é tão difícil essa situação porque eu quero superar ele mas sinto que nunca vou achar alguém como ele. Mesmo que ele tenha errado com essas exigências, ele também tinha qualidades que eu sempre busquei em alguém. E eu sinto que nunca mais vou achar. Faz um mês que ele terminou e eu choro todos os dias. O que eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Pelo que você descreve, dá para entender por que está tão difícil superar esse término.
Você viveu momentos que considera muito especiais. Ele era carinhoso, dava presentes, cuidava de você e parecia ser, em vários aspectos, o homem que você sempre pediu a Deus.
Mas, ao mesmo tempo, você foi abrindo mão de muitas coisas para manter essa relação.
Da sua forma de se vestir.
Das suas músicas.
Dos seus amigos.
Da sua família.
Dos seus hábitos.
Da sua liberdade.
E, em alguns momentos, até fez coisas que não queria fazer por medo de que ele terminasse com você.
Então talvez seja importante olhar para essa relação inteira, e não apenas para uma das partes dela.
Porque os momentos bons existiram. Você não precisa fingir que não existiram para conseguir seguir em frente.
Mas eles também não apagam tudo o que você viveu.
Imagine uma casa muito bonita por fora, com alguns cômodos onde você viveu momentos felizes. Mas, para continuar morando nela, você precisava ir fechando portas dentro de si.
Primeiro, uma porta para a sua roupa.
Depois, para os seus amigos.
Depois, para a sua família.
Depois, para coisas que você gostava.
Até chegar ao ponto de fazer algo que não queria apenas porque tinha medo de perder a pessoa.
Talvez uma pergunta importante não seja apenas:
**“Ele era tóxico?”**
Mas:
**“O que aconteceu comigo dentro dessa relação?”**
Porque, pelo que você relata, parece que, aos poucos, você foi aprendendo que, para ser amada e para evitar que ele fosse embora, precisava ceder.
E quando alguém vive muito tempo assim, o término pode ser doloroso por vários motivos.
Você perde a pessoa.
Perde os planos que imaginou.
E ainda pode ficar com a sensação de que entregou tanto de si e, mesmo assim, não foi escolhida.
Isso machuca.
Também chamou minha atenção quando você diz que tem medo de nunca encontrar alguém como ele.
Talvez seja verdade que você não encontre alguém exatamente como ele.
Mas vale a pena se perguntar: **você realmente precisa encontrar alguém igual?**
Porque você pode desejar alguém carinhoso, cuidadoso, presente e que queira construir uma família.
Mas essas qualidades não precisam vir acompanhadas de controle, isolamento, medo e da necessidade de você abrir mão de quem é para manter a relação.
Uma pessoa pode amar você sem escolher a sua roupa.
Pode cuidar sem controlar.
Pode ter ciúmes sem afastar você de todas as pessoas.
Pode discordar sem fazer você sentir que precisa ceder sempre.
E, principalmente, você não deveria precisar fazer algo que não quer por medo de ser abandonada.
Sobre a dependência emocional, não é possível fazer um diagnóstico apenas pelo seu relato. Mas a sua dificuldade em aceitar o término e o medo de nunca encontrar outra pessoa podem ser importantes para serem compreendidos.
Através da terapia, posso ajudar você a olhar para esse relacionamento com mais profundidade.
Não apenas para tentar esquecer o seu ex.
Mas para entender por que você foi deixando tantas partes suas de lado para manter essa relação.
Por que dizer “não” parecia tão perigoso.
Por que você sentia que precisava ceder para não ser abandonada.
E por que, mesmo reconhecendo tudo o que fez você sofrer, hoje a sua mente está tão presa aos momentos bons.
Porque talvez superar esse término não seja apenas conseguir parar de chorar por ele.
Também pode ser uma oportunidade para recuperar partes suas que ficaram pelo caminho.
Seus amigos.
Sua família.
Seus gostos.
Sua liberdade.
Sua voz.
E talvez, aos poucos, você possa construir uma ideia diferente de amor.
Uma em que você não precise deixar de ser quem é para que alguém escolha ficar.
Você não precisa decidir hoje se vai deixar de amá-lo ou se nunca mais vai sentir saudade.
Mas talvez possa começar com uma pergunta:
**Se, para manter uma relação, eu preciso abrir mão de mim, o que exatamente estou tentando salvar?**
Na terapia, podemos trabalhar esse processo para que você não apenas supere o término, mas também compreenda por que foi tão difícil se escolher dentro dessa relação.
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Estou vivendo um relacionamento vai fazer 2 anos e sou muito feliz ao lado do meu marido. Porém ele
Estou vivendo um relacionamento vai fazer 2 anos e sou muito feliz ao lado do meu marido. Porém ele não está feliz, me diz que sou apática e sem sentimentos pois não consigo expressar meus sentimentos, não sei demonstrar. Ele diz que não se sente amado, desejado e valorizado.
Tenho muitos traumas e não sei me expressar , já tentei algumas vezes me esforçar pra mudar isso mas nunca consigo mudar realmente de verdade.
As vezes realmente sinto que sou fria e sem sentimentos pois em muitas situações eu não consigo demonstrar o que tô sentindo, sou muito carinhosa fisicamente com ele mas falta conseguir me expressar em palavras, gestos e atitudes. Ele está sofrendo pois me valoriza muito e eu não consigo entregar essa reciprocidade. Eu não quero o perder mas me sinto perdida.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Pelo que você descreve, não me parece que o problema seja simplesmente você ser uma pessoa “fria” ou “sem sentimentos”.
Você diz que é feliz ao lado do seu marido, que não quer perdê-lo, que se sente perdida por não conseguir demonstrar e que já tentou mudar algumas vezes.
Quem não sente nada provavelmente não estaria sofrendo por não conseguir mostrar o que sente.
Talvez exista uma diferença entre **não sentir** e **não conseguir transformar o que sente em uma forma que o outro consiga perceber**.
Imagina que você sente muitas coisas, mas existe uma parede entre o que acontece dentro de você e o que consegue sair.
Você sente amor, carinho e preocupação.
Mas, quando tenta colocar isso em palavras, gestos ou atitudes, parece que trava.
E, para o outro, pode parecer:
“Ela não sente.”
Quando, na verdade, talvez seja:
**“Ela sente, mas não aprendeu ou não consegue mostrar.”**
Você também falou sobre traumas. Dependendo daquilo que você viveu, pode ser importante entender o que aprendeu sobre sentimentos e vulnerabilidade.
Talvez, em algum momento da sua vida, demonstrar sentimentos não tenha sido seguro.
Talvez você tenha aprendido a se proteger ficando mais fechada.
Ou talvez simplesmente nunca tenha aprendido a colocar em palavras aquilo que sente.
Mas existe uma coisa importante: se o seu marido está dizendo que não se sente amado, desejado e valorizado, o sofrimento dele também precisa ter espaço nessa relação. Não para que você se culpe ou se force a virar outra pessoa de um dia para o outro, mas para que vocês possam entender o que está acontecendo entre vocês.
Porque talvez você esteja pensando:
“Eu preciso mudar e aprender a demonstrar tudo.”
E, quando tenta fazer isso de uma vez, não consegue.
Talvez seja mais útil começar pequeno.
Em vez de tentar se transformar em uma pessoa extremamente comunicativa e romântica, você pode começar observando:
**Como eu demonstro amor naturalmente?**
Você disse que é muito carinhosa fisicamente. Isso já é uma forma de demonstrar.
Depois, podemos pensar:
**Qual seria uma pequena coisa que eu consigo fazer para que ele perceba melhor o que eu sinto?**
Pode ser dizer uma frase simples.
Mandar uma mensagem.
Agradecer por algo específico.
Dizer: “Eu gostei quando você fez isso por mim.”
Ou até mesmo ser honesta:
**“Eu tenho dificuldade para demonstrar, mas quero aprender porque você é importante para mim.”**
Às vezes, a pessoa acha que precisa fazer uma grande declaração de amor, quando talvez o primeiro passo seja conseguir abrir uma pequena janela.
Através da terapia, posso ajudar você a entender o que acontece entre aquilo que você sente e aquilo que consegue demonstrar. Podemos olhar para a influência das suas experiências e dos seus traumas, sem partir da ideia de que você precisa ser “consertada”.
O objetivo não seria transformar você em alguém que demonstra amor de uma forma que não combina com você.
Seria ajudá-la a entender **por que é tão difícil deixar o outro enxergar o que existe aí dentro** e encontrar formas mais possíveis de expressar isso.
Você não precisa resolver dois anos de dificuldades em uma semana.
Mas o fato de você estar dizendo **“eu não quero perdê-lo e quero entender o que está acontecendo comigo”** já mostra que existe algo importante aí que merece ser cuidado.
Talvez você não seja uma mulher sem sentimentos.
Talvez seja uma mulher que aprendeu, por diferentes motivos, a guardar muitos deles para si.
E isso pode ser trabalhado.
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Tenho um namorado totalmente viciado em videogames, eu tenho sempre que estar cobrando a atenção del
Tenho um namorado totalmente viciado em videogames, eu tenho sempre que estar cobrando a atenção dele, porque não consigo nem conversar com ele porque ele não para de jogar em momento nenhum. Além disso, ele tem uma amiga de jogo que está sempre com ele jogando e quando ele sai do jogo, ele fica conversando no WhatsApp com ela enquanto está comigo e quando ele finalmente me dá atenção ela manda mensagem cobrando a presença dele. Já conversei com ele sobre o assunto e ele fala que acha normal agir assim com a amiga e que jogar é o hobby favorito dele, então eu tenho que aprender a aceitar isso. Estou sendo incompreensiva em querer terminar o relacionamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Não, querer terminar o relacionamento não faz de você incompreensiva.
Pelo que você descreve, talvez a questão não seja simplesmente: **“Meu namorado joga videogame demais?”**
A questão parece ser:
**“Existe espaço para mim nessa relação?”**
Ter um hobby não é um problema por si só. Ele pode gostar muito de videogame, jogar com os amigos e até conversar com pessoas que conheceu jogando.
Mas uma coisa é ter um hobby.
Outra é você sentir que precisa **disputar a atenção dele o tempo todo**.
Você quer conversar e ele está jogando.
Vocês estão juntos e ele está conversando com a amiga pelo WhatsApp.
Quando finalmente vocês têm um momento juntos, outra pessoa parece ter mais acesso à atenção dele do que você.
Então você conversa sobre como isso faz você se sentir e a resposta é:
**“Você precisa aprender a aceitar.”**
E talvez seja aqui que exista algo importante para olhar.
Um relacionamento não deveria funcionar como se apenas uma pessoa decidisse como tudo vai ser e a outra tivesse que se adaptar.
Você não precisa provar que videogame é errado.
Não precisa provar que essa amizade é errada.
E nem precisa descobrir se ele está “viciado” para reconhecer que **essa dinâmica não está funcionando para você**.
Vale a pena separar duas coisas:
**Ele tem o direito de gostar de jogar e manter as amizades dele.**
E **você tem o direito de não querer estar em uma relação em que se sente constantemente em segundo plano.**
Imagina que você está tentando sentar para jantar com alguém, mas essa pessoa está o tempo todo olhando para outra mesa.
Você chama.
Espera.
Tenta conversar.
Mas precisa disputar a atenção dela o tempo inteiro.
Em algum momento, talvez a pergunta deixe de ser:
**“Será que estou pedindo atenção demais?”**
E passe a ser:
**“É assim que eu quero me sentir dentro de um relacionamento?”**
Também é importante olhar para a amiga sem transformar automaticamente essa situação em uma acusação de traição. O ponto principal é entender quais são os limites que fazem sentido para vocês dois.
Talvez, para você, seja importante que existam momentos em que vocês estejam juntos de verdade, sem que você precise competir com o jogo, o celular ou outras pessoas.
E isso não significa controlar quem ele pode ter como amiga.
Significa conversar sobre **como vocês querem construir uma relação em que os dois se sintam considerados**.
Se você já explicou várias vezes o que sente e ele entende que o único caminho possível é você simplesmente aceitar tudo como está, talvez exista uma incompatibilidade importante aí.
Através da terapia, posso ajudar você a entender o que está fazendo você permanecer nessa dinâmica e o que você realmente precisa para se sentir bem em um relacionamento.
Porque, às vezes, ficamos tentando descobrir:
**“Será que eu estou exagerando?”**
quando também precisamos nos perguntar:
**“Mesmo que ele não esteja fazendo nada que eu possa chamar de errado, essa relação está me fazendo bem?”**
Você não precisa terminar apenas porque ele joga videogame ou porque tem uma amiga.
Mas também não precisa permanecer em uma relação onde suas necessidades são sempre tratadas como se fossem um problema que **só você precisa aprender a aceitar**.
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Boa tarde! Então eu cresci em Pernambuco e morei lá até os meus 7 anos de idade, e agora moro na cid
Boa tarde! Então eu cresci em Pernambuco e morei lá até os meus 7 anos de idade, e agora moro na cidade a 14 anos, recentemente fiz uma viagem pro lugar onde nasci porque minha família toda é de lá, aqui na cidade só mora eu minha e meu irmão somentes, e desde que eu voltei de viagem pra cidade eu me sinto muito abatido e solitario, as vezes sinto meu coração acelerar e fico pensando no lugar onde nasci, aqui na cidade não saio pra nenhum lugar e me sinto esquecido!
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Pelo que você conta, essa viagem parece ter mexido com algo muito importante para você.
Você voltou para o lugar onde nasceu, reencontrou sua família e teve contato com uma parte da sua vida que, talvez, estivesse mais distante no dia a dia.
E então voltou para a cidade onde mora hoje.
Aqui, você diz que praticamente só tem sua mãe e seu irmão. Não costuma sair e tem se sentido sozinho e esquecido.
Então talvez não seja apenas:
**“Estou com saudade de Pernambuco.”**
Talvez a viagem tenha mostrado algo que estava faltando na sua vida.
Imagina uma pessoa que está acostumada a viver em um lugar silencioso. Ela se acostuma com aquele silêncio porque é o que existe todos os dias. Mas, por alguns dias, ela vai para um lugar cheio de pessoas que conhece, conversa, convive e se sente parte.
Quando volta, o silêncio parece ainda maior.
Talvez tenha acontecido algo parecido com você.
A viagem pode ter feito você perceber a diferença entre **estar acostumado a ficar sozinho** e **realmente se sentir pertencente a um lugar e conectado com as pessoas**.
E, quando você voltou, essa diferença ficou mais evidente.
Também é importante olhar para o coração acelerado. A saudade, a solidão e a ansiedade podem aparecer juntas, mas não é possível afirmar apenas por aqui o que está acontecendo. Vale observar quando isso acontece e procurar avaliação profissional se for frequente, intenso ou acompanhado de outros sintomas.
Uma pergunta que eu faria para você é:
**Do que exatamente você sente falta quando pensa em Pernambuco?**
Das pessoas?
Da família reunida?
Da sensação de ter para onde ir?
De se sentir lembrado?
Ou da pessoa que você sente que consegue ser quando está lá?
Porque talvez a resposta ajude a entender o que está doendo agora.
Através da terapia, posso ajudar você a compreender esse sentimento e olhar para o que essa viagem despertou. Não apenas tentando fazer você “parar de sentir saudade”, mas entendendo o que está faltando na vida que você construiu hoje.
Talvez você não precise escolher entre esquecer Pernambuco ou largar tudo e voltar.
Pode ser que essa viagem esteja mostrando algo importante: **você também precisa construir, onde está hoje, uma vida em que exista mais espaço para vínculos, pessoas e momentos que façam você se sentir parte de algum lugar.**
E talvez valha a pena começar pequeno. Não tentando mudar toda a sua vida de uma vez, mas se perguntando: **“Qual é uma coisa que eu poderia fazer para que minha vida aqui não seja apenas esperar a próxima vez que vou embora?”**
Isso pode ser um começo importante.
Autor
Perguntas frequentes
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Estou fazendo uso de Antibiótico Cefalexina 6h/6h por 7 dias. No 3° dia de uso do Antibiótico inici
Olá bom dia! Não há interferência direta conhecida entre a vacina anti-rábica…