Perguntas do paciente (3614)

  • Sou mãe de uma criança autista nível 3 de suporte. Ela está desregulada principalmente no humor e no

    Sou mãe de uma criança autista nível 3 de suporte. Ela está desregulada principalmente no humor e no sono. Está mais irritada e chorando diversas vezes. Acorda no meio da madrugada querendo brincar. Começou a tomar quetiapina 25mg há 3 dias. Ela já faz uso de Risperidona solução, depakote splinker e melatonina. Como estamos introduzindo a queriapina o neuro não aconselhou tirar os outros remédios por enquanto, mas eu tirei a melatonina. No 1º dia de quetiapina, ela dormiu em 30 minutos. No segundo dia, em 1 hora e hoje que é o terceiro dia, ela ficou super agitada e só dormiu 1h e meia depois. Dei o comprimido dentro de um chocolate porque ela tem dificuldade de engolir. Isso pode ter atrapalhado o efeito ? A agitação é comum? Demora isso tudo mesmo para fazer efeito? Fiquei me culpando pelo chocolate.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gustavo Holanda

    Compreendo sua preocupação, principalmente quando o sono e o comportamento da criança pioram e tudo parece fora do controle. Isso gera angústia e, muitas vezes, culpa — mas é importante dizer desde já: o que você fez não é, em princípio, a causa do que está acontecendo.

    A quetiapina é uma medicação que costuma ajudar na regulação do sono e do humor, mas não age de forma imediata e previsível nos primeiros dias. O organismo da criança ainda está “se adaptando” à nova substância. É comum, nesse período inicial, ocorrerem oscilações: um dia com melhora do sono, outro com mais agitação, como você descreveu. Isso não significa que o remédio não está funcionando. Significa que ainda não atingiu um efeito estável.

    Sobre a administração com chocolate, isso dificilmente compromete o efeito da medicação. A quetiapina pode ser tomada com alimentos, e o principal é garantir que a dose foi ingerida corretamente. Portanto, você não precisa se culpar por isso.

    O que merece mais atenção no seu relato é a combinação de medicações. Sua filha já faz uso de risperidona, ácido valproico (Depakote) e usava melatonina. Ao introduzir a quetiapina, o ideal é realmente manter temporariamente as demais, como seu médico orientou, justamente para evitar descompensações. A retirada da melatonina pode, sim, ter contribuído para essa piora do sono, já que ela atua de forma diferente, regulando o ritmo biológico. Em algumas crianças, essa retirada precoce piora o padrão de sono.

    Além disso, existe um ponto importante: tanto a risperidona quanto a quetiapina atuam no sistema nervoso central e podem ter efeitos sobre comportamento, sedação e até, paradoxalmente, agitação em alguns casos. Essa combinação precisa ser acompanhada de perto, porque cada criança responde de uma forma, especialmente em quadros de Transtorno do Espectro Autista com maior necessidade de suporte.

    A agitação que você percebeu no terceiro dia pode ser um efeito transitório de adaptação, mas também pode indicar que o esquema ainda precisa de ajuste fino — seja na dose, no horário ou até na combinação dos medicamentos. Em geral, esperamos alguns dias a semanas para avaliar melhor a resposta, mas sinais de piora importante merecem reavaliação precoce.

    O mais importante agora é observar alguns pontos com calma: padrão de sono ao longo dos dias, intensidade da irritabilidade, presença de sonolência excessiva durante o dia ou, ao contrário, aumento da agitação. Essas informações ajudam muito na tomada de decisão.

    Entendo a sua culpa, mas ela não procede. Você está tentando cuidar, ajustar, fazer o melhor possível dentro de uma situação complexa. Isso já mostra o quanto está atenta e comprometida.

    Uma teleconsulta neste momento pode ser extremamente útil para revisar todo o esquema medicamentoso, avaliar possíveis interações, ajustar doses e orientar com segurança os próximos passos. Plataformas como a Doctoralia facilitam encontrar médicos com alta experiência e excelente avaliação dos pacientes. Em um cenário em que ainda convivemos com infecções como COVID-19, MPOX, Parvovírus B19 e cepas virulentas de gripe, o atendimento por telemedicina oferece segurança, praticidade e rapidez, evitando deslocamentos e exposições desnecessárias.

    A telemedicina hoje permite, inclusive, uma segunda opinião qualificada, de forma discreta e acessível. Se achar adequado, você pode buscar esse suporte para alinhar melhor o tratamento da sua filha e trazer mais tranquilidade para sua rotina.


  • Minha filha é a autista e toma 0,05 ml de risperidona pela manhã , sempre usei o genérico Ajudava

    Minha filha é a autista e toma 0,05 ml de risperidona pela manhã , sempre usei o genérico
    Ajudava a controlar as crises, mais mantinha ela ativa, recentemente comprei o risperidona similar e notei que ela ficou mais quieta e sonolenta, será que a troca pode ter causado esse efeito ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gustavo Holanda

    Entendo sua preocupação, principalmente quando você percebe uma mudança clara no comportamento da sua filha após trocar uma medicação que já vinha funcionando.

    A Risperidona é um medicamento amplamente utilizado no manejo de irritabilidade, agitação e crises comportamentais em crianças com autismo. Embora o princípio ativo seja o mesmo entre o medicamento de referência, genérico e similar, existem diferenças na formulação — como excipientes, forma de absorção e até pequenas variações na biodisponibilidade — que podem, sim, provocar mudanças clínicas perceptíveis, especialmente em crianças mais sensíveis.

    O fato de você relatar que, com o genérico, sua filha ficava mais ativa e, com o similar, passou a apresentar mais sonolência, sugere uma diferença no efeito clínico. Isso não é comum, mas também não é raro. Em alguns casos, o organismo reage de forma distinta a apresentações diferentes do mesmo medicamento.

    Agora, há um ponto importante que precisa ser observado com atenção. A dose que você descreve — 0,05 ml (equivalente a aproximadamente 0,05 mg) — é extremamente baixa e, na prática clínica, considerada irrelevante para produzir efeito terapêutico consistente. Isso levanta duas possibilidades: ou houve algum equívoco na forma de medir ou administrar a medicação, ou a prescrição inicial pode não ter sido adequada para o quadro. Em ambas as situações, vale a pena revisar isso com cuidado.

    A sonolência excessiva não deve ser ignorada. Pode indicar que, mesmo em dose baixa, houve uma maior absorção ou sensibilidade individual ao medicamento. Em crianças, isso pode impactar diretamente o desenvolvimento, a interação social e o aprendizado.

    O mais prudente agora é não fazer novas trocas por conta própria e buscar uma reavaliação da prescrição. É importante confirmar a dose real administrada, revisar a necessidade do medicamento e, se indicado, ajustar a formulação ou a posologia com base em resposta clínica e segurança.

    Hoje, com a telemedicina, você consegue fazer esse acompanhamento de forma prática e segura, inclusive com médicos experientes no manejo de autismo e psicofarmacologia infantil. Em uma teleconsulta, é possível revisar a prescrição, analisar o comportamento da sua filha com detalhes e ajustar a conduta com precisão. Plataformas como a Doctoralia facilitam encontrar profissionais bem avaliados, com experiência comprovada.

    Em um cenário em que ainda convivemos com riscos como COVID-19, MPOX (varíola dos macacos), Parvovírus B19 e até cepas mais agressivas de influenza como H5N1, o atendimento online se torna não apenas conveniente, mas uma forma inteligente de proteger sua família. Você evita deslocamentos, salas de espera e ainda ganha tempo para investir no que realmente importa.

    A telemedicina também permite acesso rápido a segundas opiniões, de forma discreta e eficiente. Mesmo que você não precise agora, vale a pena conhecer esse recurso, explorar perfis médicos e manter esse contato disponível. Em muitos momentos, essa decisão faz toda a diferença na qualidade do cuidado.


  • Olá! Minha filha tem 5 anos e meio e está fazendo sessões com fonoaudiologa, pois está tendo troca d

    Olá! Minha filha tem 5 anos e meio e está fazendo sessões com fonoaudiologa, pois está tendo troca de letras e fala muito acelerada. A fono levantou a possibilidade de altas habilidades/superdotação após a anamnese e sessões com minha filha e fez a sugestão de investigar para dar suporte adequado no futuro se necessário. A fono apontou discurso, coerencia e desempenho das atividades nas sessões de uma criança na casa dos 8 a 9 anos. Porém ao falar com a escola, se observaram alguma particularidade no desempenho dela, falaram que fala bem e tem impeto de liderança, mas muitas outras criancas na sala tambem falam bem e tem bom raciocinio, que não observaram nada diferente até então. Vale a pena fazer a investigação

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gustavo Holanda

    Compreendo sua preocupação. Quando surge uma hipótese como altas habilidades, é natural ficar em dúvida, principalmente quando as percepções entre profissionais e escola parecem diferentes.

    Crianças com possíveis sinais de altas habilidades ou superdotação nem sempre se destacam de forma evidente no ambiente escolar, especialmente nessa faixa etária. Muitas vezes, o potencial aparece de forma mais clara em contextos individuais, como nas sessões com a fonoaudióloga, onde há maior oportunidade de expressão verbal, criatividade e elaboração de ideias. Fala avançada, discurso bem estruturado, raciocínio rápido e até certa aceleração na fala podem ser pistas, mas não fecham diagnóstico por si só.

    Por outro lado, a escola costuma comparar a criança com um grupo maior. Se o ambiente tem outras crianças com bom desempenho, esse diferencial pode passar despercebido ou ser interpretado como dentro da média. Além disso, liderança, boa comunicação e raciocínio lógico são características que podem existir tanto em crianças típicas quanto em crianças com altas habilidades.

    Diante desse cenário, a investigação vale, sim, muito a pena — mas da forma correta. O primeiro passo mais adequado é a avaliação neuropsicológica. Esse exame é profundo, estruturado e padronizado. Ele avalia inteligência, memória, linguagem, atenção, funções executivas e aspectos emocionais. É o método mais confiável para identificar se realmente existe um perfil de altas habilidades ou apenas um desenvolvimento acima da média em algumas áreas específicas.

    Somente depois, com esse resultado em mãos, faz sentido levar ao neuropediatra. Assim, a consulta será muito mais objetiva, baseada em dados concretos, permitindo uma análise mais precisa e a definição de orientações adequadas, seja para estimular o potencial da criança, seja para ajustar estratégias educacionais e emocionais.

    Mesmo que a avaliação não confirme superdotação, ela traz um ganho enorme. Ajuda a entender como sua filha aprende, como pensa, quais são seus pontos fortes e onde pode precisar de apoio. Isso orienta melhor a família e a escola.

    E há um ponto importante: identificar precocemente, quando existe, evita problemas futuros. Crianças com altas habilidades podem desenvolver ansiedade, desmotivação ou dificuldades sociais se não forem compreendidas adequadamente.

    Hoje, com a telemedicina, esse acompanhamento pode ser feito de forma prática e segura. Em uma teleconsulta é possível orientar todo esse processo, analisar os resultados da avaliação neuropsicológica, discutir condutas e esclarecer suas dúvidas com profundidade. Plataformas como o Doctoralia permitem encontrar médicos bem avaliados, com experiência e alto índice de satisfação dos pacientes.

    Em um cenário em que ainda convivemos com doenças infecciosas como COVID-19, MPOX, Parvovírus B19 e variantes de influenza como o H5N1, o atendimento online se torna uma forma inteligente de proteger sua família. Evita deslocamentos, salas de espera e otimiza seu tempo, permitindo investir no que realmente importa.

    A telemedicina também facilita o acesso à segunda opinião, de maneira rápida, discreta e com profissionais altamente qualificados. Se desejar, posso te orientar nesse processo em uma teleconsulta, desde o início da investigação até a interpretação dos resultados e definição dos próximos passos. Mesmo que não seja o momento, vale a pena conhecer o perfil, guardar o contato e se manter próxima dessa nova forma de cuidar da saúde.


  • Meu bebê tem cinco mêses e começou a usar fenobarbital na primeira semana de vida, ele é mto irritad

    Meu bebê tem cinco mêses e começou a usar fenobarbital na primeira semana de vida, ele é mto irritado, dorme mal e tem mta rigidez. Pode ter relação com a medicação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gustavo Holanda

    Compreendo sua preocupação, ainda mais quando se trata de um bebê tão pequeno e com sintomas que chamam atenção no dia a dia.

    O uso de fenobarbital desde a primeira semana de vida geralmente não é por acaso. Em recém-nascidos, essa medicação costuma ser indicada quando houve algum evento neurológico importante, como crises convulsivas no período neonatal. Uma das causas mais comuns nesse contexto é a chamada anóxia neonatal, que é a falta de oxigenação adequada do cérebro ao nascimento. Esse tipo de situação pode deixar sequelas neurológicas que se manifestam exatamente com sinais como irritabilidade aumentada, dificuldade para dormir e rigidez muscular.

    Embora o fenobarbital possa causar efeitos colaterais, como sonolência ou, em alguns casos, certa lentidão, ele não costuma provocar rigidez nem esse padrão de irritabilidade persistente. Pelo contrário, muitas vezes ele até reduz a agitação. Quando vemos um bebê com rigidez e desconforto frequente, pensamos mais em um comprometimento neurológico de base do que em efeito direto da medicação.

    A rigidez muscular, por exemplo, pode ser um sinal precoce de alteração no controle do tônus, algo que merece acompanhamento próximo, pois pode estar relacionado ao desenvolvimento motor futuro. Da mesma forma, o sono ruim e a irritabilidade podem refletir um sistema nervoso ainda desorganizado após uma agressão inicial.

    Isso não significa que não deva haver uma reavaliação. Todo bebê em uso prolongado de anticonvulsivante precisa de seguimento cuidadoso para entender se ainda há necessidade da medicação, ajustar dose e avaliar o desenvolvimento global. Em alguns casos, o tratamento é temporário; em outros, pode ser necessário por mais tempo.

    Uma avaliação detalhada do histórico ao nascimento, dos exames realizados e do desenvolvimento atual é fundamental para separar o que é efeito da condição neurológica e o que poderia, eventualmente, ter alguma relação com a medicação.

    Hoje, com a telemedicina, é possível fazer esse acompanhamento de forma segura, prática e criteriosa. Em uma teleconsulta, consigo analisar melhor a história clínica, orientar sinais de alerta, discutir exames e ajudar na condução do caso com mais clareza. Plataformas como a Doctoralia permitem acesso a médicos bem avaliados, com experiência em casos semelhantes, facilitando uma segunda opinião rápida e discreta.

    Além disso, em um cenário com doenças infectocontagiosas circulando, como COVID-19, MPOX, parvovírus B19 e variantes de gripe aviária, o atendimento online protege você e sua família, evita deslocamentos desnecessários e otimiza seu tempo.

    Se fizer sentido para você, vale buscar essa avaliação. Mesmo que seja apenas para esclarecer dúvidas e entender melhor o que está acontecendo, isso já pode trazer mais segurança nas decisões daqui para frente.


  • Boa tarde meu neto toma ritalina dois comprimidos por dia após o almoço pra ir pra escola , mas pass

    Boa tarde meu neto toma ritalina dois comprimidos por dia após o almoço pra ir pra escola , mas passado o efeito fica muito agitado e não dorme a noite adormece quando está amanhecendo, foi diagnosticado com TDAH mas está com comportamentos agressivo as vezes tem crises e se recusa a tomar a medicação e ir a escola oque fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gustavo Holanda

    Compreendo sua preocupação, porque o que você descreve causa sofrimento para a criança e para toda a família.

    O metilfenidato é uma medicação eficaz para o tratamento do TDAH, mas precisa ser ajustado com muito cuidado. O horário, a dose e até o tipo de apresentação influenciam diretamente no comportamento da criança ao longo do dia. Quando o efeito passa, algumas crianças apresentam o chamado “efeito rebote”, que pode se manifestar com irritabilidade, agitação intensa, agressividade e dificuldade para dormir. Isso não significa necessariamente que o diagnóstico esteja errado, mas indica que o tratamento pode não estar bem ajustado.

    Dar a medicação após o almoço, como você relatou, pode estar contribuindo para esse padrão. O pico de ação pode coincidir com o período escolar, mas o término do efeito pode acontecer no fim da tarde ou início da noite, justamente quando o cérebro da criança deveria desacelerar. Isso pode explicar a agitação noturna e a inversão do sono, com a criança só conseguindo dormir ao amanhecer.

    Além disso, comportamentos agressivos e recusa em tomar a medicação ou ir à escola são sinais de alerta. Podem indicar efeitos colaterais, dose inadequada, associação com ansiedade, dificuldades emocionais ou até outra condição associada, algo relativamente comum em crianças com TDAH. Nem toda agitação é apenas “falta de atenção”. É preciso olhar o quadro completo.

    Hoje existem alternativas terapêuticas mais modernas, com liberação prolongada, que mantêm um efeito mais estável ao longo do dia e reduzem esse “efeito rebote”. Também há outras classes de medicamentos que podem ser mais bem toleradas em alguns casos. Em paralelo, intervenções comportamentais, orientação familiar e suporte escolar fazem diferença real no controle dos sintomas.

    O mais importante agora é não ajustar a medicação por conta própria e não suspender de forma abrupta sem orientação. Essa criança precisa de reavaliação com especialista, preferencialmente um neuropediatra ou psiquiatra infantil, para revisar diagnóstico, dose, horário e estratégia terapêutica.

    Em uma teleconsulta é possível analisar todo esse contexto com calma, revisar o padrão de sono, comportamento, rotina escolar e orientar ajustes de forma segura. Plataformas como a Doctoralia facilitam encontrar médicos bem avaliados e experientes, inclusive para segunda opinião, de forma rápida e discreta.

    Em tempos de circulação de doenças infectocontagiosas como COVID-19, MPOX, parvovírus B19 e cepas de influenza como H5N1, o atendimento por telemedicina oferece segurança adicional para você e sua família. Evita deslocamentos, salas de espera e perda de tempo, permitindo que você invista esse tempo no que realmente importa.

    A telemedicina hoje permite um acompanhamento completo, inclusive para ajustes iniciais e segunda opinião. Se achar adequado, posso te orientar melhor em consulta, avaliando todos esses pontos com mais profundidade e ajudando a encontrar o melhor caminho para seu neto. Mesmo que não seja agora, vale a pena guardar esse contato e conhecer melhor as opções disponíveis.


  • Meu filho tem 3 anos e faz uso de neuleptil 1%. 4 gotas ao dia no período da noite, essa medicação p

    Meu filho tem 3 anos e faz uso de neuleptil 1%. 4 gotas ao dia no período da noite, essa medicação pode prejudicar ele futuramente?? Ou pode mascarar sintomas de tea? Ele está em investigação multi

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gustavo Holanda

    Compreendo sua preocupação, principalmente quando se trata do desenvolvimento do seu filho em uma fase tão importante da vida.

    O Neuleptil (periciazina) é um medicamento classificado como antipsicótico típico, mais antigo, que foi bastante utilizado no passado para controlar agitação, irritabilidade e alterações comportamentais. Hoje, sabemos que seu uso em crianças pequenas deve ser feito com bastante cautela. Isso acontece porque há pouca evidência científica consistente que comprove benefícios claros nessa faixa etária, especialmente em situações como investigação de transtornos do neurodesenvolvimento.

    Em relação ao risco de prejudicar no futuro, o que mais preocupa não é exatamente um “dano permanente” inevitável, mas sim os efeitos colaterais possíveis durante o uso. Entre eles estão sedação excessiva, lentificação do comportamento, redução da iniciativa e, em alguns casos, alterações motoras. Em uma criança de 3 anos, esses efeitos podem interferir na forma como ela se expressa, interage e responde aos estímulos do ambiente.

    E é aí que entra um ponto importante da sua pergunta: sim, esse tipo de medicação pode, em certa medida, mascarar sinais clínicos. Uma criança mais sedada ou menos reativa pode parecer “melhor” em alguns aspectos, mas isso não significa necessariamente evolução do quadro. Pelo contrário, pode dificultar a avaliação adequada durante uma investigação de Transtorno do Espectro Autista, que depende justamente da observação espontânea do comportamento, da comunicação e da interação social.

    Por outro lado, é importante dizer que, em alguns casos específicos, o médico pode indicar temporariamente esse tipo de medicação para controlar sintomas mais intensos, como irritabilidade importante ou agitação que compromete o bem-estar da criança e da família. Mas isso deve sempre ser reavaliado com frequência, com um olhar crítico sobre riscos e benefícios.

    Existe ainda um cenário atual relevante: o Neuleptil é um medicamento que vem sendo progressivamente descontinuado no Brasil, justamente porque há opções mais modernas, com melhor perfil de segurança e mais evidência científica para uso em pediatria. Isso reforça a necessidade de discutir com o médico assistente se essa ainda é a melhor escolha para o seu filho neste momento.

    O mais importante agora é não interromper a medicação por conta própria, mas levar essas dúvidas para a equipe que está conduzindo a investigação multiprofissional. Ajustes podem ser feitos com segurança, se necessário, preservando tanto o conforto da criança quanto a qualidade da avaliação diagnóstica.

    Hoje, a Telemedicina permite que você tenha acesso rápido a uma segunda opinião, de forma segura e discreta. Em um cenário em que convivemos com doenças infectocontagiosas como COVID-19, MPOX, Parvovírus B19 e variantes de gripe aviária H5N1, evitar deslocamentos e salas de espera faz diferença real na proteção da sua família. Além disso, você economiza tempo e consegue direcionar melhor sua rotina.

    Em uma teleconsulta, é possível revisar o caso com profundidade, avaliar o uso da medicação, discutir alternativas mais atuais e orientar os próximos passos da investigação. Plataformas como a Doctoralia facilitam o acesso a médicos bem avaliados e experientes, permitindo que você escolha com segurança. Mesmo que não precise agora, vale a pena conhecer o perfil e manter esse contato à disposição.


  • Meu filho esta tendo crises de tiques e começou a tomar o remédio risperidona,0,5 mg,mas percebi que

    Meu filho esta tendo crises de tiques e começou a tomar o remédio risperidona,0,5 mg,mas percebi que aumentou ainda mais oss tiques está o tempo todo,o por que disso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gustavo Holanda

    Compreendo sua preocupação. Ver o filho piorar justamente depois de iniciar um tratamento causa angústia e insegurança.

    A Risperidona é um medicamento bastante utilizado em crianças para controlar irritabilidade, impulsividade e, em alguns casos, tiques. Em geral, ela tende a reduzir esses movimentos involuntários. No entanto, nem sempre a resposta é imediata ou previsível. Em alguns pacientes, principalmente no início do uso ou em doses ainda baixas, pode ocorrer o efeito contrário: uma sensação de inquietação interna, aumento da agitação ou até piora dos tiques. Isso não significa necessariamente que o medicamento “não serve”, mas pode indicar que o organismo ainda está se adaptando ou que a dose não está adequada.

    Outro ponto importante é que os tiques têm um comportamento naturalmente oscilante. Eles podem piorar em períodos de ansiedade, excitação, cansaço ou mudanças na rotina. Às vezes, essa piora coincide com o início da medicação e dá a impressão de que foi causada por ela, quando na verdade há uma combinação de fatores.

    Existe ainda a possibilidade de efeito adverso específico, como a acatisia — uma inquietação motora que pode ser confundida com aumento de tiques. Nesses casos, a criança parece não conseguir ficar parada, o que exige atenção clínica cuidadosa.

    A dose de 0,5 mg é considerada baixa, especialmente no início do tratamento. Em muitos casos, ajustes graduais são necessários até encontrar o ponto em que há benefício real. Por outro lado, se houve piora clara e persistente após o início, isso precisa ser reavaliado sem demora. Não é recomendado ajustar ou suspender por conta própria, mas também não é adequado manter uma medicação que está agravando o quadro sem revisão médica.

    Diante desse cenário, o mais prudente é uma reavaliação com especialista em neuropediatria ou psiquiatria infantil. É fundamental diferenciar se estamos diante de uma piora do próprio transtorno de tiques, de um efeito transitório do medicamento ou de um efeito colateral que exige mudança de conduta.

    Hoje, a telemedicina permite esse tipo de acompanhamento com muita qualidade. Em uma teleconsulta, é possível analisar os movimentos, entender o contexto, revisar a medicação e ajustar a conduta com segurança. Plataformas como a Doctoralia facilitam o acesso a médicos bem avaliados e experientes, permitindo uma segunda opinião rápida, discreta e confiável.

    Em um cenário em que convivemos com infecções como COVID-19, MPOX, Parvovírus B19 e outras doenças transmissíveis, o atendimento online se tornou uma alternativa segura para proteger sua família, evitar deslocamentos e otimizar o tempo. Além disso, você tem acesso a profissionais qualificados sem sair de casa, acompanhando de perto a evolução do seu filho.

    Se possível, procure essa avaliação o quanto antes. Em uma teleconsulta, consigo te orientar com mais precisão, analisar melhor o caso e ajudar a definir o próximo passo com segurança.


  • Como fazer o desmame da risperidona? Meu filho tem 10 anos, nível 2 de suporte e apresentou maior ag

    Como fazer o desmame da risperidona? Meu filho tem 10 anos, nível 2 de suporte e apresentou maior agressividade e aumento das estereotipias, o contrário do que é indicado.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gustavo Holanda

    Compreendo sua preocupação. Quando um medicamento que deveria ajudar parece piorar o comportamento, a angústia é imediata — e compreensível.

    A Risperidona é um antipsicótico usado com frequência em crianças com Transtorno do Espectro Autista para reduzir irritabilidade, agressividade e algumas estereotipias. No entanto, nem toda criança responde da mesma forma. Em alguns casos, pode ocorrer exatamente o oposto: aumento da agitação, irritabilidade ou movimentos repetitivos. Isso não significa, automaticamente, que o remédio “está errado”, mas indica que a resposta individual precisa ser reavaliada.

    O desmame nunca deve ser feito de forma abrupta ou por conta própria. A retirada da risperidona exige redução gradual da dose, acompanhada de perto por um médico. Isso porque a interrupção rápida pode provocar efeitos de rebote, como piora comportamental, insônia, ansiedade ou até sintomas físicos. O ritmo dessa redução varia conforme a dose, o tempo de uso e a sensibilidade da criança.

    Um ponto importante que muitas famílias não sabem é que oscilações comportamentais são muito comuns em crianças no espectro autista. Mudanças no sono, rotina, ambiente escolar ou até fases do desenvolvimento podem gerar aumento de agressividade e estereotipias. Às vezes, essas mudanças coincidem com o início de um medicamento e acabam sendo atribuídas a ele, quando, na verdade, fazem parte de um ciclo próprio da condição.

    Por isso, antes de iniciar o desmame, o médico costuma avaliar alguns aspectos: se houve relação temporal clara entre o início da medicação e os sintomas, se existem fatores ambientais contribuindo, se a dose está adequada e se há outras condições associadas, como ansiedade ou distúrbios do sono. Em alguns casos, o ajuste da dose já resolve. Em outros, a troca do medicamento pode ser mais indicada do que simplesmente retirar.

    Quando a decisão pelo desmame é tomada, o processo costuma ser lento e cuidadoso, com observação contínua do comportamento. Pequenas reduções são feitas ao longo de semanas, às vezes meses, para evitar descompensações. Durante esse período, o suporte terapêutico — como intervenções comportamentais — se torna ainda mais importante.

    Uma avaliação individualizada faz toda a diferença nesse momento. Em uma teleconsulta, é possível analisar a história clínica com detalhes, entender o padrão dessas mudanças e orientar o melhor caminho com segurança. Plataformas como a Doctoralia permitem acesso a médicos bem avaliados, com experiência nesse tipo de situação.

    Em um cenário em que doenças infecciosas continuam circulando, como COVID-19, MPOX, Parvovírus B19 e variantes de gripe aviária, o atendimento por telemedicina oferece uma camada adicional de proteção para você e sua família. Evita deslocamentos, salas de espera e otimiza seu tempo, sem perder qualidade no cuidado.

    A telemedicina hoje também permite buscar uma segunda opinião de forma rápida, segura e discreta, com acesso a diferentes especialistas. Mesmo que não seja necessário agora, vale a pena conhecer o perfil e manter esse contato disponível. Isso pode fazer diferença em momentos de dúvida como este.


  • Fui à reunião de meu filho que tem 3a e 9m, a professora me pontuou que acha estranho ele só querer

    Fui à reunião de meu filho que tem 3a e 9m, a professora me pontuou que acha estranho ele só querer sentar em um lugar específico na sala e tbm no refeitório.
    Também sinalizou que ele tem atraso de fala para a idade, vou levar ao médico mas esse comportamento é realmente estranho?
    Considero tão normal o fato de querer sentar em um só lugar na sala, ela disse que depois de insistir ele senta no lugar proposto , mas na primeira oportunidade volta pro local que gosta.
    Pontuou tbm que na sala ele só brinca com dinossauros, mas em casa ele brinca tudo, mas ele realmente gosta de dinossauros. Também não vejo isso como um problema, o que acham doutores?
    Só queria ter algumas opniões.
    Agradeço desde já.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gustavo Holanda

    Entendo sua preocupação. Quando a escola traz observações sobre comportamento e linguagem, é natural que isso gere dúvida, principalmente quando em casa a criança parece bem e dentro do esperado.

    O que você descreve não é, isoladamente, algo necessariamente “estranho”. Muitas crianças nessa idade desenvolvem preferências claras, como sentar sempre no mesmo lugar ou brincar repetidamente com um tema específico. Isso pode representar uma busca por previsibilidade e segurança. O cérebro infantil ainda está organizando o mundo, e repetir padrões ajuda nesse processo. Gostar muito de dinossauros, por exemplo, é comum e faz parte do desenvolvimento do interesse e da imaginação.

    No entanto, alguns pontos merecem atenção quando aparecem juntos. A insistência em rotinas rígidas, a dificuldade em flexibilizar comportamentos e, principalmente, o atraso na fala aos 3 anos e 9 meses precisam ser avaliados com cuidado. Nessa idade, espera-se que a criança já consiga se comunicar com frases, expressar vontades com clareza e interagir verbalmente com outras pessoas. Quando isso não acontece, é importante investigar.

    O fato de ele conseguir mudar de lugar após insistência é um bom sinal. Mostra que há alguma flexibilidade. Por outro lado, o retorno imediato ao local preferido pode indicar uma necessidade maior de controle do ambiente. Isso não define um diagnóstico, mas serve como um alerta para observar o conjunto do desenvolvimento.

    Outro ponto relevante é a diferença entre o comportamento em casa e na escola. Muitas crianças se comportam de forma distinta em ambientes diferentes. A escola exige mais interação social, regras coletivas e adaptação, o que pode tornar algumas características mais evidentes.

    O mais importante agora é não rotular, mas avaliar. Um olhar especializado, como o de um pediatra do desenvolvimento, neuropediatra ou fonoaudiólogo, pode ajudar a entender se estamos diante de uma variação normal do desenvolvimento ou de algo que precisa de intervenção precoce. Quanto antes se investiga, melhores são os resultados quando há necessidade de estímulo.

    Em uma teleconsulta, é possível aprofundar essa análise com calma, entender melhor o contexto, orientar os próximos passos e tirar suas dúvidas de forma individualizada. Plataformas como a Doctoralia permitem acessar profissionais bem avaliados, com experiência em desenvolvimento infantil e alta satisfação dos pacientes.

    Além da praticidade, o atendimento online se tornou uma forma segura de cuidado. Em um cenário com circulação de infecções como COVID-19, MPOX, parvovírus B19 e variantes de influenza, evitar deslocamentos e ambientes de espera reduz riscos para você e sua família. Você ganha tempo, mantém sua rotina e ainda recebe orientação qualificada.

    A telemedicina hoje permite inclusive segunda opinião médica, com rapidez, discrição e acesso a profissionais experientes. Se for necessário, posso te orientar nesse processo. Mesmo que não seja o momento de uma consulta, vale a pena conhecer o perfil dos especialistas, acompanhar conteúdos e manter esse contato disponível.


  • Meu bebê vai fazer 11 meses. Come bem, mas não para quieto pra comer, nem em carrinho sentado, nem n

    Meu bebê vai fazer 11 meses. Come bem, mas não para quieto pra comer, nem em carrinho sentado, nem na cadeira pra alimentação, nem no colo. Ele geralmente fica no chiqueirinho ( enorme ) brincando e você tem que ir dando a comida pra ele. Se não for assim não come. Devo me preocupar com algo do tipo TDAH?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gustavo Holanda

    Compreendo sua preocupação. Quando um bebê não para quieto para comer, isso costuma gerar insegurança e até a sensação de que algo mais sério pode estar acontecendo.

    Na maioria das vezes, esse comportamento nessa faixa etária é absolutamente esperado. Por volta dos 10 a 12 meses, a criança entra em uma fase de intensa curiosidade, exploração e movimento. O mundo ao redor passa a ser mais interessante do que ficar sentado, parado, comendo. O cérebro está “pedindo” estímulos, descobertas, ação. Isso não é doença, é desenvolvimento.

    O diagnóstico de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade não pode ser feito em bebês. Trata-se de um transtorno do neurodesenvolvimento que exige tempo, observação longitudinal e critérios bem definidos, geralmente avaliados apenas após os 5 ou 6 anos de idade. Antes disso, o comportamento infantil é muito variável e, muitas vezes, reflete apenas características normais da idade.

    O que você descreve — a necessidade de se movimentar, brincar enquanto come, dificuldade de permanecer sentado — é muito comum. Algumas crianças têm um perfil mais ativo, outras são mais tranquilas. Isso faz parte da individualidade.

    Vale observar alguns pontos práticos. O ambiente das refeições deve ser previsível, com menos distrações possíveis. A rotina ajuda muito, mas não significa que a criança vai colaborar sempre. Forçar ou transformar o momento da alimentação em uma disputa costuma piorar a situação. Às vezes, adaptar temporariamente — como você já está fazendo — é uma forma inteligente de garantir a alimentação sem estresse.

    Sinais de alerta seriam perda de peso, recusa alimentar persistente, dificuldade importante de mastigação ou engasgos frequentes. Fora isso, a inquietação isolada, nessa idade, raramente indica um transtorno.

    Também é importante considerar o seu cansaço. Cuidar de um bebê ativo exige energia, paciência e repetição diária. Muitas vezes, a preocupação com diagnósticos surge justamente quando os pais estão sobrecarregados.

    Se ainda houver dúvida ou ansiedade, a avaliação com um pediatra ou neuropediatra pode trazer tranquilidade, observando o desenvolvimento global da criança — não apenas o comportamento na hora de comer.

    Em uma teleconsulta, é possível analisar com mais detalhes a rotina, o padrão alimentar, o desenvolvimento e orientar estratégias práticas para o seu dia a dia. Plataformas como a Doctoralia reúnem profissionais com alto índice de satisfação, facilitando a escolha segura.

    Em tempos de infecções como COVID-19, MPOX, Parvovírus B19 e variantes da gripe aviária H5N1, o atendimento por telemedicina oferece segurança para você e sua família. Evita deslocamentos, salas de espera e permite acesso rápido a orientação qualificada. Além disso, poupa tempo e se integra à transformação digital da saúde, cada vez mais apoiada por tecnologia e inteligência artificial.

    A telemedicina também possibilita segunda opinião de forma prática, discreta e confiável, com acesso a profissionais experientes. Caso faça sentido para você, basta acessar o perfil e agendar. Mesmo que não precise agora, vale manter esse recurso à mão para quando surgir qualquer dúvida ao longo do desenvolvimento do seu filho.


  • Minha bebê tem 07 meses, fez um eletrocenfalograma com 06 meses em sono e vigilia, deu ondas lentas

    Minha bebê tem 07 meses, fez um eletrocenfalograma com 06 meses em sono e vigilia, deu ondas lentas em todos os hemisférios. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gustavo Holanda

    Compreendo sua preocupação, principalmente quando se trata de um exame do cérebro de um bebê tão pequeno.

    O eletroencefalograma é um exame que registra a atividade elétrica do cérebro. Em crianças, especialmente nos primeiros meses de vida, o padrão cerebral é muito diferente do adulto. O cérebro ainda está em desenvolvimento, e isso se reflete diretamente no traçado do exame.

    A presença de “ondas lentas em todos os hemisférios” pode, sim, ser absolutamente normal em um bebê de 6 a 7 meses. Nessa fase, o sistema nervoso ainda está amadurecendo, e é esperado que a atividade elétrica seja mais lenta e menos organizada do que em crianças maiores. Esse padrão costuma aparecer tanto no sono quanto na vigília, sem necessariamente indicar doença.

    O ponto mais importante não é uma frase isolada do laudo, mas o contexto completo: como foi descrito o exame inteiro, se há assimetrias, descargas anormais, ou sinais específicos de epilepsia. Além disso, o mais relevante ainda é o quadro clínico da criança. Um bebê que se desenvolve bem, interage, sustenta a cabeça, rola, balbucia e não apresenta crises convulsivas, em geral não preocupa mesmo com esse tipo de descrição no exame.

    Por outro lado, se o exame foi solicitado por suspeita de crises, atrasos no desenvolvimento ou episódios estranhos, aí a interpretação precisa ser feita com muito mais cuidado, correlacionando o resultado com a história clínica.

    Sem o laudo completo e sem conhecer o motivo do exame, não é possível dar uma conclusão definitiva. Mas, isoladamente, “ondas lentas difusas” nessa idade frequentemente fazem parte da imaturidade cerebral normal.

    Uma avaliação mais precisa pode ser feita em teleconsulta, onde é possível analisar o laudo completo, entender o desenvolvimento da sua bebê e esclarecer todas as dúvidas com mais segurança. Plataformas como a Doctoralia ajudam a encontrar médicos com alta experiência e excelente avaliação dos pacientes.

    Em tempos de circulação de doenças como COVID-19, MPOX, parvovírus B19 e até cepas virulentas de gripe aviária, o atendimento por telemedicina se tornou uma forma segura e prática de cuidar da saúde. Você evita deslocamentos, reduz exposição a ambientes de risco e ganha tempo para sua rotina.

    A telemedicina hoje permite inclusive segunda opinião médica com profissionais experientes, de forma rápida, discreta e acessível. Se fizer sentido para você, posso te orientar em uma teleconsulta, especialmente neste momento inicial, em que surgem dúvidas importantes. Mesmo que não seja agora, vale a pena conhecer o perfil, acompanhar conteúdos e manter esse contato disponível quando precisar.


  • Meu filho tem 4 anos teve hidrocefalia depois que nasceu e usa dvp. Ele começou a ter dores de cab

    Meu filho tem 4 anos teve hidrocefalia depois que nasceu e usa dvp.
    Ele começou a ter dores de cabeça constantes, ano passado praticamente todos os dias.
    Passaram flunarizina e ele tomou pouco tempo porque deixava ele muito sonolento durante o dia e não queria fazer quase nada
    Levei ao neurologista novamente e ele passou pamelor 10mg a dois dias atrás
    Devo me preocupar com essa medicação ou posso dar ele tranquilamente? Por enquanto não vi nada fora do normal, mas é sempre bom ter outras opiniões para que eu me sinta mais tranquila

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gustavo Holanda

    Compreendo sua preocupação, ainda mais diante de um histórico delicado como hidrocefalia e uso de derivação ventrículo-peritoneal (DVP). Quando uma criança começa a apresentar dor de cabeça frequente, isso sempre merece atenção cuidadosa, como você já está fazendo ao buscar acompanhamento.

    A nortriptilina, conhecida comercialmente como Pamelor, é uma medicação bastante utilizada na prática médica, inclusive em crianças, principalmente para controle de dores crônicas e cefaleias recorrentes. Apesar de ser classificada como antidepressivo tricíclico, seu uso nesses casos não está relacionado à depressão, mas sim à modulação da dor. Ela atua em neurotransmissores como serotonina e noradrenalina, ajudando a reduzir a frequência e intensidade das dores de cabeça ao longo do tempo.

    De modo geral, é uma medicação segura quando bem indicada e acompanhada por um médico. Os efeitos colaterais mais comuns incluem sonolência, boca seca e, em alguns casos, leve constipação. A sonolência costuma ser menos intensa do que com a flunarizina, e por isso muitas vezes é melhor tolerada. O fato de você não ter observado nada diferente até o momento é um bom sinal.

    O ponto mais importante aqui não é apenas a medicação em si, mas o contexto clínico. Em uma criança com DVP, dor de cabeça frequente sempre levanta a necessidade de avaliar o funcionamento da válvula. Nem toda dor de cabeça significa problema na derivação, mas é algo que não pode ser ignorado. Por isso, o acompanhamento com neurologista (e, quando necessário, neurocirurgião) é fundamental.

    Se a dor persistir, piorar, vier acompanhada de vômitos, sonolência excessiva, alteração de comportamento ou qualquer outro sintoma diferente do habitual, é importante reavaliar rapidamente. Esses sinais podem indicar desde uma cefaleia primária, como enxaqueca infantil, até alterações relacionadas à DVP.

    Dentro do cenário que você descreveu, o uso da nortriptilina pode ser feito com tranquilidade, desde que seguindo a orientação médica e mantendo observação atenta da evolução da criança. Muitas vezes, o benefício aparece após algumas semanas de uso contínuo, não sendo imediato.

    Em uma teleconsulta é possível aprofundar melhor essa análise, revisar toda a história clínica, avaliar sinais de alerta e orientar com mais segurança sobre o uso da medicação e a necessidade de exames complementares. Plataformas como a Doctoralia permitem acesso a médicos bem avaliados, com experiência em casos semelhantes, facilitando uma segunda opinião de forma prática.

    Além disso, em tempos de circulação de doenças infecciosas como COVID-19, MPOX (varíola dos macacos), Parvovírus B19 e cepas mais agressivas de gripe, o atendimento por telemedicina se torna uma alternativa segura. Você evita deslocamentos, exposição em ambientes de risco e ainda ganha em comodidade e agilidade.

    A telemedicina hoje permite avaliações completas, inclusive de segunda opinião, de forma discreta, rápida e eficiente. Se em algum momento sentir necessidade de esclarecer melhor a situação ou acompanhar mais de perto, essa pode ser uma excelente opção para garantir segurança e tranquilidade no cuidado com seu filho.


  • Bom dia,meu filho tem 4 anos a médica passou risperidona pra ele,mas vim que os efeitos colaterais s

    Bom dia,meu filho tem 4 anos a médica passou risperidona pra ele,mas vim que os efeitos colaterais são bem pesados,estou preocupado com essa medicação pra ele,sendo que ele foi na consulta com ela só uma vez e ja passou remédio, isso ta certo? Ou e só coisa da minha cabeça

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gustavo Holanda

    Entendo sua preocupação. Quando se trata de uma criança pequena, qualquer decisão envolvendo medicação precisa mesmo ser avaliada com cuidado.

    A risperidona é um medicamento que atua no sistema nervoso central e pode ser muito útil em algumas situações específicas da infância, como irritabilidade associada ao transtorno do espectro autista, agressividade importante, agitação intensa ou dificuldades comportamentais que trazem prejuízo real para a criança e para a família. Ou seja, não é um remédio “proibido” para crianças, mas também não deve ser usado de forma banal.

    Sua preocupação com os efeitos colaterais faz sentido. Entre eles, podem ocorrer sonolência, aumento de apetite, ganho de peso, alterações hormonais (como elevação da prolactina) e, em alguns casos, efeitos neurológicos. Isso não significa que toda criança terá esses efeitos, mas reforça a necessidade de indicação bem fundamentada e acompanhamento próximo.

    O ponto mais importante na sua dúvida é outro: iniciar uma medicação como essa após apenas uma consulta exige cautela. Em muitos casos, principalmente em crianças de 4 anos, o ideal é uma avaliação mais ampla, que inclua história detalhada, observação do comportamento, eventualmente participação da escola e, quando possível, abordagem multidisciplinar antes de partir para medicação. Existem situações em que o médico pode, sim, indicar já na primeira consulta — especialmente se os sintomas forem intensos —, mas isso precisa vir acompanhado de explicação clara para os pais e um plano de seguimento bem definido.

    Portanto, não é “coisa da sua cabeça”. É um questionamento legítimo e responsável. Diante dessa insegurança, vale buscar uma segunda opinião com um neuropediatra ou psiquiatra infantil, revisar a real necessidade da medicação e discutir alternativas, incluindo intervenções comportamentais e terapias.

    Em muitos casos, o tratamento não se resume ao remédio. Ele pode ser apenas uma parte de um cuidado maior.

    Hoje, a telemedicina facilita muito esse processo. Em uma teleconsulta, é possível revisar o caso com calma, esclarecer dúvidas, avaliar a indicação do medicamento e orientar os próximos passos com segurança. Plataformas como a Doctoralia permitem acesso a médicos bem avaliados, com experiência e alta satisfação dos pacientes.

    Além disso, em um cenário com circulação de doenças infecciosas como COVID-19, MPOX, parvovírus B19 e até variantes de influenza como H5N1, o atendimento online se tornou uma forma segura de cuidar da saúde da sua família sem exposição desnecessária. Você economiza tempo, evita deslocamentos e ainda tem acesso qualificado à orientação médica.

    Se sentir necessidade, posso te orientar em teleconsulta para analisar melhor o caso do seu filho. Mesmo que não seja agora, vale a pena conhecer o perfil, acompanhar conteúdos e manter esse contato à disposição. A telemedicina também permite segunda opinião médica de forma prática, rápida e discreta, ampliando suas opções de cuidado com profissionais bem recomendados.


  • Meu filho começou a tomar 1/2 do ácido valproico de 500mg. Ele ja tomou ele em xarope 5ml.. quando e

    Meu filho começou a tomar 1/2 do ácido valproico de 500mg. Ele ja tomou ele em xarope 5ml.. quando era mais novo, hj tem 13 anos.
    Foi pra escola sonolento,mas a noite ele atua o que sonha,tem algo relacionado?existe crises q causam isso? Breve fará eletro.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gustavo Holanda

    Compreendo sua preocupação, principalmente ao perceber mudanças no comportamento do seu filho após iniciar uma medicação.

    O ácido valproico é um medicamento bastante utilizado para controle de crises epilépticas e também em algumas condições neurológicas e psiquiátricas. Um dos efeitos colaterais mais comuns, especialmente no início do tratamento ou após ajustes de dose, é a sonolência. Isso acontece porque a medicação atua diretamente no sistema nervoso central, reduzindo a excitabilidade cerebral. Em muitos casos, esse efeito tende a diminuir com o tempo, à medida que o organismo se adapta.

    Sobre o fato de ele “atuar” os sonhos durante a noite, isso merece uma atenção mais cuidadosa. Esse tipo de comportamento pode estar relacionado a algumas possibilidades. Uma delas são fenômenos do sono, como parassonias, que incluem falar, gritar, sentar na cama ou até realizar movimentos durante o sono. Outra possibilidade, embora menos comum, são crises epilépticas noturnas, que podem se manifestar com movimentos automáticos ou comportamentos incomuns durante o sono. Existe ainda uma condição chamada Distúrbio Comportamental do Sono REM, na qual a pessoa perde o “bloqueio” natural do corpo durante os sonhos e passa a encená-los.

    O fato de ele estar em uma dose possivelmente baixa (“subdose”) pode ter dois efeitos importantes: por um lado, pode não estar controlando completamente eventuais descargas elétricas cerebrais; por outro, ainda assim pode causar efeitos colaterais como a sonolência. Esse equilíbrio entre dose eficaz e tolerabilidade precisa ser ajustado de forma individualizada.

    O eletroencefalograma (EEG) será fundamental nesse momento. Ele ajuda a identificar se há atividade epileptiforme, principalmente durante o sono, e pode esclarecer se esses episódios noturnos têm origem epiléptica ou não. Em alguns casos, exames com registro do sono aumentam ainda mais a chance de diagnóstico.

    Até lá, observe alguns pontos importantes: frequência desses episódios, duração, se há rigidez corporal, movimentos repetitivos, confusão ao acordar ou amnésia do evento. Esses detalhes ajudam muito na definição do quadro.

    Em uma teleconsulta é possível aprofundar essa avaliação, revisar a dose da medicação, correlacionar os sintomas com o histórico clínico e orientar os próximos passos com mais precisão. Plataformas como a Doctoralia permitem acesso a médicos bem avaliados, com experiência em casos semelhantes ao do seu filho, de forma rápida e segura.

    Além disso, em um cenário com circulação de doenças como COVID-19, MPOX, Parvovírus B19 e variantes de vírus respiratórios, o atendimento por telemedicina reduz riscos desnecessários. Você evita deslocamentos, salas de espera e ganha tempo para focar no que realmente importa. A telemedicina também possibilita segunda opinião especializada, com discrição e conveniência.

    Se achar adequado, posso te orientar melhor em consulta, inclusive analisando o EEG quando estiver pronto e ajudando a ajustar a conduta com segurança. Mesmo que não seja agora, vale a pena manter esse contato acessível para quando precisar.


  • Bom dia . A neurologista passou o remedio escitalopram 10mg para ansiedade ,pelo fato da minha filh

    Bom dia .
    A neurologista passou o remedio escitalopram 10mg para ansiedade ,pelo fato da minha filha esta com tic a mais de 2 anos ,esse medicamento ajuda nos tics?
    Ela ja tomou outros medicamento como: risperidona, daforin, olanzapina, aristb e topiramato, mais nenhum desse ajudou .
    Ela acha que os tics dela seja por causa da ansiedade ela tem 9 anos e tem esses tics desdo do 7 anos.
    Sera que estou no caminho certo para ajudar minha filha ,naos ei o que fazer.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gustavo Holanda

    Compreendo sua angústia. Ver uma filha tão jovem lidando com tiques por tanto tempo, sem melhora com diferentes medicamentos, realmente preocupa e desgasta a família.

    Os tiques na infância são relativamente comuns e, em muitos casos, fazem parte de um espectro chamado transtornos de tiques, que podem ou não estar associados à ansiedade. A ansiedade pode piorar os tiques, mas raramente é a causa principal. Por isso, tratar apenas a ansiedade nem sempre resolve o problema.

    O escitalopram é um antidepressivo da classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina. Ele é bastante utilizado para ansiedade e depressão, mas não é considerado um tratamento de primeira linha para tiques. Em algumas situações, pode até não trazer benefício ou, raramente, piorar movimentos involuntários. Isso não significa que a médica esteja errada, mas indica que a estratégia pode estar focando mais na ansiedade associada do que no mecanismo dos tiques em si.

    Os medicamentos que sua filha já utilizou, como antipsicóticos (por exemplo, risperidona e olanzapina), costumam ser mais direcionados para controle de tiques. O fato de não terem funcionado bem levanta algumas possibilidades importantes: necessidade de ajuste de dose, tempo de uso insuficiente, efeitos colaterais limitando o tratamento, ou até a necessidade de reavaliar o diagnóstico com mais profundidade.

    Em crianças com tiques persistentes por mais de um ano, como no caso da sua filha, é essencial pensar em uma abordagem mais ampla. Isso inclui avaliar se há um transtorno de tiques crônico ou até uma condição dentro do espectro da síndrome de Tourette, além de investigar fatores associados como ansiedade, TDAH ou dificuldades emocionais.

    Outro ponto fundamental, muitas vezes negligenciado, é o tratamento não medicamentoso. Terapias comportamentais específicas, como a terapia de reversão de hábito, têm evidência científica consistente e podem ser tão ou mais eficazes que medicamentos em alguns casos.

    Você está, sim, no caminho certo ao buscar ajuda e não desistir diante das dificuldades. Mas talvez este seja o momento de uma reavaliação cuidadosa, com um olhar mais direcionado para o tipo de tique, o impacto na vida dela e as melhores estratégias combinadas de tratamento.

    Em uma teleconsulta é possível analisar com mais detalhes a história, os vídeos dos tiques, os tratamentos já feitos e traçar um plano mais individualizado. Plataformas como a Doctoralia permitem acesso a médicos com alta experiência e excelente avaliação dos pacientes, facilitando uma segunda opinião qualificada.

    Em tempos de circulação de doenças infecciosas como COVID-19, MPOX, parvovírus B19 e variantes de gripe aviária, o atendimento por telemedicina oferece segurança para sua família, evita deslocamentos e otimiza seu tempo. Além disso, permite acesso rápido, discreto e eficiente a profissionais atualizados, sem sair de casa.

    A telemedicina hoje já possibilita consultas de segunda opinião com diferentes especialistas, de forma prática e segura. Se fizer sentido para você, vale explorar essa possibilidade para entender melhor o caso da sua filha e ajustar o tratamento com mais precisão.


  • Minha filha 7 anos foi diagnosticado com eplipcia fez o tratamento com fernobabital durante 3 anos d

    Minha filha 7 anos foi diagnosticado com eplipcia fez o tratamento com fernobabital durante 3 anos durante esse tempo nunca mais convulsionou fis o desmame do medicamento feito pelo neurologista ,mais de uns 30 dias sem o medicamento começou com dores de cabeça que demora passar mesmo medicada,voltei no neurologista receitou imipra 25 mg ,mais estou com medo de dar pois ele é antidepressivo e ela pode ficar dependente desse remédio também não sei o que fazer ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gustavo Holanda

    Compreendo sua preocupação. Quando se trata de uma criança que já passou por um diagnóstico de epilepsia, qualquer sintoma novo assusta — ainda mais depois de um período de estabilidade.

    O uso do Fenobarbital por três anos, seguido de retirada gradual orientada pelo neurologista, é uma conduta comum quando a criança permanece sem crises por um bom tempo. Esse processo é feito justamente para avaliar se o cérebro já não apresenta mais tendência a convulsionar. O fato de sua filha não ter tido novas crises é um sinal positivo.

    O aparecimento de dor de cabeça após a suspensão do medicamento nem sempre significa retorno da epilepsia. Em muitas crianças, podem surgir quadros de cefaleia, inclusive enxaqueca, nessa fase. Isso pode estar relacionado a uma adaptação do sistema nervoso após a retirada do anticonvulsivante ou até coincidir com uma condição independente.

    Sobre a medicação prescrita, a Imipramina, apesar de ser conhecida como antidepressivo, é amplamente utilizada na prática médica para outras finalidades. Em crianças, pode ser indicada para tratamento de dor crônica, como cefaleias recorrentes, e também para distúrbios do sono ou enurese. Ou seja, o objetivo aqui não é tratar depressão, mas modular a dor.

    Entendo o receio em relação à dependência. Diferente do que muitas pessoas imaginam, a imipramina não causa dependência química como ocorre com algumas outras classes de medicamentos. O uso é controlado, com dose ajustada e acompanhamento médico. Quando é necessário suspender, isso também é feito de forma gradual e segura.

    O ponto mais importante é avaliar o contexto completo: como são essas dores de cabeça, a frequência, intensidade, se há outros sintomas associados, e se existe qualquer sinal que sugira atividade epiléptica. Às vezes, exames complementares podem ser necessários para maior segurança.

    Evitar a medicação por medo, sem discutir com o médico, pode prolongar o sofrimento da criança. Por outro lado, sua cautela é válida e faz parte de um cuidado responsável. O ideal é alinhar todas essas dúvidas diretamente com o neurologista, buscando clareza sobre o objetivo do tratamento e o plano de acompanhamento.

    Hoje, a telemedicina permite exatamente isso: uma segunda opinião qualificada, de forma rápida, segura e discreta. Em plataformas como a Doctoralia, é possível encontrar médicos bem avaliados e experientes, o que traz mais confiança na condução do caso. Em um cenário com circulação de doenças como COVID-19, MPOX, Parvovírus B19 e outras infecções, o atendimento online protege sua filha, evita deslocamentos e otimiza seu tempo.

    A teleconsulta também permite revisar todo o histórico, ajustar condutas e esclarecer dúvidas com profundidade. Inclusive, posso te orientar nesse processo, especialmente neste momento inicial em que decisões geram insegurança. Mesmo que não precise agora, vale a pena manter esse contato e conhecer melhor os recursos disponíveis.


  • meu filho de 3 anos e 3 meses faz uso de 5ml de Depakene há 1 mês afim de tratar uma alteração avali

    meu filho de 3 anos e 3 meses faz uso de 5ml de Depakene há 1 mês afim de tratar uma alteração avaliada em eletroencefalograma. Semana passada notei que uma ou outra fezes dele estava mais clara em comparação as outras e hoje todas estão. É normal ou devo levá-lo ao médico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gustavo Holanda

    Compreendo sua preocupação, ainda mais quando se trata de uma criança pequena em uso de medicação contínua.

    Preciso começar esclarecendo um ponto importante: não se trata um resultado de exame isoladamente. Um eletroencefalograma alterado, por si só, não é indicação automática de tratamento. O Depakene é uma medicação utilizada no tratamento de epilepsia, ou seja, quando há um diagnóstico clínico bem estabelecido, com história compatível de crises. Quando essa indicação não está clara, é fundamental reavaliar a conduta.

    Sobre a mudança na cor das fezes, fezes mais claras ocasionalmente podem ocorrer em crianças por variações na alimentação, digestão ou até mesmo trânsito intestinal. Isoladamente, sem outros sinais como olhos amarelados, pele amarelada, urina muito escura ou dor abdominal, isso geralmente não indica um problema grave. No entanto, o valproato pode, em casos raros, afetar o fígado, e por isso qualquer alteração persistente deve ser observada com atenção dentro do contexto clínico.

    O mais importante aqui não é apenas a cor das fezes, mas o conjunto da situação. Seu filho está usando uma medicação potencialmente importante sem que tenha ficado claro, pelo seu relato, o diagnóstico que justificou esse uso. Esse é o ponto que merece maior cuidado.

    Minha orientação é que você procure um médico, de preferência um neuropediatra, não pela cor das fezes isoladamente, mas para revisar toda a indicação do tratamento, entender se realmente há necessidade do uso do medicamento e garantir que tudo está sendo conduzido da forma mais segura possível.

    Hoje, com a telemedicina, é possível fazer esse tipo de avaliação de forma prática e segura. Em uma teleconsulta, conseguimos revisar o histórico, os exames, esclarecer dúvidas e, muitas vezes, ajustar a condução com mais precisão. Plataformas como a Doctoralia permitem acesso a médicos bem avaliados, com alta satisfação dos pacientes, facilitando essa segunda opinião de forma rápida e discreta.

    Em um cenário em que ainda convivemos com doenças infectocontagiosas como COVID-19, MPOX, Parvovírus B19 e cepas mais agressivas de influenza como H5N1, evitar deslocamentos desnecessários é uma forma inteligente de proteger sua família. A teleconsulta economiza tempo, reduz exposição e permite que você invista sua energia no que realmente importa.

    Se achar oportuno, posso te orientar nesse processo em uma teleconsulta, ajudando a organizar as informações e direcionar melhor os próximos passos. Mesmo que não precise agora, vale a pena conhecer o perfil e manter esse contato. A medicina está passando por uma transformação importante, e você pode se beneficiar disso desde já.


  • Bebê De 39 semanas . Nasceu Sem Respirar E Apresentou Tons Inadequado apgar do primeiro minuto 2 e q

    Bebê De 39 semanas . Nasceu Sem Respirar E Apresentou Tons Inadequado apgar do primeiro minuto 2 e quinto minuto 7. Classificado com encefalopatia isquemia moderada . Realizou ressonância magnética após o quadro e não demostrou Alteração.realizoutratamento de hipotermia e não ouve intercorrências, convulsões, sonolência. Após alta realizou outra ressonância magnética e não ouve alterações. Quais as chances de não ter sequelas ao longo prazo ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gustavo Holanda

    Compreendo sua angústia. Situações como essa, logo no nascimento, assustam profundamente qualquer família.

    A asfixia neonatal ocorre quando o bebê recebe menos oxigênio do que o necessário no período do parto. Isso pode levar a um quadro chamado encefalopatia hipóxico-isquêmica, cuja gravidade varia de leve a grave. No seu caso, alguns pontos são muito importantes e ajudam a construir um prognóstico mais favorável.

    O índice de Apgar inicial baixo, seguido de uma melhora significativa no quinto minuto, já indica uma boa resposta às manobras de reanimação. A classificação como encefalopatia moderada exige atenção, mas não determina, por si só, a presença de sequelas futuras. O que realmente muda o cenário são os dados evolutivos que você descreveu.

    A realização da hipotermia terapêutica, que hoje é um tratamento padrão e eficaz, reduz de forma significativa o risco de lesões cerebrais. O fato de não terem ocorrido convulsões, alterações de consciência importantes ou intercorrências durante a internação é extremamente positivo. Além disso, duas ressonâncias magnéticas normais, tanto no período inicial quanto após a alta, são um dos melhores indicadores de bom prognóstico neurológico.

    Quando reunimos esses elementos — resposta inicial, tratamento adequado, ausência de sinais clínicos graves e exames de imagem normais — estamos diante de um cenário em que as chances de evolução sem sequelas são altas. Isso não significa risco zero, porque o desenvolvimento neurológico é um processo contínuo, mas indica que a probabilidade de um desenvolvimento típico é muito boa.

    O acompanhamento ao longo dos primeiros anos de vida continua sendo essencial. Avaliar marcos motores, linguagem, interação social e comportamento permite identificar precocemente qualquer desvio e intervir no momento certo. Na grande maioria dos casos com esse perfil, as crianças evoluem bem e levam uma vida normal.

    Em uma teleconsulta é possível acompanhar de perto o desenvolvimento do seu bebê, orientar sinais de alerta e esclarecer dúvidas de forma individualizada. Plataformas como a Doctoralia facilitam o acesso a médicos com excelente avaliação e experiência, permitindo uma segunda opinião de maneira rápida, segura e discreta.

    Em um cenário atual com circulação de doenças infectocontagiosas como COVID-19, MPOX, parvovírus B19 e variantes de gripe aviária, o atendimento por telemedicina se tornou uma forma inteligente de proteger sua família. Você evita deslocamentos, salas de espera e ainda otimiza seu tempo. Essa é a transformação digital da saúde, impulsionada pela Web 4.0 e pela inteligência artificial, tornando o cuidado mais acessível e eficiente.

    Posso te orientar nesse acompanhamento inicial e ao longo do desenvolvimento. Mesmo que não precise agora, vale a pena conhecer meu perfil, guardar o contato e ter esse suporte disponível sempre que surgir uma dúvida.


  • Olá meu filho faz uso de risperidona,ele tem 9 anos .fez exame e deu 33 de prolactina.esta muito alt

    Olá meu filho faz uso de risperidona,ele tem 9 anos .fez exame e deu 33 de prolactina.esta muito alto ?,estou preocupada

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gustavo Holanda

    Entendo sua preocupação, principalmente quando se trata de um exame alterado em uma criança tão jovem. Isso naturalmente assusta, mas é importante colocar esse resultado em contexto.

    A Risperidona é um medicamento amplamente utilizado na infância, especialmente em quadros comportamentais e neurológicos, e um dos seus efeitos conhecidos é justamente o aumento da prolactina. Isso acontece porque ela interfere em mecanismos cerebrais que regulam esse hormônio. Portanto, esse aumento que você observou no exame não é inesperado.

    Um valor de prolactina em torno de 33 ng/mL está acima do considerado normal para a idade, mas não é, por si só, um número alarmante quando sabemos que a criança faz uso dessa medicação. Mais importante do que o número isolado é observar se existem sinais clínicos de Hiperprolactinemia, como aumento das mamas, saída de secreção pelos mamilos, dor local ou alterações no desenvolvimento puberal. Na ausência desses sinais, geralmente não há necessidade de intervenção.

    Outro ponto fundamental é evitar a armadilha de repetir exames de forma frequente sem indicação clínica. A prolactina pode variar por diversos fatores, inclusive estresse e horário da coleta. Ficar monitorando números sem sintomas tende a gerar mais ansiedade do que benefício.

    Na prática clínica, quando o aumento da prolactina está relacionado à risperidona e a criança está bem, evoluindo adequadamente e sem manifestações clínicas, não há indicação automática de suspender ou trocar a medicação. A decisão de ajustar o tratamento só deve ser considerada se surgirem sintomas relevantes ou efeitos colaterais que impactem a qualidade de vida.

    O mais importante agora é manter o acompanhamento regular com o médico que prescreveu a medicação, observar a criança no dia a dia e valorizar sinais clínicos, não apenas o exame.

    Em uma teleconsulta, é possível avaliar com mais detalhes o contexto do seu filho, revisar o histórico, entender a indicação da medicação e orientar de forma mais personalizada. Plataformas como a Doctoralia facilitam o acesso a profissionais bem avaliados, com experiência e alta satisfação dos pacientes.

    Além disso, em um cenário com circulação de doenças como COVID-19, MPOX, parvovírus B19 e até cepas mais agressivas de gripe, o atendimento por telemedicina se tornou uma forma segura, prática e eficiente de cuidar da saúde. Você evita deslocamentos, reduz riscos desnecessários e ganha tempo para suas atividades.

    A telemedicina hoje permite inclusive segundas opiniões médicas com rapidez, segurança e discrição. Se desejar, posso te orientar nesse processo, esclarecer outras dúvidas e ajudar a conduzir esse acompanhamento de forma tranquila e baseada em evidências. Mesmo que não precise agora, vale a pena conhecer o perfil e manter esse contato para quando precisar.


  • Meu filho faz uso de risperidon, precisa fazer eletroencefalograma e vai ter que tomar neozine, mant

    Meu filho faz uso de risperidon, precisa fazer eletroencefalograma e vai ter que tomar neozine, mantenho a dose de risperidon habitual ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Gustavo Holanda

    Entendo sua preocupação, principalmente quando envolve medicações e um exame importante como o eletroencefalograma.

    De forma direta: não há, em geral, necessidade de usar o Neozine (levomepromazina) para realizar um eletroencefalograma. Esse tipo de medicação tem efeito sedativo importante e pode interferir na atividade elétrica cerebral, gerando alterações que não refletem o funcionamento real do cérebro da criança. Isso pode levar a artefatos ou até a interpretações equivocadas do exame.

    O ideal é que o eletroencefalograma seja feito em condições mais próximas do natural. Por isso, a estratégia mais recomendada é a privação de sono antes do exame, associada a um ambiente tranquilo, escuro e silencioso, com equipe acostumada a lidar com crianças. Esse cuidado aumenta muito a chance de a criança dormir espontaneamente durante o exame, sem necessidade de sedação medicamentosa.

    Em relação ao uso da risperidona, na maioria dos casos ela deve ser mantida normalmente, sem suspensão ou ajuste por conta própria. Interromper a medicação pode causar desorganização comportamental, irritabilidade ou outros sintomas que dificultariam ainda mais a realização do exame. Qualquer ajuste só deve ser feito com orientação do médico assistente.

    Portanto, o ponto mais importante aqui é revisar a real necessidade do Neozine. Na prática clínica, evitamos seu uso justamente porque ele pode comprometer a qualidade diagnóstica do eletroencefalograma.

    Em uma teleconsulta é possível avaliar o caso com mais detalhes, entender o comportamento da criança, o motivo do exame e orientar a melhor forma de preparo, aumentando as chances de um resultado confiável. Plataformas como a Doctoralia permitem acesso a médicos com alta avaliação em satisfação e experiência, facilitando a escolha.

    Em tempos de circulação de doenças como COVID-19, MPOX (varíola dos macacos), Parvovírus B19 e cepas virulentas de gripe aviária H5N1, a telemedicina se tornou uma forma segura de cuidar da saúde. Você evita deslocamentos, salas de espera e exposição desnecessária, além de ganhar tempo para suas atividades. A saúde também está passando por uma transformação digital importante, com apoio da inteligência artificial e da medicina conectada.

    Caso precise, posso orientar você em teleconsulta desde o início dessa investigação, oferecendo uma segunda opinião de forma rápida, segura e discreta. Mesmo que não seja o momento, vale a pena conhecer o perfil e manter esse contato para quando precisar.


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