Perguntas do paciente (81)
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Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço
Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço de personalidade que tenho desde muito tempo). Geralmente quando não consigo ter certeza absoluta de tudo, sinto desconforto e ansiedade. Mas... como já tenho comportamentos obsessivos por causa do perfeccionismo e percebi que também sou impulsivo em meio a incerteza, gostaria de saber: quando devo começar a suspeitar de TOC?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O perfeccionismo associado à intolerância à incerteza é de fato um dos terrenos mais comuns para o desenvolvimento de sintomas obsessivo-compulsivos. A grande virada que caracteriza o TOC é quando surgem pensamentos intrusivos recorrentes que geram ansiedade intensa, e comportamentos ou rituais realizados especificamente para neutralizar esse desconforto. A diferença central em relação ao perfeccionismo comum é que no TOC esses pensamentos e comportamentos passam a consumir tempo significativo, causam sofrimento real e a pessoa sente que não consegue controlar, mesmo reconhecendo que o comportamento é excessivo.
A impulsividade que você mencionou em meio à incerteza também merece atenção, pois pode indicar outras questões associadas que vale investigar, como ansiedade generalizada ou até traços de TDAH, que frequentemente coexistem com perfeccionismo e comportamentos obsessivos.
O mais indicado é buscar avaliação com um psicólogo, preferencialmente com experiência em TOC e transtornos de ansiedade, para entender melhor o que está acontecendo. O diagnóstico diferencial entre perfeccionismo, TOC e outras condições é algo que requer uma avaliação cuidadosa e individualizada.
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Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A depressão deixa marcas no funcionamento do cérebro e nos padrões de pensamento. Após um episódio depressivo, o cérebro fica de certa forma "sensibilizado", ou seja, eventos estressantes que antes poderiam ser tolerados passam a ter um impacto maior, ativando mais facilmente os mesmos circuitos que estiveram envolvidos no episódio anterior. Quanto mais episódios a pessoa teve, maior essa sensibilidade tende a ser.
Além disso, a depressão costuma estar associada a padrões de pensamento muito específicos, como a tendência de interpretar situações ruins como permanentes, abrangentes e culpa própria. Quando acontecimentos difíceis surgem, esses padrões podem ser reativados quase automaticamente, puxando a pessoa de volta para um estado depressivo.
Existe também um fator comportamental importante. Diante da dor, tendemos a nos isolar, abandonar atividades prazerosas e reduzir o contato social, comportamentos que por si só alimentam e aprofundam a depressão.
A boa notícia é que reconhecer esse mecanismo já é uma forma de se proteger. A psicoterapia ajuda a identificar os sinais precoces de recaída e a construir recursos internos para lidar com eles antes que se aprofundem. Com acompanhamento adequado, é possível ampliar cada vez mais o espaço entre você e esses episódios.
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Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissiona
Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissional deveria falar primeiro?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O primeiro passo é procurar um psicólogo, que pode fazer uma avaliação clínica inicial e te orientar sobre os próximos passos.
Para o diagnóstico formal de TEA e TDAH, geralmente é necessário um processo de avaliação neuropsicológica, que pode ser feita por psicólogo especializado, e em seguida uma confirmação com psiquiatra ou neurologista. Já a depressão pode ser avaliada e tratada tanto pelo psicólogo quanto pelo psiquiatra, e dependendo da intensidade dos sintomas, o uso de medicação pode ser indicado, o que torna o acompanhamento psiquiátrico importante.
Como as três condições que você mencionou podem se sobrepor e mascarar umas às outras, o ideal é começar com um profissional de confiança que possa te ajudar a organizar esse processo de forma estruturada, sem pressa e sem pular etapas.
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Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando
Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando feed, depois de um tempo comecei a buscar tbm uma necessidade em pornografia que acabou se tornando uma compulsão, olhava no trabalho ou sempre que ela não estava por perto, qual a melhor ajuda profissional a se buscar e geralmente como é o tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Reconhecer o problema e buscar ajuda já demonstra muita coragem e responsabilidade.
O que você descreve segue um padrão bastante comum clinicamente: um momento de vida com muita ansiedade e mudança, como a chegada de um filho, pode desencadear comportamentos compulsivos como forma de aliviar o desconforto emocional. O celular e a pornografia funcionam como uma válvula de escape rápida, e com o tempo o cérebro aprende a buscar esse alívio de forma automática, tornando o comportamento cada vez mais difícil de controlar.
O profissional mais indicado para te ajudar é o psicólogo, preferencialmente com experiência em comportamentos compulsivos ou sexualidade. A TCC é uma das abordagens com maior evidência para esse tipo de questão, trabalhando os gatilhos emocionais que levam ao comportamento, os pensamentos que o mantêm e estratégias concretas para recuperar o controle. Em alguns casos, a avaliação com um psiquiatra também pode ser recomendada.
Também vale considerar se existe algo não dito na relação com sua esposa sobre esse momento de transição, já que muitos homens vivenciam a gravidez da parceira com sentimentos ambíguos que raramente são falados. A terapia pode ser um espaço seguro para explorar isso também.
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Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixon
Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixono por alguém e uma vez percebi que gostei de uma pessoa quando ele cortou o contanto quando tive uma coragem pra falar com ele. É possível eu conseguir não só amar como também identificar com mais facilidade esse sentimento e qual seria a relação de amar com a força pra seguir nas minhas metas pessoais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando recebemos pouco afeto na infância, o nosso sistema emocional aprende a "desligar" ou minimizar sentimentos como forma de se proteger da dor de não ter esse afeto correspondido.
Com o tempo, isso pode fazer com que a gente tenha dificuldade de reconhecer as próprias emoções, incluindo o amor, um fenômeno que a psicologia chama de alexitimia, que é justamente essa dificuldade de identificar e nomear o que se sente.
Sobre perceber o sentimento só quando a pessoa se afastou, isso também é muito comum em quem cresceu em ambientes com pouco afeto. O distanciamento ativa uma sensação de perda que finalmente "acende a luz" do que estava lá, mas que não tinha sido reconhecido antes.
E sim, é absolutamente possível desenvolver essa capacidade de identificar e sentir o amor com mais clareza. Isso se aprende, e a psicoterapia é o espaço ideal para isso.
Sobre a relação com suas metas pessoais, existe uma conexão importante. Quando aprendemos a nos conectar com nossas emoções e a nos sentirmos merecedores de afeto, também desenvolvemos mais autocompaixão e autoconfiança, que são combustíveis essenciais para persistir nos próprios objetivos. Muitas vezes a dificuldade de se mover em direção ao que queremos está ligada a crenças profundas sobre o quanto merecemos o que desejamos
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Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sim, o término de um relacionamento pode absolutamente ser considerado um luto. Quando perdemos uma relação importante, perdemos não só a pessoa, mas também os planos, a rotina compartilhada e a identidade que construímos dentro daquele vínculo. É uma perda real e a dor que vem com ela é completamente legítima.
Assim como no luto por uma morte, é comum passar por fases de negação, raiva, tristeza e aceitação, e não existe um tempo certo para isso. Cada pessoa processa de forma diferente.
Algumas coisas que costumam ajudar nesse processo são permitir-se sentir a dor sem se julgar, manter uma rotina, investir em atividades que tragam prazer, fortalecer os vínculos com pessoas próximas e evitar o contato frequente com a pessoa ou com memórias que intensifiquem a dor no curto prazo.
Quando essa dor se prolonga muito, interfere no trabalho, no sono ou nas relações, ou quando surgem pensamentos muito negativos sobre si mesmo, o acompanhamento psicológico pode ser muito valioso para atravessar esse período com mais suporte.
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Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando
Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando razão pra mim,acho que já perdi até empregos por não mudar minha opinião em tudo,sinto que isso está me atrapalhando, como posso melhorar isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O fato de você reconhecer esse padrão e perceber que ele está te prejudicando já é um passo muito importante.
O que você descreve pode estar relacionado a algumas dinâmicas que a psicologia conhece bem. Uma delas é o viés de confirmação, que é a tendência que todos temos de buscar informações que confirmem o que já acreditamos e desconsiderar o que contradiz. Outra é a rigidez cognitiva, que é a dificuldade de flexibilizar pensamentos e considerar outras perspectivas, especialmente quando nos sentimos ameaçados ou questionados.
Em alguns casos, esse padrão também pode estar ligado a crenças mais profundas, como a necessidade de estar certo para se sentir competente, respeitado ou seguro. Quando a opinião vira uma questão de identidade, abrir mão dela pode parecer uma ameaça a quem somos.
A boa notícia é que esse é exatamente o tipo de padrão que o acompanhamento psicológico trabalha de forma muito eficaz, ajudando a identificar de onde vem essa necessidade e a desenvolver mais flexibilidade sem que isso signifique fraqueza ou perda de identidade. Pelo contrário, pessoas que conseguem rever suas opiniões tendem a se relacionar melhor e a tomar decisões mais acertadas.
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Tenho vontade de fazer caminhada e correr, mas devido e TAG desenvolvi certos gatilhos que quando es
Tenho vontade de fazer caminhada e correr, mas devido e TAG desenvolvi certos gatilhos que quando estou caminhando me fazem pensar um monte coisas e drenam a minha capacidade física. Interessante que ontem mesmo senti isso ao sair de casa até um restaurante. Não conseguia me desligar dos sintomas e já estava ficando cansado. Na volta, que era a mesma distância, vinha conversando com uma pessoa e nem percebi quando terminei o percurso. Não senti qualquer cansaço. Isso aponta para ansiedade? Ainda não fiz exames médicos.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, o que você descreveu é bastante compatível com um padrão que pode acontecer em pessoas com Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG).
Um detalhe do seu relato chama bastante atenção: no trajeto de ida, quando você estava focado nos sintomas e nos pensamentos, surgiu a sensação de cansaço e desconforto. Na volta, conversando com outra pessoa, você percorreu a mesma distância sem perceber o esforço. Isso sugere que a atenção voltada para os sintomas pode estar influenciando a forma como seu corpo percebe o esforço físico.
Na ansiedade, é comum ocorrer um estado de hipervigilância, em que a pessoa monitora a respiração, os batimentos cardíacos, as pernas ou o cansaço. Esse monitoramento pode aumentar a percepção dessas sensações e fazer com que pareçam mais intensas do que realmente são.
Mesmo assim, como você ainda não fez uma avaliação médica, vale a pena realizá-la antes de iniciar uma rotina mais intensa de exercícios. Isso ajuda a descartar causas físicas e traz mais segurança para praticar atividade física.
Na psicoterapia, esse tipo de gatilho pode ser trabalhado de forma gradual. O objetivo não é apenas conseguir caminhar, mas reduzir o medo dos sintomas, quebrar o ciclo de hipervigilância e recuperar a confiança no próprio corpo. Muitas pessoas conseguem retomar os exercícios de forma tranquila quando aprendem a lidar com essas interpretações automáticas da ansiedade.
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Estou como responsável da pastoral da Liturgia, mas não consigo ficar normal, estou sempre nervosa e
Estou como responsável da pastoral da Liturgia, mas não consigo ficar normal, estou sempre nervosa e com as mãos geladas,será que tenho que fazer algum desbloqueio emocional, pois minha vida desde a infância não foi normal igual de outras pessoas, tenho muitos traumas e já tive ansiedade e depressão.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É possível, sim, que o que você esteja sentindo esteja relacionado à ansiedade e às experiências emocionais que viveu ao longo da vida. Situações que envolvem exposição, responsabilidade e expectativa, como estar à frente de uma pastoral, podem ativar respostas de alerta no corpo, mesmo quando a pessoa tem fé, vontade e preparo.
Mãos geladas, nervosismo constante e sensação de não conseguir “ficar normal” são manifestações comuns da ansiedade, especialmente quando há um histórico de traumas, ansiedade ou depressão. O corpo aprende a reagir em estado de defesa, mesmo quando o perigo não está presente.
Não se trata exatamente de “desbloqueio emocional”, mas de um processo terapêutico que ajude a:
compreender como esses traumas impactam suas reações atuais;
regular melhor as respostas do corpo à ansiedade;
fortalecer a sensação de segurança interna;
ressignificar experiências passadas que ainda reverberam no presente.
A psicoterapia é muito indicada nesses casos e pode caminhar junto com sua espiritualidade, sem conflito. Cuidar da saúde emocional não diminui a fé, ao contrário, ajuda a vivê-la com mais presença e tranquilidade.
Você não está fraca nem inadequada por sentir isso. Com o apoio certo, é possível exercer esse papel com mais serenidade e bem-estar.
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Como diferenciar tristeza passageira de um quadro de depressão que precisa de acompanhamento especia
Como diferenciar tristeza passageira de um quadro de depressão que precisa de acompanhamento especializado?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Tristeza passageira e depressão podem parecer semelhantes, mas existem diferenças importantes.
A tristeza passageira costuma estar ligada a um acontecimento específico, vem em ondas e, apesar do sofrimento, a pessoa ainda consegue sentir momentos de prazer, esperança e interesse. Ela tende a diminuir com o tempo, apoio emocional e mudanças na rotina.
Já a depressão é mais persistente e profunda. Os sinais de alerta incluem:
tristeza ou vazio na maior parte dos dias, por semanas ou meses;
perda de interesse ou prazer em atividades que antes eram importantes;
cansaço intenso, falta de energia ou lentidão;
alterações de sono e apetite;
sentimentos de culpa excessiva, inutilidade ou desesperança;
dificuldade de concentração;
isolamento social;
pensamentos recorrentes sobre morte ou não existir.
Um ponto central é a duração e o impacto na vida: quando o sofrimento se mantém por mais de duas semanas e começa a prejudicar trabalho, estudos, relações ou autocuidado, é importante buscar ajuda profissional.
O acompanhamento psicológico é indicado para avaliar o que está acontecendo e oferecer suporte. Em alguns casos, também pode ser necessário acompanhamento psiquiátrico. Procurar ajuda não significa que a pessoa “não aguenta”, mas que está cuidando da própria saúde mental de forma responsável.
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Para ansiedade precisa de psiquiatra e psicóloga? É bom passar nos dois profissionais?
Para ansiedade precisa de psiquiatra e psicóloga? É bom passar nos dois profissionais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Não necessariamente nos dois, depende da intensidade dos sintomas.
Em casos mais leves a moderados, o acompanhamento apenas com o psicólogo costuma ser suficiente. A psicoterapia, especialmente a TCC, tem muito respaldo científico no tratamento da ansiedade e frequentemente resolve o problema sem necessidade de medicação.
O psiquiatra entra em cena quando os sintomas são mais intensos, quando estão impactando muito o funcionamento no dia a dia, quando existe insônia grave associada, ou quando a psicoterapia sozinha não está sendo suficiente. Nesses casos, a combinação de psicoterapia com medicação tende a ser mais eficaz.
O ideal é começar pelo psicólogo, que vai avaliar a sua situação e te indicar se o acompanhamento psiquiátrico também será necessário.
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É possível hábitos como má postura influenciarem na ansiedade? tenho uma postura ruim e há um certo
É possível hábitos como má postura influenciarem na ansiedade? tenho uma postura ruim e há um certo (3 ou 4 semanas) tempo tive uma crise de ansiedade e estou me recuperando. Porém as vezes quando estou tranquilo ou sentado na cadeira eu sinto dores nas costas, desconforto na garganta e até ombros. É possível que esse tipo de hábito me torne mais ansioso ou preocupado?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível que hábitos posturais influenciem na ansiedade, principalmente durante o processo de recuperação após uma crise. Quando mantemos uma postura mais curvada ou tensionada, o corpo tende a ficar em um estado de contração constante, o que pode gerar dores nas costas, ombros e até sensação de aperto na garganta.
Esses desconfortos físicos podem fazer o cérebro interpretar que “algo está errado”, aumentando o estado de alerta e, em algumas pessoas, despertando novamente a ansiedade ou a preocupação com sintomas corporais.
Da mesma forma, a ansiedade também pode intensificar a sensibilidade às tensões musculares, criando um ciclo: má postura gera tensão → tensão gera desconforto → desconforto ativa a preocupação → a preocupação aumenta a ansiedade.
Ajustar a postura, alongar com frequência, fazer pausas durante o dia e trabalhar técnicas de respiração e relaxamento ajudam a reduzir a tensão muscular e, consequentemente, diminuem o impacto na ansiedade. A psicoterapia também pode auxiliar a diferenciar o que é sintoma físico esperado e o que é amplificado pelo estado emocional.
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A ansiedade social me deixa muito irritada na rua, e em meio de pessoas, como enfrentar com calma?
A ansiedade social me deixa muito irritada na rua, e em meio de pessoas, como enfrentar com calma?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A irritabilidade em situações sociais é um sintoma comum da ansiedade social. Quando o cérebro interpreta o ambiente como uma ameaça, o corpo entra em estado de alerta, o que pode gerar não só medo ou desconforto, mas também impaciência e irritação.
Para enfrentar isso com mais calma, é importante trabalhar tanto o corpo quanto a mente. Algumas estratégias que ajudam:
Respiração profunda e consciente: antes e durante o contato com pessoas, focar na respiração ajuda a reduzir a ativação fisiológica.
Exposição gradual: aproximar-se aos poucos das situações sociais que causam desconforto, sem se forçar além do limite.
Psicoeducação e reestruturação cognitiva (na terapia): aprender a identificar e questionar pensamentos automáticos que reforçam o medo ou o incômodo.
Autocompaixão: entender que sentir-se irritado ou sobrecarregado não é falha, mas uma resposta do corpo tentando se proteger.
Na psicoterapia, é possível aprender a lidar melhor com essas reações, entendendo o que as causa e desenvolvendo recursos para agir com mais tranquilidade em contextos sociais.
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Como saber se o que eu sinto é amor ou somente apego aos momentos bons que o relacionamento tinha ?
Como saber se o que eu sinto é amor ou somente apego aos momentos bons que o relacionamento tinha ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa é uma dúvida muito comum, e totalmente válida. Diferenciar amor de apego pode ser desafiador, principalmente quando há uma história e lembranças positivas envolvidas.
O amor tende a vir acompanhado de:
carinho e admiração
desejo de crescimento mútuo
respeito e confiança
sensação de segurança emocional
Já o apego normalmente está ligado a:
medo de perder
dificuldade em ficar só
idealização do passado
foco no que o relacionamento foi, e não no que é hoje
Uma forma prática de observar é perguntar a si mesmo(a):
“Eu gosto dessa pessoa como ela é hoje, ou sinto falta do que já foi e do que eu imaginava que seria?”
O processo terapêutico pode ajudar a dar clareza sobre esses sentimentos, identificar necessidades emocionais mais profundas e fortalecer sua autonomia afetiva, para que suas escolhas sejam mais seguras e alinhadas com quem você é agora
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Eu e minha ex ficamos 1 ano e 4 meses ,porém no namoro eu não conseguir enxergar o nosso relacioname
Eu e minha ex ficamos 1 ano e 4 meses ,porém no namoro eu não conseguir enxergar o nosso relacionamento indo para frente no quesito casamento ! Porém depois de terminar ficamos 2 anos tendo recaídas , logo após os dois anos ela se afastou e disse que estava conhecendo outro pessoa , depois de saber disso eu fiquei extremamente chateado e comecei a fazer o que eu nunca achei que iria fazer , comecei a mandar mensagem implorando para voltar , prometi até casamento, como explicar esse sentimento de querer voltar para uma pessoa que lá no fundo eu não a amo ! Mas gostaria de tentar novamente.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
que você está vivendo é algo muito humano. Às vezes, após o término, não é exatamente a pessoa que sentimos falta, mas sim do vínculo emocional, da rotina compartilhada e da segurança afetiva que o relacionamento representava. Quando esse laço é rompido, é comum que o cérebro e o corpo reajam com uma sensação de perda parecida com a de um luto, ativando a necessidade de “recuperar o que foi perdido” mesmo quando racionalmente sabemos que talvez aquele relacionamento não funcione mais.
Esse comportamento de insistir em retomar algo que você sabe que não deseja de verdade pode indicar uma tentativa de aliviar a dor emocional, e não necessariamente um desejo genuíno de recomeçar. O medo da solidão, a culpa ou a idealização do passado também costumam influenciar esse processo.
Na psicoterapia, é possível compreender melhor esses sentimentos, diferenciar o que é amor, apego ou dependência emocional, e construir uma forma mais saudável de lidar com o fim da relação, permitindo seguir em frente com mais clareza e autoconfiança.
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Tenho 18 anos, e desde de 2020/2021, eu venho sentindo uma sensação de tristeza, de um mundo cinza,
Tenho 18 anos, e desde de 2020/2021, eu venho sentindo uma sensação de tristeza, de um mundo cinza, como uma TV em preto e branco, sem brilho, eu faço as coisas normalmente, vivo minha rotina, tenho momentos felizes, porém esse vazio me segue sem motivo aparente, também não gosto muito de sair e nem de falar sobre sentimentos, mas tenho receio q possa ser algo próximo de uma depressão q ameaça vir. Qual especialista devo buscar? O que me orientam?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é algo que muitas pessoas sentem, especialmente quando há um sentimento persistente de vazio ou de “falta de brilho” na vida, mesmo quando a rotina segue normalmente. Essa sensação pode estar relacionada a fatores emocionais, psicológicos e até fisiológicos e sim, pode ser um sinal inicial de um quadro depressivo ou de um estado de esgotamento emocional.
O ideal é buscar acompanhamento com um psicólogo, que poderá ajudar a compreender o que está por trás desses sentimentos e oferecer estratégias para lidar com eles. Em alguns casos, o psicólogo também pode orientar a busca por um psiquiatra, caso seja necessária uma avaliação mais ampla ou o uso de medicação.
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O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) existencial pode causar despersonalização?
O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) existencial pode causar despersonalização?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. O chamado TOC existencial, em que a mente fica presa a questionamentos profundos e repetitivos sobre a vida, a realidade ou a própria existência, pode gerar altos níveis de ansiedade. Essa intensidade emocional pode, em alguns casos, desencadear sintomas como despersonalização ou desrealização, que são sensações de desconexão de si mesmo ou do ambiente.
Embora assustadores, esses sintomas não significam “perder a realidade”, mas sim uma forma do cérebro lidar com a sobrecarga de ansiedade
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Como a ansiedade existencial pode se manifestar ? .
Como a ansiedade existencial pode se manifestar ? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A ansiedade existencial costuma surgir diante de questionamentos profundos sobre a vida, a morte, o propósito, as escolhas e o futuro. Ela pode se manifestar por meio de pensamentos repetitivos e angustiantes, sensação de vazio, insegurança diante do sentido da vida, medo da finitude ou dificuldade em lidar com a imprevisibilidade do futuro.
Além do impacto emocional, também pode gerar sintomas físicos semelhantes aos de outras formas de ansiedade, como tensão no corpo, insônia e inquietação
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É normal ter uma dificuldade grande de manter interações sociais? Ja trabalhei com atendimento ao pú
É normal ter uma dificuldade grande de manter interações sociais? Ja trabalhei com atendimento ao público e sempre fui muito elogiada pela minha comunicação e simpatia, mas quando se trata de manter um relacionamento amigável com colegas de trabalho ou familia, é dificil interagir por não ser previsível e controlável. Nunca sei sobre o que devo conversar, o quanto devo falar sobre mim para não parecer arrogante ou o quanto devo ouvir sem parecer desinteressada. Que tipo de terapia devo buscar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é normal que muitas pessoas sintam essa dificuldade, principalmente em contextos mais íntimos, onde as interações não são tão estruturadas quanto em situações profissionais. O fato de você se sair bem no atendimento ao público mostra que possui boas habilidades de comunicação, mas nas relações pessoais podem surgir inseguranças ligadas à espontaneidade, ao medo de julgamento ou à dificuldade de encontrar equilíbrio entre falar e ouvir.
A psicoterapia pode ser muito útil nesses casos. Abordagens como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) ajudam a identificar pensamentos automáticos que geram insegurança durante as interações, além de desenvolver habilidades sociais e estratégias para se sentir mais confiante em diferentes contextos.
Buscar terapia não significa que você não saiba se comunicar, mas sim que deseja compreender melhor os fatores emocionais envolvidos e aprender a se relacionar de forma mais leve e segura. Esse processo pode transformar suas interações, fortalecendo tanto a vida pessoal quanto profissional.
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Mindfulness significa desacelerar seus pensamentos ?
Mindfulness significa desacelerar seus pensamentos ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não exatamente. O mindfulness não busca “parar” ou “desacelerar” os pensamentos, mas sim desenvolver a capacidade de observá-los com atenção plena, sem julgamento e com mais consciência do momento presente.
Ao praticar mindfulness, aprendemos a notar os pensamentos, emoções e sensações físicas sem nos deixar levar automaticamente por eles. Isso traz mais clareza mental, reduz a reatividade emocional e ajuda a lidar melhor com situações de estresse e ansiedade.
Na terapia, essa prática pode ser integrada como uma ferramenta para promover equilíbrio emocional, melhorar a concentração e fortalecer o autocuidado.
Perguntas frequentes
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olá. ha exatos 3 meses tive uma crise de panico apos anos bem, contexto no qual minha psiq associou
A resposta à quetiapina não depende apenas da dose e não é possível afirmar…