Perguntas do paciente (81)
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Olá , por vezes quando tenho ansiedade antes de exames da universidade as vezes quando me vou deitar
Olá , por vezes quando tenho ansiedade antes de exames da universidade as vezes quando me vou deitar ou estou sozinho num ambiente sem barulho sinto uma grande sensibilidade ao som e sinto “medo” dos barulhos a meu redor como por exemplo respirar, mexer no telemóvel , ouvir qualquer barulho me deixa com medo , gostaria de saber o nome dessa condição e se existe tratamento .
Cumprimentos .RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você descreve pode acontecer em momentos de ansiedade elevada, especialmente quando o corpo e o cérebro estão em estado de alerta. Essa sensibilidade exagerada aos sons, acompanhada de medo ou desconforto, é chamada de hiperacusia emocional ou hipersensibilidade sensorial associada à ansiedade.
Ela não significa que há algo errado com a audição em si, mas sim que o sistema nervoso está mais sensível, percebendo estímulos comuns como ameaçadores. Isso costuma acontecer em períodos de estresse, cobrança acadêmica, preocupação com desempenho e noites de maior tensão.
A boa notícia é que existe tratamento. A psicoterapia, especialmente com abordagens como a Terapia Cognitivo-Comportamental, ajuda a reduzir esse estado de hiper-vigilância, reorganizar a resposta ao estresse e diminuir o medo associado aos sons. Técnicas de regulação emocional, respiração e manejo da ansiedade também são muito eficazes.
Com acompanhamento adequado, esses episódios tendem a diminuir e se tornarem muito mais controláveis.
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Há uns 2 anos tive problema de ansiedade, tomei escitalopram 10mg durante 6 meses e melhorei. Esse a
Há uns 2 anos tive problema de ansiedade, tomei escitalopram 10mg durante 6 meses e melhorei. Esse ano depois q tive covid, voltei a apresentar forte ansiedade. Há 2 meses o médico receitou escitalopram 15mg, senti uma grande melhora mas sinto uns sintomas como uma dorzinha no peito (às vezes lado esquerdo, as vezes direito), quando sinto isso desencadeia minha ansiedade, fico com medo de ter infarto, avc... Já fiz eletro, ecocardiograma e está tudo normal com o coração. Pode ser psicologico? Precisaria aumentar a medicação? (não queria).
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é bastante comum em quadros de ansiedade generalizada. Mesmo após exames mostrarem que o coração está saudável, o corpo pode continuar manifestando sintomas físicos, como dor ou pressão no peito, aperto, formigamento e palpitações. Esses sinais costumam estar ligados à tensão muscular, hiperventilação e à hipersensibilidade corporal que a ansiedade provoca.
Quando o cérebro associa essas sensações ao medo de algo grave (como um infarto ou AVC), acaba alimentando o ciclo ansioso: o corpo reage, a mente interpreta como perigo e a ansiedade aumenta, o que intensifica os sintomas físicos.
Se você já está em uso de medicação e apresentou melhora, talvez o ajuste não precise ser na dose, mas sim no trabalho psicoterápico paralelo, para aprender a identificar e desacelerar essas respostas do corpo.
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Bom tenho 18 anos e ando todo durao Na rua,minha familia disse q tbm eu ando as vezes meio q pulan
Bom tenho 18 anos e ando todo durao
Na rua,minha familia disse q tbm eu ando as vezes meio q pulando meus amigos tbm ja falaram e ja me zoaram muito por causa disso e riram de mim,por causa disso nao saio de casa faz muito tempo
mesmo,nao sei se e psicologico ou se e um poblema fisico,isso me deixa muito triste mesmo queria viver normalmente e queria ser feliz,sofro muito bullyng porcausa disso,quero poder trabalhar
entre outas coisas,e meu andar so piora quando percebo quando eu to andando um pessoa atras de mim ai q fico desesperado e nao ando direito.isso e psicologico ou seria um poblema com meus ossos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é muito sofrido, e quero começar dizendo isso com clareza: você não está exagerando, nem “inventando” algo. O impacto do bullying e do olhar do outro pode ser profundo, especialmente quando começa a interferir na sua liberdade de sair de casa, trabalhar e viver.
Pelo seu relato, existem dois pontos importantes que precisam ser considerados juntos, e não em oposição:
Pode existir um fator físico, sim
Alterações no jeito de andar podem estar relacionadas a postura, tensão muscular, coordenação motora, hábitos corporais ou até questões ortopédicas/neurológicas. Por isso, é importante não descartar uma avaliação médica (como ortopedista ou neurologista) para verificar se há alguma causa física.
Mas há um componente psicológico muito evidente
O fato de o andar piorar quando você percebe alguém atrás, junto com:
rigidez do corpo,
desespero,
medo intenso do julgamento,
evitação de sair de casa,
tristeza profunda e sofrimento por bullying,
aponta fortemente para um quadro de ansiedade intensa, possivelmente ansiedade social, onde o corpo entra em estado de alerta. Nessa condição, o corpo fica rígido, os movimentos perdem naturalidade e a pessoa passa a se “vigiar” o tempo todo, o que piora ainda mais a coordenação.
Esse ciclo costuma ser assim:
medo de ser observado →
tensão corporal →
movimento mais travado →
reação das pessoas →
mais medo e evitação.
Isso não significa fraqueza, nem que “é só psicológico” no sentido de não ser real. O corpo aprende a reagir assim depois de repetidas experiências de vergonha, humilhação e ameaça social.
A boa notícia é que isso tem tratamento. A psicoterapia ajuda a:
reduzir a ansiedade e a hipervigilância;
devolver naturalidade aos movimentos;
trabalhar o impacto emocional do bullying;
reconstruir sua confiança para circular, trabalhar e viver.
Em muitos casos, quando a ansiedade é tratada, o corpo volta a se soltar gradualmente. E, se houver algo físico associado, o tratamento conjunto é ainda mais eficaz.
Você merece viver com dignidade, autonomia e tranquilidade. Buscar ajuda não é desistir, é exatamente o caminho para voltar a viver.
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Minha filha vivenciou uma cena de violência no bairro onde moro a 1 ano atrás, ela tem 11 anos, depo
Minha filha vivenciou uma cena de violência no bairro onde moro a 1 ano atrás, ela tem 11 anos, depois disso ela tem muito medo de ir na esquina sozinha, qual especialista devo consultar, porque ela chega a passar mal quando eu mando ela ir, fica pálida e chora muito.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sobre qual especialista consultar, o mais indicado é buscar um psicólogo clínico, preferencialmente com experiência em psicologia infantil e adolescente e formação em Terapia Cognitivo-Comportamental. Se possível, procure alguém com experiência em trauma ou que trabalhe com a abordagem TF-CBT, que é a Terapia Cognitivo-Comportamental Focada no Trauma, desenvolvida especificamente para crianças e adolescentes que vivenciaram eventos traumáticos.
O que você está descrevendo, o medo intenso, ficar pálida, chorar muito e passar mal ao se aproximar da esquina, são sinais clássicos de uma resposta de ansiedade intensa, possivelmente associada a um Transtorno de Estresse Pós-Traumático ou a uma fobia específica situacional desencadeada pelo episódio de violência. O corpo dela está reagindo como se o perigo ainda estivesse presente, mesmo que racionalmente a situação seja segura.
Um ponto muito importante é evitar forçar sua filha a ir até a esquina como forma de acostumar. Sem o suporte terapêutico adequado, a exposição forçada pode piorar a resposta de medo e aumentar a evitação. Essa exposição precisa ser feita de forma gradual e controlada, dentro de um processo terapêutico conduzido por um profissional.
Enquanto isso, algumas coisas podem ajudar no dia a dia. Procure validar o medo dela, dizendo que entende que é difícil e que o medo faz sentido depois do que ela vivenciou. Evite minimizar com frases como "não tem nada de mais" ou "já passou", pois isso pode fazer ela se sentir incompreendida. Tente manter a rotina o quanto possível, com segurança e previsibilidade em casa, e observe se há outros sinais como pesadelos, dificuldade de concentração na escola, irritabilidade ou isolamento, pois essas informações serão muito úteis para o profissional que for atendê-la.
Um ano de sintomas persistentes em uma criança de 11 anos já é tempo suficiente para justificar uma avaliação clínica com certa urgência. Quanto antes ela começar o acompanhamento, melhor tende a ser o prognóstico.
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Tenho 13 anos e meu coração tem palpitado um pouco mais forte já faz um tempinho, quando eu estou de
Tenho 13 anos e meu coração tem palpitado um pouco mais forte já faz um tempinho, quando eu estou deitada ou relaxando ele do nada dá uma palpitada e depois volta ao normal, ela as vezes vem com uma dor no peito, dor de cabeça, tontura, sono, e as vezes (bem raro) ele acelera e isso me deixa muito nervosa, eu já fui ao médico e fiz um eletro, mas ele não detectou nada de anormal, e disse que podia ser por conta de ansiedade. Me pergunto se isso é realmente ansiedade ou outra coisa.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O fato de o exame não ter detectado nada anormal é uma boa notícia. O médico está certo em considerar a ansiedade como uma possibilidade, e vou te explicar o porquê:
A ansiedade pode causar exatamente esses sintomas físicos que você descreveu:
Palpitações e aperto no peito
Dor de cabeça e tontura
Cansaço e sono
Sensação de coração acelerado
Isso acontece porque quando o nosso sistema nervoso percebe algum perigo, mesmo que esse "perigo" seja um pensamento ou preocupação, ele ativa o corpo automaticamente, liberando adrenalina. Essa reação é completamente natural, mas pode ser bem desconfortável.
Um detalhe importante: o fato de você ficar nervosa quando sente as palpitações pode acabar intensificando a sensação, criando um ciclo, a palpitação gera ansiedade, e a ansiedade gera mais palpitação.
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Ansiedade
Quem tem ansiedade pode se isolar, se afastar das pessoas e evitar sair de casa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. Pessoas com ansiedade podem, sim, se isolar, evitar contatos sociais e até reduzir significativamente as saídas de casa.
Isso acontece porque a ansiedade costuma estar associada a medo, antecipação de perigo e desconforto intenso em determinadas situações. Para aliviar esse mal-estar, a pessoa passa a evitar aquilo que dispara a ansiedade (lugares cheios, encontros sociais, compromissos, transporte, etc.). No curto prazo, a evitação traz alívio, mas com o tempo ela mantém e intensifica o problema, favorecendo o isolamento.
Esse padrão pode ocorrer em diferentes quadros, como ansiedade social, transtorno do pânico, agorafobia e ansiedade generalizada, e também pode estar associado a sintomas depressivos.
A psicoterapia ajuda a compreender esse ciclo de evitação, trabalhar os medos envolvidos e desenvolver estratégias graduais para retomar a vida social com mais segurança e autonomia. Em alguns casos, o acompanhamento psiquiátrico também pode ser indicado.
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Quais as principais diferenças entre o autismo clássico e a síndrome de asperger?
Quais as principais diferenças entre o autismo clássico e a síndrome de asperger?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Hoje em dia, o termo Síndrome de Asperger não é mais utilizado nos manuais diagnósticos. Desde o DSM-5, todos esses perfis foram reunidos sob o termo Transtorno do Espectro Autista (TEA), variando apenas em níveis de suporte (nível 1, 2 ou 3).
De forma geral, o que antes era chamado de Asperger corresponde ao TEA nível 1, caracterizado por:
boa fluência verbal
inteligência dentro ou acima da média
dificuldades mais sutis na comunicação social
interesses específicos e mais restritos
pouca necessidade de suporte no dia a dia
Já o chamado “autismo clássico” envolvia quadros com:
atrasos mais marcados na linguagem
maior dificuldade de interação social
comportamentos repetitivos mais evidentes
necessidade maior de apoio
Mas é importante reforçar que essas categorias antigas deixaram de ser usadas porque criavam uma divisão que não refletia a complexidade do espectro. Hoje entendemos que as manifestações variam muito de pessoa para pessoa, e o diagnóstico considera funcionamento, comunicação, comportamento e nível de suporte necessário.
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Por que eu tenho ansiedade se eu não tenho motivos pra estar ansiosa? Isso é um defeito da pessoa me
Por que eu tenho ansiedade se eu não tenho motivos pra estar ansiosa? Isso é um defeito da pessoa mesmo? Pelo o que ela pode ser causada?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A ansiedade não é um defeito da pessoa, e nem sempre está ligada a um motivo claro. Na verdade, ela é uma resposta natural do corpo e da mente a algo que parece ser uma ameaça, mesmo que essa ameaça não exista de forma real. O problema surge quando essa reação se torna intensa, frequente ou desproporcional, acontecendo mesmo em momentos em que a pessoa está segura.
Algumas possíveis causas incluem:
Predisposição biológica e genética: algumas pessoas têm um sistema nervoso mais sensível ao estresse.
Experiências de vida: situações de insegurança, perdas, traumas ou cobranças excessivas podem deixar o corpo em “estado de alerta”.
Padrões de pensamento: quem tende a se preocupar demais, antecipar problemas ou buscar controle total das situações pode desenvolver mais ansiedade.
Fatores neuroquímicos: alterações nos neurotransmissores (como serotonina e noradrenalina) influenciam o modo como o cérebro regula o medo e a preocupação.
Estilo de vida: falta de sono, estresse constante, consumo excessivo de cafeína, álcool ou outras substâncias também podem agravar os sintomas.
Ou seja a ansiedade não é sinal de fraqueza, e sim um desequilíbrio do sistema emocional e fisiológico, que pode ser tratado e regulado com psicoterapia
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Perdi Minha mãe a cerca de 15 dias, a qual vivia comigo, o contato e apego era muito grande. Depois
Perdi Minha mãe a cerca de 15 dias, a qual vivia comigo, o contato e apego era muito grande. Depois da perda comecei a ficar com a voz seca constantemente ter crises de choro, pressão repentinas no peito, Acredito estar com crise de ansiedade, que posso fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito pela sua perda. O luto, principalmente quando envolve alguém tão próximo, pode desencadear sintomas emocionais e físicos intensos, como choro frequente, aperto no peito e até manifestações de ansiedade. Isso acontece porque o corpo e a mente estão tentando se adaptar a uma ausência muito significativa.
É importante respeitar esse processo, acolher suas emoções e não se cobrar por “superar rápido”. Procurar apoio de familiares, amigos e, principalmente, acompanhamento psicológico pode ajudar bastante nesse momento, oferecendo um espaço para elaborar a perda, entender os sintomas e desenvolver estratégias para lidar com eles de forma mais saudável.
Se os sintomas físicos ficarem muito intensos, também é indicado conversar com um médico para descartar outras causas e garantir maior tranquilidade.
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Meu filho troca de hiperfoco o tempo todo é normal?
Meu filho troca de hiperfoco o tempo todo é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A troca frequente de hiperfoco é algo relativamente comum, especialmente em pessoas dentro do espectro autista ou com características associadas à atenção intensa em determinados interesses. O hiperfoco costuma surgir quando algo desperta muito interesse ou prazer, e pode mudar conforme a novidade, o estímulo ou o contexto emocional da pessoa.
Essa variação não é necessariamente um sinal de problema, o importante é observar se essas trocas impactam o funcionamento diário, como rotina, sono, alimentação ou relações sociais. Caso isso aconteça, é recomendável conversar com o psicólogo ou neuropsicólogo que o acompanha, para avaliar o padrão e pensar em estratégias que ajudem a equilibrar esses períodos de foco intenso
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Não sou gay mas tenho dificuldade em falar com mulheres, que tipo de ajuda vocês indicam?
Não sou gay mas tenho dificuldade em falar com mulheres, que tipo de ajuda vocês indicam?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Dificuldade em conversar com mulheres não tem relação com orientação sexual. Na maioria das vezes, isso está ligado a ansiedade social, insegurança, medo de rejeição ou experiências anteriores que geraram tensão nessas interações.
A psicoterapia pode ajudar bastante nisso. Trabalhamos para:
identificar o que desencadeia essa ansiedade;
fortalecer sua autoconfiança;
entender pensamentos automáticos que bloqueiam a comunicação;
desenvolver habilidades sociais de forma natural e gradual.
Com o tratamento certo, esse desconforto tende a diminuir e você passa a se sentir mais seguro nas interações, sem precisar forçar nada ou mudar quem você é.
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Sinto muito medo de dirigir. Principalmente quanto meu esposo ta do lado.apesar de me deixar a vonta
Sinto muito medo de dirigir. Principalmente quanto meu esposo ta do lado.apesar de me deixar a vontade .me embaraço toda toda na hora de estacionar. Me da diarreia toda vez que vou dirigir. O que devo fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é muito mais comum do que parece. O medo de dirigir pode estar ligado à ansiedade de desempenho, quando o corpo reage como se estivesse diante de um perigo, mesmo em situações seguras. Os sintomas físicos, como diarreia, tremores ou confusão na hora de estacionar, são respostas do sistema nervoso tentando lidar com o estresse da situação.
Na psicoterapia, é possível trabalhar esse medo de forma gradual, identificando os gatilhos, compreendendo o que ele representa emocionalmente e desenvolvendo estratégias de enfrentamento.
Com o acompanhamento adequado e prática guiada, esse medo tende a diminuir até que dirigir se torne uma atividade segura e controlável.
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Autoestima baixa pode significar depressão? Para aumentar a autoestima o que pode ser feito?
Autoestima baixa pode significar depressão? Para aumentar a autoestima o que pode ser feito?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A autoestima baixa pode estar presente na depressão, mas nem sempre significa que a pessoa está deprimida. Muitas vezes, ela é um fator de vulnerabilidade, ou seja, uma condição que aumenta o risco de desenvolver sintomas depressivos, especialmente quando há situações de frustração, rejeição ou perda.
Na depressão, a baixa autoestima costuma vir acompanhada de tristeza profunda, falta de energia, desinteresse por atividades prazerosas e pensamentos autocríticos ou de culpa. Já em outros casos, a pessoa pode apenas ter uma autoimagem fragilizada, sem necessariamente apresentar um quadro depressivo.
Para fortalecer a autoestima, alguns caminhos terapêuticos eficazes incluem:
Psicoterapia: especialmente abordagens como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que ajuda a identificar e modificar pensamentos automáticos negativos sobre si mesmo.
Reconhecimento de conquistas: praticar o hábito de observar pequenas vitórias e qualidades reais.
Autocompaixão: aprender a se tratar com gentileza, em vez de autocrítica constante.
Estabelecimento de metas realistas: definir objetivos alcançáveis, reforçando a sensação de competência.
Cuidado físico e emocional: sono adequado, boa alimentação, exercícios e pausas de descanso contribuem diretamente para a autopercepção positiva.
Trabalhar a autoestima é um processo gradual, mas com acompanhamento psicológico e práticas consistentes, é totalmente possível construir uma relação mais equilibrada e saudável consigo mesmo
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Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse
Boa tarde! Tenho sofrido de uma ansiedade severa. Porém, não sei se é sobre só ansiedade ou estresse. Como faço para fazer uma avaliação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde! Entendo a sua preocupação, quando os sintomas ficam intensos, realmente é difícil saber se estamos lidando com ansiedade, estresse ou até a combinação dos dois.
A melhor forma de saber o que está acontecendo é através de uma avaliação psicológica, onde conversamos sobre seus sintomas, rotina, gatilhos, histórico emocional e como tudo isso está afetando o seu dia a dia. A partir dessas informações, é possível identificar se o quadro é de ansiedade, estresse, esgotamento emocional ou outro tipo de demanda, e orientar o tratamento adequado.
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A causa da timidez é excesso de ansiedade? É a ansiedade que causa a timidez?
A causa da timidez é excesso de ansiedade? É a ansiedade que causa a timidez?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A timidez e a ansiedade estão relacionadas, mas não são a mesma coisa. A timidez é um traço de personalidade, uma tendência a ser mais reservado e cauteloso em interações. Já a ansiedade pode intensificar essa característica, gerando medo de julgamento, insegurança e até sintomas físicos diante de situações sociais.
Ou seja, a ansiedade não é a única causa da timidez, mas pode torná-la mais intensa e limitadora
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Uma pessoa pode receber diagnóstico de autismo leve e ansiedade generalizada?
Uma pessoa pode receber diagnóstico de autismo leve e ansiedade generalizada?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível. O diagnóstico de autismo leve (TEA nível 1) não exclui a presença de outros transtornos, como a ansiedade generalizada. Na verdade, é bastante comum que pessoas no espectro autista também apresentem quadros de ansiedade, já que podem enfrentar mais desafios em situações sociais, mudanças de rotina ou sobrecarga sensorial.
O ponto importante é ter uma avaliação profissional cuidadosa para diferenciar os sintomas de cada condição e construir um plano terapêutico adequado
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A ansiedade pode causar a sensação constante de bolo na garganta? Pois sinto um bolo na garganta, at
A ansiedade pode causar a sensação constante de bolo na garganta? Pois sinto um bolo na garganta, ataca mais na hora de dormir, e as vezes até sai uma baba branca, bem grossa mesmo, sinto como se fosse sufocar e fico tonta e parece que vou desmaiar, minha respiração fica forçada, tambem não consigo respirar bem pelo nariz, me ajude por favor! Obrigada.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a ansiedade pode causar a sensação de bolo na garganta! Esse sintoma é tão comum que tem até um nome: globus faríngeo. Ele acontece porque a ansiedade causa tensão muscular no corpo todo, incluindo na região da garganta, criando essa sensação de pressão ou obstrução.
Outros sintomas que você descreveu, como a tontura, a respiração forçada e a sensação de sufocamento, também são muito associados à ansiedade, especialmente a um fenômeno chamado hiperventilação, que é quando respiramos de forma mais rápida ou superficial sem perceber, e isso pode causar exatamente essas sensações.
Sobre a saliva grossa, ela também pode estar relacionada à respiração pela boca, algo muito comum em momentos de ansiedade ou quando o nariz está congestionado.
Dito isso, é muito importante que você procure um médico para avaliar esses sintomas presencialmente, especialmente a dificuldade de respirar pelo nariz e a saliva, pois podem ter causas físicas que precisam ser investigadas, como refluxo ou questões respiratórias.
Se o médico confirmar que é ansiedade, saiba que existe tratamento eficaz e você não precisa continuar sofrendo com isso. O acompanhamento com um psicólogo pode te ajudar muito a entender e lidar com esses sintomas.
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Queria saber o que eu tenho quando saio de carro sinto alguma coisa nao sei se e ansiedade tem fez que
Queria saber o que eu tenho quando saio de carro sinto alguma coisa nao sei se e ansiedade tem fez que falta de ar, o que é isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode sim estar relacionado à ansiedade, já que situações específicas, como sair de carro, podem funcionar como gatilho para sintomas como falta de ar, aperto no peito ou sensação de mal-estar. Porém, é importante lembrar que apenas uma avaliação profissional pode identificar com clareza o que está acontecendo, já que esses sinais também podem ter outras causas.
Na psicoterapia, é possível investigar a origem desses sintomas, entender se estão ligados à ansiedade e trabalhar estratégias para lidar melhor com eles, trazendo mais tranquilidade e segurança para o seu dia a dia.
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Estou fazendo acompanhamento terapêutico mas há dias em que me desespero porque não consigo tomar
Estou fazendo acompanhamento terapêutico mas há dias em que me desespero porque não consigo tomar decisões. Meu cérebro fica pulando de uma alternativa para outra e todas têm o mesmo peso e me sinto paralisada com a angústia aumentando.que posso fazer nesses momentos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é bem comum em quadros de ansiedade, principalmente quando existe medo de errar ou uma necessidade muito alta de tomar a decisão “certa”. Nesses momentos, a mente começa a analisar tudo ao mesmo tempo e isso acaba travando você.
Algumas coisas que podem te ajudar nesses momentos:
tente reduzir as opções, se tiver muitas, escolha só 2 possíveis
use um critério simples, como “qual me gera menos desgaste agora?”
coloque um limite de tempo para decidir, mesmo que não tenha certeza total
aceite que nenhuma decisão vem com garantia, sempre vai existir um pouco de dúvida
antes de decidir, tente acalmar o corpo, respiração mais lenta ou uma pausa já ajudam bastante
Um ponto importante é que, quando a ansiedade está alta, não é só a decisão que fica difícil, é o estado mental como um todo. Por isso, às vezes o mais eficaz é primeiro se regular, depois decidir.
Vale levar isso pra terapia também, porque geralmente esse padrão está ligado a pensamentos como “não posso errar” ou “preciso escolher a melhor opção possível”.
Com o tempo e o treino, isso tende a melhorar bastante.
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Tenho uma tia (irmã gêmea da minha mãe) que é diagnosticada com bipolaridade, apesar da minha mãe
Tenho uma tia (irmã gêmea da minha mãe) que é diagnosticada com bipolaridade, apesar da minha mãe não ser diagnosticada com a mesma doença isso aumenta o meu risco para bipolaridade ou mesmo esquizofrenia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ter um familiar com diagnóstico de transtorno bipolar aumenta a vulnerabilidade genética, mas isso não significa que você vá desenvolver bipolaridade ou esquizofrenia.
Os transtornos mentais têm origem multifatorial, ou seja, envolvem a interação entre genética, ambiente, experiências de vida, estresse, padrões de sono, uso de substâncias e fatores emocionais. A genética contribui para o risco, mas não é determinante sozinha.
No seu caso, o fato de sua tia ser irmã gêmea da sua mãe indica que há uma carga genética na família, porém:
sua mãe não ter o diagnóstico já reduz esse risco direto;
parentes de segundo grau, como tios, apresentam um risco apenas moderadamente maior em comparação à população geral;
isso não significa herdar o transtorno, mas sim uma predisposição, que pode nunca se manifestar.
É importante também esclarecer que transtorno bipolar e esquizofrenia são condições distintas, embora compartilhem alguns fatores genéticos. Ter um familiar com bipolaridade não implica automaticamente risco elevado para esquizofrenia.
O mais indicado é observar sinais clínicos ao longo da vida, como alterações marcantes de humor, energia, sono e funcionamento, e procurar avaliação profissional caso surjam sintomas persistentes. Manter hábitos de vida saudáveis, cuidar do sono e buscar acompanhamento psicológico quando necessário são formas eficazes de reduzir riscos e promover saúde mental.
Informação ajuda a prevenir, mas não deve ser motivo de medo antecipado.
Perguntas frequentes
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olá. ha exatos 3 meses tive uma crise de panico apos anos bem, contexto no qual minha psiq associou
A resposta à quetiapina não depende apenas da dose e não é possível afirmar…