Perguntas do paciente (81)
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A mindfulness pode ser usada no trabalho para aumentar a produtividade?
A mindfulness pode ser usada no trabalho para aumentar a produtividade?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. A prática de mindfulness no ambiente de trabalho pode ajudar a aumentar a produtividade, mas não por “trabalhar mais rápido” e sim por melhorar o foco, a clareza mental e a capacidade de lidar com pressões e distrações.
Ao treinar a atenção plena, é possível reduzir o estresse, evitar a sobrecarga mental e tomar decisões com mais consciência. Isso contribui para um desempenho mais equilibrado e sustentável ao longo do tempo.
Na psicoterapia, o mindfulness pode ser adaptado à rotina profissional, ajudando a manter a concentração, regular as emoções e preservar a saúde mental, mesmo em contextos de alta demanda.
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Tenho crises de ansiedade constantes, mas, durante elas, não sinto falta de ar nem taquicardia, para
Tenho crises de ansiedade constantes, mas, durante elas, não sinto falta de ar nem taquicardia, para mim, os sintomas são mais emocionais: sinto uma angústia muito intensa e tenho crises frequentes de choro, junto com muitas preocupações, medos e uma sensação de agonia no corpo, também fico com uma grande confusão mental, isso seria também uma crise de ansiedade sem sintomas físicos, e mais relacionada emocional? Ou as crises de ansiedade tem que envolver os sintomas físicos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os sintomas de uma crise de ansiedade podem variar bastante de pessoa para pessoa. Muitas vezes, elas são associadas a sinais físicos como falta de ar, tremores ou taquicardia, mas isso não significa que precisem estar sempre presentes.
É totalmente possível que a crise se manifeste de forma mais emocional, como você descreveu: angústia intensa, choro, pensamentos acelerados, medos, confusão mental e sensação de agonia. Esses sinais também fazem parte do quadro ansioso e podem ser tão desconfortáveis quanto os sintomas físicos.
Na psicoterapia, o trabalho envolve compreender como esses sintomas se apresentam em você, identificar os gatilhos que os desencadeiam e desenvolver estratégias para lidar melhor com eles, trazendo mais segurança e qualidade de vida. Cada pessoa tem uma forma única de experimentar a ansiedade, e o tratamento deve respeitar essa individualidade.
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Como transtornos mentais afetam a percepção sensorial?
Como transtornos mentais afetam a percepção sensorial?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Alguns transtornos mentais podem alterar a forma como processamos e interpretamos as informações que chegam pelos sentidos. Isso acontece porque eles influenciam o funcionamento das áreas cerebrais responsáveis pela percepção sensorial.
Por exemplo, em casos de ansiedade intensa, é comum que a pessoa fique mais sensível a sons, luzes ou estímulos visuais, pois o cérebro está em estado de alerta constante. Já na depressão, pode haver uma diminuição da sensibilidade ou do interesse pelos estímulos ao redor. Em transtornos psicóticos, alterações mais intensas podem ocorrer, como alucinações auditivas ou visuais.
Na terapia, o objetivo é ajudar a pessoa a compreender essas mudanças, reduzir o impacto que elas têm no dia a dia e desenvolver estratégias para lidar melhor com os estímulos, promovendo mais qualidade de vida e bem-estar emocional.
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Quais são os sinais de distúrbios sensoriais em crianças e adultos?
Quais são os sinais de distúrbios sensoriais em crianças e adultos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Os sinais de distúrbios sensoriais podem variar bastante entre crianças e adultos, mas geralmente envolvem uma reação exagerada ou reduzida a estímulos do ambiente.
Em crianças, é comum observar comportamentos como evitar determinados sons, texturas ou luzes; buscar estímulos de forma excessiva (por exemplo, tocar tudo ao redor); dificuldade para se adaptar a mudanças; ou respostas emocionais intensas diante de certos estímulos.
Em adultos, os sinais podem incluir hipersensibilidade a ruídos, cheiros ou luzes; incômodo com determinados tecidos ou temperaturas; dificuldade de concentração em ambientes com muitos estímulos; ou, ao contrário, uma baixa resposta a sensações que normalmente seriam desconfortáveis.
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Quais são os problemas relacionados ao uso excessivo da tecnologia?
Quais são os problemas relacionados ao uso excessivo da tecnologia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O uso excessivo da tecnologia pode trazer impactos significativos para a saúde mental e física. Entre os principais estão: aumento da ansiedade, dificuldade de concentração, distúrbios do sono, isolamento social e prejuízo nas relações presenciais.
Em crianças e adolescentes, também pode afetar o desenvolvimento emocional e social, reduzindo o interesse por atividades fora do ambiente virtual. Em adultos, o excesso de tempo conectado pode contribuir para estresse, sobrecarga mental e diminuição da produtividade.
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Olá, nunca gostei de me socializar e fico desconfortável na presença de pessoas, ultimamente quando tenho contato com pessoas nao
Olá, nunca gostei de me socializar e fico desconfortável na presença de pessoas, ultimamente quando tenho contato com pessoas nao consigo me comunicar bem e quando estou fora de casa fico agoniada andando de um lado pro outro e com muita ansiedade, aprece que estou surtando. As vezes corro pro banheiro do meu trabalho sento no chão tampo os ouvidos e só quero chorar, nao gosto de visitas e quando estou em casa faço de tudo pra abafar sons. Nao tenho energia pra nada (sempre fui assim) e quando tenho energia quero fazer tudo de uma vez e acabo nao fazendo nada. Já marquei varias consultas vom psicólogos, quando chega na hora da consulta ...Quem disse que tenho coragem de aparecer, simplesmente invento alguma desculpa e não vou, fico com medo ansiosa, sei lá. Queria muito me resolver...Nao sei o que faço.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
falar sobre isso já é um passo muito importante.
O que você descreve envolve sinais de ansiedade intensa diante de interações sociais, sobrecarga sensorial e dificuldade para estar em ambientes com outras pessoas, o que realmente pode ser muito desgastante. Essa sensação de “agitação interna”, vontade de chorar, necessidade de se isolar e oscilação de energia não são fraqueza, são um sinal de que seu corpo e sua mente estão pedindo ajuda e acolhimento.
É comum que, quando a ansiedade está muito alta, até mesmo buscar ajuda se torne difícil. Cancelar consultas por medo ou nervosismo não significa falta de vontade, significa que você está lutando com algo que, sozinho(a), é muito desafiador.
A psicoterapia pode te ajudar a entender o que está por trás dessas reações, desenvolver estratégias para lidar com essas situações e construir, passo a passo, mais segurança emocional. Você não precisa enfrentar isso sozinho(a), e buscar ajuda profissional é um passo corajoso
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Como a neuroplasticidade pode ser aplicada no tratamento de distúrbios de aprendizagem?
Como a neuroplasticidade pode ser aplicada no tratamento de distúrbios de aprendizagem?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A neuroplasticidade é a capacidade do cérebro de se reorganizar e formar novas conexões neurais ao longo da vida. No tratamento de distúrbios de aprendizagem, ela é fundamental porque nos mostra que o cérebro pode se adaptar com o estímulo certo.
Na prática clínica, utilizamos estratégias baseadas nessa capacidade para reforçar habilidades cognitivas, comportamentais e emocionais por meio de intervenções específicas e repetidas. Isso inclui desde técnicas de atenção e memória até abordagens que trabalham com o desenvolvimento da linguagem e da autorregulação emocional.
Ao compreender como o cérebro pode mudar, conseguimos desenvolver um plano terapêutico mais eficaz e individualizado, especialmente com crianças e adolescentes em processo de aprendizagem. Esse é um dos pilares do meu trabalho com Análise do Comportamento Aplicada (ABA), por exemplo, onde a repetição estruturada de comportamentos desejados estimula novas conexões cerebrais e melhora o desempenho acadêmico e social.
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A saúde mental é importante em todas as idades? .
A saúde mental é importante em todas as idades? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a saúde mental é fundamental em todas as fases da vida. Desde a infância até a velhice, nosso bem-estar emocional influencia diretamente como pensamos, sentimos e nos relacionamos com o mundo.
Na infância, uma boa saúde mental contribui para o desenvolvimento emocional e social. Na adolescência, ajuda a lidar com as mudanças e pressões dessa fase. Na vida adulta, é essencial para manter o equilíbrio diante das responsabilidades e desafios do dia a dia. E na terceira idade, promove qualidade de vida e sentido, mesmo diante das perdas ou limitações naturais do envelhecimento.
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Como lidar com o desejo excessivo de ser o centro das atenções?
Como lidar com o desejo excessivo de ser o centro das atenções?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O desejo de ser o centro das atenções pode estar relacionado a diversas questões emocionais, como insegurança, baixa autoestima ou uma necessidade intensa de validação externa. Na psicoterapia, buscamos entender a função desse comportamento e o que ele está tentando comunicar.
Trabalhar esse padrão envolve desenvolver o autoconhecimento e fortalecer a autoestima de forma mais saudável, aprendendo a reconhecer o próprio valor sem depender exclusivamente da aprovação dos outros. Técnicas da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), por exemplo, ajudam a identificar pensamentos automáticos associados à necessidade de destaque e a construir novas formas de se relacionar consigo mesmo e com o outro.
Ao longo do processo terapêutico, a pessoa aprende a buscar conexões mais genuínas e equilibradas, sentindo-se mais segura para existir sem precisar estar sempre em evidência.
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O cigarro eletrônico pode causar dependência? .
O cigarro eletrônico pode causar dependência? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, o cigarro eletrônico pode causar dependência, principalmente por conter nicotina, a mesma substância presente nos cigarros tradicionais e altamente viciante. Muitas vezes, a concentração de nicotina nesses dispositivos é até maior, o que facilita ainda mais o desenvolvimento da dependência, especialmente entre os mais jovens.
Além disso, o uso frequente do cigarro eletrônico reforça o hábito de buscar alívio imediato para o estresse, ansiedade ou tédio, o que cria um padrão comportamental difícil de romper sem acompanhamento.
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Como a nicotina afeta o cérebro? .
Como a nicotina afeta o cérebro? .
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A nicotina afeta diretamente o cérebro ao atuar sobre o sistema de recompensa. Quando é consumida, ela estimula a liberação de dopamina, um neurotransmissor ligado à sensação de prazer e bem-estar. Isso faz com que o cérebro associe o uso da nicotina a algo positivo, o que contribui para o ciclo de dependência.
Com o uso contínuo, o cérebro se adapta e passa a exigir doses cada vez maiores para obter o mesmo efeito, reduzindo a sensibilidade aos estímulos naturais de prazer. Além disso, a nicotina também impacta funções cognitivas, como atenção e memória, o que pode parecer um benefício a curto prazo, mas a longo prazo prejudica o funcionamento saudável do sistema nervoso.
No processo terapêutico, podemos trabalhar o manejo da ansiedade, os gatilhos comportamentais associados ao uso e promover estratégias mais saudáveis de autorregulação emocional, ajudando o paciente a lidar com a dependência de forma gradual e consciente.
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O que eu posso fazer para aliviar os sintomas de abstinência e enfrentar as situações de risco para
O que eu posso fazer para aliviar os sintomas de abstinência e enfrentar as situações de risco para fumar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Lidar com os sintomas de abstinência e enfrentar situações de risco para fumar é um desafio, mas com apoio psicológico e estratégias práticas, é totalmente possível.
Em primeiro lugar, é importante reconhecer os gatilhos, situações, emoções ou ambientes que aumentam a vontade de fumar. A partir disso, desenvolver alternativas mais saudáveis, como técnicas de respiração, exercícios físicos leves, ou o uso de objetos de distração (como uma garrafinha de água, goma de mascar ou atividades manuais).
Na psicoterapia, também utilizamos estratégias da Terapia Cognitivo-Comportamental para fortalecer o autocontrole, reformular pensamentos automáticos e desenvolver um plano de enfrentamento personalizado. Além disso, é essencial acolher os sintomas de abstinência como parte de um processo temporário e necessário para a recuperação.
Ter um espaço terapêutico para compreender o que o cigarro representa emocionalmente na sua vida pode tornar essa mudança mais leve, consistente e sustentável.
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Gostaria de saber se o que estou sentindo são sintomas de ansiedade ou algum outro transtorno: tenho
Gostaria de saber se o que estou sentindo são sintomas de ansiedade ou algum outro transtorno: tenho sentindo muita insônia, tenho sono mas na hora de dormir não consigo. Meus olhos "secam". Os finais de semana são horríveis não estou conseguindo relaxar.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você descreve pode, sim, estar relacionado à ansiedade, principalmente porque a insônia costuma acontecer justamente quando a mente permanece em estado de alerta, mesmo que o corpo esteja com sono.
Ter sono, mas não conseguir dormir, sentir dificuldade para relaxar e perceber que os finais de semana ficam mais difíceis são sinais que podem aparecer em quadros de ansiedade. A sensação de olhos secos também pode estar associada ao estresse, ao cansaço, ao tempo de tela ou até a outras causas, por isso não deve ser atribuída automaticamente à ansiedade.
Como esses sintomas podem ter diferentes origens, o ideal é fazer uma avaliação profissional para entender o que está acontecendo. A psicoterapia ajuda a identificar os fatores que estão mantendo esse estado de alerta, melhorar a qualidade do sono e desenvolver estratégias para reduzir a ansiedade. Se a insônia estiver persistente, também é importante conversar com um médico para investigar outras possíveis causas e definir o tratamento mais adequado.
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TCC ou Psicanálise? Qual delas é mais indicada para trabalhar questões relacionadas à Dependência Em
TCC ou Psicanálise? Qual delas é mais indicada para trabalhar questões relacionadas à Dependência Emocional, como ansiedade, medo da solidão, do abandono no fim de um relacionamento etc.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Tanto a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) quanto a Psicanálise podem trabalhar questões relacionadas à dependência emocional, como ansiedade, medo da solidão e do abandono. A diferença está na forma como cada abordagem compreende e conduz o processo terapêutico.
A TCC é mais estruturada e focada no presente. Ela ajuda a identificar padrões de pensamento e comportamento que mantêm a dependência emocional, como crenças de desvalor pessoal, medo intenso de rejeição e necessidade excessiva de validação. O trabalho envolve desenvolver autonomia emocional, fortalecer a autoestima e aprender estratégias práticas para lidar com a ansiedade e com o término de relacionamentos. Costuma ser indicada para quem busca mudanças mais objetivas e manejo direto dos sintomas.
A Psicanálise tem um foco maior na compreensão profunda da história emocional da pessoa. Ela investiga como experiências precoces, vínculos afetivos e padrões inconscientes influenciam a forma de se relacionar no presente. Pode ser indicada para quem deseja entender as origens da dependência emocional e os significados mais profundos do medo do abandono.
Não existe uma abordagem “melhor” de forma absoluta. O mais importante é que o método faça sentido para você e que haja vínculo com o profissional. Em muitos casos, especialmente quando há ansiedade associada à dependência emocional, abordagens mais estruturadas como a TCC costumam oferecer recursos práticos e eficazes, sem impedir um trabalho profundo sobre a história emocional.
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É necessário fazer uma avaliação neuropsicológica pra chegar ao diagnóstico de autismo?
É necessário fazer uma avaliação neuropsicológica pra chegar ao diagnóstico de autismo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A avaliação neuropsicológica pode ser muito útil, mas não é obrigatória para fechar o diagnóstico de autismo. O diagnóstico do TEA é clínico, feito principalmente por psicólogo e/ou psiquiatra, com base em entrevistas, histórico de desenvolvimento e observação comportamental.
em casos de TEA nível 1, diagnósticos tardios ou quando as manifestações são mais sutis, a avaliação neuropsicológica se torna altamente relevante e pode ajudar bastante. Ela contribui para:
identificar funções cognitivas específicas (linguagem, atenção, flexibilidade mental, etc.);
entender o perfil de forças e dificuldades;
diferenciar TEA de outras condições;
orientar intervenções e adaptações necessárias.
Ou seja:
não é obrigatória,
mas é um padrão amplamente utilizado, especialmente quando existem dúvidas diagnósticas, apresentação mais leve, alta funcionalidade ou necessidade de mapear o perfil neurocognitivo da pessoa.
Em muitos casos, o diagnóstico final é construído a partir da integração entre:
→ avaliação clínica do psicólogo,
→ avaliação médica do psiquiatra,
→ + avaliação neuropsicológica quando indicada.
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O Transtorno do Espectro Autista – TEA (autismo) pode prejudicar o desempenho escolar ou profissiona
O Transtorno do Espectro Autista – TEA (autismo) pode prejudicar o desempenho escolar ou profissional?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, o Transtorno do Espectro Autista (TEA) pode impactar o desempenho escolar e profissional, mas isso varia muito de uma pessoa para outra. Como se trata de um espectro, cada indivíduo apresenta características, habilidades e necessidades de suporte diferentes.
As dificuldades podem estar relacionadas à comunicação social, adaptação a mudanças na rotina, organização, funções executivas, sensibilidade a estímulos do ambiente e compreensão de regras sociais implícitas. Esses fatores podem influenciar o rendimento nos estudos ou no trabalho, principalmente quando o ambiente não oferece adaptações ou compreensão das necessidades da pessoa.
Por outro lado, muitas pessoas autistas apresentam habilidades e pontos fortes importantes, como atenção aos detalhes, facilidade para aprender assuntos de interesse, raciocínio lógico e grande dedicação às atividades que despertam seu interesse.
Com acompanhamento adequado, adaptações quando necessárias e um ambiente acolhedor, muitas pessoas com TEA conseguem desenvolver seu potencial, construir uma carreira e ter um bom desempenho acadêmico e profissional. O mais importante é compreender as necessidades individuais e oferecer o suporte necessário para que elas possam se desenvolver da melhor forma possível.
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A ansiedade pode gerar sintomas permanentes, ou seja, que não diminuem/somem mesmo quando a pessoa n
A ansiedade pode gerar sintomas permanentes, ou seja, que não diminuem/somem mesmo quando a pessoa não está se sentindo ansiosa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, a ansiedade pode fazer com que alguns sintomas permaneçam ou apareçam mesmo quando, naquele momento, a pessoa não percebe estar ansiosa.
Isso acontece porque, quando a ansiedade permanece por muito tempo, o organismo pode ficar mais sensível aos sinais do próprio corpo. Tensão muscular, alterações na respiração, problemas de sono, cansaço, dores, sensação de aperto, desconfortos gastrointestinais e até tontura podem continuar por algum tempo, mesmo depois que a sensação consciente de ansiedade diminui.
Também pode acontecer de a pessoa se acostumar tanto com um estado de tensão que não perceba mais a ansiedade como algo intenso. Ou seja, ela pode pensar “não estou ansiosa”, mas o corpo ainda estar apresentando sinais de ativação.
Isso não significa, porém, que todo sintoma persistente seja causado pela ansiedade. Quando um sintoma é novo, intenso, está piorando ou permanece por muito tempo, é importante realizar uma avaliação médica para descartar outras causas.
Na psicoterapia, podemos trabalhar justamente essa relação entre ansiedade, atenção aos sintomas físicos e interpretação das sensações. Com o tratamento adequado, essa hipersensibilidade tende a diminuir gradualmente.
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O que não fazer quando se tem ansiedade e depressão ?
O que não fazer quando se tem ansiedade e depressão ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando se tem ansiedade e depressão, alguns comportamentos podem acabar mantendo ou intensificando os sintomas. Não significa que a pessoa esteja fazendo algo “errado”, mas alguns hábitos merecem atenção.
É importante evitar:
Se isolar completamente, mesmo quando não houver vontade de conversar ou sair. O isolamento pode aumentar a tristeza e a ansiedade.
Abandonar completamente a rotina, deixando de lado sono, alimentação, higiene, estudos, trabalho e outras atividades importantes.
Tentar controlar todos os pensamentos e sentimentos. Quanto mais tentamos eliminar uma emoção à força, mais atenção podemos dar a ela.
Usar álcool ou outras substâncias para aliviar os sintomas, pois o alívio costuma ser temporário e pode piorar a ansiedade e a depressão posteriormente.
Ficar constantemente pesquisando sintomas na internet, principalmente quando existe preocupação excessiva com a própria saúde.
Se cobrar para melhorar rapidamente. A recuperação é gradual e alguns dias serão melhores que outros.
Interromper medicamentos por conta própria, caso esteja fazendo tratamento psiquiátrico. Qualquer mudança deve ser conversada com o médico.
Evitar completamente tudo aquilo que provoca ansiedade. A evitação pode trazer alívio naquele momento, mas tende a fortalecer o medo a longo prazo.
O mais importante é não enfrentar isso sozinho. A psicoterapia pode ajudar a compreender os fatores que mantêm a ansiedade e a depressão, desenvolver estratégias para lidar com os sintomas e recuperar gradualmente a rotina e a qualidade de vida. Em alguns casos, o acompanhamento psiquiátrico também é indicado.
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Qual é a importância do apoio familiar e das redes de suporte para adultos autistas?
Qual é a importância do apoio familiar e das redes de suporte para adultos autistas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O apoio familiar e das redes de suporte é fundamental para adultos autistas, independentemente do nível de suporte. Esse apoio contribui diretamente para a qualidade de vida, saúde mental e autonomia.
A família e a rede de apoio ajudam a:
reduzir sentimentos de isolamento e solidão;
oferecer segurança emocional e previsibilidade;
auxiliar na adaptação às demandas sociais, acadêmicas e profissionais;
favorecer a adesão a tratamentos e estratégias de cuidado;
validar a identidade autista e diminuir experiências de estigmatização.
Em adultos autistas, especialmente aqueles diagnosticados tardiamente, o suporte adequado pode fazer a diferença no manejo da ansiedade, da sobrecarga sensorial e do estresse social. Redes de apoio bem estruturadas também permitem que a pessoa desenvolva mais independência, sem precisar enfrentar tudo sozinha.
Mais do que “corrigir comportamentos”, o apoio deve ser baseado em compreensão, respeito às particularidades e construção conjunta de estratégias, promovendo inclusão real e bem-estar.
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Quais as recomendações para lidar com uma pessoa com o Transtorno do Espectro Autista – TEA (autismo
Quais as recomendações para lidar com uma pessoa com o Transtorno do Espectro Autista – TEA (autismo)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Aqui vão algumas recomendações:
Comunicação
Procure ser claro e direto na comunicação, evitando linguagem figurada, ironias ou subentendidos, pois podem gerar confusão. Dê tempo para a pessoa processar o que foi dito antes de repetir ou reformular.
Rotina e previsibilidade
Pessoas com TEA geralmente se sentem mais seguras com rotinas estáveis. Quando mudanças forem necessárias, avise com antecedência e explique o que vai acontecer.
Respeite as sensibilidades sensoriais
Muitas pessoas com TEA têm sensibilidade a sons altos, luzes fortes, texturas ou cheiros. Fique atento ao ambiente e tente torná-lo mais confortável sempre que possível.
Interesses especiais
Valorize e demonstre interesse pelos temas que a pessoa aprecia. Esses interesses são muitas vezes uma fonte enorme de alegria e conexão para ela.
Evite julgamentos
Comportamentos como movimentos repetitivos ou dificuldade de contato visual não são "manias" ou falta de educação. Eles têm uma função importante para a pessoa e merecem respeito.
Busque informação e apoio
Quanto mais você conhece o TEA, melhor consegue apoiar. Grupos de apoio, leituras especializadas e acompanhamento profissional fazem muita diferença tanto para a pessoa com TEA quanto para quem está ao redor.
Cada pessoa com TEA é única, então o mais importante é observar, ouvir e respeitar as necessidades individuais de quem você está acompanhando
Perguntas frequentes
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olá. ha exatos 3 meses tive uma crise de panico apos anos bem, contexto no qual minha psiq associou
A resposta à quetiapina não depende apenas da dose e não é possível afirmar…