Perguntas do paciente (94)

  • Sou casado por 25 anos ,minha esposa descobriu que cometi muitas traições no passado ,do inicio do c

    Sou casado por 25 anos ,minha esposa descobriu que cometi muitas traições no passado ,do inicio do casamento até 10 anos atrás.Há 10 anos atras fiz uma promessa que não iria mais cometer estes erros tão graves e desde então nunca mais nem cheguei perto de outra pessoa com segundas intenções. Porém a cerca de 1 mês minha esposa descobriu e eu acabei confessando toda a verdade a ela,não escondo mais nada dela desde então.mas ela não aceita de jeito nenhum voltar o relacionamento,pois acha que ainda estou mentindo,mas não estou mais de 10 anos pra cá.Ela é a mulher da minha vida,não sei o motivo que fiz tanta besteira e fiz tanto mal a ela e ao meu filho.Não sei viver sem ela,não estou suportando de tanta saudade e ficar longe deles para mim está insuportável e estou pensando em fazer muita coisa errada se ela não me perdoar.Sei que ela tem todo direito de não me querer mais pelo que eu fiz no passado,mas a verdade que não sei viver sem ela.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    Olá! É importante entender que nossas ações, principalmente quando machucam alguém e são escondidas por muito tempo, deixam marcas que não desaparecem só porque nos arrependemos ou mudamos de atitude. A sua dor agora é real, assim como é real a dor da sua esposa, que está tentando lidar com uma verdade difícil depois de tantos anos. Mesmo que você tenha mudado e esteja há dez anos sem repetir os erros, ela ainda está sentindo o impacto do que viveu e do que acabou de descobrir. É normal que ela tenha dificuldades para confiar de novo, e não dá para apressar esse processo. Dizer que não sabe viver sem ela mostra o quanto você está sofrendo, mas também mostra que é preciso cuidar da sua saúde emocional. Quando colocamos toda a nossa vida nas mãos de outra pessoa, ficamos ainda mais frágeis e com mais dificuldade para agir com clareza. Por isso, buscar ajuda de um psicólogo é muito importante agora, para entender melhor seus sentimentos, controlar os impulsos e conseguir passar por esse momento difícil com mais equilíbrio. Mesmo que você não possa mudar o que passou, pode cuidar de como vai lidar com o presente e com o que ainda pode construir daqui para frente.


  • Sou portador de T.O.C, tenho muitas risadas, apesar que tento fingir que são aleatórias, elas são pr

    Sou portador de T.O.C, tenho muitas risadas, apesar que tento fingir que são aleatórias, elas são provenientes de uma reação a pensamentos intrusivos extremamente doentios, é normal rir dos pensamentos intrusivos quando eles envolvem situações anti éticas, cruéis e imorais? Como posso aumentar minha sensibilidade e empatia quando entro em confronto com esses assuntos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    O que você descreve é algo que muitas pessoas com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) vivenciam. Os pensamentos intrusivos, especialmente quando são violentos, antiéticos ou imorais, não representam quem você é de verdade, mas sim manifestações automáticas e indesejadas do funcionamento mental. A risada pode ser uma forma do seu cérebro tentar aliviar a tensão e o desconforto causados por esses pensamentos, funcionando como uma resposta emocional confusa a algo que, internamente, você considera inaceitável. Ou seja, o riso não significa que você concorda com o conteúdo do pensamento, mas pode ser um escape diante da angústia e do absurdo que ele carrega. Isso é comum em pessoas com TOC, especialmente nos subtipos relacionados a pensamentos obsessivos de conteúdo moral ou agressivo. Quanto à empatia e sensibilidade, é importante lembrar que o simples fato de você se preocupar com isso já mostra que esses valores são importantes para você. A prática de atenção plena (mindfulness), a exposição com prevenção de resposta (ERP, uma técnica da terapia comportamental para TOC) e o trabalho com um psicólogo especializado podem te ajudar a acolher esses pensamentos sem julgá-los como verdades nem se punir por tê-los. Com o tempo, você pode aprender a notar os pensamentos como eventos mentais passageiros, sem precisar lutar contra eles ou reagir com medo ou culpa. Isso, por si só, já aumenta sua conexão com seus verdadeiros valores e fortalece sua capacidade de agir com empatia e responsabilidade no mundo real.









  • Olá , eu ultimamente sempre que estou vendo algo na tv tipo uma reportagem triste com uma pessoa ou

    Olá , eu ultimamente sempre que estou vendo algo na tv tipo uma reportagem triste com uma pessoa ou emocionante eu fico com muita vontade de chorar mas seguro o choro e fica entalado na garganta mudo de canal ou se for vídeo em rede social eu tiro , isso e toda vez que vejo se passa alguém na rua com algum tipo de deficiência ou em situação triste eu tbm fico com vontade de chorar é normal ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    Ola! O que você sente pode ser explicado como uma reação emocional que foi aprendida ao longo da vida. Sempre que você vê algo triste, como uma reportagem ou alguém em sofrimento, seu corpo responde com vontade de chorar porque esses tipos de cenas ficaram associados, com o tempo, a sentimentos de tristeza ou empatia. Isso é comum e faz parte da forma como aprendemos a nos relacionar com o que acontece ao nosso redor. Quando você segura o choro ou muda de canal, isso alivia o desconforto por um momento, e seu cérebro entende que evitar aquilo te faz se sentir melhor, então você passa a evitar cada vez mais essas situações. Esse comportamento de evitar é natural, mas se começar a te incomodar muito ou te atrapalhar no dia a dia, pode ser bom conversar com um psicólogo para entender melhor e aprender outras formas de lidar com essas emoções.


  • As vezes sinto que meu eu não está em primeira pessoa isso já algum tempo. E como se visse o mundo e

    As vezes sinto que meu eu não está em primeira pessoa isso já algum tempo. E como se visse o mundo em terceira pessoa, parece que coisas importantes não tem valor como datas, conquistas etc... sinto visualizar o mundo como apenas um telespectador da minha própria vida.
    Como vence isso? Só quero viver de maneira certa.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    O que você descreve pode ser entendido, como um padrão de dissociação ou despersonalização, que ocorre quando há uma quebra na função do autocontrole verbal e do repertório de autoconhecimento. Na perspectiva comportamental, o “eu” é construído ao longo da vida a partir das interações verbais com o ambiente, especialmente por meio de episódios em que a pessoa descreve a si mesma, suas ações e sentimentos, e recebe reforço por isso. Quando há uma história de punição para falar ou refletir sobre si mesmo, ou quando eventos importantes deixam de ser reforçados (como conquistas ou datas), o repertório do "eu" pode se enfraquecer, levando a uma experiência subjetiva de distanciamento ou de ser apenas um observador da própria vida. Para resgatar esse senso de agência e presença, a terapia analítico-comportamental pode ajudar a reconstruir esse repertório por meio do treino de autodescrição reforçada e da valorização dos eventos privados, dando novo significado funcional ao que você faz e sente. Isso inclui reforçar pequenas ações que tenham valor pessoal, cultivar o contato com consequências naturais e estabelecer metas que estejam alinhadas com seus próprios valores, de modo concreto e observável.


  • Tenho sentido que todo mundo faz algo: Viaja, tem hobbies, tem amigos, vai a festas, tem uma vida sa

    Tenho sentido que todo mundo faz algo: Viaja, tem hobbies, tem amigos, vai a festas, tem uma vida saudável…e eu vivo a mesma vida de casa para o trabalho. Fico em dúvida se quero fazer algo ou não. Se faço me arrependo de ter feito, se não faço, me arrependo de não ter feito.
    Quando meu namorado trabalha final de semana, eu fico em casa inventando o que fazer. Acho que se chamar alguém para sair, a pessoa não vai querer ou não vai gostar do que eu quero fazer. Não tenho muitos amigos, apesar de ser muito comunicativa, não consigo me aprofundar em relações com os outros. Com o meu namorado eu consigo, sempre fazemos coisas leais e que eu gosto. Tenho sofrido, pois a minha cabeça fica pensando que deveria estar fazendo algo como as outras pessoas e que deve ter algum problema comigo.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    O que você está sentindo é mais comum do que parece, especialmente em um mundo onde somos constantemente expostos à vida dos outros nas redes sociais, o que cria uma sensação de que todo mundo está vivendo intensamente enquanto você está ficando para trás. Pela perspectiva da Análise do Comportamento, esse desconforto pode estar ligado a um conflito entre o que você valoriza de verdade e o que acredita que deveria estar fazendo. Seu comportamento parece guiado mais por regras internas como "preciso sair" ou "preciso ter muitos amigos" do que por experiências que realmente trazem prazer ou sentido para você. Quando age com base nessas cobranças internas, pode acabar se frustrando, porque o que é bom para os outros não necessariamente é bom para você. Além disso, o medo de rejeição pode estar te levando a evitar tentativas de socialização mais profundas, o que dificulta a construção de vínculos fortes, mesmo sendo comunicativa. Isso alimenta um ciclo de isolamento e a sensação de que há algo errado com você. Mas o fato de você se sentir bem com seu namorado e conseguir viver momentos verdadeiros com ele mostra que você tem capacidade de criar conexões reais. Talvez o que esteja faltando seja levar esse mesmo tipo de abertura para outras áreas da vida, com menos cobrança e mais curiosidade sobre o que realmente te faz bem. Conversar com um psicólogo pode ajudar muito a entender melhor seus sentimentos, a reconhecer seus valores pessoais e a construir uma vida mais alinhada com o que realmente importa para você. Não tem nada de errado com você. O que pode estar faltando é se permitir descobrir, com mais gentileza, o seu próprio caminho.


  • É normal ficar hiperfocado numa área de interesse, por cerca de 6 meses, a ponto de ficar eufórico e

    É normal ficar hiperfocado numa área de interesse, por cerca de 6 meses, a ponto de ficar eufórico e ansioso?
    Consigo trabalhar, mas meu sono fica desregulado, o coração fica acelerado, fico sem energia p mais nada, além do foco. Na maioria das vezes o foco é numa pessoa, num artista, numa preocupação ou num hobbie. Tenho 40 anos e notei q tive diversos períodos meio obsessivos. Mas só tenho laudo de TAG.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    O que você descreve — períodos de hiperfoco intenso em uma pessoa, artista, hobbie ou preocupação, com euforia, ansiedade, alteração do sono, aceleração cardíaca e esgotamento — pode ocorrer dentro de um quadro de Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), mas também é compatível com outras condições que merecem investigação clínica mais ampla. Na Análise do Comportamento, esse padrão pode ser entendido como uma cadeia de comportamentos mantida por reforçamento negativo (fugir de sensações internas desagradáveis) ou positivo (sensações prazerosas do foco), o que gera um ciclo difícil de interromper. O hiperfoco pode funcionar como uma tentativa de regulação emocional diante de angústias ou carências, e quando está ligado a um único estímulo (pessoa, artista etc.), ele também pode apontar para déficits na variabilidade comportamental ou na flexibilidade psicológica — importantes para o equilíbrio emocional. Esses ciclos repetidos e marcantes, com sintomas físicos e prejuízo funcional, também sugerem que pode haver traços de outro transtorno associado, como Transtorno Obsessivo-Compulsivo, Ciclotimia ou Transtorno do Espectro Autista (nível leve), que compartilham esse tipo de padrão. Ter apenas o diagnóstico de TAG não invalida isso — os diagnósticos são construções clínicas que podem se atualizar com o tempo, conforme a análise do seu histórico completo.

    Você já passou por avaliação psicológica ou psiquiátrica recente para investigar essas oscilações e padrões repetitivos?









  • Meu marido não me beija mais e principalmente na hora da relação não tem beijos. Pra mim é um balde

    Meu marido não me beija mais e principalmente na hora da relação não tem beijos.
    Pra mim é um balde de água fria.
    O tesão não é o mesmo …..
    O que faço?
    As vezes cobro coisas básicas e me sinto mal

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    Sentir falta de beijos — especialmente na hora da intimidade — e perceber isso como um "balde de água fria" é totalmente compreensível e legítimo, pois o beijo, além de ser um comportamento afetivo, também tem função reforçadora na relação sexual: ele intensifica o vínculo, sinaliza desejo e ajuda na conexão emocional. Na perspectiva da Análise do Comportamento, quando um comportamento desejado (como o beijo) deixa de ocorrer, isso pode gerar frustração e enfraquecer outros comportamentos que dependiam dele como reforço, como o próprio desejo sexual. Cobrar o que é importante para você não é errado — ao contrário, expressar suas necessidades é fundamental para manter uma relação equilibrada. Sentir-se mal por cobrar pode estar ligado a um histórico em que a autovalorização ou o pedir por afeto foi punido (explícita ou sutilmente). O ideal aqui é abrir um canal de comunicação clara e não acusatória com seu marido, falando do que você sente e do que precisa, sem transformar a conversa em julgamento. Ao invés de “você nunca me beija”, tente “sinto falta dos seus beijos, especialmente quando estamos juntos, e isso faz diferença pra mim”. Pequenas mudanças podem ser treinadas juntos, e um casal pode reaprender a se conectar com afeto.

    Você já teve abertura para conversar com ele sobre isso com calma, fora do contexto de cobrança?


  • Estou num relacionamento já fazem 10 anos, nosso relacionamento é super sáudavel. Eu penso em termin

    Estou num relacionamento já fazem 10 anos, nosso relacionamento é super sáudavel. Eu penso em terminar por questões de turbulências familiares mas eu não consigo, tenho medo de sofrer muito e não acostumar. Isso é um sintoma de dependência emocional? O que fazer pra me libertar disso? Terapia ou medicamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    Parece que você está vivendo um dilema emocional complexo, e é completamente compreensível sentir medo diante da possibilidade de uma grande mudança. Não significa necessariamente que você tenha dependência emocional, mas pode indicar um apego forte e a necessidade de avaliar melhor seus sentimentos e medos.

    A terapia pode ser uma ferramenta valiosa para te ajudar a entender suas emoções, ganhar clareza sobre o que realmente quer e desenvolver segurança para tomar decisões que sejam melhores para você. Um psicólogo pode te ajudar a identificar padrões de pensamento e comportamento que podem estar dificultando esse processo.

    Se houver sintomas como ansiedade intensa, insônia ou outros impactos emocionais significativos, um profissional pode avaliar a necessidade de medicação, mas essa decisão deve ser feita com acompanhamento adequado.

    Que tal buscar um terapeuta para conversar sobre isso? Pode ser um primeiro passo importante para se fortalecer e entender melhor o que está por trás desse medo.


  • Meu filho n consegui concluir as tarefas da escola . Pois ele não consegue se consentra sempre distr

    Meu filho n consegui concluir as tarefas da escola . Pois ele não consegue se consentra sempre distraído a professora fala que geralmente ele fica com a cabeça no mundo da da Lua como se estivesse viajando queria que me desse uma ajuda sobre o quê fazer essa situação

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    O comportamento do seu filho — dificuldade em concluir tarefas, distração frequente e aparência de estar "no mundo da lua" — pode indicar uma dificuldade de manutenção da atenção sustentada, algo que é comum em crianças, mas que, quando frequente e impactante, pode apontar para questões como Transtorno de Déficit de Atenção (TDA, com ou sem hiperatividade), ou simplesmente um padrão comportamental que ainda não foi reforçado adequadamente no ambiente escolar e familiar. Na perspectiva da Análise do Comportamento, é importante observar quais são os antecedentes (o que acontece antes da tarefa) e as consequências (o que acontece depois) desses momentos de distração. Muitas vezes, crianças se dispersam mais quando a atividade não é reforçadora para elas (ou seja, não é interessante ou desafiadora na medida certa), ou quando o ambiente tem muitos estímulos concorrentes. Além disso, se o comportamento de se distrair está sendo reforçado — por exemplo, a criança acaba saindo da tarefa e indo fazer algo mais prazeroso — ele tende a se repetir. Uma intervenção eficaz inclui: (1) oferecer tarefas mais curtas e adaptadas ao nível de atenção da criança, (2) reforçar positivamente cada pequena conquista ou foco mantido, (3) reduzir distrações do ambiente, e (4) ensinar e modelar habilidades de autorregulação com paciência e repetição.


  • Pessoas com TDAH podem tem maior dificuldade em lembrar de avisar outras pessoas de eventos ou acont

    Pessoas com TDAH podem tem maior dificuldade em lembrar de avisar outras pessoas de eventos ou acontecimentos importantes? Se sim o que pode se fazer para melhorar isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    Sim, pessoas com TDAH costumam ter mais dificuldade em lembrar de avisar outras pessoas sobre eventos ou acontecimentos importantes. Isso acontece porque o TDAH afeta funções executivas do cérebro, incluindo memória operacional, organização e planejamento. Muitas vezes, a pessoa até pensa em avisar, mas se distrai ou esquece antes de fazê-lo.
    Para melhorar essa dificuldade, pode ajudar o uso de lembretes e notificações no celular, aplicativos de organização como Google Agenda, anotações imediatas em blocos de notas, além de criar rotinas para revisar compromissos diariamente. Associações visuais, como post-its coloridos, e alarmes com toques específicos também podem reforçar a lembrança. Outra estratégia útil é avisar a pessoa assim que lembrar, evitando adiar e esquecer depois. Se for algo muito importante, pedir ajuda a alguém de confiança pode ser uma solução. Caso essas dificuldades estejam impactando muito a rotina, a terapia cognitivo-comportamental e o acompanhamento médico podem ajudar a desenvolver estratégias mais personalizadas.


  • Como posso superar de vez o meu ex? Já estamos 1 ano separados (ele terminou comigo). O que posso fa

    Como posso superar de vez o meu ex? Já estamos 1 ano separados (ele terminou comigo). O que posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    Na Análise do Comportamento, superar um ex envolve modificar os padrões de reforço que mantêm sua ligação emocional com ele. Se, mesmo após um ano, você ainda pensa nele frequentemente, é possível que esteja reforçando esse comportamento ao relembrar momentos juntos, checar redes sociais ou manter contato direto ou indireto. Para mudar isso, é necessário extinguir esses reforços, ou seja, reduzir ao máximo os estímulos que trazem lembranças dele. Criar novos hábitos, estabelecer metas pessoais e investir em atividades prazerosas ajuda a aumentar reforçadores positivos na sua vida, diminuindo a influência emocional da relação passada. Se houver pensamentos recorrentes ou sofrimento intenso, a terapia pode auxiliar no desenvolvimento de estratégias para redirecionar seu foco e construir novas experiências gratificantes.


  • Como os psicólogos podem ajudar os seus pacientes adultos a viveram uma vida melhor ?

    Como os psicólogos podem ajudar os seus pacientes adultos a viveram uma vida melhor ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    Os psicólogos ajudam seus pacientes adultos a viverem melhor oferecendo apoio emocional, ajudando-os a entender seus sentimentos, mudar padrões de pensamento negativos e desenvolver habilidades para lidar com desafios. Por meio da terapia, eles auxiliam na superação de traumas, no gerenciamento do estresse, da ansiedade e da depressão, além de melhorar a autoestima e os relacionamentos. Também orientam na definição de metas e na construção de uma vida mais equilibrada e satisfatória.


  • Já se passaram oito anos da morte de um dos meus filhos. Sentir muito ainda e não poder falar no ass

    Já se passaram oito anos da morte de um dos meus filhos. Sentir muito ainda e não poder falar no assunto sem chorar é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    Sim, é absolutamente normal ainda sentir muita dor e se emocionar ao falar sobre a perda do seu filho, mesmo depois de oito anos. O luto não tem um tempo definido para acabar, e a intensidade da dor varia para cada pessoa. A perda de um filho é uma das experiências mais difíceis que alguém pode enfrentar, e o amor e a saudade nunca desaparecem completamente.

    Se você sente que o luto ainda interfere muito no seu bem-estar ou que a dor continua tão intensa quanto no início, pode ser útil buscar apoio terapêutico. Um psicólogo especializado em luto pode ajudá-la a encontrar formas de expressar seus sentimentos e ressignificar essa dor sem que ela se torne insuportável. Não há certo ou errado no luto, e se permitir sentir é parte do processo.


  • Podemos estar preparados antecipadamente para viver o luto pela perda de um vínculo afetivo?

    Podemos estar preparados antecipadamente para viver o luto pela perda de um vínculo afetivo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    Embora seja impossível estar completamente preparado para o luto, especialmente pela perda de um vínculo afetivo, podemos, de certa forma, nos preparar emocionalmente para essa experiência, desenvolvendo estratégias que ajudem a lidar com a dor e a aceitação quando ela ocorrer. A preparação não significa evitar a dor, mas sim desenvolver uma compreensão mais profunda da impermanência dos relacionamentos e da vida. Algumas formas de preparação incluem cultivar a resiliência emocional ao longo do tempo, fortalecer a autoestima e a autocompaixão, além de buscar um equilíbrio saudável entre a independência emocional e a conexão afetiva. A terapia também pode ser um recurso útil para explorar e processar antecipadamente medos relacionados à perda, criando ferramentas que facilitem o enfrentamento do luto quando ele chegar. Estar em sintonia com os próprios sentimentos, criando espaços de reflexão sobre o que cada relação representa e como ela pode evoluir, também ajuda a reduzir a surpresa e o impacto do sofrimento emocional, quando a perda se torna uma realidade.








  • Preocupo-me em fazer algo bem feito ou faço o que é certo?

    Preocupo-me em fazer algo bem feito ou faço o que é certo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    Essa é uma pergunta profunda e comum em quem está buscando agir com responsabilidade, ética e autoconsciência. Do ponto de vista da psicologia comportamental, fazer algo bem feito geralmente se refere a padrões de desempenho, controle e perfeição, muitas vezes reforçados por expectativas externas ou por regras rígidas que a pessoa internalizou ao longo da vida. Já fazer o que é certo costuma estar mais ligado aos seus valores pessoais e ao impacto real da sua ação no ambiente e nas relações com os outros. Quando alguém se preocupa excessivamente em fazer tudo perfeitamente, isso pode gerar ansiedade, procrastinação e até paralisar a ação. Por outro lado, quando a pessoa se guia pelos próprios valores, mesmo que nem tudo saia perfeito, há mais liberdade, clareza e consistência. Então, a reflexão que pode te ajudar é o que estou tentando controlar nesse momento? Estou sendo guiado por medo de errar ou pelo desejo de agir de forma coerente com quem eu quero ser? Em muitos casos, fazer o que é certo, ainda que imperfeito, é o caminho mais saudável e sustentável.









  • O que é dessensibilização sistemática na Terapia Cognitivo Comportamental ?

    O que é dessensibilização sistemática na Terapia Cognitivo Comportamental ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    A dessensibilização sistemática é uma técnica da Terapia Cognitivo-Comportamental utilizada especialmente para tratar fobias, ansiedades intensas e medos específicos. Ela se baseia na ideia de que é possível “desaprender” uma resposta de medo ao substituir gradualmente essa reação por uma resposta mais calma e relaxada diante do mesmo estímulo. O processo começa com o ensino de técnicas de relaxamento ao paciente, como respiração diafragmática ou relaxamento muscular progressivo, para que ele possa controlar as reações físicas de ansiedade. Em seguida, terapeuta e paciente constroem juntos uma hierarquia de situações temidas, organizadas do nível mais leve ao mais intenso. O paciente então é exposto, de forma gradual e controlada, a cada item dessa hierarquia, começando pelas situações menos ansiogênicas, sempre enquanto pratica o relaxamento. A exposição pode ser feita apenas em imaginação, no início, e depois evoluir para situações reais. Ao repetir esse processo várias vezes, o paciente passa a responder com menos ansiedade e maior controle, até conseguir enfrentar a situação temida com mais tranquilidade. A dessensibilização sistemática é uma técnica eficaz, especialmente quando há um medo específico que interfere na vida cotidiana, como medo de voar, de dirigir, de falar em público ou de animais.









  • O que perguntar na primeira entrevista psicológica?

    O que perguntar na primeira entrevista psicológica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    Na primeira entrevista psicológica, o psicólogo pode fazer perguntas para conhecer melhor o paciente e entender suas necessidades. Algumas questões comuns incluem:

    Motivo da consulta: O que o trouxe à terapia?
    Histórico emocional e psicológico: Você já fez terapia antes? Tem algum diagnóstico ou já recebeu tratamento psicológico/psiquiátrico?
    Sintomas e dificuldades atuais: Como tem se sentido ultimamente? Alguma dificuldade emocional, de relacionamento ou no trabalho?
    Histórico pessoal e familiar: Como foi sua infância e relação com sua família? Há histórico de transtornos mentais na família?
    Rotina e estilo de vida: Como é seu dia a dia? Você dorme bem? Como lida com o estresse?
    Relacionamentos: Como são suas relações com familiares, amigos e parceiros?
    Expectativas sobre a terapia: O que espera alcançar com a terapia?
    Essas perguntas ajudam a construir um entendimento inicial do paciente e guiam o processo terapêutico.








  • Um Psicólogo pode chorar na frente de um paciente?

    Um Psicólogo pode chorar na frente de um paciente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    Sim, um psicólogo pode chorar na frente de um paciente, desde que isso aconteça de forma autêntica e sem comprometer a condução da terapia. A empatia é uma parte importante do trabalho psicológico, e demonstrar emoções humanas pode fortalecer a conexão terapêutica. No entanto, é essencial que o psicólogo mantenha o foco no bem-estar do paciente e não torne a sessão sobre suas próprias emoções, garantindo um ambiente seguro e profissional para o processo terapêutico.








  • Psicólogos e pacientes podem ser amigos? .

    Psicólogos e pacientes podem ser amigos? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    Não é recomendado que psicólogos e pacientes sejam amigos, pois isso pode comprometer a neutralidade e a eficácia da terapia. A relação terapêutica deve ser profissional, com limites claros para garantir que o paciente receba um atendimento imparcial e ético. A amizade pode interferir na objetividade do psicólogo e dificultar a abordagem de questões sensíveis. Caso já exista uma amizade antes da terapia, o ideal é que o psicólogo encaminhe o paciente para outro profissional, evitando conflitos de interesse.


  • O psicólogo pode contar os meus segredos a alguém? Há exceções?

    O psicólogo pode contar os meus segredos a alguém? Há exceções?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    O psicólogo tem o dever de manter sigilo sobre tudo o que é dito em terapia, garantindo a confidencialidade do paciente. No entanto, há exceções previstas por lei e pelo código de ética da profissão. O sigilo pode ser quebrado em casos onde há risco à vida, como ameaças de suicídio, violência contra si ou contra terceiros, abuso infantil ou idoso, ou por exigência judicial. Nessas situações, o psicólogo deve agir para proteger a segurança do paciente e de outras pessoas, sempre com o máximo de cuidado e responsabilidade.


Perguntas frequentes

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