Perguntas do paciente (94)

  • Como reconhecer as características de pessoas com Altas habilidades e superdotação?

    Como reconhecer as características de pessoas com Altas habilidades e superdotação?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    Pessoas com Altas Habilidades ou Superdotação apresentam características como alto desempenho intelectual, facilidade para aprender e pensamento rápido. Geralmente, possuem uma curiosidade intensa, demonstrando interesse por diversos assuntos e buscando conhecimento constantemente. A criatividade e originalidade também são marcantes, com capacidade de encontrar soluções inovadoras para problemas. Essas pessoas tendem a ter uma memória excepcional, aprendendo rapidamente e retendo informações com facilidade. Além disso, costumam ser emocionalmente sensíveis, com uma empatia maior e, por vezes, dificuldade em lidar com frustrações. Apresentam um grande foco e persistência, especialmente quando se interessam por determinados temas, preferindo aprofundar-se neles de maneira autônoma. Em termos sociais, enquanto alguns se relacionam bem com os outros, outros podem sentir-se diferentes, tendo dificuldades para se conectar. O diagnóstico de superdotação é feito por profissionais especializados, que avaliam diferentes aspectos da inteligência e do comportamento para direcionar o desenvolvimento da pessoa.


  • Qual o quociente de inteligência (QI) de uma criança com altas habilidades?

    Qual o quociente de inteligência (QI) de uma criança com altas habilidades?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    O quociente de inteligência (QI) de uma criança com altas habilidades ou superdotação é geralmente igual ou superior a 130, conforme critérios amplamente utilizados em testes padronizados de inteligência, como o WISC (Wechsler Intelligence Scale for Children). Esse valor representa cerca de 2% da população e indica um desempenho significativamente superior à média. Contudo, é importante destacar que o diagnóstico de altas habilidades não se baseia exclusivamente no QI, mas também em outras características, como criatividade, motivação, desempenho acadêmico ou habilidades específicas em áreas como artes ou esportes. A avaliação deve ser conduzida por profissionais especializados, considerando múltiplos fatores além do escore numérico.


  • Gostaria de saber o que é considerado altas habilidades?

    Gostaria de saber o que é considerado altas habilidades?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    Altas habilidades, também conhecidas como superdotação, referem-se a um conjunto de características que indicam desempenho ou potencial significativamente acima da média em uma ou mais áreas, como intelectual, acadêmica, artística, esportiva ou social. Do ponto de vista psicológico, essas crianças geralmente apresentam grande facilidade de aprendizado, criatividade elevada, capacidade de resolver problemas complexos e interesses intensos por determinados assuntos. Não se trata apenas de um alto QI, mas de uma combinação de inteligência, motivação e habilidades específicas, que precisam ser identificadas e estimuladas para garantir seu pleno desenvolvimento.


  • Quais as Características de uma criança superdotada?

    Quais as Características de uma criança superdotada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    Uma criança superdotada apresenta características que vão além da simples inteligência alta. Ela costuma ter grande facilidade para aprender, entender e reter informações rapidamente, muitas vezes mostrando interesse por assuntos complexos para sua idade. Além disso, pode demonstrar habilidades excepcionais em áreas específicas, como matemática, linguagem, música ou artes. Essas crianças também tendem a ser muito curiosas, fazendo muitas perguntas e buscando explorar conceitos com profundidade. Socialmente, podem ser mais maduras em termos intelectuais, mas também podem ter dificuldades em se conectar com outras crianças de sua faixa etária, já que seus interesses e capacidades podem ser diferentes. Elas também podem ser criativas, pensar de maneira inovadora e, frequentemente, questionar regras ou ideias estabelecidas. Embora o QI seja um indicador comum de superdotação, outras características como a motivação, a capacidade de resolver problemas e o desenvolvimento emocional também são importantes para identificar uma criança superdotada. É sempre importante fazer uma avaliação com profissional capacitado!


  • Há diferenças entre a criança superdotada e a criança inteligente?

    Há diferenças entre a criança superdotada e a criança inteligente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    Sim, há diferenças entre uma criança superdotada e uma inteligente. A criança inteligente geralmente tem facilidade de aprendizado, bom desempenho escolar e compreensão rápida dos conteúdos, mas dentro de um desenvolvimento considerado típico. Já a criança superdotada apresenta um nível de capacidade significativamente acima da média, podendo demonstrar pensamento criativo, resolução de problemas complexos, interesses intensos e habilidades avançadas em uma ou mais áreas, como matemática, música ou linguagem. Além disso, crianças superdotadas podem ter uma curiosidade intensa, grande sensibilidade emocional e, às vezes, dificuldades de socialização por se sentirem desconectadas dos colegas da mesma idade. A superdotação envolve não apenas alto desempenho cognitivo, mas também características emocionais e comportamentais diferenciadas.








  • Gostaria de saber se existem diferenças entre a Síndrome de asperger e o autismo?

    Gostaria de saber se existem diferenças entre a Síndrome de asperger e o autismo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença


    A Síndrome de Asperger e o autismo fazem parte do mesmo grupo, conhecido como Transtorno do Espectro Autista (TEA), mas existem algumas diferenças. Antes, a Síndrome de Asperger era considerada uma condição separada, geralmente associada a pessoas com inteligência normal ou acima da média e sem atrasos significativos na fala. Já o autismo, de forma mais ampla, pode incluir dificuldades maiores, como atrasos na linguagem ou no aprendizado, além de comportamentos mais intensos.

    No entanto, desde 2013, com mudanças nos manuais médicos, como o DSM-5, a Síndrome de Asperger passou a ser incluída no espectro do autismo. Isso significa que agora ela é vista como uma variação mais leve dentro do espectro, com menos necessidade de apoio. Apesar disso, muitas pessoas e famílias ainda usam o termo Asperger para se referir a casos de autismo mais leve.


  • Expus ciúme ao meu marido por uma determinada situação, fiquei chateada com ele, ele detesta quando

    Expus ciúme ao meu marido por uma determinada situação, fiquei chateada com ele, ele detesta quando fico assim, chateada e fria, aí ele disse que se eu nao parasse com esse ciume iria contar pra minha família, achei o cúmulo, pois acho que o casal precisa ser cumplice um do outro, nao expor os defeitos dos cônjuges para as famílias, até disse isso a ele. Passou, ficamos bem, mas aí ele contou pra minha irmã no mesmo dia do ocorrido (descobri dias depois, fiquei magoada). Minha irmã foi muito imparcial e apenas disse que a gente ia ficar bem. Agora sinto vergonha por isso, por ele ter me exposto.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    É compreensível que você se sinta magoada e envergonhada, pois a confiança e a cumplicidade no relacionamento são fundamentais. Quando um parceiro expõe questões íntimas do casal para terceiros, especialmente familiares, isso pode gerar desconforto e sensação de traição emocional. O ideal é conversar com seu marido de forma calma e assertiva, explicando como isso afetou seus sentimentos e reforçando a importância de resolverem os conflitos entre vocês, sem envolver outras pessoas. Se esse comportamento se repetir, pode ser um sinal de que vocês precisam estabelecer limites mais claros sobre privacidade e comunicação no relacionamento.


  • Meu filho fez 13 anos e a cada ano que passa ele fica mais restrito a comer comida saudável. Não gos

    Meu filho fez 13 anos e a cada ano que passa ele fica mais restrito a comer comida saudável. Não gosta de frutas tem nojo de mastigar e no momento em relação a
    fruta só toma o suco da polpa do morango é bem cuado. Não gosta da comida feita em casa, principalmente arroz, feijão, carne em geral, no momento só come frango a parmegiana se for do restaurante, e o único legumes que ele come é a batata pré frita, verduras não suporta nem olhar. E dentro de casa fica furioso quando eu vou preparar o alimento, porque não suporta o cheiro e nem ver a comida. Ele não suporta ver eu e o pai dele se alimentando, sente nojo. Só gosta de comida que não faz bem para a saúde como; pastel, pizza, hambúrguer, salgados, refrigerante, sorvete ele come bem. Não sei o que fazer preciso de ajuda!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    Entendo que a situação com a alimentação do seu filho está gerando muito estresse e preocupação. Esse tipo de comportamento alimentar pode estar relacionado a questões emocionais ou sensoriais. O nojo que ele sente de certos alimentos e o comportamento agressivo ao ver ou preparar comidas saudáveis podem ser sinais de uma aversão sensorial, comum em algumas pessoas, ou até mesmo um reflexo de dificuldades emocionais ou comportamentais.

    Uma abordagem que pode ser útil é procurar a orientação de um psicólogo especializado em alimentação e comportamento, para explorar se há alguma raiz emocional ou psicológica para essa aversão. Além disso, um nutricionista especializado pode ajudar a encontrar alternativas saudáveis que ele aceite, criando formas criativas de incluir alimentos nutritivos de maneira mais gradual, sem forçar a barra. É importante também manter um ambiente de alimentação tranquilo, sem pressões, mas oferecendo opções saudáveis e respeitando o ritmo dele.

    Às vezes, quando a alimentação saudável é muito associada ao confronto ou à tensão, ela pode se tornar algo ainda mais desagradável. Uma comunicação calma e estratégias como introduzir alimentos gradualmente ou tentar misturar alimentos saudáveis em pratos que ele já gosta podem ser eficazes. Se o problema persistir, o acompanhamento com um profissional pode ajudar a descobrir a origem do comportamento e como trabalhar com ele de forma eficaz.


  • Ola, Tenho muita dificuldade em me expressa e me comunicar e isso acabar atrapalhando muito no relac

    Ola, Tenho muita dificuldade em me expressa e me comunicar e isso acabar atrapalhando muito no relacionamento, como faço para melhorar esses pontos

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    Entendo que sentir dificuldade em se expressar e se comunicar pode gerar muita frustração e impactar diretamente o relacionamento. Do ponto de vista da terapia comportamental, um primeiro passo é identificar os pensamentos e sentimentos que surgem nesses momentos de comunicação e como eles influenciam suas reações. Técnicas como o treinamento de assertividade podem ser muito úteis para aprender a expressar suas necessidades e sentimentos de maneira clara e respeitosa. Além disso, o uso de "mensagens eu" – por exemplo, "Eu me sinto [sentimento] quando [situação], porque [necessidade]" – pode ajudar a transmitir o que você precisa sem provocar reações defensivas no outro. Praticar essas abordagens, seja por meio de exercícios em sessões de terapia ou role-playing em um ambiente seguro, pode aumentar sua confiança e melhorar a qualidade da comunicação. Você já pensou em trabalhar essas técnicas com o apoio de um profissional?


  • Olá, sou casada a 7 anos, temos um relacionamento de 11 anos. Sempre fomos muito felizes, nosso casa

    Olá, sou casada a 7 anos, temos um relacionamento de 11 anos. Sempre fomos muito felizes, nosso casamento sempre foi muito bom, de muito amor, respeito, cuidado, compreensão. A 5 dias descobri que estava grávida, realizando nosso sonho. Porém a 2 dias descobri, que ele havia me traído, foi antes da gravidez, mas aconteceu. Não consigo mais viver, meu mundo caiu. Não consigo contar pra ninguém, pois todos tem uma imagem muito boa dele, sempre foi um bom marido, e tenho muito vergonha do que aconteceu. Agora não sei o que faço mais, minha vontade é só por um fim no sofrimento. Preciso de ajuda.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    Como psicóloga comportamental, entendo que a dor que você está sentindo agora é imensa e que os sentimentos de desesperança podem levar a pensamentos autodestrutivos. É natural, diante de uma traição e de uma situação tão delicada quanto a descoberta da gravidez, que seu corpo e mente entrem em um estado de sobrecarga emocional. No campo da terapia comportamental, trabalhamos para identificar esses pensamentos automáticos – como a ideia de que “não consigo mais viver” – e questioná-los, ajudando a construir uma narrativa mais equilibrada e a promover comportamentos que lhe tragam alívio e bem-estar, mesmo que aos poucos.

    Em momentos de crise, é importante ter um plano de segurança. Se em algum instante você sentir que não consegue controlar os impulsos ou se sente em perigo, por favor, busque ajuda imediatamente. Se você estiver no Brasil, considere ligar para o Centro de Valorização da Vida (CVV) pelo telefone 188 ou para os serviços de emergência (190 ou 192). Além disso, desenvolver uma rotina diária que inclua atividades que promovam autocuidado – como exercícios, momentos de relaxamento ou contato com pessoas de confiança – pode ajudar a restaurar um senso de controle.

    Embora seja difícil imaginar agora, essa situação dolorosa não define todo o seu ser nem o seu futuro. Buscar o apoio de um profissional de saúde mental pode ser um passo fundamental para entender melhor seus sentimentos e trabalhar estratégias que ajudem na sua recuperação. Lembre-se que cuidar de você mesma é o primeiro passo para enfrentar essa dor e que você merece apoio e compaixão neste momento tão delicado.


  • Eu não tenho diagnóstico definido, mas nos últimos dias o assunto ah sd furou minha bolha e eu tinha

    Eu não tenho diagnóstico definido, mas nos últimos dias o assunto ah sd furou minha bolha e eu tinha quase certeza q tinha TDAH, mas depois q vi sobre ah sd fiquei com muita dúvida, pq quase tudo bateu.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    É super comum que, ao entrar em contato com informações sobre TDAH ou autismo (às vezes chamado de "Ah Sd", em referência ao espectro autista), muitas pessoas se identifiquem com vários sintomas. Isso acontece porque ambos os perfis podem compartilhar algumas características, como dificuldades com atenção, regulação emocional e interações sociais, mas também têm diferenças importantes.

    Se você sente que esses temas ressoam muito com sua experiência, buscar um profissional especializado, como um neuropsicólogo ou psiquiatra, pode ser um ótimo caminho para esclarecer melhor. Um diagnóstico bem-feito não é só um rótulo, mas uma ferramenta que pode te ajudar a entender melhor suas dificuldades e encontrar estratégias que realmente façam diferença no dia a dia. Você já pensou em marcar uma avaliação?


  • Boa tarde Me casei ha 7 anos. Esse é meu segundo casamento. O primeiro durou 20 anos e terminei

    Boa tarde

    Me casei ha 7 anos. Esse é meu segundo casamento. O primeiro durou 20 anos e terminei porque meu ex marido me traia.

    Sou uma advogada bem sucedida e meu marido atual apesar de trabalhar em uma boa empresa e ganhar relativamente bem, não vejo o dinheiro dele.

    Eu pago 100% das despesas de casa: prestação da casa, conta de luz, água, empregada, mercado, seguro de carro, até roupas para ele sou eu que compro. Quando saímos para restaurantes, ele fica esperando eu puxar o cartão para pagar a conta.

    O salário dele vai metade para pagar pensão, e a outra metade ele gasta com restaurante e atividades com os filhos quando eles saem. Ele não consegue dizer não para os filhos.

    Todos os anos eu planejo viagens para a família toda. Já fomos para o Canadá 2 vezes, 3 vezes para Flórida, uma vez para o México, 1 vez para Natal, São Paulo e várias outras viagens curtas. As crianças nunca tinham viajado de avião na vida. Eu que tive que pagar pelos passaportes e vistos porque a mãe se recusou a tirar os passaportes.

    Hoje descobri que os filhos dele me dão apelidos nos celulares. O menino me chama de “controladora do papai” e a menina me chama de bruxa louca.

    Isso me magoou muito, porque já sao 7 anos que vivo com meu esposo, as crianças passam férias com a gente, eu levo eles nas viagens quando eu poderia perfeitamente viajar sozinha com os meus filhos biológicos.

    Eu sei que esse apelidos vem da mãe deles, porém eles não tem a menor consideração e respeito por mim.

    Outro dia fomos no shopping carreguei o cartão para eles brincarem com brinquedos tipo playland. Depois de gastar todos os créditos eles foram pegar doces por peso. Eu fiquei horrorizada com a quantidade. Cada um deles pegou 1 quilo de doces e eu reclamei. O menino replicou que o dinheiro era do pai dele e ele faz o que quer. Mau ele sabe que eu tenho que cobrir o cartão de crédito do pai, porque está sempre no vermelho.

    Estou tão cansada. Meu marido eh carinhoso, fiel, companheiro, mas a situação financeira me deixa irritada. E para piorar o desrespeito dos meninos por mim foi a gota que faltava.

    Eu havia agendado um Cruzeiro para Bahamas para agosto, mas estou decidida a cancelar.

    Eu não sei o que fazer. Tenho 46 anos e de certa forma tenho vergonha por ter falhado 2 vezes nos casamentos. Não sei se devo lutar pelo meu casamento ou se devo reconhecer que eh um caso perdido.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    Entendo que você esteja se sentindo sobrecarregada e desvalorizada nessa situação. Quando as responsabilidades financeiras e emocionais ficam desequilibradas, é natural que surjam sentimentos de frustração, raiva e até dúvida sobre o futuro do relacionamento. Do ponto de vista da terapia comportamental, é importante identificar e reconhecer seus sentimentos, assim como observar os comportamentos que têm reforçado essa sensação de desgaste. Você tem demonstrado um padrão de investimento que, ao não ser acompanhado por uma reciprocidade clara, gera uma resposta emocional intensa. Seria útil estabelecer limites e buscar uma comunicação assertiva com seu marido, para que ambos possam repensar a divisão de tarefas e responsabilidades de forma mais justa. Considerar uma terapia de casal ou até mesmo familiar pode ajudar a criar um espaço seguro para discutir essas questões, assim como a terapia individual pode oferecer ferramentas para lidar com o estresse e a sensação de sobrecarga. É fundamental que você se sinta respeitada e valorizada, e essa decisão—se continuar lutando pelo relacionamento ou se afastar—deve ser tomada com base no que realmente favorece seu bem-estar.


  • Sou casada com um adicto em recuperação. A minha duvida é se o adicto nunca mais vai se interessar p

    Sou casada com um adicto em recuperação. A minha duvida é se o adicto nunca mais vai se interessar por sexo. Se a droga inibe o desejo, mesmo depois dele parar de usar drogas

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    Essa é uma dúvida muito comum e importante, e é compreensível que você se sinta insegura ou confusa com isso. O uso de drogas, especialmente as que afetam o sistema nervoso central como cocaína, crack, álcool ou opiáceos, pode sim alterar o funcionamento do cérebro, inclusive nas áreas relacionadas ao desejo sexual. Durante o uso, muitas vezes o foco do prazer fica todo voltado para a droga, o que pode diminuir o interesse por outras fontes de prazer, como o sexo. Além disso, o sistema de recompensa do cérebro pode ficar "dessensibilizado", o que significa que atividades naturais e saudáveis deixam de trazer o mesmo nível de prazer.

    Na recuperação, o desejo sexual pode demorar um tempo para se reorganizar, porque o corpo e a mente precisam se ajustar à nova realidade sem o uso de substâncias. Fatores como abstinência, depressão, ansiedade, culpa e conflitos no relacionamento também influenciam diretamente no interesse sexual. Mas isso não significa que o desejo nunca mais voltará. Muitos adictos em recuperação relatam que, com o tempo, tratamento adequado e apoio emocional, o interesse por sexo pode sim retornar, às vezes até de forma mais saudável do que antes.

    É importante lembrar que cada pessoa tem um ritmo. Conversas honestas, apoio mútuo e, se possível, acompanhamento com um psicólogo ou terapeuta de casal especializado em dependência química podem ajudar muito. A sua paciência e acolhimento fazem diferença, mas seus sentimentos também importam, e buscar ajuda para você também é parte essencial do processo.


  • Como é a memória de longo prazo de alguém com síndrome de Asperger?

    Como é a memória de longo prazo de alguém com síndrome de Asperger?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    A memória de longo prazo de uma pessoa com Síndrome de Asperger geralmente funciona de forma semelhante à de qualquer outra pessoa, com a capacidade de reter informações ao longo do tempo. No entanto, algumas características da síndrome podem influenciar como essa memória é organizada e acessada. Indivíduos com Asperger podem ter uma memória excepcionalmente boa para detalhes específicos, especialmente em áreas de interesse intenso, como números, datas ou fatos relacionados a seus hobbies. No entanto, eles podem ter mais dificuldades em lembrar ou processar informações sociais ou emocionais, como interpretações sutis de interações e sentimentos. A memória de longo prazo tende a ser mais eficaz em contextos estruturados e objetivos, mas pode ser afetada pela dificuldade em entender e lembrar nuances sociais ou contextos mais amplos.


  • Bom dia! Autista com síndrome de Asperger leve pode ser piloto de aviação civil?

    Bom dia! Autista com síndrome de Asperger leve pode ser piloto de aviação civil?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    Bom dia! Sim, uma pessoa com autismo leve, incluindo Síndrome de Asperger, pode se tornar piloto de aviação civil, mas isso depende da avaliação médica e psicológica exigida pelas autoridades aeronáuticas do país.

    Os órgãos reguladores, como a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) no Brasil e a FAA (Federal Aviation Administration) nos EUA, exigem que os candidatos passem por exames médicos rigorosos, incluindo avaliações neuropsicológicas. Se a pessoa for funcional, tiver boa capacidade de concentração, tomada de decisão e gerenciamento do estresse, pode ser aprovada para obter a licença. No entanto, cada caso é analisado individualmente, e algumas condições dentro do espectro autista podem representar desafios, especialmente em relação à flexibilidade cognitiva e interação em equipe, que são essenciais na aviação.

    Se houver interesse na profissão, o ideal é consultar um médico especialista em medicina aeronáutica para avaliar as possibilidades e exigências específicas.


  • Minha filha tem 14 anos, possui hipotiroidismo controlado, corpo normal, não se senti a vontade de f

    Minha filha tem 14 anos, possui hipotiroidismo controlado, corpo normal, não se senti a vontade de fazer amizades com adolescentes de sua idade somente mais novos na escola a mesma coisa é bastante ativa,,falante as vezes ansiosa. É normal ela não querer fazer amizades com amigos mais novos que ela?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    Sim, é possível que sua filha prefira fazer amizades com crianças mais novas por diversos motivos, como se sentir mais confortável, ter interesses semelhantes ou evitar a pressão social comum entre adolescentes da mesma idade. Isso pode estar ligado à personalidade dela, ao nível de maturidade emocional ou até a experiências anteriores com grupos de sua faixa etária. Se ela é feliz, interage bem e não demonstra sofrimento com essa escolha, não há necessariamente um problema. No entanto, se isso for algo que a preocupa ou que dificulta sua socialização, pode ser interessante conversar com ela sobre o assunto e, se necessário, buscar a orientação de um psicólogo para entender melhor suas necessidades emocionais.




  • Minha filha tem 14 anos e só gosta de interagir com crianças mais novas que ela. Isso é normal?

    Minha filha tem 14 anos e só gosta de interagir com crianças mais novas que ela. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    Sim, esse comportamento pode ser normal, especialmente na adolescência, quando os jovens estão em um período de mudanças intensas e podem se sentir desconfortáveis ou inseguros com os pares da sua própria idade. A preferência por interagir com crianças mais novas pode estar ligada a um sentimento de maior controle ou conforto, já que essas interações podem ser menos desafiadoras emocionalmente, sem as pressões sociais que podem existir entre adolescentes. Além disso, pode ser uma forma dela procurar relacionamentos mais simples, onde não há tanta competição ou comparação. Se essa preferência for algo que não afeta a autoestima dela ou suas relações sociais de maneira negativa, não há motivo para preocupação. No entanto, se você perceber que isso está dificultando o desenvolvimento de habilidades sociais com os colegas da mesma idade ou causando sentimentos de isolamento, pode ser útil conversar com ela sobre como se sente e, se necessário, buscar a orientação de um profissional.


  • É comum confundir o TDAH com o SD? Quais diferenças mais comuns?

    É comum confundir o TDAH com o SD?
    Quais diferenças mais comuns?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    Sim, é comum confundir o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) com a Superdotação (SD), pois ambos podem apresentar características como desatenção, inquietação e dificuldade em seguir regras ou rotinas. No entanto, enquanto no TDAH esses comportamentos estão relacionados a dificuldades reais de regulação da atenção, do comportamento e da impulsividade, na superdotação eles geralmente surgem por desinteresse em tarefas que não desafiam o potencial da criança. Outra diferença é que crianças superdotadas podem demonstrar alta capacidade de foco em temas de interesse, enquanto no TDAH a dificuldade de atenção ocorre em diferentes contextos, independentemente do interesse. A avaliação cuidadosa por profissionais é essencial para diferenciar os dois casos, já que podem coexistir em alguns indivíduos.


  • Uma criança com síndrome de Asperger pode ser bem comunicativa até com estranhos?

    Uma criança com síndrome de Asperger pode ser bem comunicativa até com estranhos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    Sim, uma criança com Síndrome de Asperger pode ser bem comunicativa, até mesmo com estranhos, dependendo da sua personalidade e interesses. Embora dificuldades sociais sejam uma característica comum, essas crianças nem sempre são tímidas ou retraídas. Muitas vezes, elas podem iniciar conversas sobre temas de grande interesse para elas, falando com entusiasmo e detalhadamente, mesmo sem perceber se a outra pessoa está acompanhando ou interessada. O que geralmente caracteriza a Síndrome de Asperger não é a falta de comunicação em si, mas sim dificuldades em compreender nuances sociais, como manter um diálogo equilibrado ou interpretar gestos e expressões.


  • Boa tarde, Meu irmão mais novo recebeu recentemente o diagnóstico de superdotação,é possível que e

    Boa tarde,
    Meu irmão mais novo recebeu recentemente o diagnóstico de superdotação,é possível que eu possa ter também?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    Boa tarde! Sim, é possível, pois estudos mostram que a superdotação tem uma base genética e tende a ocorrer com mais frequência em membros da mesma família. Isso significa que irmãos podem compartilhar características como inteligência acima da média, criatividade elevada ou talentos específicos, mas isso não é garantido, já que a expressão dessas habilidades também depende de fatores ambientais, como estímulos e experiências. Caso você perceba sinais semelhantes em si mesmo, como facilidade de aprendizado ou interesses intensos, pode ser interessante realizar uma avaliação com um psicólogo especializado para entender melhor suas habilidades e potencial.


Perguntas frequentes

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