Perguntas do paciente (94)

  • Quais são as possíveis intervenções que uma escola pode fazer para ajudar crianças com a síndrome de

    Quais são as possíveis intervenções que uma escola pode fazer para ajudar crianças com a síndrome de Asperger?
    Agradeço desde já pelas respostas!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    As escolas podem adotar várias intervenções para ajudar crianças com Síndrome de Asperger (TEA nível 1) a se desenvolverem melhor no ambiente escolar. Algumas estratégias incluem:

    Adaptação da comunicação: usar linguagem clara, objetiva e, se necessário, suporte visual para facilitar a compreensão das regras e expectativas.
    Rotina estruturada: manter horários previsíveis e antecipar mudanças para reduzir a ansiedade.
    Suporte social: ensinar habilidades sociais por meio de atividades guiadas, uso de scripts sociais e incentivo a interações positivas com os colegas.
    Acomodações acadêmicas: permitir tempo extra para tarefas, organizar atividades em passos menores e adaptar estratégias de ensino conforme as necessidades da criança.
    Ambiente tranquilo: oferecer um espaço de calma para quando a criança se sentir sobrecarregada sensorialmente ou emocionalmente.
    Parceria com a família e especialistas: manter um diálogo aberto com os pais e, se possível, contar com apoio de psicopedagogos, terapeutas ocupacionais e outros profissionais.
    Cada criança é única, então a melhor abordagem é sempre individualizada, respeitando suas dificuldades e potencializando suas habilidades.


  • É possível ser diagnosticado com a Síndrome de Asperger mesmo tendo uma boa interação social com os

    É possível ser diagnosticado com a Síndrome de Asperger mesmo tendo uma boa interação social com os outros?
    O isolamento social caracteriza com asperger?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    Sim, é possível ser diagnosticado com a Síndrome de Asperger, mesmo tendo uma boa interação social, pois esse transtorno está mais relacionado a dificuldades na comunicação não verbal, interpretação de nuances sociais e comportamentos repetitivos do que ao isolamento social. Muitas pessoas com Asperger podem se sair bem em interações sociais superficiais, mas podem ter dificuldades para compreender aspectos mais sutis das relações, como sarcasmo, metáforas ou a dinâmica emocional de grupos. O isolamento social, por outro lado, não é uma característica central da síndrome. Na verdade, algumas pessoas com Asperger podem até desejar interações sociais, mas se sentir inseguras ou desconfortáveis ao tentar se conectar de forma mais profunda com os outros. O diagnóstico é baseado em um conjunto de características comportamentais, e a avaliação deve ser feita por um profissional qualificado.


  • Ola, os sintomas da anciedade vem e vão do nada ou tem algo que desencadia esses sintomas?tipo palpi

    Ola, os sintomas da anciedade vem e vão do nada ou tem algo que desencadia esses sintomas?tipo palpitaçao,coraçao acelerado,nalseas e medo? Desde já agradeço.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    Existem diversos fatores que podem desencadear uma crise de ansiedade. Não necessariamente é decorrência de um evento que antecede imediatamente à crise. Depende das circunstâncias e histórico de contingências. A terapia é uma ferramenta importante para a busca do autoconhecimento e enfrentamento dessas questões.


  • Olá! Todas as pessoas com a Síndrome de Asperger falam de maneira mecânica e possuem uma linguagem

    Olá!
    Todas as pessoas com a Síndrome de Asperger falam de maneira mecânica e possuem uma linguagem rebuscada?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    Isso não se caracteriza uma regra. A síndrome tem características comuns, mas nem todas são desenvolvidas da mesma maneira. Inclusive existem pessoas com a síndrome, que conseguem desenvolver habilidades sociais em ambientes profissionais e de exposição.


  • Minha psicóloga levantou uma hipótese diagnóstica da síndrome de asperger (hoje dentro do espectro a

    Minha psicóloga levantou uma hipótese diagnóstica da síndrome de asperger (hoje dentro do espectro autista) entretanto, meu psiquiatra discorda. Ele supõe personalidade esquizóide e ansiedade generalizada. O que devo fazer quando dois profissionais que me acompanham discordam entre si?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    Quando dois profissionais de saúde discordam sobre um possível diagnóstico, é importante buscar mais informações e compreensão sobre o que cada um está observando. Nesse caso, o melhor passo seria discutir as observações, hipóteses e as razões para as conclusões deles, para entender como cada profissional chegou à sua opinião. Você pode pedir uma explicação mais detalhada sobre o que os leva a sugerir um diagnóstico diferente e como eles interpretam seus sintomas.

    Uma boa abordagem seria considerar a possibilidade de buscar uma segunda opinião de um especialista em transtornos do espectro autista ou em psiquiatria, caso necessário. Isso pode ajudar a esclarecer o diagnóstico e permitir que você tenha uma visão mais clara sobre seu caso. Além disso, a terapia continua sendo importante, independentemente do diagnóstico definitivo, pois ela pode ajudar a melhorar o manejo da ansiedade e as questões emocionais associadas. O diálogo aberto com ambos os profissionais pode ajudar a alinhar os tratamentos e garantir que você tenha o apoio adequado para sua saúde mental.


  • Descobri ser Asperger com 55 anos, sempre fui uma "pessoa excêntrica". Não tenho amigos, não consigo

    Descobri ser Asperger com 55 anos, sempre fui uma "pessoa excêntrica". Não tenho amigos, não consigo fazer/manter amizades. Sinto-me bem só quando isolado vendo TV em língua estrangeira, não suporto o Português mal falado. O que fazer ??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    Descobrir o diagnóstico mais tarde na vida pode ajudar a entender muitos dos desafios enfrentados ao longo dos anos. Se o isolamento lhe traz conforto, não há problema em respeitar seu próprio espaço, mas se a falta de conexões sociais lhe causa sofrimento, pode ser útil buscar apoio terapêutico para desenvolver estratégias que tornem as interações mais naturais e satisfatórias. Além disso, grupos de apoio para adultos com Asperger podem ser uma boa opção para encontrar pessoas com experiências semelhantes. Explorar atividades que unam interesses específicos e permitam interações estruturadas, como clubes de leitura ou discussões em fóruns sobre temas que lhe interessam, pode ajudar a criar conexões sem a pressão social tradicional. Se o incômodo com o português mal falado é algo que interfere no dia a dia, focar em ambientes ou conteúdos que atendam suas preferências linguísticas pode trazer mais bem-estar. Buscar acompanhamento profissional te ajudará a guiar nesses passos.








  • Músicas intrusivas na cabeça, descartando alucinação auditiva e fatores fisiológicos, pode ser consi

    Músicas intrusivas na cabeça, descartando alucinação auditiva e fatores fisiológicos, pode ser considerado que tipo de transtorno?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    Olá. Diagnósticos sempre devem ser feitos por profissionais capacitados. Além disso, há a necessidade de um maior número de informações e descrição do caso. Procure um profissional para obter um melhor resultado.


  • Existe relação entre asperger e comportamento passivo-agressivo?

    Existe relação entre asperger e comportamento passivo-agressivo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    Não existe uma relação direta entre Asperger (ou TEA nível 1, como é chamado atualmente) e comportamento passivo-agressivo, mas algumas características do autismo podem, em certas situações, ser interpretadas dessa forma.

    Pessoas autistas podem ter dificuldades em expressar emoções e necessidades de maneira clara, o que pode levar a frustrações acumuladas que acabam se manifestando de forma indireta. Além disso, muitas podem sentir dificuldade em lidar com conflitos ou expressar desagrado de maneira assertiva, o que pode resultar em comportamentos como silêncio prolongado, ironia ou resistência passiva diante de situações desconfortáveis.

    Por outro lado, o comportamento passivo-agressivo, de forma geral, está mais associado a dificuldades emocionais adquiridas ao longo da vida, padrões de comunicação aprendidos e não necessariamente ao TEA. Se você sente que tem reações assim e isso tem causado dificuldades, aprender técnicas de comunicação assertiva e buscar apoio terapêutico pode ajudar bastante. Você sente que tem dificuldades em expressar seus sentimentos diretamente?


  • Pessoas com síndrome de Asperger podem exibir expressões faciais, mesmo que mínimas, de desprezo, me

    Pessoas com síndrome de Asperger podem exibir expressões faciais, mesmo que mínimas, de desprezo, mesmo em situações em que não acredita estar superior aos outros? E quanto a pessoas não autistas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    Sim, pessoas com síndrome de Asperger, ou autismo nível 1, podem sim apresentar expressões faciais que pareçam de desprezo, mesmo que não estejam sentindo isso de verdade ou não se achem superiores aos outros. Isso acontece porque muitas vezes elas têm dificuldade com a comunicação não verbal, o que inclui expressões do rosto. Às vezes, o rosto mostra algo que a pessoa não está sentindo, o que pode causar confusão nas interações sociais. Já nas pessoas que não são autistas, também pode acontecer de surgirem expressões parecidas com desprezo sem que haja realmente esse sentimento. Isso pode vir de um desconforto, de um pensamento rápido ou até de cansaço. Ou seja, tanto em pessoas com autismo quanto em pessoas neurotípicas, é possível que o rosto demonstre algo diferente do que a pessoa realmente sente ou pensa, e isso nem sempre é intencional.


  • Tenho TOC, tenho um ritual, sempre que eu tento fazer esse ritual, eu não consigo terminar, eu acabo

    Tenho TOC, tenho um ritual, sempre que eu tento fazer esse ritual, eu não consigo terminar, eu acabo quebrando as regras do ritual, são bem rígidas e minha mente diz que tenho que refazer o ritual, há algum problema se eu tentar me livrar do TOC sem refazer esse ritual?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    A quebra de rituais de toc são de extrema importância para a minimização dos sintomas. A partir do momento que que há a conscientização de que a quebra de rituais não tem influências relevantes, isso significa que a melhora está acontecendo.


  • A minha filha tem 18 anos, dificuldade de terminar tarefas e se atrasa muito dificuldade nas aulas matematica,

    A minha filha tem 18 anos, dificuldade de terminar tarefas e se atrasa muito dificuldade nas aulas matematica, se distrai facilmente, e muito estressada e morde a boca sera que ela tem defice de atençao?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    Os sinais que você descreve, como dificuldade em terminar tarefas, distração fácil e atrasos frequentes, podem estar relacionados ao Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), mas também podem ter outras causas, como ansiedade, estresse ou dificuldades na organização. O hábito de morder a boca pode ser uma forma de lidar com a tensão. Para ter um diagnóstico preciso, o ideal é buscar um profissional especializado, como um neurologista, psiquiatra ou psicólogo, que possa avaliar os sintomas de forma completa e indicar estratégias para ajudá-la a lidar melhor com essas dificuldades.


  • Meu filho têm 8 anos, é muito inquieto na escola e em qualquer outro ambiente. Gosta de matemática

    Meu filho têm 8 anos, é muito inquieto na escola e em qualquer outro ambiente. Gosta de matemática mas não sabe e nem quer ler e escrever. Um psicopedagogo pode ajudá-lo nessa questão? Já iniciei tratamento com fono, terapia ocupacional, psicoterapia e psiquiatria infantil. O que mais posso fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    Com base na Análise do Comportamento, o comportamento inquieto e a recusa em ler e escrever podem estar sendo mantidos por reforços no ambiente, como evitar atividades difíceis ou obter atenção ao resistir. Um psicopedagogo pode ajudar a tornar a aprendizagem mais motivadora, ajustando estratégias ao perfil do seu filho e identificando possíveis dificuldades cognitivas ou pedagógicas. Além disso, é importante analisar se há reforçadores positivos para incentivar a leitura e escrita, tornando essas atividades mais atrativas. Estabelecer pequenas metas com recompensas, utilizar materiais interativos e associar a leitura a interesses dele pode aumentar o engajamento. Como já iniciou múltiplos acompanhamentos, a comunicação entre os profissionais envolvidos será essencial para alinhar estratégias eficazes e ajudar no desenvolvimento do seu filho.


  • Minha filha iniciou o curso na UNESP em junho e está desesperada, pois não está se adaptando. Diz

    Minha filha iniciou o curso na UNESP em junho e está desesperada, pois não está se adaptando. Diz que não está gostando e se encontrando na escolha que fez, eu acredito que esteja precisando de orientação profissional urgente! Espero que possam me orientar??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    É importante que sua filha receba apoio emocional e profissional para lidar com essa fase desafiadora, e a primeira etapa pode ser buscar um atendimento psicológico, seja na própria UNESP, se houver esse serviço disponível, ou com um profissional particular, para que ela possa expressar suas angústias e encontrar estratégias para enfrentar essa dificuldade. Além disso, uma orientação vocacional pode ajudá-la a refletir sobre sua escolha de curso, identificando se a insatisfação vem de uma dificuldade de adaptação ou se realmente há um desinteresse pela área, permitindo que ela avalie alternativas como transferência ou reavaliação de carreira. Conversar com professores e alunos mais experientes pode trazer uma nova perspectiva sobre o curso e as possibilidades dentro dele, tornando a decisão mais embasada e menos precipitada. É fundamental que ela se sinta acolhida e compreendida, pois essa fase de incertezas pode gerar muita ansiedade, e ter um espaço seguro para discutir suas dúvidas ajudará a encontrar um caminho que a faça se sentir mais confortável e motivada. Estou à disposição!


  • meu filho tem boas notas na escola,porém as professoras reclamam que ele se distrai muito em sala de

    meu filho tem boas notas na escola,porém as professoras reclamam que ele se distrai muito em sala de aulas.Ele tem déficit de atenção?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Juliana Cintra Proença

    Ter boas notas, mas se distrair muito em sala de aula, não significa necessariamente que seu filho tenha Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Algumas crianças se distraem por tédio, falta de desafio, cansaço ou até por questões emocionais. No entanto, se essa distração for excessiva, constante e prejudicar o aprendizado ou a rotina dele, pode ser interessante buscar uma avaliação profissional com um neuropsicólogo ou psiquiatra infantil. Eles poderão analisar se há um transtorno de atenção ou se o comportamento está dentro do esperado para a idade. Enquanto isso, estratégias como dividir tarefas em etapas menores, incentivar a organização e criar estímulos visuais podem ajudar na concentração.


Perguntas frequentes

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