Perguntas do paciente (150)

  • Minha médica me receitou quetiapina de 50 mg para ejaculação precoce , para ansiedade e depressão .

    Minha médica me receitou quetiapina de 50 mg para ejaculação precoce , para ansiedade e depressão . Esta é uma boa medição nessa dosagem para esses casos ? E em quantos dias vou vê um resultado positivo ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Leonardo de Almeida Sodré

    Pode ajudar. A escolha do remédio também vai depender das comorbidades que o paciente possa ter.


  • Olá, gostaria de entender uma questão: passei em consulta psiquiátrica, mas observei que o profissio

    Olá, gostaria de entender uma questão: passei em consulta psiquiátrica, mas observei que o profissional em questão não tem RQE, somente o CRM válido. Um profissional sem RQE pode atuar na área psiquiátrica? É possível que esse profissional esteja ainda em residência? Em caso afirmativo, como saber e garantir que meu atendimento está sendo feito efetivamente por alguém em processo de se tornar especialista?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Leonardo de Almeida Sodré

    O médico não pode se identificar como especialista se não tiver RQE. Isso é desonestidade com o paciente, que procurou um especialista para seu atendimento. Pode ser que nem esteja fazendo residência. O Conselho Federal de Medicina deixa isso claro no seu site: portal.cfm.org.br/noticias/justica-federal-reitera-so-pode-se-anunciar-como-especialista-o-medico-que-concluiu-residencia-medica-ou-passou-em-prova-de-titulo-de-sociedade-de-especialidade/


  • Posso tomar a mirtazapina e tomar o triptocaps junto?

    Posso tomar a mirtazapina e tomar o triptocaps junto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Leonardo de Almeida Sodré

    Usar mirtazapina junto com triptofano pode aumentar o risco de uma condição rara, mas séria, chamada síndrome da serotonina, que pode incluir sintomas como confusão, alucinação, convulsão, mudanças extremas na pressão arterial, aumento da frequência cardíaca, febre, suor excessivo, tremores ou tremores, visão turva, espasmo ou rigidez muscular, tremor, incoordenação, cólica estomacal, náusea, vômito e diarreia. Casos graves podem resultar em coma e até mesmo morte. Você deve procurar atendimento médico imediato se sentir esses sintomas enquanto estiver tomando os medicamentos. Converse com seu médico se tiver alguma dúvida ou preocupação. Seu médico pode já estar ciente dos riscos, mas determinou que este é o melhor curso de tratamento para você e tomou as precauções adequadas e está monitorando você de perto para quaisquer complicações potenciais. É importante informar seu médico sobre todos os outros medicamentos que você usa, incluindo vitaminas e ervas. Não pare de usar nenhum medicamento sem primeiro conversar com seu médico. E NÃO USE NENHUM SUPLEMENTO SEM CONSULTAR SEU MÉDICO!


  • Em quanto tempo o Venvanse causa tolerância? Meu médico me passou 50mg de Venvanse por dia. Para te

    Em quanto tempo o Venvanse causa tolerância?
    Meu médico me passou 50mg de Venvanse por dia. Para ter mais efeitos, comecei a tomar 100mg. Agora que voltei a tomar 50mg, percebi que quase não sinto mais efeito do remédio. O Venvanse causa tolerância em quanto tempo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Leonardo de Almeida Sodré

    Pode ser bastante rápido, até em questão de dias ou semanas. O quanto antes parar, mais fácil pode ser a retirada. Nunca comece ou suspenda um tratamento medicamentoso sem consultar um médico, principalmente no casos de medicamentos tarja preta.


  • Como a Terapia Cognitivo Comportamental trabalha com traumas?

    Como a Terapia Cognitivo Comportamental trabalha com traumas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Leonardo de Almeida Sodré

    A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma abordagem psicoterapêutica que tem sido amplamente utilizada para tratar traumas. Aqui está como a TCC trabalha especificamente com traumas:

    1. **Reestruturação Cognitiva**: A TCC começa identificando e desafiando pensamentos automáticos negativos ou distorcidos relacionados ao trauma. Os pacientes aprendem a reconhecer pensamentos como "Eu sou responsável pelo que aconteceu" ou "O mundo não é seguro" e a reestruturar esses pensamentos para serem mais realistas e menos perturbadores.

    2. **Exposição Gradativa**: Uma técnica chave na TCC para trauma é a exposição, onde o paciente é gradualmente exposto a memórias ou situações que lembram o trauma, mas de uma maneira controlada e segura. Isso pode incluir a exposição imaginária (relembrar o evento em sessões terapêuticas) ou a exposição in vivo (enfrentar situações no mundo real que foram evitadas devido ao trauma). O objetivo é reduzir a resposta de medo e ansiedade associada ao trauma.

    3. **Técnicas de Relaxamento e Regulação Emocional**: Pacientes aprendem habilidades de relaxamento, como a respiração diafragmática e técnicas de mindfulness, para gerenciar sintomas de ansiedade e hipervigilância que são comuns após traumas. Essas técnicas ajudam a regular as respostas emocionais e fisiológicas ao trauma.

    4. **Processamento do Trauma**: Métodos como a Terapia de Processamento Cognitivo (CPT) ou a Dessensibilização e Reprocessamento por Movimentos Oculares (EMDR) podem ser utilizados para ajudar os pacientes a processar e integrar memórias traumáticas. A CPT foca em mudar crenças prejudiciais relacionadas ao trauma, enquanto o EMDR usa movimentos oculares bilaterais para ajudar no processamento emocional e cognitivo das memórias traumáticas.

    5. **Desenvolvimento de Habilidades de Coping**: A TCC também enfatiza o ensino de habilidades de enfrentamento para lidar com sintomas pós-traumáticos no dia a dia. Isso pode incluir estratégias para lidar com flashbacks, pesadelos, ou sentimentos de culpa e vergonha.

    6. **Reavaliação e Feedback**: Durante o processo terapêutico, há uma constante reavaliação dos progressos do paciente, ajustando as estratégias conforme necessário. O feedback do paciente é crucial para adaptar a terapia às suas necessidades específicas.

    A TCC é altamente estruturada e baseada em evidências, com um foco em colaboração entre terapeuta e paciente. A duração do tratamento pode variar, mas geralmente envolve sessões semanais ao longo de várias semanas ou meses, dependendo da complexidade e dos impactos do trauma.


  • O que é psicoeducação em terapia cognitivo-comportamental?

    O que é psicoeducação em terapia cognitivo-comportamental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Leonardo de Almeida Sodré

    Psicoeducação é uma estratégia realizada pelo profissional de saúde mental (independente se psiquiatra ou psicoterapeuta) de educar o paciente sobre o transtorno que o paciente está apresentando, como funciona, o prognóstico do quadro se a doença for corretamente tratada ou não. Isto promove uma atitude mais ativa do paciente acerca da sua patologia, aumentando a adesão não só da terapia farmacológica mas também das mudanças de estilo de vida necessárias para um melhor prognóstico.


  • Qual o profissional que faz reabilitação cognitiva?

    Qual o profissional que faz reabilitação cognitiva?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Leonardo de Almeida Sodré

    Alguns Neuro psicólogos com pós graduação na área de reabilitação cognitiva. São poucos realmente capacitados para isso.


  • Bom dia! A disfunção erétil causada pelo venvanse dura quanto tempo? Obrigado!

    Bom dia!
    A disfunção erétil causada pelo venvanse dura quanto tempo?
    Obrigado!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Leonardo de Almeida Sodré

    Estudos indicam que cerca de 2.6% dos homens podem experimentar disfunção erétil enquanto tomam Venvanse. No entanto, a duração específica não é uniformemente relatada, como ela pode depender de muitos fatores individuais.

    Se você está experimentando disfunção erétil devido ao Venvanse, é crucial consultar seu médico para avaliação e possíveis ajustes no tratamento.


  • Quais são transtornos neurocognitivos ? ;

    Quais são transtornos neurocognitivos ? ;

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Leonardo de Almeida Sodré

    Transtornos neurocognitivos são condições que afetam a cognição, levando a declínios significativos em funções cognitivas como memória, atenção, linguagem, percepção, ou habilidades de resolução de problemas. Eles são categorizados de acordo com a gravidade e a causa. Aqui estão alguns dos principais tipos:

    ### Transtornos Neurocognitivos Leves:
    - **Transtorno Neurocognitivo Leve (TNL)**: Caracterizado por uma diminuição leve, mas perceptível, na função cognitiva que não interfere significativamente com a vida diária. Pode ser devida a várias causas, como:

    - **Doença de Alzheimer leve** (ou outras formas de demência).
    - **Doença vascular**.
    - **Trauma cranioencefálico**.
    - **Doença de Parkinson**.
    - **Infecções como HIV**.
    - **Uso de substâncias ou abuso de álcool**.

    ### Transtornos Neurocognitivos Graves:
    - **Transtorno Neurocognitivo Maior (TNM)**: Envolve um declínio cognitivo significativo que interfere substancialmente com a independência e as atividades diárias. Exemplos incluem:

    - **Demência da Doença de Alzheimer**.
    - **Demência Vascular**.
    - **Demência com Corpos de Lewy**.
    - **Demência Frontotemporal**.
    - **Demência associada a outras condições médicas** (como doença de Huntington, hidrocefalia de pressão normal, etc.).
    - **Demência por uso de substâncias**.

    ### Outros Transtornos Neurocognitivos:
    - **Transtorno Neurocognitivo por Traumatismo Cranioencefálico**: Pode ser leve ou grave, dependendo do impacto do trauma.
    - **Transtorno Neurocognitivo Associado ao HIV**: Pode variar de leve a grave.
    - **Transtorno Neurocognitivo por Doenças Prioniformes**: Como a Doença de Creutzfeldt-Jakob.
    - **Transtorno Neurocognitivo por Outras Causas Médicas**: Como hipotireoidismo, deficiência de vitamina B12, ou infecções cerebrais.

    O diagnóstico desses transtornos geralmente envolve uma avaliação detalhada por um profissional de saúde mental ou neurologista, incluindo avaliações cognitivas, exames físicos, e possivelmente exames de imagem cerebral ou testes laboratoriais para identificar a causa subjacente. O tratamento pode incluir manejo dos sintomas, intervenções farmacológicas, terapias cognitivas, e suporte para o paciente e cuidadores.


  • Meu irmão tem esquizofrenia, tomou grandes dosagens de haldol durante alguns anos, mas começou a apr

    Meu irmão tem esquizofrenia, tomou grandes dosagens de haldol durante alguns anos, mas começou a apresentar paralisia, suspendemos o haldol, mas só piorou...
    O que podemos fazer? Nenhum médico que vimos, resolve...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Leonardo de Almeida Sodré

    Teria que avaliar melhor essa paralisia que seu irmão está apresentando. O uso de Haldol por longa data pode causar discinesia tardia, que costuma ser mais como movimentos de mão, de boca, de pescoço. O uso agudo de Haldol em uma dose relativamente alta pode causar o que chamamos de acatisia, que é uma sensação de travamento, cansaço, mandíbula travada, girar dos olhos para cima, e muita angústia. Ambas as situações quererem tratamento adequado, muitas vezes não adiantando apenas suspender o medicamento.

    Outra situação que causa paralisia é por causa da doenca, quando o paciente evolui com catatonia, também requerendo tratamento específico.


  • É vdd que antidepressivo quando é feito o desmame,pode dar convulsão? Ouvi dizer que remédio que é

    É vdd que antidepressivo quando é feito o desmame,pode dar convulsão?
    Ouvi dizer que remédio que é tomado todo dia quando para pode dar convulsão

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Leonardo de Almeida Sodré

    Anticonvulsivantes e ansiolíticos benzodiazepinicos sim. Antidepressivos não costumam causar convulsão quando retirados, mas podem apresentar vários outros efeitos de retirada.


  • Olá. Eu tenho insônia, fobia social, crise de pânico e não sei se procuro psicólogo(a) ou psiqui

    Olá.

    Eu tenho insônia, fobia social, crise de pânico e não sei se procuro psicólogo(a) ou psiquiatra.

    Qual seria o melhor para mim?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Leonardo de Almeida Sodré

    Psiquiatra. O tratamento farmacológico te ajudaria mais rápido no alívio dos sintomas, e ajudaria muito mais a tolerar a psicoterapia.


  • Olá. Eu tenho insônia, fobia social, crise de pânico e não sei se procuro psicólogo(a) ou psiqui

    Olá.

    Eu tenho insônia, fobia social, crise de pânico e não sei se procuro psicólogo(a) ou psiquiatra.

    Qual seria o melhor para mim?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Leonardo de Almeida Sodré

    Com certeza o psiquiatra. Um bom tratamento farmacológico vai ajudar muito a melhorar rapidamente dos sintomas, facilitando muito a psicoterapia.


  • Estou tomando um antidepressivo Oxalato de Escitolapram há 3 meses, desde então não bebi nenhuma beb

    Estou tomando um antidepressivo Oxalato de Escitolapram há 3 meses, desde então não bebi nenhuma bebida alcoólica, se eu quiser posso tomar mesmo fazendo o tratamento? de modo casual.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Leonardo de Almeida Sodré

    Você fez muito bem em se abster nesses 3 meses iniciais — esse é o período em que o cérebro está se adaptando à medicação, e álcool nessa fase pode mesmo comprometer a resposta ao tratamento. Agora que o tratamento está estabelecido, dá para pensar com mais nuance.
    A resposta honesta é que escitalopram e álcool não são uma combinação proibida em termos absolutos, mas exige bom senso. Diferente dos benzodiazepínicos, os antidepressivos da classe do escitalopram (ISRS) não têm uma interação farmacológica grave com o álcool em pequenas quantidades. Mas há considerações importantes.
    Primeiro, o efeito do álcool tende a ser mais intenso em quem toma antidepressivo — uma dose que antes parecia leve pode te afetar mais. Segundo, o álcool é depressor do sistema nervoso central, e em quem está tratando ansiedade ou depressão ele pode piorar o quadro no dia seguinte (rebote ansioso, queda de humor), justamente contrariando o efeito do tratamento. Terceiro, em algumas pessoas, o álcool reduz a eficácia do antidepressivo ao longo do tempo, especialmente se o uso for frequente.
    "De modo casual", o que costumo orientar na prática é: uma ou duas doses ocasionais (uma taça de vinho, um drink em um evento social), com baixa frequência (não semanal), em um momento estável do seu tratamento, costuma ser tolerado sem grandes problemas para a maioria dos pacientes. O que é problemático é uso frequente, em quantidade maior, ou em momentos de vulnerabilidade emocional (quando o álcool deixa de ser social e passa a ser regulação afetiva).
    A pergunta mais importante, na verdade, não é "posso beber" — é "como está sendo a sua resposta ao tratamento?". Se está bem, estável, com bom controle dos sintomas, beber casualmente provavelmente não vai desestabilizar. Se ainda está em ajuste ou com sintomas residuais, vale adiar. Se quiser conversar sobre o andamento do seu tratamento, ajustes ou planejamento de longo prazo, estou à disposição no consultório. Decisões assim ficam mais claras com acompanhamento individualizado.


  • Estou no Japao, fui procurar um psiquiatra por suspeitar que posso ter TDAH . Ele me receito Velafa

    Estou no Japao, fui procurar um psiquiatra por suspeitar que posso ter TDAH .
    Ele me receito Velafaxina 35,5,Diazepam e Guanfacina....
    Faz algum sentido??? por ter o problema de comunicacao com a lingua ,fico preocupada com o diagnostico .....

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Leonardo de Almeida Sodré

    Sua preocupação faz sentido, e a barreira da língua em uma consulta psiquiátrica é uma questão real — diagnóstico em psiquiatria depende muito da história contada, dos detalhes, da nuance, e isso fica comprometido quando não se consegue se expressar bem no idioma.
    Sobre as medicações em si: a guanfacina é, sim, uma medicação reconhecida para TDAH e tem boa evidência, especialmente quando há componentes de hiperatividade ou desregulação emocional. A venlafaxina não é tratamento de primeira linha para TDAH, mas pode ser usada quando há suspeita de depressão ou ansiedade associadas. Já o diazepam, nesse contexto, me chama atenção — não é parte do tratamento padrão de TDAH e, em alguns casos, pode até atrapalhar (sedação, impacto na atenção).
    Mais importante do que a combinação em si: você merece um diagnóstico do qual você se sinta segura. Se você não conseguiu comunicar bem sua história, o diagnóstico pode estar incompleto.
    Eu atendo online também. Se quiser fazer uma avaliação em português, com calma e detalhamento, posso te receber em consulta — assim você consegue uma segunda opinião com clareza antes de seguir o tratamento.


  • Tomo diazepam a mais de 15 anos por conta da ansiedade e pensamento acelerado isso pode afetar algun

    Tomo diazepam a mais de 15 anos por conta da ansiedade e pensamento acelerado isso pode afetar alguns dos meus órgãos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Leonardo de Almeida Sodré

    Entendo sua preocupação, e ela é legítima — mas deixa eu te contar uma coisa que talvez seja mais importante do que a sua pergunta original.
    O ponto central não é tanto o impacto nos órgãos (que existe e merece avaliação), e sim que você está há 15 anos com um tratamento que, hoje, não é considerado adequado para ansiedade crônica. Benzodiazepínico sozinho nunca foi o tratamento de escolha para ansiedade — ele alivia o sintoma na hora, mas não trata a causa. O tratamento adequado combina uma medicação de base (que de fato trata a ansiedade) com psicoterapia, e o benzodiazepínico, quando entra, é um apoio temporário, não o protagonista.
    O que mais me toca na sua história é pensar que você pode ter passado 15 anos convivendo com uma ansiedade controlada apenas pela metade, sem saber que poderia estar muito melhor. Muitos pacientes nessa situação, quando fazem a transição para um tratamento adequado, descobrem uma qualidade de vida que não imaginavam possível.
    Sair do diazepam após tanto tempo exige planejamento e calma, mas é totalmente viável. Se quiser fazer essa reavaliação com cuidado, estou à disposição no consultório. Você merece um tratamento melhor do que vem recebendo.


  • Sinto muita ansiedade,sou agressiva nervosa principalmente quando bebo dou surtos e fico transtornad

    Sinto muita ansiedade,sou agressiva nervosa principalmente quando bebo dou surtos e fico transtornada.Tenho crises de enxaqueca quase todos os dias e queria tratar com antidepressivos seria viável?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Leonardo de Almeida Sodré

    Pelo que você descreve, há vários fios que merecem ser desembaraçados com calma — e nenhum deles é "drama" ou "exagero": ansiedade intensa, irritabilidade que escala quando você bebe, surtos que te deixam transtornada e enxaquecas quase diárias. Esse conjunto sugere algo mais complexo do que um sintoma isolado, e tratar com antidepressivo "no escuro" pode ajudar em alguns aspectos e piorar outros.Alguns pontos que precisam de uma avaliação cuidadosa antes de qualquer prescrição: o álcool está claramente funcionando como gatilho para os "surtos", e isso muda o raciocínio terapêutico — não basta tratar a ansiedade, é preciso entender essa relação. A enxaqueca diária também pesa na escolha do medicamento: algumas opções podem ajudar nos dois quadros simultaneamente (ansiedade e enxaqueca), outras podem piorar a dor de cabeça. E a irritabilidade pronunciada, especialmente quando ligada ao álcool, pede que se descarte alguns diagnósticos antes de simplesmente introduzir um antidepressivo — em alguns quadros, antidepressivo isolado pode até piorar a instabilidade.A boa notícia é que tudo isso tem tratamento, e geralmente com resposta significativa quando o plano é bem feito. Mas exige avaliação presencial, com história detalhada, para escolher a medicação certa para o seu caso específico — não a "média" dos casos.Se quiser, podemos agendar uma consulta para olhar isso com a profundidade que o quadro merece. Você não precisa continuar convivendo com tudo isso.


  • Minha prima de 16 anos tomou 60 comprimidos de sertralina, tentando o suicidio, essa quantidade pode

    Minha prima de 16 anos tomou 60 comprimidos de sertralina, tentando o suicidio, essa quantidade pode levar a óbito ou ñ, quais as sequelas ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Leonardo de Almeida Sodré

    Lamento muito pelo que sua prima — e toda a sua família — está passando. Tentativa de suicídio em uma adolescente é uma das situações mais sérias e dolorosas que existem, e é compreensível que você esteja buscando respostas.Sobre a sua pergunta direta: a sertralina, comparada a outros medicamentos psiquiátricos, tem perfil de toxicidade relativamente mais favorável em superdosagem — mas isso não significa segurança, especialmente na dose que você descreve. As consequências dependem de muitos fatores: tempo entre a ingestão e o atendimento, peso da paciente, se houve uso concomitante de álcool ou outras substâncias, condição clínica de base, e principalmente a rapidez e qualidade do atendimento hospitalar recebido. Em casos graves, pode haver síndrome serotoninérgica, arritmias, convulsões e outras complicações — mas com manejo adequado, a maioria dos pacientes se recupera sem sequelas físicas permanentes.O que precisa de atenção urgente agora, além do aspecto clínico, é o seguinte: a tentativa em si é o sintoma mais importante. Sua prima precisa de acompanhamento psiquiátrico imediato após a alta hospitalar, idealmente já estabelecido antes mesmo de ela sair do hospital. O risco de nova tentativa é maior justamente nas semanas seguintes a uma tentativa, e isso exige plano terapêutico estruturado — não apenas medicação, mas vínculo, psicoterapia e suporte familiar.Se a família ainda não tem psiquiatra para acompanhá-la, estou à disposição. É uma situação que pede acolhimento, não pressa, mas também não pode esperar. Pode entrar em contato pelo meu consultório.E você, que está cuidando dela e procurando informação para ajudar — cuide-se também. Esse tipo de situação afeta toda a família.


  • Comecei a tomar aloprazam e quando fecho os olhos e abro novamente, durante a noite, para tentar dor

    Comecei a tomar aloprazam e quando fecho os olhos e abro novamente, durante a noite, para tentar dormir parece que vejos uma série de linhas e polígonos (não sei descrever muito bem) como se desfocasse o resto da situação em volta
    Num estado de hipnose ou algo do género

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Leonardo de Almeida Sodré

    Você descreveu muito bem — e o fato de você ter percebido e descrito esse fenômeno com tanta atenção já mostra um nível de observação que ajuda muito o trabalho clínico.

    O que você descreve é compatível com fenômenos chamados de imagens hipnagógicas: percepções visuais que aparecem na transição entre vigília e sono, particularmente quando estamos relaxados de olhos fechados. Elas existem em muitas pessoas mesmo sem medicação, mas o alprazolam, por sua ação sedativa rápida e potente, pode facilitar ou intensificar esses fenômenos justamente por colocar você nesse estado de transição mais profundo.

    Em geral, não é perigoso, mas dois pontos merecem atenção. Primeiro, o alprazolam é um benzodiazepínico de meia-vida curta e potência alta, com risco de dependência rápida — não é um medicamento para uso contínuo prolongado, e quanto antes se planeja a saída dele, melhor. Segundo, se as imagens vierem acompanhadas de ansiedade, paralisia, conteúdo angustiante ou se você se sentir desconfortável com elas, vale conversar sobre alternativas.

    Se você está usando alprazolam para dormir ou para ansiedade, vale a pena revisar o plano terapêutico — há opções muito mais seguras para uso prolongado. Uma avaliação presencial ajuda a desenhar isso com clareza.


  • Olá, estou tomando lexapro 7.5mg porém engordei MUITO e não durmo bem a noite, tendo situações em qu

    Olá, estou tomando lexapro 7.5mg porém engordei MUITO e não durmo bem a noite, tendo situações em que durmo 3, 4 da manhã...
    Meu endócrino falou que trocar a medicação não irá mudar muito estes sintomas...que todos são parecidos. Concordam com ele?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Leonardo de Almeida Sodré

    Sinto muito pelo desconforto — ganho de peso significativo e insônia são dois sintomas que pesam muito na qualidade de vida e na vontade de continuar o tratamento. Sua frustração faz total sentido.
    Com todo respeito ao colega endocrinologista, eu discordo dessa afirmação. Os antidepressivos têm perfis bem diferentes entre si quanto a ganho de peso e impacto no sono. Dizer que "todos são parecidos" é uma simplificação que não corresponde à realidade clínica — alguns são significativamente mais neutros em peso, e alguns inclusive favorecem a melhora do sono em vez de prejudicá-lo. A escolha do antidepressivo certo para o seu perfil pode fazer uma diferença real nesses dois sintomas.

    Além disso, vale considerar: a dose de 7,5 mg de Lexapro é incomum (geralmente é 5, 10, 15 ou 20 mg), o que sugere que talvez essa dose esteja sendo ajustada ou tenha sido modificada por algum motivo. E ganho de peso "muito" significativo em paciente em uso de Lexapro também pede uma investigação mais ampla — porque embora o medicamento possa contribuir, raramente é a única causa quando o ganho é expressivo.

    A resposta direta à sua pergunta: não concordo. Trocar pode, sim, fazer diferença, mas precisa ser uma troca planejada por psiquiatra, considerando seu quadro de base e o perfil de cada medicação. Vale uma reavaliação para olhar isso com cuidado — você merece um tratamento que trate sem comprometer tanto outras áreas da sua saúde.


Perguntas frequentes

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